domingo, 16 de abril de 2017

Adopção de crianças por homossexuais:

razões para o não


Pe. João Paulo Pimentel

O primeiro problema decorrente da adopção de crianças por pares homossexuais deriva do facto de se ter chamado «casamento» a tais uniões. Como bem esclarecia um documento da Congregação para a Doutrina da Fé de 3 de Junho de 2003, «não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimónio e a família» (n.º 4). Aliás, a insistência, por parte de uma minoria (ainda que ruidosa e financeiramente poderosa), para viabilizar a adopção nestes moldes deve-se, em boa parte, à vontade de conquistar uma maior legitimidade social para as próprias uniões homossexuais. As crianças são um meio em vista de um objectivo ideológico.

Quando a sociedade afirma que uma união homossexual pode ser um casamento está a evidenciar que, pelo caminho, perdeu valores fundamentais:
  • Perdeu a consciência da riqueza da diferenciação sexual;
  • Perdeu o significado profundo do corpo, que pode expressar um amor de doação precisamente porque há um outro que é diferente e complementar;
  • Perdeu o nexo entre a união conjugal e a procriação como se esta fosse um acidente da anterior que talvez uma vez na vida possa suceder;
  • Perdeu o significado da entrega do próprio «eu» no acto conjugal que é visto apenas como um disfrutar mutuamente um com o outro;
  • Perdeu a consciência da existência de uma união entre um homem e uma mulher que é para toda a vida e tem a chancela divina;
  • De facto, perdeu a consciência de que há um plano de Deus para o amor humano entre um homem e uma mulher e de que esse plano é essencial para as felicidades terrena e eterna.
O casamento é, portanto, uma união indissolúvel de amor entre um homem e uma mulher; mas há países que, apesar de aplicarem a certas uniões homossexuais o nome de «casamento», não reconhecem aos pares homossexuais o «direito» de adoptar. Nesses casos, que razões adicionais podem ser apresentadas para se evitar um novo mal? Apresentaremos um elenco de razões, sinteticamente expostas e distribuídas por dois grupos. No primeiro, exporemos as razões essenciais para ajudar a entender que tais adopções são sempre um mal. No segundo, apresentaremos razões que derivam sobretudo do que até agora se pôde observar nos países em que se legalizaram essas adopções. As consequências negativas permanecem válidas mesmo que, nalguns casos, não se tenham verificado; são, na verdade, riscos muito sérios que reforçam a rejeição das adopções por homossexuais.


I. Razões essenciais

1. O bem da criança é secundarizado

O segundo princípio da Declaração Universal dos Direitos da Criança estabelece que, quando se formulam leis relacionadas com a criança, a consideração fundamental a que se deve atender é ao interesse superior da mesma: «Tomar-se-á exclusivamente em conta o bem da própria criança». Permitir a adopção para «consolar» pares homossexuais é inverter a lógica da adopção. Em tais casos, as crianças são vistas como um meio para satisfazer esses pares, os quais chegam ao ponto de reclamar o «direito» a ter crianças.

Há muitos casais heterossexuais dispostos a adoptar crianças sem o conseguirem; não faltam homens e mulheres para adoptar. A finalidade da adopção é proteger a criança desamparada, não a satisfação de adultos que não podem gerar. Além disso, a adopção deve imitar a natureza (adoptio imitat naturam), e a criança é naturalmente gerada por um homem e por uma mulher.

A adopção por homossexuais acaba por consagrar o princípio de que as crianças são, no fundo, propriedade dos «pais» ou «mães» (de quem o Estado considere «pais» ou «mães»). Deste modo, não é garantido às crianças, na prática, o protagonismo das suas vidas. Todos deveríamos responder honestamente a perguntas como as que se seguem: que família será melhor para esta criança? No caso de eu morrer, a que tipo de pessoas gostaria que os meus filhos fossem confiados?

2. Ausência de modelos próximos de ambos os sexos

A criança fica domesticamente privada, de modo deliberado, do enriquecedor contributo da diversidade masculina e feminina. Ela necessita de um pai e de uma mãe, nomeadamente para se identificar com a pessoa do seu sexo e para aprender acerca do respeito, do afecto e da complementaridade que a pessoa do outro sexo pode proporcionar. Várias pessoas educadas com dois pais ou com duas mães queixaram-se de que não aprenderam, na prática, como se lida com pessoas do outro sexo. A criança que vive num lar habitado por homossexuais não tem a experiência real, em casa, das diferenças entre o homem e a mulher. Pelo contrário: aprende erroneamente que são irrelevantes tanto as diferenças sexuais quanto a atracção por pessoas do outro sexo.

3. Dificuldade acrescida para conhecer Deus

Para os que são crentes, vale a pena pensar nas razões teológicas que desaconselham este tipo de adopções. Para conhecer Deus – que tem «coração» de pai e de mãe –, é fundamental conhecer a fundo a riqueza da diversidade sexual. Sem essa experiência, dificulta-se muito um conhecimento mais verdadeiro de Deus. Que sentido fará para uma criança adoptada por dois homens as palavras de Isaías: «Acaso pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria» (Is 49, 15)?

