quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Estudo revela que anticoncepcionais
aumentam o risco de cancro da mama
Um estudo realizado por médicos da Índia assinala que as mulheres que usam regularmente anticoncepcionais estão a correr dez vezes mais o risco de desenvolver cancro da mama do que as que não fazem uso deste medicamento.
Em declarações ao jornal Times of India, o Dr. Umesh Kapil, professor na unidade de nutrição de saúde pública do All India Institute of Medical Sciences, salientou que a pesquisa revelou que entre as mulheres que sofrem de cancro da mama, 11.9% fizeram uso prolongado de anticoncepcionais.
O estudo, publicado no Indian Journal of Cancer, incluiu 640 mulheres, 320 das quais eram doentes de cancro da mama. Os investigadores encontraram risco de cancro da mama de 950% – 9.5 vezes mais alto – entre as mulheres com um currículo de uso repetitivo de anticoncepcionais orais.
O Dr. Kapil disse que o cancro da mama é causado por uma repetida exposição de células do seio a hormónios dos ovários. O estrogénio e a progesterona das pílulas anticoncepcionais pode incrementar este risco mediante desequilíbrios hormonais.
O chefe do Bhim Raspo Ambedkar Institute Rotary Cancer Hospital, o Dr. G. K. Rath, referiu que embora a relação entre o uso de anticoncepcionais e a incidência do cancro da mama ser desconhecida, «há bastantes evidências que mostram que o desequilíbrio hormonal causado por estas (as pílulas anticoncepcionais) aumenta o risco da doença».
O Dr. Rath assinalou que outros factores importantes da incidência do cancro da mama incluem a menstruação precoce, o matrimónio, o parto tardio e os abortos.
Por outro lado, o Dr. Ajeet Singh Bhadoria, co-autor do estudo, indicou que estes dados poderiam também ser relevantes sobre o uso da pílula abortiva do dia seguinte, que contem uma dose ainda mais alta destes hormónios.
«É um dever adquirir consciência sobre os efeitos secundários do seu uso a longo prazo», sublinhou.
Alguns anticoncepcionais estão classificados como carcinogénicos (que causam cancro) pela Organização Mundial da Saúde, e o seu uso pode aumentar o risco de cancro do colo do útero e do fígado.
Outros estudos em diferentes centros de pesquisa também indicaram que a pílula anticoncepcional pode aumentar o risco de coágulos sanguíneos mortais e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Filmes para parvos
Eram filmes que
enchiam a alma dos pais e ajudavam a educar os filhos, a despertar a sua
sensibilidade e a desenhar o retrato dos heróis
Inês Teotónio Pereira
Na infância dos meus filhos mais velhos eu adorava ir ao cinema com
eles. Aliás, gostava mais de ir ao cinema do que eles. Vi os filmes todos que
eram para ver e dava graças a Deus por ter filhos porque assim tinha a desculpa
de ir às sessões da tarde ver filmes para 4 e 6 anos. Dos «Incríveis», ao «Shrek»,
passando pelo «Toy Story», pelo «Spirit», pelo «Rei Leão» ou pela «Mulan», vi
tudo. Ri-me e em alguns filmes até chorei (quando o Andy abandonou o Woody ou
quando o Spirit se perdeu do Índio as lágrimas correram-me pela cara a baixo e
os meus filhos ficaram petrificados a olhar para mim). Os filmes da infância
dos meus filhos mais velhos eram melhores que os meus filmes de infância.
Tinham mais graça, eram mais bem feitos e também nos faziam chorar com os seus
actos de heroísmo, de desespero, com as perdas e as conquistas. Eram filmes que
enchiam a alma dos pais e ajudavam a educar os filhos, a despertar a sua
sensibilidade e a desenhar o retrato dos heróis, das características que forjam
os heróis. Filmes com as mesmas lições de moral dos clássicos da nossa
infância, como o «Super-Homem», «A Bela Adormecida», «A Gata Borralheira», «O
Homem-Aranha», «O Zorro» ou «O Bambi», mas em melhor. A mensagem era sempre a
mesma: a humildade, a coragem e a generosidade movem montanhas. Filmes em que
os maus são mesmo péssimos e os bons sofrem horrores, mas no final o Bem
vence.
