sábado, 17 de novembro de 2018

O semanário britânico «The Economist» também mostra preocupação pelas crianças: alerta para o perigo do movimento trans e prevê uma guerra contra o feminismo

En los últimos tiempos, muchas de las leyes han atendido la agenda del movimiento transgénero

Javier Lozano, ReligiónenLibertad, 8 de Novembro de 2018

Durante estes últimos anos, o movimento transgénero é o que ganhou mais destaque entre os LGTBI. O T é precisamente a letra dessas siglas que agora está a obter maiores ganhos graças ao papel da ideologia de género. Uma grande parte das leis que foram impostas nas diferentes regiões espanholas e noutras partes do mundo têm a agenda trans como prioridade. Mudanças de género para menores, conteúdo educacional obrigatório, discriminação positiva...

Tudo isso foi feito sem levar em conta o que a ciência diz, mas pela base ideológica do sexo-género de uma pessoa não é um conceito puramente biológico, mas principalmente psicológico. Assim, tem de conceder a soberania ao «humano» para descrever que sexo-género é escolhido sobre qualquer outra consideração física.

O problema da discordância dos postulados desse movimento

Ao discordar desta consideração ideológica pode causar, de acordo com estes regulamentos, sérias sanções pela administração. Para isso, devemos acrescentar os ataques da ditadura do politicamente correcto.

Maria Keisling , chefe do Centro Nacional para a organização Transgender Equality EUA, organização que no governo de Obama obteve quase tudo a que se propós confirmando que «nas últimas duas décadas temos progredido mais rápido do que qualquer outro movimento» na história do país.

Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá,
com duas pessoas trans durante o Orgulho LGBT

De certa forma é assim, e o movimento trans previa precisamente que  encontraria oposição de grupos pró-família, da Igreja e de outros grupos religiosos. No entanto, as noções dessa ideologia radical e infundada começam a ser muito visíveis até para aqueles que se consideram seus aliados, especialmente feministas e lésbicas. Nalguns aspectos, as diferenças entre feministas e o movimento transgénero estão a transformar-se numa guerra.

Um conflito que pode explodir

Alguns exemplos concretos mostram esse conflito, assim como os problemas gerados por essa ideologia. Por um lado, é o mundo do desporto. Já existem homens que se identificam como mulheres que competem em competições femininas e que são devastadoras. Isso levantou indignação entre os outros participantes, mas também entre as lésbicas. Por outro lado, casos de estupradores que se identificam mais tarde como mulheres e que depois de serem transferidos para prisões femininas continuaram a estuprar lá.

The Economist, publicação que mostrou as suas simpatias LGBT, fez eco dessas contradições e os problemas que o transexualismo está a causar. Diz no subtítulo do relatório que publica a esse respeito que «a auto-identificação de género é frequentemente citada como uma questão de direitos civis. É mais problemático do que muitos defensores percebem.»

As dúvidas do semanário britânico

O semanário britânico mostra agora um forte cepticismo do transexualismo como uma ideologia, condição médica, assim como movimento político advertindo que «o Estado deve também resistir à pressão para a legalização de pessoas transexuais é uma questão de definição pessoal como é considerado na Grã-Bretanha». Na sua opinião, deve haver um equilíbrio entre o que os trans desejam e o dano potencial que pode ser causado aos outros.

Como lembrou Mercatornet, no início deste ano The Economist organizou uma conferência sobre o transexualismo, e entre os jornais alguns foram muito hostis a este movimento. As hostilidades vieram precisamente das feministas.

O movimento trans penaliza as mulheres

Segundo o seu argumento, o movimento trans penaliza as mulheres e mata a identidade feminina. Isso equivale a uma invasão colonial. Alegaram que durante décadas lutaram para quebrar o tecto de vidro e reafirmar-se, e mulheres trans (homens de nascimento) estão a aproveitar tudo isso.

Por outro lado, as feministas denunciaram que, em vez de acabar com os laços dos estereótipos sexuais, o transgenerismo estimula-os ainda mais. Se uma criança brinca hoje com bonecas, diz-se que é uma mulher trans potencial; Se uma garota sobe às árvores, deve ser uma potencial transexual.

Crianças trans já apareceram na capa da National Geographic

Preocupação com as crianças

O relatório da Economist concentra-se principalmente nos danos que uma lei que permite que as pessoas se identifiquem com um género pode fazer especialmente em crianças e mulheres.

Especificamente no Reino Unido, o pedido de mudança de sexo de crianças e adolescentes está sendo accionado. No ano lectivo de 2009/2010, havia 97: 57 crianças e 40 meninas. No ano lectivo de 2017/2018, havia 2519 (45 deles, com menos de 6 anos): 713 crianças e 1806 meninas. Isso representa  um aumento geral de 2496%: 1150% em crianças e um número absolutamente alarmante de 4415% em meninas. Quatro vezes mais em meninas que em meninos.

Dados esses números, há evidências de que a solução correcta para crianças com disforia de género é incentivá-las a mudar de sexo? "Pelo menos 13% (das crianças britânicas que frequentam a clínica principal no tratamento de disforia de género) têm um transtorno do espectro do autismo, em comparação com 1% na população. Isso pode levar a um pensamento obsessivo e rígido sobre as categorias sociais. Cerca de 40% estão deprimidos», diz o texto.

