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segunda-feira, 27 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
Superior interesse da criança
Inês Teotónio Pereira, ionline, 9 de Maio de 2015
Há uns tempos encontrou-se a frase-chave que resolve todos estes dilemas: o superior interesse da criança
Hoje em dia, as pessoas gostam tanto mas tanto das crianças que pensam mil vezes antes de ter filhos. Eu percebo. A angústia de pensar que não se consegue dar tudo o que eles merecem, de não se conseguir ser uma mãe perfeita, de não se conseguir fazer com que os nossos filhos sejam as pessoas mais felizes do planeta é penosa. Não há tempo, não há dinheiro, não há casa, não há ajudas e não há certezas quanto ao futuro. E as crianças merecem certezas, tempo, conforto e a melhor educação. É um direito que lhes assiste e nós, pais, como únicos responsáveis pelo seu nascimento, temos o dever de lhes proporcionar tudo isso. Ou então, na dúvida, tínhamos tido juízo.
Mas, ainda assim, vamos tendo filhos. Poucos, mas lá nascem alguns. E nascem não por uma questão moral ou de dever, mas porque ser mãe ou pai é, antes de tudo, uma realização pessoal. Não tanto quanto a árvore e o livro, mas ainda faz parte desta trilogia. Mas o pior vem depois. Com os filhos nascidos, o que é que se faz? As crianças são o melhor do mundo, todos adoramos crianças e nenhuma pediu para nascer. Ora, nós somos simples seres humanos, frágeis, imperfeitos e cheios de incertezas. Como conciliar a nossa imperfeição com a perfeição de uma criança?
Há uns tempos encontrou-se a frase-chave que resolve todos estes dilemas: o superior interesse da criança. Ou seja, desde que se tenha em conta o superior interesse da criança, estamos no caminho certo. Como consequência desta teoria, no momento em que se tem filhos, os nossos interesses passam a inferiores e os interesses das nossas crianças a superiores. Nada mais tem interesse, portanto.
Ora, isto traz alguns problemas ao dia-a-dia das famílias, dos pais e da população em geral. É que ninguém tem bem a certeza de qual é o superior interesse da criança e elas não se sabem explicar. Com os direitos da criança, não há dúvidas, e é do superior interesse de todos que eles sejam cumpridos, mas já o interesse traz algumas dúvidas. E daí que seja automática a confusão entre o interesse da criança, o capricho da criança e a dúvida sobre quem o define. Ou seja, sob esta bondosa e necessária teoria do superior interesse da criança é costume deixar que seja ela a definir o seu interesse, e como a criança é apenas uma criança, ela rapidamente transforma o interesse em capricho. É esta a nossa desgraça, deixarmos que sejam as crianças a definir os seus interesses. E isto transforma a nossa vida num caos.
Por exemplo, é de entendimento geral que é do interesse das crianças fazer barulho, fazer birras, só comerem doces, verem televisão quando lhes apetece, partirem o tablet do pai, não dormirem a horas certas, etc. E que este interesse deve condicionar todos os outros. Exagero? Eu explico: o meu filho mais novo, de dois anos, tem o hábito de começar a gritar dois minutos depois de ir para a cama. Interessa-lhe que alguém lhe pegue ao colo e fique com ele ao colo até sua excelência adormecer. Sendo o interesse dele superior ao meu sossego, tenho cedido. Até que um dia deixei-o berrar durante dez minutos, ignorando o interesseiro, e só quando comecei a ter medo que os vizinhos chamassem a polícia é que fui ao quarto dele. Peguei-lhe ao colo, dei-lhe água e a criança caiu no sono que nem uma pedra. Nesse dia, os interesses desse meu filho mudaram. Mais exemplos: as crianças fazem normalmente birras em público porque sabem que todas as pessoas que estão no supermercado zelam pelo seu superior interesse. Por isso, atiram-se para o chão porque lhes interessa empurrar o carrinho, desesperam em frente da prateleira dos doces porque têm interesse em comer chocolates, etc. E nós, pais, como principais responsáveis pelo interesse dos nossos filhos, que é superior, ficamos sem saber o que fazer porque, como se sabe, não é de todo do interesse da criança levar uma palmada.
Pois, a verdade é que o superior interesse da criança tem vindo a tramar a vida aos pais. E daqui me pronuncio contra a definição do superior interesse das pestinhas por elas próprias. Quem sabe qual é o superior interesse das crianças são os pais, seus superiores. As crianças até podem dar sugestões mas, nesta questão, não há democracia. Só assim poderemos um dia viver todos em harmonia e só assim resolveremos o problema da natalidade.
Embuste do «movimento feminista» prejudica a própria mulher
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| Mãe e filhas jogando xadrez (obra de Francis Coates Jones, 1857 – 1932) |
Paulo Roberto
Campos, IPCO, 11 de Março de 2017
A respeito deste «Dia
Internacional da Mulher», textos e mais textos foram publicados ad
nauseam em todos os jornais impressos ou online. Tal dia
não passa de uma absurda invenção imposta pelo movimento feminista, copiando
uma propaganda do regime comunista na antiga URSS. Hoje vemos que realmente o
comunismo não morreu — ele «espalhou os seus erros pelo mundo», sendo um deles
o chamado «feminismo». E certos media colaboram prematuramente para espalhar
tais erros.
Assim, os media repetiram baboseiras
infindas e duras críticas a mulheres que se defendem enquanto «rainhas do
lar», esposas e mães, como se estes atributos tão nobres e elevados
não pudessem ser considerados «direitos da mulher». Para os media esquerdistas
e o «movimento feminista», o «direito da mulher» é, por exemplo, o «direito ao
aborto» — o direito da mulher matar o próprio filho que está a gestar!
Entretanto, na essência às
mencionadas baboseiras, encontrei um texto primoroso. Foi publicado há cinco
anos no «Dia Internacional da Mulher» («Folha de S. Paulo», 8-3-12), da autoria
da jovem Talyta Carvalho [foto abaixo]. Imagino que este texto foi
rasgado, pisado e queimado pelas «feministas» radicais, que, no fundo,
desejariam mesmo era «queimar» como «herege» a própria autora, acusando-a de
ser contrária ao «apoderamento feminino», à «igualdade de género», à «lei do
feminicídio», de ser «politicamente incorreta», «preconceituosa» etc..
Acusações levianas, mas que nos estimulam a divulgar largamente o
interessantíssimo artigo, que abaixo transcrevo.
