domingo, 22 de novembro de 2015


Alerta:

Consumo de sementes de chia pode causar

a morte através de oclusão intestinal


Bruno Rizzato, 19 de Novembro de 2015

A nova moda alimentar para pessoas que procuram emagrecimento e benefícios de saúde é o consumo das sementes de chia (Salvia hispanica).


Com propriedades nutritivas, possuindo cálcio, ómega 3, magnésio, manganês, fibras, antioxidantes, capazes de ajudar na desintoxicação, diminuição da ansiedade, do stress, dos níveis de colesterol e triglicéridos, retardar o envelhecimento, fortalecer os músculos e prevenir doenças cardiovasculares, a semente surgiu como um verdadeiro «milagre» para a saúde. Parece algo incrível, mas, é preciso tomar muito cuidado com o seu consumo.

Por reter grandes quantidades de água, o seu peso pode expandir-se 7 vezes mais! Isso já levou muitos consumidores assíduos de chia aos hospitais.

Porém, o maior perigo é quando a semente seca é ingerida, podendo inclusive causar risco de vida às pessoas.

Nos EUA, um homem de 39 anos consumiu apenas uma colher de chia seca e depois bebeu água. Foi parar ao hospital, pois o grão, em contacto com a água, expandiu e obstruiu o seu esófago.

Isso bloqueou o seu aparelho digestivo, dificultando inclusive a sua respiração. Por pouco, o acidente não lhe custou a vida. Segundo a norte-americana Nina Manolson, consultora de saúde, se a semente não for depositada em algum líquido antes do consumo, para que possa expandir o suficiente com a retenção do líquido, ao entrar em contacto com o líquido no interior do organismo, uma oclusão pode ocorrer.


Um estudo feito pela médica Rebeca Rawl, chamado «O Impacto da Semente de Chia no Esófago», explica que o consumo de chias secas não deve ser feito, de maneira alguma, sem antes consultar um médico, por vários motivos.

Entre eles, existem grupos de risco, como os hipertensos (principalmente os medicados), pois a semente reduz a tensão arterial, causando hipotensão; os hipotensos, que, segundo um estudo do Hospital St. Michael’s, em Toronto, no Canadá, podem sentir dor de cabeça, cansaço e sono em excesso, por causa da redução da pressão arterial; pessoas que tomam anticoagulantes, por causa do ómega 3 da chia, que, potencializa o efeito da medicação; hemofílicos, podendo ter hemorragias e hematomas pelo corpo; diabéticos, que, combinando com a insulina, intensifica a redução do açúcar no sangue; pessoas que foram operadas ao aparelho digestivo, por intensificar as actividades locais; e, por fim, pessoas com diarreia, pelo mesmo motivo.





segunda-feira, 16 de novembro de 2015


O golpe explicado às criancinhas


Inês Teotónio Pereira, ionline, 14 de Novembro de 2015

O menino passou a escola toda a jogar futebol e a roubar bolas sempre que perdia. Não fazia outra coisa. Ele não tinha mau perder porque nunca assumia que perdia

Era uma vez um menino que queria ser chefe. Ele não tinha muitos amigos porque tinha a mania de roubar a bola sempre que perdia os jogos. Às vezes até furava a bola, outras ameaçava chamar os rufias que partiam tudo se não o deixassem ganhar. Mas apesar de os meninos não gostarem muito dele, ele dizia que queria ser chefe quando fosse grande. «Mas chefe de quê?», perguntavam-lhe. «Qualquer coisa que dê para aparecer na televisão, viajar e mandar», respondia. O menino passou a escola toda a jogar futebol e a roubar bolas sempre que perdia. Não fazia outra coisa. Ele não tinha mau perder porque nunca assumia que perdia. O menino era, assim, um vencedor de derrotas. E quanto mais crescia mais vontade tinha de ser chefe: convenceu-se de que era um ganhador. Estava na hora de se inscrever num partido, pensou.

E foi então procurar um partido onde pudesse inscrever-se para poder mandar, aparecer na televisão e viajar. «Mas qual partido?», perguntaram-lhe. Ele pensou, pensou, mas fartou-se de pensar e, como não tinha jeito para fazer contas, acabou por se inscrever num partido onde não era preciso fazer contas. «Uma escola de poder excelente para quem não tem jeito para as contas», disseram-lhe. Era a cara dele, pensou. E o menino lá foi.

Foi subindo no partido com alguma discrição durante uns bons anos. Conseguia sempre vencer eleições, mesmo as que perdia, e conseguia sempre convencer os rufias a apoiá-lo porque deixava-os partir coisas. O menino continuava a ter poucos amigos, mas também não se importava muito com isso: tinha os rufias. Tal como nos recreios da escola, conseguia ganhar sem ganhar e estava a adorar a sua nova vida. Ali, no partido, até era mais fácil e não tinha os directores e os professores da escola a castigá-lo. Os anos passaram e ele até aprendeu a roubar a bola aos rufias, de tal maneira era competente na arte de roubar a bola. As suas sucessivas vitórias nas derrotas tornaram-no importante e ele já não era o menino franzino e tímido de antigamente; era um rapaz robusto e orgulhoso das suas inúmeras vitórias sem ganhar.

