domingo, 12 de junho de 2016
Por acaso, um acaso sem acaso algum
Helena Matos, Observador, 9 de Junho de 2016
Alexandra Leitão, a secretária de Estado Adjunta e da Educação, declarou que as suas filhas «por acaso não estudam» numa escola pública. Mas qual acaso? Não vejo nisso acaso algum mas sim uma escolha.Alexandra Leitão, a secretária de Estado Adjunta e da Educação foi entrevistada pela Visão. A dado momento da entrevista afirma o jornalista a propósito das filhas de Alexandra Leitão: «Não lhe vou perguntar se elas estudam numa escola pública…»
Há anos que entre nós vigora este paradoxo jornalístico: sendo o jornalista por definição alguém que faz perguntas, em Portugal não se pergunta em que escolas estão inscritos os filhos de quem nos governa, sobretudo se esse alguém defender as causas queridas da comunicação social e disser aquelas coisas redondas sobre as maravilhas da escola pública. Contudo é aí que está o busílis da questão, como bem se percebe pela resposta da senhora secretária de Estado que, perante o interdito do jornalista, avança prontamente: «Mas eu respondo: por acaso não estudam (risos). As minhas filhas fizeram o jardim-de-infância e a primária numa escola pública. E agora estão na Escola Alemã.»
De que rirá a senhora secretária de Estado? Certamente da papalvice do país que não estranha aquele «por acaso». Mas qual acaso? Estarão as filhas da senhora secretária de Estado numa escola que sorteia vagas nos pacotes de cereais? Iam as filhas da senhora secretária de Estado pela Segunda Circular e aquele boneco que está plantado no telhado da Escola Alemã perguntou-lhes «Passaram aqui por acaso? Então saiam na primeira à direita porque ganharam o direito a frequentar esta escola!»Vai desculpar-me a senhora secretária de Estado mas não vejo aqui acaso algum. Vejo sim uma escolha, muito louvável até, de uma das mais reputadas escolas de Portugal. Mas detalhemos então o «acaso» que levou as filhas da senhora secretária de Estado Adjunta e da Educação a uma escola muito diferente daquela que o Ministério de que ela é secretária de Estado promove: «A opção pela Escola Alemã tem a ver com a opção por um currículo internacional. Para mim era importante que elas tivessem uma educação com duas línguas que funcionem quase como maternas, digamos assim. Se assim não fosse, andariam obviamente numa escola pública.»
Francamente, senhora secretária de Estado, há inúmeras escolas neste país em que se falam duas ou mais línguas. Por exemplo, em algumas escolas da Amadora fala-se português e crioulo. Eu percebo que a senhora secretária de Estado prefira o alemão ao crioulo como segunda língua para as suas filhas. Mas isto, sou eu a falar. Eu, cujos filhos frequentaram escolas públicas e privadas nada por acaso mas simplesmente porque em cada momento se procurou escolher o que seria melhor para eles. Por exemplo, se eu escolhesse a Escola Alemã para os meus filhos nunca o faria para que eles dominassem o alemão – a facilidade com que as crianças e os jovens aprendem línguas dispensava-me desse esforço financeiro – mas sim por causa do rigor, dos métodos de trabalho e da disciplina que ali são incutidos. Mas claro isto sou eu de novo a falar e eu como se sabe faço parte daquelas pessoas que acham que todos temos de ter o direito a escolher a escola dos nossos filhos sem termos de inventar moradas para que eles vão para uma boa escola pública ou argumentos politicamente correctos que justifiquem a opção por uma boa escola privada.
Este sistema escolar que a senhora secretária de Estado defende – com os filhos dos outros nas escolas públicas e os nossos numa escola privada por causa de uma circunstância que não suscita polémica como os horários ou a segunda língua – tornou-se em Portugal um mecanismo que não só reproduz como acentua as fragilidades e as vantagens comparativas do meio de origem dos alunos. E foi nesta engrenagem que, qual grão de areia, entraram os contratos de associação.
