sábado, 15 de novembro de 2014


Apresentação do Mapa Oficial

para Colheitas de Sangue em 2015

a realizar pela ADASCA



Caros colegas dadores e amigos!

Pela primeira vez, desde que a ADASCA existe há quase 8 anos, o Centro de Sangue e Transplantação de Coimbra, decidiu acabar com as sessões de colheitas de sangue que vinham sendo realizadas às sextas-feiras contra a nossa vontade.

Para que os colegas dadores tenham conhecimento, as sugestões que a ADASCA apresentou junto daqueles serviços, nem sequer foram levadas em conta (?), sentindo-nos assim tratados como fossemos funcionários do ISPT, quando na verdade somos voluntários. Estamos perante uma imposição que não podemos aceitar, e que em nada vai melhorar o relacionamento entre as partes.

Mais, estamos perante decisões administrativas que, nem sequer respeitam o trabalho que a ADASCA tem vindo a desenvolver há quase oito anos, como disse, não só em prol da dádiva de sangue, como dos dadores também, e acima de tudo, com imenso sacrifício.

Se nós dirigentes, não somos respeitados, como podem ser os dadores de sangue, que somam despesas para doarem sangue?

Se os dadores começarem a esperar demasiado tempo no local da colheita, para serem atendidos, não nos apontem o dedo, porque não nos devem ser imputas culpas nas decisões que foram tomadas sem a nossa concordância.

Na nossa opinião o CST de Coimbra está a seguir por um caminho espinhoso. O mapa oficial está apresentado, e pela nossa parte, damos o mesmo por encerrado, sem introduzir mais alterações ao longo ano de 2015, na certeza que este não é o mapa que vai ao encontro do consenso com a ADASCA, nem dos dadores de sangue, estamos perante o que mais satisfaz os interesses do CST de Coimbra, em proveito de outrem.

Como sempre ao dispor, sou

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Resíduos: 234 095 331 + 964 470 432

NB: pedimos e agradecemos que o referido mapa seja impresso e exposto em locais de acesso ao público, para que assim seja feita a melhor divulgação possível. OBRIGADO.

Em Aveiro só não adere à dádiva de sangue quem não pode, quem não quer ou por desculpas destituídas de lógica médica.


Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro


Mapa Oficial de Brigadas para 2015
Onde posso doar sangue em Aveiro? – Site: www.adasca.pt
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432

   DIA      |     DATA       |          BRIGADAS
Domingo | 25-01-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)
Domingo | 17-05-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)
Domingo | 01-11-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)

5.ª Feira  | 09-04-2015  | PT- INOVACAO
5.ª Feira  | 15-10-2015  | PT- INOVACAO
4.ª Feira  | 25-03-2015  | ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE AVEIRO

Janeiro
4.ª Feira  | 07-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 10-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 14-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 17-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 21-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 24-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 31-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Fevereiro
4.ª Feira  | 04-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 14-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 21-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 25-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Março
4.ª Feira  | 04-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 18-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Abril
4.ª Feira  | 01-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 04-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 15-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  18-04-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 29-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Maio
4.ª Feira  | 06-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 09-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 13-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 16-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 23-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 27-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 30-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Junho
4.ª Feira  | 03-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 06-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 13-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 17-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 20-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 24-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 27-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Julho
4.ª Feira  | 01-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 04-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 15-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 18-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 29-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Agosto
4.ª Feira  | 05-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  08-08-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 12-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 19-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 26-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 29-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Setembro
4.ª Feira  | 02-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 05-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 09-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 12-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 16-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 19-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 23-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  26-09-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 30-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Outubro
Sábado   | 03-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 07-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 14-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 17-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 21-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 28-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Novembro
4.ª Feira  | 04-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 18-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 21-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 25-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Dezembro
4.ª Feira  | 02-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 05-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 09-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 16-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 19-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 23-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 30-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Total: 84


Horário da Sessão de Colheita no Posto Avançado de Aveiro:

— Sábados das 09:30h às 13:00h
— Quartas-feiras das 16h às 20h

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA


NB: O presente Mapa de Brigadas não colheu a concordância da ADASCA, porque foram eliminadas todas as brigadas que foram propostas para as 6.ªs feiras, sendo a primeira vez que isto acontece desde que esta associação existe vai para 8 anos.




quinta-feira, 13 de novembro de 2014


28 Nov Lisboa – 30 Nov Porto

Lançamento Nascemos e Jamais Morreremos

A história impressionante de Chiara Petrillo


Quem é Chiara Petrilllo:









Tempo para ouvir


Inês Teotónio Pereira

As crianças dizem tudo o que lhes passa pela cabeça, sem filtro, sem lógica, muitas vezes sem contexto, sem fim e sem principio

Há umas semanas convidaram-me de uma escola para falar sobre este tema a uma plateia composta por dezenas de pais, educadoras e professores. Convidaram-me por simpatia e sem saberem que o meu talento para dar palestras é equivalente ao de António Costa para fazer programas de governo ou consultar a meteorologia. Mas fui. O objectivo era dissertar sobre a importância de ouvir os nossos filhos e o tempo que dedicamos a essa tarefa.