Até que um dia surgiu a oportunidade que o menino tanto tinha esperado para poder ser um chefe a sério: ele só tinha de transformar a vitória do actual chefe em derrota – coisa que passara a vida a fazer inversamente. E assim foi. Quando o seu chefe ganhou umas eleições, ele rapidamente anunciou que, afinal, a vitória do chefe tinha sido uma derrota e que ele, um vencedor, podia ganhar as próximas eleições importantes com toda a facilidade. Os amigos do menino, que ao contrário dos da escola eram parecidos com ele e não tinham jeito para as contas, acreditaram nele e o menino chegou a chefe do partido. Estava radiante. Chegou a minha hora, pensou.

Quando vieram as eleições mais importantes da sua vida, o menino lembrou-se da sua estratégia brilhante: ameaçar que se não o deixassem ganhar, ele ia chamar os rufias e partia tudo. Ninguém acreditou que ele estivesse mesmo a falar a sério porque ninguém o levava muito a sério. E a verdade é que o menino perdeu. Os seus amigos ficaram com muita pena e pensaram que, desta vez, ele não se safava e tinha mesmo de assumir a derrota. Mas não, não ele. Ele era aquele que nunca perde apesar de perder. «Eu avisei», disse ele, esboçando um sorriso diabólico. É então que o menino, perante o espanto de todos, resolve cumprir as suas ameaças: chamar os rufias e partir tudo. E foi assim que o menino se fez homem, apesar de não ter crescido, e chefe, apesar de ter perdido. O menino, agora homenzinho, governou pouco tempo com a ajuda dos seus amigos rufias. Governou até ao dia em que os rufias quiseram mesmo partir tudo e ele ficou sem amigos. Vitória, vitória, acabou-se a história.





quarta-feira, 4 de novembro de 2015


Resistir à javardice


Inês Teotónio Pereira, ionline, 31 de Outubro de 2015

Não tinha eu começado a jantar e já a minha página de Facebook, redes sociais e sites sinalizavam pessoas a cuspirem ódio, insultos e javardices.

«Nogenta» (o gê não é gralha), «fascista», «imbecil», «vómito», «cabra», «anormal», «gaja que devia estar na cozinha», «vê lá onde andas com os teus filhos...», «alguém devia tirar os filhos a esta gaja», «esta devia ser esmurrada no meio da rua», «dePUTAda», etc. E assim vai a extrema-esquerda.

Mas comecemos pelo princípio. Fui à Voz do Operário ao lançamento da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e quando cheguei a casa resolvi escrever a seguinte piadinha na minha página de Facebook: «Só o Prof. Marcelo para me levar a um sítio com operário no nome». Ou seja, e passo a explicar a piadinha, operário é um termo usado e abusado pela esquerda radical autoproclamada dona e defensora da classe operária.

Ora, sendo o prof. Marcelo de direita (digo eu), foi engraçado ter escolhido esta prestigiada instituição – com «operário» no nome – para lançar a candidatura. Fazendo uma interpretação alargada da minha ida, também é engraçado, sendo eu de direita, ter ido a um sítio com «operário» no nome – ligado à esquerda, portanto. Uma piadinha inocente – pois não ataco nem desprezo ninguém; no máximo sem graça, confesso – por ser inteligível a muitos, nomeadamente aos autoproclamados defensores da classe operária.

Ora, não tinha eu começado a jantar e já a minha página de Facebook, redes sociais e sites sinalizavam pessoas a cuspirem ódio, insultos e javardices. Até deputados da nação da extrema-esquerda, como Miguel Tiago, do PCP, alinharam e alimentaram no Facebook o massacre a um direito constitucional que me assiste, que é o do bom nome. Alguns atreveram-se até a publicar fotografias dos meus filhos e a divagar sobre a minha família.

A javardice e a ordinarice chegou a tal ponto que até o representante da nação resolveu exercer autocensura e eliminar a javardice que provocou na sua própria página. Em nome da democracia, da decência? Tenho dúvidas.

Vai daí, dediquei várias horas do meu sábado a bloquear pessoas no Facebook, a denunciar insultos na internet e fiquei, confesso, sem vontade de voltar a escrever. «Tu vê lá... Tens filhos e esta gente é maluca,» avisaram-me amigos. «Não podes sujeitar os teus filhos a lerem coisas destas sobre a mãe, tens de ter cuidado.» A intimidação resultou. Retirei a piadinha do Facebook, bloqueei maníacos e fiquei na dúvida se voltaria a escrever mais uma linha onde quer que fosse.

Portugal é um país de brandos costumes, dizem. Mas não é.

Basta ver as caixas de comentários de qualquer colunista para se perceber que não é. Como diz Henrique Raposo, as caixas de comentários são as novas portas dos urinóis públicos: ali tudo é permitido, do vómito ao palavrão, das ameaças à intimidação. Mas não é só aí: em todo o lado, esta gente insulta, intimida e ameaça, e não precisa de uma razão, basta-lhes um nome. O insulto é um direito equivalente à liberdade de expressão e não precisam de uma ideia para despertar.