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| Talyta Carvalho (Filósofa especialista em renascença e mestre em ciências da religião pela PUC-SP) |
Não devemos
nada ao feminismo
Talyta
Carvalho
As feministas chamaram «libertação»
à saída forçada do lar para trabalhar; a sua intolerância tornou constrangedor
decidir ser dona de casa e cuidar dos filhos.
Na história da espécie humana, a
ideia de que a mulher deveria trabalhar prevaleceu com muito maior frequência do que a ideia de que deveria ficar em casa a cuidar dos filhos.
Não raro, o trabalho que cabia à
mulher era árduo e de grande impacto físico. Para a mulher comum na
Pré-história, na Idade Média, e até no século XIX, não trabalhar não era uma
opção.
Uma das conquistas do sistema
económico foi que, no século XX, a produtividade tinha aumentado tanto que um
homem de classe média era capaz de ter um bom salário o suficiente para que a
sua esposa não precisasse de trabalhar.
No período das grandes guerras e no
entreguerras, a inflação, os altos impostos e o retorno da mulher ao mercado de
trabalho (que significou um aumento da mão de obra disponível) diminuíram de
tal maneira o rendimento do homem comum que já não era mais possível que a
maioria das mulheres ficasse em casa.
A este movimento forçado da saída da
mulher do lar para o trabalho as feministas chamaram «libertação».
É óbvio que não se está a defender
aqui que as mulheres não possam trabalhar, não casar, não ter filhos ou que não
possam agir de acordo com as suas escolhas em todos os âmbitos da vida. Não é
essa a questão para as mulheres do século XXI pensarem a respeito.
O ponto da discussão é: em que
medida a consequência do feminismo, para a mulher contemporânea, foi o
estrangulamento da liberdade de escolha?
Explico-me. Por muito tempo, as
feministas reivindicaram a posição de luta pelos direitos da mulher, excepto se
esse direito for o direito de uma mulher não ser feminista.
Assumir uma posição crítica ao
feminismo é hoje o equivalente a ser uma mulher que fala contra as mulheres.
Ilude-se quem pensa que na universidade há um ambiente propício à liberdade de
pensamento.
Como mulher e intelectual, posso
afirmar sem pestanejar: nunca precisei «lutar» contra os meus colegas para ser
ouvida, muito pelo contrário. A batalha é mesmo contra as colegas mulheres,
intolerantes a qualquer outra mulher que pense diferente ou que não faça da
«questão de género» uma bandeira.
Não ser feminista é heresia
imperdoável, e a herege deve ser silenciada. Até mesmo porque há muito em jogo:
financiamentos, vaidades, disputas de poder, privilégios em relação aos colegas
homens — que, se não concordam, são machistas e preconceituosos, claro.
Outro direito que a mulher do século
XXI não tem, graças ao feminismo, é o direito de não trabalhar e escolher ficar
em casa e cuidar dos filhos — recomendo, sobre a questão, os livros «Feminist
Fantasies», de Phyllis Schlaffly, e «Domestic Tranquility», de F. Carolyn
Graglia. Na esfera económica, é inviável para boa parte das famílias que a
esposa não trabalhe.
Na esfera social, é um
constrangimento garantido quando perguntam «qual a sua ocupação?». A resposta
«sou só dona de casa e mãe» já revela o alto custo sociopsicológico de uma
escolha diferente daquela que as feministas fizeram por todas as mulheres que
viriam depois delas.
O erro do feminismo foi reivindicar
falar por todas, quando na verdade falava apenas por algumas. De facto,
casamento e maternidade não são para todas as mulheres. Mas a nova geração deve
debater estes dogmas modernos sem medo de fazer perguntas difíceis.
domingo, 12 de março de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
quarta-feira, 1 de março de 2017
Finlândia: Parlamento faz ouvidos moucos ao apelo da população contra «casamento» homossexual
Hélio Dias Viana, IPCO, 28 de Fevereiro
de 2017
Na Finlândia, país
nórdico com cerca de 5 400 000 habitantes, o Parlamento [foto acima]
acaba de rejeitar, por 120 votos contra 48, um abaixo-assinado no qual 106 000
finlandeses pediam que o casamento entre um homem e uma mulher continuasse a
ser o único reconhecido pela legislação do país.
Informaram à Agência
Boa Imprensa os Srs. Jukka-Pekka Rahkonen e Pasi Turunen, líderes da
associação Aito Avioliitto (Casamento autêntico), que
estiveram à frente do referido abaixo assinado.
«A onda conservadora ainda não
chegou à Finlândia. A luta acaba de começar. Estamos desapontados, mas não derrotados»,
declarou Rahkonen. [foto abaixo]
Ele prosseguiu: «Na
Finlândia não temos uma lei de referendo. Se tivéssemos, as coisas teriam sido
diferentes. A maioria do povo finlandês ainda é conservadora e, conforme
pesquisa de 2014, a favor do casamento tradicional. São as elites culturais e
políticas, juntamente com os média, que estão promovendo o ‘casamento’
homossexual».
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| Jukka-Pekka Rahkonen |
«Mas as coisas vão
mudar. Começámos agora a lutar para manter a liberdade de expressão e a
liberdade de educar os nossos filhos com valores conservadores. A verdadeira
luta deveria ter sido iniciada há 10 ou 20 anos. Realmente é um declive
escorregadio e devemos ser mais audazes. A indolência é uma maneira 100% certa
de perder a luta», concluiu.
Por sua vez, Pasi Turuni
declarou: «É claro que esta decisão é uma decepção para muitos que
tinham feito campanha incansavelmente pelo autêntico casamento. No entanto, não
foi uma surpresa ter acabado assim. Tornou-se óbvio, ao longo do tempo, que há
políticos radicais que não se preocupam realmente com argumentos racionais
sobre o que é o casamento, sobre os direitos das crianças, sobre o significado
de mãe e pai para uma criança. […] Como Estado membro da ONU e signatária
vinculante da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, a
Finlândia deveria ter preparado essa avaliação ao aprovar esta lei».
Turuni [foto abaixo]
acrescentou que «há factos que nenhuma lei pode mudar: os homens
continuam sendo homens e as mulheres continuam sendo mulheres e só as uniões
entre um homem e uma mulher podem produzir prole. Isto não muda. O casamento entre
um homem e uma mulher sustenta toda a sociedade e leva-a mais longe. Isto não
muda. As crianças têm o direito natural de ter uma mãe e um pai e somente a
união de um homem e uma mulher pode sustentar este direito de nascimento de uma
criança no casamento. Dois homens não podem ser uma mãe nem duas mulheres podem
ser um pai de uma criança. Estes factos não mudam».
