sexta-feira, 19 de agosto de 2016


O normal e o patológico

numa sociedade conturbada


Pedro Afonso, médico psiquiatra, Observador, 14 de Agosto de 2016

É completamente demagógico e irresponsável querer educar as crianças e os jovens sem lhes criar limites, e sem lhes dizer claramente que existem comportamentos normais e outros patológicos.

Nas últimas semanas fomos confrontados com dois temas noticiosos referentes a enormes tragédias: os atentados homicidas na Europa e os fogos que destroem o país. De acordo com a informação disponível, em alguns casos, na sua origem há fortes indícios de terem sido cometidos por indivíduos mentalmente perturbados, criando um sentimento de insegurança na população. Apesar destes temas serem complexos e multifactoriais, eles também são do campo da psiquiatria, podendo ter várias origens e algumas delas pouco evidentes.

Julgo que se tem caminhado para um esbatimento perigoso dos limites entre o normal e o patológico, reforçado pela negação da existência de uma lei natural, coincidente com um conjunto de normas morais comuns, que qualquer ser humano pode conhecer à luz da razão: não matar, roubar, mentir, agredir, etc. Se forem esbatidos os limites entre o normal e o patológico coloca-se em risco a liberdade, destruindo-se uma legitima barreira de protecção contra o arbítrio dos insanos e dos perversos.

Apesar de ser um tema controverso, e com alguns dados contraditórios, existem diversos estudos científicos que estabelecem uma relação entre o aumento do risco de comportamentos disruptivos e agressivos e os videojogos violentos. A exposição continuada a este tipo de jogos pode reduzir a empatia e o comportamento social ajustado. Por outro lado, o uso excessivo da internet foi relacionado com baixa auto-estima, sentimentos de isolamento e problemas de comportamento.

Os jovens de hoje passam cada vez mais tempo a jogar videojogos. Um dos jogos mais populares é o Grand Theft Auto (GTA). Embora destinado a adultos, é jogado maioritariamente por crianças e adolescentes. Basta ler a descrição do jogo, retirada da Wikipédia, para se perceber o que está em causa:

«O jogo é considerado exclusivamente dedicado a adultos, devido a temas como violência, assassinato, drogas, incitações e exposições sexuais, tortura, mutilação e etc. E também pela grande liberdade que o jogo dá em relação ao que o personagem pode fazer: este é capaz de agredir e matar pessoas, roubar veículos, propagar o caos, entre muitas outras coisas».

Se é verdade que muitos jovens poderão jogar alguns jogos violentos sem haver um grande impacto na sua saúde psíquica, também é verdade que estes factores podem ter um efeito cumulativo com uma fragilidade psíquica pré-mórbida, funcionando como um rastilho para comportamentos anti-sociais extremamente violentos. É preciso haver controlo parental, não apenas no tempo que as crianças passam a jogar, como ainda no conteúdo temático dos jogos.

Temos de admitir abertamente que nem tudo aquilo que nos é proposto é bom para nós, e que o autocontrolo é uma característica ligada à maturidade. É completamente demagógico e irresponsável querer educar as crianças e os jovens sem lhes criar limites, e sem lhes dizer claramente que existem comportamentos normais e outros patológicos. Por exemplo, pode ser normal beber álcool moderadamente, mas é patológico beber em excesso.

O ambiente familiar está na origem de muitas doenças psiquiátricas. A educação facultada pelos pais aos filhos é uma missão partilhada em família. A transmissão de valores éticos, morais, e um conjunto de competências para se viver ajustado em sociedade, é garantida pela educação. Mas a vida familiar tem mudado muito nos últimos tempos. O sequestro de pais e filhos pelos ecrãs (computador, telemóveis, televisão, etc.) é quase total, desaparecendo o espaço para a comunicação e o tempo destinado à partilha. O esgotamento de um dia de trabalho, que na sociedade actual se tem revelado cada vez mais prolongado, priva os educadores da energia e da disponibilidade indispensável para educar. A procura de fármacos para controlar os comportamentos das crianças, numa tentativa de substituir o afecto e a educação proporcionada pelos pais, é cada vez maior.

A saúde mental também se previne, e os comportamentos anti-sociais são muitas vezes reflexo de um desequilíbrio psíquico. Tal como na nossa vida pessoal, na sociedade os erros pagam-se sempre. A desconstrução entre o normal e o patológico, a prática, ainda que num mundo virtual, de comportamentos anti-sociais, juntamente com o esvaziamento do papel da família e de uma educação estruturada com regras e limites, terá como consequência o aumento do número de casos de perturbações psiquiátricas. Para defesa da sociedade, é importante garantir que hajam limites definidos entre o normal e o patológico, evitando-se a ideia de que a doença mental é apenas um problema de vida.





segunda-feira, 1 de agosto de 2016


Jovens com opinião


Inês Teotónio Pereira, Diário de Notícias, 30 de Julho de 2016

Alguns dos meus filhos estão a ficar gente: têm opiniões. Estão a entrar naquela idade em que já não perguntam, debitam o que lhes vai na alma. Não sabem muita coisa sobre quase nada por falta de tempo, mas falam de tudo. Têm opinião sobre terrorismo, religião, esquerda e direita, sobre profissões, música, o que está bem e mal em casa, no país ou no Médio Oriente. E têm a certeza absoluta. São opinativos fundamentalistas. Funcionam com base no «porque sim» ou porque viram no YouTube. E não há teoria, realidade ou factos que os afastem da sua verdade.


