sábado, 14 de janeiro de 2017


O lóbi das escolas de condução em acção...



MAIS UMA INVENÇÃO DA ESPERTEZA...

Aos de menos de 65 comecem a pensar em deixar de fazer anos.

«PENSE 2020» – REVALIDAR A CARTA AOS 65 ANOS VAI TER CONDIÇÕES.

Estamos bem entregues!... Recentemente alguém resolveu deliberar que para renovar a Carta de Con...dução, passaria a ser dispensável o até aqui exigido atestado médico.

Agora, surgiram por aí uns especialistas, se calhar «formados numa qualquer escola de aviário», que se lembraram de criar e baptizar um pomposo plano denominado de «PENSE 2020», o qual obriga os condutores com 65 anos ou mais que queiram revalidar a sua carta de condução, a terem que frequentar uma acção de formação obrigatória.

A medida consta na proposta do Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária e tem como finalidade – segundo os ditos cujos – fazer baixar a sinistralidade rodoviária.

Ainda segundo estes «especialistas», pretende-se com esta medida, que as pessoas com 65 anos ou mais tenham aulas para «actualização obrigatória de conhecimentos».

Actualização de conhecimentos ou mais um saque ao bolso do contribuinte?!... É que se fôr para «sacar mais algum» ainda se percebe – embora devessem chamar o boi pelo nome. Agora para actualização de conhecimentos!... Conhecimento da realidade é o que falta a esta gente.

Ora vejamos:

Basta pesquisar o Relatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária publicado em 2015 – o de 2016 ainda não se encontra disponível – para se chegar à conclusão que estamos na presença de um excelente trabalho, esmiuçado com vários gráficos que escalpelizam e tipificam os acidentes e atropelamentos por dia da semana, por hora e por condições atmosféricas.

Uma análise muito bem feita e onde constam os múltiplos acidentes por classe etária. E sendo assim, vamos então aos números ali produzidos:

– Classe etária dos 20 aos 24 anos – 4 788 acidentes;
Classe etária dos 25 aos 29 anos – 4 644 acidentes;
– Classe etária dos 30 aos 34 anos – 5 025 acidentes;
– Classe etária dos 35 aos 39 anos – 5 585 acidentes;
– Classe etária dos 40 aos 44 anos – 5 167 acidentes;

Sub total 25 209 acidentes

– Classe etária dos 60 aos 64 anos – 2 558 acidentes;
– Classe etária dos 65 aos 69 anos – 1 996 acidentes;
– Classe etária dos 70 aos 74 anos – 1 630 acidentes;
– Classe etária c/  mais de 75 anos – 2 164 acidentes;

Total Geral: 33 557 acidentes

Isto é, só se preocupam com uma faixa etária responsável por 11,3%, dos acidentes descartando o impacto das faixas etárias responsáveis por 75,1% da sinistralidade total.

Dito isto, os números valem o que valem!... É natural que depois dos 65 anos os condutores sejam sujeitos a rigorosas inspecções médicas e a partir dos 80 às ditas acções de formação para avaliação das suas capacidades.

Mas se olharmos atentamente os números que «são deles», é na faixa dos 20 aos 44 anos onde residem o maior numero de acidentes. E sendo assim pergunta-se:

O que se deve fazer a esta gente para baixar a mortandade nas estradas?!...

Em que planeta vivem estes chamados especialistas?!...

Porque não exigir isso sim a tal formação obrigatória a condutores que possuam um cadastro que a justifique, e um quadro de honra para os cumpridores pelo seu exemplo?!...





terça-feira, 10 de janeiro de 2017


A eutanásia causa inquietude no Canadá:

«Não pensava que seria tão fácil matar

com esta nova lei»


La amplitud de la norma canadiense ya está produciendo los primeros abusos:
personas a quienes se condiciona para que consientan en su muerte.

Leone Grotti, ReligionenLibertad, 9 de Janeiro de 2017

La ley canadiense que promueve la eutanasia es aún más permisiva que las leyes belga u holandesa, hasta el punto de que el inicio de su aplicación se ha traducido en un número elevadísimo de muertes. Así lo analiza Leone Grotti en Tempi:

La eutanasia en Canadá fue legalizada en junio de 2016 y por lo menos 744 personas ya han muerto con la inyección letal. Los datos, difundidos por CTV News, son altísimos, pero según la doctora de Vancouver Ellen Wiebe, que ha declarado que este año ha matado por lo menos a 40 pacientes, «los números aumentarán, estoy segura de ello. Creo que alcanzaremos a Holanda y Bélgica porque tenemos leyes similares. Esto significa que la eutanasia representará el 5% de las muertes del país».

