quarta-feira, 11 de maio de 2016
Jornalista dinamarquesa desabafa:
«Europeus estão afeminados
e as mulheres estão em perigo»
Blog Rodrigo Constantino, 27 de Janeiro de 2016
Finalmente alguém falou o óbvio! E não foi um homem. Não foi alguém machista. Ah, diabos!, para desespero dos media «progressista», não foi Jair Bolsonaro!!! Foi uma jornalista dinamarquesa, Iben Thranholm, reclamando dos efeitos nefastos de décadas de feminismo, que tornou o homem europeu um ser afeminado, deixando de lado virtudes tradicionais como virilidade, honra, coragem, coisas úteis para proteger as suas mulheres e a sua cultura. Quando o governo italiano abaixa as calças para o governo iraniano, escondendo as suas estátuas nuas para não «ofender» o visitante, essa mensagem fica mais evidente ainda. Vejam:
https://www.youtube.com/watch?v=ea0JFyzg8Pk
Sou um machista reaccionário neandertal por acreditar que ela está certa, que os homens deveriam, sim senhor!, demonstrar uma postura mais firme, mais viril, para proteger as mulheres que são vítimas dos malucos islâmicos? Whatever. O rótulo é dado por «progressistas» que já foram, eles mesmos, lobotomizados pela era pós-moderna, gente que se refere a meninos e meninas como «meninx», pois acredita na «identidade de género». Eu prefiro ficar do lado da jornalista dinamarquesa. E do legado da civilização Ocidental, hoje ameaçado pelas «almas sensíveis» que dominaram o mundo com seu vitimismo.
Aqui em casa tem macho protector sim, para o «horror» das feministas recalcadas que adorariam ter um para chamar de «seu»; e se aparecer um maluco desses, que acha que pode abusar das mulheres porque elas andam de saia, será recebido por uma senhora marreta: a Sra. Glock!
terça-feira, 10 de maio de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
Morrer com dignidade
António Gentil Martins, Expresso, 3 de Maio de 2016
Ex-presidente da Ordem dos Médicos diz que está em causa levar o médico a violar o Código Ético, matando um doente a seu pedido
Foi publicado no Expresso por 112 cidadãos um manifesto em defesa da despenalização da «morte assistida». O documento está inteligentemente elaborado no sentido de obter a resposta desejada, já que todos defendem a liberdade e ninguém gosta do sofrimento, seja ele físico ou moral e espiritual. Mas o documento é claramente vago, não propondo fronteiras definidas.
Procurar camuflar, ou simplesmente disfarçar, o suicídio, usando a palavra dignidade, é sofismar a realidade e procurar dar-lhe um tom simpático e apelativo, A morte clinicamente assistida não é mais do que verdadeira eutanásia.
Começam a sua proposta referindo o respeito pela Constituição ao definir os direitos individuais, mas omitindo o artigo 24.º, que textualmente afirma, no seu ponto 2, que «a vida humana é inviolável» e o artigo 25.º que reafirma que «a integridade moral e física é inviolável». Aliás, referem surpreendentemente bem, que «o direito à vida faz parte do património ético da humanidade»...
É evidente que ninguém defende a obstinação terapêutica e não se pode esquecer que o dever do médico é lutar pelos interesses do doente e pela sua saúde física e mental do início da vida até ao seu fim natural, que todos sabem ser inelutável.
Há um direito que sobreleva todos, independentemente de conceitos políticos, religiosos ou quaisquer outros, e esse é o direito à vida, pois sem ela nenhum direito existe, nem mesmo a liberdade. Só ela é um direito absoluto e por isso mesmo inviolável, seja qual seja a roupagem com que a cubram.
A liberdade, nomeadamente a individual, de enorme e de indiscutível valor, não é absoluta, como todos bem sabem, até porque termina se interferir com a liberdade dos outros, e até permite a existência de leis que procuram proteger as pessoas de si próprias (como é, por exemplo, o caso dos «cintos de segurança» nos automóveis ou os «capacetes» nos ciclistas).
É um facto que os cuidados paliativos, sendo uma obrigação, procurando aliviar o sofrimento, não estão indicados apenas na fase terminal da vida e não são solução para todos os casos, embora indispensáveis. O Testamento Vital veio definir a vontade do doente e que deve ser respeitada, mas não ao ponto de o médico lhe tirar vida. Isso um verdadeiro médico nunca aceitará. E, se a sociedade assim o decidir, o que sinceramente esperamos não aconteça, terá de procurar um carrasco que ajude ao suicídio.
A palavra eutanásia significa boa morte, mas a palavra dignidade significa honra e aqui será erradamente utilizada, embora apelativa para o fim em vista: obter o «sim» à proposta. Mas é difícil entender o que é para alguns o significado da palavra honra, depois de terem feito um juramento, que, no caso dos médicos, é o Juramento de Hipócrates.
As questões da vida e da morte ultrapassam o leque partidário, e não dependem de conceitos religiosos ou políticos, mas ajudam a definir que tipo de sociedade desejamos.
