sexta-feira, 1 de maio de 2015


Assine a petição – Dia dos irmãos





Petição «31 Maio – Dia dos Irmãos – Instituição»

À Presidente do Parlamento Português
Ao Presidente do Parlamento Europeu e ao Presidente da Comissão Europeia
À Coordenação do Programa de Família das Nações Unidas

«Se queres ver uma criança feliz, dá-lhe um irmão.
Se queres ver uma criança muito feliz, dá-lhe muitos irmãos.»

A vida vai-se construindo em torno de afectos, acontecimentos, aprendizagens, compromissos, ideias, e tantas outras coisas.

O calendário assinala datas, efemérides, memórias. Por isso se destacam dias especiais, para celebrar o que é mais importante.

Os irmãos são os nossos mais próximos. Crescemos com eles, na família, numa teia de cumplicidades e vivências comuns. O que vivemos entre irmãos é único, irrepetível, molda a nossa vida para sempre.

Por isso se torna tão importante assinalar um dia dedicado aos irmãos, à relação entre irmãos.

É o que propomos. A criação do Dia dos Irmãos. Quer em família, quer socialmente, essa é a maneira de mantermos sempre presente, fortalecermos e festejarmos o que, de tão importante, acontece entre irmãos:

• O crescer juntos.
• As aventuras.
• As descobertas.
• A solidariedade.
• A proximidade.
• A cumplicidade.
• A identidade que é diferença.
• A diversidade.
• A entreajuda, a cooperação e a divisão de tarefas.
• A alegria e a tristeza.
• As emoções, boas e más.
• A tolerância.
• A reconciliação.
• A partilha.
• As histórias, raízes e memória.

Quem tem a felicidade de ter irmãos, conhece bem o significado desta pertença.

O recentemente falecido fundador e presidente da APFN – Associação Portuguesa das Famílias Numerosas e também fundador e presidente da ELFAC – Confederação Europeia de Famílias Numerosas é autor de uma frase que marca o espírito desta iniciativa e celebração: «Se queres ver uma criança feliz, dá-lhe um irmão. Se queres ver uma criança muito feliz, dá-lhe muitos irmãos.»

O mundo em que vivemos parece esquecer ou desvalorizar esta verdade. A instituição do Dia dos Irmãos pretende assinalar o que de mais feliz podemos ser: irmãos.

Propomos o dia 31 de Maio para Dia dos Irmãos.

Porquê?

Um Dia dos Irmãos é uma festa familiar por excelência – é uma calorosa celebração familiar na sua horizontalidade e, no sentido exacto da palavra, fraternidade. Ora, o mês de Maio é um mês onde se assinalam algumas celebrações familiares, como o Dia da Mãe (em Portugal, no 1.º Domingo de Maio) e o Dia Internacional da Família, declarado e instituído a 15 de Maio por uma deliberação da Assembleia Geral das Nações Unidas em 1992.

Encerrar o mês, no dia 31 de Maio, com a festa do Dia dos Irmãos é fechar o mês com chave de ouro, exaltando uma das mais fortes relações de geração e sustentação familiares.

Por outro lado, no dia seguinte, a 1 de Junho, festeja-se em muitos países, como em Portugal, o Dia Mundial da Criança. Ora, a celebração, na véspera, do Dia dos Irmãos proporciona, por coincidência, uma sequência bem feliz e inspiradora à luz da frase emblema do dia:

«Se queres ver uma criança feliz, dá-lhe um irmão.
Se queres ver uma criança muito feliz, dá-lhe muitos irmãos.»

É como se, colectivamente, na véspera do dia das crianças, lhes assinalássemos a felicidade de terem ou virem a ter irmãos.

Além do valor social da celebração da fraternidade e da solidariedade familiar, a instituição desta data tem ainda um valor cívico acrescido num tempo tanto em Portugal, como na Europa a sociedade e os cidadãos despertam cada vez mais para a crise e o problema da natalidade.

Assim, os subscritores da presente petição apelam para que delibere o seguinte:

É INSTITUÍDA A CELEBRAÇÃO DO DIA DOS IRMÃOS, QUE SE COMEMORA ANUALMENTE EM 31 DE MAIO.


Lisboa, 27 de Maio de 2014


http://www.diadosirmaos.org/peticao.php






sexta-feira, 24 de abril de 2015


Em 2020 não será possível fumar

em nenhum estabelecimento público



Segundo proposta de lei do conselho de ministros, em 2020 não será possível fumar em nenhum estabelecimento público fechado. Eis o excerto do comunicado do conselho de ministros sobre esta medida:

O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei para a protecção dos cidadãos à exposição involuntária ao fumo do tabaco e para a redução da procura relacionada com a dependência, bem como para a cessação do seu consumo, reforçando a informação disponível para os consumidores.