Na preparação da dita palestra fiz uma reflexão sobre a minha experiência como ouvinte dos meus estridentes filhos, uma retrospectiva dos meus dias e um balanço da atenção que lhes dedico, na esperança de com isso encontrar alguma coisa para dizer que valesse a pena ser ouvida. Revelou-se uma reflexão penosa. O exercício serviu para constatar que todo o tempo que passo com eles é sobretudo gasto em ordens, tarefas, estudo, organização, urgência e questões inadiáveis. O que sobra é fundamentalmente dedicado ao sofá e a um estado quase vegetativo. Realizei que tenho filhos menos exigentes da minha atenção que ouço menos do que mereciam e que falam menos do que deviam. E concluí que ouvir, ouvir, com toda a atenção e dedicação, só tenho ouvido os gritos do mais novo que enquanto não aprende a falar vai imitando o som de vários tipos de sirenes.

É verdade que nem sempre foi assim e já houve tempos em que me empenhei com grande profissionalismo a ouvir os meus filhos: o empenho chegou a ser tal que até criei um blog onde registava as gracinhas que eles diziam e os diálogos surrealistas que travávamos. Mas, a prova de que a crise do tempo para ouvir entrou em minha casa, está na escassez de posts no dito de blog.

A minha experiência não era, portanto, digna de ser partilhável com pais dedicados e preocupados que se dão ao trabalho de sair de casa depois do jantar só para ouvirem uma pessoa dura de ouvido falar sobre audição. Anunciava-se um desastre se insistisse pelo caminho sempre perigoso do exemplo. E como a verdade liberta, há que dizer a verdade.

Ora, a verdade nua e crua é que é uma grande chatice dedicar tempo a ouvir crianças pequenas. Dá trabalho, exige paciência, requer resistência física e psicológica ao cansaço e é acima de tudo uma escolha racional. As crianças dizem tudo o que lhes passa pela cabeça, sem filtro, sem lógica, muitas vezes sem contexto, sem fim e sem principio. Acompanhar genuinamente o raciocínio de uma criança ou descobrir o fundamento de uma história que ela conta ou inventa, é um desafio complexo. Claro que elas dizem coisas muito engraçadas e que ouvi-las a descobrir o mundo é uma delicia, mas a verdade é que nada disto está na nossa agenda nem consideramos suficientemente divertido para nos lembrarmos todos os dias.

Ouvir os nossos filhos é uma tarefa, uma obrigação, antes de ser uma vontade. As relações entre pais e filhos, como todas as outras relações humanas, alimentam-se, cultivam-se e constroem-se, e só ouvindo o que os outros têm para dizer é que os conhecemos e ganhamos a sua confiança. Se não ouvirmos, só cultivamos silêncio. Mais do que tempo, é preciso um horário para ouvir os nossos filhos – dez minutos durante o dia, a hora de jantar, um bocadinho antes de se deitarem, o caminho da escola – qualquer um serve. É que os horários cumprem-se, mesmo quando não nos apetece.

Quanto à palestra, sei que, ao contrário das cheias de Lisboa, não se voltará repetir.





quarta-feira, 5 de novembro de 2014


Acidentes em auto-estradas


É sempre bom estar avisado e conhecer as leis...


A Lei  24/2007 – art.º 12, ponto 2,  é bem clara. É do interesse de todos termos conhecimento, pode acontecer a qualquer um e se as portagens são caras, ao menos usemos do nosso direito.

Ponto 2 do do artigo 12 da lei 24/2007:

2 – Para efeitos do disposto no número anterior, a confirmação das causas do acidente é obrigatoriamente verificada no local por autoridade policial competente, sem prejuízo do rápido restabelecimento das condições de circulação em segurança.

Lei 24/2007: Acidentes em auto-estradas


Não conhecer este procedimento poderá custar-lhe caro

Lei 24/2007: Acidentes em auto-estrada

Como sabem, para quem anda nas auto-estradas, às vezes aparecem objectos estranhos nas mesmas, como peças largadas por outros veículos, objectos de cargas que se soltam e até animais... coisas que não deveriam acontecer porque as concessionárias são responsáveis pela manutenção. Estas situações provocam acidentes e danos nos nossos veículos.

Contudo, se isto vos acontecer (espero que não) exijam a presença da GNR.