Claro que esta lacuna também sucede, em parte, nas crianças que perderam o pai ou a mãe. No entanto, nestes casos, elas aprendem desde muito cedo que falta «algo» nas suas vidas: a experiência da paternidade ou da maternidade. Não lhes é dito que a paternidade ou a maternidade são supérfluas.

4. Mensagem de que o outro sexo é irrelevante

Quando admite a possibilidade da adopção por duas pessoas do mesmo sexo, o Estado está a afirmar implicitamente que o outro sexo não é relevante na formação das crianças. Como se sentirá uma mulher a quem é dito, pelas «leis» e por costumes práticos, que a sua condição de mãe é pouco relevante na formação das crianças? E como se sentirá um pai a quem é dito que a sua condição de pai é dispensável?

Este argumento é desenvolvido no seguinte testemunho (consultado online a 27 de Dezembro de 2015):

Doug Mainwaring 

5. Grave escândalo moral

Do ponto de vista moral, o facto de as crianças serem habituadas desde cedo a conviverem com uma situação gravemente pecaminosa (um dos pecados que, nos catecismos antigos, de modo pedagógico, se incluía entre aqueles que «clamam aos Céus») levá-las-á a tomar por bom o que é mau. A indução desse erro moral é um escândalo no sentido próprio do termo. E Jesus é bem claro a este respeito: «Quem escandalizar um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que lhe pendurassem ao pescoço a mó de um moinho e que o lançassem ao fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai daquele homem por quem vem o escândalo!» (Mt 18, 6-7).

6. Constatação precoce da condição de ser adoptado

É preferível não precipitar a informação que se dá a uma criança adoptada sobre a sua situação, para se evitar que ela se sinta diferente das outras. Nos casos das crianças que forem adoptadas por dois homens ou por duas mulheres, será impossível mantê-las na ignorância até à idade e até ao momento mais conveniente.


II. Razões empíricas

1. Riscos de instabilidade

Outro motivo que – sem ser o mais importante e decisivo – desaconselha este tipo de adopção é a falta de estabilidade nas uniões homossexuais. Não é que não possam dar-se excepções, mas estas são tão raras que o legislador – mesmo se não encontrasse outras razões para negar a adopção – deveria exigir uma estabilidade de vários anos antes de entregar uma criança à adopção por homossexuais. Quando um casal diz que se vai separar, os que o rodeiam sentem habitualmente pena e aconselham a uma reflexão séria antes de a separação ser consumada. No caso de pares homossexuais, haverá alguém próximo que lamente essa separação anunciada? Aliás, os próprios, quando se comprometem numa união mais pública e estável, quererão mesmo viver juntos para toda a vida?

Mas a falta de estabilidade nestes casos não decorre apenas da pouca durabilidade (a duração média do «vínculo» não costuma ser superior a três anos): é sabido que os conflitos e os comportamentos violentos entre pares homossexuais são duas a três vezes mais frequentes do que os ocorridos em casais heterossexuais; além disso, as mudanças de «companheiro» são muito frequentes, e a promiscuidade sexual é maior do que a que ocorre em casais heterossexuais. Tudo isto contribui para a instabilidade afectiva das crianças adoptadas.

2. Risco de sérios transtornos

Alguns psiquiatras afirmam que os principais riscos que correm as crianças adoptadas por homossexuais são, do ponto de vista médico, os seguintes:
  • Transtornos na identidade sexual;
  • Maior incidência de comportamentos homossexuais ao chegarem à adolescência (em concreto, estes sete vezes mais frequentes do que em crianças que vivem com os pais biológicos e em famílias com o pai e a mãe em casa);
  • Tendências significativamente maiores para a promiscuidade sexual, transtornos da conduta, a depressão, comportamentos agressivos, a ansiedade, a hiperactividade e as insónias.
Estes argumentos são rebatidos tanto em artigos quanto por aqueles que estimam ainda ter decorrido pouco tempo para se chegar a conclusões certas (dizem que «as amostras» são insuficientes para se chegar a conclusões nesta matéria). Sendo assim, talvez a formulação mais correcta do argumento pudesse ser a seguinte: existe uma forte possibilidade e um aumento do risco de que as tais crianças desenvolvam problemas emocionais, confusões na identidade sexual e depressões; há uma dificuldade real de a criança se adaptar e crescer harmonicamente quando é educada por dois homens ou por duas mulheres, em vez de o ser por um homem e por uma mulher.