Ellen Wiebe ha aplicado la ley a cuarenta personas en medio año.
Basta con que ella haya creído que sus pacientes cumplían los criterios legales.

La ley

La doctora se equivoca, porque la ley canadiense es mucho menos restrictiva que las de Bélgica y Holanda. De hecho, según la ley C-14, para que te maten hay que tener una enfermedad incurable para la cual «la muerte natural es razonablemente previsible». El problema es que la enfermedad incurable y su razonable previsibilidad no son establecidos por datos médicos objetivos; basta que «el personal médico o de enfermería crea que la persona cumple todos los criterios». No es necesario, por lo tanto, que la ley sea respetada; basta que el médico piense que lo es.

Inmunidad total

La diferencia es importante, sobre todo porque la ley especifica que un médico no puede ser acusado de homicidio ni siquiera cuando su opinión sobre el respeto de los criterios de la ley se revele «equivocada». Por último, el texto de la ley garantiza una inédita inmunidad a «todo» el que «haga algo» para proporcionar la muerte de un tercero que la haya pedido.

Matar a los deprimidos

¿Cómo se pueden impedir abusos de cualquier tipo? No se puede. De hecho, tras apenas seis meses ya hay testimonios dramáticos. Will Johnston es un médico de familia de Vancouver y desde hace meses relata casos en los que la ley ha sido violada, sin que el gobierno o el sistema judicial de Canadá se sientan en la obligación de intervenir de algún modo.

El doctor Will Johnston, contrario a la legalización de la eutanasia, relata la existencia
de distintos casos de abusos amparados por la amplitud de la norma.

Uno de estos casos atañe a un hombre, cuyo nombre ha sido omitido por cuestión de privacidad, con una enfermedad neurológica que le dejó parcialmente inválido. El hombre «al que yo visité y que estaba muy lejos de morir, tenía una fuerte depresión. Ya no salía de casa, había perdido la esperanza y sentía que su vida no tenía sentido. Por esto quería morir».

«Es tan fácil...»

Ahora bien, escribe Johnston, «a cualquier otra persona no inválida se le habría ofrecido ayuda psicológica parar salir de esta difícil situación». En cambio, este hombre fue muerto por eutanasia a manos de una doctora de Vancouver, que por teléfono le dijo a la esposa que «se le puede dar la vuelta a la ley declarando que en cualquier momento puede morir a causa de una infección por lo que su muerte, en consecuencia, es 'razonablemente previsible'». Johnston volvió a ver a la esposa de este hombre después de que fuera matado con la inyección letal y ésta le dijo: «No pensaba que fuera tan fácil» matar «con la nueva ley».

«Estamos un poco preocupados»

Ante estos casos las palabras de un docente de la Universidad de Toronto, Trudo Lemmens, recogidas por CTV News, parecen casi un eufemismo: «Estamos un poco preocupados porque personas vulnerables o que se encuentran en situación de vulnerabilidad – o por motivos económicos o porque la ayuda médica solicitada no está disponible – podrían ser presionadas consciente o inconscientemente para elegir la asistencia médica de la muerte».

El profesor Lemmens señala el riesgo de que los pacientes sean
presionados para pedir que los maten.

La verdadera «opresión»

Según el texto de la ley, el gobierno tendrá que redactar un informe oficial sobre el desarrollo de la ley sólo cinco años después de su aprobación, es decir, en el año 2021.

Mientras tanto, se podrá llevar a cabo todo tipo de abuso en la ilegalidad más total, desde el momento que los casos de eutanasia deben ser denunciados por los propios médicos, pero en el caso de que no quieran hacerlo por cualquier motivo ningún órgano ha sido predispuesto para el control. Mientras tanto, médicos como Ellen Wiebe están muy preocupados por todos los hospitales y clínicas religiosas que no quieren permitir la eutanasia en las propias estructuras por razones de conciencia: «Tenemos muchos centros que ni siquiera permiten discutir los temas del final de la vida. Creo que ésta es una verdadera forma de opresión».