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| Pasi Turunen |
Afirmou ainda que a
nova lei, que entrará em vigor no próximo dia 1 de Março, «só pode
ofuscar a verdade sobre o casamento, e trará confusão e desafios às escolas e
aos lares, bem como à liberdade religiosa e de expressão».
Mas garantiu: «A
Associação Aito Avioliitto vai continuar a trabalhar e
defender o valor do casamento autêntico como uma união de um homem e uma
mulher. Vamos participar na discussão cívica na praça pública, fazer com que a
nossa voz seja ouvida nas questões legais, defender o casamento, e resistir a
quaisquer tentativas de silenciar aqueles que defendem a verdadeira definição
de casamento como uma união conforme estabelecido por Jesus Cristo.»
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
O que defendemos no debate sobre a eutanásia
Isabel Galriça
Neto, Observador, 22 de Fevereiro
de 2017
Na Holanda em 2015 praticou-se uma
eutanásia a cada hora e meia. De pessoas com doença mental, pessoas que não
pediram para morrer, pessoas sem situações de terminalidade, pessoas cansadas
de viver.
Neste debate sobre a legalização da
eutanásia defendemos a inviolabilidade da Vida humana, o respeito pela
Dignidade e pela Liberdade.
Este não é de todo um debate
confessional – como querem fazer crer —, talvez para acentuar um preconceito
subtil de que sendo um debate religioso seria uma coisa retrógrada, um
preconceito que confunde a sociedade laica em que vivemos com uma sociedade
anti-religiosa. O debate, ainda que politizado, é claramente sobre que valores
queremos ter na sociedade moderna para dar resposta ao sofrimento dos mais
vulneráveis.
Defendemos a protecção da vida e a
Dignidade. Entendemos que não é preciso escolher ser morto por outro para ter
Dignidade na morte, aliás ser morto por outra pessoa é provavelmente a forma
menos digna de se morrer. Defendemos a Dignidade enquanto valor intrínseco e
patrimonial inegociável do ser Humano, pelo que para nós, e independentemente
das circunstâncias, não há vidas que valem a pena ser vividas e outras não. É a
vida que deve ter Dignidade, até ao fim, existindo hoje indicações rigorosas e
meios de intervenção claros que não permitem que se prolongue a vida das
pessoas com doenças avançadas e em sofrimento à custa de mais sofrimento com
tratamentos inúteis.
Numa matéria literalmente de vida ou
de morte como esta, com a relevância que a rodeia, não são admissíveis
imprecisões e eufemismos que enviesam o debate, acrescem demagogia e pouco
esclarecem: por exemplo, não se trata de um direito a morrer nem de uma morte
assistida – trata-se sim de criar um pretenso direito a ser morto por outra
pessoa; não se trata de morte digna – mal estaríamos se apenas os homicídios a
pedido definissem a dignidade na morte; e não se trata de abranger apenas
situações de fim de vida, pois no articulado do ante-projecto não são
claramente excluídas outras situações de sofrimento, como situações de
sofrimento existencial e com muito tempo de vida pela frente. Faz-se crer que
serão situações de excepcionalidade, que depois o próprio articulado não
permite de todo garantir.
Defende-se uma certa visão
distorcida da Autonomia, em nosso entender irrealista e incorrecta: a ideia de
que a autonomia é igual a uma autodeterminação absoluta em que o individualismo
se estabelece e se ignoram as consequências do exercício das liberdades no Bem
Comum. Se a autonomia fosse um valor absoluto, não seriam recusados pedidos nem
se reservaria esta opção apenas para situações de fim de vida, e não seriam
médicos a aprovar a decisão, esses sim os verdadeiros decisores que vêem o seu
poder reforçado. A eventual legitimação e aplicação das propostas defendidas
levaria a uma aparente «normalização» do matar a pedido e a uma banalização
daquilo que consideramos um retrocesso na nossa sociedade. O que se iria impor
seria uma visão apoucada do ser humano, que teria consequências perigosas no
Bem comum, pois é isso que acontece quando se fazem leis deste tipo nos poucos
países europeus que as têm, e se permite que sejam mortas milhares de pessoas
por ano – uma eutanásia a cada hora e meia na Holanda em 2015 –, pessoas com
doença mental, pessoas que não pediram para morrer, pessoas sem situações de
terminalidade, pessoas cansadas de viver.
Defendemos uma sociedade moderna, que tem na
protecção da vida o alicerce dos Direitos Humanos, uma sociedade que não
descarta os mais vulneráveis e lhes amplia horizontes. Para nós, o problema do
sofrimento em fim de vida trata-se cuidando e não eliminando aquele que sofre.
Maçonaria francesa proíbe sites «enganosos» pró-vida
«Liberdade — Igualdade — Fraternidade»
ou as «amplas liberdades» maçónicas...
Chiara Bertoglio, Mercatornet, 21 de
Fevereiro de 2017
Uma das citações mais mal atribuídas credibiliza a
Voltaire com uma frase bem formada – que ele nunca escreveu. De qualquer
forma, o pai do Iluminismo francês e dos seus valores, alegadamente proclamou:
«Eu desaprovo o que diz, mas vou defender até à morte o seu direito de
dizê-lo.» (Na verdade, a frase vem da pena de Evelyn Beatrice Hall).
Parece, no entanto, que os
netos de Voltaire estão a desviar-se cada vez mais dos valores fundadores da
sua República e da sua democracia, que são parcialmente resumidos na citação
falsa. Na sua versão actualizada deve ler: «Eu desaprovo o que diz, mas
vou defender até à morte o seu direito de concordar comigo.» Ou então, cala a
boca.
De qualquer forma, é a
mensagem que o Parlamento francês enviou para aqueles que discordam do aborto e
que estão a usar a internet para informar às mulheres que não é o único, e
muito menos a melhor resposta para uma gravidez indesejada. Na última
quinta-feira, a Assembléia Nacional aprovou uma lei contra a «difusão de
informações enganosas» sobre o aborto, um crime punível com pena máxima de dois
anos de prisão e multa de US $ 30.000.