Os meus filhos cresceram e estreou a saga de
Nárnia. C. S. Lewis veio em socorro da pré-adolescência dos meus filhos e os
desenhos animados tornaram-se actores em carne e osso. O Leão, a Feiticeira, o
Príncipe Caspian e os quatro irmãos fizeram as maravilhas de muitos domingos à
tarde em minha casa.
Mas foi só. Com os meus filhos mais novos já não
tive a mesma sorte. Apesar de aparecerem cada vez mais filmes por ano, de as
produtoras se multiplicarem, já não é a mesma coisa. Já não há épicos. Nos
filmes actuais eu já não choro, durmo. Também já não me rio, chateio-me. Ir ao
cinema com os meus filhos mais novos é uma verdadeira seca. Os filmes são
vazios, as histórias são infantis de mais para as crianças de 4 anos para quem
o filme é indicado e os bons, os maus e os heróis já não existem. Só existem
patetas.
A produção infantil, meus senhores, já não é
infantil, é só parva. Tudo começa na televisão, que está cheia de séries
transmitidas non-stop absolutamente patetas. As crianças ficam petrificadas a
olhar para estas coisas que têm o poder de as hipnotizar. É uma espécie de
magia negra que lhes desliga metade do cérebro e as deixa meio patetas. Uma
história que tenha princípio, meio e fim, ou seja, uma narrativa, já passou de
moda. Agora produzem-se «cenas», já não se produzem filmes. E quanto mais
absurdas forem as cenas melhor. São programas e filmes que não têm qualquer
mensagem, em que não se distinguem as personagens pela personalidade, pelos
defeitos e qualidades, mas sim por uma qualquer particularidade absurda.
O mundo em geral, e a indústria cinematográfica
em particular, tem um grande problema em relação às crianças: acha que elas são
parvas. E à força de tanto insistirem nesta tese as crianças estão de facto a
ficar parvinhas. O seu cérebro está direccionado para responder a estímulos e
não a sentimentos. São poucas as crianças que têm hoje paciência para ficar uma
hora e meia a ver a «Música no Coração», como são poucos os adultos que têm
paciência para ver «E Tudo o Vento Levou». Os tempos são outros. Os tempos são
da «Casa dos Segredos» e de histórias infantis sobre uma esponja que vive
debaixo do mar e que, pronto, vive debaixo do mar.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Diário de Aveiro discrimina a ADASCA
http://aveiro123-portaaberta.
Adenda: há já alguns dias tivemos o cuidado de enviar para o Diário de Aveiro (único diário existente em Aveiro) as datas de sessões de colheitas de sangue que a ADASCA (única associação do género existente em Aveiro) vai realizar no seu no mês de Janeiro no Posto Fixo (único do género existente em Aveiro) e, lamentavelmente, o que aparece na edição de hoje no dito Diário, é a iniciativa dos Lions de Santa Joana, descurando esta associação.
Estamos sem margem para dúvidas perante uma clara discriminação jornalística, desvalorizando assim o interesse público destas iniciativas solidárias em prol dos doentes. É lamentável este tratamento, quando todos devíamos repudiar a discriminação negativa, num País que se diz viver em democracia.
Está na altura do Diário de Aveiro rever o seu Estatuto Editorial (é a minha opinião) porque este não está ao serviço da comunidade aveirense, mas, sim ao serviço de apenas algumas instituições. Já vi jornais com mais crédito encerrar por menos...
Vamos continuar com a nossa missão, recorrendo a outros meios para divulgação das actividades agendadas para o ano de 2014. Publicidade no Diário de Aveiro, está fora de questão, porque já tem o suficiente... não podemos apoiar quem nos desrespeita vs. discrimina.