Pais e mães mais experientes já me tinham avisado de que esta fase iria chegar e que, segundo eles, «era muita giro». Pois não é. Passar por isto é o mesmo que ouvir os profissionais do comentário na televisão e não poder mudar de canal. É irritante. É o mesmo que jantar com a SIC Notícias em bloco. Com todos ao mesmo tempo e todos os dias. E o pior é que não os podemos insultar como fazemos com os profissionais a sério antes de carregarmos no botão que os faz desaparecer. Não, com os meus filhos tenho mesmo de ficar a ouvir e, diz o bom senso, deixá-los exprimir a sua opinião. Bolas, nunca pensei que deixar alguém exprimir a sua opinião fosse tão doloroso. Mas eu deixo, juro. Só que sinto que estou claramente em desvantagem. Enquanto eu, para fazer valer o meu ponto de vista, tenho de dar lições de história, citar autores, falar de números e de filosofia, já eles respondem com o YouTube, repetem o que um amigo lhes disse ou citam uma coisa que ouviram «já não me lembro onde». Impossível rebater. São evidências que lhes fazem sentido enquanto as minhas só lhes dão trabalho. Sou eu contra todas as redes sociais do mundo, os canais de notícias e as maiores palermices que se dizem por aí. Giro? Pois, experimentem explicar a um adolescente, que tem como sonho ir tirar fotografias para a Austrália e como ídolos John Lennon e o Papa Francisco, qual é a ligação entre o terrorismo e o Islão e depois digam-me se é giro. Não é. É doloroso e difícil respeitar a opinião e conversar seriamente com alguém que fala do Iraque sem nunca ter visto e ouvido Artur Albarran em directo de Bagdad. É por isso que gosto muito mais de jantar com os meus outros filhos que só me fazem perguntas. São de longe os mais sensatos.





sábado, 30 de julho de 2016


Uma lei que não pode ser melhorada


Pedro Vaz Patto

No momento em que escrevo, o Parlamento acaba de aprovar uma nova versão do projecto que legaliza a maternidade de substituição. Para os proponentes, trata-se da resposta ao apelo do Presidente da República no sentido de «melhorar» a primeira versão dessa lei, suprindo algumas lacunas já anteriormente apontadas em dois pareceres do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (C.N.E.C.V.). Impõe-se afirmar, com vigor e clareza, que uma qualquer lei que legalize a maternidade de substituição não pode ser «melhorada», porque esta é uma prática intrinsecamente contrária à dignidade humana (e, assim, contrária ao disposto no artigo 67.º, n. 2, e), da Constituição portuguesa) e nenhum enquadramento jurídico poderá obviar a isso. Os problemas que pode suscitar nunca serão resolvidos de forma satisfatória e só a sua proibição em qualquer caso os afasta. Essa proibição vigora em muitos países e também é preconizada na recente Resolução do Parlamento Europeu 2015/2229 (N), de 17 de Dezembro de 2015, aprovada por larga maioria (e referida na mensagem do Presidente da República). O vigor e clareza dessa afirmação não provém apenas da área doutrinal em que me situo. Provém também de movimentos feministas de vários países (que confluem na plataforma internacional Stopsurrogacynow), os quais vêm denunciando essa prática como de exploração das mulheres mais vulneráveis, chegando a compará-la à escravatura. Essa legalização é apresentada com a marca de uma política «progressista», quando, noutros países, muitas são as vozes tidas por «progressistas» e «de esquerda» que a rejeitam («um retrocesso social» e «o novo domínio da alienação» – de acordo com um manifesto da Fundação Terra Nova, próxima do Partido Socialista francês).

É verdade que a lei aprovada veda a exploração comercial da prática, onde residiriam os maiores riscos de exploração das mulheres pobres. O legislador não pode, porém, ignorar a realidade sociológica e o risco de tal proibição ser torneada através de pagamentos ocultos ou em espécie. Só situações de grande carência económica levam mulheres a sujeitar-se a tão traumatizante experiência (não é por acaso que a prática se vem difundindo na Índia ou na Tailândia). De acordo com o manifesto feminista italiano Se non ora quando-Libere, «a ‘maternidade de substituição’ nunca é um acto de liberdade ou de amor, é sempre um acto de desespero». Neste contexto, a gratuidade do contrato pode representar uma forma de exploração ainda mais acentuada.

Mesmo que assim não seja em situações excepcionais (e nenhuma lei se destina a situações excepcionais, mas às que são regra), deve sublinhar-se, de qualquer modo, que a instrumentalização da pessoa (da criança e da mãe gestante), reduzida a objecto de um contrato e de um desejo de outrem, não deixa de verificar-se pelo facto de esse contrato ser gratuito. Também pode ser instrumentalizada a pessoa altruísta e desinteressada. O aproveitamento dessa generosidade para uma prática desumana será de igual modo censurável.

O recurso a amigas ou familiares (a maternidade de substituição de proximidade) pode originar ainda mais problemas, com a coexistência de duas figuras maternas «em concorrência». Quando há laços de parentesco, suscitam-se gravíssimas consequências que já foram designadas como «curto-circuito geracional»: a criança com uma mãe gestante que é, simultaneamente, também sua avó, ou também sua tia.

Também não colhe invocar o consentimento livre e consciente da mulher gestante. Porque em situações de grave carência e desespero, tal consentimento nunca será autêntico. E porque a dignidade humana tem uma dimensão objectiva e indisponível que impede a justificação das ofensas a essa dignidade pelo consentimento da vítima.

