https://www.youtube.com/watch?v=kCu9IcoHb8I
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Campanha de promoção da Deco
origina numerosas queixas de sócios
José António Cerejo, Público, 11 de Outubro de 2015
Tablets prometidos em troca da inscrição dos sócios demoram meses a chegar e suscitam críticas. Muitos dos novos sócios desistem após receberem a oferta. Associação diz que o assunto não tem interesse público.
A grande maioria das queixas prende-se com os atrasos na entrega de tablets prometidos a novos aderentes.
O site da Deco, o Portal da Queixa e algumas páginas do Facebook, incluindo a da própria Deco, apresentam desde há meses centenas de reclamações de sócios daquela associação de consumidores que protestam contra o alegado incumprimento das obrigações por ela assumidas nas suas campanhas de angariação de membros.
A grande maioria das queixas prende-se com os atrasos na entrega dos tablets sem marca prometidos pela Deco aos novos sócios desde Outubro do ano passado. Mas há muitas outras que se dirigem genericamente àquilo que os seus autores designam de «publicidade enganosa» por parte da associação, nesta e noutras campanhas em que são prometidos brindes aos aderentes.
A direcção da associação de consumidores reconhece a existência de atrasos na entrega dos tablets, que atribui à «incapacidade do fornecedor dar resposta ao número de pedidos», muito superior ao esperado, mas recusa-se a responder às perguntas concretas que lhe foram dirigidas pelo PÚBLICO.
Apesar de a Deco se fazer notar há muitos anos por um estilo promocional muitas vezes classificado como agressivo, a campanha que está em curso até 31 de Janeiro deixou muitos consumidores estupefactos. «Um tablet por 2 euros? Não pode ser verdade!» Comentários como este encheram as redes sociais logo que as baterias de marketing da Deco levaram a mensagem a quem anseia por uma pechincha, e também a quem está farto de ser incomodado, por telefone, carta e email, com as campanhas.
A oferta da maior associação de consumidores portugueses aos novos sócios consiste no envio gratuito de quatro das suas revistas, no acesso às restantes vantagens atribuídas aos sócios e, finalmente, conforme se lê no seu site, na entrega de «um presente de boas-vindas: um fantástico tablet».
Em contrapartida, os interessados tinham inicialmente de pagar apenas dois euros, através de uma autorização de débito directa na sua conta bancária. Este valor correspondia a dois meses de subscrição, preço que subia para 6,75 euros nos dez meses seguintes e — percebia quem lesse a totalidade dos materiais promocionais — para o custo normal da subscrição ao fim de um ano: 13,60 euros mensais.
Entretanto o preço inicial de dois euros por dois meses subiu para cinco euros, sem que a Deco explique o motivo, nem sequer confirme a data em que isso aconteceu, provavelmente no início do Verão. Os «termos e condições da oferta» avisam, contudo, que «qualquer aumento no preço das subscrições será anunciado com antecedência [nas publicações da organização] e, em seguida, aplicado automaticamente».
De acordo com as «condições gerais» da oferta, os novos subscritores (é assim que a Deco se refere normalmente aos associados) recebem as revistas três semanas depois da recepção do pedido de adesão. Logo a seguir, sem se comprometer claramente com qualquer prazo, a associação diz que, «após o primeiro pagamento», recebem o «presente de boas-vindas» com uma garantia de dois anos.
Atraso ou expediente?
Particularmente atractiva para muitos dos alvos da campanha é a cláusula que fixa a possibilidade de cancelamento da subscrição em qualquer momento, sem qualquer explicação e ficando o ex-sócio «com o que já recebeu», neste caso o tablet e as revistas.
Foi graças a ela que um número indeterminado de candidatos ao tablet se fizeram sócios, desistindo logo após a recepção do «presente». A acreditar no que muitos escrevem nas redes sociais, o único objectivo que tinham era receber a «máquina», havendo quem confesse que se voltou a inscrever logo a seguir, para receber outro tablet — facto que as respostas da Deco a algumas reclamações acessíveis no seu site confirmam. Outros houve que inscreveram a família toda com o mesmo fim, cancelando de imediato as inscrições.