A medida expande o crime
existente de «obstáculo ao aborto» – com o objectivo de impedir que activistas
pró-vida falem às mulheres que entram em clínicas de aborto, ou organizem
manifestações perto de clínicas e hospitais públicos – para incluir sites e «obstáculos
digitais».
Num artigo precedente escrevi
sobre o bagarre que (o
combate que) cerca alguns Web site franceses da
pró-vida. Ocasionalmente semelhantes em aparência aos sites oficiais do
governo que fornecem informações sobre serviços de aborto, estes sites (muito
bem sucedidos) têm o objectivo de ajudar as mulheres que estão a enfrentar uma
gravidez difícil ou inesperada, encorajando-as a escolher a vida para seu bebé.
No último caso, nenhum mal
está a ser feito a ninguém, especialmente porque as pessoas são perfeitamente
livres para silenciar informações indesejáveis com um clique numa janela do
navegador. Nenhum pro-lifer francês aparece sob o seu laptop enquanto está
a navegar na internet para «dificultar» a sua ida para uma clínica de aborto.
Sim, às vezes é muito
difícil encontrar apoio legal para suprimir a liberdade de expressão em França,
uma vez que a famosa liberté ainda está no lema da República. Neste caso, é
preciso encontrar uma maneira oblíqua de obter o mesmo resultado.
Assim, os sites pró-vida
devem ser encerrados não porque os seus conteúdos
diferem da linha oficial sobre
o aborto, mas porque parecem muito semelhantes aos sites oficiais pró-escolha e,
portanto – é mantida – enganam as mulheres e fortalecem-nas a continuar a
gravidez.
A ministra dos Direitos da
Mulher, Laurence Rossignol, declarou:
«Os adversários do controle
da natalidade estão a avançar disfarçados, ocultos atrás de plataformas [web-]
que imitam sites institucionais ou linhas directas aparentemente
oficiais. Os militantes pró-vida, entretanto, permanecerão livres para
expressar a sua hostilidade contra o aborto. Desde que afirmem
sinceramente quem são, o que fazem e o que querem.»
Mas o que isto significa na
prática? De acordo com este relatório, a redacção da lei não é restritiva:
«Tal como está, pode ser
usado para processar aqueles com qualquer «informação» que apresenta o aborto
numa luz desfavorável e empurra as mulheres a não escolher o aborto. A lei
não define quem tem autoridade para julgar se a informação é oficialmente «enganosa».
Isso dependerá dos juízes em princípio e especificamente para a saúde e
funcionários do governo.»
Quem está a enganar as
pessoas neste debate é, pelo menos, aberto a questionar. O site oficial do aborto fala, por exemplo, sobre o aborto cirúrgico como uma
«aspiração do ovo» e afirma que «o aborto não é a remoção de uma vida», como
disse Rossignol na Assembléia Nacional. O site oficial diz que «todos os
estudos sérios» mostram que não há efeitos psicológicos adversos a longo prazo
do aborto, enquanto que o site IVG.NET pró-vida fornece evidências
muito credíveis contra. Isto poderia, sob a lei, levar a queixas e
acusações.
A Alliance Vita, uma rede
pró-vida, denuncia a lei como um perigo para a «liberdade de expressão e de
informação. [...] Não só a objectividade da informação é ameaçada, mas
também qualquer prevenção das pressões que encorajam o aborto, que actualmente
são negadas e ignoradas».
IVG.NET por sua vez não está pronto a recuar. O seu director
M. Phillippe declara que não mudará «o conteúdo dos nossos sites ou a
ajuda que fornecemos às mulheres por telefone, incluindo o convite para
refletir».
Torna saliente que a
tentativa de esmagar sites pró-vida estende-se aos meios de comunicação: nos
oito anos que foram atacados, receberam apenas quatro minutos para colocar o
seu ponto de vista – no canal da TV do Senado Público. Acrescenta:
«Nós, naturalmente, não
exercemos» pressões morais e psicológicas ‘ou’ ameaças ou actos de
intimidação». Mas o propósito desta lei (e a sua consequência) será
permitir que o Planeamento Familiar nos assedie judicialmente sem que possamos retribuir
condignamente por causa da sua impunidade de facto».
O Partido Republicano
(centro-direita), que votou contra, concorda. Pretendem submeter o texto
ao Conselho Constitucional, na esperança de o declararem contrário à
Constituição francesa.
O golpe para a liberdade francesa é
sério. De facto, o alvo maior do crime de «impedimento ao aborto» é
susceptível de limitar dramaticamente os esforços das pessoas cujo único
objectivo é ajudar as mulheres a escolher a vida.
Para citar Voltaire novamente,
«Nós somos pró-escolha, desde que você escolha o que queremos.» (Podemos fazer
mais uma citação falsa Voltaire, não podemos?).
sábado, 18 de fevereiro de 2017
A gurú da fantasia feminista neopagã abusou dos seus filhos: relato descomunal e revelador
![]() |
| Las sacerdotisas de la Triple Diosa en la
teleserie de Las Nieblas de Ávalon de 2001... versión neopagana feminista de lo artúrico |
Pablo J. Ginés, ReligionenLibertad, 16 de
Fevereiro de 2017
En junio de 2014, la arpista
y profesora de música Moira Greyland, hija de la famosa
escritora de ciencia ficción y fantasía Marion Zimmer Bradley,
creadora de las novelas de Darkover y Las nieblas de Ávalon, confirmó lo que algunos
rumoreaban: no solo su padre era un violador de
niños, sino que su madre abusó de ella y de otras personas y era «un
monstruo violento y frío» que
quería forzarla al lesbianismo.
La escritora había fallecido
en 1999. Sus fans, especialmente feministas, neopaganos y gays, intentaron desdeñar las acusaciones
contra una autora que había difundido sus puntos de vista
progresistas desde la ficción, con cientos de miles, o
millones, de lectores. Pero pronto se vio que Zimmer Bradley era
indefendible. Mark
Greyland, el hermano de Moira, confirmó las acusaciones (aquí en inglés) de
pederastia y violencia.
Sexo en las novelas... en realidad, propaganda pansexual
En las numerosísimas novelas
ambientadas en el planeta Darkover, destacaba una hermandad de mujeres que se
comprometían a no casarse, no someterse en nada a ningún hombre, tener hijos
solo «por placer o propio deseo» y que ven con normalidad el lesbianismo. Había
feministas que escribían a la autora anunciando que creaban comunas femeninas
con esos juramentos.