Por tudo isto, nem a referida Resolução do Parlamento Europeu, nem a referida plataforma feminista internacional, distinguem entre uma maternidade de substituição maligna e comercial e uma maternidade de substituição supostamente benigna e altruísta.

Com a legalização da maternidade de substituição, quer o filho, quer a mãe, são, pois, reduzidos a objecto de um contrato (seja ele oneroso ou não).

A mãe gestante não pode deixar de viver a gravidez como sua. O útero é inseparável do corpo e da pessoa, não é um alojamento temporário, ou um instrumento técnico. A mulher não é uma máquina incubadora. A gravidez não é uma actividade como qualquer outra; transforma a vida da mulher fisica, psicologica e moralmente. Envolve toda a pessoa da mulher, pessoa que não tem um corpo, é um corpo. A instrumentalização do corpo traduz-se na instrumentalização da pessoa.

Na maternidade de substituição, o abandono da criança é, não um evento inevitável que deva ser remediado através da adopção, mas uma consequência deliberadamente programada, institucionalizada pela lei, a qual veda a obrigação mais espontânea e natural que existe: a de assumir a vida que se gerou. Impor contratualmente uma obrigação de abandono do filho que se gerou é, como afirma a filósofa feminista francesa Sylviane Agacinsky (promotora da plataforma Collectif pour le respect de la personne), «violentar sentimentos humanos profundos e legítimos» e «ferir emoções humanas elementares».

Para limitar essa tão desumana imposição, há quem proponha (e há legislações que a consagram) a possibilidade de arrependimento da mulher gestante durante todo o período da gravidez, ou até algumas horas após o nascimento. Desse modo, pode dizer-se que serão frustradas as expectativas do casal beneficiário. A lei que acaba de ser aprovada não aponta nesse sentido. Faz prevalecer, pelo contrário, os interesses do casal beneficiário, o seu suposto direito ao filho «encomendado» e a rigidez fria da vinculação contratual (pacta sunt servanda), sobre o sofrimento da mãe gestante, votado à indiferença.

Compreende-se, assim, como a contratualização da gestação se traduz na instrumentalização da pessoa. Essa lógica de instrumentalização da pessoa acarreta, com frequência, a imposição de regras de conduta durante a gravidez nos domínios mais pessoais e íntimos. Sobre esta questão, pronuncia-se também Silvanne Agacisnky (in Le corps em miettes; Flamarion, 2013, pgs. 92 e 93):

«Pedir a uma mulher para estar grávida em substituição de outra significa concretamente que ela deve viver nove meses, vinte e quatro horas sobre vinte e quatro, abstraindo-se da sua própria existência corporal e moral. Deve transformar o seu corpo em instrumento biológico do desejo de outrem, em suma, deve viver ao serviço de outrem, retirando à sua existência qualquer significado para ela própria

Pretendendo colmatar uma das lacunas apontadas pelo C.N.E.C.V. e pelo Presidente da República, a lei agora aprovada proíbe a imposição desse tipo de regras. Mas tal proibição pode não ser suficiente para evitar a sua imposição na prática, pois só elas são coerentes com a motivação que preside ao contrato: a contratualização da gestação, sendo que esta envolve toda a pessoa e toda a vida da mulher.

O filho é tratado como objecto do contrato. Essa circunstância, por si só, ofende a sua dignidade. Não pode dizer-se que objecto do contrato é, antes, apenas uma prestação por parte da mulher gestante. O que pretendem, e o que move, os requerentes ou beneficiários não é apenas a gestação, mas a entrega da criança fruto dessa gestação.

Todos os contratos de maternidade de substituição envolvem um grave dano para a criança, que sofre o trauma do abandono, a quebra abrupta da intensa relação física, psíquica e afectiva (sobre que cada vez há mais informação científica) tecida com a mãe durante todo o período da gestação. A criança fica privada do saudável reconhecimento do corpo onde habitou na primeira etapa da sua existência. Nesta medida, a maternidade de substituição representa sempre a sobreposição do desejo dos requerentes ao bem da criança.

Mas a lógica da instrumentalização (ou «coisificação») do filho pode ir mais longe.

Outra das lacunas que a lei agora aprovada pretende colmatar diz respeito às situações em que vem a verificar-se malformação ou doenças do feto. São conhecidos casos de recusa, pelos requerentes, da criança recém-nascida portadora de deficiência, ou de exigência de prática de aborto do feto portador de deficiência. Não se trata de hipóteses académicas, mas de situações já ocorridas em vários países. A lei aprovada estipula apenas que o contrato deve contemplar a regulação desta eventual ocorrência, não excluindo, pois, que as partes possam acordar no sentido da obrigação da prática do aborto, sob pena de declinação de qualquer responsabilidade do casal beneficiário para com a criança nascida. Eis-nos perante a expressão máxima (em toda a sua crueza e crueldade) da lógica da «coisificação» do filho «encomendado» e da «cultura do descartável»: o «produto» rejeitado por «defeito de fabrico», pela falta da «qualidade» pretendida e contratada. O filho que não vale por si, mas porque (e na medida em que) corresponde a um desejo bem determinado. E eis-nos também perante a expressão máxima de insensibilidade perante o drama da mulher gestante, a quem se impõe a violação da mais espontânea e natural das obrigações (cuidar da vida que traz dentro de si), não apenas através do abandono do seu filho, mas (mais grave ainda) através da supressão da vida deste (o aborto já não como opção, mas como obrigação).

