sábado, 15 de novembro de 2014


Dia Mundial da Diabetes:

a importância do pequeno almoço


Logo Internacional da Diabetes

Dia Mundial da Diabetes é celebrado anualmente a 14 de Novembro. A comemoração deste dia iniciou-se em 1991 por iniciativa da Federação Internacional da Diabetes  (IDF) e da Organização Mundial da Saúde, face ao número crescente de diagnósticos de diabetes e o impacto que a doença tem a nível individual e da sociedade.

É importante enfatizar que cerca de 70% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos ou retardados através da adopção de estilos de vida saudáveis, caracterizados pela prática regular de actividade física e uma alimentação equilibrada.

A Associação Portuguesa de Dietistas promove a divulgação desta celebração e reforça a importância de uma alimentação saudável na prevenção de doenças crónicas não transmissíveis, como é o caso da diabetes.

«Healthy Living and Diabetes» é o tema do Dia Mundial da Diabetes para 2014-2016 e este ano o destaque é para a importância de se iniciar o dia com um pequeno-almoço saudável. Um estilo de vida saudável caracterizado pela prática regular de actividade física e uma alimentação equilibrada é a base da prevenção de várias doenças crónicas não transmissíveis, entre as quais a diabetes tipo 2.

E porquê o pequeno-almoço?
  • A ingestão diária de um pequeno-almoço saudável promove a saciedade e ajuda a controlar os níveis de açúcar (glicose) no sangue, reduzindo o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
  • A omissão do pequeno-almoço está associada ao ganho de peso corporal, um dos principais factores de risco para diabetes tipo 2. A pré-obesidade e obesidade contribuem para cerca de 80% dos novos casos da doença.
A IDF recomenda a ingestão dos seguintes alimentos ao pequeno-almoço:
  • Água, chá e café não açucarados
  • Pão integral ou de mistura de farinhas pouco refinadas
  • Cereais de pequeno-almoço pouco açucarados e ricos em fibra
  • Leite magro
  • Iogurte magro e sem adição de açúcar, ao qual se pode adicionar sementes, frutos secos ou fruta fresca
  • Queijo pouco gordo (1 porção pequena, ex. 1 fatia fina)
  • Fiambre de aves (1 porção pequena, ex. 1 fatia fina)
  • Ovo cozido ou escalfado sem adição de gordura
  • Fruta fresca (1 peça, ex. maçã, pera, laranja, pêssego)
  • Vegetais
Por oposição, a IDF desaconselha o consumo de:
  • Bebidas açucaradas
  • Pão branco e produtos de pastelaria (bolos, croissants)
  • Cereais de pequeno-almoço açucarados
  • Leite achocolatado
  • Iogurtes açucarados
  • Alimentos fritos
  • Sumos e batidos de fruta
  • Doce, geleia, mel e chocolate para barrar
Comece já hoje a fazer um pequeno-almoço equilibrado, digno de um círculo azul!

Saiba mais em www.idf.org  e em www.worlddiabetesday.org






Apresentação do Mapa Oficial

para Colheitas de Sangue em 2015

a realizar pela ADASCA



Caros colegas dadores e amigos!

Pela primeira vez, desde que a ADASCA existe há quase 8 anos, o Centro de Sangue e Transplantação de Coimbra, decidiu acabar com as sessões de colheitas de sangue que vinham sendo realizadas às sextas-feiras contra a nossa vontade.

Para que os colegas dadores tenham conhecimento, as sugestões que a ADASCA apresentou junto daqueles serviços, nem sequer foram levadas em conta (?), sentindo-nos assim tratados como fossemos funcionários do ISPT, quando na verdade somos voluntários. Estamos perante uma imposição que não podemos aceitar, e que em nada vai melhorar o relacionamento entre as partes.

Mais, estamos perante decisões administrativas que, nem sequer respeitam o trabalho que a ADASCA tem vindo a desenvolver há quase oito anos, como disse, não só em prol da dádiva de sangue, como dos dadores também, e acima de tudo, com imenso sacrifício.

Se nós dirigentes, não somos respeitados, como podem ser os dadores de sangue, que somam despesas para doarem sangue?