3. Outros riscos e dúvidas

Vale a pena levantar mais algumas questões, numa tentativa de convidar o leitor a reflectir:
  • Quando um rapaz adoptado por dois homens sentir atracção por raparigas, estará à-vontade para o manifestar aos que dizem ser seus pais?
  • Quando as crianças nessas condições se derem conta de que a maioria das pessoas tem uma atracção pelo outro sexo, como olharão para os que dizem ser seus pais?
  • Não será previsível que crianças nessas situações acabem por ser malvistas pelos seus colegas?
  • Que farão os pais que se vêem confrontados com um convite do colega do filho que foi adoptado por dois homens ou por duas mulheres (referimo-nos aos que desejam que os seus filhos saibam o que está bem e o que está mal)? Deixarão o filho ir a casa do colega adoptado?
Para concluir, sugerimos que se veja um último testemunho (consultado online a 27 de Dezembro de 2015):

Professor Robert Oscar Lopez 

Defendamos o bem das crianças!





sábado, 15 de abril de 2017

O feitiço que se volta contra o feiticeiro



Jurandir Dias, Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, 13 de Abril de 2017

A empresa americana Target tornou-se alvo, literalmente, de uma saraivada de críticas nos medias sociais após divulgar num blog, em Abril de 2016, um anúncio favorável à ideologia de género. Líderes da American Family Association (AFA) promoveram um boicote à empresa através de um abaixo assinado com mais de 1,4 milhões de assinaturas. Também foi criado a hashtag #BoycottTarget onde milhares de pessoas se manifestaram.

O anúncio da empresa dizia: «Nós convidamos os funcionários transgéneros e clientes a usar casas de banho ou vestiários que correspondam à sua identidade de género».

«A política de Target é exactamente como os predadores sexuais têm acesso às suas vítimas», disse o presidente da AFA, Tim Wildmon, numa carta aberta. «Isso significa que um homem pode simplesmente dizer hoje que se sente como uma mulher e entrar nas casas de banho das mulheres… mesmo que meninas ou mulheres já estejam lá.»[i]

Wildmon insistiu para que as pessoas assinassem a promessa de boicote, observando que a política da empresa «representa um perigo para as esposas e filhas». Também pediu que as pessoas eventualmente lesadas se queixem contra a política da Target, tanto junto da Polícia assim como nas páginas do Facebook.

A campanha contra a Target, que favorece a ideologia de género, resultou na queda do valor das suas acções ao nível mais baixo desde 2014. O preço das acções da empresa e os seus ganhos nunca se recuperaram desde o anúncio em 2016. De facto, as perspectivas da empresa foram tão sombrias que, no início deste mês, a empresa fechou abruptamente alguns importantes projectos com os quais esperava recuperar o mercado retalhista. As vendas caíram quase 6% nos três trimestres após a publicação do post, comparado com o mesmo período do ano anterior. No total, os lucros cairam 43%, segundo o site Chicago Tribune.

O boicote custou à empresa milhões em vendas perdidas e despesas adicionais. Depois do anúncio, a empresa foi obrigada a gastar US$20 milhões na instalação de casas de banho individuais em todas as lojas.

«Isto é o que acontece quando você ignora uma parcela significativa dos seus clientes», observa o articulista Jim Hoft.

Apesar dos prejuízos, o CEO da Target, Brian Cornell, numa entrevista à CNBC, insiste: «Nós tomámos uma posição, e vamos continuar a abraçar a nossa crença de diversidade e inclusão».

Este caso da Target, com as suas consequências, faz-nos lembrar novamente o famoso ditado francês: «Chassez le naturel, il revient au galop.» (Cassai o natural, ele voltará a galope). Numa linguagem popular, dizemos que é o feitiço que se volta contra o feiticeiro.






sexta-feira, 14 de abril de 2017

Torremolinos: bar aberto


Pedro Afonso, Observador, 12 de Abril de 2017

Muitos pais têm perdido a autoridade sobre os seus filhos, e com frequência capitulam quando é necessário impor limites ou aplicar castigos. Ouço-os dizer, num tom resignado, que «agora é tudo assim».

O País ficou chocado com a notícia da expulsão de mais de um milhar de jovens devido a actos de vandalismo num hotel de Torremolinos, onde estavam hospedados. Mas o que é que pode explicar esta autêntica olimpíada de vandalismo e de destruição? Existem várias razões, mas talvez a mais importante seja a ausência de uma capacidade que os clássicos chamavam de temperança (do latim temperantia), mais recentemente designada por autocontrolo e que faz parte da «Inteligência emocional».

Quando não se possui autocontrolo são transferidos para o comportamento um conjunto de impulsos mais primitivos, entre os quais se encontram a busca do prazer imediato e a violência. Nestas idades o córtex pré-frontal ainda não atingiu a maturidade necessária para controlar de forma adequada os impulsos e as emoções provenientes da activação de outra estrutura nervosa chamada amígdala e que integra o sistema límbico. Mas este aspecto não serve por si só para tornar inimputáveis os jovens, nem tão-pouco para justificar o seu comportamento, serve apenas para reforçar a necessidade de se defender uma educação com uma componente normativa, de modo a serem transmitidas regras e um sentido de responsabilidade.

Neste contexto, é totalmente incompreensível que se organize uma viagem de finalistas com o «bar aberto», possibilitando o consumo de bebidas alcoólicas a menores de forma totalmente desregrada. Ora, nestas idades é o mesmo que dizer «podes beber até caíres para o lado», e muitas vezes caem mesmo para o lado sem darem por isso. Quando se bebe álcool o objectivo é fazê-lo de forma moderada, facilitando o convívio social, e não propriamente beber até atingir o coma alcoólico, como infelizmente acontece cada vez mais nestas idades.