Em suma, uma qualquer lei que legalize a maternidade de substituição nunca pode ser «melhorada», porque, como afirmou a Associação dos Juristas Católicos em recente comunicado, «não é possível remediar o que não tem remédio», e «a proibição da maternidade de substituição é um imperativo da protecção da dignidade humana».





segunda-feira, 25 de julho de 2016


Cantão suíço de Ticino

Burqa proibida e sujeita a pesada multa



O parlamento do Cantão de Ticino, na Suíça, aprovou uma lei que pune as mulheres que usem burqa ou niqab com multas que variam entre os 92 e os nove mil euros.

A decisão foi tomada depois de um referendo ter provado que a proibição de cobrir a cara em espaços públicos é defendida por dois em cada três eleitores.

A lei, que entra em vigor nas próximas semanas, aplica-se também a turistas, pelo que a informação vai ser difundida em estações rodoviárias e ferroviárias e em aeroportos.

Desta forma – inspirada na lei francesa – pretende-se promover a integração social naquela região da Suíça, onde 2% dos 350 mil emigrantes é muçulmano.






quarta-feira, 13 de julho de 2016


Carácter português supera

a fragilidade francesa



Portugal e os Portugueses vistos por um estrangeiro, por ocasião da vitória
de Portugal sobre a França na final do Euro 2016.

(Original em inglês)


. . . . .

(Tradução automática)

Carácter português supera
a fragilidade francesa

Uma equipe tinha a vontade de vencer.
O outro teve apenas je ne sais quoi.

Tunku Varadarajan

CET 7/11/16, 01:04

Actualizada 7/11/16, 14:01 CET

O simplista e superficial será tentado a descartar as finais do Euro 2016 como um final monótono a um torneio monótona e pobre . Eles vão estar faltando uma enorme ponto sobre finais de campeonatos - e cerca de futebol em si.

Portugal derrotou a França por 1-0, e a modéstia do placar obscurece uma infinidade de coisas: drama, fortaleza, pungência, perversidade, resistência e determinação. O que não obscurecer o fato de que esta foi a maior conquista de Portugal como nação desde o dia em que foi admitido na Comunidade Económica Europeia em 1986.

Com todos os pré-match falar deste jogo sendo uma colisão de frente entre as estrelas as duas equipes "- Antoine Griezmann e Cristiano Ronaldo - que era fácil esquecer que o futebol é um jogo de equipa. Um lembrete de que a verdade veio cruelmente aos 25 minutos, quando Ronaldo estava maca para fora do campo.Portugal, você teria pensado, era agora uma equipa órfão. O que seria dos homens deixados no campo, sem o seu jogador da estrela, sua cintilante talismã?

Ronaldo tinha sido ferido no 8º minuto depois de um robusto, mas não extravagante, resolver por Dimitri Payet. Seu joelho dobraram e ele caiu no relvado, provocando uma luta grotesca de vaias dos torcedores franceses. Ele saiu a coxear do campo para o tratamento, então mancou de volta novamente, apenas para diminuir para o relvado mais uma vez. Os fãs franceses repetiu sua erupção de vaias - cacophonic e implacável, uma forma hedionda para tratar um homem ferido; mas o cavalheirismo não é a força de multidões franceses, que poderia aprender uma coisa ou duas a partir de alguns dos fãs que estiveram em seu meio de mais nações desportivas.

Era um paradoxo, mas Portugal cresceu em força com a saída de Ronaldo; e a França, que parecia invencível até aquele momento, parecia ter o ar sugado para fora dela. Era como se a partida de seu maior inimigo tinha deixado sem pistas sobre quem o adversário era agora.

Portugal malha-se em cota de malha; e como o francês disparou suas flechas, eles não conseguiram furar a defesa Português. O heróico Rui Patrício, na baliza, era como um personagem de Os Lusíadas.


O futebol era raramente muito, exceto quando Éder marcou magicamente no minuto 110; e não foi sempre edificante. Em momentos como este, especialmente nos finais de grandes torneios, é melhor não pensar do jogo puramente como o futebol. Pense nisso, em vez disso, como um drama humano mais amplo, um teste de caráter, e de todas as habilidades e artes de sobrevivência e de penetração.

Então eu não acho que de Pepe - Doughty, vilão, desconexo, Pepe histriônica - apenas como um jogador de futebol empacotamento backline de Portugal. Eu o vi como um soldado, um sobrevivente, um repulsor de hordas que avançavam. Eu não acho que de Nani - insatisfatórios, muitas vezes decepcionante Nani - como a frente mais provável para marcar um golo para Portugal; Eu pensava nele como o batedor que forayed profundamente em território inimigo em busca de fendas e caminhos.

O francês entrou em campo, deve-se dizer, com um certo suporte, intitulada, e sentia-se, a meio do jogo, que eles estavam indo para uma punição. Eles desperdiçaram oportunidades em abundância, e Didier Deschamps vai lamentar sua má gestão de Paul Pogba e sua desconfiança de Anthony Martial. Ele também vai lamentar, eu suspeito, a ausência de Karim Benzema, excluído do elenco por razões morais blousy. França perdeu a agitação da Big Benz; França perdeu a sua vanguarda.