Se os dadores começarem a esperar demasiado tempo no local da colheita, para serem atendidos, não nos apontem o dedo, porque não nos devem ser imputas culpas nas decisões que foram tomadas sem a nossa concordância.

Na nossa opinião o CST de Coimbra está a seguir por um caminho espinhoso. O mapa oficial está apresentado, e pela nossa parte, damos o mesmo por encerrado, sem introduzir mais alterações ao longo ano de 2015, na certeza que este não é o mapa que vai ao encontro do consenso com a ADASCA, nem dos dadores de sangue, estamos perante o que mais satisfaz os interesses do CST de Coimbra, em proveito de outrem.

Como sempre ao dispor, sou

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Resíduos: 234 095 331 + 964 470 432

NB: pedimos e agradecemos que o referido mapa seja impresso e exposto em locais de acesso ao público, para que assim seja feita a melhor divulgação possível. OBRIGADO.

Em Aveiro só não adere à dádiva de sangue quem não pode, quem não quer ou por desculpas destituídas de lógica médica.


Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro


Mapa Oficial de Brigadas para 2015
Onde posso doar sangue em Aveiro? – Site: www.adasca.pt
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432

   DIA      |     DATA       |          BRIGADAS
Domingo | 25-01-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)
Domingo | 17-05-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)
Domingo | 01-11-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)

5.ª Feira  | 09-04-2015  | PT- INOVACAO
5.ª Feira  | 15-10-2015  | PT- INOVACAO
4.ª Feira  | 25-03-2015  | ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE AVEIRO

Janeiro
4.ª Feira  | 07-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 10-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 14-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 17-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 21-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 24-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 31-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Fevereiro
4.ª Feira  | 04-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 14-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 21-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 25-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Março
4.ª Feira  | 04-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 18-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Abril
4.ª Feira  | 01-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 04-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 15-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  18-04-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 29-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Maio
4.ª Feira  | 06-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 09-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 13-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 16-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 23-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 27-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 30-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Junho
4.ª Feira  | 03-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 06-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 13-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 17-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 20-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 24-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 27-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Julho
4.ª Feira  | 01-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 04-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 15-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 18-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 29-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Agosto
4.ª Feira  | 05-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  08-08-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 12-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 19-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 26-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 29-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Setembro
4.ª Feira  | 02-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 05-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 09-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 12-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 16-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 19-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 23-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  26-09-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 30-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Outubro
Sábado   | 03-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 07-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 14-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 17-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 21-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 28-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Novembro
4.ª Feira  | 04-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 18-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 21-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 25-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Dezembro
4.ª Feira  | 02-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 05-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 09-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 16-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 19-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 23-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 30-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Total: 84


Horário da Sessão de Colheita no Posto Avançado de Aveiro:

— Sábados das 09:30h às 13:00h
— Quartas-feiras das 16h às 20h

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA


NB: O presente Mapa de Brigadas não colheu a concordância da ADASCA, porque foram eliminadas todas as brigadas que foram propostas para as 6.ªs feiras, sendo a primeira vez que isto acontece desde que esta associação existe vai para 8 anos.




quinta-feira, 13 de novembro de 2014


28 Nov Lisboa – 30 Nov Porto

Lançamento Nascemos e Jamais Morreremos

A história impressionante de Chiara Petrillo


Quem é Chiara Petrilllo:









Tempo para ouvir


Inês Teotónio Pereira

As crianças dizem tudo o que lhes passa pela cabeça, sem filtro, sem lógica, muitas vezes sem contexto, sem fim e sem principio

Há umas semanas convidaram-me de uma escola para falar sobre este tema a uma plateia composta por dezenas de pais, educadoras e professores. Convidaram-me por simpatia e sem saberem que o meu talento para dar palestras é equivalente ao de António Costa para fazer programas de governo ou consultar a meteorologia. Mas fui. O objectivo era dissertar sobre a importância de ouvir os nossos filhos e o tempo que dedicamos a essa tarefa.