No meu caso, a coisa agrava-se e é flagrante. E não é pela minha influência (duvido que a tenha); o meu problema é fútil, tem a ver com um cliché que a extrema-esquerda odeia. E a ela basta-lhe o cliché. Ou seja, esta gente tolerava-me se eu fosse de direita mas ateia; permitiam a minha existência se eu renunciasse ao apelido do meu paizinho ou do meu marido; não me insultavam tanto se eu fosse, apesar de tudo, a favor da adopção por casais homossexuais, por exemplo. Mas não sou, desculpem. É tudo mau, portanto: católica, de direita, «parideira fascista» (outro mimo pelo número de filhos que tenho) e, ainda por cima, não renuncio a apelidos. Ou seja, o ódio que desperto tem fundamento na estupidez.

Tudo isto é grave porque revela que a liberdade de expressão e de opinião não é, e cada vez é menos, uma evidência: a sua tolerância depende do titular e o seu exercício é limitado pela intimidação. É apenas um direito condicionado à coragem de o exercer. No meu caso, os meus filhos são o meu principal argumento: é exercendo a minha liberdade que lhes ensino o seu real sentido. Com mais ou menos coragem, com mais ou menos insultos.





segunda-feira, 12 de outubro de 2015


Campanha de promoção da Deco

origina numerosas queixas de sócios


José António Cerejo, Público, 11 de Outubro de 2015

Tablets prometidos em troca da inscrição dos sócios demoram meses a chegar e suscitam críticas. Muitos dos novos sócios desistem após receberem a oferta. Associação diz que o assunto não tem interesse público.

A grande maioria das queixas prende-se com os atrasos na entrega de tablets prometidos a novos aderentes.

O site da Deco, o Portal da Queixa e algumas páginas do Facebook, incluindo a da própria Deco, apresentam desde há meses centenas de reclamações de sócios daquela associação de consumidores que protestam contra o alegado incumprimento das obrigações por ela assumidas nas suas campanhas de angariação de membros.

A grande maioria das queixas prende-se com os atrasos na entrega dos tablets sem marca prometidos pela Deco aos novos sócios desde Outubro do ano passado. Mas há muitas outras que se dirigem genericamente àquilo que os seus autores designam de «publicidade enganosa» por parte da associação, nesta e noutras campanhas em que são prometidos brindes aos aderentes.

A direcção da associação de consumidores reconhece a existência de atrasos na entrega dos tablets, que atribui à «incapacidade do fornecedor dar resposta ao número de pedidos», muito superior ao esperado, mas recusa-se a responder às perguntas concretas que lhe foram dirigidas pelo PÚBLICO.


Apesar de a Deco se fazer notar há muitos anos por um estilo promocional muitas vezes classificado como agressivo, a campanha que está em curso até 31 de Janeiro deixou muitos consumidores estupefactos. «Um tablet por 2 euros? Não pode ser verdade!» Comentários como este encheram as redes sociais logo que as baterias de marketing da Deco levaram a mensagem a quem anseia por uma pechincha, e também a quem está farto de ser incomodado, por telefone, carta e email, com as campanhas.

A oferta da maior associação de consumidores portugueses aos novos sócios consiste no envio gratuito de quatro das suas revistas, no acesso às restantes vantagens atribuídas aos sócios e, finalmente, conforme se lê no seu site, na entrega de «um presente de boas-vindas: um fantástico tablet».

Em contrapartida, os interessados tinham inicialmente de pagar apenas dois euros, através de uma autorização de débito directa na sua conta bancária. Este valor correspondia a dois meses de subscrição, preço que subia para 6,75 euros nos dez meses seguintes e — percebia quem lesse a totalidade dos materiais promocionais — para o custo normal da subscrição ao fim de um ano: 13,60 euros mensais.

Entretanto o preço inicial de dois euros por dois meses subiu para cinco euros, sem que a Deco explique o motivo, nem sequer confirme a data em que isso aconteceu, provavelmente no início do Verão. Os «termos e condições da oferta» avisam, contudo, que «qualquer aumento no preço das subscrições será anunciado com antecedência [nas publicações da organização] e, em seguida, aplicado automaticamente».

De acordo com as «condições gerais» da oferta, os novos subscritores (é assim que a Deco se refere normalmente aos associados) recebem as revistas três semanas depois da recepção do pedido de adesão. Logo a seguir, sem se comprometer claramente com qualquer prazo, a associação diz que, «após o primeiro pagamento»,  recebem o «presente de boas-vindas» com uma garantia de dois anos.

Atraso ou expediente?

Particularmente atractiva para muitos dos alvos da campanha é a cláusula que fixa a possibilidade de cancelamento da subscrição em qualquer momento, sem qualquer explicação e ficando o ex-sócio «com o que já recebeu», neste caso o tablet e as revistas.

Foi graças a ela que um número indeterminado de candidatos ao tablet se fizeram sócios, desistindo logo após a recepção do «presente». A acreditar no que muitos escrevem nas redes sociais, o único objectivo que tinham era receber a «máquina», havendo quem confesse que se voltou a inscrever logo a seguir, para receber outro tablet — facto que as respostas da Deco a algumas reclamações acessíveis no seu site confirmam. Outros houve que inscreveram a família toda com o mesmo fim, cancelando de imediato as inscrições.

A enxurrada de novos sócios explica, segundo a Deco, a ruptura dos stocks de tablets, e os atrasos de meses na entrega dos mesmos. Alguns dos que aderiram à campanha e agora se queixam acusam no entanto a associação de atrasar as entregas como expediente para receber mais dinheiro, uma vez que a partir do segundo mês o valor mensal cobrado é de 6,75 euros.