Traducción de Helena Faccia Serrano (diócesis de Alcalá de Henares).





quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016


Entendendo a ideologia do «género» em 2 minutos



https://www.youtube.com/watch?v=j7zbS1RYdpg






O lóbi homossexualista no ministério da Educação

O grande educador sexual


A chamada «educação sexual»: preparação ideológica
para a pedofilia e para a homossexualidade.


Inês Teotónio Pereira, Diário de Notícias, 10 de Dezembro de 2016

Já no próximo ano lectivo, uma criança com 5 anos pode aprender educação sexual no pré-escolar através de temas pedagógicos como este: «Desenvolver uma atitude positiva em relação ao prazer e à sexualidade.» Cinco anos.

Já aos 10 é possível assistirem a aulas sobre contraceptivos e aborto. Dez anos. Não sei porquê mas em Portugal convive-se bem com o conceito do Estado Grande Educador: não aflige ninguém que o Estado nos entre pela casa dentro e imponha como é que os nossos filhos devem ser educados. Não é quais as competências que as crianças devem adquirir a Matemática, Geografia ou Português. Isso é fascismo. Não, é mesmo o que eles devem pensar, como devem ser formados. Imaginem que há por aí famílias que só querem explicar aos filhos o que é o aborto depois de eles saberem como nascem os bebés? Um perigo. Ora, na dúvida sobre quem são os pais, o Estado antecipa-se através dos bancos da escola a educar os filhos segundo os cânones de directores-gerais de Educação e técnicos que lhes vão recarregando as armas com relatórios e estudos. Mas ninguém se chateia.

O conteúdo do documento intitulado Referencial da Educação para a Saúde e o facto de ainda ninguém ter invadido o Ministério da Educação como consequência lógica deste documento é prova dessa indiferença. Se fosse eu a entrar em casa da minha vizinha para explicar à sua filha de 10 anos a diferença entre a interrupção voluntária da gravidez e a não voluntária ou a dinâmica positiva do prazer e da sexualidade, acredito que a minha vizinha chamasse a polícia. E bem. Mas, se for a professora de ciências, não faz mal nenhum. Afinal, ela está apenas a educar para a saúde.

Um Estado socialista como o nosso vai até onde o deixam ir e com a convicção perigosa de quem se acha mais habilitado do que os pais para educar os filhos. Seja em educação sexual, alimentação, religião ou laicidade. Um Estado como o nosso não toca à campainha para entrar em nossa casa. Entra. E é isto o mais sinistro do documento referencial: o abuso. É que estas são portas que não se abrem a estranhos e muito menos à figura abstracta que é o Estado.





domingo, 4 de dezembro de 2016

Sextilhas para enfeitar a árvore do Natal 2016


Teresa Machado

«Pergunta ao meu inimigo quem sou, e ele me julgará mal, pergunta ao meu amigo, e ele dirá as minhas qualidades. Pergunta-me quem sou... e te direi: Sou o que tu vês... dependendo exclusivamente dos teus  olhos!»

Marisa A.

      Vamos falar de bonança
      semear novo futuro
      pra florir no amanhã.
      Lutar com perseverança,
      clarear o que está escuro
      e viver com novo élan...

      Procuremos ser exemplo,
      olhar o Céu como templo
      de inspiração e manobra...
      Mas descer à terra e ver
      que ainda há tanto por fazer
      e há que lançar mãos à obra!

      Que o vento ondule nos montes
      varrendo em sua passagem
      tudo o que está «pouco bem»,
      que corra a águas nas fontes
      para lavar na viagem
      todo o «muito mau» também!

      Tudo aquilo que mais quero
      nem eu mesma sei se sei
      o que é exactamente...
      Só sei do meu desespero
      pensando que morrerei
      sem o ter... concretamente!

      Inspirai-nos, Criador,
      em dois mil e dezasseis
      um Natal de sensatez...
      Defendei a Paz e o Amor,
      todos unidos podeis
      ter esperanças de solidez!




                                                         

domingo, 20 de novembro de 2016


Pode um psicólogo ser católico?