Em muitos casos os pais estão tão ansiosos para ajudar os seus filhos que pressionam os médicos para oferecerem um tratamento favorável à auto-identificação de género afirmando que «seria melhor ter uma filha viva do que um filho morto.»

A falta de evidências médicas e científicas

The Economist observa que os grupos que defendem a mudança de sexo em crianças frequentemente argumentam que as crianças que são solicitadas a esperar antes de passar por tratamento hormonal provavelmente cometerão suicídio. «Há pouca ou nenhuma evidência disso», diz o relatório.

Também cita a Academia Americana de Pediatria, que recomenda esperar antes de oferecer tratamentos hormonais para menores de idade. O relatório diz que mais de uma dezena de estudos dizem que, depois da adolescência, mais da metade dessas crianças acaba por identificar-se com o seu sexo biológico.





sexta-feira, 2 de novembro de 2018

«Barnevernet», os serviços sociais da Noruega, continuam a sequestrar crianças estrangeiras

Barnevernet es el sistema de «protección social» de Noruega para los menores...
pero no funciona como ningún otro... se sospecha de un turbio negocio

ReligiónenLibertad / La Nuova Bussola Quotidiana, 30 de Outubro de 2018

A indústria de roubar crianças aos pais pelas «seguranças sociais» para vendê-las como adoptadas ou servirem de matéria prima a alimentar «instituições de acolhimento» atingiu níveis incríveis na Noruega, como também no Reino Unido.

Em Portugal, esta indústria existe igualmente, com parcerias diversas constituindo o complexo social-industrial. Um desses notáveis parceiros da indústria é o chamado «Instituto de Apoio à Criança» de Manuela Eanes, Dulce Rocha e Laborinho Lúcio. Estes «amigos das crianças», além de apoiarem este crime contra a família — rapto e estatização de crianças de famílias mais vulneráveis —, vão ao ponto de defender a entrega dessas crianças aos chamados «casais» homossexuais», como fizeram quando da aprovação dessa sinistra lei.

Barnevernet, los espeluznantes sistemas sociales infantiles de Noruega no se parecen a nada en todo el mundo. Hay manifestaciones de familias en numerosos países, embajadas de medio planeta pidiendo que se devuelvan los niños sustraídos por Noruega, una opacidad inconcebible y unos mecanismos que no entiende ningún otro país.

Estos sistemas sociales se llevan a los niños, sobre todo de inmigrantes, con las más absurdas excusas y los entregan a «familias de acogida». A menudo ignoran incluso sentencias de los tribunales y no rinden cuenta a nadie. Las denuncias de la prensa y tribunales de toda Europa son desdeñadas por el país nórdico.

Alitcia Forsberg-Qaushi, una sueca casada con un albanés, ha visto como estos funcionarios se llevaban a sus 4 hijos después de acosar a la familia durante meses. Ella cree que detrás hay un gran negocio a nivel nacional: las «familias de acogida» reciben tanto dinero del Estado por quedarse con los niños confiscados que no necesitan ni trabajar. Lo explica en La Nuova Bussola Quotidiana.

Alitcia, sueca, y su marido, albanés, han visto como los servicios sociales
de Noruega secuestraban a sus 4 hijos hace un año: apenas les han dejado verlos
y no dan ninguna razón legal seria... cientos de familias inmigrantes han sufrido
lo mismo


*****

Noruega: «El Estado me ha robado a mis hijos sin motivo»

Tras el escándalo de pedofilia que ha visto implicados a los servicios sociales noruegos, famosos por arrancar de sus casas a miles de niños cada año (sobre todo a hijos de extranjeros), Alitcia Forsberg-Qaushi ha querido contar su historia a La Nuova Bussola Quotidiana. También su caso, como el de las madres entrevistadas en el documental de denuncia de la Bbc, habla de hipótesis y especulaciones fundadas en la nada y de un sistema social infantil (Barnevernet o CPS, «Child protection service») prepotente y corrupto.

El jardín de infancia empezó a buscarles «fallos»

Todo empezó hace un año con la acusación de «falta de límites y organización» por parte del jardín de infancia en el que la mujer, madre de cuatro niños, mandaba a sus tres hijos mayores. Según la familia, – ella es sueca y él es albanés –, el conflicto se inició cuando tuvieron algún contraste de opiniones con el jardín de infancia por el hecho de no estar plenamente de acuerdo con su sistema educativo, ya que la dirección del centro se quejaba de que no dejaran a los niños allí a jornada completa.

«Inicialmente decían que la comida que mis hijos llevaban de casa era muy pesada. Se enfadaron porque además de la comida había un yogurt, que no sabíamos que estaba prohibido; no somos noruegos, por lo que no conocíamos exactamente cuáles son las reglas».

Sin embargo, esto era, para el jardín de infancia, un signo de la falta de límites y reglas necesarios para el crecimiento de los niños.