A grande maioria das reclamações e protestos tem a ver com a demora dos tablets, sendo que muitas delas assumem erradamente que havia um compromisso de entrega no prazo de três semanas (o qual respeitava apenas às revistas). Muitas outras, porém, visam a alegada fraca qualidade e deficiência de funcionamento dos tablets. Com frequência, os queixosos perguntam então: e agora a quem é que os consumidores se vão queixar da Deco?

Contactada pelo PÚBLICO, a associação recusou-se a prestar qualquer informação concreta sobre temas como o número de pessoas que aderiram à campanha, o número de tablets já entregues, o número de cancelamentos de subscrições por parte dos novos sócios, o número de reclamações recebidas e respondidas, ou o investimento global feito com a campanha.

Em resposta, o novo director de edições da organização, Nuno Fortes (que entrou em funções no mês passado e não faz parte dos órgãos sociais da associação), diz que «a maioria dos dados» solicitados «fazem parte da estratégia de gestão» da Deco. «Embora [esses dados] sejam escrutináveis através dos relatórios que anualmente publicamos, não são partilháveis a priori, quando, no nosso ajuizamento, não está sequer em causa qualquer actuação menos lícita nem um tema de interesse público», escreve Nuno Fortes.

O Relatório de Actividades e Contas da Deco relativo a 2014 não faz, todavia, qualquer referência à campanha dos tablets, nem a qualquer outra do género. De acordo com esse relatório, a associação teve no ano passado um lucro de 289.931 euros, dos quais 271.597 respeitam a 25% dos lucros da Deco Proteste Editores Lda, a empresa proprietária da Proteste e das outras revistas distribuídas pela organização.

O capital da Deco Proteste Editores é partilhado pela empresa luxemburguesa Euroconsumers SA, que detém 75% das acções, e pela Deco, com 25%. As quotizações pagas pelos cerca de 400 mil sócios da associação somaram três milhões e quarenta mil euros.

No email enviado ao PÚBLICO, Nuno Fortes afirma que os problemas surgidos com a campanha dos tablets têm origem na «incapacidade do fornecedor em dar resposta ao número de pedidos, embora tenha acelerado a produção de novos aparelhos». A adesão de novos subscritores tem estado acima das «melhores expectativas» da Deco, acrescenta, garantindo que os atrasos de quatro e cinco meses referidos nalgumas reclamações respeitam, «na sua esmagadora maioria», a «casos excepcionais de novos associados que forneceram contactos errados e/ou insuficientes».

Em todo o caso, salienta Nuno Fortes, «o número de desistências/cancelamentos é ínfimo e incomparável com a entrada de novos associados». Para «minorar o impacto negativo» do atraso na entrega dos equipamentos, a associação assegura que tem tido o cuidado de informar «através de comunicação específica todos os novos associados desta demora e do seu fundamento, o que não é sinónimo de que todos estejam disponíveis para compreender o motivo alegado ou que não dêem conta do seu descontentamento publicamente».

Queixas idênticas noutros países

Tal como em Portugal, também nos outros três países europeus em que existem associações de consumidores ligadas à sociedade Euroconsumers SA surgiram inúmeros protestos relacionados com a campanha dos tablets. Isto porque a OCU (Organización de Consumidores Y Usuarios), de Espanha, a Test Achats belga e a Altroconsumo italiana têm no terreno campanhas idênticas às da Deco, em que são oferecidos os mesmos tablets aos novos sócios.

O conceito é exactamente o mesmo e os materiais promocionais utilizados são muito semelhantes, o mesmo acontecendo com os sites das associações e com as revistas publicadas. As diferenças mais notórias prendem-se com o preço da subscrição e com os prazos de entrega dos aparelhos.

Enquanto que a Deco e a OCU começaram por pedir dois euros para que os novos sócios pudessem receber o «presente» e depois subiram para cinco euros, a Test Achats e a Altroconsumo mantêm-se nos dois euros. Quanto aos prazos, ao contrário da Deco que não indica um prazo limite para a entrega, a OCU garante que ele será entregue no prazo máximo de dois meses, a Test Achats indica três meses e a Altroconsumo seis meses.

No caso espanhol há também uma diferença em relação à Deco. Enquanto esta se limita a lamentar os atrasos na entrega, a OCU tem em lugar de destaque no seu site um pedido de desculpas formal. Nos sites de todas estas organizações há numerosas reclamações semelhantes às que se encontram no site da Deco.





quarta-feira, 30 de setembro de 2015


Os temas fracturantes e o PS (1)


Vasco MinaCorta-fitas, 21.09.2015

Ao contrário do que acontece com a Segurança Social (que desconhece por completo o que significam as suas propostas), aqui o líder do PS é bem claro quanto às suas intenções. António Costa declarou que «Reabriremos a legislatura revogando de imediato a legislação que aprovaram» sobre as alterações às regras da interrupção voluntária da gravidez e que resultaram de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) e que recolheu o apoio de cerca de 50 000 cidadãos. Que medidas foram então aprovadas no âmbito desta legislação e que António Costa quer revogar:

a) A mulher em risco de aborto terá sempre apoio psicológico;

b) A mulher em risco de aborto terá sempre apoio social;

c) A mulher no âmbito do processo de IVG terá obrigatoriamente uma consulta de Planeamento Familiar;

d) Nos locais próprios (Hospitais, Conservatórias, Centros de Saúde) será disponibilizada informação sobre o valor da vida, da maternidade e da infância;

e) Na consulta prévia ao processo de IVG será também fornecida informação de Apoio à Vida e à gravidez;

f) No aconselhamento à grávida participarão não só organismos públicos como também IPSS;

g) dignificação dos médicos e enfermeiros objetores de consciência e no reconhecimento da sua não discriminação;

h) introdução de taxas moderadoras.