O Português, por sua vez, jogou fiel ao tipo nacional e histórico. Deles é uma terra que sempre usou seus escassos recursos com sabedoria, astuciosamente, esticando-os ao máximo grau. Como poderia um pedaço de terra no extremo ocidental da Europa continental construir para si um império de tal magnitude. Há uma dourness de determinação, uma fortaleza defensiva, uma obstinação incansável ao Português que lhes serviu bem no império e os serviu no campo de futebol na noite de domingo.

Este, lembre-se, foi a última potência européia para produzir a independência às suas colónias africanas. Houve uma obstinação para a sua longevidade colonial, assim como houve uma obstinação de seu futebol na noite passada. A bela francesa, com suas habilidades e emoções e seus pavão-jogadores, não poderia quebrar o espírito do Português. A equipe francesa não tem a determinação para uma sucata prolongado. Seu desejo de "ganhar muito" era muito sufocante.

A final será lembrado mais longo em Portugal, onde ele será lembrado por uma eternidade. O resto de nós faria bem para admirar os vencedores para a sua vontade de vencer. Afinal, isso é o que cada equipe veio fazer no Euro 2016.

Será que gosto de cada equipa a jogar futebol a forma como esta equipa Português faz? Certamente não. Mas não gostaríamos cada equipe querer ganhar tão mal como Ronaldo e seu bando de homens fizeram? Eu acho que o que fazemos.Certamente que fazemos.

Reportagem adicional de Satya Varadarajan.

Tunku Varadarajan, contribuindo editor da  POLITICO , está escrevendo a coluna Linesman na Euro 2016.





terça-feira, 5 de julho de 2016


O emocionante depoimento

de uma sobrevivente do aborto



Esta é a história da vida real de uma mulher que sobreviveu a algo impossível! Gianna Jessen, hoje com 29 anos, ainda é uma jovem, mas a sua história de vida começou logo por ser algo terrível e difícil de imaginar!

A sua mãe estava grávida quando decidiu que não queria continuar com a gravidez, e recorreu a um médico conceituado nos Estados Unidos para queimá-la dentro do útero. Apesar da vontade da sua mãe e do médico envolvido fosse livrarem-se dela a qualquer custo, eles falharam. Gianna, contra todas as expectativas nasceu viva, e recuperou quase totalmente do procedimento a que foi sujeita!

Tal acto cruel teve no entanto as suas consequências, e Gianna tem uma paralisia cerebral que foi causada pela falta de oxigénio no cérebro, aquando do procedimento, mas mais uma vez, não foi isso que a fez desistir de correr atrás dos seus sonhos, mesmo antes de nascer ela já era uma lutadora!

Gianna Jessen vem dar a sua cara e a palavra ao público, 29 anos depois de tentarem abortá-la, e a sua vingança não podia ser mais inteligente. Sem ser preciso levantar sequer a voz, sem recorrer a expressões de ódio ou rancor, ela fez valer o seu ponto de vista perante uma multidão, e toda a gente ficou emocionada com o seu depoimento.

Um relato de vida de tal forma poderoso, que foi a resposta perfeita que ela poderia ter dado à sua mãe pela crueldade que fez – relembramos que ela tem de conviver com uma paralisia cerebral graças à sua mãe – mas também a todas as mulheres, maridos, namorados, médicos, que têm a triste ideia de privar um bebé de vir ao mundo.

https://www.youtube.com/watch?v=edqf7Jm8BUs






sábado, 2 de julho de 2016


Clínica abortista fornece «cérebros completos»

a um acampamento de Verão para jovens



Adelante La fe, por Hemos Visto, 1 de Julho de 2016

Kristi Burton Brown

El Comité Selecto Legislativo de Investigación de la Vida Infantil del Congreso de los Estados Unidos, dio a conocer un espeluznante registro de «Notas sobre adquisiciones» que fue entregado al Comité por la Universidad de Nuevo México. Las notas fueron preparadas por un técnico de laboratorio empleado por el Centro de Ciencias de la Salud de la Universidad de Nuevo México (UNMHSC por sus siglas en inglés), quien está asociado con el centro abortista Southwestern Women’s Options y al cual enviaba técnicos a recoger bebés abortados y partes corporales. El registro describe de manera detallada distintas partes de los cuerpos de bebés abortados y en ciertos casos lo que ocurrió con estos.

Quizá lo más alarmante que revela el registro es la descripción de cerebros de bebé que fueron entregados a un individuo que deseaba utilizarlos en un campamento veraniego para jóvenes.

Portada de las «Notas de adquisiciones»

Las notas encontradas en el registro:

Mayo 24, 2012 «Solicité a la clínica tejidos tratados con digoxina de 24 a 28 semanas para un estudio de metilado ya que [editado] desea uno con un cerebro entero y cuajado para los estudiantes del campamento veraniego».

A pesar de que los detalles acerca de los estudiantes y del campamento mismo son sumamente escasos, el horror de que se haya permitido a jóvenes manipular y cortar cerebros de bebés abortados, probablemente viables, y quizá sin conocimiento de su origen, apenas se puede concebir.

UNMHSC ofrece un Programa de Forjadores de Sueños en Carreras de la Salud, el cual «aporta a estudiantes de nivel medio y secundario oportunidades extraordinarias para explorar la gran variedad de posibilidades profesionales en el ámbito de la salud a la vez que realzan su pericia en las ciencias y las matemáticas». Según el sitio web de UNMHSC, esto incluye «la disección de una variedad de especímenes».

El registro continúa anotando su escalofriante labor en trillizos, mellizos y bebés en la etapa de viabilidad:

Trillizos, 12,7 semanas tres ojos, se usaron 2, un corazón, un pulmón, cerebro.
DIG Marcado por la clínica como 28 semanas.