O que está verdadeiramente em causa é procurar levar legalmente o médico a violar o seu Código Ético, matando um doente a seu pedido, ou ajudando-o a suicidar-se.
Desde Hipócrates (há mais de 2 500 anos), se considera a vida humana inviolável e o mesmo afirmam o Código Deontológico dos Médicos e as múltiplas declarações da Associação Médica Mundial. Esta faz notar que a defesa da vida não impede o médico de respeitar o processo natural da morte, se for esse o desejo do doente, não deixando de o apoiar até final. E ainda em 2013, reafirmou, com veemência, que, embora em alguns países o suicídio assistido tenha sido legalizado, os médicos se devem abster de colaborar, por se tratar de manifesta acção antiética.
sábado, 16 de abril de 2016
O problema do cartão
Inês Teotónio Pereira, Diário de Notícias, 16 de Abril de 2016
O país está calmo. Um ministro sem gravata passa em revista as tropas; um general demite-se de chefe do Estado-Maior do Exército indiferente à gravata do ministro; um secretário de Estado demite-se porque outro ministro metia-se na vida dele; outro ministro (não o da gravata) também se demite porque ameaçou dar duas ou mais bofetadas a dois cronistas, desprezando todos os outros cronistas, e porque quer continuar a ameaçar; o primeiro-ministro convida-nos a não andar de carro e convida um amigo para trabalhar de graça – por isso, não é bem trabalhar. Entretanto, a economia pula e avança, a austeridade acaba, as crianças não vão para a escola sem comer, os idosos são bem tratados nas urgências e o aeroporto de Beja está impecável. Tanta serenidade que podíamos erradamente pensar que está tudo bem. Mas não está. E é para denunciar o que está mal que temos um partido como o BE: o nome «cartão do cidadão» é discriminatório. Gravíssimo. Em minha casa passou-se uma situação semelhante. No outro dia, quando cheguei parecia estar tudo bem. Apenas dois filhos estavam à luta mas sem razão: «Eu só lhe entalei a cabeça entre as pernas e dei-lhe um murro, mas foi a brincar.» Nem uma bofetada. A cozinha também estava arrumada, apesar de o bebé ter entornado cereais pelo chão e de andar a morder maçãs para escolher a melhor. Ninguém tinha feito os trabalhos de casa. Respirava-se harmonia apesar de os quartos parecerem campos de batalha e de o jantar estar por fazer. Um dos miúdos vomitava na casa de banho e percebi que me tinha esquecido de comprar pão para o dia seguinte. E leite. Tudo perfeito e normal, podíamos pensar. Mas não era verdade, e só percebi que vivia numa paz ilusória quando um dos meus filhos, denunciando o mal tal como o BE, gritou: «As minhas meias estão na gaveta do mano!» Obrigada, meu filho, obrigada, BE: o vosso discernimento é a nossa salvação.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Eutanásia, morte digna?
Pe. Vasco Pinto de Magalhães,
Observador, 22 de Fevereiro de 2016
Como é possível que, num mundo cheio de mortes por
ideologias fanáticas que pretendem um mundo limpo de infiéis, sem dignidade nem
lugar, estejamos nós a discutir como matar para eliminar o sofrimento
Gostava de perceber o que se entende por dignidade.
Para os defensores da eutanásia, esse tem sido um argumento. Mas dá vontade de
perguntar: uma pessoa sofrida, em grande sofrimento, por uma doença ou
situação «sem cura» perde a dignidade? A mãe a fazer o luto de um
filho, por exemplo, ou um deficiente profundo, um doente «terminal» ou o Papa
João Paulo II tremendo e babando-se nos seus últimos tempos, tornaram-se
indignos? Não seria melhor «ajudá-los a morrer» ou, talvez, «matá-los
piedosamente»? A resposta que me dão é que «faz muita impressão», que «não há
direito de deixar ali a sofrer», que «a sua vida já só é um peso para si mesmo
e para os outros» que «a sua vida acabou», «que sentido tem?»; e por isso mais
vale acabar mesmo… e nós ajudamos; claro… se for esse o seu desejo pedido com
liberdade.
Vale a pena comentar e responder a estas questões.
1) Então, a dignidade da morte viria desta ser a
pedido, consciente e livre! Mas… todos sabemos que a liberdade é sempre
condicionada e, de modo especial, ainda mais, no grande sofrimento ou na
euforia. Um mínimo de psicologia e de entendimento da linguagem sabe
que não se pode tomar à letra o que se ouve ou se lê. Quantas vezes
atendo pessoas que mais ou menos com insistência me dizem «não aguento mais»,
«não sei o que ando cá a fazer», «isto não faz qualquer sentido», «quero
morrer, ajude-me», etc. Então começa a conversa, respeitando essa dor. Conte-me
a história toda, vamos ver por onde entra essa imensa solidão ou essa revolta,
essa culpabilidade ou experiência de desamor insuportável… vamos falar dessa infelicidade,
desse medo aterrador, desse sentimento de exclusão… E, tirando alguns casos de
suicidas obsessivos, sempre se encontra algum caminho, uma janela, que ajuda a
ver a luz (lá ao fundo), a descobrir uma aceitação possível. É preciso tempo,
paciência e acolhimento para que a pessoa se comece a sentir amada ou, pelo
menos, a admitir que pode ser reconhecido o seu valor. Tomo muito a sério a
pessoa que pede a morte, mas devo perguntar-me: quer morrer ou está a dizer-nos
outra coisa? Quer que aquele sofrimento morra, certamente. Mas a morte
pela eutanásia, não mata o sofrimento, mata a pessoa! Aliás o que a
minha experiência diz é que se eu, mais do que entender o seu sofrimento,
também lhe mostro que concordo com a eutanásia, o que lhe estou a comunicar é:
«realmente, mais um que acha que eu já não sirvo para nada».