São estas medidas que António Costa quer revogar e por isso quem concorde tem apenas de votar PS


Os temas fracturantes e o PS (2)

Vasco Mina, Corta-fitas, 27.09.2015

Os temas fracturantes são exactamente o que querem significar: questões que dividem as opiniões, fracturando a sociedade em duas ou mais partes. Muitas vezes (para não dizer sempre) são acompanhados de abordagens ideológicas da sociedade o que os torna ainda mais fracturantes e com uma elevada carga emocional. Deveriam ser amplamente debatidos e, para alguns deles, colocar à decisão dos portugueses, ou seja, recorrendo ao referendo. Não é esta a opção do PS pois no seu programa eleitoral toma (e destaco a frontalidade) a opção da defesa de soluções sem qualquer debate prévio. Ou seja, o PS assume o compromisso de:

1) Eliminar a discriminação no acesso à adopção e no apadrinhamento civil por casais do mesmo sexo.

Ou seja, o pleno acesso ao regime de adopção por parte de casais homossexuais. Retomando a argumentação do recente debate em torno de legislação apresentada na AR sobre a co-adopção, sou dos que defende o direito da criança (que deverá prevalecer sobre o direito de um casal homossexual) a ter um pai e uma mãe. São vários os estudos que apontam neste sentido e muitos os psicólogos e técnicos que acompanham crianças desprotegidas que igualmente defendem esta posição. Reconheço e respeito a argumentação dos casais homossexuais mas dela discordo. Saliento que muito recentemente foi publicada legislação (ver artigo de Teresa Anjinho publicado no Expresso de 19 de Setembro) que é, de alguma forma, uma reforma estrutural no que à criança diz respeito: adopção, protecção das crianças e jovens em perigo e regime tutelar cível. São três leis fundamentais que careciam de revisão e que agora foram reformadas e tendo presente os principais destinatários: as crianças institucionalizadas. Ora o PS em nada se refere à necessidade da reforma agora traduzida na legislação e coloca em situação de paridade casais homossexuais com casais heterossexuais. Ora em Dezembro do ano passado (e segundo o mesmo artigo já citado) encontravam-se cerca de 400 crianças em condições de adoptabilidade e cerca de 1 800 candidatos em lista de espera para adoptar. Para o PS os casais homossexuais não deverão ser descriminados nos processos de adopção, ou seja, terão igual prioridade à dos casais heterossexuais. O que não concordo e por isso sou contra esta proposta eleitoral socialista.

2) Eliminar as restrições de acesso, que ainda subsistem na lei, às técnicas de procriação medicamente assistida por casais do mesmo sexo e por mulheres solteiras.

Faz sentido apoiar e dar condições de acesso às técnicas de PMA (procriação medicamente assistida) aos que por opção própria escolheram vidas familiares que, por natureza, são não reprodutivas? Em minha opinião não faz e por isso deverão votar PS os que defendem esta solução.

3) Melhorar o regime da identidade de género, nomeadamente no que concerne a necessidade de previsão do reconhecimento civil das pessoas intersexo.

Segundo os defensores deste conceito «A natureza não decide onde a categoria «masculina» termina e a categoria «intersexo» começa ou onde a categoria «intersexo» termina e a categoria «feminina» começa. Os seres humanos é que decidem.» Sem comentários! Os que defendem o reconhecimento civil  deste novo registo deverão votar PS.






Família: do conceito à sua falsificação


Heduíno Gomes


Está na moda os políticos, até de esquerda e liberais de «direita», falarem na família.

Aquilo que, para a esquerda e liberais, era uma coisa «opressiva» deixou de sê-lo. O valor natural da família passou a andar também na boca da classe política de esquerda e liberal.  Passou para a boca, não para as acções positivas. É que essa classe política viu que a palavra rendia nas urnas. Passou então a utilizá-la mas esvaziando-a do seu conteúdo, desvirtuando o conceito.

Industriada pela ideologia subjectivista, relativista e permissiva maçónica, a classe política de esquerda e liberal adoptou então a ideologia dos chamados dos «novos valores» e das chamadas «novas formas de família», como se a família natural não fosse realmente a única forma de família e os valores éticos não fossem perenes e superiores às invenções do subjectivismo e do modernismo.

Ou seja, estamos perante um artifício da contracultura, uma descarada manipulação de linguagem, em que a palavra valores é abusivamente utilizada para designar contravalores e família para designar a sua negação.

Portanto, quando ouvimos falar de «família», temos de olhar o que o político ou o activista querem dizer com a palavra...