El marido de Alitcia: una y otra vez los servicios sociales han querido enfrentar a los esposos

En cuanto llevó al cuarto niño, los servicios los secuestraron a todos

Entonces Alitcia aún estaba de baja maternal, pero la obligaron a inscribir inmediatamente a su cuarto hijo en el jardín de infancia. El pequeño tenía un año, «pero obedecí; tres semanas después se llevaron del jardín de infancia a mis cuatro hijos». Los niños fueron separados y entregados a tres familias de acogida con un permiso de visitas maternas de 12 horas al año y de 4 horas para el padre.

Pero hay más. Unos meses antes de sustraer a sus hijos, el jardín de infancia envió a su casa a una empleada de los servicios sociales, «que no nos reveló su identidad y que se comportaba como una policía, sin tener en cuenta el hecho de que sus visitas podían traumatizar a los pequeños».

También en el caso de Alitcia, como en los citados por la BBC, los informes de los empleados del CPS «estaban llenos de errores y de acusaciones falsas, fundadas sobre una interpretación de los hechos absolutamente opinable». No solo, porque «en los documentos se leen frases como esta: 'Si no os centráis en un trabajo, esta familia se colapsará'». De hecho, «le dijeron a mi esposo que tenía que quedarse en casa, mientras yo iba a trabajar. Y como queríamos cambiar a nuestros hijos de jardín de infancia, nos garantizaron que si lo hacíamos habríamos perdido la custodia: los niños tenían que permanecer en el jardín de infancia cada día de las nueve de la mañana a las tres de la tarde».

El papel del dinero: ¿por qué va a «familias de acogida»?

Según los servicios sociales, el nivel económico de la familia no era suficiente, «pero en lugar de ayudarnos, si esta era su opinión, han preferido reclamar la custodia de los niños proporcionando el Estado, por cada uno de ellos, entre seiscientas mil y un millón de coronas (entre 63.300 y 105.000 euros); una gran parte de este dinero va a las familias de acogida noruegas, que así pueden permitirse no trabajar. El Estado da también premios en dinero a los empleados de CPS que sustraen a los niños de sus familias».

Acosando a la familia

Además, la dificultad económica de la familia lo causaba el propio Barnevernet: «Durante un periodo, los empleados de los servicios sociales nos controlaban todo el día, de la mañana a la noche; estaban en casa con nosotros y contribuían a crear un clima de constante tensión».

«Nos daban sólo tres horas libres al día, en las que podíamos salir a hacer recados o ir a buscar a los niños al jardín de infancia, por lo que no podíamos trabajar. Esto nos obligó a evitar muchos gastos; así, cuando el coche se averió, no pudimos llevarlo a un taller, por lo que teníamos que caminar tres horas al día para llevar y recoger a los niños del jardín de infancia. Llegábamos a casa agotados». Alitcia nos ha mostrado diversos vídeos que documentan el largo recorrido.

Manifestación en 2016 contra la Barnevernet, a raíz de que secuestraron los 5 hijos de la familia Bodnariu; se acumulan los casos en el Tribunal Europeo de Derechos Humanos

Acusar al marido, sin indicios

A la familia se le propuso también ir a un «Family Center House», a lo que se negaron por miedo a que lo siguiente fuera, como sucede a menudo, la sustracción de sus hijos. Sólo entonces «mi marido fue acusado de violencia doméstica», motivo por el cual, por orden de Cecilie Tönnessen, una de las responsables del CPS, Ann Tharaldsen fue enviada a interrogar a los pequeños sin que lo supieran sus padres.

«Hemos podido ver las grabaciones – continúa Alitcia –, y las preguntas son formuladas de modo que los niños están obligados a responder según las acusaciones. Pero como ellos no cayeron en la trampa, la policía tuvo que cerrar el caso».

A pesar de todo esto, a la familia se le prohibió moverse durante las vacaciones de verano y, además, «a nuestros hijos se les impuso que tenían que pasar todos los días del verano en el jardín de infancia».

Hasta que, en septiembre de 2017, les fueron sustraídos «y aún hoy el Cps nos trata como si fuéramos culpables y los mantienen bajo su custodia».

¿En qué medida está implicada la policía?

Son muchos los detalles que no cuadran. Por ejemplo, «cuando mi marido le preguntó a la policía por qué había esperado tanto tiempo (tres meses) para intervenir después de las acusaciones presentadas por el Cps, la respuesta fue que no había sitio libre en la 'casa de los niños' en la que la policía suele llevar a cabo los interrogatorios».

Alitcia ha llegado por lo tanto a la conclusión que existe «una colaboración poco trasparente entre la policía y el CPS, con un proyecto ya predefinido para llevarse a miles de hijos de las familias: tenían que construir un caso que justificase la decisión de los servicios sociales de quitarnos los nuestros a toda costa».

Además, no se comprende por qué el Barnevernet ha negado a la familia un psicólogo que valorara la capacidad de los padres, mientras que «en el Fylkesnämnd (una especie de tribunal de familia) se llamó al estrado a Einar Heiervang, un psicólogo que no había tenido nunca contacto con nosotros ni con los niños, y que ha escrito un informe basándose únicamente en el material de los servicios sociales, declarando que yo era apta para ser madre pero que el problema era mi marido».

Volver a los cónyuges uno contra otro

¿Cómo es posible? Desde el inicio, continúa Alitcia, el fin «era ponernos uno contra el otro». A la mujer se le propuso admitir las culpas paternas para volver a tener la custodia de los niños: «Tenía también que distanciarme de él, echarle de casa y poner fin a cualquier relación o comunicación. En resumen, tenía que pasar a ser madre soltera».