Se o autodomínio é uma virtude, há muitos jovens que não conseguem desenvolver esta capacidade e levam esta limitação para a vida adulta, tornando-se pessoas imaturas, escravos dos próprios desejos, com grandes dificuldades de adaptação e com poucas probabilidades de sucesso na sua vida familiar, social e profissional.

Nas últimas décadas houve uma tendência para se implementar modelos educativos experimentais teóricos, como uma vertente demasiado desresponsabilizadora, totalmente dissociados da realidade psicobiológica humana. Os resultados estão à vista: casos crescentes de indisciplina, desautorização da figura do professor e uma desvalorização do ensino. A sociedade não melhorou, e este modelo acaba por contribuir para que muitos jovens perpetuem a sua adolescência na idade adulta, através de uma atitude perante a vida irrealista, governada pelos desejos, repleta de direitos e desprovida de deveres.

Talvez por isso, as expulsões de alunos das salas de aula, por razões disciplinares, continuem a ser demasiado frequentes nalgumas escolas. Há dias escutei um relato de uma professora que tinha expulso 15 dos 30 alunos da turma por indisciplina. Percebe-se que há um ambiente difícil. Estes casos fazem da actividade docente um exercício insuportável de paciência, comprometem a saúde psíquica dos professores, e originam uma tensão constante que nem o melhor dos ansiolíticos consegue atenuar. Estas situações de indisciplina revelam comportamentos anti-sociais que — embora num modelo de menor escala, e sem o efeito potenciador do álcool e das drogas —, acabam por replicar a situação de expulsão dos finalistas em Torremolinos.

Muitos pais têm perdido a autoridade sobre os seus filhos, e com frequência capitulam quando é necessário impor limites ou aplicar castigos perante comportamentos desviantes. Ouço-os dizer, num tom resignado, «agora é tudo assim», «todos os amigos consomem álcool e drogas», etc. Porém os limites e as repreensões também têm uma função pedagógica, ajudam a estruturar a personalidade, preparando os adolescentes para a vida adulta, já que na vida real todos nós somos confrontados com limites e consequências quando desrespeitamos determinadas regras e obrigações.

Os actos de vandalismo ocorridos em Espanha, cometidos provavelmente por um número restrito de jovens, acabaram por dar uma péssima imagem dos colegas, humilharam os pais e desprestigiaram o País. Afinal, o autocontrolo é uma virtude humana que deve ser ensinada e aprendida. Como disse Benjamin Franklin «A fúria tem sempre uma razão, mas raramente uma boa razão».





Como devem vestir-se as mulheres? A resposta de Trump, dos islamistas e das feministas


Raudha Athif

Pauline Mille, Reinformation.TV, 11 de Abril de 2017

En suggérant que nous les femmes portions des robes, Trump fait ricaner les féministes. Mais l’assassinat par des islamistes d’un mannequin des Maldives coupable de s'habiller à l'occidentale les laisse sans réponse. La pensée totalitaire est pleine de contradictions.

Rhauda Atif avait un visage étonnant, presque autant que l’Afghane aux yeux verts dont la photo a fait le tour du monde. Elle, venait des Maldives et elle exerçait à mi-temps le métier de mannequin international, elle avait posé pour la couverture du magazine Vogue en octobre 2016 pour un numéro qui se proposait de « célébrer la beauté dans la diversité ». Vaste programme, comme disait l’autre, au cœur du politiquement correct.

Coupable de s’habiller en jean, elle est tuée par des islamistes

Le reste du temps, elle était étudiante en médecine à l’Islami Bank Medical College de Rasjahi, à environ deux cent kilomètres de Dacca, au Bangladesh, où sa qualité de mannequin ne passait pas inaperçue. On l’y a retrouvée morte à la fin mars, dans l’hôtellerie réservée aux filles du collège, et les autorités avaient d’abord conclu au suicide, mais son père et son frère ont protesté et ont demandé une autopsie. Ils ont fait valoir trois éléments, elle était en pleine forme et joyeuse, ce que ses camarades confirment, elle s’était plainte qu’on ait « versé des somnifères dans son verre » quelque temps auparavant, et elle avait fait l’objet de remarques et de menaces de la part des islamistes pour sa façon de s’habiller « immodeste » et « non islamiste ». Sans doute acceptait-elle le « dress code » du collège enroulant autour de son cou et de ses cheveux le grand foulard islamique, mais elle portait des jeans quand elle n’était pas en cours. La police des Maldives s’est entremise auprès de son homologue de Rasjahi. Le commissaire bangladais Amin Hossain, adjoint au responsable des investigations, estime dans sa réponse qu’il « y a 50 % de chances qu’elle ne se soit pas suicidée », ce qui est une manière diplomatique d’accepter de faire droit à la requête du père.