En «Las Nieblas de Avalon» (llevada a TV en una
miniserie), la protagonista es Morgana, medio-hermana del rey Arturo, y la
«religión de la diosa», más sabia, abierta y tolerante que el patriarcal cristianismo.
En ambas series abundan las
escenas de sexo en circunstancias escabrosas:
tríos, incestos, sexo ritual... a menudo casi por error o
casualidad. Muchos lectores lo veían como unos detalles de
ambientación «exótica» en novelas con culturas de fantasía. Al ser
«otros mundos» se veía en otro contexto. Pero ahora que Moira, la hija de la
escritora explica la ideología que su madre aplicaba, todo cobra un
sentido aún más turbio.
«Lo que mi padre y mi madre creían era lo siguiente: como todo el mundo es naturalmente gay, es la sociedad heterosexual la que hace que todos seamos unos acomplejados y, por lo tanto, limitados». Por lo tanto, promovían el «liberarse» mediante el pansexualismo: sexo de todos con todos (también con menores), pero el sexo homosexual es mejor.
Tríos para despertar la
homosexualidad dormida
Eso explica, por
ejemplo, la escena en la novela de Darkover «Dos
para conquistar» en
la que dos hermanos gemelos/clonados empiezan compartiendo una chica
promiscua en un trío que pasa a ser un «todos con todos» y además con
poderes telepáticos, compartiendo las sensaciones.
O cuando Morgana logra que Lancelot, Ginebra y Arturo se
acuesten los tres juntos para tener un hijo «concebido en
el lecho con el rey». En ambos casos, los
tríos son excusa para mostrar que los personajes masculinos principales son, en
la circunstancia adecuada, homosexuales. Por no hablar de las
muchas escenas de lesbianismo, encubierto o no.
Cuando las reinas paganas,
madres adoptivas de Morgana, la regañan para que no le importe
yacer con su hermano Arturo, o
cuando la misma Morgana se queja del puritanismo
cristiano de la tonta reina Ginebra, no es difícil ver a la misma Zimmer
Bradley intentando
lograr – y enfureciéndose al fracasar – que su hija Moira acepte y
disfrute las relaciones lésbicas (las que la madre quiere que la hija
tenga). Todos los discursos en estas novelas sobre madres que introducen a
sus hijas en sabidurías ancestrales y liberadoras adquieren otro significado.
El feminismo de las heridas y resentidas
Mark, el hijo de la
escritora, además de sufrir los abusos que le infligía su madre, vio que ella a
partir de cierto momento se convirtió en una gurú del feminismo. «Cuando se le
empezaron a acercar mujeres diciéndole cosas como que 'salvaste mi vida y ahora
no necesito matarme', ella empezó a poner caras nuevas y más y más acudían con
ella. Algunas estaban tan furiosas que me trataban como un criminal solo por
atreverme a ser un varón cerca de ella. A veces estas mujeres
infelices se reunían por docenas junto a ella y la veías feliz en su escenario.
Yo veía los rituales y otras rarezas de cerca y a distancia. El feminismo era
para mí un montón de mujeres muy infelices
contándose unas a otras como se las había herido».
Pero detrás había,
sobre todo, una cadena de maltrato y sexo. Marion Zimmer Bradley era lesbiana
(o bisexual, o pansexual) porque su padre abusó de ella, explica su hija
Moira. Y luego ella estaba dispuesta a abusar de sus propios
hijos y de otras personas, para mejorar el mundo con el poder del sexo.
Reproducimos a continuación,
traducido del inglés, el texto detallado con el que Moira Greyland explica cómo
fue criada en un hogar homosexual, lleno de abusos y con una ideología
pansexual que pretendía transformar el mundo, incluyendo el sexo con niños, todo
bajo los aplausos del mundo de la literatura.
![]() |
| Moira
Greyland, la hija de Zimmer Bradley, en una foto promocional de joven, como arpista de música celta |
La historia de Moira Greyland
Nací en una familia de
famosos escritores paganos y gays de finales de los años sesenta. Mi madre era Marion
Zimmer Bradley y
mi padre Walter Breen. Entre
los dos escribieron más de cien libros: mi madre escribía libros de ciencia y
ficción y fantasía (Las
nieblas de Avalon) y mi padre libros sobre numismática: era un
experto en monedas.
Lo que me hicieron es una
cuestión de desafortunado archivo público: es suficiente decir que ambos
querían que yo fuera gay y les horrorizaba que fuera chica. Mi
madre empezó a abusar de mí cuando yo tenía 3 años, y siguió
haciéndolo hasta que tuve 12.
La primera vez que recuerdo
a mi padre haciendo algo violento conmigo tenía 5 años. Sí, me violó. No me gusta
pensar en ello. Si quiere saber algo sobre sus correrías con niñas pequeñas y
tiene un estómago fuerte, busque en Google «Breendoggle», que fue el escándalo
que CASI le expulsa del fandom de
la ciencia ficción.
![]() |
| Walter
Breen y Marion Zimmer Bradley, casados, promiscuos, homosexuales, y – bajo pseudónimo – autores de una apología de la pedofilia... que practicaban con sus hijos |
Lo que le repugnaba profundamente era mi género, a pesar de sus muchas relaciones con mujeres y de sus víctimas femeninas. Me dijo claramente que ningún hombre me amaría porque todos los hombres eran, en el fondo, gays y lo que les pasaba, sencillamente, es que no habían aceptado su homosexualidad natural. Aprendí a comportarme de manera masculina y a caminar sin contonearme.
Se pueden ver las huellas de
lo condicionada que estaba para rechazar mi feminidad en mi absoluta negativa a darme por vencida y en mi
franqueza. Y en mi decisión de ser directora teatral durante
una buena parte de mi vida. Pero una buena parte de mi franqueza es mi rechazo a aceptar la idea de que «en lo profundo de mí
misma debo ser un chico en el cuerpo de una chica». No lo soy.
Soy una chica agraviada por serlo y que intentó ser el «chico» que ellos querían que fuera.
Sexo del padre con
chicos y adolescentes
Es suficiente decir que no
fui su única víctima de ambos sexos. Crecí viendo a mi padre teniendo
«romances» (eso imaginaba que eran) con chicos, una fuente de frustración
porque siempre querían comida y dinero como
pago por el sexo al que les obligaba, y porque no le querían a ÉL (¡ES OBVIO!).