João Miguel Tavares, Público, 15 de Novembro de 2016

Guardemos a mordaça e lembremos os ensinamentos do bom e velho Stuart Mill: nunca devemos impedir de falar as pessoas que acreditamos estarem erradas.

Indignação da semana: Maria José Vilaçapsicóloga e responsável da Associação dos Psicólogos Católicos, disse nas páginas da revista Família Cristã que era possível aceitar um filho homossexual sem aceitar a homossexualidade. «Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer.» E acrescentou: «É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom.» Esta frase provocou o habitual incêndio das redes sociais e dezenas de queixas na Ordem dos Psicólogos, que emitiu um comunicado onde recorda que nas suas intervenções públicas os psicólogos estão obrigados a «observar o princípio do rigor e da independência, abstendo-se de fazer declarações falsas ou sem fundamentação científica». De seguida, a Ordem anunciou ir participar o caso ao Conselho Jurisdicional por considerar tais declarações «de extrema gravidade».

Cá está – um piscar de olhos e já se foi longe demais. A opinião que eu tenho em relação às declarações de Maria José Vilaça é igual à dos indignados: discordo profundamente dela e acho a comparação entre um filho homossexual e um filho toxicodependente de uma infelicidade extrema. Parece-me, por isso, perfeitamente natural que as pessoas manifestem a sua discordância pública em relação à senhora e que as redes sociais se incendeiem, como de costume. Nada contra até aqui. Tudo contra a partir daqui: há um momento, altamente desagradável, mas cada vez mais recorrente, em que se passa do direito de discordar para o desejo de despedir. As pessoas deixam de se limitar a criticar Maria José Vilaça por ter dito uma tontice, e a rebater a sua opinião com argumentos sustentados, e passam a defender que ela deve ser silenciada e proibida de exercer a sua profissão porque, pelos vistos, hoje em dia não se pode ser psicólogo e ao mesmo tempo considerar a homossexualidade uma prática «não natural».

Mas será que não se pode mesmo? É que se não se pode, como a Ordem dos Psicólogos parece defender, se passou a ser uma coisa tão inadmissível como a prática da lobotomia para curar doenças mentais, então há aqui uma notícia muito maior do que as declarações de Maria José Vilaça, e que está tristemente a passar ao lado da comunicação social. A primeira frase de todos os artigos sobre este tema deveria ser esta: «A Ordem dos Psicólogos Portugueses defende que um católico que aceite os ensinamentos da Igreja em relação à homossexualidade não tem condições para ser psicólogo e deve abandonar de imediato a sua profissão.» Esta é a notícia, meus senhores. Mandem imprimir, enviem para o Vaticano e informem o Papa Francisco.

Guardemos a mordaça e lembremos os ensinamentos do bom e velho Stuart Mill: nunca devemos impedir de falar as pessoas que acreditamos estarem erradas. Ao exporem as suas ideias, temos uma excelente oportunidade para as rebater e mostrar aos outros a superioridade dos nossos argumentos. Infelizmente, é cada vez menos isso que estamos a fazer. A linha entre o confronto de ideias e o silenciamento de ideias está a ser ultrapassada vezes sem fim, criando uma pressão insustentável sobre quem pensa diferente de nós. Depois espantamo-nos que as pessoas mintam nas sondagens sobre a sua orientação de voto e acabem a colocar a cruzinha em Donald Trump quando ninguém está a ver. Numa sociedade livre, a resposta a quem diz parvoeiras não é «cala-te!». É, isso sim, «que argumentos tens para defender tamanha parvoíce?».





sábado, 19 de novembro de 2016


África une-se em bloco para dizer

um rotundo «não» à colonização ideológica

que a ONU pretende impor


Los 54 países africanos se han unido en bloque contra la ideología de género en la ONU

Javier Lozano

El Papa Francisco alerta muy a menudo de la «colonización ideológica» que se está produciendo principalmente a través de la ideología de género. Y esta ofensiva se realiza, según ha dicho también el Pontífice, a través de gobiernos nacionales y organismos internacionales.

Precisamente, Naciones Unidas y la diplomacia de Estados Unidos han sido los grandes promotores de políticas que buscan imponer esta ideologia en todos los países privilegiando principalmente al lobby LGTBI.