O que está em causa, o que irrita nos contratos de associação é que milhares de famílias viram naqueles contratos algo em que muitos já desistiram de acreditar na rede pública: a escola enquanto factor de inclusão e ascensão social. Por outras palavras, eles não podem colocar os filhos na Escola Alemã mas também não os querem nas madrassas do senhor Nogueira. Querem apenas, dentro de um reduzido lote de escolas, escolher aquela em que os seus filhos vão fazer a escolaridade obrigatória. Mas o que a senhora secretária de Estado diz é que, além da escolaridade obrigatória, os filhos dos outros, para mais devidamente arrumadinhos socio-geograficamente pelos critérios de matrícula nas escolas públicas (para quando a discussão sobre esses critérios?), têm ainda o dever de frequentar obrigatoriamente as escolas da rede pública. Pois, senhora secretária de Estado, aquelas escolas onde passar de uma má para uma boa é o que de mais difícil existe em Portugal para aquelas famílias que não têm contactos, nem são filhos de alguém…
A defesa da escola pública nos termos em que a secretária de Estado a faz é pura e simplesmente a defesa de uma escola para as élites e outra para os restantes: quem tem dinheiro põe os filhos no privado, no privado sem contratos de associação, aquele em que se paga a mensalidade no fim do mês e ponto final. Como a Escola Alemã. Os outros vão justificar os empregos, a importância, as modas, as verbas e as manias dos donos da 5 de Outubro. Sabe, senhora secretária de Estado, nada é por acaso neste assunto.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
quinta-feira, 9 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Não à islamização de Portugal, e da Europa!
Contra
a construção de mais uma mesquita em Lisboa
Para: Ex. Sr. Presidente da Assembleia da República
Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República:
Os cidadãos abaixo assinados vêm por este meio solicitar
à Assembleia da República uma recomendação com vista à revogação imediata da
decisão da Câmara Municipal de Lisboa de construir uma nova mesquita na
referida cidade (zona do Martim Moniz), tendo em conta os seguintes
considerandos:
1.º Sendo Portugal constitucionalmente um estado laico,
não se afigura legal que estejam envolvidos dinheiros públicos num projecto que
prevê a construção de um complexo que integra um templo religioso. No entender
dos signatários, tal situação configura um favorecimento do Islamismo (que,
como se sabe, nem sequer é a religião da maioria dos portugueses) em relação às
outras religiões.
2.º O referido projecto vai colidir com os tipos de
construções existentes na zona, contribuindo para a descaracterização da
cidade, já muito ferida por erros anteriores.
3.º A construção do dito templo estará manifestamente a
contribuir para o alarme social, tendo em conta a situação de expansionismo do
extremismo islâmico que se vive no Médio Oriente e Norte de África e que ameaça
Portugal, a partir do momento em que se sabe que existem radicais muçulmanos
que defendem a integração da Península Ibérica num grande califado islâmico
(cf., p. ex., http://observador.pt/2014/08/12/um-califado-seculo-xxi/) e que já
está documentada a presença em Lisboa de muçulmanos que apoiam a entidade
terrorista que dá pelo nome de Estado Islâmico (cf., p. ex., programa
televisivo «Sexta às 9», de 26 de Setembro de 2014, http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=769655&tm=8&layout=122&visual=61).
Filhos grandes
Inês Teotónio Pereira, Diário de Notícias, 5 de Junho de 2016
Uma coisa é ter filhos pequenos. É fácil.
Sabemos o que temos de fazer e se não sabemos perguntamos a alguém.
Não há
dramas.
Apenas
algumas angústias pelo tempo que devíamos ter e não temos e pela atenção que
devíamos prestar e não prestamos.
Somos
bombardeados com perguntas, pedidos; eles enfiam-se na nossa cama, exigem mimo
e choram de saudades.
A
nossa função é responder a tudo dentro do possível. Mas a solicitação é quase
sempre deles.
Na
verdade somos o sujeito passivo da relação.
Faz-se
bem: a prática melhora a performance.
E é
quando estamos quase perfeitos, quando já sabemos de cor porque é que as estrelas
não caem e quando eles percebem que a mãe vai mas já volta — é quando estamos
apuradinhos, vá — que eles crescem.