2) A desfiguração e o sofrimento psíquico
ou físico não tira dignidade à pessoa: esta, por maior que seja a
limitação, não deixa de ser pessoa, sempre digna de ser respeitada e
amada. O que é indigno na pessoa é a mentira, a corrupção, a inveja, a
prepotência e a soberba que exclui e escraviza. A eutanásia também não
resolve essas doenças morais, nem dá espaço para que sejam repensadas e
superadas, eventualmente, com o acompanhamento, com o perdão e o paliativo
necessário. Se, em vez de acompanhar a pessoa, para lhe dar dignidade a mato,
não só não a compreendi como a «coisifiquei». Diz-se: faço-o por pena, para que
não sofra! Mas bem dizia o Prof. Daniel Serrão: «a morte por compaixão é a
morte da compaixão». Na verdade o que acaba ali é a relação e o cuidado com
o outro; e, por um acto não médico, alivia-se a tensão: resolve-se, sim, o
problema de quem acompanha e já não sabe lidar com ele. Uma subtil tentação,
nem sempre perceptível, sob a capa de parecer que é um agir «pro vida».
3) A morte a pedido manifesta a autonomia da pessoa
e daí a sua dignidade? Pode parecer, mas vejo aí uma confusão entre
auto-suficiência e autonomia. Autonomia significa que se tem uma «lei
própria» e se tem consciência dela e se é coerente com ela, com todos os seus
condicionamentos. A pessoa vai-se tornando cada vez mais autónoma na medida em
que se vai tornando cada vez mais moralmente livre. E a liberdade,
que é uma aprendizagem difícil, é a capacidade de gerir os seus
condicionamentos e escolher o bem maior; isto é, decidir-se pelo que é
mais humano e mais nos humaniza como seres sociais. A auto-suficiência é não
ter que dar contas a ninguém e fazer o que se entende por imaginar que se pode
dispor de si e dos outros «como se quiser». Não somos auto-suficientes. A morte
a pedido pode não parecer, mas é uma tentação de auto-suficiência. Escolher
matar-se tal como matar, não é, certamente, escolher o bem maior – com
autonomia e liberdade. É mais um grito de socorro. E socorrer deve ser um acto
inteligente (o que se passa aqui? Qual é a dor?) e não uma cedência a um
impulso ingénuo e «piedoso».
4) Se admitirmos que há um direito a querer
morrer (e um direito a que me matem?), isso não implica que alguém, um médico,
por exemplo, tenha o dever de o fazer. Terá o dever moral de ajudar
quem faz tal pedido, na medida das suas possibilidades, mas ninguém pode impor
essa obrigação de matar outro, mesmo que compreenda a sua dor e o seu pedido.
Se se chegasse a legalizar a eutanásia devíamos ter claras várias coisas
importantes. A primeira, que o que é legal não só não é necessariamente bom,
como não é necessariamente legítimo moralmente. A segunda, que os direitos de
uns não podem forçar os de outros; além do direito de discordar, tem-se o
direito a que se respeite, positivamente, a objecção de consciência. Por fim, cada
um deveria ter o direito de ter a lista toda dos médicos «eutanasistas». Eu
não recorreria a um médico que pudesse olhar para mim e pensasse «este já está
a mais; não vai longe; a sua vida não é digna!» Aliás, nenhum parlamento tem
direito a avaliar e legislar sobre a vida. Isto é a determinar que há vidas que
se podem descartar ou que não são dignas; mesmo que se diga que é para
respeitar a autonomia e a liberdade.
5) A «solução» da eutanásia, no estádio
actual da medicina (do acompanhamento psicológico e espiritual, dos cuidados
paliativos, das possibilidades de enquadramento social, etc.), seria
uma saída completamente reaccionária e violenta. Sim, num estádio anterior
de civilização, cultural e socialmente falando, talvez se pudesse entender os
defensores da «boa morte» ou até os «abafadores». Mas, hoje, é difícil de
aceitar o matar como um bom caminho. É claro que é preciso compreender a dor de
quem acompanha a doença prolongada de uma pessoa querida sem ver saídas rápidas
e eficazes. Mas os cuidados paliativos também atendem e apoiam o contexto
familiar da pessoa em processo terminal, mais ou menos prolongado.