Os meninos das auto-estradas vão dizer que não é preciso porque eles tratam de tudo... no entanto e conforme a *Lei 24/2007, a qual define os direitos dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como auto-estradas concessionadas ...(tendo em atenção o Art.º 12.º n.º 1 e 2), só podem reclamar o pagamento dos danos à concessionária se houver participação das autoridades!

É uma técnica que as concessionárias estão a utilizar para se livrarem de pagar os danos causados nos veículos.

Por isso, se tiverem algum percalço por culpa da concessionária, *EXIJAM A PRESENÇA DA AUTORIDADE*, não se deixem ir na conversa dos senhores da assistência, os quais foram instruídos para dizer agora somos nós que tratamos disso e não é preciso a autoridade».

Isto é pura mentira! Se não chamarem as autoridades, eles não são obrigados a pagar os danos e este é o objectivo deles!


(Informação de Álvaro Caneira, advogado)





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

sábado, 18 de outubro de 2014


Prof. Daniel Serrão



É com profunda apreensão que a CNAF, Confederação Nacional das Associações de Família, acompanha o estado de saúde do seu Presidente da Assembleia Geral, Professor Doutor Daniel Serrão, vítima de atropelamento no decurso do dia 16 de Outubro de 2014, no Porto, em plena passagem de peões em frente da sua casa.

Figura grande da ciência e da cultura, o Professor Doutor Daniel Serrão encontra-se em estado considerado preocupante no hospital de São João, no Porto.

A União das Famílias Portuguesas associa-se à CNAF nesta homenagem a este grande militante de defesa da vida e dos valores da família.





quarta-feira, 15 de outubro de 2014


Carta aberta aos caloiros


Teolinda Gersão

Se querem ser «animais», com ou sem aspas, então sejam. Boa sorte.

Caros caloiros:

Certamente sabem que, na praxe coimbrã, mãe de todas as praxes, o caloiro é tradicionalmente «o animal». Como também julgo que sabem, segundo a lei n.º 69/2014, de 29 de Agosto, no nosso País os animais passaram a estar protegidos de maus tratos, o que abrange qualquer tipo de coacção física: dor, sofrimento, privação de alimentos, abandono, mutilação ou morte. A pena mais pesada pode ir até aos dois anos de prisão efectiva.

Referindo-se a pessoas, legalmente protegidas desde logo pelos direitos humanos universalmente aceites, o conceito de maus tratos inclui obviamente também qualquer tipo de coerção ou violência psicológica.

O que me leva a pensar: Que fariam se um professor vos mandasse rastejar no chão? De certeza que não obedeciam, e o professor teria problemas, e apanharia com razão um processo em cima.

No entanto, como se viu em imagens passadas na TV, submeter-se à praxe pode significar rastejar no chão, e a muito mais do que isso. Milhares de espectadores viram, como eu, imagens gravadas no Pátio da Universidade, em Coimbra, em que um grande grupo de caloiros, cercado por um grupo igualmente grande de não caloiros, recebeu ordens para se ajoelhar no chão, inclinar-se para a frente e baixar as calças. Dispenso-me de descrever a cena de humilhação e sadismo que aconteceu a seguir, e ficou registada nas imagens. No entanto, para muitos de vocês, aparentemente nada é violento nem excessivo. A praxe é considerada intocável, acima dos professores, reitores, universidades, instituições e até da lei, que assegura aos cidadãos direitos, liberdades e garantias, que impedem qualquer tipo de violência e humilhação. No entanto, estranhamente, para vocês a praxe parece ter um poder incontestável – embora ela não tenha qualquer validade jurídica, nem sequer obedeça a princípios racionais. Para começar, os duxes são os que andam na universidade há mais tempo, somando portanto mais matrículas. Para isso basta ter dinheiro para pagar propinas (embora eu deixe a pergunta se, em todos os casos, as propinas deles são realmente pagas, e por quem). Uma vez que há numerus clausus, deixo também a pergunta se eles não tiram o lugar a outros estudantes, com mais capacidade de tirar um curso. Outra pergunta elementar me ocorre: É possível não haver prazo limite para frequentar a universidade? Esse tempo pode ser ilimitado, quando o ensino, como tudo o mais, depende dos impostos que pagamos? Pelo menos até ao ano passado, havia um dux que há 24 anos que somava matrículas, proeza heróica que gloriosamente o mantinha no cargo. E também pergunto o que se passa no caso de todos os outros duxes, porque o erário público é isso mesmo, um assunto público.

Mas o que mais me agride é que, na prática, vocês passaram a estar muito menos protegidos do que os animais, em sentido próprio. E a responsabilidade, em último caso, é vossa, porque se calam e consentem, rejeitando ou ignorando a lei em que vivem.