E é
então que deixam de querer o nosso tempo, querem boleia; também não querem
atenção, querem dinheiro.
E os
papéis invertem-se: quem quer brincar somos nós, pais.
Quem
quer falar somos nós, mães.
Queremos
saber o que pensam, o que fazem, o que sentem, com quem falam e de que falam.
Queremos
ter a certeza de que voltam inteiros quando vão.
Se
dantes eram eles que esborrachavam o nariz no vidro da janela quando nós
saíamos, agora somos nós que nos penduramos na varanda à espera de que eles
cheguem.
Também
queremos saber se já sabem tudo e o que acham de tudo o que sabem.
Queremos
saber o que ficou daqueles anos que passámos de gatas a brincar e se o mundo lá
fora os está a estragar.
E o
pior, o pior de tudo, é que sabemos que as respostas a tudo isto estão no
infernal telemóvel que não para de apitar, que provoca sorrisinhos malandros e
um silêncio angustiante.
Ali,
por detrás de um estúpido código, está o nosso filho.
Riem
de quê?
Raios.
Agora somos nós que perguntamos e o que temos de volta são respostas
insuportáveis: «nada», «mais ou menos», «pode ser», «já vou», «vou pensar nisso».
Exigir
mais do que isto é interferir na «privacidade» do imberbe.
Privacidade?
Fico parva: ainda ontem ele fazia tudo para se enfiar na minha cama.
Pedro Barroso confessa
não conseguir ser «gay»
e penitencia-se...
O CERCO
Venho aqui pedir desculpa
de não ser evoluído,
apesar destas campanhas
na rádio, na televisão,
em toda a parte, insistindo
na urgência do assunto…
Eu não consigo gostar;
– não consigo mesmo, pronto.
Sei que pertence ser gay,
toda a gente deve ser.
Mas eu, lamentavelmente
não sou como toda a gente;
Como aconteceu... não sei,
peço desculpa por isso,
mas confesso: sou… diferente.
Sei que vos pode ofender
esta minha enfermidade,
pois um gajo que assim pensa
hoje em dia, não tem nexo;
deveria ser banido,
expulso da comunidade.
É uma vergonha indecente
Gostar de mulher, ter filhos
Casar, afagar, perder-se
Com pessoa doutro sexo!
Uma nojeira repelente;
Dar-lhe, até, beijos na boca
em público! E declarar
Esta sua preferência
Que eu nem sei classificar!
Tenho uma vergonha louca
E desejo penitência
por tal desconformidade,
retardamento, machismo,
doença, fatalidade!
Já tentei tudo: – inscrevi-me
em saunas, aulas de dança
cursos de perfumaria
origami, greco romana,
ioga – para ter ousadia
boxe – p’ra ganhar confiança...
Mas quando chega o momento
De optar… sou… decadente,
Recorrente e insistente.
Opróbrio raro e demente,
Ver uma mulher seduz-me,
Faz-me vibrar, deslumbro.
Vê-la falar, elegante;
Vê-la deslizar, sensual
Como vestal, deslumbrante
Seu peito assim, saltitante
Sua graça embriagante
olho com gosto, caramba,
lamento ser tão ...normal.
Mas eu confesso que sinto
– neste corpo tão cansado
Que da vida já viu tanto...
Ainda sinto um desejo
Que m’ envergonha bastante
Por ser já tão deslocado
tão antigo, assim tão fora
do mais moderno critério.
Valia mais estar calado
Mas amigos, já agora
Assumo completamente:
– Tenho esse problema sério.
Nunca integrarei partidos
Onde não sou desejado.
No planeta das tais cores
não tenho dia aprazado,
nem bandeira, nem veado,
nem «orgulho» especial!
Sou mesmo do «outro lado»
dito «heterossexual»
e já me chateia um bocado
Ter que dizer, embaçado,
que me atrai o feminino
e sou apenas «normal»!
– e, portanto, avariado.
Mas… mesmo assim, – saudosista,
imensamente atrasado,
terrivelmente cercado,
conservador nesse ponto,
foleiro, desajustado...
perdoai-me tal pecado
– Não me
sinto ...assim tão mal!sexta-feira, 3 de junho de 2016
Contratos de associação – A batalha errada?