A enxurrada de novos sócios explica, segundo a Deco, a ruptura dos stocks de tablets, e os atrasos de meses na entrega dos mesmos. Alguns dos que aderiram à campanha e agora se queixam acusam no entanto a associação de atrasar as entregas como expediente para receber mais dinheiro, uma vez que a partir do segundo mês o valor mensal cobrado é de 6,75 euros.
A grande maioria das reclamações e protestos tem a ver com a demora dos tablets, sendo que muitas delas assumem erradamente que havia um compromisso de entrega no prazo de três semanas (o qual respeitava apenas às revistas). Muitas outras, porém, visam a alegada fraca qualidade e deficiência de funcionamento dos tablets. Com frequência, os queixosos perguntam então: e agora a quem é que os consumidores se vão queixar da Deco?
Contactada pelo PÚBLICO, a associação recusou-se a prestar qualquer informação concreta sobre temas como o número de pessoas que aderiram à campanha, o número de tablets já entregues, o número de cancelamentos de subscrições por parte dos novos sócios, o número de reclamações recebidas e respondidas, ou o investimento global feito com a campanha.
Em resposta, o novo director de edições da organização, Nuno Fortes (que entrou em funções no mês passado e não faz parte dos órgãos sociais da associação), diz que «a maioria dos dados» solicitados «fazem parte da estratégia de gestão» da Deco. «Embora [esses dados] sejam escrutináveis através dos relatórios que anualmente publicamos, não são partilháveis a priori, quando, no nosso ajuizamento, não está sequer em causa qualquer actuação menos lícita nem um tema de interesse público», escreve Nuno Fortes.
O Relatório de Actividades e Contas da Deco relativo a 2014 não faz, todavia, qualquer referência à campanha dos tablets, nem a qualquer outra do género. De acordo com esse relatório, a associação teve no ano passado um lucro de 289.931 euros, dos quais 271.597 respeitam a 25% dos lucros da Deco Proteste Editores Lda, a empresa proprietária da Proteste e das outras revistas distribuídas pela organização.
O capital da Deco Proteste Editores é partilhado pela empresa luxemburguesa Euroconsumers SA, que detém 75% das acções, e pela Deco, com 25%. As quotizações pagas pelos cerca de 400 mil sócios da associação somaram três milhões e quarenta mil euros.
No email enviado ao PÚBLICO, Nuno Fortes afirma que os problemas surgidos com a campanha dos tablets têm origem na «incapacidade do fornecedor em dar resposta ao número de pedidos, embora tenha acelerado a produção de novos aparelhos». A adesão de novos subscritores tem estado acima das «melhores expectativas» da Deco, acrescenta, garantindo que os atrasos de quatro e cinco meses referidos nalgumas reclamações respeitam, «na sua esmagadora maioria», a «casos excepcionais de novos associados que forneceram contactos errados e/ou insuficientes».
Em todo o caso, salienta Nuno Fortes, «o número de desistências/cancelamentos é ínfimo e incomparável com a entrada de novos associados». Para «minorar o impacto negativo» do atraso na entrega dos equipamentos, a associação assegura que tem tido o cuidado de informar «através de comunicação específica todos os novos associados desta demora e do seu fundamento, o que não é sinónimo de que todos estejam disponíveis para compreender o motivo alegado ou que não dêem conta do seu descontentamento publicamente».
Queixas idênticas noutros países
Tal como em Portugal, também nos outros três países europeus em que existem associações de consumidores ligadas à sociedade Euroconsumers SA surgiram inúmeros protestos relacionados com a campanha dos tablets. Isto porque a OCU (Organización de Consumidores Y Usuarios), de Espanha, a Test Achats belga e a Altroconsumo italiana têm no terreno campanhas idênticas às da Deco, em que são oferecidos os mesmos tablets aos novos sócios.
O conceito é exactamente o mesmo e os materiais promocionais utilizados são muito semelhantes, o mesmo acontecendo com os sites das associações e com as revistas publicadas. As diferenças mais notórias prendem-se com o preço da subscrição e com os prazos de entrega dos aparelhos.
Enquanto que a Deco e a OCU começaram por pedir dois euros para que os novos sócios pudessem receber o «presente» e depois subiram para cinco euros, a Test Achats e a Altroconsumo mantêm-se nos dois euros. Quanto aos prazos, ao contrário da Deco que não indica um prazo limite para a entrega, a OCU garante que ele será entregue no prazo máximo de dois meses, a Test Achats indica três meses e a Altroconsumo seis meses.