Intenté irme de casa por
primera vez cuando tenía 10 años, cuando fracasé en mi primer intento de
suicidio, y negocié irme cuando
tenía 13 años, diciéndole a mi madre y a su pareja – mujer – que mi padre
estaba durmiendo con ese chico que yo era. En lugar de llamar a la policía, como
hubiera hecho cualquier persona sensata, simplemente intercambiaron casa con mi
padre: él se fue a vivir a su apartamento, que yo llamaba «el
nido de amor», y ellas se trasladaron a la casa familiar.
Esto empeoró las cosas. Durante
un tiempo dormía en los sofás de salón de mis directores de la Renaissance
Faire, pero nadie podía acogerme para siempre. Como se pueden imaginar, con
mi padre había chicos adolescentes, drogas y no mucha comida,
aunque en mi adolescencia no pasé mucha hambre porque los libros de mi madre
empezaban entonces a tener éxito. Durante mi adolescencia viví en todo tipo de
lugares, pero volví a casa de mi padre cuando empecé la universidad.
Moira denunció a su
padre... murió en prisión
Un día trajo a un chico de
once años, con el permiso de su
madre, para que pasara con nosotros una semana. Me horroricé y me aseguré de
que el chico tuviera una habitación y ropa de cama. Cuando vi a mi padre sujetándole boca abajo y besándole por todo
el cuerpo, y vi los libros de pornografía, llamé a mi orientador,
con quien había acordado que llamaría a la policía si yo veía que sucedía algo,
y mi padre fue arrestado. Fue condenado a tres años de libertad condicional por
este delito.
Sin embargo, la noticia se
difundió y un hombre que le había alojado en Los Ángeles se dio cuenta de que
su hijo tenía la misma edad y preguntó. El resultado fue que mi
padre fue condenado por 13 cargos según el código penal de California,
puntos A, B, C y D. (Basta con decir que son distintos tipos de abusos
sexuales que no hay que cometer nunca con nadie, ¡menos aún con un niño!).
Murió en prisión en 1993,
después de que yo le denunciara en 1989. Conviene resaltar que ya tenía antecedentes penales que
se remontan a un arresto en 1948, cuando tenía 18 años.
No creían a Moira... hasta
que llegó la sentencia
Como se pueden imaginar,
aunque mi madre sabía lo que hacía mi padre, como también lo sabía mi
«madrastra», nadie me creyó hasta que fue
condenado, por lo que hasta entonces me tacharon de «histérica».
Esto está también en las
actas públicas: la fría indiferencia de mi madre y la
total falta de responsabilidad de mi madrastra son nauseabundas. Sus palabras debían
bastar. Ella sabía lo que él quería hacer.
En ningún momento busqué
justicia para mí, porque según mis convicciones morales yo debía proteger a
otros y, además, quería mucho a mi padre. Por lo tanto, aunque pensaba que podía
perdonar a mi padre por lo que me hizo, de ninguna manera pensaba que pudiese
perdonarle por lo que hacía a otros... y su última víctima no
fue un prostituto, sino un niño inocente al que le causó un daño terrible.
Adoptar al amante adolescente como hijo
En cualquier caso, mi
familia cerró filas alrededor de mi padre para protegerle y, en fecha más
reciente, ha cerrado filas alrededor de un pariente masculino acusado
de abusar de los hijos de su ex amante varón, a quienes consideraba sus
«nietos» porque había «adoptado» a su chico amante como si fuera su «hijo». Sí, lo
sé, esto produce tantas náuseas que es difícil leerlo, y lo siento de verdad.
De nuevo me han marginado,
me han tachado de «loca» e «histérica» porque, después de todo, ¿por qué
alguien con una larga historia de abuso de chicos adolescentes seguiría
haciéndolo? Por lo tanto, como hice cuando entregué a mi padre a la policía,
presenté una denuncia a la policía y lo mismo hicieron mis estudiantes,
horrorizados por lo que él dijo sobre sus «nietos».
El abusado se
excita... y para el abusador eso lo justifica
Ahora bien, es importante
resaltar que a los que les gustan los muchachitos no consideran que lo que
están haciendo es un «abuso». Para ellos es sexo, creen que es consentido y cualquier tipo de objeción será
ciertamente anulada por los orgasmos que están seguros les pueden provocar.
Y es la vergüenza por estos orgasmos lo que silencia a estas víctimas
masculinas y les convence de que «deben» ser gays. (A pesar de que luego se
casan con mujeres con las que tienen hijos.)
Según parece, 33 denuncias por pedofilia no fueron suficientes para
condenar a mi pariente masculino
anónimo. No es mi problema. Hice lo que pude y es fácil localizarme si
necesitan que, en un futuro, testifique. Perdonen mi fatalismo, pero los agresores sexuales no se detienen y es muy probable
que haya más víctimas. O alguien se ofrece a testificar o él
seguirá agrediendo sexualmente; o, quizás, al ser más mayor ahora, se muera
antes de sufrir las consecuencias de sus acciones.
Entre la época de la
denuncia de las agresiones de mi padre y las de mi otro pariente, conseguí mi
licenciatura en Música y me forjé una carrera como arpista y cantante en bodas. Me
casé y tuve hijos. Conseguí un Máster en Música y en 2007 empecé a enseñar
canto y arpa y a
dirigir óperas con dos compañías operísticas fundadas por mí: una en el Sur de
California y la otra en el Norte. También saqué un álbum de música celta [ejemplos en YouTube]. Sin embargo, nunca
he estado del todo satisfecha con mi carrera. Los artistas tienen que contar su
historia. Y la mía es muy fea como para ser contada.
Sí, estúpidamente volví al
norte de California. La amada esposa de mi primo estaba muriendo de cáncer y yo
quería ser parte de la familia, esperando que con la muerte de mi padre hubiera
desaparecido también su maldad. Me equivocaba.
Sacar a la luz el horror oculto
El mes de junio pasado
(2014), una bloguera llamada Deirdre Saoirse
Moen me preguntó si había algo de verdad en los rumores que circulaban sobre
mis padres y
le dije que sí, que ambos habían abusado de mí y de mi hermano, como también de
una MULTITUD de niños. Le envié dos poemas que había escrito sobre esto; nunca antes había dicho nada públicamente sobre lo que
ambos me habían hecho.