Filipe d’Avillez, Actualidade religiosa, 30 de Maio de 2016
2) Os meus filhos andam num colégio privado, sem contrato de associação, pela simples razão de que a minha mulher trabalha na instituição e por isso é-nos simultaneamente mais prático e ao mesmo tempo economicamente viável por causa do desconto de que beneficiamos.
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| Yellow? Is it me you're looking for? |
Com estes preliminares esclarecidos, vamos à questão do momento… Os contratos de associação.
Pelas redes sociais e também pelas caixas de comentários das notícias da Renascença, que por vezes preciso de moderar, vejo que reina uma ideia muito simplista sobre esta disputa.
A ideia que se espalhou é que o Governo anda a sugar o tutano das escolas públicas para ajudar os donos dos privados a construir piscinas olímpicas para meninos ricos. Mas não… Na verdade o que está em causa, tanto quanto consigo perceber, é o entendimento que privados e Ministério fazem de um contrato assinado há um ano sobre o financiamento de turmas. É uma disputa jurídica e que provavelmente será decidida em tribunal.
Pelo meio há várias coisas que me parecem evidentes:
1) Que os mais directamente afectados pelo corte do financiamento nos colégios serão os alunos com menos recursos.
2) Que provavelmente existem mesmo casos de abusos, tendo sido assinados contratos de associação com colégios que não deveriam ter direito a isso.
3) Que isto não pode ser uma simples guerra esquerda-direita, porque se fosse os autarcas do PS não estariam do lado dos colégios dos seus concelhos.
4) Que em muitos casos os colégios que estão a ser ameaçados, longe de serem ninhos para as classes privilegiadas são espaços onde se aceitam os alunos mais difíceis, ou com necessidades especiais, e com jovens de todos os extractos sociais, onde o ensino é excelente.
5) Que me cheira muito a esturro o facto de o Governo (os sucessivos governos) se recusarem a dizer exactamente quanto dinheiro custa ao Estado um aluno no público, já que sabemos já quanto custa nos colégios privados.
Mas claro que esta questão jurídica dos contratos de associação entronca numa disputa muito maior e é essa que me parece grave. Que visão é que temos do ensino em Portugal?
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| Nem isto... |
Quer isto dizer que sou contra o ensino público? Claro que não! O ensino público e tendencialmente gratuito tem sido uma enorme benesse social. O que contesto é a monopolização do ensino por parte do Estado e a ideia de que devemos confiar cegamente não só neste Governo mas em todos os Governos, para toda a eternidade, como se fosse impossível voltar a ver um Estado totalitário e mau, no sentido mais puro da palavra.
Contra esta posição está a minha (que não me parece especialmente de esquerda ou de direita) que considera que o primeiro e último responsável pela educação dos meus filhos sou eu e a minha mulher. E que o Estado faz muito bem em querer educar as crianças do país, mas deve fazê-lo sempre em conjunto com os pais, e nunca contra eles.
É por isso que a Igreja, para espanto de muitos, está nesta luta. Porque esta é a visão da doutrina social da Igreja sobre a educação, como o Papa deixou muito claro na sua última exortação apostólica. Não se trata apenas de defender privilégios (até porque a maioria das escolas com contrato de associação não são católicas e a maioria das escolas católicas não tem contrato de associação), trata-se de combater aquilo que na sua perspectiva – e na minha – está na verdade por detrás desta tomada de posição do Governo, um ataque à subsidiariedade na educação.
Dito isto, o que acho em particular desta batalha dos contratos de associação? Acho, acima de tudo, que esta é a batalha errada…
Compreendo a luta dos colégios, estão em muitos casos a lutar pela sua sobrevivência, mas para mim isto resolvia-se de forma mais justa com a implementação simples do cheque escolar.