6) Há ainda um outro perigo ou tentação. A
eutanásia pode dar dinheiro! Poupar nos gastos com velhinhos ou
deficientes, ter mais facilmente espaço e camas para outros com mais
possibilidades e mais ricos, poderia ser um razoável negócio, dentro de
uma cultura de morte que elimine quem não é útil, quem não produz, ou quem
é considerado um peso demasiado. Nessa cultura, seriam os próprios infelizes,
pobres e feios a pedir a eutanásia, não encontrando lugar num «desejável mundo
cosmeticamente limpinho». Os totalitarismos já fizeram essa experiência e não
deu resultado. Como seria «O admirável mundo novo» dos «eutanasistas»?
7) Morte assistida! Todas as mortes devem
ser acompanhadas com cuidado respeito e afecto: não assistidas como quem vê
o espectáculo, mas como quem vive solidário esse momento tão importante de cada
vida humana. Porquê trocar os nomes à realidade? Para enganar quem? Se estou a
facilitar e dar condições para que alguém se suicide, não é suicídio assistido,
é conivência e participação. Se estou a «eutanasiar» outra pessoa, ainda que
com todo o jeito e preparação, estou a matá-la. Mesmo que tenha sido a seu
pedido, não é assistência, é ser autor «responsável». Para quê
branquear o acto de matar com o título de «morte assistida»? Se é
preciso perceber o que se quer dizer com «mata-me!», também é preciso
desmascarar o que se quer dizer com «dou assistência à tua morte!»
domingo, 10 de abril de 2016
A União das Famílias sobre o rapto dos filhos às famílias
pelas sujeitas do complexo social-industrial
em nome da defesa dos interesses das crianças
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http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2009/01/manifesto-das-familias-portuguesas.html
Manifesto
das Famílias Portuguesas
RESUMO
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10 – A subtracção das crianças às
famílias e a sua estatização
Para além da intoxicação
geral das crianças e jovens através dos meios de comunicação e dos programas
escolares, assistimos ainda a um outro atentado contra a sua integridade: a
subtracção das crianças às famílias e a sua estatização. Bem entendido, não nos
referimos aqui aos casos de pais manifestamente incapazes de cuidar dos seus
filhos. Referimo-nos aqui aos puros abusos contra as famílias, aos puros raptos
de crianças às famílias, numa actividade dita «social» e envolvendo muitos
interesses.
11 – O complexo social-industrial contra
a família
Estes fenómenos negativos
que afectam as famílias são mais do que geradores da infelicidade individual e
da desagregação social: eles servem igualmente para justificar a existência dos curandeiros dessas desgraças – as desgraças que
são simultaneamente o alimento da burocracia estatal e da indústria do
«social», a sua «razão» de existir, e que, por cima, acarretam pesadas
consequências no orçamento do Estado e no agravamento dos impostos. Trata-se,
pois, de uma autêntica indústria,
da indústria da desgraça,
funcionando em benefício dos curandeiros do sistema e à custa das famílias e
dos contribuintes.
A necessária protecção das
crianças e jovens encobre, pois, um negócio. Essa tal pseudo-protecção torna-se
assim perversa. De facto, estas actividades «altruístas», entre outras, compõem
o complexo social-industrial,
uma monstruosa hipocrisia que alimenta uma chusma de burocratas, psicólogos,
sociólogos, pedagogos e psiquiatras oportunistas, autênticos abutres.
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O Estado
contra a autoridade dos pais na educação dos filhos
Outro
meio de ataque à família é a proibição pelo Estado dos pais exercerem a sua
autoridade natural para educarem os filhos aplicando castigos quando
necessário. Em nome da chamada «protecção da criança», os pais e professores
estão simplesmente proibidos de dar um tabefe a um filho ou aluno mal
comportado. Só podem chamar à razão o... irracional. O pequeno terrorista pode
impunemente partir a loiça, desobedecer, insultar, não estudar, perturbar as
aulas. Qualquer tentativa firme de pará-lo com aquela única linguagem que ele
percebe é... ilegal.
As
televisões são inundadas por pedagogos e psicólogos de má fé ou lunáticos das
«novas pedagogias», onde impera a utopia e a permissividade.
O
psiquiatra Daniel Sampaio é uma espécie de papa destas teorias da
permissividade.
O chamado «Instituto de Apoio à Criança», de Manuela Eanes, criado,
promovido e financiado durante o mandato politico-militar do esposo, foi e é um
dos grandes propagandistas deste modelo permissivo de «educação» e de
perseguição dos pais que não abdicam de realmente educarem os seus filhos.
Laborinho Lúcio, enquanto ministro da Justiça de Cavaco, foi o grande
percursor da cobertura jurídica de todas estas anormalidades. Um ministro da Justiça
do Bloco de Esquerda não faria melhor do que Laborinho Lúcio.
Afinal, a
«protecção da criança» por essa gente resulta na sua deseducação. A prova
provada é o que hoje se vê nas escolas, a todos os níveis de ensino, onde o
ambiente é simplesmente de selva.