África y América Latina, los principales objetivos

Si estos son los promotores, las principales víctimas son África y América Latina. Ya sea mediante presiones políticas o mediante el «chantaje» con grandes sumas de dinero, los países de estos continentes se están viendo sometidos a una gran presión para que aprueben leyes nacionales como las uniones homosexuales o la implantación de la ideología de género en los colegios. De no hacerlo podrían perder las ayudas económicas. Y por regla general todos estos países son pobres o bien están en vías de desarrollo.

Mientras que en América los dirigentes de estos países van poco a poco sucumbiendo a estas presiones tal y como ha pasado en México, Chile o Uruguay, en África se ha producido un curioso fenómeno. Todo el continente se ha unido en bloque para decir basta a estas imposiciones de la ONU y Estados Unidos.

La ONU se ha convertido en el gran promotor de la ideología de género

La ONU ha hecho de los «nuevos derechos» para los LGTBI una prioridad absoluta y para ello la Comisión de Derechos Humanos de Naciones Unidas anunció la creación del puesto de experto en asuntos LGTBI y que debería velar por la instauración de sus políticas en los distintos países.

Un activista proLGTB para el cargo

En teoría este nuevo experto debería luchar contra la violencia pero grupos profamilia como el Center for Family&Human Rights lo dudan. El director del Centro de Estudios Legales de este grupo, Stefano Gennarini, ya afirmó  que «el nombramiento aumenta las sospechas de que este puesto de nueva creación no se limitará a la investigación de la violencia contra las personas que se identifican como lesbianas, gais o transgénero sino que más bien será utilizado para promover una agenda amplia de derechos sexuales».

Finalmente, el perfil de la persona elegida confirmaba estas sospechas. En la reñida votación de la Comisión de Derechos Humanos (23 votos a favor, 18 en contra y seis abstenciones) se eligió el nombre del responsable, el abogado tailandés Vitit Muntarbhorn, un homosexualista que fue uno de los principales autores de los Principios de Yogyakarta, un documento clave para el lobby LGTBI en el que se exige que el derecho internacional obligue a implantar derechos especiales a este colectivo aunque para ello haya que socavar otros como el de la libertad de expresión y de religión.

Vitit Mumtarbhorn, un activista proLGTB fue la persona elegida por la ONU para el cargo

África no se resigna a ser colonizada

Los países africanos no han querido resignarse y aceptar esta imposición. Para ello, la pasada semana el Grupo Africano, que engloba a los 54 países del continente, presentó una resolución que cuestiona la legalidad de la decisión tomada por la Comisión de Derechos Humanos para crear esta especie de figura de comisario para los LGTBI.

No sólo los africanos se mostraron en contra sino también países de mayoría musulmana y potencias influyentes como Rusia, China o India.

Tal y como recoge C-Famel grupo de países africanos dijo estar «perturbado» por el bombardeo incesante de un enfoque centrado en «comportamientos e intereses sexuales» y ha pedido éstos que no se vinculen a las normas sobre derechos humanos.

El embajador de Botsuana dijo durante la presentación de esta resolución que «el Grupo Africano está muy preocupado por los intentos de introducir e imponer nuevas nociones y conceptos que no están acordados internacionalmente».

Por todo ello, el continente africano ha pedido que se suspenda temporalmente tanto el nombramiento de Vitit Muntarbhorn como la creación del puesto en sí hasta que se produzca un diálogo profundo sobre la legitimidad de dicho puesto en la ONU.

Reacción de Occidente contra la posición de África

Las reacciones de los países que defienden la ideología de género han sido rápidas y unánimes en sus críticas a los estados africanos. Como era de esperar, la diplomacia estadounidense fue de las primeras en manifestarse y dijo estar «profundamente preocupada» por la propuesta africana ya que reabrir la decisión de la Comisión de Derechos Humanos sería, a su juicio, «sentar un precedente muy peligroso».

En la misma línea se manifestó Reino Unido, afirmando que la propuesta supone un ataque al Consejo por lo que su país luchará para que se mantenga este experto para temas LGTB.

También países latinoamericanos como Chile, Costa Rica o Brasil criticaron la postura de África tildándola de «inapropiada» y de debilitar la protección de cualquier de estos colectivos.