Trump demande aux femmes de s’habiller en femmes

J’attendrai les résultats de l’enquête pour être affirmative, mais l’affaire Atif fait suite à d’autres cas de meurtres maquillés en suicide où sont impliqué des islamistes, elle remue le sous-continent indien où la presse lui consacre de gros titres. Pourtant, elle semble laisser complètement froides les féministes occidentales, dont l’objet social officiel est pourtant la cause des femmes.

Ces féministes semblent plus préoccupés par le « sexisme » allégué de Donald Trump. Le bombardement de la Syrie lui est compté comme un bon point mais elles ne lâchent rien sur sa façon d’être et de parler avec les femmes. Témoin un billet du magazine Elle, lui aussi très versé dans la beauté et la diversité, qui reproche au président américain de porter trop d’attention à « l’apparence physique des femmes ». Elle cite un anonyme qui a « participé à la campagne de Trump » et affirme : « Même si vous êtes en jean, vous devez être soignée ». Mon Dieu quelle horreur ! Un employeur qui demande à ses employées de ne pas s’habiller comme des souillons !

La réponse idéologique des féministes

La source ajoute : « Les femmes se sentent forcées de porter des robes pour impressionner Trump », parce que celui-ci aurait demandé à celles qui l’entourent de « s’habiller comme des femmes ». Ici gît le lièvre et se dévoile l’intention de Elle. Bien sûr, il s’agit pour les féministes de casser du Trump tous les jours au petit déjeuner, mais il y a plus, et plus précis. A la suite de ces déclarations, des dizaines de féministes américaines ont adressé à Trump des photos habillées en pilote de chasse, en chirurgien, etc. Une manière de montrer que les femmes savent tout faire, ce que chacun sait, et d’en profiter pour affirmer, par une imperceptible confusion qu’il n’existe pas de manière de « s’habiller comme des femmes ».

Or cela est absurde, les modes et les us changent, les Chinoises des classes populaires depuis très longtemps ne portent pas de robe dans leur vie quotidienne, les Occidentales tendent à s’habiller en jean, mais aucune d’entre nous ne se vêt comme un homme, nous tenons à nous habiller toutes « comme des femmes », même si nous n’entendons pas forcément la même chose que Donald Trump par là.

Allah, la liberté, la nature et Trump

Ce qu’Elle et les féministes espèrent imposer, par leur petite confusion volontaire, c’est la disparition des codes vestimentaires qui différentient dans toute société les hommes des femmes : dans leur négation névrotique d’une différence des genres liée au sexe, elles veulent en faire disparaître les manifestations vestimentaires. Sous couleur de s’en prendre à je ne sais quel machisme de Trump, c’est la différence naturelle des genres qu’elles visent. Elles refusent le droit aux femmes de s’habiller comme elles l’entendent, comme le font exactement aussi les islamistes. Pour les féministes comme pour les islamistes, les femmes doivent refléter par leur façon de s’habiller l’idéologie de ceux qui les regardent, c’est-à-dire eux-mêmes. Les uns l’exigent au nom d’Allah, les autres au nom d’une prétendue liberté qui n’est que la négation de la nature. Finalement, c’est peut-être la réponse de Trump la moins déraisonnable.





segunda-feira, 3 de abril de 2017

Visitas para toda a família!


A Primavera chegou, e com ela trouxe nova vida à Quinta Pedagógica Armando Villar!

Venha descobri-la numa visita em família, e explore todos os recantos que a Natureza tem para oferecer.


Oferta de Abril

Nesta Páscoa, aproveite a nossa promoção! Oferta de 1 bilhete adulto, por cada 2 crianças inscritas na actividade «Caça aos ovos da Páscoa».


Aceda aqui à sua oferta de Abril!

Próximas Actividades

Dia 1 – Workshop Vem conhecer o habitat natural
dos charcos
Horário: 15h00 às 16h00;
Valor: 15 €/criança acompanhada por até 2 adultos ;

10€/criança extra;
Público alvo: famílias com crianças dos 5 aos 9 anos;
Dinamização: AmbioDiv;
Organização: Quinta Pedagógica Armando Villar;
Inscrições até 30 de março: 
quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.

Horário: 15h00 às 17h00;
Valor: 8€/criança; 2€/adulto;
Público alvo: famílias com crianças a partir dos 3 anos;
Mínimo de 6 participantes;
Dinamização e Organização: Quinta Pedagógica Armando Villar;
Inscrições até 30 de março: 
quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.


Dia 8 e 22 – Workshop Vamos fazer pão
Horário: 15h00 às 17h30;
Valor: 8€/criança; 2€/adulto;
Público alvo: famílias com crianças a partir dos 3 anos;
Mínimo de 6 participantes;
Dinamização e Organização: Quinta Pedagógica Armando Villar;
Inscrições até dia 6 e 20: 
quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.

Horário: 15h00 às 17h00;
Valor: 10€/criança; 2€/adulto;
Público alvo: famílias com crianças a partir dos 3 anos;
Mínimo de 6 participantes;
Dinamização e Organização: Quinta Pedagógica Armando Villar;
Inscrições até dia 6: 
quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.