Ella publicó mis emails y poemas en su blog, que se
difundieron con gran rapidez – y con gran asombro por mi parte – en 92 países. Me
llegó una miríada de cartas de personas que habían sobrevivido a abusos
sexuales. Intenté contestarlas todas rápidamente con simpatía y
calor, ¡lo que me dejó extenuada emocionalmente de un modo que a duras penas
puedo describir! A todo el que quería enviar dinero le pedí que lo enviara a
RAINN (www.rainn.org, Rape Abuse Incest National Network: Red Nacional de
Violación, Abuso e Incesto) y hubo incluso autores de antologías relacionados
con mi madre que dieron hasta el último céntimo de sus derechos de autor a esta
organización [seguramente se refiere a Janni Lee
Simner, que siguió escribiendo libros de la saga Darkover después de la muerte
de Bradley; en junio de 2014 declaró que
entregaría el anticipo por los dos libros de la saga y sus derechos de autor a
esta organización, N del T].
Otras personas quemaron sus
libros porque no podían soportar venderlos y ganar dinero con su maldad. Y
otras personas eliminaron los libros de sus Kindles y iPads.
La razón que he dado, y que
sostengo, por no haber hablado de esto es la siguiente: sé
que a mucha gente le gustan los libros de mi madre y no quería herirles ni
alterar sus vidas. Por eso me asombró y me turbó lo lejos que
llegó esta historia. Irónicamente, los superviviente que se beneficiaron de sus
libros han encontrado más fuerza en enfrentarse al abuso que en seguir con
ella. Mi admiración por ellos ¡es infinita!
Los que intentaron
silenciarlo
Es obvio que hubo mucho
debate sobre mi madre y mi padre. Siempre que alguien intentaba cuestionar mi
historia, cientos de personas le silenciaban. Surgieron los lameculos de siempre que
cuestionaron la edad de consentimiento y fueron abucheados. Para
mi sorpresa, me creyeron.
Tras ver lo que le sucedió a
la hija de Woody Allen, pensaba que si hablaba seguramente no podía esperar
otra cosa más que una ejecución pública virtual, pero de alguna manera mi madre
me «protegió» con sus PROPIAS PALABRAS.
Cuando ella fue acusada de
abusar de mí había testificado, tibiamente, que
«los niños no tienen zonas erógenas». Ni siquiera se preocupó de
negar que me había atado a una silla y me había atacado con un par de alicates,
diciendo que iba a arrancarme todos los dientes. Con
su frío reconocimiento, nadie dudó de que había hecho las cosas de las que la
acusaban.
Con pseudónimo,
escribieron una apología de la pederastia
En cualquier caso, desde que
la verdad saltó a la luz, el tema de la pedofilia fue muy
evidente en sus libros para gente que, previamente, lo habían atribuido a la
historia o
a la licencia que se permite a un autor de ficción. Mi padre había escrito, con
ayuda de ella, utilizando el pseudónimo «J.Z. Eglinton», un libro en defensa
del sexo entre adultos y niños titulado Greek Love. De repente,
nadie tenía preguntas sobre lo que, para mí, había sido tan obvio desde el
principio.
¿Qué había cambiado a partir
de ese mes de junio? Desde que yo (y otros) denunciamos a mi pariente masculino
anónimo en el mes de noviembre anterior y decidí NO CONTACTAR para nada con mi
familia vista su respuesta, empezó a surgir dentro de mí la idea de que tal vez ser homosexual ERA la cuestión.
No es solo el abuso: es la
ideología pansexual
Es evidente que me habían
educado para ser totalmente tolerante. Años antes había leído a Satinover [Jeffrey Satinover es un psiquiatra y psicoanalista
americano, conocido por sus libros sobre temas controvertidos en Física y
Neurociencia, pero sobre todo por sus escritos sobre homosexualidad, matrimonio
entre personas del mismo sexo y el movimiento de los ex-gais, N del T.], el cual cree que los gays son
en general «pansexuales», es decir, que prefieren el sexo con TODOS, de
CUALQUIER edad y de CUALQUIER género, en lugar de estar limitados a una sola
persona; él lo considera, verosimilmente, un problema ético y moral más que una
«orientación» sexual.
No puedo decirles cuántas
lesbianas conozco que simplemente odian a los hombres, o que han sido violadas y no pueden pensar en el sexo
con hombres debido a su experiencia.
«Siempre me presentaron la
homosexualidad como lo natural»
Para mí, mi investigación
sobre la homosexualidad fue casi un secreto culpable: yo,
pensando en lo impensable. Después de todo, siempre me habían
presentado la homosexualidad como un estado natural: yo era una «acomplejada» y una «mojigata» porque, a pesar de la súplica
de mi madre para que «intentara lo otro» y «¿cómo podía saber que era
heterosexual?», no podía aceptar el ser gay.
Lo que mi padre y mi madre
creían era lo siguiente: como todo el mundo es naturalmente
gay, es la sociedad heterosexual la que hace que todos seamos unos acomplejados y, por lo tanto, limitados. El sexo
impulsa a la gente a tener sexo con todos, lo que hace
posible la utopía, elimina la homofobia y ayuda a la gente a
convertirse en «lo que realmente es».
También destruye la tan
odiada familia con su paternalismo, su sexismo y su discriminación por edad
(sí: para los pedófilos, eso existe) y todos los otros «ismos». Si
un número importante de niños es sexualizado lo suficientemente pronto,
entonces la homosexualidad será de repente «normal» y aceptada por todos, y las viejas
nociones sobre fidelidad desaparecerán.
Al estar el sexo integrado
como parte natural de toda relación individual, las barreras entre la gente
desaparecerán y la utopía aparecerá. La cultura «heterosexual» emprenderá el
mismo camino hacia la desaparición que emprendieron los dinosaurios.
Como solía decir mi madre: «A los niños se les lava el cerebro
para que crean que no quieren sexo».
Lo sé, lo sé. La estupidez
de esta tesis es supina y la consecuencia actual son adultos de cuarenta años
en terapia por abuso sexual, muchos, muchos suicidios y vidas
destruidas para casi TODOS. Pero
alguien necesitaba decirlo. ¿Alguien escuchará?
Las víctimas de la
pansexualidad: suicidios y traumas
Había seis personas
Sin-Nombre en el juicio de mi padre, que no testificaron, y dos víctimas, que
sí lo hicieron. Sigo en contacto con una de ellas. Unos fans de mi madre le
silenciaron de modo tan feroz hace unos años que sigue sin poder hablar de ello.