Façamos uma comparação entre o DA e o Correio da Manhã! Vale a pena, enquanto este é de âmbito nacional, todas as semanas divulga as actividades da ADASCA.
Colheitas de Sangue a promover pela
ADASCA no mês de Janeiro
Mais um ano se aproxima e a ADASCA não pode ficar indiferente à sua
missão de âmbito social vs. comunitária, assim, somos a enviara lista das datas
para a realização da Sessões de Colheitas de Sangue no seu Posto Fixo de Aveiro
durante todo o mês de Janeiro 2014.Assim temos:
– Dias 4, 17, 31 das 9:00 horas às 13:00 horas, Dias 8 e 22 das 16:00 horas às 20:00 horas, na sede da ADASCA localizada no Mercado de Santiago em Aveiro, 1º. Piso.
– Dia 12 entre as 9:00 horas e as 13:00 horas no Salão da Junta de Freguesia de Cacia,
Esperando desde já a melhor colaboração do vosso prestigiado órgão de comunicação social, aproveitamos o ensejo para desejar um a todos vós um Próspero ano 2014.
«Concede ao teu próximo
Os mesmos direitos e favores
Que esperas dele receber.»
(Joana de Ângelis)
Atenciosamente
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Tm: 964 470 432
`
Onde posso doar sangue em Aveiro no ano de 2014?
Site: http://www.adasca.pt/
Blogger: http://aveiro123-portaaberta.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
As «amplas» liberdades do homonazismo
Pedro Vaz Patto descreve-nos aqui as manobras do gangue
dos invertidos visando impor-nos uma ditadura homonazi. Como deveremos
contra-atacar nesta guerra que nos é movida?
Liberdade
de expressão e juízo
sobre a
prática homossexual
Pedro Vaz Patto
São
várias as notícias, umas mais antigas e outras mais recentes, que fazem temer
que a pretexto do respeito pela dignidade e não discriminação das pessoas de
orientação homossexual, se pretenda limitar, de uma forma generalizada, a
liberdade de expressão quanto ao juízo moral sobre a prática homossexual (não
sobre a pessoa em si mesma, com a orientação sexual que não escolheu, mas sobre
uma conduta e uma prática voluntárias).
Vejamos
algumas dessas notícias.
O
caso que em primeiro lugar suscitou mais clamor foi o da condenação do pastor
pentecostal sueco Ake Green. Por ter declarado publicamente, evocando as
referências à prática homossexual no Antigo Testamento e nas cartas de São
Paulo, que essa prática representa «uma perversão» e um «tumor na sociedade», e
que a tendência homossexual não era inata e era susceptível de mudança, sem ter
deixado de afirmar que não condenava as pessoas, pois Jesus nunca inferiorizou
ninguém, Ake Green foi judicialmente condenado pelo crime previsto no artigo
16.6, 8 do Código Penal sueco (ameaça ou injúria para com um grupo de pessoas
com referência à sua raça, cor, origem nacional ou étnica, confissão, fé ou
orientação sexual). Em recurso, veio a ser absolvido, já em 2005 [1].
Em
2006 o deputado francês Christian Vanneste foi condenado, pela Cour
Corretionelle de Lille, por «injúrias públicas contra um grupo de pessoas em
razão da orientação sexual», por ter afirmado que o comportamento homossexual é
moralmente inferior ao comportamento heterossexual, uma vez que, segundo a
máxima kantiana, não pode tornar-se regra universal sem dano para a Humanidade.
Em recurso, veio a ser absolvido pela Cour de Cassation, por acórdão de 12 de
Novembro de 2008 [2].