26+ DIG – cabeza intacta. La clínica estima que son 30 semanas; para investigadores no.1 al 32.

mellizos, 20 semanas — cerebros intactos.

cerebro, 2 ojos, corazón [bebé de 24 semanas]

dig de 24 semanas, la cabeza no está intacta

El registro acota: bebé de «30,5 semanas… intacto, no se hizo disección». Se mencionan «Mellizos = uno con pies equinovaros» y se calcula el peso de sus cerebros.

DIG es una contracción de digoxina, una substancia que, en ciertos casos, se inyecta en el corazón o el cuerpo de los bebés en abortos de estado avanzado como parte del procedimiento. La digoxina se utiliza como feticida, causa un paro cardiaco en el feto matándolo. Se describe un bebé de 25 semanas de edad «tratada con digoxina, piel suelta, ojos lívidos enrojecidos» a causa de los efectos de la substancia que la mató.

Algunos suponen que la digoxina permite al bebé permanecer intacto, más generalmente este no es el caso. El registro, por ejemplo, describe un caso de 21,5 semanas en el que a pesar de haber utilizado digoxina había «pequeños fragmentos  de tejido cerebral por todas partes».  El abortista LeRoy Carhart, especializado en abortos de estado avanzado, se ha referido a bebés envenenados con digoxina como «carne en una olla de presión».

Se cree que no se cosechan órganos y partes del cuerpo de bebés en su primer trimestre de vida, más el registro demuestra que eso es falso.  Acotaciones acerca de los cerebros, corazones, pulmones y ojos de bebés de 10 a 12 semanas de vida se pueden encontrar a través de todo el registro. El registro revela, asimismo, que un «fragmento minúsculo de tejido cerebral» de un bebé de 10,4 semanas «¡¡creció maravillosamente!!» En el caso de un bebé en el primer trimestre se anotó que únicamente se encontró «una pierna».

«10 semanas, 2 ojos — ¡[editado] lo intentará! ¡Una retina completa! y partes de otra».

Un pequeño de 15 semanas se encuentra en tal estado de desarticulación que el técnico apunta que «no se recobró nada». Otros detalles notables:

Pierna rota: 16 semanas verificado por la clínica

Piel de la espalda y del hombro 12,3 semanas

Piel de un antebrazo, 19,2 semanas

Una acotación habla de un «meconio enviado» a un sitio no divulgado; aparentemente este meconio (el primer excremento de los recién nacidos) fue tomado de bebés de entre 16,7 y 15,6 semanas de vida. El meconio se presenta en bebés que han sufrido físicamente o que han nacido vivos.

El técnico deja en claro cuando se encuentra emocionados o decepcionado con los resultado de la cosecha de órganos y partes del cuerpo.  «Estómago roto —falta el páncreas» escrito con una carita triste dibujada.  Más adelante aparece esto «!!PÁNCREAS COMPLETO – whoo hoo!!»

Lila Rose, presidenta de la fundación Live Action hizo la siguiente declaración:

«El horroroso descubrimiento del Comité Selecto de que se les dio a estudiantes en un campo de veraneo cerebros de bebés viables para su disección demuestra la naturaleza sanguinaria de la industria del aborto y la absoluta carencia de respeto por los derechos humanos que ellos y sus aliados comparten. A los 24 a 28 semanas de vida podrían haber sobrevivido fuera del vientre, y sin embargo fueron abortados por Southwestern Women’s Options y entregados estudiantes para que sus cuerpos fueran diseccionados. Estas actividades, tan increíblemente inhumanas, así como sus facilitadores —Southwestern Women’s Options y la Universidad de Nuevo México— deben ser universalmente condenadas.

Es necesario reconocer que el hecho repugnante de traficar con los cuerpos de pequeños no es ajeno al carácter de una industria que primero los asesina; este es simplemente un paso más al de dar muerte y desarticular a bebés viables en el útero, al crimen más grande en contra de la humanidad. La vivisección y experimentación practicada en estos cadáveres añade el insulto al ya lesivo agravio a los derechos humanos que significa el aborto.

[Traducido por Enrique Treviño. Artículo original.]






O suicídio não deve ser notícia sensacionalista


Pedro Afonso, médico psiquiatra, Observador, 30 de Junho de 2016

O suicídio é um problema de saúde pública, e o tema não deve ser abordado de forma sensacionalista. Cada caso encerra um mistério, uma história de vida muitas vezes dramática, e com grande sofrimento.

Recentemente fomos confrontados com notícias trágicas de duas mulheres que, em locais diferentes e com pouco tempo de intervalo, fizeram tentativas de suicídio, juntamente com os seus filhos menores (suicídio-homicídio). Estes casos tiveram uma enorme cobertura pela comunicação social, tendo gerado uma grande consternação e indignação na população. Apesar de aparentemente estas situações terem na sua origem patologia psiquiátrica, importa reflectir sobre as consequências e os perigos de se divulgar os suicídios, de forma sensacionalista, na comunicação social.