Nos meios
de comunicação, os casos de violação de crianças são frequentemente
catalogados como acontecendo «no seio da família», quando na
realidade, na quase totalidade das vezes, o violador é simplesmente alguém
estranho à família que mantém uma relação com a mãe da criança. O objectivo
desta desinformação, como se torna evidente, é criar a ideia de que a família
não é um lugar seguro para as crianças, pretendendo assim justificar, como
veremos, a intervenção abusiva do Estado na família.
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O roubo de crianças aos pais e a sua entrega para adopção, incluindo a
invertidos
Os
políticos inimigos da família já transportaram para o plano jurídico todas
estas anormalidades.
Aproveitando-se
da existência de casos dramáticos que realmente justificam uma
intervenção, os políticos antifamília, recorrendo aos sofismas «uma
criança não é propriedade dos pais», «protecção da criança» e «superiores
interesses da criança», legislaram no sentido de criar pretextos para
roubar aos pais a tutela da criança e a sua autoridade sobre ela e para passar
o Estado a ser efectivamente o dono da criança.
Quem pode
definir as regras de educação dos filhos é o Estado.
Quem
define o que são os «superiores interesses» dos filhos é o Estado.
E quem
não preencher os mandamentos do Estado vê-se na contingência de lhe serem
roubados os filhos e entregues a uma instituição, privada ou da Segurança
Social, onde o Estado educa e cuida directamente da criança à sua maneira ou
encomenda o trabalho a fundações e associações com ele sintonizadas.
E quem é
o Estado? São precisamente eles, os mesmos, os políticos inimigos da família e
seus executantes.
O cume
deste atentado contra as crianças e a família é a sua entrega aos chamados
«casais» de invertidos. A adopção de crianças por esta espécie
é apoiada pela generalidade dos partidos da esquerda e por alguns membros
dos restantes, por sua vez comandados pela maçonaria, que destas causas
fracturantes faz ponto de honra. A lacrimosa «católica» Manuela Eanes, em
declaração do seu «Instituto de Apoio à Criança», teve o descaramento de
se pronunciar a favor deste crime.
Esta apropriação das crianças pelo Estado só encontra paralelo no
comunismo, no fascismo e muito especialmente no nazismo. Pio XI, na sua
encíclica Divini Illius Magistri — Acerca da Educação Cristã da Juventude (1929),
denuncia frontalmente a apropriação das crianças pelo Estado fascista que o
cercava, definindo claramente o papel que cabe ao Estado e o papel que cabe à
família.
Mas este
estado é democrático —
objecta o gangue. Mais uma vez, estamos perante a manipulação de palavra: democracia serve
para camuflar práticas que são o seu contrário. Sob o pretexto do bem social,
temos a prática fascista: é a reedição «democrática» do social-fascismo.
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O complexo social-industrial como aliado das centrais antifamília
Quem
pense que se trata apenas de opção ideológica ou de vício sexual desta gente
engana-se redondamente. A sua «actividade social» alimenta-se de uma indústria.
É a indústria do social, num volumoso complexo envolvendo verbas gigantescas e
os mais variados interesses que nele se cruzam: é o complexo
social-industrial.
O complexo
social-industrial proporciona milhares de empregos e carreiras a gente que vegeta
no mundo deste «trabalho» e para quem a existência da desgraça é condição sine
qua non para esses empregos e carreiras. E quando não há desgraça,
toca a inventá-la, como acontece por todo o mundo. Porque a indústria do social
precisa matéria-prima, isto é, de vítimas.
Como vimos, nos temas predilectos do complexo social-industrial
encontramos a falsa «protecção de crianças» em falsos casos de maus tratos. E
também a actividade da «protecção de mulheres» em falsos casos de
violência doméstica. Este complexo industrial é sem dúvida o mais pernicioso
para a Civilização e para a humanidade. Muito mais pernicioso do que a poluição
atmosférica porque estamos a falar da poluição dos espíritos, da destruição da
família, do desequilíbrio das crianças e adultos, de ecologia humana.
Lamentavelmente,
muitas supostas autoridades morais estão mais preocupadas com o CO2 e as
garrafas PET do que com a destruição da Civilização e da família pela
contracultura.
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sábado, 9 de abril de 2016
Quero continuar a ser filha dos meus pais
Laurinda Alves, Observador, 29 de Março de 2016
Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos.
A partir dos quarenta e muitos, cinquenta e poucos, todos começamos a sentir que os papéis se invertem nas famílias e caímos na conta de que mais ano, menos ano, seremos convocados a cuidar dos nossos pais. Confrontados com doenças crónicas, ou chamados de emergência depois de acidentes cardiovasculares cerebrais, quedas e até atropelamentos provocados por distração, falta de audição ou visão, damos connosco atordoados e aflitos, sem saber o que pensar. Pior, sem sabermos o que fazer. Como agir, a quem recorrer, como ajudar?
O «como» é a grande questão que atravessa as nossas vidas. Saber como, é, porventura, mais importante do que saber o quê e porquê. Muitas vezes nem chegamos a perceber os «porquês» do que nos acontece, mas nunca poderemos evitar os «como». O problema é que a vulnerabilidade dos nossos pais – mesmo quando eles não se queixam ou tentam disfarçar! – consome-nos, para-nos e obriga-nos a repensar muita coisa. E a aprofundar este grande «como», para percebermos como havemos de fazer para os ajudar a viver essa etapa de novas dependências, como podemos ficar mais próximos ou estarmos mais presentes sem termos que renunciar à nossa vida pessoal, profissional e conjugal.