Em situações de perigo ou de desastre, se as praxes descambarem em tragédia, não se espantem se as instituições não funcionarem, se universidades, reitores, professores, polícia, tribunais, vos defenderem mal, já que vocês são os primeiros a não querer ser defendidos: consideram que ninguém tem de saber nem de interferir no que acontece nas praxes, juram a pés juntos que são irrelevantes brincadeiras (o que só algumas vezes é verdade, mas está muito longe de ser sempre), sublinham que são adultos, como se esse facto vos permitisse fugir à lei que se aplica a toda a gente.

Sendo essa a vossa posição, a opinião pública pouco mais pode fazer do que deixar-vos sós. Fica no entanto um alerta: em caso de tudo correr mal, dir-se-á que vocês lá estavam por vontade própria, e que, se lá estavam, não estivessem.

Mas dói-me pensar que vocês pretendem ser descartados desta forma: Se querem ser «animais», com ou sem aspas, então sejam. Boa sorte.

Qualquer cão ou gato está muito mais protegido que vocês.





domingo, 12 de outubro de 2014


Perigos da internet




Existem numerosos perigos de infiltração
de entidades criminosas, na internet.

1) Um dos meios mais perigosos de infiltração via internet é através da contaminação do seu computador com MALWARE.

MALWARE são pequenos programas que são carregados no seu computador, quando voçê clica em determinados links existentes num e-mail que você recebeu ou num determinado site que consulta.

Esses programas permitem que uma identidade estranha tenha acesso a tudo o que existe no seu computador, tais como passwords, número de contas bancárias, e outro material pessoal como fotografias, documentos, etc.

Sempre que você suspeitar de um e-mail, não o abra, apague-o imediatamente e não o re-envie a ninguém.

2) Um outro perigo na rede é a recolha de e-mail's para posterior envio de publicidade enganosa e de malware.

Sempre que você pretender re-enviar um e-mail que recebeu, para os seus amigos, escolha para selecção dos «Bcc», a partir do qual escolhe as pessoas a quem quer re-enviar o e-mail.

Através do «Bcc», presente na zona onde se escreve o endereço de e-mail dos destinatários, ninguém fica a conhecer a sua lista de envio, e a entidade que lhe enviou o dito e-mail também não pode recolher os e-mail's dessa lista de envio.

Este método é utilizado sempre que você recebe «correntes de oração», «promessas de boa sorte», ou outras situações que justifiquem re-enviar o e-mail para um determinado número de pessoas conhecidas.

De preferência apague esses e-mail's e não os re-envie a ninguém.

3) Vou finalizar com um terceiro perigo existente na rede de internet, chamado PHISHING.

O PHISHING consiste em ser enganado, pensando estar a receber um e-mail de uma entidade sua conhecida.

Esse e-mail pode-se apresentar como vindo das finanças, do seu banco ou outras entidades suas conhecidas, alertando-o para uma situação do seu interesse, e indicando-lhe que deve clicar num link de acesso directo ao portal dessa entidade.

Quando você introduz os seus dados de nome de utilizador, password e outras senhas de autenticação, de forma a entrar nessa entidade, os seus dados de acesso estão-lhe a ser roubados para posteriores actividades criminosas.

Portanto, nunca entre em sites das finanças, bancos, ou outras, sem ser directamente através do site dessa entidade, escrito na região dos endereços web da sua página da internet.


SEMPRE QUE POSSÍVEL, INSTALE UM BOM ANTI_VÍRUS E UMA FIREWALL, PARA A SUA PROTECÇÃO.





sexta-feira, 10 de outubro de 2014


O aborto


Inês Teotónio Pereira

A verdade é que o ónus não está só no Estado, ele continua nas pessoas. O aborto não é um assunto encerrado. É um assunto adormecido.

O assunto parece estar resolvido: quem quer abortar aborta e quem não quer não aborta. As razões que motivam as duas opções são várias, pessoais e intransmissíveis. Cada um sabe de si. O Estado só tem de abrir as portas dos hospitais, pagar um subsídio e sair de fininho deste tema fracturante. Há cerca de sete anos os portugueses decidiram que a forma mais justa de lidar com o melindroso assunto é conceder liberdade total às mães das crianças. Decidiu-se que o Estado não se deve meter nesta relação íntima e muito menos substituir-se à mãe na decisão. E desde então pouco se tem falado do assunto.