No sé cuál ha sido el
destino de todos estos Sin-Nombre, pero sé que uno murió alrededor de los
cuarenta por trastornos de la alimentación, incapaz de hablar sobre lo que
había ocurrido, y sé por lo menos de uno de la lista de 22 nombres que di a
la policía como potenciales víctimas de abuso que se suicidó en 2013.
Sé también de un número de
víctimas de mi padre que no testificaron porque lo amaban. Como nota personal,
entiendo por qué: de todos mis parientes, era desde luego, con mucho, el más
amable. Después de todo, él era sólo un violador en serie. Mi
madre era un monstruo violento y frío cuya voz me producía calambres en el
estómago.
La amante lésbica, la
«hija gay» que había querido tener
Un breve apunte sobre mi
«madrastra»: ahora niega haber sido lesbiana, después de estar 22 años con mi
madre, y se ha casado con un hombre. Por lo tanto, cuando
«nació», ¿qué era ella? ¿Nació gay y ahora vive «negando» su «verdadera
naturaleza», como dirían los gays, o estaba embobada como una niña con mi
madre, que hizo lo que hacen los famosos, aprovecharse de su inocencia y
emotividad infantil?
Tenía 26 años cuando empezó
la relación con mi madre. Más tarde me dijo que mi madre había «abusado» de
ella. No puedo utilizar esta palabra para ella: tenía 26 años. Pero ella SÍ que
llamaba a mi madre «mamá». Y gran parte de su relación se basaba en
demostrar que ella era «mejor hija» que yo: una competición que, en mi
opinión, estaba terminada antes de empezar. Soy la hija de mi madre. Es una
realidad biológica. Provocar orgasmos a mi madre no hacía
que mi madrastra fuera una hija mejor; simplemente se engañaba.
Y como puede observarse ahora, ella DEBE ser la «hija mejor» porque la
denuncié. No hablo con ella.
En marzo de 2015 contacté on
line con Katy Faust,
uno de los seis hijos de gays que presentaron un testimonio al Tribunal
Supremo oponiéndose al matrimonio entre personas del mismo sexo. Nos escribimos
y me fui de California. Todavía estoy tambaleándome por la muerte de los
últimos coletazos de mi negación.
¿Denunciar el abuso? Vale.
¿Criticar la ideología LGBT? ¡No se admite!
La homosexualidad ES el
problema. El problema ES la creencia de que todo
tipo de sexo, todo el tiempo, curará, de alguna manera, los problemas en lugar de crearlos.
Empecé a hablar contra el
matrimonio homosexual y, al hacerlo, perdí incluso a mis defensores más firmes. Después de todo, necesitan ver a mis padres como locos
criminales sexuales, no como homosexuales que defienden firmemente sus posiciones
éticas intentando crear una utopía según su
estúpida fantasía.
No están dispuestos a
aceptar la posibilidad de que la homosexualidad puede, en realidad, destruir a
los niños, e incluso a los adultos, que insisten en permanecer en su servidumbre.
Ahora bien, a la gente
bienintencionada que cree que estoy extrapolando mi experiencia a una comunidad
gay más amplia, me gustaría explicarle por qué creo que esto es así: por mi
experiencia en la comunidad gay, los valores de esta comunidad son muy diferentes. Ellos
asumen que TODOS son gays que no han salido del armario y defienden que el sexo precoz evitará que los niños gays permanezcan
dentro de este armario. Y que esto hará feliz a todos.
Si dudan de lo que digo,
busquen «edad de consentimiento», «twinks» [término que describe a hombres homosexuales de
apariencia joven y que apenas superan o no han superado la mayoría de edad.
Suelen ser personas con aspecto de adolescente o adulto joven, con cuerpo
delgado, ectomorfo, usualmente lampiño o con poca cantidad de vello corporal o
vello facial, N del T], «discriminación por edad» y los escritos de
NUMEROSOS autores de izquierdas que creen que el
sexo precoz es, de alguna manera, «beneficioso» para los niños.
Debido a mi larga
experiencia con la comunidad BDSM [Bondage y Disciplina, Dominación y
Sumisión, Sadismo y Masoquismo], es
mi creencia que la homosexualidad es una cuestión de IMPRONTA, como lo son las
fantasías BSDM. Para quien practica BDSM, la práctica continua de la fantasía
es sexualmente excitante. Para la persona gay, obviamente, lo mismo. Sin
embargo, por lo que yo he podido ver, ninguna de las dos sana.
La cadena del abuso genera
el desorden
Mi madre se convirtió en
lesbiana porque fue violada por su padre. Mi padre sufrió abusos de un
sacerdote y
consideró que era el único amor que había recibido. Hay tan poca gente que es
sólo gay que es casi inexistente; la mayoría tienen relaciones con personas
de ambos géneros, como era el caso de mis padres y otros
familiares.
Lo que separa la cultura gay
de la cultura heterosexual es la creencia de que el sexo precoz es bueno y
beneficioso y la seguridad (no piensen por un momento que ellos NO lo saben) de
que el único modo de producir otro
homosexual es proporcionar a un chico experiencias sexuales ANTES de que le
«estropee» la atracción por una chica.
Si usted está de acuerdo con
esto, y puede no estarlo, vale la pena que lo considere. Si cree que estoy
equivocada, está en su derecho, pero esté atento a la GRAN CANTIDAD de
historias de abuso sexual y transgénero que surgen de estos «matrimonios» gays.
De hecho, las estadísticas
relacionadas con el abuso sexual de hijos de gays indican
que el número es astronómicamente mayor si se compara con el de los hijos de
heterosexuales.
Obviamente, mi punto de vista es muy incómodo para la gente
progresista con la que me crié: se me «permite» ser una víctima
de abuso de mis padres y se me «permite» ser una víctima de una violencia
terrible. Pero, y esto es lo increíble, NO SE ME PERMITE culpar a la homosexualidad
de ambos por su
absoluta disposición a aceptar todo tipo de sexo, todo el tiempo, entre toda la
gente.
Pero esto no me va a detener
en absoluto. Seguiré hablando de ello. Me han
callado durante mucho tiempo. El
«matrimonio» homosexual no es nada más que un modo de remodelar a los niños
según la imagen de sus «padres»
En diez o treinta años los
supervivientes hablarán. Mientras
tanto, lo hago yo.
Moira Greyland
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