El cardenal Sarah es actualmente uno de los africanos más influyentes en la Iglesia Católica

«África salvará la familia»

Sin embargo, África ha decidido no sucumbir ni dejarse colonizar por estas ideologías pese a las molestias y problemas que esto les está ocasionando y les ocasionará. Ya lo dijo el año pasado el prefecto para la Congregación para el Culto Divino, el guineano Robert Sarah:

«Confío absolutamente en la cultura africana; confío absolutamente en la fe de África y estoy seguro de que África salvará a la familia, que África salvará a la Iglesia. Así como África salvó a la Sagrada Familia también, ahora, en esta época moderna, salvará la familia humana».

Así funciona la diplomacia de los EEUU de Obama

África está respondiendo a esta petición aunque no lo tendrá nada fácil pues las presiones serán enormes. Y para saber cómo se las gasta la diplomacia del hasta ahora presidente Obama vale con el testimonio de la embajadora de su país ante la ONU, Samantha Power.

En un acto con Human Rights Campaign, el mayor lobby gay de Estados Unidos, la embajadora les explicaba entusiasmada cómo actuaba la diplomacia para imponer los temas LGTB al resto de países. Esto decía:

Samantha Power es además de embajadora una de las personas más cercanas a Obama

«Utilizamos todos los componentes a nuestro alcance. Los embajadores estadounidenses de todo el mundo se pusieron a trabajar a toda máquina. Exigimos el pago de deudas. E incluso cuando sospechábamos que habíamos pasado a tener la mayoría de votos seguimos trabajando. Y cuando los países no respondían nuestras llamadas, los acorralábamos en el Salón de la Asamblea General, en el Consejo de Seguridad o incluso en los baños».

Se prevé que la resolución de los países africanos se vote antes de que acabe el mes de noviembre y estos países más algunos otros prometen dar guerra. Para entonces, Donald Trump todavía no habrá tomado posesión de su cargo, lo hará a finales de enero, por lo que este será el colofón de la administración Obama, este será su legado.





terça-feira, 15 de novembro de 2016


Rapaz ou rapariga: uma escolha?




Cláudia Sebastião

«Já sabem se é menino ou menina?», é a pergunta mais ouvida por casais à espera de bebé. O enxoval, o nome e o quarto do bebé são preparados a partir daí. Mais tarde, começarão as perguntas sobre as diferenças entre meninas e meninos. Agora imagine que não respondia ou que dizia: «Teres pipi não significa que sejas menina. Podes decidir mais tarde.»

Diogo Costa Gonçalves é professor auxiliar da Faculdade de Direito de Lisboa. Em 2003, foi consultor da Conferência Episcopal para uma carta pastoral sobre a ideologia de género. À FAMÍLIA CRISTÃ faz questão de dizer que o termo não significa igualdade de direitos entre homens e mulheres. Então o que é?

Diogo Costa Gonçalves explica tratar-se de uma estrutura de pensamento antropológica cuja característica fundamental é «entender a masculinidade e a feminilidade como produtos puramente culturais, sendo absolutamente indiferente a realidade genital ou cromossomática com que as pessoas nascem; defende que a identidade sexual é produzida por um contexto cultural patriarcal e machista que visa subjugar a mulher». Ou seja, ninguém nasce homem ou mulher, torna-se homem ou mulher pela educação e pela cultura. Assim, o objectivo da ideologia de género é ter uma sociedade sem sexos.

Para isso, desde os primeiros anos é preciso promover a troca de papéis e eliminar as diferenças de comportamento entre meninas e meninos. Maria José Vilaça é psicóloga e afirma que nesta ideologia «tudo aquilo que eu sou passa a ser determinado pela minha preferência sexual e não pelo meu corpo. Há uma espécie de divisão entre aquilo que eu sou e aquilo que o meu corpo é.»

Em Portugal, Diogo Costa Gonçalves explica que o primeiro passo da ideologia de género foi dado na lei do divórcio sem culpa. Ou melhor, numa das epígrafes do registo civil. «O que era ‘poder paternal’ passou a chamar-se ‘poder parental’. Foi uma manipulação de linguagem importante porque o termo ‘paternidade’ está muito relacionado com a geração biológica. Era preciso desconstruir socialmente a figura do pai e da mãe.»

«Ideologia de género já está nas escolas»

A Comunidade de Madrid aprovou a Lei contra a LBGT fobia que obriga a integrar a realidade homossexual, bissexual, transexual, transgénero e intersexual nos conteúdos escolares transversais de todas as escolas madrilenas, públicas e privadas.