Mais
recentemente, foi noticiado que o deputado britânico Edward Leight apresentou
um projecto de lei (Bill for the protection of freedom of speech and
conscience) que pretende a protecção da liberdade de expressão no âmbito
das relações de trabalho, de modo a evitar casos como o do Adrian Smith, punido
pelo seu empregador por ter manifestado no facebook a sua oposição à legalização do
casamento entre pessoas do mesmo sexo [3].
Em
Março deste ano, o Ministro da Educação do Estado canadiano de Yukon, invocando
a legislação que proíbe a discriminação em função da orientação sexual, proibiu
o ensino do catecismo da Igreja Católica no que à homossexualidade diz respeito
nas escolas católicas que recebem fundos públicos [4].
Consta
desse catecismo o seguinte:
«Apoiada
na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19, 1-29; Rm
1, 24-27; 1 Co 6,10; 1 Tim 1,10), a Tradição sempre declarou que os actos de
homossexualidade são intrinsecamente desordenados (CDF decl. Persona humana
8). São contrários à Lei Natural, fecham o acto sexual ao dom da vida, não
procedem duma verdadeira complementaridade afectiva e sexual, não podem, em
caso algum, receber aprovação» (n. 2358)
Mas
faz-se a distinção entre o pecado e o pecador, entre o erro e a pessoa que
erra, pois há que condenar o erro e amar a pessoa que erra:
«Um
número não desprezível de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais
profundas. Eles não escolhem a sua condição de homossexuais; essa condição
constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com
respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer
discriminação injusta» (n. 2359)
Pois
bem, foi este o ensinamento proibido nas escolas católicas que recebem fundos
públicos do Estado canadiano de Yukon. Proibição que se noticia ter sido
acatada [5].
A
questão da distinção entre a condenação do erro e o respeito pela pessoa que
erra («hate the sin, love the sinner») foi suscitada num outro caso
judicial recente, também relativo ao Canadá.
O
Supremo Tribunal canadiano confirmou, em recurso, a condenação, por parte da
Comissão de Direitos Humanos da Província de Saskatchewann, de uma pessoa que
distribuiu panfletos que condenavam a prática homossexual, apelando aos
ensinamentos bíblicos que a apresentam como uma «abominação», condenando a
propaganda da homossexualidade nas escolas, afirmando que esta não é inata e a
sua prática representa um comportamento aditivo e envolve uma maior
probabilidade de contaminação da SIDA e de abusos sexuais de crianças. Estava
em causa a aplicação do artigo 14º, 1, b), do Código de Direitos Humanos dessa
província, que pune o chamado «discurso de ódio» («hate speech»). Uma
punição análoga à do artigo 240º, n.º 2, b), do Código Penal português, que,
sob a epígrafe «discriminação racial, religiosa ou sexual», pune a conduta de
quem «difamar ou injuriar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça,
cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo ou orientação sexual…».
A
defesa argumentou que os textos em questão conciliavam a condenação do erro com
o respeito para com a pessoa que erra («hate the sin, love the sinner»).
Mas o tribunal não aceitou a relevância desta distinção, considerando que
existe uma forte conexão entre a orientação sexual e a conduta sexual, e que
quando a conduta visada pelo discurso é um aspecto crucial da identidade de um
grupo vulnerável, os ataques a esta conduta são equiparáveis aos ataques ao
próprio grupo. Será assim se o ataque a essa conduta provocar objectivamente o
ódio e o desprezo pelo grupo [6].
Situações
semelhantes a estas são apresentadas no relatório de 2012 do Observatório sobre
a Intolerância e a Discriminação contra os Cristãos na Europa [7].