O debate há sete anos foi aceso, intenso e apaixonado, e a emoção tomou conta da razão. À pergunta pouco directa e concisa «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas 10 primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?», os portugueses responderam que concordam. Falou-se do início da vida, do embrião, do feto, dos bebés, da gestação e em cada português encontrou-se um filósofo e um cientista. E o dilema adensou-se: se há vida é crime, se não há vida não é. Há vida ou não há vida? Uns dizem que sim, outros garantem que não. Mas havendo vida a anterior lei que permitia o aborto em alguns casos também não é válida. Pois, mas cada coisa a seu tempo. Havendo tantas dúvidas, não será melhor deixar que seja a mãe a decidir se o embrião é vida ou não? Afinal o corpo e o embrião são dela. Sendo uma questão de consciência, ficou resolvido que decide a mãe. E o pai, tal como o Estado, não conta.

De seguida fomos todos para casa de ombros caídos ou cantando vitória. Mas fomos todos para casa. Passaram mais de sete anos e o tema já não é palpitante. De vez em quando alguém grita (e bem) que é uma injustiça o Estado isentar as mães que abortam por opção de pagarem as taxas moderadoras, mas pronto. Pormenores. Esta é uma causa fracturante do passado.

Entretanto vamos sabendo dos números: entre 2011 e 2013 registou-se uma média anual de 19 mil abortos a pedido da mãe em que cerca de um quarto foram repetições. O porquê de tantos abortos ninguém sabe e poucos querem saber. Sim, era melhor que os números não fossem estes. Sim, era muito bom que ninguém decidisse interromper as gravidezes e que em vez de 19 mil abortos pudéssemos engrossar os números da natalidade em 19 mil. Mas o povo decidiu e a liberdade neste caso deixou de ser um valor supremo e passou a ser um valor divino. O centro da questão passou a ser a política de natalidade e família e talvez assim se dê a volta aos números.

Mas a verdade é que o ónus não está só no Estado; continua nas pessoas. O aborto não é um caso encerrado. É um caso adormecido. Quando se delegou a decisão nas mães, virou-se ao mesmo tempo as costas às que decidem abortar, encolheu-se os ombros às razões e tomou-se a decisão mais neoliberal de todas. Conceitos como o bem comum, a justiça social ou a igualdade de direitos foram arrumados na gaveta com o socialismo de Mário Soares em tempos idos do FMI.

A Igreja é a única instituição que garante em uníssono que um embrião é vida, mas ainda assim os portugueses, dos quais 81 por cento respondiam no censo de 2011 ser católicos, decidiram pela opção da mulher. Passaram sete anos e a verdade é que a lei precisa de ajustamentos, as mães precisam de aconselhamento antes de decidirem e de apoio concreto para escolherem de facto em liberdade. A decisão de 2007 não isenta ninguém, pelo contrário, responsabiliza-nos a todos. Sejam eles do sim ou do não, sejam eles políticos ou eleitores. Neste tema não há culpas, há apenas deveres. Deveres que não se esgotam no segredo das urnas ou no primeiro dia dos mandatos.





quarta-feira, 8 de outubro de 2014


CNAF apoia inclusão de avós

nos cálculos do IRS



A Confederação Nacional das Associações de Família considerou, esta terça-feira, uma «revolução de mentalidades» os avós poderem ser incluídos nos cálculos do IRS, mas defende que esta reforma podia ir «mais além».

O jornal «Público» avança na edição desta terça-feira que, além dos pais e dos filhos, também os avós a cargo vão poder ser incluídos no quociente familiar que determina a colecta do IRS.

Esta proposta faz parte do projecto final da Comissão de Reforma do IRS, nomeada pelo Ministério das Finanças, cujo prazo de entrega ao Governo terminou esta terça-feira.

A CNAF considera esta medida «muito positiva», mas observa que é limitada por um rendimento não superior à pensão mínima do regime geral (259,4 euros).

«Mas, independentemente das limitações, estamos perante uma verdadeira revolução de mentalidades», afirma a Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF) em comunicado.

A Confederação lembra que já tinha apresentado esta proposta no seu parecer à reforma do IRS, a par de benefícios fiscais também para o número de filhos e para as famílias monoparentais.

«Aparentemente, a situação das famílias monoparentais ainda não foi contemplada e o número de filhos a cargo para efeitos de cálculo de quociente familiar era já público», adianta.

Apesar de desejar que esta medida «fosse mais além», a confederação considera que se está a iniciar «uma nova cultura de encarar a família em termos fiscais».

O facto de o IRS passar a admitir os ascendentes como parte integrante de um núcleo familiar é «uma revolução cultural que coloca de forma mais presente o conceito família entre aqueles que norteiam a política fiscal», sustenta.

Esta medida pretende «incentivar a relação afectiva e funcional entre os mais idosos e os elementos activos de uma mesma família, aliviando um pouco a pressão sobre as instituições de apoios à terceira idade (lares, misericórdias, etc.) e humanizando mais a relação intergeracional».





terça-feira, 7 de outubro de 2014


Ciganos com turma própria em Tomar

provoca ataques nas boas consciências


Luís Lemos

As boas consciências que por aí andam, quer católicas, quer ateias, multiculturais de gema, ficaram muito indignadas com a formação de uma turma para ciganos na Escola Primária dos Templários, em Tomar. E então essa famosa «Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial» já pediu explicações...