São transpostas duas directivas da União Europeia, uma relativa à aproximação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros no que respeita ao fabrico, apresentação e venda de produtos do tabaco e produtos afins e uma segunda directiva que estabelece a biblioteca de advertências ilustradas a utilizar em produtos do tabaco.

É determinada a proibição de fumar nas áreas com serviço em todos os estabelecimentos de restauração e de bebidas, incluindo nos recintos de diversão, nos casinos, bingos, salas de jogo e outro tipo de recintos destinados a espectáculos de natureza não artística, sendo esta proibição também aplicada à utilização de cigarros electrónicos com nicotina.

A fim de salvaguardar investimentos já realizados, institui-se um período transitório, até final de 2020, para a entrada em vigor da proibição total de fumar nos estabelecimentos de restauração ou bebidas que já tenham espaços destinados a fumadores, nos moldes da legislação anterior.

A proposta de lei agora aprovada institui a obrigatoriedade de existência de respostas no Serviço Nacional de Saúde de apoio às pessoas fumadoras que necessitem de apoio para deixar de fumar.





quinta-feira, 23 de abril de 2015


Menores de idade passam a estar isentos

de taxas moderadoras


O Decreto-Lei n.º 61/2015 vem estabelecer que todos os menores de idade passam a estar isentos de taxas moderadoras. Segundo o legislador, desta forma, reconhece (e resolve) uma falha de coerência entre a obrigação de consultas médicas dos menores no Sistema Nacional de Saúde aos 12 ou 13 e dos 15 até aos 18 que em 2013 foram definidas no Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil e a obrigatoriedade de pagamento de taxas moderadoras para alguns dos jovens implicados.

Lê-se no preâmbulo que «É neste contexto que se considera justificado alargar a isenção do pagamento das taxas moderadoras a todos os menores de idade, como forma de promover a saúde junto daqueles que têm mais a ganhar em adoptar hábitos saudáveis, e de garantir a eliminação de quaisquer constrangimentos financeiros no seu acesso aos serviços de saúde assegurados pelo SNS, tanto mais que a decisão de recorrer ou não aos cuidados de saúde não depende unicamente dos menores.»





quarta-feira, 22 de abril de 2015


1 semana depois, a Câmara Municipal do Barreiro

continua surda, cega e mouca?


Em defesa de uma jovem deficiente,
aqui fica a minha intervenção feita


em 15-04-2015  (ver a partir da 1h 31m)



Próxima sexta-feira



Sexta-feira é o dia mundial do cancro

Agradeço que reencaminhes 93% não o fará!!!


O único pedido é que mantenhas isto a circular, ainda que só seja para uma pessoa mais.

Pela memória de alguém que conheças que foi vencido pelo cancro ou que ainda vive com ele.

Uma vela não perde nada quando acende outra vela.

Por favor mantém esta vela acesa!!!!!!!!!


sexta-feira, 17 de abril de 2015


Problemas físicos da pílula contraceptiva

Uma pró-escolha que defende os métodos naturais


Howard Kainz

(Extractos)

Na introdução ao seu livro «Sweetening the Pill» [Dourar a Pílula], Holly Grigg-Spall deixa claro que é pró-aborto, em termos políticos, e não tem qualquer objecção aos vários métodos de contraceptivos de barreira – como preservativos, diafragmas, espermicidas etc. Todavia, encabeça um movimento contra a pílula contraceptiva e seus derivados (Injecções Depo-Provera, Implantes Nexplanon, anéis vaginais NuvaRing, o DIU hormonal Mirena, etc.) e fá-lo não só com o seu livro, mas com o seu site, entrevistas e um documentário que deve estrear em 2016.

Qual será a sua razão para contrariar assim, de forma tão evidente, a doutrina da Planned Parenthood, da Fundação Bill e Melinda Gates, agências americanas e da ONU e outros que promovem as mais modernas tecnologias de contracepção em todo o mundo?

Ela menciona os riscos para a integridade física, raramente abordados pelos principais meios de comunicação – o facto de a pílula contraceptiva aumentar significativamente o risco de doença cardíaca e de cancro cervical, do peito e do fígado; o facto de os contraceptivos orais serem classificados pela Organização Mundial da Saúde como cancerígenos de classe 1, a par do tabaco e do amianto; que a injecção Depo-Provera vem com um aviso de que é prejudicial para a saúde óssea de adolescentes, e por aí fora.

Mas a sua principal preocupação tem a ver com os efeitos mentais e emocionais da pílula. Cita um estudo de 1998 da universidade da Carolina do Norte, um estudo de 2001 do Kinsey Institute, outro da universidade Monash, de 2005 e um de 2008 da universidade Lakehead que mostram, todas, um impacto negativo dos contraceptivos hormonais sobre o bem-estar emocional.

As pílulas contraceptivas são usadas como tratamento alternativo para problemas físicos como hemorragias fortes, períodos irregulares, dores menstruais, endometriose e síndrome do ovário policístico. Mas, pergunta, porque é que mulheres perfeitamente saudáveis hão-de começar a tomar medicamentos, muitas vezes desde a adolescência até à menopausa, que tem inúmeros efeitos secundários – para a tiróide, adrenalina, glicose no sangue, níveis de testosterona, etc?