Todos
estes episódios estiveram presentes na mente de quem, em Itália, manifestou o
receio de que o projecto de lei, recentemente aprovado, sobre a «homofobia» e a
«transfobia» (que pune a discriminação e agrava as penas dos crimes cometidos em
função da orientação sexual e da «identidade de género»), possa representar um
perigo para a liberdade de expressão. Afirmou a propósito o Observatório
Internacional Cardeal Van Thuan (dedicado ao estudo e difusão da doutrina
social católica) [8]:
«As
notícias que nos chegam de outros países da Europa, onde leis semelhantes já
estão em vigor, são alarmantes. Dizer que a família é somente aquela que é
constituída por um homem e uma mulher pode ser qualificado como homofobia e
perseguição. A leitura pública do livro do Génesis, sobre a criação do homem e
da mulher, ou das passagens de São Paulo sobre a imoralidade do acto
homossexual, pode ser considerada crime. Ensinar numa escola qua a família é
apenas uma pode ser considerado acto de discriminação por ódio homofóbico».
Também
alertou para este perigo, por exemplo, o Forum das Associações Familiares,
organismo que agrupa um grande número de associações católicas de apoio à
família [9].
Em
atenção a estes alertas, foi proposto por um grupo de deputados católicos um
aditamento ao projecto inicial, que por várias pessoas veio a ser denominado
«cláusula de salvaguarda», com o seguinte teor: «Não constituem discriminação
as opiniões assumidas no interior de organizações que desempenhem actividades
de natureza política, sindical, cultural e sanitária, de instrução, de religião
ou de culto, relativas à actuação dos princípios e dos valores de relevo
constitucional que caraterizam tais organizações». Este aditamento foi
aprovado, mas se há quem considere que com ele fica garantida a liberdade de
expressão, esta opinião não é, porém, unânime [10].
O
que a respeito desta questão e de cada um dos casos assinalados me parece de
salientar é a importância de traçar uma fronteira que salvaguarde a liberdade
de expressão consagrada no artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos
Humanos, no artigo 37º da Constituição da República Portuguesa e no artigo 10º
da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. A punição do chamado «discurso de
ódio» («hate speech») não pode servir de pretexto para impor um
«pensamento único» e para punir «delitos de opinião». Não é aceitável que o
comportamento homossexual seja imune à crítica ou a um juízo ético, quando a
tal crítica ou juízo não são imunes a quaisquer outros comportamentos ou atitudes.
Num contexto social e cultural tão cioso do valor da liberdade de expressão
(por vezes, até em excesso), não é aceitável que se usem «dois pesos e duas
medidas».
E
essa fronteira há-de passar, precisamente, pela distinção entre o erro e a
pessoa que erra. É lícito criticar o erro (pode até ser um dever moral
fazê-lo), sem que isso permita desrespeitar a dignidade da pessoa que erra
(numa perspectiva cristã, não é só o respeito que a essa pessoa é devido, é
também o amor). Não nos cabe agora analisar cada um dos casos referidos e
verificar se em cada um deles as expressões usadas são as mais adequadas ou
oportunas, e se em cada um deles foi respeitada esta distinção. Ela foi,
indubitavelmente, respeitada nos excertos do catecismo da Igreja Católica acima
mencionados, os quais, como vimos, já foram, mesmo assim, considerados
contrários ao respeito devido às pessoas de tendência homossexual.
A
distinção referida (entre a crítica de uma conduta e o respeito pela pessoa em
causa) deve servir também noutros âmbitos em que se suscita a necessidade de
concordância prática entre a liberdade de expressão e o respeito pela dignidade
da pessoa.
A
crítica a determinada ideologia não pode, obviamente, ser vedada em nome do
respeito pelas pessoas que aderem a essa ideologia. O respeito pelas pessoas
que aderem ao comunismo, ao fascismo ou ao liberalismo não impede a crítica a
qualquer destas ideologias.
No
âmbito da actividade política, a crítica de actos e opções concretas (mesmo que
em termos duros, agressivos ou injustos) é livre e deve compatibilizar-se com o
respeito pela dignidade das pessoas que aí actuam. Esta distinção (entre a
livre crítica dos actos e o respeito pela dignidade das pessoas) não pode ser
esquecida, para que se evitem dois extremos: um, o de considerar que na vida
política «vale tudo», a dignidade das pessoas não conta e a injúria e difamação
de crimes passam a direitos; outro, o de limitar o direito de crítica (base da
vida democrática) em nome da tutela da dignidade e honra das pessoas que actuam
na política.