Ver envelhecer os pais não é um processo fácil e embora seja natural, traz muita ambivalência ao coração. Ficamos tristes por eles e com eles, mas ao mesmo tempo temos medo que as suas dores, as suas debilidades e a sua perda de capacidades se eternizem. Sofremos porque nos sentimos muitas vezes impotentes perante o seu sofrimento e a sua fragilidade crescente, mas também porque o envelhecimento dos pais nos remete fatalmente para o nosso próprio envelhecimento, que é assim uma espécie de tabu individual. Uma filha não gosta de ver a imagem da degradação física da sua mãe porque mesmo sem querer pensa no seu próprio corpo dali a 20 ou 30 anos. Um filho resiste muitas vezes a cuidar do seu próprio pai, ou chega a afastar-se dele na velhice, pelas mesmas razões. Porque lhe custa lidar com a imagem avelhentada de um pai que deixa de ser forte e protector, que de alguma forma deixa de ser o seu pai-herói.
A realidade dos filhos que começam a ter que ser pais dos seus pais é tremenda e por vezes impõe-se de forma brutal. Pode chegar através de pequenos sinais como as lendárias perdas de memória ou as clássicas quedas em casa e tropeços na rua, mas também pode anunciar-se através de doenças graves que implicam tratamentos delicados ou cuidados continuados que envolvem questões sobre as quais nunca apetece falar (estou a pensar na temível incontinência, por exemplo, mas também na perda de autonomia para fazer a higiene própria ou na incapacidade de tratar da alimentação 4 vezes por dia, todos os dias, e ainda nas noites passadas em branco) e que muitos filhos maiores já sabem porque já experimentaram. Daí o pavor de muitos homens e mulheres ainda entre os quarenta e os cinquenta. Temem que estas situações se agravem e eternizem obrigando-os a adiar ou até a pôr de lado a sua realização pessoal e profissional, abdicando de uma vida que legitimamente sonharam para si mesmos e não contemplava o pesadelo de uma mãe, uma sogra, um pai ou um sogro doentes, acamados ou a precisarem de ser lavados e alimentados todos os dias.
À medida que o tempo passa e as doenças avançam percebemos que não existem pais perfeitos nem filhos ideais. Todos passamos pela experiência dos sentimentos contraditórios, pelas fases de maior nostalgia em que apetece ser apenas filho, voltar à infância (à ideia de uma infância protegida, seja ela real ou idealizada), recusar o envelhecimento, fingir que está tudo melhor do que realmente está, mas também por momentos de zanga, frustração, impaciência, raiva, confusão, alheamento e rejeição, que alternam inexplicavelmente com tempos de ternura, dedicação, amor e compaixão. Trazemos em nós tudo isto e muito mais. Dizem os especialistas que o caminho é aceitar esta mesma ambivalência tentando focar mais no amor e menos na culpa. Percebo os especialistas, pois nada é mais erosivo na relação entre pais e filhos do que os sentimentos de culpa mútuos. São erosivos e empobrecedores, aliás. Não levam a lado nenhum e fazem-nos esbarrar constantemente em muros de silêncio que rapidamente se tornam intransponíveis e nos afastam irremediavelmente uns dos outros. Os pais, porque se sentem culpados de estarem dependentes e darem tanto trabalho; os filhos por não estarem a ser capazes de cuidar, de acompanhar e mimar os pais como deviam e gostariam.
No meio de tanta vulnerabilidade e dependência também há boas notícias. As relações familiares muitas vezes fortalecem-se na adversidade. É um mistério que assim seja, mas acontece. Irmãos desavindos ou pouco próximos no dia-a-dia são capazes de largar tudo para socorrer outro irmão a braços com a realidade de um cancro terminal, uma situação de demência ou um cúmulo de debilidades dos pais. Já vi isso acontecer muitas vezes nos anos em que fiz voluntariado de cabeceira. Mas também já vivi isso com as doenças dos meus próprios pais. Somos quatro filhos vivos e temos vidas muito diferentes e muito exigentes, mas sempre que o pai ou a mãe precisam vamos a correr. Fomos e somos mais capazes de viver bem as situações más, do que de prestar atenção às fases fáceis e boas. Nessas alturas andamos todos mais absorvidos com as coisas de cada um, com as exigências da vida pessoal, profissional e familiar de cada um. Até podemos parecer distantes, mas perante a notícia de um tumor cerebral ou de uma hospitalização de emergência, criamos tacitamente turnos em que nos revezamos para tudo. Sejam banhos ou compras de supermercado, idas aos médicos e tratamentos, ou permanência à cabeceira. Nisto somos iguais a todos os irmãos e irmãs a quem já aconteceu terem um pai ou uma mãe a precisar de cuidados 24h sobre 24h.