Basicamente, a pílula funciona recorrendo a hormonas artificiais para colocar mulheres férteis num estado em que acabarão por nunca ovular (apesar das hemorragias de privação que acompanham muitos medicamentos) e que por isso serão sujeitas às alterações fisiológicas comuns às mulheres em menopausa – infertilidade, risco acrescido de AVC e cancro da mama, resistência à insulina, imunossupressão e decréscimo da libido, etc.

Por outras palavras, estamos a assistir a um fenómeno estranho em que vemos as mulheres a serem cuidadosas com o que comem, com o exercício, vida saudável e a optarem frequentemente por um estilo de vida «natural» – mas que de resto escolhem tomar comprimidos que utilizam hormonas para impedir toda a forma de menstruação, contribuindo para a contaminação das águas e desregulando a sua própria fisiologia.

A motivação invocada para suportar tudo isto é, claro, o medo da gravidez. Holly Grigg-Spall, que usou contraceptivos hormonais desde a adolescência quase até aos 30, descreve da seguinte forma a sua experiência: enxaquecas, hemorragias e náuseas constantes e mudanças frequentes de receitas, mas nunca quis parar porque: «Estava aterrorizada pela ideia de engravidar».

As pressões nos nossos dias são enormes – pais aterrorizados com a ideia de que as suas filhas adolescentes possam vir a ser «punidas» com uma gravidez; médicos (incluindo pediatras) querendo assegurar a «saúde» das suas pacientes; uma economia moderna que precisa que as mulheres estejam disponíveis para trabalhar sem o fardo de «assuntos femininos», isto para não falar de homens que querem que as suas mulheres ou namoradas estejam constantemente disponíveis para ter relações sexuais.


Mesmo as mulheres que estão a sentir os efeitos secundários negativos da pílula hesitam em parar por causa dos aspectos «bons». As adolescentes que usam contraceptivos descobrem não só que as menstruações mais pesadas acabam, mas que a acne começa a desaparecer e o cabelo fica menos oleoso. Continuando pelos anos 20 e 30, como diz Holly Grigg-Spall: «Deixamos de ter períodos chatos, podemos ter a pele mais limpa, somos mais magras, temos peitos maiores e, supostamente, livramo-nos da TPM maçadora».

Deixar de tomar a pílula também pode resultar em sintomas de ressaca, comparáveis ao abandono de outras drogas – insónias, irritabilidade, etc. E as mulheres que querem engravidar podem descobrir que leva vários meses até começarem a ovular normalmente depois de vários anos a tomar a pílula. Mas para as mulheres que decidem que querem deixar de viver como homens, sem períodos, em menopausa perpétua (e com vários dos sintomas da menopausa), o abandono pode abrir novas vias de oportunidade.






7 hábitos das pessoas

que têm consideração pelo próximo


Martin Ewert

«Tratar os outros com consideração fará com que você e os seus filhos avancem mais na vida do que qualquer diploma universitário ou profissional.» – Marian Wright Edelman

A célebre activista americana, Edelman não só dedicou a sua vida à luta pelos direitos das crianças necessitadas como defendia a consideração em relação aos outros. Tratar as outras pessoas com consideração, uma das raízes da bondade pura, é algo que pode assumir muitas formas. Quer elogie alguém pensando unicamente no bem-estar da outra pessoa, quer compartilhe o que possui sem esperar nada em troca, é um senso de civilidade que o leva a agir com consideração.

Abdulla M. Abdulhalim, candidato a Ph.D. em pesquisas dos serviços de saúde farmacêuticos na universidade de Maryland, teve uma bolsa da reitoria da universidade em 2012. Ao lado de seis outros estudantes seleccionados para a bolsa, ele examinou a questão da civilidade, de agir com consideração, porque as duas coisas são importantes e como a universidade pode ajudar a incentivá-las na sociedade como um todo.

«Gostamos de definições simples», Abdulhalim disse ao Huffington Post. «A civilidade é na realidade um termo mais amplo, comparado à consideração. A civilidade significa simplesmente ser gentil e não é apenas uma atitude de benevolência, gentileza e relacionar-se com outros indivíduos. Ela também implica um interesse activo no bem-estar das comunidades e até com a saúde do planeta. Para actuar com civilidade, é necessário fazer um esforço real. E agir com consideração faz parte desse esforço.»

Agir com consideração de modo passivo pode nascer da nossa natureza subconsciente, mais que dos nossos actos intencionais. Mas isso não quer dizer que não possamos fazer um pequeno esforço para termos mais consideração com as pessoas e o mundo que nos cercam.


Veja aqui sete hábitos que diferenciam as pessoas
que agem com consideração e civilidade.