A
distinção vale noutros âmbitos. O respeito pelas pessoas que professam
determinada religião (cristã, muçulmana ou outra), pela sua dignidade e pelos
seus sentimentos religiosos (o que supõe o respeito por figuras e símbolos
tidos por sagrados) não pode impedir a crítica à religião, à religião em geral,
ou a uma religião em particular. E é possível alcançar a conciliação entre
estas duas exigências se a crítica se situar no plano da discussão racional e
argumentada e do debate de ideias (a que se pode responder no mesmo plano), não
se confundindo com o escárnio e a ofensa gratuita (a que não pode responder-se
no plano da discussão racional e do debate de ideias).
E
assim também no âmbito da crítica literária, artística ou desportiva. Pode
criticar-se o valor de uma obra ou de uma prestação (até de modo fortemente
depreciativo, eventualmente injusto), salvaguardando o respeito devido à pessoa
autora dessa obra ou prestação.
A
punição do chamado «discurso de ódio» também há-de ter em conta esta distinção.
Deve salientar-se que entre os factores que, de acordo com a generalidade das
legislações que punem o «discurso de ódio», identificam a vulnerabilidade de um
grupo carente de especial protecção, estão alguns (como o sexo, a raça, a origem
étnica, ou a deficiência, este habitualmente esquecido pelas legislações) em
relação aos quais não se suscita a questão da distinção que vimos referindo.
Mas não assim em relação a outros: o respeito devido às minorias religiosas não
impede a crítica à religião por elas professada. Do mesmo modo, o respeito
devido às pessoas de tendência homossexual, particularmente importante por se
tratar de uma minoria tradicionalmente marginalizada, não pode impedir a
crítica à prática homossexual, ou um juízo ético negativo a respeito dessa
prática.
Nesta
linha, não me parece aceitável a argumentação do Supremo Tribunal canadiano a
que acima aludi, segundo a qual ao criticar uma conduta que é constitutiva da
identidade de um grupo estaremos a criticar (e ofender) o próprio grupo. Em
coerência com este raciocínio, aplicando-o a outros âmbitos, chegaremos a
consequências inaceitáveis para quem preze o valor da liberdade de expressão:
não seria possível a crítica a determinada religião ou ideologia porque elas
fazem parte da identidade de um determinado grupo (como o faria a conduta
homossexual) e esse grupo sentir-se-ia ofendido com a crítica a essa religião
ou ideologia.
É
sempre possível, em qualquer destes casos, responder à crítica no plano da
discussão racional e argumentada, sem recurso a proibições e condenações
judiciais. Há quem pretenda aceitar o recurso a essas proibições e condenações
no âmbito da crítica à conduta homossexual, quando ele não é aceite em qualquer
outro âmbito.
Deve,
pois, manter-se a distinção entre a livre crítica de um comportamento e o
respeito pela pessoa que adopte esse comportamento, para que sejam
simultaneamente salvaguardados, em quaisquer âmbitos (sem «dois pesos e duas
medidas»), a liberdade de expressão e o respeito pela dignidade das pessoas.
[1] Pode ver-se informação sobre o caso em www.akegreen.org.
[3] Ver www.mercatornet.com /conjugality/ 29/1/2013).
[4] Ver www.lifesitenews.com,21/3/2013, e www.lastampa.it, 28/3/2013
[5] Ver www.lifesitenews.com, 18/10/2013
[6] O acórdão pode ser consultado em http://scc.lexum.org/decisia-scc-csc/scc-csc/scc-csc/en/item /12876/index.do.
[7] Ver http://www.intoleranceagainstchristians.eu/fileadmin/user_upload/reports/Legal_Limitations_
Affecting_Christians_as_well_as_Cases_of_2012_Webversion_of_Report_by_OIDAC.pdf, pgs.