No caso espanhol há também uma diferença em relação à Deco. Enquanto esta se limita a lamentar os atrasos na entrega, a OCU tem em lugar de destaque no seu site um pedido de desculpas formal. Nos sites de todas estas organizações há numerosas reclamações semelhantes às que se encontram no site da Deco.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Os temas fracturantes e o PS (1)
Vasco Mina, Corta-fitas, 21.09.2015
Ao contrário do que acontece com a Segurança Social (que
desconhece por completo o que significam as suas propostas), aqui o líder do PS
é bem claro quanto às suas intenções. António Costa declarou que «Reabriremos
a legislatura revogando de imediato a legislação que aprovaram» sobre as alterações às regras da interrupção
voluntária da gravidez e que resultaram de uma Iniciativa Legislativa de
Cidadãos (ILC) e que recolheu o apoio de cerca de 50 000 cidadãos. Que medidas
foram então aprovadas no âmbito desta legislação e que António Costa quer
revogar:
a) A mulher em risco de aborto terá sempre apoio
psicológico;
b) A mulher em risco de aborto terá sempre apoio social;
c) A mulher no âmbito do processo de IVG terá
obrigatoriamente uma consulta de Planeamento Familiar;
d) Nos locais próprios (Hospitais, Conservatórias,
Centros de Saúde) será disponibilizada informação sobre o valor da vida, da
maternidade e da infância;
e) Na consulta prévia ao processo de IVG será também
fornecida informação de Apoio à Vida e à gravidez;
f) No aconselhamento à grávida participarão não só
organismos públicos como também IPSS;
g) dignificação dos médicos e enfermeiros objetores de
consciência e no reconhecimento da sua não discriminação;
h) introdução de taxas moderadoras.
São estas medidas que António Costa quer revogar e por
isso quem concorde tem apenas de votar PS
Os temas fracturantes e o PS (2)
Vasco Mina, Corta-fitas, 27.09.2015
Os temas fracturantes são exactamente o que querem
significar: questões que dividem as opiniões, fracturando a sociedade em duas
ou mais partes. Muitas vezes (para não dizer sempre) são acompanhados de
abordagens ideológicas da sociedade o que os torna ainda mais fracturantes e
com uma elevada carga emocional. Deveriam ser amplamente debatidos e, para
alguns deles, colocar à decisão dos portugueses, ou seja, recorrendo ao
referendo. Não é esta a opção do PS pois no seu programa eleitoral toma (e
destaco a frontalidade) a opção da defesa de soluções sem qualquer debate
prévio. Ou seja, o PS assume o compromisso de:
1) Eliminar a discriminação no acesso à adopção e no
apadrinhamento civil por casais do mesmo sexo.
Ou seja, o pleno acesso ao regime de adopção por parte de
casais homossexuais. Retomando a argumentação do recente debate em torno de
legislação apresentada na AR sobre a co-adopção, sou dos que defende o direito
da criança (que deverá prevalecer sobre o direito de um casal homossexual) a
ter um pai e uma mãe. São vários os estudos que apontam neste sentido e muitos
os psicólogos e técnicos que acompanham crianças desprotegidas que igualmente
defendem esta posição. Reconheço e respeito a argumentação dos casais
homossexuais mas dela discordo. Saliento que muito recentemente foi publicada
legislação (ver artigo de Teresa Anjinho publicado no Expresso de 19 de
Setembro) que é, de alguma forma, uma reforma estrutural no que à criança diz
respeito: adopção, protecção das crianças e jovens em perigo e regime tutelar
cível. São três leis fundamentais que careciam de revisão e que agora foram
reformadas e tendo presente os principais destinatários: as crianças
institucionalizadas. Ora o PS em nada se refere à necessidade da reforma agora
traduzida na legislação e coloca em situação de paridade casais homossexuais
com casais heterossexuais. Ora em Dezembro do ano passado (e segundo o mesmo
artigo já citado) encontravam-se cerca de 400 crianças em condições de adoptabilidade
e cerca de 1 800 candidatos em lista de espera para adoptar. Para o PS os
casais homossexuais não deverão ser descriminados nos processos de adopção, ou
seja, terão igual prioridade à dos casais heterossexuais. O que não concordo e
por isso sou contra esta proposta eleitoral socialista.