A preparação ideológica para a destruição da família

Se hoje a doutrina dominante e oficial sobre a família a colocou de rastos, isso não foi obra de um momento. Ao longo dos anos, os seus inimigos têm vindo a desenvolver paulatinamente uma acção de manipulação ideológica, de intoxicação, moldando os espíritos mais frágeis, mais influenciáveis. Essa acção de intoxicação tem vindo a ser incentivada na sombra pela maçonaria, mais radicalmente pela maçonaria irregular.

Esta investida contra a família e os seus valores, ao longo dos anos, tem vindo a ser desenvolvida nomeadamente através da RTP e depois das outras televisões. Nesta intoxicação tiveram especial responsabilidade Soares Louro, Carlos Cruz, Júlio Isidro, Maria Elisa, Manuel Falcão, Teresa Paixão, Balsemão, Emídio Rangel e tantos outros. E nem o mui católico Roberto Carneiro, na chamada «televisão da Igreja», está isento de culpas ao escolher para os seus quadros declarados inimigos da família e ao ter aprovado vários programas antifamília.

Aliás, não está isento Roberto Carneiro como não estão isentos os senhores bispos com responsabilidades no projecto que puseram tal competência doutrinal e financeira à cabeça desse canal e tinham obrigação de vigiar a prática do executante. Senhores bispos que, aliás — com uma ou outra conhecida e honrosa excepção —, «adaptando-se aos tempos», também não deram grandes passos para contrariar a tendência modernista que se acentuava na sociedade portuguesa. Pensa-se que a alguns até agradava.


Diversas formas de ataque à família

Os ataques à família processam-se quer frontalmente, nomeadamente com promoção do relativismo cultural, do liberalismo e da ideologia feminista, quer em áreas que para isso concorrem, nomeadamente nos planos da filosofia, da psicologia, da ética, da moral, da religião, da demografia, da política, da fiscalidade, do direito, da educação, da antropologia, da biologia, da própria história...

Quando os maçons contemporâneos, a esquerda contemporânea, os liberais, os políticos corruptos ou certos activistas falam de «família», temos de ter presente que provavelmente  estarão a falar de outra coisa que não a família natural... Assistimos normalmente à manipulação de palavras e a uma série de truques de retórica a que temos de estar atentos, identificar  e combater, que se escondem em cada uma das referidas disciplinas.


Tudo começou pela destruição do pudor

A destruição do pudor, de forma programada, começou há muito nos meios de comunicação. Primeiro foram as «ousadias», depois a «ausência de tabus», depois o incitamento ao «amor livre», e acaba-se no incitamento ao adultério e à homossexualidade. Os proprietários, directores, produtores e jornalistas desses meios de comunicação transformaram-se em autênticos marchands porno. Aquilo que, num canal de televisão, se revelava com sucesso entre a populaça por ser mais despudorado era de seguida imitado e ultrapassado pela concorrência. E assim sucessivamente, na disputa galopante de audiências e leitores.

As televisões apuraram-se nesta actividade mercantil através de programas de entretenimento, de programas «intelectuais» de suposta análise da sociedade (com sociólogos, sexólogos, psicólogos e psiquiatras), e acabaram em exemplos práticos de decadência moral nas suas telenovelas, que hoje contém todos esses ingredientes.

As revistas cor-de-rosa ou de mulheres, umas mais populares, outras pretensamente mais «intelectuais» e dirigidas às classes médias, seguem exactamente os mesmos passos das televisões. O mesmo sucede com as revistas semanais, onde o psiquiatra António Gameiro, na Revista do Expresso do Balsemão, se tornou um especialista com o seu «Pequeno Manual da Infidelidade Conjugal».

Esta intoxicação acabou por atingir largos sectores da sociedade, conduzindo a uma permissividade e «normalidade moral» realmente amoral. E quem denunciar a situação é acusado de «medieval» pela progressista gentalha.


A invenção do conceito de «novas formas de família»

Uma das últimas invenções da sociologia e antropologia decadentes para ataque à família, a família natural — única forma de família que existe —, é a grande mentira a que chamam «novas formas de família». Tal conceito serve simplesmente para dar cobertura moral e jurídica às relações contra natura entre invertidos e entre lésbicas.

Quando do centenário da implantação da república, o então Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, António Reis, que fazia parte da comissão das comemorações, fez questão de assinalar o acontecimento com a adopção do chamado «casamento» contra natura entre indivíduos do mesmo sexo. E Sócrates, o seu PS e outros dos diversos partidos, incluindo alguns da suposta direita, obedeceram à directiva da maçonaria e passaram essas aberrações para a ordem jurídica.

A maçonaria irregular está envolvida neste processo até à raiz dos cabelos, enquanto a regular, pela confusão ideológica e moral que a sua igual doutrina subjectivista semeia, também não está isenta de culpas.


A invenção da «ideologia do género»

A «ideologia do género» é uma invenção de invertidos simplesmente para lavar moralmente as práticas homossexuais e incentivar o homossexualismo. Trata-se de uma grosseira falsificação na área da antropologia e da biologia, em que uns são «’cientistas’ em causa própria» e outros são cobardes que não têm coragem para opor-se aos activistas do gangue.