1 – Praticam a empatia

«Seja gentil, porque cada homem trava uma batalha árdua.»
Reverendo John Watson (também conhecido como Ian MacLaren)

Uma coisa é ter um senso de empatia e outra coisa é colocá-lo em acção. As pessoas que tratam os outros com consideração não apenas são capazes de colocar-se na posição do outro, como escolhem activamente olhar para o mundo exterior. O seu senso de compaixão pelos outros leva-as a ligar-se com os outros, e essa troca altruísta dá-lhes alegria e satisfação pessoal.

«Acho que quando alguém não age dessa maneira, o seu comportamento parece realmente egoísta», disse Abdulhalim. «Ninguém pode entender o ponto de vista do outro se não segurar na mão da outra pessoa e pensar como é que ela percebe o mundo.»

2 – Sorriem com frequência

Acredite se quiser, quando escolhe sorrir, isso tem um impacto importante sobre como os outros sentem a sua presença, além de ter um impacto sobre o seu próprio estado de humor. De acordo com Abdulhalim, o corpo usa 42 músculos pequenos para sorrir. Franzir o semblante é mais fácil. Faça o esforço de sorrir, pelo impacto positivo que isso tem sobre as pessoas que o cercam.

Abdulhalim sugere criar um lembrete para si próprio. «Por exemplo, na entrada do meu prédio há uma faixa grande que diz 'civilidade, poder'. Podem ser frases diferentes para me lembrar de sorrir para um desconhecido, abrir a porta para alguém que não conheço ou deixar a pessoa entrar no elevador antes de mim. Também ajuda a treinar sozinho. Se se olhar ao espelho, fechando a cara ou sorrindo, verá que a diferença é enorme. As pessoas não sabem a aparência que têm quando fazem cara feia ou abrem um sorriso simpático.»

3 – Consideram as necessidades dos outros

Quando se sintonizar com o seu senso de empatia e levar em conta o que sentem as pessoas que o cercam, opte por agir com base nisso. Perguntar simplesmente a uma pessoa como está pode fazer maravilhas pelo seu estado de ânimo e pela sua autoestima.

«Quando entra no elevador e tem dez segundos para causar uma boa impressão ou simplesmente ficar quieto, olhando o seu telemóvel, pode perguntar simplesmente 'como está sendo o seu dia?', só para ser simpático. Isso é ter consideração», disse Abdulhalim. «Vamos falar a verdade, quer mesmo saber como está sendo o dia da pessoa? Isso vai fazer alguma diferença para a sua vida? Especialmente se não conhece a pessoa. Só faz a pergunta porque quer fazer com que a pessoa que está à sua frente se sinta valorizada. E é essa finalidade de ter consideração nessa situação: não é o conteúdo da resposta, é a intenção.»

4 – Têm bons modos

«A boa educação significa ter consciência sensível dos sentimentos dos outros. Se tem essa consciência, tem bons modos, não importa qual o garfo que usa.» Emily Post, especialista em etiqueta.

Ter bons modos não se limita a dizer «por favor», «obrigado» e «não tem de quê». A boa educação requer que reconheça os sentimentos da outra pessoa e aja de acordo com isso. Siga a regra de ouro e trate os outros como gostaria que o tratassem. Por exemplo, sendo pontual (respeitando o tempo do outro), não falando mais alto que os outros (exercitando o autocontrole) e ouvindo activamente o que os outros têm a dizer.

«Não é possível ter consideração se realmente não ouve», disse Abdulhalim. «É preciso atenção, captar informações e até repeti-las para si próprio, para então dar um retorno baseado na lógica real. Ouça, processe e então aja segundo a lógica, transmitindo essa lógica pela empatia. Então a resposta deve aparecer com lógica, mas com cortesia.»

5 – Privilegiam os outros… às vezes

«Aquele que não trata de si mesmo com consideração raramente o faz com outros.» David Seabury

O altruísmo pode ser uma faca de dois gumes para quem tem consideração. Privilegiar as necessidades dos outros deixa as pessoas felizes e gera um sentimento de realização para nós, mas frequentemente perdemos a capacidade de primeiro cuidar de nós mesmos, quando é preciso, e de dizer «não». Mas encontrar um ponto de equilíbrio é tão importante quanto agir com consideração – se não, podemos cair na armadilha de apenas tentar agradar aos outros, o que leva a uma queda na nossa própria produtividade, segundo Abdulhalim.

«É difícil», ele explicou. «Mas praticar o 'não' em situações menores ajuda-lo-á a dizer 'não' em situações mais importantes. É importante praticar. O ideal é saber quando ter consideração com os outros e quando ter consideração consigo próprio.»

«É difícil», ele explicou. «Mas praticar o 'não' em situações menores ajudá-lo-á a dizer 'não' em situações mais importantes. É importante praticar. O ideal é saber quando ter consideração com os outros e quando ter consideração consigo próprio.»