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| ...nem aquilo. |
A ideia é simples. Eu pago (números inventados, obviamente) 400 euros por ano de impostos para a educação. Cada aluno custa ao Estado, no ensino público, 300 euros por ano. O Estado dá a cada família um cheque ensino por filho, no valor de 200 euros por ano. Se eu quiser inscrever os meus filhos num colégio, o cheque ensino serve para abater no custo das propinas. Se quiser mantê-los no ensino público, o cheque fica na gaveta, uma vez que unicamente pode ser usado para ensino. Mesmo que use o cheque, continuo a contribuir para o sistema público, e bem.
Se eu quiser colocar os meus filhos num colégio católico, posso. Se os quiser mandar para o colégio islâmico de Palmela, posso. Se os quiser meter na Escola Karl Marx Lenin, força! Desde que aprendam um conjunto de matéria básica essencial e moralmente neutra, o resto é comigo e com os pais de cada criança.
Não me parece complicado… Estarei enganado? Aceito de bom grado sugestões e correcções.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
«Toda a Vida tem Dignidade»
Para: Assembleia da República
Uma Sociedade baseada no Estado de Direito e no respeito pelos Direitos Humanos Fundamentais não pode ignorar nem calar-se perante as tentativas de ameaça ao Direito à Vida, de ameaça à Dignidade, e ameaça à Vida concreta de cada homem e de cada mulher.
Assim, considerando:
1 – Que a Vida Humana é o primeiro dos Direitos Fundamentais, donde decorrem todos os outros direitos, e que ela é inviolável, inalienável, indisponível, que esse é um valor estruturante da vida em sociedade e isso não depende de ideologias nem da decisão de um outro;
2 – Que cabe ao Estado, como guardião dos Direitos Humanos e da Dignidade Humana, garantir e defender a Vida de todos os seres humanos, em quaisquer circunstâncias;
3 – Que só se contribui para uma cultura construtiva e de solidariedade com opções claras em favor da Vida de cada homem e de cada mulher, como Bem superior que a todos importa, numa visão que entende que o exercício da Liberdade individual não pode ser uma afirmação de individualismos perigosos;
4 – Que a eutanásia é sempre um homicídio apoiado pelo Estado (pretensamente através de algum profissional de saúde) ou um suicídio assistido pelo Estado, e que a este não cabe criar o direito de alguém ser morto por outrem, nem validar esta opção como legítima perante o colectivo;
5 – Que o exercício da Liberdade e a vida humana comporta em si mesmo perdas e sofrimentos que, numa sociedade solidária, devem ser acautelados, devidamente prevenidos e evitados e, caso ocorram, serem apoiados pelas famílias, pela Sociedade e pelo Estado a fim de não se tornarem disruptivos para o individuo;
Considerando,
6 – Que a solidão, a vulnerabilidade e as fragilidades se combatem com políticas sociais efectivas, com apoio e a promoção activa de esperança;
7 – Que a doença, a dor e o sofrimento associados têm remédios a que todos devem ter acesso e que tais circunstâncias em nada diminuem a Dignidade da Vida Humana, nem lhe retiram qualquer valor;
8 – Que em Portugal são ainda insuficientes as políticas de combate à exclusão de idosos e incapacitados, os apoios concretos às famílias para suporte dos mais debilitados, as respostas adequadas para o sofrimento dos doentes em estado terminal, nem existem informação e formação suficientes ao dispor da população sobre este tema;
Entendemos e peticionamos à Assembleia da República que, usando dos poderes ao seu dispor, adopte as seguintes providências:
1. Legisle no sentido de reforçar e proteger o valor objectivo da Vida Humana, garantindo, tal como previsto no art.º 24.º da Constituição Portuguesa, a sua inviolabilidade, independentemente das circunstâncias em que se encontre.
2. Promova uma política mais eficaz de combate à exclusão de idosos e incapacitados, nomeadamente através de apoios concretos às Famílias.
3. Recomende ao Governo, a extensão a toda a população e território português dos Cuidados Continuados e Paliativos, o reforço da formação dos profissionais de saúde nas questões de fim de vida, assim como o reforço de meios à disposição das unidades já existentes, garantindo os meios necessários a todos aqueles que deles necessitam.
4. Rejeite toda e qualquer proposta que vá no sentido de conferir ao Estado o direito a dispor ou apoiar a eliminação de Vidas Humanas, ainda que com o alegado consentimento da pessoa.
