quinta-feira, 14 de março de 2019

Já te safaste hoje?


Laurinda Alves, Observador, 5 de Março de 2019

Foi assim que o verbo safar passou a ser usado quase exclusivamente para perguntar, em código, a alguém se, nesse dia, teve relações sexuais com desconhecidos e, se sim, com quantas pessoas.

Nunca o verbo «safar» foi tão usado e abusado como agora. O verbo em si mesmo já não era grande coisa, diga-se de passagem, mas até aqui ainda podia ter uma leitura positiva ou, no mínimo, inócua. Podíamos usá-lo para dizer que nos safámos no exame de código ou de condução, para dar dois exemplos comuns, ou ainda que conseguimos safar-nos de um grande maçador daqueles que nos filam e nunca mais nos largam. Claro que também sempre houve os que se safam de grandes castigos, ou safam outros da cadeia e de usarem pulseiras electrónicas, mas isso ia bater ao caso que todos sabemos e não é sobre ele que escrevo, embora também me apetecesse fazê-lo.

Tão grave como um juiz que safa os agressores de serem punidos, castigando as pobres vítimas ao devolver os ofensores à sociedade, permitindo-lhes que se aproximem delas sem que nada lhes aconteça (aos criminosos, leia-se, não às vítimas, pois estas ficaram para sempre condenadas e desprotegidas), dizia eu que tão grave como o mau uso de um mau verbo, é este «safar» ter passado a ser usado também para uma nova espécie de prostituição emocional consentida.

Explico melhor e abstenho-me de voltar à história do juiz, que nos tomou a todos de assalto com os seus acórdãos e ameaças de processos a toda e qualquer pessoa que levante a voz ou use a sua inteligência, humor e bom senso para discordar de sua eminência.

Entre os milhares de apps que surgem da noite para o dia, algumas servem única e exclusivamente para o «engate». Nada disto é novidade e nada disto seria da conta de terceiros se não fossem usadas até à náusea por adolescentes que pouco mais são que crianças. Não vou citar os nomes das apps de que falo para não lhes dar ainda mais montra, mas uso a palavra «montra» de propósito pois é disso que se trata, de uma montra virtual em que rapazes e raparigas muito jovens se expõem e vendem como mercadoria. A única diferença para as montras de prostitutas das ruas vermelhas de cidades como Amsterdão, é que estes miúdos não pagam nem cobram.

As apps de que falo são uma espécie de radar ambulante que permite identificar rapazes e raparigas que circulam no perímetro e estão disponíveis para encontros imediatos com sexo, a custo zero. Falo de custo financeiro, note-se, uma vez que a exploração sexual aparentemente livre e consentida envolve custos morais e emocionais muito elevados.

Os rapazes e raparigas que estejam em modo de «engate imediato, com sexo», usam estas apps com extraordinária frequência porque basta activar o radar e acrescentar as características físicas da presa que pretendem caçar. Na realidade, sejam altos ou baixos, louros ou morenos, gordos ou magros, todos eles se safam. Elas também.

Se o rapaz procura uma rapariga, escreve as medidas que idealizou e indica o tamanho desejável do peito, entre outras exigências relativas a outras partes do corpo, cor de pele, olhos e cabelo. Se é uma rapariga que procura um rapaz, também pode fazer as suas exigências e inserir os seus critérios usando outro tipo de medidas. Se são rapazes à procura de rapazes, ou raparigas à procura de raparigas, o processo é semelhante. Fácil e imediato.

No momento em que o radar está activo e indica a quantidade (sim, a quantidade!) de pessoas que circulam nas imediações com o mesmo propósito, as pessoas escolhem-se mutuamente e marcam-se através de uma palavra-chave. Depois basta irem ter ao ponto de encontro e dizerem essa mesma palavra. Se um diz e o outro responde, isso quer dizer que o código está certo e a pessoa também não está errada. Entre esse momento e aquele em que se envolvem fisicamente passam pouquíssimos minutos. Depois é com eles a decisão de passarem horas seguidas juntos ou despachar o «assunto» rapidamente.

No fim do dia é habitual entre estes rapazes e raparigas circular uma pergunta única:

– Safaste-te hoje?

Foi assim que o verbo safar passou a ser usado quase exclusivamente para perguntar, em código, a alguém se, nesse dia, teve relações sexuais com desconhecidos e, se sim, com quantas pessoas. A conjugação verbal pode ser feita no passado, no presente ou no futuro, já se vê.

«Estou-me a safar» e «vou-me safar» são frases repetidas, dia após dia, por jovens muito novos que procuram o prazer imediato e não têm medo de nada. Ou quase nada, diria eu, para ser mais exacta. Isto porque se, por um lado, não têm medo do desconhecido, por outro temem conhecer e dar-se a conhecer. Têm mais medo de criar relações e reforçar laços do que de se confrontarem com potenciais tarados, perversos e abusadores.

Custa pensar que estes rapazes e raparigas se atiram para o desconhecido com estranhos, sem se precaverem contra possíveis agressões. Sujeitam-se a todo o tipo de personalidades e fetiches, sabendo que estarão sozinhos e dificilmente poderão justificar o seu comportamento numa esquadra de polícia. Custa admitir que entre estes milhares de adolescentes viciados em apps de «engate» existe todo o tipo de jovens, com todo o tipo de educação e background. Dos mais bem-educados e «certinhos» aos mais depravados.

Como é que sei tudo isto, perguntarão alguns. Por ter amigos psi que lidam diariamente com os efeitos devastadores que estes comportamentos sexuais provocam em quase todos os que estão viciados neles. É impressionante a quantidade de rapazes e raparigas que saem de casa para ir para a escola e, durante o dia e sem quem ninguém desconfie absolutamente de nada, se entregam a este prazer perigoso, a este transe sexual que lhes dá uma ilusão de poder e conquista, mas depois os deixa reféns de uma espécie de droga.

A adição a comportamentos sexuais desta natureza é tão forte como a adição ao álcool e drogas. Custa desintoxicar e limpar, sobretudo porque os encontros são inteiramente clandestinos, não existem dealers e os traficantes são os próprios que consomem e se deixam consumir.

Sem moralismos e com muito realismo, vale a pena saber que esta realidade existe e alastra. Não para levantar uma suspeita geral sobre rapazes e raparigas novos* que aparentemente nada têm de suspeito, e cujos comportamentos são os próprios das suas idades, mas para passar palavra e tentar evitar que mais adolescentes fiquem presos nesta terrível e viciante rede de sexo fácil imediato e sem custos financeiros. Como é que isso se consegue? Quem me dera saber. Infelizmente não faço ideia nenhuma. Sei apenas que só conseguimos começar a resolver os problemas quando reconhecemos que eles existem. E «safar» passou a ser um verbo a evitar.

*Nota: é claro que estas apps não servem apenas de expediente às novas gerações, mas é preocupante saber que estas usam e abusam delas para sexo com desconhecidos, com todos os riscos que esta prática encerra.





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

A Mulher, o feminismo e a lei da paridade


Joana Bento Rodrigues

Os movimentos feministas deviam inquietar-se com questões fundamentais, em especial as relacionadas com a vida laboral e a sua conciliação com o que é a natureza da mulher e as suas reais preocupações

A mulher dita feminista – a que integra as «tribos», a que se deslumbra com as capas de revistas, a que se diz emancipada, a que não precisa de relações estáveis, a que não quer engravidar para não deformar o corpo nem perder oportunidades profissionais, a que frequentemente foge da elegância no vestir e no estar – optou por se objectificar, pretendendo ser apenas fonte de desejo em relações casuais, rejeitando todo o seu potencial feminino, matrimonial e maternal.