Há muito tempo que se sabe que o suicídio não deve ser publicitado, de forma sensacionalista, pelos perigos que advêm do efeito mimético que a sua divulgação pode provocar em pessoas fragilizadas pela depressão. Desde o século XVIII que se conhece o fenómeno do «suicídio imitativo», designado por «efeito Werther». Após a publicação do livro Os sofrimentos do jovem Werther (1774) de Goethe, o qual acaba com o suicídio do seu protagonista, muitos jovens leitores por toda a Europa, influenciados pela obra, acabaram por se suicidar em larga escala num fenómeno de imitação. Embora haja alguma controvérsia sobre este caso, designadamente pela dificuldade de se obter dados fiáveis retrospectivamente, a verdade é que há o risco de os suicídios que recebem atenção pública poderem desenrolar suicídios de imitação entre os potenciais suicidas observadores. Os perigos residem no facto de, nestas pessoas, poder aumentar as expectativas de que o seu suicídio irá também produzir uma mediatização póstuma, um sentimento de pena por parte da comunidade, aumentando deste modo o seu estatuto social.

Os meios de comunicação social podem desempenhar um papel protector relativamente ao suicídio, ou se forem mal utilizados podem ter mesmo um indesejável efeito promotor do suicídio. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para a necessidade de haver políticas de regulamentação de reportagens de suicídios pela comunicação social. Neste caso, nas reportagens não se deve dar pormenores sobre o método utilizado, evitando-se a todo o custo abordar o tema numa perspectiva sensacionalista, de modo a não afectar outros doentes que estão em situação de grande fragilidade ou mesmo ambivalência relativamente ao suicídio. É muito importante que os meios de comunicação social tenham um sentido ético na abordagem deste tema delicado, apontando sempre para uma solução, mostrando, por exemplo, os recursos clínicos existentes no serviço nacional de saúde para o tratamento destes casos.

O suicídio é um dos comportamentos mais intrigantes do ser humano, uma vez que contraria o instinto primário de sobrevivência e do amor à vida. Estima-se que cerca de 90% dos suicídios estejam associados a doença psiquiátrica, sendo a depressão a principal patologia relacionada. É compreensível que a sociedade procure respostas para o comportamento bizarro e escandaloso de uma mãe que, no acto suicida, procure também pôr termo à vida do seu filho. Muitas vezes estes casos correspondem a situações de depressões graves acompanhadas de sintomas psicóticos. As pessoas atingidas por esta doença acreditam que a sua vida deixou de ter sentido, o sofrimento de continuar a viver é insuportável e interminável, e a morte, neste contexto, é vista como uma solução final, colocando termo a uma vida sem sentido. Nestas situações, podem existir alucinações auditivo-verbais, ideias delirantes de ruína ou mesmo niilistas, sendo que o juízo crítico da pessoa, e a sua liberdade, ficam gravemente afectadas pela doença mental. Neste contexto delirante, a mãe pode acreditar (erradamente) que o acto de matar os seus filhos é um gesto de piedade (homicídio oblativo), e uma demonstração de amor, justificada pelo desejo de pôr fim ao sofrimento do seu filho. É muito importante que este aspecto clínico seja esclarecido, já que pode ajudar a diferenciar a imputabilidade ou inimputabilidade do acto homicida.

Infelizmente, por vezes, estas situações psiquiátricas passam despercebidas no contexto familiar, e não chegam a receber tratamento psiquiátrico. De qualquer modo, cerca de dois terços dos suicidas procura um médico no mês antes anterior à sua morte, fazendo com que o acto de avaliar o risco de suicídio seja uma das tarefas clínicas mais exigentes da psiquiatria. Na esmagadora maioria destes casos, as melhoras são alcançáveis quer através dos tratamentos farmacológicos disponíveis, quer ainda através da electroconvulsivoterapia, que, de resto, é muito eficaz nos quadros clínicos de depressão psicótica.

O suicídio é um problema de saúde pública, e o tema não deve ser abordado de forma sensacionalista. Cada caso encerra um mistério, uma história de vida muitas vezes dramática, e com grande sofrimento. Importa acima de tudo transmitir esperança a todas as pessoas que estão em depressão, encaminhando-as para um tratamento psiquiátrico adequado. Deve-se reforçar a ideia de que não estão sozinhas, que têm alguém que as ajude, transmitindo-lhes confiança e que existe uma outra alternativa.





terça-feira, 28 de junho de 2016


Os 47 juízes de Estrasburgo

por unanimidade:


«Não existe casamento gay»


Los 47 jueces, de los 47 países del Consejo de Europa, que integran el pleno del Tribunal de Estrasburgo, el tribunal de derechos humanos más importante del mundo ha dictado una sentencia sorprendente el pasado jueves 09 de junio.

Por unanimidad, todos los 47 jueces, han aprobado la sentencia que establece que no existe el derecho al matrimonio homosexual.

Sustentan su decisión en el artículo No. 12 del Convenio Europeo de Derechos Humanos. Dicho artículo equivale a los artículos de los tratados sobre derechos humanos firmados por México: No. 17 del Pacto de San José y al No. 23 del Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos.

Ahí se establece que «…el hombre y la mujer tienen derecho a casarse y a fundar una familia…».

Si los legisladores hubiera querido decir que el matrimonio es también para hombres gays o mujeres lesbianas habría escrito: las personas tienen derecho a casarse y a fundar una familia.

Pero no es así. Específicamente quisieron preservar la institución natural del matrimonio.

También han dicho que el Convenio Europeo de Derechos Humanos consagra «el concepto tradicional del matrimonio, a saber, la unión de un hombre y de una mujer» y que no impone a los gobiernos la «obligación de abrir el matrimonio a las personas de mismo sexo».