2) Eliminar as restrições de
acesso, que ainda subsistem na lei, às técnicas de procriação medicamente
assistida por casais do mesmo sexo e por mulheres solteiras.
Faz sentido apoiar e dar condições de acesso às técnicas
de PMA (procriação medicamente assistida) aos que por opção própria escolheram
vidas familiares que, por natureza, são não reprodutivas? Em minha opinião não
faz e por isso deverão votar PS os que defendem esta solução.
3) Melhorar o regime da identidade de género, nomeadamente
no que concerne a necessidade de previsão do reconhecimento civil das pessoas
intersexo.
Família: do conceito à sua falsificação
Heduíno Gomes
Está na moda os políticos, até de esquerda e liberais de «direita», falarem na família.
Aquilo que, para a esquerda e liberais, era uma coisa «opressiva» deixou de sê-lo. O valor natural da família passou a andar também na boca da classe política de esquerda e liberal. Passou para a boca, não para as acções positivas. É que essa classe política viu que a palavra rendia nas urnas. Passou então a utilizá-la mas esvaziando-a do seu conteúdo, desvirtuando o conceito.
Ou seja, estamos perante um artifício da contracultura, uma descarada
manipulação de linguagem, em que a palavra valores é abusivamente
utilizada para designar contravalores e família para designar
a sua negação.
Portanto, quando ouvimos falar de «família», temos de olhar o que o
político ou o activista querem dizer com a palavra...
A preparação ideológica para a destruição da família
Se hoje a doutrina dominante e oficial sobre a família a colocou de
rastos, isso não foi obra de um momento. Ao longo dos anos, os seus inimigos
têm vindo a desenvolver paulatinamente uma acção de manipulação ideológica, de
intoxicação, moldando os espíritos mais frágeis, mais influenciáveis. Essa
acção de intoxicação tem vindo a ser incentivada na sombra pela maçonaria, mais
radicalmente pela maçonaria irregular.
Esta
investida contra a família e os seus valores, ao longo dos anos, tem vindo a
ser desenvolvida nomeadamente através da RTP e depois das outras televisões.
Nesta intoxicação tiveram especial responsabilidade Soares Louro, Carlos Cruz,
Júlio Isidro, Maria Elisa, Manuel Falcão, Teresa Paixão, Balsemão, Emídio
Rangel e tantos outros. E nem o mui católico Roberto Carneiro, na chamada
«televisão da Igreja», está isento de culpas ao escolher para os seus
quadros declarados inimigos da família e ao ter aprovado vários programas
antifamília.
Aliás, não está isento Roberto Carneiro como não estão isentos os
senhores bispos com responsabilidades no projecto que puseram tal
competência doutrinal e financeira à cabeça desse canal e tinham
obrigação de vigiar a prática do executante. Senhores bispos que,
aliás — com uma ou outra conhecida e honrosa excepção —,
«adaptando-se aos tempos», também não deram grandes passos para contrariar
a tendência modernista que se acentuava na sociedade portuguesa. Pensa-se que a
alguns até agradava.
Diversas formas de ataque à família
Os ataques à família processam-se quer frontalmente, nomeadamente com
promoção do relativismo cultural, do liberalismo e da ideologia feminista, quer
em áreas que para isso concorrem, nomeadamente nos planos da filosofia, da
psicologia, da ética, da moral, da religião, da demografia, da política, da
fiscalidade, do direito, da educação, da antropologia, da biologia, da própria
história...
Quando os maçons contemporâneos, a esquerda contemporânea, os liberais,
os políticos corruptos ou certos activistas falam de «família», temos de ter
presente que provavelmente estarão a falar de outra coisa que não a
família natural... Assistimos normalmente à manipulação de palavras e a uma
série de truques de retórica a que temos de estar atentos, identificar e
combater, que se escondem em cada uma das referidas disciplinas.