A boa notícia é esta de nas fratrias poder haver uma lógica de entreajuda em que todos contribuem e se complementam. Entre irmãos os papéis são quase sempre diferentes e pode haver um mais pudico, outro mais capaz de dar banhos e tratar da higiene, outro que gosta de cozinhar e outro ainda que gosta de levar a passear. Há mil maneiras de exprimir os afectos pelos pais e a situação só se complica quando os filhos não se complementam, não se ajudam ou descartam o seu papel sobrecarregando um deles. Ou, claro, quando os filhos são únicos e se sentem mais impotentes.
A outra boa notícia no meio das doenças e sintomas de envelhecimento que geram dependências é poder haver um tempo reparador em família. Parece difícil, posto desta forma, mas mais uma vez falo pelo que vi e vivi. Há uma dimensão reparadora na proximidade familiar quando os pais ficam vulneráveis. Seja porque pais e filhos sentem necessidade de se perdoarem mutuamente por razões ou questões antigas, seja porque existe a chamada «dívida de gratidão» que atravessa o coração dos filhos perante quem lhes deu vida e quem cuidou deles na fragilidade extrema dos primeiros tempos de vida, na verdade o tempo da doença prolongada pode ser muito reparador. Pode restaurar relações e fortalecer laços. E também pode desfazê-los para sempre, claro, se tudo isto for vivido de forma negativa ou não houver possibilidade de cuidar.
Os filhos que cuidam dos pais por amor são verdadeiros salva-vidas. Salvam da solidão, da exclusão, do abandono, do esquecimento, da indigência moral e emocional em que vivem muitos velhos. Podem sentir um enorme stress interior e a tal ambivalência de sentimentos, podem até ter pavores de que tudo vá de «mal em pior», mas têm a possibilidade de se reconciliar em vida, de agradecer, de dar de volta aquilo que receberam, e até de aceitar a fragilidade, a dependência e a sua morte. Podem ser obrigados a viver tudo isto no auge das suas próprias crises existenciais, no seu tempo de balanços de vida, de crises e rupturas, de luto definitivo por uma adolescência que já não volta, mas tudo isto vale a pena se quisermos ser para sempre filhos dos nossos pais e cumprir o nosso papel até ao fim. Mesmo que temporariamente pareça que somos pais deles.
A minha experiência de cabeceira com estranhos, mas também de filha que tem os pais a morar em casa há anos, encerra e revela aquilo que Marie de Hennezel resumiu de forma maravilhosa : «Cuidar de um pai velho vai para além da relação filial. Um ser humano ao ajudar outro ser humano vulnerável aprende a ser melhor».
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Romenos apoiam em massa
a protecção da família na Constituição
Luis Dufaur
Na Roménia, no tempo recorde de um mês e meio, uma iniciativa cidadã para promover uma emenda constitucional que proteja a família reuniu 2 milhões de assinaturas, equivalente a 10% da população nacional!, divulgou http://infocatolica.com.
O total poderá crescer ainda mais até terminar o prazo, em 24 de Maio. A meta inicial era conseguir 500 000 assinaturas em seis meses, porque assim o prescreve a legislação romena.
A coligação pela família Coalitia pentry Familie visa evitar interpretações enviesadas do artigo 48 da Constituição romena, como aliás aconteceu noutros países.
Para isso a coligação apela para que o artigo refira:
«A família está fundamentada no matrimónio livremente consentido entre um homem e uma mulher, na igualdade deles e no direito e dever dos pais de garantir o crescimento, a educação e a instrução dos filhos.»
A proposta deverá ser apresentada por um grupo parlamentar, ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado por uma maioria de 2/3, e ratificada em referendo.
O partido que assumir a apresentação da proposta sabe que, como aconteceu na Polónia e na Hungria, terá de enfrentar uma agressiva pressão da União Europeia, que vai querer passar por cima da soberania popular.
Mas o povo romeno parece determinado a defender a família, livrando-se dos restos da imoralíssima legislação imposta pela ocupação soviética e ainda vigente em grande medida em países como a Rússia.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
T E L E M Ó V E I S
Caminhar a escrever no telemóvel
pode dar prisão
Pedro Mourão, Tecnologia, 29 de Março de 2016
Está a ser alvo de estudo, num Estado dos EUA, uma proposta de uma nova lei que penalize todas as pessoas que caminham ao mesmo tempo que escrevem no telemóvel (por exemplo: mensagens, Facebook, Instagram, Snapchat).
Esta lei está a ser discutida pela Assembleia Geral e o grande objectivo é prevenir (e reduzir) o número de acidentes. Por exemplo, entre 2004 e 2010 o número de acidentes mortais com peões triplicou.
Nova Iorque, Arkansas ou Nevada já tentaram implementar medidas parecidas, no entanto a aprovação desta lei falhou sempre.
Na lei em estudo, a pena prevista, para pessoas que vão a escrever ao telemóvel enquanto caminham, é uma multa de 50 dólares ou até 15 dias de prisão. Pamela Lampitt, deputada dos EUA diz que «Se uma pessoa na estrada – quer esteja a andar ou conduzir – for um risco para os outros, deve haver uma lei dissuasora e que puna o comportamento de risco.»