Dia 15 – Workshop Pasta de papel
Horário: 15h00 às 17h30;
Valor: 8€/criança; 2€/adulto;
Público alvo: famílias com crianças a partir dos 3 anos;
Mínimo de 6 participantes;
Dinamização e Organização: Quinta Pedagógica Armando Villar;
Inscrições até dia 13: 
quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.

Horário: 15h00 às 17h30;
Valor: 6€/criança; 4€/adulto;
Público alvo: famílias com crianças a partir dos 3 anos;
Mínimo de 6 participantes;
Dinamização e Organização: Quinta Pedagógica Armando Villar;
Inscrições até dia 20: 
quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.

Horário: 15h00 às 17h00;
Valor: 10€/criança; 3€/adulto;
Público alvo: famílias com crianças a partir dos 4 anos;
Mínimo de 12 crianças;
Dinamização: Médicos veterinários Carina e Mathieu (https://www.facebook.com/erar.humano
);
Organização: Quinta Pedagógica Armando Villar;
Inscrições até dia 27: 
quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.

Horário: 15h00 às 17h00;
Valor: 8€/criança; 2€/adulto;
Público alvo: famílias com crianças a partir dos 3 anos;
Mínimo de 6 participantes;
Dinamização e Organização: Quinta Pedagógica Armando Villar;
Inscrições até dia 27: 
quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.


Informações/Inscrições:

Para informações e/ou inscrições contate-nos: quintadovillar@gmail.com / 932 500 600.

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segunda-feira, 13 de março de 2017

Superior interesse da criança


Inês Teotónio Pereira, ionline, 9 de Maio de 2015

Há uns tempos encontrou-se a frase-chave que resolve todos estes dilemas: o superior interesse da criança

Hoje em dia, as pessoas gostam tanto mas tanto das crianças que pensam mil vezes antes de ter filhos. Eu percebo. A angústia de pensar que não se consegue dar tudo o que eles merecem, de não se conseguir ser uma mãe perfeita, de não se conseguir fazer com que os nossos filhos sejam as pessoas mais felizes do planeta é penosa. Não há tempo, não há dinheiro, não há casa, não há ajudas e não há certezas quanto ao futuro. E as crianças merecem certezas, tempo, conforto e a melhor educação. É um direito que lhes assiste e nós, pais, como únicos responsáveis pelo seu nascimento, temos o dever de lhes proporcionar tudo isso. Ou então, na dúvida, tínhamos tido juízo.

Mas, ainda assim, vamos tendo filhos. Poucos, mas lá nascem alguns. E nascem não por uma questão moral ou de dever, mas porque ser mãe ou pai é, antes de tudo, uma realização pessoal. Não tanto quanto a árvore e o livro, mas ainda faz parte desta trilogia. Mas o pior vem depois. Com os filhos nascidos, o que é que se faz? As crianças são o melhor do mundo, todos adoramos crianças e nenhuma pediu para nascer. Ora, nós somos simples seres humanos, frágeis, imperfeitos e cheios de incertezas. Como conciliar a nossa imperfeição com a perfeição de uma criança?

Há uns tempos encontrou-se a frase-chave que resolve todos estes dilemas: o superior interesse da criança. Ou seja, desde que se tenha em conta o superior interesse da criança, estamos no caminho certo. Como consequência desta teoria, no momento em que se tem filhos, os nossos interesses passam a inferiores e os interesses das nossas crianças a superiores. Nada mais tem interesse, portanto.

Ora, isto traz alguns problemas ao dia-a-dia das famílias, dos pais e da população em geral. É que ninguém tem bem a certeza de qual é o superior interesse da criança e elas não se sabem explicar. Com os direitos da criança, não há dúvidas, e é do superior interesse de todos que eles sejam cumpridos, mas já o interesse traz algumas dúvidas. E daí que seja automática a confusão entre o interesse da criança, o capricho da criança e a dúvida sobre quem o define. Ou seja, sob esta bondosa e necessária teoria do superior interesse da criança é costume deixar que seja ela a definir o seu interesse, e como a criança é apenas uma criança, ela rapidamente transforma o interesse em capricho. É esta a nossa desgraça, deixarmos que sejam as crianças a definir os seus interesses. E isto transforma a nossa vida num caos.

Por exemplo, é de entendimento geral que é do interesse das crianças fazer barulho, fazer birras, só comerem doces, verem televisão quando lhes apetece, partirem o tablet do pai, não dormirem a horas certas, etc. E que este interesse deve condicionar todos os outros. Exagero? Eu explico: o meu filho mais novo, de dois anos, tem o hábito de começar a gritar dois minutos depois de ir para a cama. Interessa-lhe que alguém lhe pegue ao colo e fique com ele ao colo até sua excelência adormecer. Sendo o interesse dele superior ao meu sossego, tenho cedido. Até que um dia deixei-o berrar durante dez minutos, ignorando o interesseiro, e só quando comecei a ter medo que os vizinhos chamassem a polícia é que fui ao quarto dele. Peguei-lhe ao colo, dei-lhe água e a criança caiu no sono que nem uma pedra. Nesse dia, os interesses desse meu filho mudaram. Mais exemplos: as crianças fazem normalmente birras em público porque sabem que todas as pessoas que estão no supermercado zelam pelo seu superior interesse. Por isso, atiram-se para o chão porque lhes interessa empurrar o carrinho, desesperam em frente da prateleira dos doces porque têm interesse em comer chocolates, etc. E nós, pais, como principais responsáveis pelo interesse dos nossos filhos, que é superior, ficamos sem saber o que fazer porque, como se sabe, não é de todo do interesse da criança levar uma palmada.