Sim, de facto não está certo. Numa turma só de ciganos, como é que se pode gamar material escolar, mochilas, casacos, relógios, telemóveis, euritos, etc., aos colegas?

E mais injusto ainda. Fartam-se os ciganos de pagar impostos com os seus pouco rentáveis e legítimos negócios (que nem dão para pagar a renda das casas em que foram alojados por nossa obrigação) e depois os seus filhos não têm direito a uma integração escolar decente, ao lado dos senhores!

Cá por mim, para acabar com esta discriminação, deveria haver uma contabilidade fiscal separada para que toda a colecta oriunda da etnia fosse efectivamente aplicada em benefício das suas crianças, da sua saúde e da sua habitação! E, dado que sobra ainda muito dinheiro, até se poderiam pagar os ordenados dos funcionários da tal Comissão de protecção e mesmo aumentar os seus escassos efectivos, que andam assoberbados de trabalho com tanta discriminação dos contribuintes senhores! A tal Comissão de protecção deveria exigir que assim fosse! A justiça social e o multiculturalismo assim o exigem!

A tal Comissão de protecção está a dormir ou quê? Ou estará feita com os discriminadores, racistas, xenófobos, reaccionários e nazis?! É de desconfiar! Cuidado! Se assim é, é muito grave! Além de imoral, é ilegal! Atenção, DIAP!

Aliás, para que não haja suspeitas de jogo duplo por parte dessa Comissão, os seus membros deveriam depositar no Tribunal Constitucional as suas declarações de interesses, indicando nomeadamente quantos ciganos existem nas turmas dos seus filhinhos ou netinhos, quantos ciganos conhecem na produção, quantos ciganos empregam, quantos ciganos moram nos seus prédios e a quantos hectómetros ou quilómetros das suas residências é que moram ciganos. Não seria preciso – nem convém – declararem se já assistiram alguma vez a ciganos (educadores das crianças ciganas) passarem à frente das pessoas numa bicha, a fazerem arruaças nos bancos dos hospitais, com ameaças a médicos, para passarem à frente de toda a gente, ou se estavam do lado da repressora GNR ou do bondoso Pedro Bacelar de Vasconcelos no caso João Garcia (ver em http://moldaraterra.blogspot.pt/2010/08/pedro-bacelar-de-vasconcelos-ex.html).

E assim, com essa declaração de interesses, certamente repleta de caridade, afastariam todas as suspeitas e demonstrariam que estão de alma e coração com a nobre causa...





segunda-feira, 29 de setembro de 2014


Como a Hungria está a dar a volta à crise demográfica


(Da imprensa)

Políticas pró-família de Budapeste premiadas em Cascais. A responsável pela pasta das famílias diz que as críticas à constituição da Hungria devem-se ao facto de o texto defender valores da Civilização cristã.


A Hungria, tal como Portugal e uma grande parte da Europa, enfrenta um «Inverno demográfico». Mas, segundo a Secretária de Estado da Família e da Juventude, já começa a sentir-se a «Primavera», graças às políticas implementadas pelo Governo de Budapeste.

«Nos primeiros sete meses deste ano o aumento de nascimentos é da ordem dos 3,1% em comparação com o ano passado. É um bom sinal» – refere a Secretária de Estado.

A responsabilidade por esta inversão da tendência é do Governo que se tem esforçado para criar um ambiente mais favorável às famílias.

Directamente responsável por esta pasta, Novak dá alguns exemplos: «Há um sistema de redução de impostos. Depois do primeiro e do segundo filho os cortes são moderados, mas tornam-se bastante significativos depois do terceiro. Há ainda medidas sobre o abono de família e tentámos tornar mais fácil às mães decidir se querem regressar ao trabalho ou ficar em casa com os filhos. Antes eram-lhes cortados os subsídios se voltassem ao trabalho, mas agora continuarão a receber os benefícios a que têm direito», diz a secretária de Estado.

Estas medidas «afectaram directamente 18,2 mil mães até agora». «Para elas e para as suas famílias foi possível criar uma situação financeira melhor.»

A Secretária de Estado recebe este sábado um prémio em nome do Governo húngaro, oferecido pela Associação Europeia das Famílias Numerosas, cujo congresso se realizou em Cascais.

Em 2012, a Hungria adoptou uma nova constituição, aprovada pelo partido no poder, que foi eleito com mais de dois terços dos votos.