En cuanto al principio de no discriminación, el Tribunal de Estrasburgo también afirma que no hay tal discriminación y dice que «…los Estados son libres de reservar el matrimonio únicamente a parejas heterosexuales…»

La opinión unánime de 47 jueces de 47 diferentes países del Consejo de Europa dejan claro que hay un grave error por parte del Presidente Enrique Peña Nieto y de la Suprema Corte de Justicia de la Nación (SCJN), en su interpretación de lo que es el matrimonio y en el significado de lo que es discriminar.

Con su interpretación, el Presidente y la SCJN violentan la realidad y corrompen el lenguaje.

(http://www.confamilia.org.mx/nota.php?i=83)





quinta-feira, 23 de junho de 2016


Os islamófilos


Alberto Gonçalves, Diário de Notícias, 19 de Junho de 2016

Na sua página do Twitter, a dona Catarina Martins recomendou um artigo do Público intitulado «Não sou Orlando, sou LGBT». O artigo, assinado por um «estudante» e «activista» (leia-se um rapaz do BE), fala em «ataque homo-bi-transfóbico» (caramba!) e termina a convocar as massas para uma marcha em Lisboa. Ao citá-lo, a dona Catarina Martins repete o cliché de outros grandes vultos da humanidade, incluindo a excelência que ocupa o cargo de primeiro-ministro: a matança naquela cidade da Florida reduz-se a um acto de homofobia, que segundo o dr. Costa «feriu de morte a Liberdade sic».


Apesar de a escrever com maiúscula, o dr. Costa tipicamente desconhece o significado da palavra. Liberdade é justamente permitir a existência de opiniões ou sentimentos distintos dos nossos, por patetas ou grotescos que os consideremos. A homofobia, enquanto pavor da homossexualidade ou ódio a homossexuais, é uma opinião ou um sentimento, matérias que só um espírito muito pouco livre pode achar criminosas. Numa sociedade decente, um indivíduo deve gozar do pleno direito de abominar gays, ciganos, brancos, banqueiros, esquimós, loiras, drogados, anões, políticos ou benfiquistas. Não pode é pôr as suas «convicções» (digamos) em prática a ponto de prejudicar alguém. Isso é que constitui um crime. O resto é, se assim o entendermos, mera estupidez.

E estúpido também é acreditar nas aflições de tantas almas perante os «ataques homo-bi-transfóbicos». Sobretudo quando essas almas defendem em simultâneo o exacto tipo de cultura que, em vez de ridicularizar a homofobia, incentiva-a. E que, em vez de punir as atrocidades cometidas a pretexto, legitima-as. Toda a versão «mediática» da discoteca Pulse ignora o elefante no meio da sala – e que partiu a louça por culpa de Newton e da gravidade.

A fim de evitar a demência terminal, convém reparar no elefante: Omar Mateen, o assassino, era muçulmano e afirmou agir em nome do islão. Os países subjugados ao islão condenam e perseguem legalmente os homossexuais. Os Estados Unidos, por exemplo, condenam e perseguem legalmente as criaturas que agridem homossexuais. Não me lembro de nenhuma ocasião em que, no «confronto de civilizações» ou no que lhe quiserem chamar, a maioria dos nossos alegados inimigos da discriminação estivesse do lado que costuma proteger as respectivas vítimas.

Será cisma minha, mas desconfio um bocadinho do «activista» que, mal termina a marcha contra a homofobia, corre a marchar pela Palestina (embora, concedo, sejam raríssimos os tiroteios nos clubes gay de Gaza). Para não fugir demasiado do imaginário, é uma figura tão credível quanto um entusiasta da Noite de Cristal que se afirmasse amigo dos judeus. Usar quem morre para alimentar uma «causa» sem nunca valorizar a causa confessa de quem mata é, no mínimo, um acto de oportunismo velhaco. No máximo, é patrocinar a chacina. Evidentemente, essa gente não é Orlando nem LGBT: é, como sempre foi, pela força que representar a maior ameaça ao Ocidente.

E, conforme se constata pelos alvos quotidianos dos terroristas islâmicos, organizados ou «espontâneos», o Ocidente não se esgota nos perversos sodomitas. Temos igualmente galdérias que exibem a pele na via pública, hereges que assistem a concertos de rock, tarados que aguardam aviões em aeroportos, infiéis que frequentam restaurantes, blasfemos que caminham pela rua, todos a pedir para que um mártir os rebente. As fobias, ao que se vê, são inúmeras, e se ousamos atribuir-lhes um padrão comum ganhamos mais uma: islamofóbicos.

As acusações de «islamofobia» são a tentativa de simular escândalo face aos triviais, e compreensíveis, receios do cidadão comum: lá por conter umas dúzias (ou uns milhões, não importa) de extremistas, o islão – homessa – é essencialmente moderado. Por mim, tenderia a crer piamente no islão moderado se este entregasse com regularidade os seus radicais filhos à polícia ou, na falta de esquadra próxima, os pendurasse no alto de um poste. A quantidade de desculpas prontas ou pesares tardios com que trata psicopatas faz-me duvidar ligeiramente do empenho do islão moderado em justificar a designação. É claro que muitos muçulmanos não sonham com a explosão de transeuntes. Porém, já que se pretende banir ou castigar opiniões, seria interessante questioná-los sobre o respeito que dedicam às mulheres, a certos grupos étnicos, a determinadas religiões e, se não for maçada, aos homossexuais. Aliás, eles respondem ainda que ninguém lhes pergunte. Os «activistas» é que fingem não ouvir.