As sociedades dizem-se tanto mais modernas e avançadas quanto melhor valorizam e tratam os seus elementos mais vulneráveis.
Desta forma, contribuiremos todos para um Portugal mais humano e mais moderno, um Portugal mais Livre e onde Toda a Vida Tem Dignidade.
Lisboa, 13 de Maio de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
Actor revela pedofilia em Hollywood
Elijah Wood diz que pedófilos têm sido protegidos.
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| Elijah Wood revela escândalo em Hollywood |
Catarina Correia Rocha, Correio da Manhã, 23 de Maio de 2016
Elijah Wood revelou, em entrevista ao jornal britânico Sunday Times, que existem abusos sexuais em Hollywood, comparando este caso ao escândalo que envolveu o apresentador da BBC Jimmy Saville.
«Vocês [britânicos] cresceram com Savile. Jesus, isso deve ter sido devastador. Claramente algo muito grave estava a acontecer em Hollywood. Era tudo organizado», começou por dizer Wood.
Segundo o protagonista de O Senhor dos Anéis, «há muitas víboras em Hollywood» e, se «és inocente, se tens pouco conhecimento sobre o mundo e queres ser bem-sucedido, pessoas com interesses parasíticos vão olhar para ti como a sua presa.»
Contudo, estes casos não são conhecidos porque as «vítimas não conseguem falar mais alto do que aqueles que estão no poder».
Wood, agora com 35 anos, diz que foi protegido pela mãe, especialmente por o impedir de ir a festas.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Kinsey, um inspirador da decadência sexual
Américo Brito Vitorino
Poucos são os políticos que estudam as ideias
politicas que suportam os movimentos políticos e sociais.
Kinsey e o «Relatório Kinsey» é uma das bases
ideológicas dos movimentos LGBTT e de muitos outros movimentos amorais e
políticos que tem sido protagonizados em Portugal pelo Bloco de Esquerda (onde
existe desde sempre um activo núcleo LGBTT) e cujas ideias tem encontrado eco
em políticos de outros partidos e infiltrado muitas organizações.
Kinsey é um dos fundamentos ideológicos porque cada
vez mais se fala de sexo e de género na politica portuguesa e para as últimas
alterações legislativas.
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| O doente invertido doutor Kinsey |
Aqui fica a ideologia de género de Kinsey:
A tese de Kinsey coloca todos os actos sexuais ao
mesmo nível moral, social e biológico, dentro ou fora do casamento, entre pares
do mesmo sexo ou de sexo diferente, com crianças e até com animais.
Kinsey defendeu que todos os comportamentos sexuais
que se consideravam desviantes eram normais e, em particular, que o
comportamento exclusivamente heterossexual era anormal e fruto de inibições
culturais e condicionamentos sociais.
Kinsey defendeu e praticou a actividade sexual
livre (não só com pessoas) e abominou a distinção entre homem e mulher,
diferença que, para Kinsey, não estaria determinada pelo sexo, mas sim pela
cultura.
Segundo Kinsey, as relações sexuais entre os
animais eram um modelo para o comportamento sexual humano. A única diferença
residia no facto de os animais actuarem sem inibições, as quais eram impostas
pela sociedade aos seres humanos para impedir um «comportamento sexual natural»
iniciando assim a fundamentação do movimento em prol de um novo comportamento
sexual natural enquanto outros, e por outras razões, humanizam os animais.
Kinsey afirma que: «Levar a cabo qualquer tipo de
actividade sexual é libertar-se do condicionamento cultural que a sociedade
impõe, e que leva a fazer distinções entre o que é bem ou mal, entre o lícito e
o ilícito, entre o normal e o anormal, entre o aceitável e o inaceitável na
nossa sociedade».
No livro de Kinsey, todos os «desafogos sexuais»
são aceitáveis e normais, embora a bissexualidade pareça surgir como a mais
equilibrada de todas as orientações por incluir as actividades heterossexuais e
as homossexuais.