Fonte: nydailynews
sexta-feira, 1 de abril de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
sábado, 12 de março de 2016
As redes sociais e a cultura da imaturidade
Pedro Afonso, médico psiquiatra, Observador, 10 de Março de 2016
O Facebook funciona muitas vezes como um «buraco negro» que suga as mentes de muitas pessoas, criando um estado regressivo colectivo. O pensamento pára, a introspecção e a autocrítica deixam de existir.
As redes sociais vieram mudar significativamente as nossas vidas. A emigração maciça da vida social real para o mundo virtual das redes sociais da internet corresponde, num sentido lato, à maior emigração humana da história.

Ninguém sabe exactamente quais são as consequências que decorrem deste novo estilo de vida passado na internet, embora já haja alguns estudos. Por exemplo, a utilização excessiva da internet e das redes sociais está associada a depressão, a uma baixa auto-estima e a sentimentos de isolamento. Além disso, a utilização regular das redes sociais, e mais concretamente do Facebook, tem sido associada a um maior risco de divórcio e de relacionamentos extraconjugais.
Um inquérito realizado junto da American Academy of Matrimonial Lawyers (AAML) revelou que a utilização da rede social Facebook estava envolvida, como factor principal, em um em cada cinco divórcios nos EUA. O ecrã do nosso computador serve muitas vezes como uma espécie de janela para as nossas fantasias, onde se busca aquilo que não encontramos na vida real. Se um casamento está em crise, se alguém está infeliz numa relação, pode surgir a tendência para essa pessoa procurar uma alternativa amorosa. Essa procura faz-se cada vez mais nas redes sociais. Porém, essa busca pode revelar-se enganadora, uma vez que é essencialmente reactiva e emocional. Muitas vezes não se faz uma reflexão madura adequada sobre o que está mal na relação conjugal e o que poderá ser alterado, o que já foi feito para melhorar e o que ainda é possível fazer; há geralmente uma fuga para a frente.
Qualquer pessoa percebe que, com a rapidez com que tudo se passa actualmente na era da internet, a ponderação e a reflexão foram praticamente excluídas do nosso dia-a-dia. Muitas crises conjugais são intensificadas por uma baixa tolerância à frustração, uma falta de perseverança face à adversidade e por um certo egocentrismo. Com frequência, as justificações das rupturas são importadas das revistas cor de rosa e assentam nos clichês individualistas habituais: «não era feliz», «deixei de gostar», «tenho o direito de procurar a minha felicidade», «quero voltar a estar apaixonado(a)».
O mundo mudou e muitas vezes já não são as televisões, os jornais e as rádios que nos dão as notícias, mas são as redes sociais que, perante determinados acontecimentos que aparentemente seriam insignificantes, fazem a notícia. Todavia, em muitos casos a reacção é emocional, pouco profunda e elaborada, tal como grande parte dos comentários que lemos sobre as notícias dos jornais na internet. A agressividade prepondera, assistem-se a linchamentos públicos, e todos têm opinião sobre tudo.
Veja-se o caso recente do colunista Henrique Raposo, mais concretamente o ódio irracional de que foi vítima nas redes sociais, após a publicação do seu livro Alentejo Prometido. É certo que correu riscos, por ter abordado temáticas nesta obra que não domina propriamente (psiquiatria e sociologia), mas isso não invalida que emita opinião e pense sobre o assunto, ainda que se possa discordar. Ora, é precisamente «o pensamento» que está a desaparecer numa parte significativa da sociedade que emigrou para as redes sociais e que por lá passa cada vez mais tempo. O Facebook funciona muitas vezes como um enorme «buraco negro» que vai sugando as mentes de muitas pessoas, criando um estado regressivo colectivo. O pensamento pára, a introspecção e a autocrítica deixam de existir. Tudo é reactivo e instintivo, o hedonismo prevalece e o seguidismo emocional cego surge de forma recorrente e imprevisível. Numa palavra, as emoções dominam o ser humano e surgem dissociadas do pensamento e da inteligência.
Em ambos os exemplos citados anteriormente, há um elemento comum: estamos a assistir à promoção da cultura da imaturidade. Neste contexto, as redes sociais são autênticos «esconderijos emocionais», pois não estão a favorecer propriamente o conhecimento, a reflexão, a prudência e o autocontrolo. Existe uma exaltação febril da impulsividade, da superficialidade, da expressão de sentimentos e comportamentos mais primitivos, como a violência e os julgamentos sumários das pessoas. Estas características são imaturas, primárias e revelam uma reduzida inteligência emocional.
Cada vez mais pessoas passam demasiado tempo imersas no mundo virtual das redes sociais da internet, agarradas obsessivamente ao computador, procurando a sua auto-realização. Mas julgo que este caminho é enganador e não ajuda ao crescimento individual, nem à aquisição de uma verdadeira aprendizagem social. O mundo real é muito mais rico, profundo, e valioso do que o mundo virtual. É motivo para dizer «viva cá fora, não se refugie lá dentro».
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