São estas três últimas, as características mais belas da mulher!

O potencial feminino refere-se a tudo o que, por norma, caracteriza a mulher. Gosta de se arranjar e de se sentir bonita. Gosta de ter a casa arrumada e bem decorada. Gosta de ver ordem à sua volta. Gosta de cuidar e receber e assume, amiúde, muitas das tarefas domésticas, com toda a sua alma, porque considera ser essa, também, a sua função.

O potencial matrimonial reside, precisamente, no amparo e na necessidade de segurança. A mulher gosta de se sentir útil, de ser a retaguarda e de criar a estabilidade familiar, para que o marido possa ser profissionalmente bem sucedido. Esse sucesso é também o seu sucesso! Por norma, não se incomoda em ter menos rendimentos que o marido, até pelo contrário. Gosta, sim, que seja este a obtê-los, sendo para si um motivo de orgulho. Porquê? Porque lhe confere a sensação de protecção e de segurança. Demonstra-lhe que, apesar poder ter uma carreira mais condicionada, pelo facto de assumir o papel de esposa e mãe, a mulher conta com esse suporte e apoio do marido, para que nada falte. Por outro lado, aprecia a ideia de «ter casado bem», como se fosse este também um ponto de honra. Naturalmente que o contrário não pode ser visto como menos meritório, em particular quando as oportunidades não são equivalentes. Assim, o casal, enquanto um só e actuando em uníssono, pode optar pela inversão destes papéis, que em nada diminuiu qualquer dos elementos, desde que movidos por objectivos comuns e focados no Amor.

O potencial da maternidade é algo biológico! A mulher é provida de um encanto, de uma ternura, que só se encontra na sua relação com os filhos. Ela é o porto de abrigo das crianças. Na maternidade, a mulher sente-se verdadeiramente realizada, pois percebe o que é o verdadeiro e incondicional Amor! Não espanta, pois, que não possa demitir-se dessa função e que a maternidade seja, por norma, um fortíssimo apelo, ainda que subconsciente. Mesmo quando não é mãe, a mulher é a «melhor tia do mundo», a «melhor madrinha do mundo». Nela reside a arte do cuidar e do mimar.

O feminismo, que lutou pela igualdade de direitos, pela possibilidade de a mulher poder votar, estudar e trabalhar fora de casa, deter iguais direitos laborais em relação ao homem, está longe de ser representado nos movimentos da actualidade. Pois, embora fazendo parte da natureza da mulher ser esposa e mãe, a «mulher moderna» revela também a necessidade de se completar com um papel social e de cidadania, que vê concretizado no trabalho e, se bem-sucedido, tanto melhor! Gosta de ver reconhecido o seu esforço e mérito profissionais, mas sabe também que poderá ter de fazer escolhas para cumprir com os restantes papéis.

Quantas mulheres estarão dispostas a abdicar da maternidade e de um casamento feliz, em nome de uma carreira de sucesso? Dificilmente poderão estar em pé de igualdade com o homem, que mais facilmente dedica horas extra ao trabalho, abdicando do tempo em Família, em nome da progressão laboral e, está claro, daquilo que é um apelo mais masculino, o do sucesso laboral. É isto discriminação? Não, são escolhas!

A sabedoria popular bem o diz: «Não se pode ter tudo»! Não espanta, assim, que haja menos mulheres em cargos políticos e em posições de poder. A mulher escolhe-o naturalmente, ao dedicar menos tempo que o homem às causas partidárias e ao estudo da História e da actualidade, enquanto conhecimento necessário para defender e representar uma Nação.

É certo que é mais difícil ascender profissionalmente num meio masculino, consequência inevitável desta dinâmica social, mas que na sociedade ocidental tanto se tem esbatido nas últimas décadas, em resultado do esforço de muitas mulheres que mostraram, na prática, o que conseguem fazer e alcançar, com a sua enorme inteligência social e emocional. Prova disso é a representatividade feminina no ensino superior no nosso País, na medicina e na advocacia, que já ultrapassa de forma preocupante a masculina!

Por isso, os movimentos feministas deveriam inquietar-se, sim, com questões fundamentais, particularmente as relacionadas com a vida laboral e a sua conciliação com o que é a natureza da mulher e as suas reais preocupações. Contudo, o activismo feminista actual não procura satisfazer o que as mulheres precisam, mas apenas o que pretende uma poderosíssima minoria de mulheres. Este activismo tornou-se, inclusivamente, desprestigiante para a mulher. Priva-a da possibilidade de ascensão social e profissional pelo mérito. Retira-lhe a doçura e candura. Nega-lhe o papel fundamental do matrimónio e da maternidade. Objectifica a mulher, enquanto presa para sexo fácil e espaço de diversão. Promove paradas onde se expõe o corpo de forma grosseira e agreste à visão. Claramente, não representa a «mulher comum»!

A mulher é um ser belíssimo e extraordinário, que já provou conseguir alcançar sonhos e objectivos, sem necessidade de leis movidas por comiseração. A mulher não precisa de quotas obrigatórias para poder aceder à participação na vida política.

Por tudo isso, declaro-me anti-feminista e contra a nova Lei da Paridade!

Médica. Membro da TEM/CDS.
A autora escreve em português correcto, rejeitando a grafia do AO90.





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Carta às escolas contra a ideologia do género

Imagem de aula em 1978

Exmo(a). Senhor(a) Director(a) da Escola



Localidade, ….(data)….

Assunto: Ano lectivo 2018/2019

…(nome)…, -º. Ano.

Exmo(a) Senhor(a)

De acordo com a Constituição Portuguesa (art.º 36, n.º 5) «Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos».

educação para a cidadania dos nossos filhos (educandos), nas suas mais variadas vertentes, é da nossa competência, matéria a que não renunciamos, e é algo que nós fazemos, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades concretas, do seu crescimento e da sua dignidade pessoal.

Pois bem, dos vários módulos que integram a disciplina de «Educação para a Cidadania», dois deles – o da «Educação para a Igualdade de Género» e o da «Educação para a Saúde e Sexualidade» – suscitam-nos especiais preocupação e repúdio. Quanto aos demais módulos, constituem eles uma total perda de tempo, abordando como abordam temas que, como acima referimos, integram a educação que nós, pais, ministrámos ao nosso filho e aos irmãos dele desde que atingiram a idade da razão.

Neste sentido, para o ano lectivo 2018/2019, desde já informamos que não autorizamos a participação do nosso filho, cujo nome acima se refere, em qualquer aula, acção ou aconselhamento relativos à disciplina de «Educação para a Cidadania», sem o nosso acordo por escrito, se assim o entendermos, atempadamente solicitado pela escola.

Em particular, desde já informamos que não autorizamos a participação do nosso filho nas actividades do programa PRESSE.

Não autorizamos também, sob pena de imediato procedimento criminal, que o(a) docente dessa disciplina, e qualquer que seja a sua formação académica (psicologia ou outra), a título formal ou informal, dentro ou fora da sala de aula, se aproxime do nosso filho para lhe prestar qualquer tipo de «acompanhamento», «aconselhamento» ou «atendimento» psicológico que incida designadamente sobre essas temáticas.

Solicitamos ainda ser informados, com a devida antecedência, de qualquer outra actividade de «enriquecimento curricular» prevista para o contexto de aula, tais como filmes, documentários, reportagens, palestras, visitas de estudo, acções de sensibilização, etc., sendo que, se não houver possibilidade desse aviso, a nossa decisão, cujo respeito também exigimos, é de que eles não participarão em tais actividades.