As críticas não se fizeram esperar: desde alertas para o fim da democracia no país até preocupações com a liberdade religiosa.

Katalin Novak diz que tudo nunca passou de alarmismo e acredita que a verdadeira raiz das críticas se encontrava, em parte, no facto de a nova constituição defender a vida desde a concepção, definir o casamento como sendo entre um homem e uma mulher e referir explicitamente Deus e a herança cristã do país.

«Nunca saberemos se foi a razão principal ou não, mas penso que foi uma das razões das críticas».

«Somos muito claros em afirmar os valores que consideramos importantes e que os nossos eleitores consideram importantes. Por exemplo, houve um grande debate porque a constituição refere Deus e o cristianismo, mas sempre defendemos que essas palavras estão na primeira frase do nosso hino».

«A tolerância de que tanto ouvimos falar seria muito bem-vinda», refere ainda a Secretária de Estado.



Texto integral da entrevista com Katalin Novak,
Secretária de Estado da Família
e da Juventude da Hungria

Entrevista de Filipe d’Avillez

You are in Portugal to receive an award; can you tell us exactly what this is about?

The award is for the Hungarian government, because we run a programme which is called the Elizabeth programme, which is a social tourism initiative.

From a non-state budget, there is a social tourism programme for 1% of the Hungarian population. This means that children, people, families, elderly people from underprivileged social situations can go for a low fee to Lake Balaton for a summer camp, at three euros a week.

This is a social tourism system which was awarded now by the European Large Families Association, which meets for a congress every second year, and are currently meeting in Cascais.

This is one policy, are there more examples of family friendly policies in Hungary?

Yes, of course. One important example is the creation of this secretariat of State, which is only responsible for families and youth. We are dedicated only to families and we are currently facing a demographic situation which is similar to the one in Portugal. We are fighting these challenges, promoting family values and strengthening families, through measures which give more income to families, or leave more income in their pockets, on one hand, and on the other hand we are trying to change people's mind-sets, towards really appreciating the values of the classical family models.

Leaving more money in their pockets, does this mean tax cuts for people with large families?

Exactly. There is a new tax reduction system. After the first and second child it is more moderate, but after the third it is quite a large tax reduction.

There are also more measures concerning the family allowance system. We try to make it easier for mothers to decide if they want to stay at home with their children, because in Hungary maternity leave is quite long, up to three years. But for our economy it is also positive if mothers who are about to go back to work don't have to choose between staying at home forever with the children or going back to work. Before they didn't get child care allowance if they went back to work, but now if they do they will still get all the benefits which they deserve.

It is still early, of course, but have you begun noticing an increase in the fertility rate?

Yes. The population of Hungary is about the same as Portugal [+/- 10 million], so you will understand the numbers. For example, just these measures I have mentioned influenced 18,2 thousand mothers. For them we could create a better financial situation, and for their families also. On the other hand the demographic figures are quite positive. In the first seven months of the year, the increase of the number of births is now 3.1%, in relation to a year ago. This is a good sign.

Of course when you talk about demography you have to think long term, you have to be cautious, but I see very good signs, all the measures our government is implementing in terms of family and demography are having their effect on the situation of families and demographic rates.

You met with representatives of the Portuguese Government, have you given them any advice regarding these issues?

I met with the minister of solidarity issues, so we have common themes, we had a very fruitful meeting and we see that we face, if not the same challenges, very similar challenges concerning demography, pension system, family allowance system, and he just told me about all the new measures the Government has just accepted, or is about to accept, they seem very interesting and I think we will have a fruitful exchange of experience. We also have a new ambassador here in Portugal so she is going to be very active in bringing the two countries closer to each other.

Did you detect interest in learning from the Hungarian experience?

Yes, we had mutual interest towards each other’s experiences.

This award seems to be public recognition of a serious change in policy regarding family, moral and social issues, by your government, is this so?

I think it is important that we don't only criticize each other, or if we talk about the EU level also, there is a lot of criticism concerning the steps any government makes. I think it is important to really focus on the real activity of Governments and appreciate programmes and activities which are positive or which have positive results, or result in positive changes.

I think also Portugal and Hungary, and the European Association of Large Families share common values, European values and Christian values. I think that for us, for the Hungarian government, it is a big recognition and we very much appreciate that there is a real interest from the Portuguese Government and this association.

Interestingly you mention European values, but many people criticize the European Union and precisely because they are not emphasizing those values, on the contrary. Do you think the European institutions, mainly the ones which have criticised Hungary so much, are they drifting away from those values?

I wouldn't say that. I say that we share common values, but we also have values which are specific for each and every country. It is very important that we recognise the common European values and that we can be free to have the added values which we share, or that we as Hungarians or as Portuguese, consider important. In the meantime we have to recognise and never question the common values we share, but also to have the liberty of emphasizing the values which are important to us.