Diogo Costa Gonçalves tem sete filhos e diz que isso já está a acontecer em Portugal. «A ideologia de género está cá. Os programas de educação sexual são em bom rigor de ideologia de género em todos os graus de ensino. Promove-se a confusão da identidade sexual. Isto é, tenho de descobrir se sou mesmo heterossexual ou não e diz-se que a família é uma construção cultural tão válida como qualquer outra relação.»

Maria José Vilaça concorda e fala da sua experiência: «Hoje, nas escolas, falo com miúdos de 16 ou 17 anos que não tiveram uma namorada e a primeira ideia que têm é: ‘Será que eu sou homossexual ou bissexual?’ Já não lhes passa pela cabeça serem heterossexuais.»

Escolas de Madrid ensinam ideologia de género

Manuel Martínez-Sellés é médico cardiologista em Madrid. Vê a aprovação da lei LGBT «com enorme preocupação». Como investigador, afirma que «a ideologia de género está em total contradição com o conhecimento da ciência sobre a biologia e a realidade física. Infelizmente, esta ideologia já está a transformar escolas em fábricas de crianças sem sexo.»

Arantzazu Perez Grande é professora primária: ensina língua e matemática a crianças de seis anos. Católica, não se pode recusar a aplicar a lei, porque «podemos ser vítimas de sanções económicas ou até, no meu caso, perder o emprego, porque sou funcionária pública». Esta professora é mãe de três crianças. «Claro que me preocupa, porque quero poder dar aos meus filhos a educação e as crenças que eu tenho. Não quero que o Estado lhes diga o que têm de pensar ou no que têm de acreditar.»

Manuel Martínez-Sellés e Maria José Vilaça acrescentam que nos Estados Unidos da América o Colégio de Pediatria publicou um documento intitulado A ideologia de género prejudica as crianças. Nesse documento, os pediatras norte-americanos defendem que «a sexualidade humana é uma característica biológica binária objectiva» e que «ninguém nasce com um género, todos nascemos com um sexo.

Mulheres e homens são diferentes?

Há investigações que comprovam isto mesmo. Independentemente das diferenças culturais, sociais e económicas, homens e mulheres são diferentes. Richard A. Lippa, da Universidade da Califórnia, fez uma investigação sobre preferências profissionais, com 200 mil entrevistas a pessoas de 53 países da Europa, América, África e Ásia. O investigador concluiu que os homens tendem para trabalhos mais técnicos, enquanto as mulheres preferem as ocupações sociais. Acontece em todos os países e continentes. Também o professor Simon Baron-Cohen, do Trinity College da Universidade de Cambridge, autor de Sex differences in human neonatal social perception, constatou que os bebés meninos, com apenas horas de vida, se fixam mais em objectos mecânicos e as bebés meninas dão mais atenção a rostos humanos.

Dicas para os pais

Que podem os pais fazer? Diogo Costa Gonçalves diz que «é preciso criar espírito crítico nos educadores. Nenhum dos nossos pais se sentou connosco a explicar porque é que o casamento é entre um homem e uma mulher. Era dado mais do que adquirido. Neste momento, vou ter de fazer isso com os meus filhos.»

Além disso, socialmente Maria José Vilaça defende que é preciso «tentar não ser influenciado do ponto de vista sentimental, moral e ideológico». Mas, ao mesmo tempo, como acolher os homossexuais? A psicóloga acompanha famílias e pais e salienta que para aceitar o filho não é preciso aceitar a homossexualidade. «Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer.» É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom.»





segunda-feira, 7 de novembro de 2016


500 anos depois, de joelhos diante de Lutero


O Papa Francisco e o pastor luterano Martin Junge assinam uma «Declaração Conjunta».
O heresiarca Lutero definiu, no século XVI, o Papa como
«apóstolo de Satanás» e «anticristo».

Roberto De Mattei

O Concílio de Trento pronunciou um ditame irrevogável sobre a incompatibilidade entre a fé católica e a protestante.

Dizemo-lo com profunda dor. Parece uma nova religião aquela que aflorou em Lund no dia 31 de Outubro, durante o encontro ecuménico entre o Papa Francisco e os representantes da Federação Luterana Mundial. Uma religião em que são claros os pontos de partida, mas obscura e inquietante a linha de chegada.