Sem outro assunto, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

De V. Exa.
Atenciosamente,

____________________________
Pai / Encarregado de Educação


Pela Escola – recebido em: ___/ ___/ ______, ___________________________


Carimbo / Assinatura





terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

As designações «mãe» e «pai» vão ser substituídas nas escolas francesas


Uma decisão aprovada no parlamento francês a 12 de Fevereiro dita que os documentos escolares terão de usar os termos «parente 1» e «parente 2»

A notícia está a dividir o parlamento francês e a França: uma emenda aprovada a 12 de Fevereiro dita que as escolas francesas terão de banir a utilização dos termos «mãe» e «pai», substituíndo-os pelas designações «parente 1» e «parente 2».

Os apoiantes da emenda salientam que esta alteração será importante para acabar com a discriminação dos pais do mesmo sexo.

Valéire Petit, membro do parlamento francês do partido de Emmanuel Macron, pretende que as palavras «mãe» e «pai» em documentos relacionados com a escola, desde autorizações para visitas de estudo ou recados para a cantina, não levam em consideração a existência de «pais» do mesmo sexo, ou mesmo a alteração à lei do casamento aprovada recentemente, que permite a união entre pessoas do mesmo «género».





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Na Hungria, mulheres com quatro filhos vão deixar de pagar impostos

Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria
Diário de Notícias, 11 de Fevereiro de 2019

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou um pacote de medidas para promover a natalidade. Durante o discurso sobre o estado da Nação, considerou «preferível» ajudar famílias a terem mais filhos do que deixar entrar no país imigrantes muçulmanos.

Na Hungria, mulheres com quatro ou mais filhos vão ficar isentas de pagamentos de impostos sobre o rendimento. Esta é uma das medidas anunciadas pelo primeiro-ministro húngaro para aumentar a taxa de natalidade durante o discurso sobre o estado da Nação, no domingo. Viktor Orbán considerou «preferível» ajudar as famílias a terem mais filhos do que deixar entrar no país imigrantes muçulmanos.

Orbán reforçou a sua posição anti-migração ao afirmar que «em toda a Europa existem cada vez menos crianças» e que «a resposta do Ocidente para isso é a imigração». «Querem que entrem tantos imigrantes quanto as crianças que estão em falta, para que os números equilibrem. Nós, húngaros, temos uma maneira diferente de pensar. Não precisamos de números. Queremos crianças húngaras», afirmou o primeiro-ministro da Hungria, citado pela BBC.

De acordo com estação, a população na Hungria tem vindo a diminuir a um ritmo de 32 mil pessoas por ano. Em média, uma mulher húngara tem 1,45 filhos, abaixo da média europeia, que é de 1,58.

Anunciado programa de empréstimos

O pacote de medidas para promover a natalidade inclui também um programa de empréstimos sem juros para jovens casais no valor de 10 milhões de forints (cerca de 31 mil euros) para os ajudar na compra de carros e imóveis. Orbán anunciou ainda que as mulheres com menos de 40 anos que casarem pela primeira vez terão acesso a um crédito bonificado de 36 mil euros, sendo que um terço da dívida será perdoado aquando do nascimento do segundo filho e o total com o terceiro filho.

O primeiro-ministro húngaro garantiu a criação de 21 mil creches nos próximos três anos, melhorar o sistema nacional de saúde e os subsídios habitacionais do Estado, bem como os apoios para a aquisição de automóveis de sete lugares.

«Esta é a solução para os húngaros, não a imigração»reforçou Vicktor Orbán.

Críticas à União Europeia

Em Budapeste, o primeiro-ministro nacionalista e conservador não poupou nas críticas à política de imigração da União Europeia. «Há 30 anos pensámos que tínhamos deitado para o lixo o pensamento comunista, que defende o fim das nações. Parece que nos enganámos [...] Querem outra vez um mundo sem nações», disse perante centenas de apoiantes.

«A cúpula do internacionalismo hoje é Bruxelas e o seu instrumento é a imigração», acrescentou Orbán.

«Bruxelas tem um plano de sete pontos para transformar a Europa num continente de imigração», alegou, precisando que esse plano inclui um novo sistema de repartição de migrantes, o enfraquecimento da defesa das fronteiras nacionais e a introdução de vistos de imigração.

Vicktor Orbán acusou repetidamente a UE de encorajar a imigração e o milionário e filantropo norte-americano de origem húngara George Soros, alvo frequente dos seus ataques.

Enquanto Orban discursava, centenas de pessoas protestaram junto da sede de governo contra as políticas nacionalistas do primeiro-ministro.

*Com Lusa





OMS (Organização Mundial da Saúde), uma fábrica de promiscuidade, uma organização de bandidos!

A Organização Mundial da Saúde lançou um novo «Guia de Educação» — para a «educação» e «saúde» — em parceria com o governo alemão da Merkel. O guia tem 83 páginas e foi compilado com abordagens diferentes de acordo com a faixa etária das crianças que o receberão. Para as crianças dos 0 aos 9 anos o guia incentiva a masturbação, o sexo livre e casual, o aborto e a homossexualidade infantil. Para as mais crescidas, dos 12 aos 15 anos, o guia foca o aborto e a prostituição.

Infelizmente, a OMS [Organização Mundial de Saúde] tornou-se uma militante ferrenha a favor da cultura da morte, que envolve, necessariamente, a destruição dos valores judaico-cristãos e impõe à nossa cultura políticas e valores que visam destruir, a todo o custo, a família.

O excerto abaixo foi retirado, na íntegra, do artigo publicado pela Dra. Marisa Lobo e descreve com maior riqueza de detalhes o conteúdo da cartilha.

Eis alguns exemplos das aberrações e absurdos que o guia recomenda que seja transmitido a crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 16 anos. Uma mistura de pedofilia, sexualização precoce, indução de convicções homossexuais, apologia ao aborto…