Tudo começou pela destruição do pudor
A destruição do pudor, de forma programada, começou há muito nos meios
de comunicação. Primeiro foram as «ousadias», depois a «ausência de tabus»,
depois o incitamento ao «amor livre», e acaba-se no incitamento
ao adultério e à homossexualidade. Os proprietários, directores, produtores e
jornalistas desses meios de comunicação transformaram-se em autênticos marchands
porno. Aquilo que, num canal de televisão, se revelava com sucesso entre a
populaça por ser mais despudorado era de seguida imitado e ultrapassado pela
concorrência. E assim sucessivamente, na disputa galopante de audiências e
leitores.
As televisões apuraram-se nesta actividade mercantil através de
programas de entretenimento, de programas «intelectuais» de suposta análise da
sociedade (com sociólogos, sexólogos, psicólogos e psiquiatras), e acabaram em
exemplos práticos de decadência moral nas suas telenovelas, que hoje contém
todos esses ingredientes.
As revistas cor-de-rosa ou de mulheres, umas mais populares, outras
pretensamente mais «intelectuais» e dirigidas às classes médias, seguem
exactamente os mesmos passos das televisões. O mesmo sucede com as
revistas semanais, onde o psiquiatra António Gameiro, na Revista do Expresso do
Balsemão, se tornou um especialista com o seu «Pequeno Manual da
Infidelidade Conjugal».
Esta intoxicação acabou por atingir largos sectores da sociedade,
conduzindo a uma permissividade e «normalidade moral» realmente amoral. E quem
denunciar a situação é acusado de «medieval» pela progressista gentalha.
A invenção do conceito de «novas formas de família»
Uma das últimas invenções da sociologia e antropologia decadentes para
ataque à família, a família natural — única forma de família que existe —, é a
grande mentira a que chamam «novas formas de família». Tal conceito
serve simplesmente para dar cobertura moral e jurídica às relações contra
natura entre invertidos e entre lésbicas.
Quando do centenário da implantação da república, o então Grão-Mestre do
Grande Oriente Lusitano, António Reis, que fazia parte da comissão das
comemorações, fez questão de assinalar o acontecimento com a adopção do chamado
«casamento» contra natura entre indivíduos do mesmo sexo. E
Sócrates, o seu PS e outros dos diversos partidos, incluindo alguns da suposta
direita, obedeceram à directiva da maçonaria e passaram essas aberrações para a
ordem jurídica.
A maçonaria irregular está envolvida neste processo até à raiz dos
cabelos, enquanto a regular, pela confusão ideológica e moral que a sua igual
doutrina subjectivista semeia, também não está isenta de culpas.
A invenção da «ideologia do género»
A «ideologia do género» é uma invenção de invertidos simplesmente para
lavar moralmente as práticas homossexuais e incentivar o
homossexualismo. Trata-se de uma grosseira falsificação na área da antropologia
e da biologia, em que uns são «’cientistas’ em causa própria» e outros são
cobardes que não têm coragem para opor-se aos activistas do gangue.
A «ideologia do género» consiste numa ridícula falsificação
antropológica e biológica segundo a qual o indivíduo nasce com «género»
(baseado na anatomia), mas sem sexo definido. Segundo estes falsificadores
ultra-rousseaunistas, a «orientação sexual» seria coisa à parte, «imposta
pelo meio social» (portanto ser macho ou fêmea seria produto da
ditadura da sociedade...). E por conseguinte cada indivíduo poderia
recusar essa «imposição social» (não condição biológica...)
e heroicamente escolher a sua «orientação sexual», isto é,
homossexualidade ou heterossexualidade — aqui sem qualquer heroísmo. Ou
seja, o sexo não é coisa com que se nasça mas sim uma coisa que pode ser
(re?)programada.
E assim se transforma em «normalidade» e «ciência» antropológica e
biológica uma doença do sistema nervoso central. Mais concretamente, do
hipotálamo, doença da qual resulta uma perturbação no sistema endócrino e daí
no comportamento sexual, que se torna anormal. Doença psiquiátrica, de origem
somática, que, segundo os falsificadores, já não é doença e passa a ser
«variante» da normalidade...
A compaixão que devemos ter em relação a um doente discreto e sofredor e
a ajuda que lhe devemos prestar não se devem aplicar aos activistas antifamília
e anti-sociais, arrogantes, ditadores e provocadores. Estes merecem todo o
nosso repúdio. Mais do que repúdio, pelo verdadeiro crime que constitui o
incitamento de crianças à homossexualidade, deveriam encontrar-se sob a alçada
do Código Penal.