Na preparação da dita palestra fiz uma reflexão sobre a minha experiência como ouvinte dos meus estridentes filhos, uma retrospectiva dos meus dias e um balanço da atenção que lhes dedico, na esperança de com isso encontrar alguma coisa para dizer que valesse a pena ser ouvida. Revelou-se uma reflexão penosa. O exercício serviu para constatar que todo o tempo que passo com eles é sobretudo gasto em ordens, tarefas, estudo, organização, urgência e questões inadiáveis. O que sobra é fundamentalmente dedicado ao sofá e a um estado quase vegetativo. Realizei que tenho filhos menos exigentes da minha atenção que ouço menos do que mereciam e que falam menos do que deviam. E concluí que ouvir, ouvir, com toda a atenção e dedicação, só tenho ouvido os gritos do mais novo que enquanto não aprende a falar vai imitando o som de vários tipos de sirenes.

É verdade que nem sempre foi assim e já houve tempos em que me empenhei com grande profissionalismo a ouvir os meus filhos: o empenho chegou a ser tal que até criei um blog onde registava as gracinhas que eles diziam e os diálogos surrealistas que travávamos. Mas, a prova de que a crise do tempo para ouvir entrou em minha casa, está na escassez de posts no dito de blog.

A minha experiência não era, portanto, digna de ser partilhável com pais dedicados e preocupados que se dão ao trabalho de sair de casa depois do jantar só para ouvirem uma pessoa dura de ouvido falar sobre audição. Anunciava-se um desastre se insistisse pelo caminho sempre perigoso do exemplo. E como a verdade liberta, há que dizer a verdade.

Ora, a verdade nua e crua é que é uma grande chatice dedicar tempo a ouvir crianças pequenas. Dá trabalho, exige paciência, requer resistência física e psicológica ao cansaço e é acima de tudo uma escolha racional. As crianças dizem tudo o que lhes passa pela cabeça, sem filtro, sem lógica, muitas vezes sem contexto, sem fim e sem principio. Acompanhar genuinamente o raciocínio de uma criança ou descobrir o fundamento de uma história que ela conta ou inventa, é um desafio complexo. Claro que elas dizem coisas muito engraçadas e que ouvi-las a descobrir o mundo é uma delicia, mas a verdade é que nada disto está na nossa agenda nem consideramos suficientemente divertido para nos lembrarmos todos os dias.

Ouvir os nossos filhos é uma tarefa, uma obrigação, antes de ser uma vontade. As relações entre pais e filhos, como todas as outras relações humanas, alimentam-se, cultivam-se e constroem-se, e só ouvindo o que os outros têm para dizer é que os conhecemos e ganhamos a sua confiança. Se não ouvirmos, só cultivamos silêncio. Mais do que tempo, é preciso um horário para ouvir os nossos filhos – dez minutos durante o dia, a hora de jantar, um bocadinho antes de se deitarem, o caminho da escola – qualquer um serve. É que os horários cumprem-se, mesmo quando não nos apetece.

Quanto à palestra, sei que, ao contrário das cheias de Lisboa, não se voltará repetir.





quarta-feira, 5 de novembro de 2014


Acidentes em auto-estradas


É sempre bom estar avisado e conhecer as leis...


A Lei  24/2007 – art.º 12, ponto 2,  é bem clara. É do interesse de todos termos conhecimento, pode acontecer a qualquer um e se as portagens são caras, ao menos usemos do nosso direito.

Ponto 2 do do artigo 12 da lei 24/2007:

2 – Para efeitos do disposto no número anterior, a confirmação das causas do acidente é obrigatoriamente verificada no local por autoridade policial competente, sem prejuízo do rápido restabelecimento das condições de circulação em segurança.

Lei 24/2007: Acidentes em auto-estradas


Não conhecer este procedimento poderá custar-lhe caro

Lei 24/2007: Acidentes em auto-estrada

Como sabem, para quem anda nas auto-estradas, às vezes aparecem objectos estranhos nas mesmas, como peças largadas por outros veículos, objectos de cargas que se soltam e até animais... coisas que não deveriam acontecer porque as concessionárias são responsáveis pela manutenção. Estas situações provocam acidentes e danos nos nossos veículos.

Contudo, se isto vos acontecer (espero que não) exijam a presença da GNR.

Os meninos das auto-estradas vão dizer que não é preciso porque eles tratam de tudo... no entanto e conforme a *Lei 24/2007, a qual define os direitos dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como auto-estradas concessionadas ...(tendo em atenção o Art.º 12.º n.º 1 e 2), só podem reclamar o pagamento dos danos à concessionária se houver participação das autoridades!