6 – São pacientes, mesmo quando não estão com vontade

A paciência está longe de ser uma característica passiva. Pode ser difícil de a praticar, especialmente quando estamos nervosos, sobrecarregados e cercados de impaciência por todos os lados. Mas isso é mais ainda uma razão para nos motivar.

«Muitas pessoas que conheci que são muito gentis e atenciosas diziam 'porque  devo tratar os outros com atenção quando 95% do tempo termino em último lugar?'» Abdulhalim comentou. «Concordo com a lógica, mas nunca perde por tratar os outros com consideração. Depende de como encara o problema. Digamos que é cortês com alguém e a pessoa não reage na mesma moeda. Porque não usar isso como motivação para dar um exemplo, mostrando como a civilidade é realmente importante para todos? É uma questão de ser uma influência positiva. Se exerce influência positiva, tem a motivação para ser melhor e influenciar os outros de maneira positiva.»

7 – Pedem desculpas, mas apenas quando há razão para isso

Algumas pessoas pedem desculpas a toda hora, com medo de ofender os outros a cada momento. Outras nunca o fazem, transmitindo uma impressão de serem grosseiras e insensíveis. Como é o caso do esforço das pessoas gentis para agradar às pessoas, os pedidos de desculpas devem ser equilibrados.

«'Perdão' ou 'sinto muito' quer dizer que lamenta um acto que cometeu», diz Abdulhalim. «Ser gentil implica pedir desculpas quando errou e quando pensa que errou. Mas, se tenta agradar a todos ou pede desculpas demais, só vai prejudicar-se. As pessoas que tentam agradar a todos geralmente são menos produtivas, porque, mesmo que não tenham tempo, procuram encontrar tempo para ajudar os outros. Ao saber que está sempre disponível voltam a procurá-lo sempre.»


Por Alena Hall- The Huffington Post - Via: CONTIoutra.com

Martin Ewert | 03/03/2015 at 9:25 | Categories: Bondade, Civilidade

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sexta-feira, 10 de abril de 2015


Educar os sentimentos


Pe. Rodrigo Lynce de Faria

«Mãe, acabas de ferir os meus sentimentos!» ― frase pronunciada por um rapaz de 10 anos quando a mãe lhe pediu o favor de apagar o televisor e ir para a cama. Também uma psicóloga, recentemente, dava um conselho aos jovens num artigo de um jornal: «Se notas que sentes algo especial, não tenhas medo, liberta-te de tabus, corre para os seus braços e entrega-te totalmente. Só assim a tua vida será sincera e sem hipocrisias».

Reparem no pormenor: «sentir algo especial» é suficiente para justificar qualquer comportamento. E a sinceridade já não tem nenhuma relação com a verdade. Ser sincero, segundo a psicóloga, é sentir algo especial e não reprimir esse sentimento.

Ideia importante: os sentimentos são uma poderosa realidade humana, tanto para o bem, como para o mal. Não têm peso ― mas pesam muito na decisão de actuar de todos nós. Por isso, precisam de ser «educados». Isto é especialmente importante para os jovens, que vivem imersos numa cultura que exalta os sentimentos como o grande critério de verdade e autenticidade.

Os sentimentos em si são bons porque fazem parte da condição humana. Garantem a ligação entre a vida sensível e a vida do espírito, uma vez que somos compostos de corpo e alma. No entanto, não podem ser nunca o critério último da decisão de actuar. Porque não sentimos somente ― também pensamos! E actuar só porque se sente não é actuar de um modo plenamente humano.

Necessitamos educar os sentimentos para que nos facilitem a realização do bem e a procura da verdadeira felicidade. Não os educar é correr o risco de ficarmos escravos deles. Deixamos de ser nós a decidir o que é bom fazer ou evitar. Passam a ser eles a indicar-nos caprichosamente o caminho a seguir.





terça-feira, 7 de abril de 2015


Sabe qual a diferença entre os números

de telefone começados por 800, 808 e 707 ?


Número Verde (800): chamadas totalmente gratuitas… use e abuse!

Número Azul (808): custo de chamada local.

Número Único (707): um roubo…: chamada de valor acrescentado cujo custo é totalmente suportado por quem telefona.


Alguns exemplos a pagar (a roubar!)…

Reservar bilhetes de cinema na ZON Lusomundo: 707 246 362

Serviço de apoio ao cliente SAPO ADSL: 707 22 72 76

Linha de Apoio do Portal do Cidadão: 707 24 11 07

Linha de Apoio das Finanças: 707 206 707

Linha de Apoio dos CTT: 707 26 26 26










O último filho


Inês Teotónio Pereira, ionline, 4 de Abril de 2015

O meu último filho não tem medo de nada e só chora para reclamar direitos, colo, comida e menos regras. O seu choro é uma ordem. Comanda os irmãos e os pais apenas com o som do choro

Não interessa se é o primeiro, o segundo ou o terceiro. Aquilo que o marca é ser o último. Depois dele não há mais nenhum e o espaço que ele ocupa é ilimitado. Na tabela dos nascimentos o lugar cimeiro é o último. O último podia não ter nascido visto que não há mais ninguém depois dele. E esse vazio é o que faz dele uma relíquia, a última obra de arte.