El hecho es que si bien se ha demostrado que las acusaciones eran infundadas y que el caso no se sostienehace un año que los niños están lejos de sus padres.

«Cuando hemos preguntado a la policía por qué nuestro caso estaba en espera en lugar de ser reenviado a juicio, nos han repetido que ¡aún no tienen pruebas contra el padre!».

Los niños que Barnevernet se lleva quedan dañados

Actualmente, Alitcia y su marido Armend están buscando toda vía legal posible para volver a llevar a sus hijos a casa; además, cuanto más pase el tiempo, más riesgo hay de que los niños sean «adoptables». «Quiero añadir que el 70 por ciento de los niños dados en acogida en Noruega son criminales o toxicodependientes [al crecer sin sus padres, nota de ReL]. Además, si a su vez ellos en un futuro tienen hijos, es probable que el CPS se los quite con la excusa de que tienen un historial problemático a sus espaldas».

Seguir la pista al negocio detrás de Barnevernet

Todo esto, según Alitcia, está vinculado a un conjunto de motivos ideológicos y de mercado: «El Barnevernet cotiza en la bolsa y todos tienen beneficios cuando un niño es sustraído a su familia».

Los servicios sociales en Noruega tienen tal poder que si un tribunal decide que un niño deber ser devuelto a sus padres, pueden negarse a devolverlo a la familia e «incluso pueden prohibir que casos individuales puedan ser discutidos a nivel gubernamental, o que los menores puedan recurrir individualmente a la ONU por la violación de un derecho por parte del Estado».

Los medios de comunicación en Escandinavia están lejos de mostrar una imagen como la que describe Alitcia que, citando las estadísticas, recuerda que «son casi 5 los niños que son sustraídos cada día a sus familias (más de 1.545 al año) en este pequeño país que tiene un total de seis millones de habitantes. Si pensamos que todo esto empezó hace muchos años, se puede decir que en veinte años el 30 por ciento de una generación de niños ha sido separada de sus padres. Hay también estadísticas sobre los muertos y los suicidios entre los niños que están bajo la custodia del CPS».

Si se pregunta a Alitcia el porqué ideológico de este ensañamiento, ella responde hablando de su experiencia y de la de miles de familias: «El Estado quiere adueñarse de nuestros hijos por distintos motivos. Uno es que nuestra mentalidad no es noruega y que no queríamos aceptar que se nos impusiera cómo debíamos educar a nuestros hijos; por esto, la mayoría de las familias que pierden a sus hijos son extranjeras y con pocos recursos, por lo que tienen pocos medios para contraatacar: conozco a personas que se han atrevido a decir la verdad sobre la corrupción de los servicios sociales y han perdido su trabajo y, a veces, a sus hijos».

Romper familias y anular a los padres
A Alitcia le viene a la mente la novela 1984 de George Orwell «en la que el Estado se adueña de sus ciudadanos», ya que considera peligroso a quien se distancia de su ideología. Basta pensar que «Noruega, en general, prefiere a las madres solteras que a las familias: el sistema de ayuda económica está construido de tal modo que los beneficios son mayores para los solteros que para las familias. De hecho, han intentado en varias ocasiones convencerme para que me separe de mi marido, explicándome que habría recibido más dinero del Estado».

¿Y los progenitores? «No son ni tan siquiera considerados; de hecho, a menudo la madre es declarada desde el momento del nacimiento no apta como progenitor y el hijo es dado en acogida sin que el padre tenga la mínima posibilidad de criarlo».

He aquí el motivo por el que el documental de la Bbc hablaba de familias noruegas que viven aterrorizadas por el Barnevernet; pero después del caso internacional de la familia Bodnariu (cuyos cinco hijos fueron arrancados a sus padres por su educación cristiana) están empezando a rebelarse.

(Traducción del original italiano de La Nuova Bussola
Quotidiana por Elena Faccia Serrano)





sexta-feira, 26 de outubro de 2018

NOTA ACERCA DO INCIDENTE HOMOSSEXUALISTA NA ESCOLA FRANCISCO TORRINHA, DO PORTO


O incidente gerado na Escola Francisco Torrinha, do Porto, pela tentativa de manipulação de crianças por activistas homossexualistas, que foi notícia e é do domínio público, é objecto desta nota por parte de organizações defensoras da família natural, da sã educação das crianças e do seu equilíbrio psíquico e saúde mental.

— Assistimos no mundo e também em Portugal, de início de forma subterrânea e depois às claras, à acção de minorias activas homossexualistas, que têm como objectivo principal a destruição da família — a natural — e a sua substituição pelas chamadas «novas formas de família», baseando a sua argumentação na falsa ideologia do «género».

— Essas minorias activas homossexualistas, organizadas em associações e formando lóbi, conse­guiram hoje tomar conta de partidos e outras organizações de influência social, e até de largos sectores do Estado. O Ministério da Educação é um desses organismos do Estado dominados pelo lóbi homosse­xualista. A situação agravou-se com o actual ministro Tiago Brandão Rodrigues, o qual tem sido pródigo na produção de legislação, regulamentação e directivas claramente homossexualistas.