É uma técnica que as concessionárias estão a utilizar para se livrarem de pagar os danos causados nos veículos.

Por isso, se tiverem algum percalço por culpa da concessionária, *EXIJAM A PRESENÇA DA AUTORIDADE*, não se deixem ir na conversa dos senhores da assistência, os quais foram instruídos para dizer agora somos nós que tratamos disso e não é preciso a autoridade».

Isto é pura mentira! Se não chamarem as autoridades, eles não são obrigados a pagar os danos e este é o objectivo deles!


(Informação de Álvaro Caneira, advogado)





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

sábado, 18 de outubro de 2014


Prof. Daniel Serrão



É com profunda apreensão que a CNAF, Confederação Nacional das Associações de Família, acompanha o estado de saúde do seu Presidente da Assembleia Geral, Professor Doutor Daniel Serrão, vítima de atropelamento no decurso do dia 16 de Outubro de 2014, no Porto, em plena passagem de peões em frente da sua casa.

Figura grande da ciência e da cultura, o Professor Doutor Daniel Serrão encontra-se em estado considerado preocupante no hospital de São João, no Porto.

A União das Famílias Portuguesas associa-se à CNAF nesta homenagem a este grande militante de defesa da vida e dos valores da família.





quarta-feira, 15 de outubro de 2014


Carta aberta aos caloiros


Teolinda Gersão

Se querem ser «animais», com ou sem aspas, então sejam. Boa sorte.

Caros caloiros:

Certamente sabem que, na praxe coimbrã, mãe de todas as praxes, o caloiro é tradicionalmente «o animal». Como também julgo que sabem, segundo a lei n.º 69/2014, de 29 de Agosto, no nosso País os animais passaram a estar protegidos de maus tratos, o que abrange qualquer tipo de coacção física: dor, sofrimento, privação de alimentos, abandono, mutilação ou morte. A pena mais pesada pode ir até aos dois anos de prisão efectiva.

Referindo-se a pessoas, legalmente protegidas desde logo pelos direitos humanos universalmente aceites, o conceito de maus tratos inclui obviamente também qualquer tipo de coerção ou violência psicológica.

O que me leva a pensar: Que fariam se um professor vos mandasse rastejar no chão? De certeza que não obedeciam, e o professor teria problemas, e apanharia com razão um processo em cima.

No entanto, como se viu em imagens passadas na TV, submeter-se à praxe pode significar rastejar no chão, e a muito mais do que isso. Milhares de espectadores viram, como eu, imagens gravadas no Pátio da Universidade, em Coimbra, em que um grande grupo de caloiros, cercado por um grupo igualmente grande de não caloiros, recebeu ordens para se ajoelhar no chão, inclinar-se para a frente e baixar as calças. Dispenso-me de descrever a cena de humilhação e sadismo que aconteceu a seguir, e ficou registada nas imagens. No entanto, para muitos de vocês, aparentemente nada é violento nem excessivo. A praxe é considerada intocável, acima dos professores, reitores, universidades, instituições e até da lei, que assegura aos cidadãos direitos, liberdades e garantias, que impedem qualquer tipo de violência e humilhação. No entanto, estranhamente, para vocês a praxe parece ter um poder incontestável – embora ela não tenha qualquer validade jurídica, nem sequer obedeça a princípios racionais. Para começar, os duxes são os que andam na universidade há mais tempo, somando portanto mais matrículas. Para isso basta ter dinheiro para pagar propinas (embora eu deixe a pergunta se, em todos os casos, as propinas deles são realmente pagas, e por quem). Uma vez que há numerus clausus, deixo também a pergunta se eles não tiram o lugar a outros estudantes, com mais capacidade de tirar um curso. Outra pergunta elementar me ocorre: É possível não haver prazo limite para frequentar a universidade? Esse tempo pode ser ilimitado, quando o ensino, como tudo o mais, depende dos impostos que pagamos? Pelo menos até ao ano passado, havia um dux que há 24 anos que somava matrículas, proeza heróica que gloriosamente o mantinha no cargo. E também pergunto o que se passa no caso de todos os outros duxes, porque o erário público é isso mesmo, um assunto público.