Pois, a verdade é que o superior interesse da criança tem vindo a tramar a vida aos pais. E daqui me pronuncio contra a definição do superior interesse das pestinhas por elas próprias. Quem sabe qual é o superior interesse das crianças são os pais, seus superiores. As crianças até podem dar sugestões mas, nesta questão, não há democracia. Só assim poderemos um dia viver todos em harmonia e só assim resolveremos o problema da natalidade.





Embuste do «movimento feminista» prejudica a própria mulher

Mãe e filhas jogando xadrez
(obra de Francis Coates Jones, 1857 – 1932)

Paulo Roberto Campos, IPCO, 11 de Março de 2017

A respeito deste «Dia Internacional da Mulher», textos e mais textos foram publicados ad nauseam em todos os jornais impressos ou online. Tal dia não passa de uma absurda invenção imposta pelo movimento feminista, copiando uma propaganda do regime comunista na antiga URSS. Hoje vemos que realmente o comunismo não morreu — ele «espalhou os seus erros pelo mundo», sendo um deles o chamado «feminismo». E certos media colaboram prematuramente para espalhar tais erros.

Assim, os media repetiram baboseiras infindas e duras críticas a mulheres que se defendem enquanto «rainhas do lar», esposas e mães, como se estes atributos tão nobres e elevados não pudessem ser considerados «direitos da mulher». Para os media esquerdistas e o «movimento feminista», o «direito da mulher» é, por exemplo, o «direito ao aborto» — o direito da mulher matar o próprio filho que está a gestar!

Entretanto, na essência às mencionadas baboseiras, encontrei um texto primoroso. Foi publicado há cinco anos no «Dia Internacional da Mulher» («Folha de S. Paulo», 8-3-12), da autoria da jovem Talyta Carvalho [foto abaixo]. Imagino que este texto foi rasgado, pisado e queimado pelas «feministas» radicais, que, no fundo, desejariam mesmo era «queimar» como «herege» a própria autora, acusando-a de ser contrária ao «apoderamento feminino», à «igualdade de género», à «lei do feminicídio», de ser «politicamente incorreta», «preconceituosa» etc.. Acusações levianas, mas que nos estimulam a divulgar largamente o interessantíssimo artigo, que abaixo transcrevo.

Talyta Carvalho (Filósofa especialista em renascença
e mestre em ciências da religião pela PUC-SP)

Não devemos nada ao feminismo

Talyta Carvalho

As feministas chamaram «libertação» à saída forçada do lar para trabalhar; a sua intolerância tornou constrangedor decidir ser dona de casa e cuidar dos filhos.

Na história da espécie humana, a ideia de que a mulher deveria trabalhar prevaleceu com muito maior frequência do que a ideia de que deveria ficar em casa a cuidar dos filhos.

Não raro, o trabalho que cabia à mulher era árduo e de grande impacto físico. Para a mulher comum na Pré-história, na Idade Média, e até no século XIX, não trabalhar não era uma opção.

Uma das conquistas do sistema económico foi que, no século XX, a produtividade tinha aumentado tanto que um homem de classe média era capaz de ter um bom salário o suficiente para que a sua esposa não precisasse de trabalhar.

No período das grandes guerras e no entreguerras, a inflação, os altos impostos e o retorno da mulher ao mercado de trabalho (que significou um aumento da mão de obra disponível) diminuíram de tal maneira o rendimento do homem comum que já não era mais possível que a maioria das mulheres ficasse em casa.

A este movimento forçado da saída da mulher do lar para o trabalho as feministas chamaram «libertação».

É óbvio que não se está a defender aqui que as mulheres não possam trabalhar, não casar, não ter filhos ou que não possam agir de acordo com as suas escolhas em todos os âmbitos da vida. Não é essa a questão para as mulheres do século XXI pensarem a respeito.

O ponto da discussão é: em que medida a consequência do feminismo, para a mulher contemporânea, foi o estrangulamento da liberdade de escolha?


Explico-me. Por muito tempo, as feministas reivindicaram a posição de luta pelos direitos da mulher, excepto se esse direito for o direito de uma mulher não ser feminista.

Assumir uma posição crítica ao feminismo é hoje o equivalente a ser uma mulher que fala contra as mulheres. Ilude-se quem pensa que na universidade há um ambiente propício à liberdade de pensamento.