A gestão antifamília do problema da violência doméstica
A violência doméstica é um problema real, que assume por vezes aspectos
dramáticos. Contudo, sendo gerido por feministas, por políticos e jornalistas
antifamília ou cobardes, o problema é deformado e aproveitado para atacarem a
família.
A primeira grande questão é saber o que é violência doméstica.
Se é verdade que existem casos patológicos de violentos — e também de
violentas —, que devem ser criminalizados, também é verdade que as feministas,
como ministras da pasta, tendem a alargar o conceito de violência doméstica até
ao absurdo. Para estas traumatizadas, a ordem doméstica já é em si violência
doméstica... As feministas transportam todas as suas frustrações para a questão
e utilizam o poder que lhes é conferido pelos meios de comunicação e pelos
políticos para libertar toda a sua androfobia, não raras vezes sinónimo de
lesbianismo.
Em relação à violência doméstica real, em primeiro lugar, há que
procurar as suas causas.
Como se explicará que pessoas normalmente pacíficas entrem em processos
de violência? É simples de compreender se se considerar que qualquer ser humano
normal projecta construir uma família, ter filhos, viver em paz no seu lar. E o
que se passará na cabeça dessa pessoa normal e pacífica se esse seu projecto,
já iniciado e com filhos — sangue do seu sangue —, é ameaçado ou
destruído pela libertinagem ensinada nas telenovelas? Que se passará na cabeça
dessa pessoa normal e pacífica quando vê os seus filhos serem-lhe subtraídos
para ficarem sob a tutela de um estranho?
Assim se compreendem tantos crimes passionais. Perante a força dos
instintos em desespero, em defesa do seu território, de nada valerá invocar a
razão e a calma.
Ora bem. Os e as progressistas, tão dados a invocar a influência do meio
no comportamento individual, tão dados a valorizar os impulsos dos instintos,
aí têm uma ocasião própria para fazê-lo: valorizem o instinto da conservação da
espécie.
E como se banalizou a libertinagem e a desordem na família senão através
do vírus feminista e marchands porno? Lá vamos nós parar aos
verdadeiros responsáveis pelos dramas de violência que ocorrem hoje em muitos
lares e pela irremediável e «pacífica» destruição de muitos mais.
O Estado contra a autoridade dos pais na educação dos filhos
Outro meio de ataque à família é a proibição pelo Estado dos pais
exercerem a sua autoridade natural para educarem os filhos aplicando castigos
quando necessário. Em nome da chamada «protecção da criança», os pais e
professores estão simplesmente proibidos de dar um tabefe a um filho ou aluno
mal comportado. Só podem chamar à razão o... irracional. O pequeno terrorista
pode impunemente partir a loiça, desobedecer, insultar, não estudar, perturbar
as aulas. Qualquer tentativa firme de pará-lo com aquela única linguagem que
ele percebe é... ilegal.
As televisões são inundadas por pedagogos e psicólogos de má fé ou
lunáticos das «novas pedagogias», onde impera a utopia e a permissividade.
O psiquiatra Daniel Sampaio é uma espécie de papa destas teorias da
permissividade.
O chamado «Instituto de Apoio
à Criança», de Manuela Eanes, criado, promovido e financiado durante o mandato
politico-militar do esposo, foi e é um dos grandes propagandistas deste modelo
permissivo de «educação» e de perseguição dos pais que não abdicam de realmente
educarem os seus filhos.
Afinal, a «protecção da criança» por essa gente resulta na sua
deseducação. A prova provada é o que hoje se vê nas escolas, a todos os níveis
de ensino, onde o ambiente é simplesmente de selva.
Nos meios de comunicação, os casos de violação de crianças
são frequentemente catalogados como acontecendo «no seio da
família», quando na realidade, na quase totalidade das vezes, o violador é
simplesmente alguém estranho à família que mantém uma relação com a mãe da
criança. O objectivo desta desinformação, como se torna evidente, é criar a
ideia de que a família não é um lugar seguro para as crianças, pretendendo
assim justificar, como veremos, a intervenção abusiva do Estado na família.