— O lóbi homossexualista manipula a linguagem e assenta-a numa falsa ciência que nega a realidade sexual fisiológica, exercendo, em nome da sua «igualdade de género», uma autêntica ditadura mental e até já jurídica. Da vitimização da condição do homossexual, o lóbi passou à opressão homonazi, pretendendo impor como norma a sua não normalidade.

— O êxito dessas minorias activas tem sido consequência da protecção de políticos homossexuais ainda no armário, do oportunismo ou frouxidão de certos políticos sem valores e, sobretudo, da passi­vidade da sociedade civil, nomeadamente dos pais das crianças em idade escolar.

5 — As associações de pais de alunos deveriam estar na linha da frente de combate à homossexua­lização das escolas. Umas estão. Outras não.

De facto, algumas associações de pais são dirigidas por pessoas que se encontram amarradas a partidos ou a organizações secretas, talvez originalmente não afectados mas entretanto já minados pelo lóbi homossexualista. Essas pessoas das direcções das associações de pais, devendo obediência a esses partidos ou organizações secretas, obedecem-lhes em vez de obedecerem ao superior dever de velar pela sã educação das crianças e jovens que representam, incluindo os próprios filhos. Outras associações de pais são dirigidas por pessoas «politicamente correctas», sem a necessária coragem para se oporem às manobras do lóbi homos­sexualista, não estando também à altura da função.

6 — O que se passou na Escola Francisco Torrinha foi uma acção de subversão levada a cabo por uma dessas associações homossexualistas, uma tal  «Associação Plano i», com a conivência, incúria ou cobardia daqueles a quem os pais confiam a educação dos seus filhos: os responsáveis admi­nistrativos e pedagógicos da Escola e do respectivo agrupamento. Isto e apenas isto. O resto é conversa fiada.

7 — Perante os factos , veio a Direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Francisco Torrinha produzir um comunicado nada separador das águas.

8 — Nos oito pontos iniciais do comunicado — 50% do texto —, a Direcção da Associação de Pais:

a) despeja um articulado em linguagem de pedagogês para impressionar, pura palha, nada adiantando sobre o essencial, que é a tentativa de subversão moral na Escola Francisco Torrinha;

b) faz o elogio e apresenta como ciência certa a doutrina da sinistra «Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania», que nada tem de nacional, nem nem de educação, nem de cidadania, mas, ao contrário, tem de homossexualismo, de agressão psíquica das crianças normais, de feminismo do mais radical, de multiculturalismo completamente relativista e desnacionalizador;

c) apresenta como premissas a doutrina e as normas dessa Estratégia dissolvente para «explicar» a invasão da Escola por forças estranhas, no que se enquadraria esta operação homossexualista, ainda por cima com o bónus de ser «sem custos para a Escola» — calcule-se a grande vantagem!

9 — Nos pontos 9 a 12 do comunicado,  a Direcção da Associação de Pais:

a) apresenta os factos — que, recorde-se, se enquadram no activismo homossexualita nas escolas e que tem como principal responsável o respectivo ministro — como simples faits divers, desdra­matizando-os como um vulgar acidente de percurso do «bom» sistema, que aliás não pára de enaltecer;

b) tenta ilibar de responsabilidades as direcções da Escola e do Agrupamento de escolas como desco­nhecedores da acção no seu pormenor por culpa de outrém;

c) deixa no vago a real responsabilidade dos factos da maior gravidade, dizendo e desdizendo, empurrando finalmente a responsabilidade para uma «responsável da unidade curricular» e para o não cumprimento das «normas internas referentes às parcerias»;

d) critica a directora de turma por ter permitido a uma mãe tomar conhecimento da situação, afinal por não ter camuflado a situação!

10 — O comunicado da Direcção da Associação de Pais é um fraseado confusionista e ao mesmo tempo esclarecedor do seu verdadeiro posicionamento.

Trata-se de uma  história mal contada por uma direcção enredada em compadrios.

Trata-se de um discurso vago, no estilo habilidoso de políticos habilidosos.

Trata-se de deitar água na fervura, escamoteando a gravidade da situação.


Lisboa, 25 de Outubro de 2018

aa) Confederação Nacional das Associações de Família
Educação Nacional
Pais e Professores Católicos
Salvemos os Nossos Filhos
União das Famílias Portuguesas





domingo, 21 de outubro de 2018

Homossexualidade: as falsificações «científicas» para o lóbi promover o homossexualismo


Imagens do cérebro, a verdade científica, objectiva, desmentem os falsos cientistas.

DESCONSTRUIR A HETERONORMATIVIDADE PELA PORTA DOS FUNDOS

Luís Aguiar-Conraria, Observador, 10 de Outubro de 2018

Três académicos publicaram, propositadamente, artigos fraudulentos em algumas das melhores revistas científicas de certas áreas de estudo para mostrarem como se vende ideologia como se fosse ciência.

Na semana passada, rebentou um belíssimo escândalo no meio académico internacional. Três académicos, James Lindsay, Peter Boghossian e Helen Pluckrose (que se juntou à equipa quando o projecto já tinha começado), publicaram, propositadamente, artigos fraudulentos em algumas das melhores revistas científicas de determinadas áreas de estudo, a que os autores, depreciativamente, chamam Grievance Studies. Algo que poderíamos traduzir como «Área do Ressentimento» ou da «Vitimização». O objectivo deste projecto era o de demonstrar que a produção académica nestas áreas é, em grande medida, uma fraude científica. Vende-se ideologia como se de ciência se tratasse.