Por ser o mais novo ou o único nasce para receber. Apenas isso. Por isso o último é mimado. Tem de ser mimado. Ele só dá se quiser porque ninguém lhe pede nada. Chega ter nascido. Será sempre o mais novo, o mais frágil e aquele que tem de ser sempre protegido. Pode ser forte, esperto, desenrascado, independente, seguro, bonito, ser grande e barrigudo, que isso não interessa nada. Será sempre um bebé desprotegido. Até pode ter bigode que será sempre assim, feito de porcelana da China dos pés à cabeça.

Os últimos são mimados por muita gente, incluindo os irmãos, ou principalmente pelos irmãos. E é isso que os torna invencíveis. O mundo não lhes mete medo porque entram nele com um exército altamente preparado ao seu serviço. Exclusivamente ao seu serviço. Os últimos têm tudo: o que precisam e o que não precisam. Têm atenção, têm mimo, têm quereres e têm o mundo a seus pés. São príncipes de um metro com poderes de imperadores. Nunca são malcriados; em vez disso são reguilas ou atrevidos. Também não são caprichosos, têm é muita personalidade. Raramente lhes chamam egoístas ou embirrentos; diz-se carinhosamente que têm o «seu feitio». Aos últimos não se culpa, desculpa-se.

O meu último filho não tem medo de nada e só chora para reclamar mais direitos, mais colo, mais comida ou menos regras. E o seu choro é uma ordem. Comanda os irmãos e os pais apenas com o som do choro. Ninguém aguenta ouvi-lo chorar, ninguém resiste ao seu beicinho e todos temos a missão de o deseducar. Todos o queremos deseducar pegando-lhe ao colo quando cai, abraçá-lo quando se entala numa porta ou mimá-lo quando se assusta porque partiu um prato. Também ninguém o condena quando ele despeja um balde de água suja no chão da cozinha ou quando entra sorrateiramente na casa de banho para lavar as mãos na retrete. Pelo contrário: tudo isto são gracinhas. A única coisa que se ambiciona é que ele encoste a cabecinha no nosso ombro. Nada mais.

O meu último filho tem como brincadeira favorita empoleirar-se em cima das mesas ou das escadas e ficar à espera que alguém o vá buscar. E ali fica, a rir e à espera do seu salvador no alto da sua segurança. Ele sabe que não cai porque haverá alguém para o segurar. E há. Há sempre alguém que lhe procura a chucha quando ele a perde, que o leva à rua a passear, que apanha as bolas que ele atira, que põe a tocar as suas músicas preferidas, que lhe ensina novas gracinhas ou que joga à apanhada com ele. Tem um ano e meio e com um ano meio já sabe mais das fragilidades da natureza humana e de chantagem emocional que muitos pais ou avós.

É por isso que o meu último filho é insuportável. Nenhum dos meus outros filhos foi tão insuportável como este. Mas ninguém se importa. Basta que ele sorria, faça mais uma gracinha ou dê um abraço para que tudo o resto deixe de ter importância. Ainda por cima faz uma covinha na bochecha esquerda e ri-se com os olhos. Sim, o meu último filho é insuportável, mas se eu soubesse o que sei hoje tinha educado todos os meus filhos como se fossem os últimos: sem stresse e sem a ânsia de os educar.





quinta-feira, 2 de abril de 2015


13 atitudes de elegância na vida em sociedade



Ao não invocarem aplausos ou compensações imediatas, esses actos de virtudes gratuitos, corriqueiros e discretos são um meio seguro de desenvolver o próprio carácter, melhorar a vida em sociedade e podem até transformar os «caminhos da terra em caminhos divinos.» Veja aqui 13 dessas atitudes e veja se lhe falta ainda alguma por desenvolver.

1 – Bondade para perdoar os defeitos dos outros mesmo não recebendo o mesmo perdão ou a mesma consideração dos outros.

2 – Discrição para não observar, demorar-se e comentar os defeitos dos outros, mesmo os mais evidentes.

3 – Um pouco de empatia com os mais tristes para diminuir-lhes a rejeição.

4 – Saber aproveitar os momentos alegres: criando-os, dando-lhes prosseguimento ou aumentando-os santamente é claro. Histeria por piadas ou consumismos não é a verdadeira alegria.

5 – Agilidade mental para acompanhar as ideias dos amigos retornando-lhes com achegas, comentários ou atenção que os edifique, eduque, os acompanhe, etc.. Que o mesmo não aconteça connosco. Ter a generosidade de aplaudir as ideias de outras pessoas sem ter inveja e alegrar-se por isso é uma qualidade raríssima.