Kinsey empenhou-se em fazer desaparecer do catálogo
das doenças patológicas a homossexualidade tendo em 17 de Maio de 1990, a
Organização Mundial da Saúde (OMS) retirado a homossexualidade da lista de
doenças do Código Internacional de Doenças.
Pugnou por liberalizar as leis e reduzir as penas
relacionadas com os crimes sexuais, processo este que continua em curso nas
democracias ocidentais.
Mas Kinsey também defende a naturalidade do incesto
e da pedofilia e para tentar provar que as crianças podiam ter actividade
sexual desde o seu nascimento serviu-se de uma metodologia que implicou abusos
sexuais cometidos de modo continuado em mais de 300 crianças menores de 2
meses, em sessões que chegavam a durar mais de 24 horas.
Kinsey defendeu a ideia de que as crianças deviam
ser livres e autónomas para decidir por elas mesmas por que tipo de actividade
sexual queriam enveredar, sem qualquer tipo de restrições ou regulações por
parte do Estado ou dos pais.
Para tentar suportar esta afirmação, Kinsey
baseou-se em entrevistas feitas a pedófilos, os quais «por serem adultos, eram
capazes de reconhecer e interpretar as suas experiências com as crianças».
Em 1981, a dr.ª Judith Reishman pôs a descoberto,
no 5.º Congresso de Sexologia de Jerusalém, o abuso sexual usado como método
nos estudos de Kinsey.
Em 1990, Reishman e Edward W. Eichel publicaram
«Kinsey, sexo e fraude», um livro que evidencia os horrores do Relatório
Kinsey.
Kinsey é a suposta «justificação científica» do
incesto e da pedofilia.
Kinsey afirmou que o problema da actividade sexual
entre adultos e crianças era «a histeria e a super-protecção por parte dos pais
e autoridades»; pensava que «as crianças precisavam da ajuda dos adultos para
desenvolver técnicas sexuais efectivas e que, portanto «a sociedade devia
reflectir isto, alterando os seus códigos morais».
Kinsey defendia que «se estas relações sexuais
forem levadas a cabo em circunstâncias adequadas, ou seja, se o adulto sente
genuinamente afecto pela criança tal como sentiria um pai ou outro parente,
tais relações poderiam ser uma experiência saudável para a criança (…). Os
resultados são desfavoráveis só quando as autoridades públicas ou os pais
fizeram crer à criança que este comportamento é imoral ou incorrecto».
Wardell Pomeroy, co-autor do Relatório Kinsey,
escreveu que a investigação de Kinsey descobriu «muitas relações agradáveis e
satisfatórias entre os pais e as filhas». Ele mesmo afirmou que «o incesto
entre adultos e crianças pequenas também podia ser uma experiência
satisfatória; as relações incestuosas podem ser boas e, frequentemente, o são».
Um outro colaborador de Kinsey e pioneiro da
educação sexual, Lester Kirkendall, escreveu em 1985 ; «que uma vez que o nosso
sentido de culpabilidade diminua, as relações sexuais entre crianças e adultos
e outras formas de expressão sexuais tornar-se-ão legítimas».
A este respeito no seu livro de educação sexual,
«Crianças e sexo», defendeu as possíveis «relações sexuais» entre crianças e
animais.
Kinsey reconheceu que algumas das suas experiências
sexuais implicaram o uso da força física com os participantes não voluntários:
«As crianças reagiram às manipulações sexuais por parte dos adultos de diversas
maneiras: retorciam-se, gritavam horrivelmente, tinham violentas convulsões,
grandes tremores e/ou experimentavam dores horríveis».
Segundo Paul Gebhard, colaborador do «Relatório
Kinsey», os investigadores sabiam que as experiências eram ilegais: «Nós sempre
insistimos para que fosse mantida a confidencialidade mesmo quando era amoral
no melhor dos casos e criminoso no pior deles. (…) Um exemplo de criminalidade
é a nossa renúncia em cooperar com as autoridades para apanhar um pedófilo que
estava a ser procurado por um assassinato sexual com violação».
De Kinsey existem cartas de agradecimento dirigidas
ao oficial nazi Fritz von Balluseck, pelos seus relatórios acerca das suas
actividades de pederastia, advertindo-o, porém, para que «se precavesse de ser
surpreendido durante as mesmas».