A «ideologia do género» consiste numa ridícula falsificação antropológica e biológica segundo a qual o indivíduo nasce com «género» (baseado na anatomia), mas sem sexo definido. Segundo estes falsificadores ultra-rousseaunistas, a «orientação sexual» seria coisa à parte, «imposta pelo meio social» (portanto ser macho ou fêmea seria produto da ditadura da sociedade...). E por conseguinte cada indivíduo poderia recusar essa «imposição social» (não condição biológica...) e heroicamente escolher a sua «orientação sexual», isto é, homossexualidade ou heterossexualidade — aqui sem qualquer heroísmo. Ou seja, o sexo não é coisa com que se nasça mas sim uma coisa que pode ser (re?)programada.

E assim se transforma em «normalidade» e «ciência» antropológica e biológica uma doença do sistema nervoso central. Mais concretamente, do hipotálamo, doença da qual resulta uma perturbação no sistema endócrino e daí no comportamento sexual, que se torna anormal. Doença psiquiátrica, de origem somática, que, segundo os falsificadores, já não é doença e passa a ser «variante» da normalidade...

A compaixão que devemos ter em relação a um doente discreto e sofredor e a ajuda que lhe devemos prestar não se devem aplicar aos activistas antifamília e anti-sociais, arrogantes, ditadores e provocadores. Estes merecem todo o nosso repúdio. Mais do que repúdio, pelo verdadeiro crime que constitui o incitamento de crianças à homossexualidade, deveriam encontrar-se sob a alçada do Código Penal.


A gestão antifamília do problema da violência doméstica

A violência doméstica é um problema real, que assume por vezes aspectos dramáticos. Contudo, sendo gerido por feministas, por políticos e jornalistas antifamília ou cobardes, o problema é deformado e aproveitado para atacarem a família.

A primeira grande questão é saber o que é violência doméstica.

Se é verdade que existem casos patológicos de violentos — e também de violentas —, que devem ser criminalizados, também é verdade que as feministas, como ministras da pasta, tendem a alargar o conceito de violência doméstica até ao absurdo. Para estas traumatizadas, a ordem doméstica já é em si violência doméstica... As feministas transportam todas as suas frustrações para a questão e utilizam o poder que lhes é conferido pelos meios de comunicação e pelos políticos para libertar toda a sua androfobia, não raras vezes sinónimo de lesbianismo.

Em relação à violência doméstica real, em primeiro lugar, há que procurar as suas causas.

Como se explicará que pessoas normalmente pacíficas entrem em processos de violência? É simples de compreender se se considerar que qualquer ser humano normal projecta construir uma família, ter filhos, viver em paz no seu lar. E o que se passará na cabeça dessa pessoa normal e pacífica se esse seu projecto, já iniciado e com filhos — sangue do seu sangue —, é ameaçado ou destruído pela libertinagem ensinada nas telenovelas? Que se passará na cabeça dessa pessoa normal e pacífica quando vê os seus filhos serem-lhe subtraídos para ficarem sob a tutela de um estranho?

Assim se compreendem tantos crimes passionais. Perante a força dos instintos em desespero, em defesa do seu território, de nada valerá invocar a razão e a calma.

Ora bem. Os e as progressistas, tão dados a invocar a influência do meio no comportamento individual, tão dados a valorizar os impulsos dos instintos, aí têm uma ocasião própria para fazê-lo: valorizem o instinto da conservação da espécie.

E como se banalizou a libertinagem e a desordem na família senão através do vírus feminista e marchands porno? Lá vamos nós parar aos verdadeiros responsáveis pelos dramas de violência que ocorrem hoje em muitos lares e pela irremediável e «pacífica» destruição de muitos mais.


O Estado contra a autoridade dos pais na educação dos filhos

Outro meio de ataque à família é a proibição pelo Estado dos pais exercerem a sua autoridade natural para educarem os filhos aplicando castigos quando necessário. Em nome da chamada «protecção da criança», os pais e professores estão simplesmente proibidos de dar um tabefe a um filho ou aluno mal comportado. Só podem chamar à razão o... irracional. O pequeno terrorista pode impunemente partir a loiça, desobedecer, insultar, não estudar, perturbar as aulas. Qualquer tentativa firme de pará-lo com aquela única linguagem que ele percebe é... ilegal.

As televisões são inundadas por pedagogos e psicólogos de má fé ou lunáticos das «novas pedagogias», onde impera a utopia e a permissividade.

O psiquiatra Daniel Sampaio é uma espécie de papa destas teorias da permissividade.

O chamado «Instituto de Apoio à Criança», de Manuela Eanes, criado, promovido e financiado durante o mandato politico-militar do esposo, foi e é um dos grandes propagandistas deste modelo permissivo de «educação» e de perseguição dos pais que não abdicam de realmente educarem os seus filhos. 

Laborinho Lúcio, enquanto Ministro da Justiça de Cavaco, foi o grande percursor da cobertura jurídica de todas estas anormalidades. Um ministro da justiça do Bloco de Esquerda não faria melhor do que Laborinho Lúcio.

Afinal, a «protecção da criança» por essa gente resulta na sua deseducação. A prova provada é o que hoje se vê nas escolas, a todos os níveis de ensino, onde o ambiente é simplesmente de selva.