Eis as recomendações do guia para ensinar sexo, promiscuidade, prostituição e aborto às nossas crianças:
  • 0 a 4 anos: prescreve aprendizagem do «gozo», orgasmo e prazer quando tocamos o próprio corpo: «a masturbação da primeira infância».
  • 0 a 4 anos: a idade é ideal para «a descoberta do corpo e dos órgãos genitais».
  • Aos 4 anos, a OMS diz que os nossos filhos são capazes de «necessidades expressas, desejos e limites, por exemplo, no contexto de brincar aos médicos».
  • Dos 4 aos 6 anos, as crianças precisam saber que a história da cegonha é um mito.
  • Aos 4-6 anos é uma óptima idade, segundo a Organização Mundial de Saúde, para «falar sobre assuntos sexuais», explorar «relações do mesmo sexo» e «consolidar a identidade de género».
  • Dos 6 aos 9 anos, os especialistas da OMS dizem que os nossos filhos estão preparados para aprender e defender os «direitos sexuais das crianças».
  • Dos 9 aos 12, e até aos 15 anos, devem saber acerca do incómodo da maternidade inesperada. Parafraseando: «o impacto da maternidade e gravidez entre adolescentes; ou seja, planeamento familiar, planeamento de vida/estudos, a contracepção, a tomada de decisão e os cuidados no caso de gravidezes indesejadas». O que eles afirmam, sem rodeios, é que antes dos 15 anos os nossos filhos estão prontos para saberem tudo sobre a indústria do aborto.
  • Dos 9 aos 15 anos, é bom receber informações sobre métodos contraceptivos, onde os encontrar e onde obter um aborto.
  • Dos 9 aos 15 é uma idade-chave, de acordo com a OMS, para ensinar que a religião cristã é um obstáculo ao prazer e ao gozo dos seus próprios corpos. «A influência da idade, sexo, religião e cultura» na educação afectivo-sexual.
  • Aos 15 anos é hora de «abrir-se a outras orientações sexuais (admitir a homossexualidade, bissexualidade e outras opções)».
  • Aos 15 anos é também a idade do saber, além disso, sobre «sexo comercial (prostituição e sexo em troca de pequenos presentes, refeições, ou pequenas quantidades de dinheiro), pornografia e vício em sexo».
Além dos conteúdos específicos, o guia de sexo para os padrões de educação na Europa, desenvolvido pela OMS, ainda tem os seus princípios:
  • O princípio de que os pais são uma «fonte informal» da educação, em relação ao Estado como «fonte formal».
  • O princípio de que a educação emocional e sexual das crianças deve ser planeada com «sensibilidade de género». Ou seja: a natureza, os factos, os dados, a responsabilidade dos pais… Enfim, tudo deve ser submetido aos dogmas da «sensibilidade de género».
  • O princípio de que a educação afectivo-sexual «começa no nascimento».
  • O princípio de que a educação afectivo-sexual «deve ter uma abordagem holística».
  • O princípio de que a educação afectivo-sexual serve o «indivíduo e o fortalecimento da comunidade».
O guia tem 83 páginas e as palavras «amor» e «responsabilidade» não são citadas ou, quando o são, o seu peso e significado é completamente irrelevante. Em vez disso, fala constantemente de «prazer», «sexo», «gozo», «bem-estar pessoal», «instintos» e «aborto».

LEIA O MANUAL COMPLETO:

http://www.madridsalud.es/publicaciones/OtrasPublicaciones/standars_de_calidad_de_la_educacion_sexual_en_europa_traducido_12nov.pdf?fbclid=IwAR2xINiqGGf-U5w1tMg7LS5b2UzVjX6q9OUv3NmowHZq0CLEOJDtBKZPZv4

(Texto adaptado de JV DjiVi)





quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Propaganda que explora saudades do passado revela tendências sociais e religiosas do futuro


Pão, foie gras, confitura, licor, a promessa de sucesso é que «são feitos como antes».

Luis Dufaur, Luzes de Esperança, 5 de Fevereiro de 2019

O marketing ou técnica (nem sempre muito verdadeiro nem leal) para empurrar a venda de um produto, está obrigado a impressionar os eventuais compradores.

Com esse objectivo procura sondar as apetências profundas dos consumidores para atraí-los (ou enganá-los).

E as empresas de marketing constataram que no momento presente é ledo engano achar que as apetências profundas do público evolucionam a uma velocidade vertiginosa para o mais moderno, recusando a tradição, o passado e os gostos antigos que evocam tempos antigos.

Sorveteria em Buenos Aires empolga clientes restaurando casas nobres de estilo.
Hoje essas empresas estão adaptando as suas propagandas (ou enganações) ao denominado «marketing da nostalgia», isto é procuram apresentar «marcas que apostam no retorno às origens».Os seus astuciosos «gurus» descobrem que «as lembranças do passado podem funcionar como refúgio e espaço de segurança para muitos», escreveu «La Nación» de Buenos Aires após ouvir diversos especialistas e analisar novas campanhas publicitárias.

Essa nostalgia fala no fundo das cabeças que nos tempos passados «tudo era melhor», e não leva para o mais ousado e inovador. Ali estaria o segredo das marcas que conseguem ligar-se com o seu público-alvo.

A Nike relançou o seu boom dos anos 80, as Nike Air Max; a Adidas criou a linha Adidas Originais que recupera os clássicos modelos dos anos 70 e 80 do século passado.

Loja de Saumur monta padarias para parecerem artesanais.
E quando a Nintendo ressuscitou a sua clássica plataforma modelo de 1997, nos EUA as filas de compradores ficaram intermináveis.

A Polaroid prossegue vendendo câmaras de fotos instantâneas que há décadas se dizia extintas.

Carolina del Hoyo, directora de inovação da multinacional Danone afirma: «Vemos a tendência de retorno dos produtos ou marcas que procuram revalorizar a história ou o conceito que os fizeram únicos».

Esse tipo de produtos, há poucas décadas praticamente tinham desaparecido ou era difícil encontrá-los, acrescenta. «Hoje, estão novamente na ‘moda’ e nas prateleiras dos grandes supermercados».

A padaria «Le Pain Gascon» atrai usando um forno da época de Luis XV, precisamente de 1765.
Julia Kaiser, coordenadora de estratégia da Havas Argentina, explica tratar-se de uma contratendência que recusa a rapidez, o industrializado, a necessidade induzida de novidade e da inovação constante.

«As pessoas gostam de voltar ao que é familiar. Àquilo que apela ao sentimento muito primitivo e muito humano do conforto caseiro», acrescenta.

La Nación» chama a isso de «furor nostálgico».

Sorveteiro em Paris verificou que carro antigo atrai mais que moderno.
E que o sorvete não pode ter nenhum elemento de fábrica.
Por exemplo a firma de lácteos La Serenísima lançou um iogurte com a receita original de não se sabe qual o século e a mensagem de marketing é «voltar a prová-lo pela primeira vez» procurando relembrar as impressões que tivemos quando éramos crianças.

«Trata-se da valorização do melhor de outros tempos, que nos convida a voltar às nossas origens e comemorar o passado com um olhar hodierno.

«Nós procuramos gerar esse impacto nos nossos consumidores, especialmente os adultos, convidando-os a relembrar com a marca que os viu nascer e que estava na mesa de todos os dias», acrescentou Del Hoyo.

Feiras com produtos de granja artesanais atraem até os maiores chefs de França.
Esta é em Orthez.
A empresa argentina Siam relançou uma linha de geladeiras com estética da metade do século passado. Olmos oferece bicicletas tipo retro.

A fábrica Ledesma vende o seu açúcar mais selecto garantindo que não foi processado nem refinado, e a cervejaria Quilmes do grupo AmBev ofereceu a receita original sem conservantes. Foi logo imitada pela competição.

Basta sair à rua para encontrar o Fusca (adaptado à modernidade) mas que evoca o modelo original alemão de inícios dos anos 30, quase um século!

Propaganda em jornal espanhol do «carro mais amado em todos os tempos».
A versão 500 actualizada percorre as ruas de São Paulo.
A Fiat relançou o Fiat 500, a Cinquecento de 1967, e o retro PT Cruiser teve que ceder-lhe a linha na fábrica do México para atender à procura nos EUA!

A Citroën pensa fazer o mesmo com o 2CV, o «deux chevaux».

O mini-Cooper anda solto nas ruas de São Paulo, e o Jeep da II Guerra Mundial, bem actualizado, bate recorde de vendas no Brasil.

As pessoas procuram sempre coisas genuínas de marca (o «Fusca original»), que tenha história no produtor, que seja clássico, tradicional.

Secos e molhados em Mallorca, Espanha. Conferindo serem artesanais.
Na cerveja é típico.

A tida como melhor do mundo é feita na Bélgica por monges cistercienses.

Esses elaboram uma quantidade limitada para sustentar o convento e só vendem numa data definida do ano.

Nessa data a polícia rodoviária belga precisa montar um esquema especial pois todas as estradas que levam à abadia ficam super-lotadas.

A essas noções acresce no caso dos alimentos a exigência de comestíveis mais saudáveis.