Mas o que mais me agride é que, na prática, vocês passaram a estar muito menos protegidos do que os animais, em sentido próprio. E a responsabilidade, em último caso, é vossa, porque se calam e consentem, rejeitando ou ignorando a lei em que vivem.

Em situações de perigo ou de desastre, se as praxes descambarem em tragédia, não se espantem se as instituições não funcionarem, se universidades, reitores, professores, polícia, tribunais, vos defenderem mal, já que vocês são os primeiros a não querer ser defendidos: consideram que ninguém tem de saber nem de interferir no que acontece nas praxes, juram a pés juntos que são irrelevantes brincadeiras (o que só algumas vezes é verdade, mas está muito longe de ser sempre), sublinham que são adultos, como se esse facto vos permitisse fugir à lei que se aplica a toda a gente.

Sendo essa a vossa posição, a opinião pública pouco mais pode fazer do que deixar-vos sós. Fica no entanto um alerta: em caso de tudo correr mal, dir-se-á que vocês lá estavam por vontade própria, e que, se lá estavam, não estivessem.

Mas dói-me pensar que vocês pretendem ser descartados desta forma: Se querem ser «animais», com ou sem aspas, então sejam. Boa sorte.

Qualquer cão ou gato está muito mais protegido que vocês.





domingo, 12 de outubro de 2014


Perigos da internet




Existem numerosos perigos de infiltração
de entidades criminosas, na internet.

1) Um dos meios mais perigosos de infiltração via internet é através da contaminação do seu computador com MALWARE.

MALWARE são pequenos programas que são carregados no seu computador, quando voçê clica em determinados links existentes num e-mail que você recebeu ou num determinado site que consulta.

Esses programas permitem que uma identidade estranha tenha acesso a tudo o que existe no seu computador, tais como passwords, número de contas bancárias, e outro material pessoal como fotografias, documentos, etc.

Sempre que você suspeitar de um e-mail, não o abra, apague-o imediatamente e não o re-envie a ninguém.

2) Um outro perigo na rede é a recolha de e-mail's para posterior envio de publicidade enganosa e de malware.

Sempre que você pretender re-enviar um e-mail que recebeu, para os seus amigos, escolha para selecção dos «Bcc», a partir do qual escolhe as pessoas a quem quer re-enviar o e-mail.

Através do «Bcc», presente na zona onde se escreve o endereço de e-mail dos destinatários, ninguém fica a conhecer a sua lista de envio, e a entidade que lhe enviou o dito e-mail também não pode recolher os e-mail's dessa lista de envio.

Este método é utilizado sempre que você recebe «correntes de oração», «promessas de boa sorte», ou outras situações que justifiquem re-enviar o e-mail para um determinado número de pessoas conhecidas.

De preferência apague esses e-mail's e não os re-envie a ninguém.

3) Vou finalizar com um terceiro perigo existente na rede de internet, chamado PHISHING.

O PHISHING consiste em ser enganado, pensando estar a receber um e-mail de uma entidade sua conhecida.

Esse e-mail pode-se apresentar como vindo das finanças, do seu banco ou outras entidades suas conhecidas, alertando-o para uma situação do seu interesse, e indicando-lhe que deve clicar num link de acesso directo ao portal dessa entidade.

Quando você introduz os seus dados de nome de utilizador, password e outras senhas de autenticação, de forma a entrar nessa entidade, os seus dados de acesso estão-lhe a ser roubados para posteriores actividades criminosas.

Portanto, nunca entre em sites das finanças, bancos, ou outras, sem ser directamente através do site dessa entidade, escrito na região dos endereços web da sua página da internet.


SEMPRE QUE POSSÍVEL, INSTALE UM BOM ANTI_VÍRUS E UMA FIREWALL, PARA A SUA PROTECÇÃO.





sexta-feira, 10 de outubro de 2014


O aborto


Inês Teotónio Pereira

A verdade é que o ónus não está só no Estado, ele continua nas pessoas. O aborto não é um assunto encerrado. É um assunto adormecido.