O slogan que mais ressoou na catedral de Lund foi o da necessidade de um «caminho comum» que leve católicos e luteranos «do conflito à comunhão». Tanto o Papa Francisco quanto o pastor Martin Junge, secretário da Federação Luterana, se referiram nos seus sermões à parábola evangélica da videira e dos ramos. Católicos e luteranos seriam «ramos secos» de uma única árvore que não dá frutos por causa da separação de 1517. Mas ninguém sabe quais seriam esses «frutos». O que católicos e luteranos parecem ter agora em comum é apenas uma situação de profunda crise, ainda que por motivos diferentes.

O luteranismo foi um dos principais factores da secularização da sociedade ocidental e hoje está agonizando pela coerência com que desenvolveu os germes de dissolução que portava dentro de si desde a sua irrupção. Na vanguarda da secularização estiveram os países escandinavos, apresentados por longo tempo como modelo do nosso futuro. Mas a Suécia, depois de ter-se transformado na pátria do multiculturalismo e dos direitos homossexuais, é hoje um país onde apenas 2% dos luteranos são praticantes, enquanto quase 10% da população segue a religião islâmica.

A Igreja católica, pelo contrário, está em crise de autodemolição porque abandonou a sua Tradição para abraçar o processo de secularização do mundo moderno na hora em que este entrava na sua fase final de decomposição. Os luteranos procuram no ecumenismo um sopro de vida, e a Igreja católica não adverte nesse abraço o mau hálito da morte.

«O que nos une é muito mais do que aquilo que nos divide», foi ainda dito na cerimónia de Lund. Mas, o que une católicos e luteranos? Nada, nem sequer o significado do baptismo, o único dos sete sacramentos que os luteranos reconhecem. Para os católicos, o baptismo elimina de facto o pecado original, enquanto para os luteranos ele não pode apagá-lo, porque consideram a natureza humana radicalmente corrupta, e irremovível o pecado. A fórmula de Lutero «peca com força, mas crê com maior força ainda» resume o seu pensamento. O homem é incapaz de praticar o bem e não pode senão pecar e abandonar-se cegamente à misericórdia divina. A vontade corrompida do homem não tendo nenhuma participação nesse acto de fé, no fundo é Deus que decide, de forma arbitrária e inapelável, quem se condena e quem se salva, como deduziu Calvino. Não existe liberdade, mas apenas rigorosa predestinação dos eleitos e dos condenados.

Santo Inácio de Loyola combateu
com muita coragem e eficácia
a heresia luterana
A «Sola Fede» é acompanhada pela «Sola Scriptura». Para os católicos, a Sagrada Escritura e a Tradição são as duas fontes da Revelação divina. Os luteranos eliminam a Tradição porque afirmam que o homem deve ter uma relação directa com Deus, sem a mediação da Igreja. É o princípio do «livre exame» das Escrituras, a partir do qual fluem o individualismo e o relativismo contemporâneos. Este princípio implica a negação do papel da Igreja e do Papa, que Lutero define como «apóstolo de Satanás» e «anticristo». Lutero odiava especialmente o Papa e a Missa católica, que ele queria reduzir a mera comemoração, negando-lhe o carácter de sacrifício e impugnando a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. Mas, para os católicos, a renovação incruenta do sacrifício de Cristo existente na Missa é a fonte principal da graça divina. Trata-se de simples incompreensões e mal-entendidos?

O Papa Francisco declarou em Lund: «Também nós devemos olhar, com amor e honestidade, para o nosso passado e reconhecer o erro e pedir perdão.» E ainda: «Com a mesma honestidade e amor, temos de reconhecer que a nossa divisão se afastava da intuição originária do povo de Deus, cujo anseio é naturalmente estar unido, e, historicamente, foi perpetuada mais por homens do poder deste mundo do que por vontade do povo fiel.» — Quem são esses homens de poder? Os Papas e os santos, que combateram o luteranismo desde o início? A Igreja, que o condenou durante cinco séculos?

O Concílio de Trento pronunciou um ditame irrevogável sobre a incompatibilidade entre a fé católica e a protestante. Não podemos seguir o Papa Francisco por um caminho diferente.