Uma das conclusões do suposto estudo que mais se
difundiram é que 10% da população seria homossexual. Para além do facto do
Relatório Kinsey não dar este dado quantitativo, (o qual procede antes da
manipulação mediática de organizações e instituições partidárias da
homossexualidade), o verdadeiro dado fornecido por Kinsey relativamente a
pessoas exclusivamente homossexuais era de 4% da população.
Se por um lado, a amostra estatística usada
continha presidiários e ex-presidários, violadores, exibicionistas, pedófilos,
proxenetas, prostitutas e homossexuais, por outro lado Kinsey levou a cabo
experiências aberrantes com centenas de crianças, com idades entre 2 meses e 15
anos.
Contudo, os números fornecidos pelas investigações
sérias mais recentes situam-se muito abaixo de 1% da população; estas
investigações demonstram que considerar uma percentagem pré-estabelecida
implicaria uma série de afirmações contrárias aos postulados ideológicos do
lobby LGBTT.
sexta-feira, 20 de maio de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
Barrigas de aluguer: o testemunho de uma mãe
Catarina Nicolau Campos, Senza
Pagare, 14 de Maio de 2016
Assim como chove lá fora, hoje também chove no meu
coração.
No mesmo dia em que o Parlamento aprovou as
«barrigas de aluguer» em Portugal. Ora o aluguer, como aprendi na faculdade de
Direito, é uma forma de locação, quando esta incide sobre coisa móvel. E por
locação entende-se o contracto pelo qual uma das partes se obriga a
proporcionar à outra o gozo temporário de uma coisa, mediante retribuição. Só
por isto poderíamos dizer, Dr. Passos Coelho: as barrigas não se alugam.
Mas a questão é bem mais radical. Em Agosto de 2010
soube que estava à espera da minha primeira filha. À espera não, porque na
verdade ela já lá estava bem presente, e na segunda ecografia, com 8 semanas e
picos, o coraçãozinho da Pilar já era bem audível, para sorriso rasgado do pai
e lágrimas descontroladas da mãe. Durante 9 meses de enjoos, infecções sem fim,
mais 26 quilos, noites sem dormir, dias inteiros só a dormir, aprendi a
conviver com a minha bebé. Aprendi que sempre que ouvia os acordes de uma
guitarra portuguesa, a Pilar saltava de alegria. E por isso, ao longo de 9
meses, muitas guitarradas lhe foram dedicadas. Aprendi que, sempre que me
virava para dormir do lado direito, subia escadas a correr ou me enervava, a
Pilar dava pontapés de insatisfação e só eu sabia disso, eu, a sua mãe. Geri
toda a alimentação para que nada lhe fizesse mal, porque uma mãe quer o melhor
para os seus filhos.
A barriga cresceu, o resto também, e ao fim de 9
meses percebi a relação íntima que uma mulher tem com o seu útero. E depois de
uma cesariana, ficaram ainda mais visíveis as marcas físicas da passagem do ser
maravilhoso que é a nossa filha pelo meu corpo. Meu corpo? Meu não, dela,
porque o meu útero foi feito para lá estarem os meus filhos, e o meu peito para
os amamentar. Nós mulheres, somos veículos de Vida. E quando a Pilar nasceu,
acalmava-se quando a encostava ao meu coração, porque estes foram os batimentos
que ela se habituou a ouvir.
A Pilar conhecia o meu cheiro e por isso, (e
passados 8 meses ainda é assim), não há colo como o da mãe. E esta relação de
cumplicidade, esta experiência, única e irrepetível, não se aluga, nem se
compra. Assim como não se alugam e não se compram os bebés. A partir do momento
em que tratamos as crianças como meros objectos, coisas, para preencher um
vazio numa relação, para completar a fotografia de família ou apenas porque
lhes apetece ter algo para entreter, temos crianças adoptadas que são
devolvidas às instituições porque, simplesmente, não tiveram boas notas, como
se fossem cães que não tivessem atingido o objectivo dos seu treinadores.
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