Para levar a cabo o seu projecto, estes três autores mergulharam na literatura científica num dado domínio — por exemplo, gender studies, estudos de género — e, ao longo de quase um ano, escreveram artigos em tudo iguais a muitos que já estão publicados. Mas, e esta é a parte relevante, os artigos eram absurdos e com falhas metodológicas gritantes ou mesmo eticamente inadmissíveis. A ideia era demonstrar que estes artigos, desde que se conformassem com a ideologia dominante daquelas áreas de estudo, seriam publicados em excelentes revistas das respectivas áreas científicas.

Comecemos pelo artigo que deu o título a esta minha crónica: Going in Through the Back Door: Challenging Straight Male Homohysteria, Transhysteria, and Transphobia Through Receptive Penetrative Sex Toy UseNele, os autores advogam que, para se diminuir a transfobia, a homohisteria e a transhisteria homens heterossexuais deviam experienciar prazer anal com uns vibradores. Não estou a gozar. Como forma de terapia para curar os problemas descritos, os autores sugerem que, em ambiente controlado, os homens sigam o tratamento prescrito. Cito a última frase: «A partir destes dados, concluímos que a transfobia e a transhisteria exibem uma relação tão estreita com o erotismo penetrativo anal que a penetração anal em ambientes «seguros» pode servir de remédio.» Este artigo foi mesmo publicado na Sexuality & Cultureuma boa revista académica. É inacreditável, mas é verdade. Não quero, de forma alguma, refrear o leitor de fazer esta experiência. Esteja à vontade, mas faça-o por bons motivos e não para curar qualquer homohisteria de que padeça.

Esta técnica de atirar uma ideia absurda ao ar e ver se a conseguem publicar numa reputada revista académica foi levada ao absurdo no artigo Our Struggle is My Struggle: Solidarity Feminism as an Intersectional Reply to Neoliberal and Choice Feminism. Como o título sugere, basearam-se no Mein Kampf, de Adolf Hitler. Para ser mais preciso, os autores pegam no capítulo 12 do livro e adaptam os argumentos a defender a necessidade de um partido nazi para explicar a necessidade de um feminismo solidário que combata a opressão. O artigo foi aceite para publicação na revista Affilia: Journal of Women and Social Work, uma revista bastante cotada na área de Estudos Feministas. É caso para dizer que o insulto muitas vezes usado contra algumas feministas, feminazi, ganha uma nova vida com esta publicação.

Não se fique com a ideia de que estes exemplos (e o melhor ainda está para vir) são casos isolados. Estas três pessoas escreveram 20 artigos, dos quais 7 já estão publicados e 4 estão muito bem encaminhados. 11 artigos publicados em boas revistas é um número suficiente  para fazer carreira em muitas universidades.

Infelizmente, este projecto teve um fim prematuro. O primeiro artigo que publicaram gerou tanta celeuma que o Wall Street Journal resolveu investigar o assunto, levando os autores a auto-denunciarem-se, pelo que nunca saberíamos quantos, dos 20 seriam aceites para publicação. Esse primeiro «trabalho» tem o título de «Human Reactions to Rape Culture and Queer Performativity in Urban Dog Parks in Portland» e foi publicado na prestigiada revista Gender, Place & Culture, uma revista que se assume como sendo de «geografia feminista». Nesse artigo, os autores relatam o que vêem em parques de cães e explicam que estes parques são espaços que promovem a cultura da violação. Mais precisamente relatam como os donos reagem quando os cães violam cadelas e quando praticam actos sexuais queer. Como referencial teórico os autores adoptam a Criminologia feminista negra —não me perguntem o que é isto; no original está Black feminist criminology.Concluem que tanto os cães, como os donos dos cães, devem ser treinados para terem comportamentos de género mais equilibrados, respeitando quer as fêmeas quer os machos queer. Enfim, querem que os sexualmente opressivos parques de cães se transformem em espaços de emancipação. O que denunciou os autores e levou à investigação jornalística foi a estatística de que ocorria uma violação por hora nesse parque para cães.

Note-se que o que este trabalho de campo — a que os antropólogos chamam estudo etnográfico — tem de preocupante não é o sabermos que é possível publicar artigos científicos fraudulentos em boas revistas. O problema que estes autores identificaram é bem mais grave. A técnica para conseguirem publicar estas fraudes foi a de escrever artigos em tudo iguais àquilo que é comum em cada uma das áreas de estudo. Como os autores explicam, a grande diferença que encontram entre os logros que conseguiram publicar e o «saber» académico que estão a emular é que eles têm consciência de que tudo o que fizeram é treta.