17 a 19.
[8] Ver www.zenit.org,
18/7/2013.
[9] Ver Avvenire, 25/7/2013
[10] Ver
Avvenire, 24/7/2013, e Adriana Cosseddu, Riscrivere l´ Umanità dell´Uomo?, in
Città Nuova, nº 20, 25/10/2013, pgs. 20 e 21.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Mapa oficial de colheitas de sangue
para 2014 no posto fixo da ADASCA
BOAS FESTAS para todos os dadores de sangue e amigos!
Vem a Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, doravante designada por ADASCA, por este meio pedir a vossa melhor atenção para o que se segue:
1 – O Mapa de Colheitas de Sangue para o ano de 2014 anteriormente enviado, não estava correcto, pelo facto apresentamos as nossas sinceras desculpas, uma vez que o erro foi nosso, logo deve ser invalidado.
2 – O Mapa de Brigadas para Colheitas de Sangue a realizar pela ADASCA no ano de 2014, o que segue agora em anexo, é o oficial, pelo que deve substituir o anterior e, dentro dos possíveis ser afixado em locais de acesso ao público, possibilitando assim uma melhor divulgação.
3 – Aos Centros de Saúde para quem enviamos esta mensagem, pedimos a melhor colaboração para com esta associação, no sentido de informar os dadores de sangue onde se devem dirigir afim de regularizar a situação para efeitos da isenção das Taxas Moderadoras, por forma a evitar que a quebra de dádivas se venha a acentuar, possibilidade de tememos dado ao descontentamento que os dadores tem evidenciado.
4 – Aos Senhores Comandantes dos Postos Locais da GNR que recebem o referido Mapa de Brigadas, pedimos e agradecemos a melhor divulgação junto dos seus agentes, para que saibam onde se devem dirigir para efectuar a sua dádiva de sangue.
5 – Estabelecimentos de ensino, empresas, entre outras entidades que podem ser úteis nesta missão, o caso da imprensa, contamos com a melhor colaboração de todos sem excepção.
6 – Todas as outras brigadas realizadas em Aveiro que não constem no Mapa que agora vos enviamos, ou no Site da ADASCA indicado abaixo, não nos dizem respeito, são iniciativas marginais às nossas.
Face ao acima exposto reiteramos os nossos sinceros votos de FESTAS FELIZES para todos e, que no próximo ano possamos estar mais unidos em torno desta causa social.
Cordialmente, sou
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Tm: 964 470 432 e 914 271 151
ONDE POSSO DOAR SANGUE EM AVEIRO?
Site: http://www.adasca.pt/
Blogger: http://aveiro123-portaaberta.blogspot.pt/
Mapa Oficial de Brigadas para 2014
Janeiro
– Dia 4 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 8 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 11 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 12 (Domingo) das 9:00 horas às 13:00 horas (Salão de Cacia)
– Dia 17 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 22 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 25 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 31 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Fevereiro
– Dia 5 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 8 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 14 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 19 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas posto Fixo da ADASCA
– Dia 20 (5ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas na Renault de Cacia
– Dia 22 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 28 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Março
– Dia 5 (4ª.) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 8 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 14 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 19 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 22 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 28 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Abril
– Dia 2 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 5 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 10 (5ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas na PT Inovação de Aveiro
– Dia 11 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 16 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 19 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 25 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 30 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Maio
– Dia 3 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 9 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 11 (Domingo) das 9:00 horas às 13:00 horas Salão de Cacia
– Dia 14 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 17 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 23 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 28 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 31 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas no Posto Fixo da ADASCA
Junho
– Dia 4 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 7 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 13 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 18 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 21 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 25 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 27 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Julho
– Dia 2 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 5 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 11 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 16 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 19 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 25 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 30 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Agosto
– Dia 2 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 6 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 8 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 13 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 16 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 22 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 27 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 30 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Setembro
– Dia 3 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 6 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 12 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 17 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 18 (5ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Renault de Cacia
– Dia 20 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 24 (4ª. feira) das 16:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 26 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Outubro
– Dia 1 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 4 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 10 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 15 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 16 (5ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas PT Inovação de Aveiro
– Dia 18 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 22 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 24 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 29 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20: horas Posto Fixo da ADASCA
Novembro
– Dia 1 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 5 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 8 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 9 (Domingo) das 9:00 horas às 13:00 horas Salão de Cacia
– Dia 12 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 15 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 21 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 26 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 29 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Dezembro
– Dia 3 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 6 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 10 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 12 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 17 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 20 (sábado) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 26 (6ª. feira) das 9:00 horas às 13:00 horas Posto Fixo da ADASCA
– Dia 31 (4ª. feira) das 16:00 horas às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA
Nota: este Mapa de Brigadas foi sujeito a alterações pela Dra. Ana Marques do CST de Coimbra.