O assunto parece estar resolvido: quem quer abortar aborta e quem não quer não aborta. As razões que motivam as duas opções são várias, pessoais e intransmissíveis. Cada um sabe de si. O Estado só tem de abrir as portas dos hospitais, pagar um subsídio e sair de fininho deste tema fracturante. Há cerca de sete anos os portugueses decidiram que a forma mais justa de lidar com o melindroso assunto é conceder liberdade total às mães das crianças. Decidiu-se que o Estado não se deve meter nesta relação íntima e muito menos substituir-se à mãe na decisão. E desde então pouco se tem falado do assunto.

O debate há sete anos foi aceso, intenso e apaixonado, e a emoção tomou conta da razão. À pergunta pouco directa e concisa «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas 10 primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?», os portugueses responderam que concordam. Falou-se do início da vida, do embrião, do feto, dos bebés, da gestação e em cada português encontrou-se um filósofo e um cientista. E o dilema adensou-se: se há vida é crime, se não há vida não é. Há vida ou não há vida? Uns dizem que sim, outros garantem que não. Mas havendo vida a anterior lei que permitia o aborto em alguns casos também não é válida. Pois, mas cada coisa a seu tempo. Havendo tantas dúvidas, não será melhor deixar que seja a mãe a decidir se o embrião é vida ou não? Afinal o corpo e o embrião são dela. Sendo uma questão de consciência, ficou resolvido que decide a mãe. E o pai, tal como o Estado, não conta.

De seguida fomos todos para casa de ombros caídos ou cantando vitória. Mas fomos todos para casa. Passaram mais de sete anos e o tema já não é palpitante. De vez em quando alguém grita (e bem) que é uma injustiça o Estado isentar as mães que abortam por opção de pagarem as taxas moderadoras, mas pronto. Pormenores. Esta é uma causa fracturante do passado.

Entretanto vamos sabendo dos números: entre 2011 e 2013 registou-se uma média anual de 19 mil abortos a pedido da mãe em que cerca de um quarto foram repetições. O porquê de tantos abortos ninguém sabe e poucos querem saber. Sim, era melhor que os números não fossem estes. Sim, era muito bom que ninguém decidisse interromper as gravidezes e que em vez de 19 mil abortos pudéssemos engrossar os números da natalidade em 19 mil. Mas o povo decidiu e a liberdade neste caso deixou de ser um valor supremo e passou a ser um valor divino. O centro da questão passou a ser a política de natalidade e família e talvez assim se dê a volta aos números.

Mas a verdade é que o ónus não está só no Estado; continua nas pessoas. O aborto não é um caso encerrado. É um caso adormecido. Quando se delegou a decisão nas mães, virou-se ao mesmo tempo as costas às que decidem abortar, encolheu-se os ombros às razões e tomou-se a decisão mais neoliberal de todas. Conceitos como o bem comum, a justiça social ou a igualdade de direitos foram arrumados na gaveta com o socialismo de Mário Soares em tempos idos do FMI.

A Igreja é a única instituição que garante em uníssono que um embrião é vida, mas ainda assim os portugueses, dos quais 81 por cento respondiam no censo de 2011 ser católicos, decidiram pela opção da mulher. Passaram sete anos e a verdade é que a lei precisa de ajustamentos, as mães precisam de aconselhamento antes de decidirem e de apoio concreto para escolherem de facto em liberdade. A decisão de 2007 não isenta ninguém, pelo contrário, responsabiliza-nos a todos. Sejam eles do sim ou do não, sejam eles políticos ou eleitores. Neste tema não há culpas, há apenas deveres. Deveres que não se esgotam no segredo das urnas ou no primeiro dia dos mandatos.





quarta-feira, 8 de outubro de 2014


CNAF apoia inclusão de avós

nos cálculos do IRS



A Confederação Nacional das Associações de Família considerou, esta terça-feira, uma «revolução de mentalidades» os avós poderem ser incluídos nos cálculos do IRS, mas defende que esta reforma podia ir «mais além».

O jornal «Público» avança na edição desta terça-feira que, além dos pais e dos filhos, também os avós a cargo vão poder ser incluídos no quociente familiar que determina a colecta do IRS.