A manipulação de crianças na escola e nos meios de comunicação pela
contracultura
Assistimos igualmente ao
ataque aos valores da família nos programas escolares, nos meios de
comunicação, especialmente nas televisões. Faz-se a apologia da insubordinação
contra os pais, da imoralidade, da irresponsabilidade. Tornou-se comum a
utilização sistematizada da escola como veículo de propaganda do despudor e do
homossexualismo, adoptando nos programas uma série de ideologias antinaturais e
antifamília, como o naturalismo, o amoralismo, a «ideologia
do género» — e, quando convém, o seu contrário, o biologismo —, o
culto do jovem, a liberdade anarquista, etc.
O roubo de crianças aos pais e a sua entrega para adopção, incluindo a
invertidos
Os políticos inimigos da família já transportaram para o plano jurídico
todas estas anormalidades.
Aproveitando-se da existência de casos dramáticos que realmente
justificam uma intervenção, os políticos antifamília, recorrendo aos
sofismas «uma criança não é propriedade dos pais», «protecção da
criança» e «superiores interesses da criança», legislaram
no sentido de criar pretextos para roubar aos pais a tutela da criança e a sua
autoridade sobre ela e para passar o Estado a ser efectivamente o dono da
criança.
Quem pode definir as regras de educação dos filhos é o Estado.
Quem define o que são os «superiores interesses» dos filhos é o Estado.
E quem não preencher os mandamentos do Estado vê-se na contingência de
lhe serem roubados os filhos e entregues a uma instituição, privada ou da
Segurança Social, onde o Estado educa e cuida directamente da criança à sua
maneira ou encomenda o trabalho a fundações e associações com ele sintonizadas.
E quem é o Estado? São precisamente eles, os mesmos, os políticos
inimigos da família e seus executantes.
O cume deste atentado contra as crianças e a família é a sua entrega aos
chamados «casais» de invertidos. A adopção de crianças por esta espécie
é apoiada pela generalidade dos partidos da esquerda e por alguns membros
dos restantes, por sua vez comandados pela maçonaria, que destas causas
fracturantes faz ponto de honra. A lacrimosa «católica» Manuela Eanes, em
declaração do seu «Instituto de Apoio à Criança», teve o descaramento de
se pronunciar a favor deste crime.
Esta apropriação das crianças
pelo Estado só encontra paralelo no comunismo, no fascismo e muito
especialmente no nazismo. Pio XI, na sua encíclica Divini Illius
Magistri — Acerca da Educação Cristã da Juventude (1929),
denuncia frontalmente a apropriação das crianças pelo Estado fascista que o
cercava, definindo claramente o papel que cabe ao Estado e o papel que cabe à
família.
O complexo social-industrial como aliado das centrais antifamília
Quem pense que se trata apenas de opção ideológica ou de vício sexual
desta gente engana-se redondamente. A sua «actividade social» alimenta-se de
uma indústria. É a indústria do social, num volumoso complexo envolvendo verbas
gigantescas e os mais variados interesses que nele se cruzam: é o complexo
social-industrial.
O complexo social-industrial proporciona milhares de empregos e
carreiras a gente que vegeta no mundo deste «trabalho» e para quem a existência
da desgraça é condição sine qua non para esses empregos e
carreiras. E quando não há desgraça, toca a inventá-la, como acontece por todo
o mundo. Porque a indústria do social precisa matéria-prima, isto é, de
vítimas.
Como vimos, nos temas
predilectos do complexo social-industrial encontramos a falsa «protecção de
crianças» em falsos casos de maus tratos. E também a actividade da
«protecção de mulheres» em falsos casos de violência doméstica. Este complexo
industrial é sem dúvida o mais pernicioso para a Civilização e para a
humanidade. Muito mais pernicioso do que a poluição atmosférica porque estamos
a falar da poluição dos espíritos, da destruição da família, do desequilíbrio
das crianças e adultos, de ecologia humana.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Criança de 6 anos dá lição
de princípios de família
Uma menina de 6 anos dá lição de princípios de família
aos apologistas do
divórcio por «dá cá aquela palha».
Tiana é filha de pais divorciados,
percebe
perfeitamente a situação e dá uma lição à mãe...