But the new constitution was severely criticized when it was first drafted, with people accusing Hungary of limiting democracy and so on. Were these criticisms justified?

Not at all.

We all heard these criticisms, but there was a democratic vote and the Government was elected by a two third majority. If the voters are voting for the continuation of the work we did for four years, that underlines the fact that we are on the right path.

On the other hand I think there were all these disputes and all this criticism, but if we had these debates in the European parliament, the Commission, the Court of Justice and so on, we could defend our values and our contributions, and we never failed in that.

Others defended Hungary saying that the criticisms were motivated by the fact that Hungary was passing laws defending life from conception, defending marriage when many countries are going in the opposite direction. Could that be the main reason behind the criticism?

We will never know if it is the main reason or not, but I think it is one of the reasons, yes. Because we are very open in stating the values which we consider important and which our voters, the Hungarian people, also consider important. For example, in the Hungarian constitution we included the words Christianity and God and there was a big debate and we always said that in our national anthem that is the first sentence and it has always been that way.

The tolerance which we always talk about would also be very much appreciated from the other side. There are these debates on values which are also behind this, and there are also economic interests which may have been hurt thanks to some economic measures which we introduced in the last four years, and these cannot always be separated from the debates going in Europe concerning Hungary at the moment.





domingo, 28 de setembro de 2014


Onde estão as famílias?


Inês Teotónio Pereira, Jornal i, 27 de Setembro de 2014

O problema da família, a fatalíssima crise da família, é só um: a família eclipsou-se. Não é tida nem achada em tema nenhum

Quando se fala de crianças, de educação ou de idosos, o link automático direcciona-nos para o Estado ou para a escola. A família é raramente mencionada. Diz-se que a família, tal como os valores, está em crise. Diz-se que a família é um conceito dinâmico, e de tal forma dinâmico que até já se criou uma nova espécie, as novas famílias – como se não fosse tudo a mesmíssima coisa. Diz-se que é o Estado que deve educar as crianças através de programas curriculares herméticos, fechados e idênticos para todas as elas no conteúdo, na forma e no tempo. O Estado é a nossa grande família. Ao Estado cabe proteger os avós, educar as crianças, empregar os pais, integrar os imigrantes, travar os emigrantes, garantir a igualdade das mulheres, inverter da curva da natalidade e até melhorar os rankings internacionais do sucesso escolar. Às famílias cabe votar e pagar impostos.

O problema da família, a fatalíssima crise da família, é só um: a família eclipsou-se. Não é tida nem achada em tema nenhum e não quer ser tida nem achada em tema nenhum. Quando se fala de educação, fala-se de professores e da sua estabilidade profissional, e quando se fala das franjas mais vulneráveis da sociedade, como idosos, deficientes ou pobres, remete-se o problema para a segurança social. As associações de pais têm um centésimo da intervenção social na educação de qualquer sindicato de professores, assim como são os lares quem o Estado preferencialmente financia para acolherem os avós, e não as famílias que o deviam fazer. Raramente se fala da família e raramente se reclama o quer que seja da família, dos pais, dos tios, dos avós ou dos irmãos. A rede familiar foi substituída pela rede burocrática do Estado e a genealogia pelo direito administrativo.

Quando Rousseau pensou no contrato social, não imaginou que por aqui se fosse tão longe. Não imaginou que as famílias não reclamariam poder, deveres e direitos, e que não se organizassem como a célula-base de qualquer sociedade.

Hoje fala-se, e muito, de políticas de família – como se as políticas não fossem todas para as famílias, da saúde à educação, da economia à justiça –, mas é muito pouca a dinâmica das próprias famílias. Os nossos filhos não são só alunos, os avós não são apenas pensionistas, e o resto da população meros contribuintes. Mas, antes disso, cada um faz parte de uma família (nova ou velha) e é nessa família que se define e decide tudo o resto. Sim, as famílias estão em crise. Crise económica e crise de identidade. A primeira cabe ao Estado, em primeira instância, resolver, pagando as dívidas astronómicas que durante décadas acumulou e aliviando a carga fiscal que vai arrecadando para manter o nariz fora de água. A segunda crise, que não se resolve com programas de governo, é responsabilidade de cada família. A família é um grupo de pessoas com identidade própria que, dentro da sua dinâmica, educam, constroem, apoiam e sustentam um País. É das famílias que são feitos os países, e não apenas de indivíduos ligados aos Estados. Para que as famílias voltem a contar é preciso que as próprias famílias se tenham em conta e se considerem verdadeiros agentes políticos e sociais. Até lá, continuaremos a ter o Estado como pai e os verdadeiros pais como contribuintes.