Percorra as prateleiras dos supermercados e conte quantos produtos fazem questão de exibir o selo «tradicional», original, da fórmula da avó, o lácteo «da fazenda», e por isso mais saudáveis.

Em França entrei em padarias que garantiam que a farinha vinha de moinhos que moíam o trigo com roda de pedra como na Idade Média.

Queijarias que se ufanavam de vender o camembert feito com todos os micro-organismos proibidas pela União Europeia; restaurantes que ofereciam a carne ou o frango engordado sem ração.

Paris o camembert de «leite cru»
com todos os micro-organismos proibidos pela modernidade vendendo-se aos montes, e barato!
Nas casas de vinhos, licores sem conservantes, aditivos, corantes, perfumantes, estabilizantes e ainda outras químicas, etc.

O «marketing da nostalgia» está a ficar rei em tudo onde ainda não o é, e invade até as farmácias.

Desde «quero o meu Brasil de volta» na política até a receita original no supermercado, o tradicional gera empatia e é bem recebido.

Para Julia Kaiser, «está estabelecido um acordo tácito por onde o consumidor entende que a receita original é melhor que a receita que veio depois.

«No imaginário social a sensação é que o que se fazia antes era mais puro e o que se faz agora é mais artificial». Amém.

Um estudo da marqueteira planetária Nielsen, constatou que as emoções e a resposta cerebral dos consumidores diante das marcas tradicionais não só aceleram as palpitações do coração, mas agem como disparador de vendas muito eficaz: 23% a mais.

Quando a marca argentina Quilmes, a maior cervejaria do país que pertence à AmBev, restaurou a receita original as reações positivas foram instantâneas.

Westvleteren XII é a mais medieval, feita por monges.
A corrida é imediata, porque dizem é a melhor do mundo!
«Quando comunicámos que tínhamos retornado à receita original sem conservantes, as vendas e o consumo cresceram no mesmo mês. As repercussões foram muito boas e super-rápidas», afirmou Giannina Galanti Podesta, directora da marca.

A Disney começou a fazer o remake dos seus grandes êxitos de outrora, A Bela e a Besta vendeu entradas por mais de um bilhão de dólares na sua primeira semana de 2017.

Diante desse resultado, a mega-empresa de entretenimento planejou apostar forte nos seus filmes clássicos refeitos para 2019.

Outro flagrante numa rua de Paris: a tendência é mostrar-se o menos moderno e o mais tradicional.
Mas, se isto é assim em quase todos os campos da actividade humana, não estará a acontecer o mesmo em matéria de religião?

O «marketing da nostalgia» detectou movimentos colectivos, aspirações e desejos da alma humana que procura explorar, mas não foi ele que os criou.

Então se isso for assim, não estamos perto do dia em que os homens preferirão pagar cara a passagem para visitar a catedral gótica de Paris antes do que entrar na catedral de Brasília; em que preferirão o canto gregoriano a zoeira religiosa dos templos modernos; então se sentirão mais atraídos pelo Concilio de Trento do que pelo Vaticano II; e poderão preferir um São Gregório VII na Cátedra de Pedro ao Papa Francisco I?

A série de Marie Kondo para pôr ordem em tudo faz furor.
Ela defende que a ordem na casa, na geladeira, no telemóvel faz bem mentalmente.
A pergunta poderia estender-se por muitas páginas.

Uma jovem deputada federal recém-eleita declarou à imprensa que o seu herói preferido é Godofredo de Bouillon.

Aonde foram parar os Beatles ou os Rolling Stones, esses trisavôs sem continuadores?

Só falta que as multidões clamem pela volta de Dom Sebastião, de Santa Joanna d’Arco, de Carlos Magno, de São Luis da França ou de São Domingos de Gusmão inquisidor.

E então?





sábado, 8 de dezembro de 2018

Quem impõe a agenda LGBT e quais as verdadeiras metas não confessadas: as chaves para um grande engano


Apesar do carácter maciço de algumas das concentrações que convoca,
o verdadeiro poder do lobby LGBT não é na rua, mas sim nos escritórios.

Mary Hasson, ReligiónenLibertad, 28 de Novembro de 2018

Mary Hasson, mãe de sete filhos,
é advogada e directora do
Catholic Women Forum.
Quais são os objectivos da agenda LGBT e que poderes têm para impô-la? Mary Hasson responde a ambas as perguntas num artigo publicado na Humanum que, devido à amplitude e precisão das informações que contém, nós reproduzimos abaixo:

O complexo trans-industrial

«O arco do universo moral é longo, mas inclina-se para a justiça». O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, usou estas palavras de Martin Luther King para definir a agenda progressista como moralmente superior e inevitável. Os ideólogos de género envolvem os seus esforços num envelope semelhante. Usam a linguagem dos direitos civis para sugerir que a luta pela «inclusão plena» de «minorias sexuais e de género» reflecte a insurreição das bases de uma comunidade oprimida, um movimento espontâneo em direcção ao «lado direito da história».

Não é verdade.

A crescente aceitação cultural da diversidade sexual e de género não é natural nem inevitável. É antes, como descrevi noutras ocasiões, o resultado de um «movimento ideológico vertical... cujo objectivo é desmantelar a família natural, marginalizar ou engasgar as crenças religiosas, especialmente o cristianismo, e exaltar o ‘desejo’ e a autonomia pessoal sobre todas as coisas (excepto sobre o Estado, obviamente)». O desempenho a solo dos ideólogos não tem a capacidade de incorporar as suas crenças à cultura. Mas quando unem forças com os agentes do poder cultural e económico (filantropos, corporações transnacionais, governos, organizações internacionais, líderes intelectuais e grupos de apoio, todos unidos por uma confluência de interesses), os resultados são transformadores. E desastrosos. O dano estende-se além das pessoas confusas que sofrem enredadas na «rede de género», às instituições culturais e sociais que se desintegram tendo ao redor o engano antropológico e o caos moral.

A penetração da ideologia de género na cultura é a culminação de estratégias que se vêem desenvolvendo há décadas. Estratégias que levaram à revolução de género à beira de uma vitória terrível. [Este artigo enfoca a agenda política LGBTQ e as crenças dos activistas LGBTQ. Isso não implica necessariamente que um indivíduo específico que se identifique como LGBTQ crie ou apoie a posição dos activistas ou, de uma maneira geral, «a revolução de género»].

O «trans» não é o objectivo

Como Stephen Covey diz, é essencial começar com o objectivo em mente.

A ideologia de género emergiu do feminismo radical, da «libertação gay», da revolução sexual e da teoria queer, embora as suas raízes filosóficas se baseiem profundamente no ateísmo, no marxismo e no niilismo. Antitética ao cristianismo, a ideologia de género repudia a pessoa como uma unidade do corpo e da alma, criou o homem ou a mulher e tornou-se um relacionamento. Rejeita o significado da sexualidade, do casamento e da família natural e rebela-se contra a «normatividade sexual e de género». Teóricos como Judith Butler afirmam que as diferenças de género e sexuais são construções sociais; Ao «fazer» e «desfazer» o seu género, a pessoa cria e recria a sua identidade, escolhendo a partir de um espectro de identidades.

A ideologia de género, como se fosse um martelo, destrói a pessoa, a natureza humana, a família e a religião.