6 – Solicitude que vê a necessidade do outro e as antecipa para evitar constrangimentos e procura de qualquer modo, poupar o amigo de sentimentos que o embaraçariam ou de ter que pedir algo difícil ou humilhante.

7 – Compreender que quem dá está em posição de superioridade e isso pode constranger e, portanto, a caridade faz-se sempre de forma discreta.

8 – Generosidade do coração que nos torna sempre prontos e disponíveis para fazermos mais do que o que estaríamos obrigados a fazer. Inclusive no que se refere a essas pequenas coisas quotidianas. Ou seja, a pessoa virtuosa, mesmo tendo cumprido o seu dever procura fazer mais.

9 – Uma tranquila afabilidade que atente bem os inconvenientes sem mostrar-se aborrecido.

10 – Uma pessoa educada e virtuosa instrui os ignorantes e os desavisados sem críticas ou reprovações ríspidas ou agressivas. E não deixa de dar um aviso a um amigo sobre coisas que – se no momento não parecem importantes – podem vir a sê-lo no futuro. Como são os modos que escandalosos inicialmente a pretexto de serem «engraçados», e que se vão tornando vulgares e depois permissivos e até perigosos. Ou essas amizades que se iniciam em boleias do trabalho ou inocentes conversas, mas que podem levar a adultério, etc. Avise sempre: seja perseverante, ramela no olho, ou o modo de vestir, ou comportamento inapropriado para o trabalho, e ou o cargo ou condição social da pessoa. Quem avisa amigo é.

11 – Mostra boas maneiras, mas não como quem consome produtos caros para se distinguir dos demais, nem como quem aprende a dissimulação dos que se consideram superiores ou fazem da vida malabarismos sociais, mas porque compreende que as boas maneiras podem ser a nossa primeira expressão da caridade. Tendo modos cristãos tendemos a ter o amor e a caridade de Cristo.

12 – Não exigir de alguém que estragou o seu trabalho ou o perturbou é também divino. Perdoar uma grande ofensa é divino, mas pode gerar admiração e assim teve a sua paga. Já o perdão quotidiano desses pequenos inconvenientes que os outros nos trazem, seja pelo seu modo de ser ou por defeitos que nos incomodam quando é arrumado contribui muito para a não poluição dos relacionamentos em sociedade. É por isso que o perdão das pequenas coisas pode tornar-se ainda mais santificador: pela frequência e porque ao não gerar admiração humana são ainda mais forjadores de um carácter generoso.

13 – Manter o domínio sobre si mesmo é hoje uma das acções mais edificantes que podemos praticar: não à dependência do celular, da internet, das drogas, da bebida, do aplauso, da compensação gastronómica, etc. Afinal é o egoísmo, esse amor desordenado por nós mesmos, que nos faz procurar a última moda. E essa busca de si mesmo desenfreada é uma forma de bestialização, de redução de si mesmo. Ser humano é ter domínio de sí mesmo e escolher o que se é, e não seguir qualquer constrangimento.





quinta-feira, 26 de março de 2015


Testemunho de bebé

que faleceu minutos após o seu nascimento

salva vidas das garras do aborto



Apesar de ter vivido apenas alguns minutos após o seu nascimento, por não ter  24 semanas de gravidez, o testemunho do pequeno Walter Fretz comoveu o mundo e conseguiu até salvar vidas das garras do aborto.

Walter nasceu de forma prematura às 19 semanas de gravidez, em 14 de Junho de 2013, no hospital de Kokomo em Indiana (Estados Unidos).

A sua mãe, Lexi, fotógrafa profissional, divulgou na internet as imagens com o seu bebé, com a esperança de que «algo de bom pudesse acontecer».

«Rezo para que o Senhor continue usando as fotos de Walter para impressionar muitas pessoas», assegurou numa publicação no seu blog.

Segundo o site Live Action News, entre os diversos testemunhos compartilhados por Lexi Fretz está o de uma mulher que queria abortar por ter sido abandonada pelo seu companheiro, mas depois quando viu as fotos de Walter mudou totalmente de ideias.

A mulher referiu que «fiz a minha primeira ultrassonografia na semana passada e é um menino», mas «esta semana comecei a rezar para perdê-lo ou vou decidir abortar, já que o seu pai fugiu às suas responsabilidades».

«Pedi a Deus hoje que me dê um sinal de que vai estar tudo bem, senão, seguirei adiante e procurarei um aborto amanhã», confessou. Entretanto, «poucas horas depois, vi o link (do blog do Lexi) no Facebook. Comecei a chorar. Mas, o que é mais importante, é que entendi sem dúvida que não posso fazer isto com o meu bebé».

Outra mulher contou-lhe que «acreditava que havia razões para justificar alguns abortos», indicou, mas «agora olhando para o Walter aí deitado sobre o seu peito tenho vergonha das minhas antigas opiniões, e angústia por cada mulher que decide abortar sem entender o valor da vida dentro delas».