Como mulher e intelectual, posso afirmar sem pestanejar: nunca precisei «lutar» contra os meus colegas para ser ouvida, muito pelo contrário. A batalha é mesmo contra as colegas mulheres, intolerantes a qualquer outra mulher que pense diferente ou que não faça da «questão de género» uma bandeira.

Não ser feminista é heresia imperdoável, e a herege deve ser silenciada. Até mesmo porque há muito em jogo: financiamentos, vaidades, disputas de poder, privilégios em relação aos colegas homens — que, se não concordam, são machistas e preconceituosos, claro.

Outro direito que a mulher do século XXI não tem, graças ao feminismo, é o direito de não trabalhar e escolher ficar em casa e cuidar dos filhos — recomendo, sobre a questão, os livros «Feminist Fantasies», de Phyllis Schlaffly, e «Domestic Tranquility», de F. Carolyn Graglia. Na esfera económica, é inviável para boa parte das famílias que a esposa não trabalhe.

Na esfera social, é um constrangimento garantido quando perguntam «qual a sua ocupação?». A resposta «sou só dona de casa e mãe» já revela o alto custo sociopsicológico de uma escolha diferente daquela que as feministas fizeram por todas as mulheres que viriam depois delas.

O erro do feminismo foi reivindicar falar por todas, quando na verdade falava apenas por algumas. De facto, casamento e maternidade não são para todas as mulheres. Mas a nova geração deve debater estes dogmas modernos sem medo de fazer perguntas difíceis.

Da minha parte, afirmo: não devo nada ao feminismo.





quarta-feira, 1 de março de 2017

Finlândia: Parlamento faz ouvidos moucos ao apelo da população contra «casamento» homossexual



Hélio Dias Viana, IPCO, 28 de Fevereiro de 2017

Na Finlândia, país nórdico com cerca de 5 400 000 habitantes, o Parlamento [foto acima] acaba de rejeitar, por 120 votos contra 48, um abaixo-assinado no qual 106 000 finlandeses pediam que o casamento entre um homem e uma mulher continuasse a ser o único reconhecido pela legislação do país.

Informaram à Agência Boa Imprensa os Srs. Jukka-Pekka Rahkonen e Pasi Turunen, líderes da associação Aito Avioliitto (Casamento autêntico), que estiveram à frente do referido abaixo assinado.

«A onda conservadora ainda não chegou à Finlândia. A luta acaba de começar. Estamos desapontados, mas não derrotados», declarou Rahkonen. [foto abaixo]

Ele prosseguiu: «Na Finlândia não temos uma lei de referendo. Se tivéssemos, as coisas teriam sido diferentes. A maioria do povo finlandês ainda é conservadora e, conforme pesquisa de 2014, a favor do casamento tradicional. São as elites culturais e políticas, juntamente com os média, que estão promovendo o ‘casamento’ homossexual».

Jukka-Pekka Rahkonen
«Mas as coisas vão mudar. Começámos agora a lutar para manter a liberdade de expressão e a liberdade de educar os nossos filhos com valores conservadores. A verdadeira luta deveria ter sido iniciada há 10 ou 20 anos. Realmente é um declive escorregadio e devemos ser mais audazes. A indolência é uma maneira 100% certa de perder a luta», concluiu.

Por sua vez, Pasi Turuni declarou: «É claro que esta decisão é uma decepção para muitos que tinham feito campanha incansavelmente pelo autêntico casamento. No entanto, não foi uma surpresa ter acabado assim. Tornou-se óbvio, ao longo do tempo, que há políticos radicais que não se preocupam realmente com argumentos racionais sobre o que é o casamento, sobre os direitos das crianças, sobre o significado de mãe e pai para uma criança. […] Como Estado membro da ONU e signatária vinculante da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, a Finlândia deveria ter preparado essa avaliação ao aprovar esta lei».

Turuni [foto abaixo] acrescentou que «há factos que nenhuma lei pode mudar: os homens continuam sendo homens e as mulheres continuam sendo mulheres e só as uniões entre um homem e uma mulher podem produzir prole. Isto não muda. O casamento entre um homem e uma mulher sustenta toda a sociedade e leva-a mais longe. Isto não muda. As crianças têm o direito natural de ter uma mãe e um pai e somente a união de um homem e uma mulher pode sustentar este direito de nascimento de uma criança no casamento. Dois homens não podem ser uma mãe nem duas mulheres podem ser um pai de uma criança. Estes factos não mudam».

Pasi Turunen
Afirmou ainda que a nova lei, que entrará em vigor no próximo dia 1 de Março, «só pode ofuscar a verdade sobre o casamento, e trará confusão e desafios às escolas e aos lares, bem como à liberdade religiosa e de expressão».

Mas garantiu: «A Associação Aito Avioliitto vai continuar a trabalhar e defender o valor do casamento autêntico como uma união de um homem e uma mulher. Vamos participar na discussão cívica na praça pública, fazer com que a nossa voz seja ouvida nas questões legais, defender o casamento, e resistir a quaisquer tentativas de silenciar aqueles que defendem a verdadeira definição de casamento como uma união conforme estabelecido por Jesus Cristo.»