No seu último livro, Martin Duberman, historiador e activista radical da «libertação gay» desde os anos 70, clama contra tácticas de «assimilação» LGBTQ e «deploráveis ​​excepções à consciência religiosa». Lembre-se da «esquerda heterossexual» e da «esquerda gay», os objectivos originais do movimento: destruir o núcleo familiar, eliminar a moralidade (com base na religião ou na lei natural) e criar uma «nova utopia no campo da religião» a transformação psicossexual... uma revolução de género na qual 'homem' e 'mulher' se tornam diferenciações obsoletas...».

Feministas radicais tinham objectivos semelhantes. Em 1970, a feminista marxista Shulamith Firestone escreveu que «o objectivo final da revolução feminista deve ser... não apenas a eliminação do privilégio do homem, mas a própria distinção sexual». Então, «a tirania da família biológica será quebrada», e a «pansexualidade irrestrita» substituirá a heterossexualidade e «todas as formas de sexualidade serão permitidas e cumpridas». Firestone afirmou que «a menos que a revolução elimine a organização social básica, isto é, a família biológica,... a ténia da exploração nunca será aniquilada».

O objectivo final da ideologia de género, então, não é a integrar  pessoas e relacionamentos que são hoje identificados como LGBTQ's sociedade, reflectindo a norma social de homens e mulheres heterossexuais que se casam e têm filhos, mas a subverter e destruir essa sociedade. Na utopia resultante, cada indivíduo (desde a infância) estará livre para se identificar além do binómio masculino-feminino, livre para se engajar em actividades sexuais consensuais que não são restritas por sexo, género, número de pessoas, estado conjugal ou mesmo idade (pós-puberdade).

Os avanços tecnológicos (da contracepção à sub-rogação e técnicas de «confirmação de género»), combinados com a agitação social, transformaram essas especulações ideológicas em algo terrivelmente real. Mas os ideólogos não terminaram. O desejo de normalizar identidades transgéneras e não-binárias é apenas a última fronteira da ideologia de género, não o seu destino final. A utopia de Firestone (pansexualidade, identidade sexual fluida, tolerância sexual irrestrita e o fim dos laços biológicos e de parentesco) é vislumbrada no horizonte.

Linguagem corrupta, obscurece a verdade

George Orwell escreveu: «Se o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper o pensamento» e «se você controla a linguagem, você controla a discussão». Os ideólogos do género corromperam a linguagem e controlaram a discussão. Sessões de doutrinação em massa ao estilo bolchevique não são necessárias para mudar as crenças culturais sobre a pessoa, a sexualidade e a família. É suficiente que os ideólogos redefinam as palavras (ou inventem novas), falem a nova língua e insistam em que os outros façam o mesmo (razão pela qual os ideólogos querem reprimir aqueles que discordam).

As palavras moldam as nossas suposições e o nosso pensamento. Para «dar sentido à palavra sopa» LGBTQ+, observar um activista e ser «o mais respeitoso e preciso possível», todos  devem aprender as novas «definições de vocabulário». Referir-se a outra pessoa com o sexo errado ou pronunciar um erro viola a sua «necessidade fundamental... de se sentir seguro e de existir em espaços públicos». (Confundir um pronome aparentemente pode fazer a existência de uma pessoa desaparecer). Portanto, activistas LGBTQ  produzem glossários, listas de definições e guias para os media (definindo as palavras e parâmetros da história para jornalistas). As organizações profissionais de médicos e psicólogos e leis estaduais e locais formalizadas as novas definições de género; e os tribunais legitimam-nos afirmando que «meninos transgéneros» (meninas) são  meninos. As políticas institucionais de universidades, escolas públicas, empresas, grupos de protecção à saúde, governos, os media, igrejas e outras organizações disseminam o novo vocabulário e moldam o pensamento dos eleitores.

Muitas vezes acompanhadas de imagens da Pessoa Género, do Unicórnio de Género ou do Elefante de Género, as definições de género efectivamente desconstroem a pessoa num amontoado de peças (expressão de género, identidade de género, sexo atribuído ao nascimento, orientação sexual, orientação romântica). A pessoa torna-se o seu próprio projecto (his, her, ell @ ...), sempre em construção, com identidades de género e sexualidades sempre em desenvolvimento. (A «família», consequentemente, degenera como «qualquer pessoa que desempenhe um papel significativo na vida de um indivíduo»).

O poderoso léxico reforça a falsa antropologia da ideologia de género e distorce a ciência. O sexo biológico desaparece em alta velocidade, absorvido pelas definições burocráticas de «género». Por exemplo, embora a medicina defina o sexo biológico «com base nos papéis binários que homens e mulheres têm na reprodução», a Universidade da Califórnia (Davis) agora define «sexo» como uma «categorização arbitrária» [médica]. ... atribuído com base na aparência dos genitais ». Os Padrões da Califórnia sobre os  Direitos dos Transgéneros no Local de Trabalho [Direitos das pessoas transexuais no local de trabalho], redefinir «sexo» como «género» ou «identidade de género». As políticas das escolas públicas e privadas não se referem ao sexo biológico, mas ao «género atribuído ao nascer». As escolas públicas de Anne Arundel County (Maryland) obscurecem essa realidade: as suas «directrizes» transgéneras reconhecem apenas um Marcador Legal de Género para os alunos, definido como «'sexo' atribuído ao nascimento... e isso refere-se à designação de 'homem' ou 'mulher' que aparece na certidão de nascimento do aluno.»

A ideologia de género também muda a linguagem de cada dia. A avalanche de transgéneros «homens» (mulheres) dando à luz gera conceitos como «amamentação» e «pessoas grávidas» (pessoas «masculinas» e «não-binárias» também engravidam). Alguns pais criam os seus filhos, filhos de géneros neutros, que declararão o seu género quando forem mais velhos. De tempos a tempos, até os ideólogos exageram. Quando a Kentucky Planned Parenthood twittou um novo «facto» biológico («Alguns homens têm um útero»), um brincalhão respondeu no Twitter: «Eu também quero jogar este jogo... alguns patos têm chifres».

Dinheiro da cor do arco-íris

Uma mudança cultural maciça precisa de uma grande quantia de dinheiro. A revolução de género não nasce das bases: apenas 3% das pessoas LGBTQ contribuem com US $ 35 ou mais para apoiar as causas LGBTQ. O ónibus ideológico é dirigido por um pequeno grupo de indivíduos extremamente ricos que investem pessoalmente na agenda LGBTQ e que não apenas mobilizam o seu dinheiro e contactos para criar fundações privadas centradas na ideologia LGBTQ, mas também perseguem as empresas americanas para que se submetam à sua ideologia. (Lembre-se do magnata invertido do sector da tecnologia Tim Gill e o seu desdém público pelos adversários religiosos da agenda LGBT, jurando «punir os malignos»).

De acordo com relatórios anuais sobre questões LGBTQ emitidas por financiadores em 2016, «fundações e corporações com sede nos Estados Unidos... concederam US $ 202,3 milhões para apoiar organizações e programas relacionados a questões lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros e queer »; 3 de cada 4 dólares foram dedicados à defesa LGBTQ: acções judiciais, grupos de pressão e outros. As campanhas para acabar com as isenções religiosas receberam 2,8 milhões de dólares, enquanto as iniciativas para obter apoio religioso para a agenda LGBTQ ultrapassaram os três milhões de dólares. O financiamento de emissões de transgéneros aumentou 22% em 2016, atingindo US $ 16,8 milhões. (Patrocinadores «anónimos» doaram 17 milhões de dólares que foram adicionados aos 202 milhões de fundações e corporações). Esses números representam doações por apenas um ano.