Esta proposta faz parte do projecto final da Comissão de Reforma do IRS, nomeada pelo Ministério das Finanças, cujo prazo de entrega ao Governo terminou esta terça-feira.

A CNAF considera esta medida «muito positiva», mas observa que é limitada por um rendimento não superior à pensão mínima do regime geral (259,4 euros).

«Mas, independentemente das limitações, estamos perante uma verdadeira revolução de mentalidades», afirma a Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF) em comunicado.

A Confederação lembra que já tinha apresentado esta proposta no seu parecer à reforma do IRS, a par de benefícios fiscais também para o número de filhos e para as famílias monoparentais.

«Aparentemente, a situação das famílias monoparentais ainda não foi contemplada e o número de filhos a cargo para efeitos de cálculo de quociente familiar era já público», adianta.

Apesar de desejar que esta medida «fosse mais além», a confederação considera que se está a iniciar «uma nova cultura de encarar a família em termos fiscais».

O facto de o IRS passar a admitir os ascendentes como parte integrante de um núcleo familiar é «uma revolução cultural que coloca de forma mais presente o conceito família entre aqueles que norteiam a política fiscal», sustenta.

Esta medida pretende «incentivar a relação afectiva e funcional entre os mais idosos e os elementos activos de uma mesma família, aliviando um pouco a pressão sobre as instituições de apoios à terceira idade (lares, misericórdias, etc.) e humanizando mais a relação intergeracional».





terça-feira, 7 de outubro de 2014


Ciganos com turma própria em Tomar

provoca ataques nas boas consciências


Luís Lemos

As boas consciências que por aí andam, quer católicas, quer ateias, multiculturais de gema, ficaram muito indignadas com a formação de uma turma para ciganos na Escola Primária dos Templários, em Tomar. E então essa famosa «Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial» já pediu explicações...

Sim, de facto não está certo. Numa turma só de ciganos, como é que se pode gamar material escolar, mochilas, casacos, relógios, telemóveis, euritos, etc., aos colegas?

E mais injusto ainda. Fartam-se os ciganos de pagar impostos com os seus pouco rentáveis e legítimos negócios (que nem dão para pagar a renda das casas em que foram alojados por nossa obrigação) e depois os seus filhos não têm direito a uma integração escolar decente, ao lado dos senhores!

Cá por mim, para acabar com esta discriminação, deveria haver uma contabilidade fiscal separada para que toda a colecta oriunda da etnia fosse efectivamente aplicada em benefício das suas crianças, da sua saúde e da sua habitação! E, dado que sobra ainda muito dinheiro, até se poderiam pagar os ordenados dos funcionários da tal Comissão de protecção e mesmo aumentar os seus escassos efectivos, que andam assoberbados de trabalho com tanta discriminação dos contribuintes senhores! A tal Comissão de protecção deveria exigir que assim fosse! A justiça social e o multiculturalismo assim o exigem!

A tal Comissão de protecção está a dormir ou quê? Ou estará feita com os discriminadores, racistas, xenófobos, reaccionários e nazis?! É de desconfiar! Cuidado! Se assim é, é muito grave! Além de imoral, é ilegal! Atenção, DIAP!

Aliás, para que não haja suspeitas de jogo duplo por parte dessa Comissão, os seus membros deveriam depositar no Tribunal Constitucional as suas declarações de interesses, indicando nomeadamente quantos ciganos existem nas turmas dos seus filhinhos ou netinhos, quantos ciganos conhecem na produção, quantos ciganos empregam, quantos ciganos moram nos seus prédios e a quantos hectómetros ou quilómetros das suas residências é que moram ciganos. Não seria preciso – nem convém – declararem se já assistiram alguma vez a ciganos (educadores das crianças ciganas) passarem à frente das pessoas numa bicha, a fazerem arruaças nos bancos dos hospitais, com ameaças a médicos, para passarem à frente de toda a gente, ou se estavam do lado da repressora GNR ou do bondoso Pedro Bacelar de Vasconcelos no caso João Garcia (ver em http://moldaraterra.blogspot.pt/2010/08/pedro-bacelar-de-vasconcelos-ex.html).

E assim, com essa declaração de interesses, certamente repleta de caridade, afastariam todas as suspeitas e demonstrariam que estão de alma e coração com a nobre causa...