Um terceiro testemunho é o de uma mulher que assegurou que «sempre pensei que a escolha da mulher era abortar uma gravidez» devido à falta de compreensão ou de «chegar a acreditar que nesse período a mulher estaria abortando uma massa de células».

«Como eu estava errada! Estou contente por ter compartilhado a sua história e as suas belas fotografias de um tempo tão triste na sua vida, que me educaram».

Outro testemunho apresentado por Lexi é o de uma mulher de 8 meses e 3 semanas de gravidez, que ainda ponderava abortar por não estar actualmente em condições de criar uma criança. A mulher assegura a Lexi que «encarei a minha vida e vi que posso amar este bebé e preparar-me para esta situação, isso é suficiente para mim, ficarei com este bebé e vou levá-lo e guardá-lo para a eternidade».





domingo, 22 de março de 2015


Pai herói


Inês Teotónio Pereira, ionline, 21 de Março de 2015

O meu pai chorava a rir. Caiam-lhe lágrimas pela cara abaixo como só acontece com quem é genuinamente feliz apenas pela graça da vida

Quando o meu pai chegava a casa corríamos todos para ele. Chegava quase sempre com um sorriso que se mantinha apesar do dia, dos problemas, do trânsito ou das chatices que tinha vivido. O meu pai gostava de chegar a casa. E isso, para nós, chegava. Ele gostava de nos ver, de nos abraçar, de nos fazer cócegas e principalmente de abraçar a minha mãe. O meu pai tocava piano fazendo caretas cómicas e também tocava guitarra abstraindo-se do frenesim típico de uma casa com nove filhos. O meu pai só lia o jornal ao fim do dia, sentado na cadeira que era só dele e apesar do barulho da televisão. Só nos mandava calar para ouvir o telejornal e só perdia as estribeiras com a política – muitas vezes, portanto. Também falava muito. Adorava falar, contar histórias e partilhar o que lhe tinha acontecido todos os dias. Nós éramos a sua casa, o seu mundo, a sua vida.

Tive a sorte de crescer assim. Cresci com um pai que trazia amor para casa, boa disposição, emotividade, verdade e sabedoria. Um pai que tinha preocupação de dar e não de receber, que gostava de partilhar e que tinha a preocupação de nos ensinar os valores nos quais acreditava. Ele tinha urgência em partilhar todos os dias ao jantar aquilo que achava importante os filhos aprenderem para um dia escolherem ser aquilo que quisessem. O meu pai não me perguntava pelas notas, não sabia as festas que eu tinha, não opinava sobre as minhas roupas e não me questionava sobre os meus estados de alma. Ao pé do meu pai eu era livre de ser quem era, de estar bem ou mal disposta, sem julgamentos, pressões ou exigências. O meu pai não me exigia resultados, pedia-me esforço, que amasse a vida e que reconhecesse o privilégio da família que tinha. Em troca, tinha-o a ele. Generoso, justo e alegre.

O meu pai chorava a rir. Caiam-lhe lágrimas pela cara abaixo como só acontece com quem é genuinamente feliz apenas pela graça da vida. O meu pai era alegre, era um exemplo de coerência, de trabalho e de grandeza. Também era intolerante. Sim, era muito intolerante: não admitia desonestidades, não admitia injúrias e odiava o sarcasmo. Era genuinamente bom. Não via maldade nos outros (com honrosas excepções em alguns políticos) e facilmente cedia para evitar o conflito, o ódio e a agressividade. Só tinha orgulho dos seus valores e da sua família, em tudo o resto era humilde.

O meu pai nunca conheceu os meus professores, também não me ensinou a andar de bicicleta, não me levava ao médico e não me lembro de me ter lido histórias à noite. Lembro-me que me pedia muitas vezes a opinião para me conhecer melhor e lembro-me que as raras vezes que se zangou comigo foi por coisas sérias que têm a ver com a formação de carácter. O meu pai era o suporte da minha mãe e os dois eram o nosso suporte.

Sei que os pais de hoje são diferentes do meu pai. Aos pais de hoje pede-se que vão à escola às festas dos filhos, que mudem as fraldas dos bebés, que lavem a loiça, que saibam escolher as roupas das filhas e que cozinhem o jantar. Os pais de hoje têm de partilhar funções que dantes eram da exclusividade das mães. O mundo mudou e nessa mudança é obrigatório que os pais também mudem. Não o fazerem é mais do que absurdo, é injusto. Mas o papel fundamental dos pais nem é esse, essa partilha de funções são uma consequência normal de uma realidade diferente. O papel fundamental do pai continua a ser transmitir amor e alegria aos filhos. Com o meu pai não aprendi a andar de bicicleta mas aprendi que numa casa onde se ri alto, onde o pai chora a rir e onde os filhos sabem que é lá que o pai gosta de chegar todos os dias, vive uma família feliz.