Instituições sociais: agentes da mudança LGBTQ

Um monte de dinheiro abre as portas (ou paga a advogados que os forçam a abri-las). Durante décadas, os ideólogos do género colaboraram com o dinheiro e o poder, procurando uma estratégia marcadamente bem-sucedida cujo objectivo era a transformação cultural: recrutar instituições sociais confiáveis ​​(exército, escolas, pequenas empresas, médicos e igrejas) como agentes de mudança. Por exemplo, as Forças Armadas americanas são, sempre e constantemente, uma das instituições sociais em que os americanos mais confiam: uma em quatro confia «muito» ou «suficiente» nas Forças Armadas (Gallup 2018). A esquerda gastou milhões de dólares defendendo (e apresentando acções judiciais) para invertidos, lésbicas e transexuais para servirem abertamente nas forças armadas, embora essa questão afecte apenas uma fracção muito pequena de pessoas que se identificam como LGBTQ.. Porquê? Não para perceber os sonhos de alguns. O objectivo é normalizar «as minorias sexuais e de género», destacando a sua integração nas Forças Armadas (não importa o quanto isso possa afectar a sua prontidão militar).

As pequenas empresas também desfrutam de grande confiança social: dois em cada três americanos apoiam-as. Mas as pequenas empresas são vulneráveis a pressões económicas regionais e locais, um facto que os activistas LGBT não se esquecem, apresentando demandas aos grandes media contra as pequenas empresas: confeiteiro, impressoras e fotógrafos cristãos, no fim de intimidar todas as pequenas empresas e levá-los a trabalhar para a agenda LGBTQ. (Se não o fizerem, enfrentam boicotes, multas ou acções judiciais que os levam à falência).

Jack Phillips, chef de pastelaria do Colorado
perseguido durante seis anos pelo lobby gay

por não querer fazer um bolo de «casamento» para um casal de homens.
Activistas de género usam a credibilidade da comunidade de pequenos negócios por meio de uma  parceria entre a Small Business Association e a Câmara Nacional de Comércio LGBT (NGLCC). «Visibilidade é poder», diz Justin Nelson, co-fundador da NGLCC. «As empresas percebem que não pertencer à comunidade LGBT pode ter repercussões», explica Nelson. «É uma grande mudança». O NGLCC «certificou» quase mil empresas como «pequenas empresas LGBT», tornando-as qualificadas para programas de «diversidade e inclusão» e recebendo alocações estaduais, que dão preferência a empresas dirigidas por veteranos e mulheres.

Grandes empresas como o Facebook, Google, Amazon, Nike e outras não desfrutam de tanta confiança social, mas têm imenso poder para mudar as atitudes do público por meio de propaganda, financiamento e pressão económica. A publicidade com questões LGBT tem aumentado exponencialmente nos últimos cinco anos, especialmente em torno do «mês de orgulho» (Junho), que é «muito lucrativo do ponto de vista comercial», segundo analistas de mercado. «Somente em 2017, o poder de compra dos consumidores LGBT ultrapassou os 917 bilhões de dólares», escrevem os co-fundadores da NGLCC.. Isso significa ter um grande peso na economia, por isso não surpreende que as empresas financiem grupos de defesa LGBTQ em questões políticas. Numa peça que lembra a batalha na Carolina do Norte pelo uso de banheiros, gigantes corporativos como Amazon, Apple, Exxon Mobil e Shell recentemente pressionaram os legisladores do Texas a votar numa proposta de lei transgénero, a «lei dos banheiros».

Como os ideólogos de género conseguiram ter tanta influência nas corporações transnacionais? Pela política do pau e da cenoura. Há mais de quinze anos, a Fundação Human Rights Campaign (HRC) criou um «critério» (o Corporate Equality Index), que avaliou se as médias e grandes empresas «discriminavam» com base na orientação sexual e identidade de género. Agora, a HRC publica os seus índices anualmente, perseguindo e constrangendo empresas que não atendem aos padrões de «igualdade» marcado pela HRC e, em vez disso, recompensando as empresas que fazem com pontuações perfeitas. Em 2018, «609 empresas relevantes – que abrangem todos os tipos de indústrias e que estão localizadas em qualquer ponto geográfico – atingiram a pontuação máxima de 100% e a excelência como os melhores locais de trabalho para a igualdade LGBT». (Em 2002, por outro lado, apenas treze empresas pontuaram 100%). Ao todo, as empresas que participam em 2018 nos ratings da HRC representam mais de 5000 das principais marcas.

A cada poucos anos, o «índice de qualidade» da BQ ajusta-se à esquerda, aumentando a aposta e as demandas. Os critérios para 2018 foram ampliados e, além dos benefícios que os funcionários obtêm, exigem a tomada de decisões de negócios relacionadas a contratos, doações, publicidade e relações públicas. As empresas de maior pontuação não devem cobrir apenas benefícios transgéneros e fornecer assistência médica «inclusiva» (serviços «clinicamente necessários» para a transição de género, incluindo «redesignação sexual»), mas também demonstrar «publicamente o seu compromisso com a igualdade LGBT» e exigir aos seus fornecedores, contratados e vendedores que protegem a orientação sexual e a identidade de género. As empresas perdem pontos se tiverem «links para organizações e actividades anti-LGBTQ». Desde 2014, a BQ pressionou as empresas para que as suas contribuições beneficentes fossem destinadas apenas a organizações sem fins lucrativos cuja política interna não discrimina a orientação sexual e a identidade de género (por enquanto, as organizações religiosas estão isentas). A partir de 2019, as empresas que fornecem «programas relacionados à diversidade» para mulheres ou minorias «devem incluir programas para pessoas LGBT». O medo de as empresas serem rotuladas como «intolerantes» é um poderoso incentivo.

Falando sem rodeios, na definição de políticas corporativas, os defensores do LGBTQ estão a inclinar-se para o mercado e a cultura para se alinharem com a agenda LGBTQ. (Mesmo as empresas que não participam do Índice de Igualdade Corporativa acabam, ao longo do tempo, a aplicar os seus critérios). A HRC também criou índices semelhantes para pressionar cidades (Índice de Igualdade Municipal) e organizações de saúde (Healthcare Equality Indexpara integrar a ideologia de género na linguagem, regulamentos, políticas internas e publicidade. A HRC também exige, rotineiramente, relatórios de amicus das empresas para cumprir a agenda LGBTQ em casos como Masterpiece e Cakeshop.

Outras organizações que o apoiam mundialmente e coligações internacionais e regionais  pressionam corporações transnacionais e empresas locais a adoptar o «business case» da inclusão LGBTQ e adoptar a agenda de género (veja Open para a empresa e Pride and preconceito).

Homossexualizar escolas, doutrinar crianças

No entanto, a estratégia mais poderosa para levar a cabo a mudança social é usar a educação. O género entrou com cautela nas escolas públicas, disfarçadas de iniciativas inclusivas e gentis contra o bullying (como o programa Welcoming Schools of HRC). A máscara caiu rapidamente. Os programas atacaram imediatamente a linguagem e pensamento «heteronormativo» e «cis-normativo», com a desculpa de que todos os alunos (incluindo crianças em idade pré-escolar) precisam expressar o seu género «autêntico».