Nos meios de comunicação, os casos de violação de crianças são frequentemente catalogados como acontecendo «no seio da família», quando na realidade, na quase totalidade das vezes, o violador é simplesmente alguém estranho à família que mantém uma relação com a mãe da criança. O objectivo desta desinformação, como se torna evidente, é criar a ideia de que a família não é um lugar seguro para as crianças, pretendendo assim justificar, como veremos, a intervenção abusiva do Estado na família.


A manipulação de crianças na escola e nos meios de comunicação pela contracultura

Assistimos igualmente ao ataque aos valores da família nos programas escolares, nos meios de comunicação, especialmente nas televisões. Faz-se a apologia da insubordinação contra os pais, da imoralidade, da irresponsabilidade. Tornou-se comum a utilização sistematizada da escola como veículo de propaganda do despudor e do homossexualismo, adoptando nos programas uma série de ideologias antinaturais e antifamília, como o naturalismo, o amoralismo, a «ideologia do género» — e, quando convém, o seu contrário, o biologismo —, o culto do jovem, a liberdade anarquista, etc. 

Todas estas falsas doutrinas encontram-se às claras ou camufladas em vários conteúdos, desde programas de entretenimento aos manuais escolares, passando por festivais musicais ou anúncios publicitários. Ao impor na escola estas anormalidades contra natura, o gangue antifamília, especialmente com os invertidos e seus cúmplices da classe política, está a lançar uma enorme confusão na 
cabeça das crianças e a atentar contra a sua identidade. Está realmente a cometer crime.


O roubo de crianças aos pais e a sua entrega para adopção, incluindo a invertidos

Os políticos inimigos da família já transportaram para o plano jurídico todas estas anormalidades.

Aproveitando-se da existência de casos dramáticos que realmente justificam uma intervenção, os políticos antifamília, recorrendo aos sofismas «uma criança não é propriedade dos pais», «protecção da criança» «superiores interesses da criança», legislaram no sentido de criar pretextos para roubar aos pais a tutela da criança e a sua autoridade sobre ela e para passar o Estado a ser efectivamente o dono da criança.

Quem pode definir as regras de educação dos filhos é o Estado.

Quem define o que são os «superiores interesses» dos filhos é o Estado.

E quem não preencher os mandamentos do Estado vê-se na contingência de lhe serem roubados os filhos e entregues a uma instituição, privada ou da Segurança Social, onde o Estado educa e cuida directamente da criança à sua maneira ou encomenda o trabalho a fundações e associações com ele sintonizadas.

E quem é o Estado? São precisamente eles, os mesmos, os políticos inimigos da família e seus executantes.

O cume deste atentado contra as crianças e a família é a sua entrega aos chamados «casais» de invertidos. A adopção de crianças por esta espécie é apoiada pela generalidade dos partidos da esquerda e por alguns membros dos restantes, por sua vez comandados pela maçonaria, que destas causas fracturantes faz ponto de honra. A lacrimosa «católica» Manuela Eanes, em declaração do seu «Instituto de Apoio à Criança», teve o descaramento de se pronunciar a favor deste crime.

Esta apropriação das crianças pelo Estado só encontra paralelo no comunismo, no fascismo e muito especialmente no nazismo. Pio XI, na sua encíclica Divini Illius Magistri   — Acerca da Educação Cristã da Juventude (1929), denuncia frontalmente a apropriação das crianças pelo Estado fascista que o cercava, definindo claramente o papel que cabe ao Estado e o papel que cabe à família.

Mas este estado é democrático
 — objecta o gangue. Mais uma vez, estamos perante a manipulação de palavra: democracia serve para camuflar práticas que são o seu contrário. Sob o pretexto do bem social, temos a prática fascista: é a reedição «democrática» do social-fascismo.


O complexo social-industrial como aliado das centrais antifamília

Quem pense que se trata apenas de opção ideológica ou de vício sexual desta gente engana-se redondamente. A sua «actividade social» alimenta-se de uma indústria. É a indústria do social, num volumoso complexo envolvendo verbas gigantescas e os mais variados interesses que nele se cruzam: é o complexo social-industrial.

O complexo social-industrial proporciona milhares de empregos e carreiras a gente que vegeta no mundo deste «trabalho» e para quem a existência da desgraça é condição sine qua non para esses empregos e carreiras. E quando não há desgraça, toca a inventá-la, como acontece por todo o mundo. Porque a indústria do social precisa matéria-prima, isto é, de vítimas.

Como vimos, nos temas predilectos do complexo social-industrial encontramos a falsa «protecção de crianças» em falsos casos de maus tratos. E também a actividade da «protecção de mulheres» em falsos casos de violência doméstica. Este complexo industrial é sem dúvida o mais pernicioso para a Civilização e para a humanidade. Muito mais pernicioso do que a poluição atmosférica porque estamos a falar da poluição dos espíritos, da destruição da família, do desequilíbrio das crianças e adultos, de ecologia humana. 

Lamentavelmente, muitas supostas autoridades morais estão mais preocupadas com o CO2 e as garrafas PET do que com a destruição da Civilização e da família pela contracultura.





quinta-feira, 24 de setembro de 2015


Criança de 6 anos dá lição

de princípios de família


Uma menina de 6 anos dá lição de princípios de família
aos apologistas do divórcio por «dá cá aquela palha».

Tiana é filha de pais divorciados,
percebe perfeitamente a situação e dá uma lição à mãe...

segunda-feira, 21 de setembro de 2015