Esta última ideia pode ser ilustrada comparando uma das suas imposturas com um artigo verdadeiro. Num dos artigos fraudulentos, os autores queixam-se de que a astronomia é sexista, ocidental e colonialista. Defendem então uma abordagem feminista para a criação de conhecimento astronómico. Ora, a verdade é que podemos encontrar um artigo científico, em tudo igual, publicado na excelente revista Progress in Human Geographycom o título Glaciers, gender, and science: A feminist glaciology framework for global environmental change research. Neste artigo, que me foi sugerido por Isabel Pereira dos Santos (uma amiga facebookiana), propõe-se, precisamente, uma abordagem feminista para a produção de conhecimento sobre glaciares. Ou seja, uma glaciologia feminista. Cito o primeiro parágrafo da conclusão, lembrando que não estão a gozar: «Gelo não é apenas gelo. A forma dominante como as sociedades ocidentais o entendem através da ciência da glaciologia não é uma representação neutral da natureza. A abordagem feminista da glaciologia chama a atenção para aqueles que dominam e determinam a produção do conhecimento glaciar, para o discurso sexista da ciência e do conhecimento e da forma como a dominação colonial, militar e geopolítica co-constituem o conhecimento sobre a glaciologia.» Não sei o que estão a pensar, mas, para mim, este artigo é indistinguível do artigo fraudulento sobre a astronomia feminista. Quer-me até parecer que serviu de inspiração ao mesmo.

Não quero deitar fora o bebé com a água do banho. Em ciências sociais é normal que haja trabalhos politicamente empenhados. Por exemplo, alguém preocupado com as diferenças salariais entre homens e mulheres pode querer investigar o assunto para perceber as suas origens e, se for caso disso, propor medidas correctivas. Eu mesmo tenho trabalhos nessa área e não penso deixar de investigar o assunto. Mas há uma fronteira entre um trabalho politicamente empenhado e um trabalho politicamente comprometido que não pode ser cruzada. O que James Lindsay, Peter Boghossian e Helen Pluckrose mostraram é que essa linha há muito que ficou para trás em algumas sub-áreas das ciências sociais e das humanidades. Nestas disciplinas, a que chamaram genericamente Grievance Studies fez-se da vitimização um método científico.

Esta minha crónica pode, e deve, ser lida como uma anedota bem-disposta. Mas a verdade é que depois de rirmos, devemos também chorar. Sendo a comunidade académica uma das comunidades mais corporativas que existem, não é de esperar dela qualquer acção redentora. Nenhuma tentativa será feita para separar o trigo do joio. O mais provável é que se ataquem os autores deste estudo, que, na verdade, segue a melhor tradição etnográfica. Duvido, por exemplo, que algum dos editores das revistas científicas envolvidas seja corrido.

Adicionalmente, o «conhecimento científico» produzido por estas áreas é politicamente influente e, por isso, perigoso. Não estou à espera, obviamente, de que a CIG (Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género) vá enviar pelo correio um vibrador com instruções a todos os homens, na esperança de os tornar mais feministas e inclusivos, mas a verdade é que parte das suas recomendações são moldadas pelo que se produz nestas disciplinas académicas. Por isso é tão importante ter consciência de que muito do que é vendido nestas áreas como conhecimento e ciência não passa de ideologia. Por exemplo, num dos artigos convidados para ressubmissão, os autores defendem que os professores devem discriminar os estudantes com base no seu género e etnia, obrigando os estudantes brancos a sentarem-se no chão, incentivando os professores a não lhes darem atenção e a ridicularizarem as suas ideias. Sugerem mesmo que tenham correntes às costas, como forma de reparação pelos males que o homem branco causou às mulheres, aos povos de outras cores e a grupos marginalizados em geral. Que um artigo destes possa ser publicado numa revista de filosofia feminista mostra que, se calhar, já nem se trata de ideologia, mas sim de maldade e sadismo.





quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Noivas crianças na Turquia


Presidente da Turquia de 2007 a 2014, Abdullah Gül (à esquerda),
tinha 30 anos quando se casou  com Hayrünnisa (à direita)
que na época tinha 15 anos de idade.
(Foto: da assessoria de imprensa da OTAN via Getty Images)

Burak Bekdil, Gatestone, 14 de Agosto de 2018

Original em inglês: Child Brides in Turkey

De acordo com o Fundo Turco de Filantropia, 40% das meninas com menos de 18 anos na Turquia são forçadas a casarem-se.

Em Janeiro de 2018, um órgão do Governo sob jurisdição do presidente Recep Tayyip Erdoğan sugeriu que, de acordo com a lei islâmica, meninas a partir dos 9 anos de idade e meninos a partir dos 12 podem casar-se.

«Baixa escolaridade» abrange quase toda a Turquia: a escolaridade média no país é de apenas 6,5 anos.

Na Turquia não dá em nada abusar de uma menina de 13 anos de idade, mas mexer com o presidente são outros quinhentos.

Onde gostaria que a sua filha estivesse aos 13 anos de idade? Na escola ou na cama com um adulto? A resposta a uma pergunta dessa natureza é o óbvio ululante em grande parte do mundo. Nas sociedades islâmicas, no entanto, como na Turquia, que não é árabe e teoricamente secular, a resposta é um tiro no escuro. Normalmente nesses países o poder da polícia do governo não combate essa tradição patriarcal, muito pelo contrário, apoia-a.