Os distritos escolares adoptaram as políticas «antidiscriminatórias» de identidade de género e orientação sexual – muitas vezes dispensando protestos dos pais – devido a ameaças de acções judiciais, regulamentações locais ou estaduais ou tácticas de pressão por parte dos activistas. Consequentemente, a agenda de género afecta  todas as crianças, não apenas crianças confusas. Uma escola acolhedora, inclusiva e segura exige que todos sejam «aliados» LGBTQ e que todas as crianças sejam forçadas a aprender à força uma falsa antropologia e ideias desestabilizadoras sobre a identidade. Os ideólogos do género formam tudo funcionários da escola – de motoristas de autocarros a directores – na terminologia de género, transições e linguagem e práticas de género inclusivas (eliminando palavras como «meninos» e «meninas»). Pior ainda: os activistas justificam esconder tudo isso dos pais, enquanto as escolas pressionam por «exploração de género» e afirmação de género, alegando que as crianças não estão seguras em casa quando os pais (especialmente aqueles que são religiosos) se opõem à identidade LGBTQ emergente das crianças.

O ensino na sala de aula inclui «definições» de género e, cada vez mais, a história LGBTQ. A cultura da escola transmite que a aceitação da ideologia de género não pode ser questionada: as escolas estão cheias de arco-íris, celebrações do orgulho gay, espaços seguros, clube estudantil homosexual-heterossexual, pronomes inventados e livros com histórias transgénero inclusivas como The Princess. Rapaz ou eu sou jazz. A educação sexual é «inclusiva LGBT» (porque qualquer criança pode ser trans ou gay), então todas as crianças aprendem o que é sexo anal, «mulheres» com pénis e «pessoas» grávidas. As escolas públicas permitem que os estudantes transexuais usem banheiros, armários e quartos do sexo oposto. Também lhes permitem competir em equipas desportivas do sexo oposto. (Meninos que se identificam como transexuais ganharam vários campeonatos de Institutos Estaduais em 2017 e 2018 participaram como meninas.) Embora quase metade dos professores discordassem da política de banheiro transgénero, poucos se expressaram abertamente.

Uma caricatura de David John Eden sobre «a cruzada gay»
cuja táctica 10 seria: «Encarregar-se de crianças!» Infiltrar os media e a educação,
mudar currículos, livros escolares, arte e entretenimento, incluindo banheiros,
para celebrar a atracção pelo mesmo sexo e a preferência de género como iguais
às virtudes familiares tradicionais e à identidade sexual.
Porque é que as escolas capitulam para a ideologia de género? É um cálculo político. Eles têm poucas possibilidades. Legisladores submissos aprovam leis para acalmar os perseguidores LGBTQ; advogados activistas ameaçam processos caros; sindicatos de esquerda de professores e associações de profissionais de educação exercem grande pressão, e grupos de defesa de direitos estão constantemente a fazer campanha, especialmente quando você tem que ganhar dinheiro. Os ideólogos do género cochineiramente alimentam o alimentador público e engordam cada vez mais para obter contratos de ensino em diversidade e inclusão, com orientação curricular e serviços profissionais. (Quanto tempo levará para ter um terapeuta com consciência de género em cada escola como parte da equipa da escola)?

Medicina dá lugar ao lobby de género

As associações médicas e de aconselhamento dominantes, tendo sofrido o peso da pressão ideológica interna e externa, são todas a favor da ideologia de género. A Organização Mundial da Saúde revisou, em 2018, a sua classificação de doenças em relação a questões de transgénero e identidade de género; mas não o fez devido a novos avanços médicos, mas porque foi pressionada para reduzir o estigma. Assim, as questões transgénero agora são incluídas na incongruência de género, categorizadas sob o título «condições relacionadas à saúde sexual», em vez de serem incluídas entre os transtornos mentais e comportamentais.

Activistas transgéneros pressionam pelo modelo de consentimento informado dos pacientes para forçar os médicos a aprovar (e as companhias de seguros para cobrir) uma ampla variedade de procedimentos de «afirmação de género». As Associações Profissionais Mundiais para a Saúde Transgénero (WPATH – Associações Profissionais do Mundo para a Saúde Transgénerorecentemente colaboraram com a Starbucks para criar um modelo de benefícios médicos para transgéneros que inclui o implante de olhos, implantes de nádegas, terapias de feminização da voz, mastectomias e cirurgia genital.

Os médicos estão sob crescente pressão para cumprir a agenda de gênero: grupos de profissionais escrevem novos padrões de atendimento, regulamentos institucionais antidiscriminatórios exigem treinamento, escolas de medicina acrescentam cursos especializados sobre temas LGBTQ e companhias de seguros aceitam procedimentos transgéneros como «necessários».

Além disso, a alta demanda incentiva os médicos a entrar na lucrativa prática de «cuidado de género», especialmente para as crianças. Em dez anos, o número de centros médicos que tratam crianças com confusão de género multiplicou-se de pouco mais de 40. O maior centro, localizado na Universidade da Califórnia, em São Francisco, trata mais de 900 crianças e pede que os pais «afirmem» o género desejado por o seu filho através da transição social, os bloqueadores da puberdade, a Terapia de substituição hormonal e cirurgia genital (a partir dos 16 anos). A Dra. Johanna Olson-Kennedy, líder na questão de género e «casada» com um «homem» transgénero (mulher), admite que os bloqueadores da puberdade têm sérias consequências; no entanto, empurra as crianças para a transição. Apesar de uma investigação quase inexistente e que esses tratamentos experimentais alteram vidas, o número de crianças e adolescentes que são enviados para tratamentos de afirmação de género disparou.

A carta da «fé»

A estratégia final da revolução de género é jogar a carta da fé, neutralizando o maior adversário dessa revolução: a religião. Por uma década, os activistas de género têm procurado usar a compaixão religiosa e trabalhar de dentro para confundir e converter os crentes (especialmente os adolescentes). A série Coming Home da Human Rights Campaign visa convencer Mórmons, Muçulmanos, Católicos, Judeus e Evangélicos a acreditar que a compaixão e os princípios da sua fé apoiam a «inclusão total» e a agenda LGTBQ. Eles estão entendendoAs crenças mudaram em grande velocidade entre os crentes e tendem a apoiar a causa LGBT. E muitos mais americanos do que nunca se identificam como LGBTQ: 4,5% de todos os americanos e 8,2% da geração do milénio.

Conclusão

Portanto, onde isso nos deixa? Afirmações ideológicas – que são realmente ficção – sobre a pessoa humana, a sexualidade e a família estão minando o nosso tecido social e as nossas instituições culturais. Um número crescente de jovens olha, sem ver, os seus corpos, incapazes de reconhecer as verdades mais elementares de quem são. E os líderes religiosos parecem ter permanecido mudos, silenciados pelo medo de serem rotulados como «caluniadores», ou se juntaram ao coro popular que canta os louvores à «diversidade» de sexo e género.

E o que pode mudar essa trajectória desordenada? Primeiro a verdade. Própria natureza A verdade tem um jeito de atrair a nossa atenção, forçando-nos a enfrentar as consequências desastrosas de aceitar a mentira: crianças confusas transformadas em pessoas estéreis devido a coqueteis hormonais; jovens adultos com corpos mutilados; cidadãos que não são mais livres para expressar a sua fé religiosa ou para dizer o que pensam. Em segundo lugar, um despertar religioso e moral. Como o Papa Bento XVI observou em 2012, «onde a liberdade de fazer se torna liberdade para fazer por si mesmo, necessariamente se trata de negar o próprio Criador e, com ele, também o homem como uma criatura de Deus, como a imagem de Deus. , é finalmente degradado na essência do seu ser». (Discurso para a Cúria Romana por ocasião dos parabéns de Natal, 21 de Dezembro de 2012). A agenda dos transgéneros é, em última análise, uma rejeição de Deus e, portanto, deve ser combatida espiritualmente. Uma responsabilidade que pertence a cada crente.