Informações através do e-mail: geral@adasca.pt + Site: www.adasca.pt
ou pelo Tm: 964 470 432.
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
domingo, 15 de dezembro de 2013
O «católico» Cavaco elogia
mais uma vez Maria Velho da Costa
Heduíno Gomes
Sábado, 14 de Dezembro. O
«católico» Cavaco elogia a«extraordinária» literatura
da manifesta
anticristã e promotora do feminismo mais decadente, do chamado «casamento»
entre invertidos e do aborto Maria Velho da Costa (uma das «três Marias»).
Domingo, 15 de Dezembro. É
dia do Cavaco ir à missa. E talvez comungar. Leia-se o que se segue para
se ter a noção de que «católico» Presidente da República tem Portugal e do que
valem os elogios que ele faz e as condecorações que atribui.
Eis um naco da «extraordinária» literatura segundo
Cavaco
A Paz / Compraz-se Mariana com o seu corpo. (...) /
Mariana deixa que os dedos retornem da vagina e procurem mais alto o fim do
espasmo que lhe trepa de manso pelo corpo. (...) / E a noite devora, vigilante,
o quarto onde Mariana está estendida. O suor acamado, colado à pele lisa, os
dedos esquecidos no clitóris, entorpecido, dormente. / A paz voltou-lhe ao
corpo distendido, todavia, como sempre, pronto a reacender-se, caso queira, com
o corpo, Mariana se comprazer ainda.
21 de Março de 1971.
Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, Novas
Cartas Portuguesas, Estúdios Cor,
1972, pp. 48 a 50.
Se isto não é uma pouca-vergonha, o que
será uma pouca-vergonha?
Segundo o CM, Cavaco classificou como «extraordinária» a obra literária de Maria Velho da Costa.
Cavaco Silva falava na cerimónia de entrega à escritora Maria Velho da Costa do Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores (APE), que se realizou na Cultugest e que teve a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
Cavaco salientou que o percurso de intervenção cultural de Maria Velho da Costa, ao longo de quase meio século, «é, de facto, extraordinário».
«Os escritores como Maria Velho da Costa não têm uma carreira, têm uma obra. A sua história confunde-se com as histórias que nos deram através da palavra».
«Tive, por isso, o grato prazer de a condecorar em 25 de Abril de 2011 com grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade.»
Segundo o CM, Cavaco classificou como «extraordinária» a obra literária de Maria Velho da Costa.
Cavaco Silva falava na cerimónia de entrega à escritora Maria Velho da Costa do Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores (APE), que se realizou na Cultugest e que teve a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
Cavaco salientou que o percurso de intervenção cultural de Maria Velho da Costa, ao longo de quase meio século, «é, de facto, extraordinário».
«Os escritores como Maria Velho da Costa não têm uma carreira, têm uma obra. A sua história confunde-se com as histórias que nos deram através da palavra».
«Tive, por isso, o grato prazer de a condecorar em 25 de Abril de 2011 com grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade.»
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