O ex-presidente da Turquia, Abdullah Gül ex-aliado e cofundador islamista do homem forte Recep Tayyip Erdoğan, do partido que governa a Turquia desde 2002, tinha 30 anos quando se casou com Hayrünnisa que na época tinha 15 anos. Gül, nomeado para a presidência por Erdoğan foi o primeiro presidente islamista da Turquia.

Os turcos conservadores, em vez de questionarem o casamento de Gül com uma criança, aplaudiram a sua ascensão à presidência. O autor desse artigo foi advertido ao pé do ouvido de maneira nada educada, inúmeras vezes, por políticos do alto escalão a não levantar a lebre na sua coluna em qualquer outra publicação.

De acordo com o Fundo Turco de Filantropia (TPF), 40% das meninas com menos de 18 anos na Turquia são forçadas a casarem-se. A TPF concluiu que a média nacional de evasão escolar no ensino médio do sexo feminino é de 56%. O Fundo também constatou que o casamento precoce acontece em maior número em famílias de baixa escolaridade. «Baixa escolaridade» abrange quase toda a Turquia: a escolaridade média no país é de apenas 6,5 anos. Em 45 províncias turcas a taxa de escolaridade está abaixo da média nacional.

O governo islamista no país, outrora secular, contribuiu para aumentar o problema das noivas crianças em vez de combatê-lo. Em Novembro de 2017, o presidente Erdoğan assinou a «lei mufti», que permite aos clérigos aprovados pelo Estado (ou simplesmente imãs) conduzirem cerimónias de casamento, apesar da apreensão da sociedade civil de que a medida terá um impacto no casamento infantil.

Em Janeiro de 2018, o Conselho Administrativo para Assuntos Religiosos (Diyanet), órgão do governo sob jurisdição de Erdoğan, sugeriu que, de acordo com a lei islâmica, meninas a partir dos 9 anos de idade e meninos a partir dos 12 podem-se casar. Diyanet é responsável pela administração das instituições religiosas na Turquia. O seu website reafirma que, de acordo com a lei islâmica, quem tiver atingido a idade da «adolescência» tem o direito de se casar. Esta «fatwa» (decisão jurídica baseada na lei islâmica) levou o principal partido da oposição do país, um grupo secular, a pedir uma investigação nos casamentos de crianças.

A chegada de cerca de três milhões de refugiados sírios à Turquia desde o início da guerra civil no país vizinho piorou ainda mais as coisas. A título exemplificativo, um assistente social do Hospital de Treinamento e Pesquisa Kanuni Sultan Süleyman do distrito de Küçükçekmece em Istambul revelou que o hospital tratou de 115 meninas grávidas menores de idade, entre as quais se encontravam 39 sírias, entre 1 de Janeiro e 9 de Maio de 2017. O assistente social queixou-se aos promotores que o hospital procura encobrir as gravidezes e não notificar às autoridades, conforme o requisito legal para o tratamento de todas as meninas grávidas com menos de 18 anos na Turquia. Exemplos dessa natureza são apenas a «ponta do iceberg» de acordo com Canan Güllü, chefe da Federação das Associações de Mulheres Turcas.

Um caso recente de abuso infantil relacionado a refugiados sírios é motivo de mal estar, não apenas para a cultura política turca que nutriu o mal, como também para o judiciário turco:

Fatma C., uma criança refugiada síria chegou a Ankara, capital da Turquia, com a família há quatro anos. Em 2017, de acordo com uma acusação, foi forçada a casar-se com um parente de nome Abdulkerim J aos 13 anos de idade. Não foi um casamento civil mas religioso (legal à luz do Islão se conduzido por um imã). Fatma C. engravidou e foi levada para um centro de saúde local onde os responsáveis pelo centro informaram às autoridades competentes por ela ter menos de 18 anos.

Os promotores decidiram que o marido da menina e a mãe dela, Emani B., deveriam ser julgados por forçarem uma menina menor de idade a casar-se. De modo que houve um julgamento. Mas um tribunal em Ancara decidiu na primeira audiência pela absolvição. Os réus afirmaram que não conheciam a lei turca sobre o casamento e que a menina tinha-se casado «de acordo com a lei síria». Um promotor público turco extraordinariamente tolerante decidiu que o «casamento não ocorreu com a intenção de infringir a lei».

«É regra universal que não conhecer a lei não é desculpa quando é infringida», salientou Ceren Kalay Eken, advogada da Ordem dos Advogados de Ancara. «O lugar adequado para uma menina de 13 anos é na sala de aula, não cuidando do berço.»

É impressionante o quão complacente e tolerante a segurança pública pode ser quando os criminosos agem motivados pelas rígidas tradições e valores islâmicos. Na mesma hora em que os abusadores da noiva criança foram libertados na primeira audiência, outro tribunal em Ancara prendeu quatro estudantes universitários por exibirem um cartaz na cerimónia de formatura considerado pelo tribunal ofensivo ao presidente Erdoğan. Na Turquia não dá em nada abusar de uma menina de 13 anos de idade, mas mexer com o presidente são outros quinhentos.

Burak Bekdil, um dos principais jornalistas da Turquia, foi recentemente demitido do jornal mais importante deste país após 29 anos de trabalho, por ter escrito para o Institute Gatestone sobre o que está a contecer na Turquia. Ele também é Fellow do Middle East Forum.


Tradução: Joseph Skilnik