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
625 mil católicos pedem a Bergoglio
para pôr fim à confusão moral no sínodo
Ler o abaixo-assinado já assinado por 625 mil católicos,
8 cardeais e 170 bispos de 160 países.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Kim Davis saiu da prisão
mas continua a não celebrar
casamentos gay
Alexandre Martins, Público, 15 de Setembro de 2015
Funcionária judicial de um condado norte-americano recusa-se a autorizar casamentos entre pessoas do mesmo género, desafiando a decisão do Supremo Tribunal dos EUA
A funcionária quer ser uma excepção por causa das suas crenças religiosas
A nova heroína dos mais conservadores dos conservadores norte-americanos regressou esta semana ao trabalho, depois de ter passado quatro dias na prisão por se ter recusado a pôr a sua assinatura nos papéis de casamentos entre pessoas do mesmo género. Kim Davis, uma funcionária judicial do estado do Kentucky, garante que vai continuar a desobedecer à decisão do Supremo Tribunal dos EUA, mas diz que não vai impedir os seus adjuntos de validarem os casamentos – ainda que tenha levantado outro problema para os tribunais resolverem nos próximos tempos.
Davis, de 44 anos, regressou na segunda-feira ao seu gabinete no tribunal do condado de Rowan, no estado do Kentucky, onde é a principal responsável pela validação de vários actos públicos – de casamentos a licenças de veículos automóveis, passando pela organização das listas eleitorais. Foi eleita para essa função no ano passado e assumiu o cargo em Janeiro deste ano, ao fim de duas décadas como braço direito da antiga responsável – a sua mãe.
Mal chegou ao tribunal depois de quatro dias na cadeia e de uma semana de descanso, leu uma declaração perante jornalistas e manifestantes a favor e contra o casamento gay, que se acotovelavam à porta do tribunal do condado de Rowan: «Amo os meus adjuntos e odeio o facto de eles terem sido apanhados no meio disto. Se algum deles sentir que deve emitir uma licença não autorizada, não farei nada contra eles.»
No tribunal onde manda Kim Davis só há um funcionário que tem obedecido ao Supremo, que em finais de Junho legalizou o casamento gay em todos os estados do país. Chama-se Brian Mason, e no mesmo dia em que Davis regressou ao trabalho, pôs a sua assinatura nos papéis que selaram o casamento entre Shannon e Carmen, duas mulheres que mantêm uma relação há 23 anos.
Enquanto o casal recebia os papéis das mãos do funcionário, perante as câmaras de televisão, os aplausos dos amigos e os assobios dos que se opõem ao casamento gay, Kim Davis estava fechada no seu gabinete, com as cortinas corridas.
O único problema é que o documento entregue por Brian Mason a Shannon e Carmen não tem a assinatura de Kim Davis, que é a principal responsável pelo tribunal do condado. Para contornar essa questão, as autoridades do Kentucky alteraram o texto, retirando o nome de Davis e sublinhando que o casamento é válido em cumprimento de uma ordem judicial federal.
Mas, como Davis fez questão de frisar na sua declaração, esse remendo federal pode estar longe de ser uma solução pacífica: «Qualquer licença sem autorização que eles emitam não terá o meu nome, o meu título nem a minha autoridade.»
E reforçou o seu apelo a que lhe seja concedido um estatuto de excepção, devido às suas crenças religiosas: «Será que o nosso Estado não é suficientemente grande, compassivo e tolerante para encontrar uma forma de acomodar as minhas profundas convicções religiosas?»
Até agora, todos os tribunais a que Davis recorreu têm respondido de forma inequívoca a essa pergunta com um rotundo «não».
No dia 3 de Setembro, o juiz do Kentucky David Bunning, filho de um antigo senador do Partido Republicano e nomeado para o cargo pelo ex-Presidente George W. Bush, deixou bem claro que Kim Davis só tem duas opções: ou cumpre a ordem do tribunal, ou terá de procurar outro emprego.
«A nossa forma de governo não sobreviverá a não ser que nós, como sociedade, concordemos em respeitar as decisões do Supremo Tribunal dos EUA, independentemente das nossas opiniões pessoais. Não há dúvidas de que Davis é livre para discordar da opinião do tribunal, tal como muitos outros americanos discordarão, mas isso não a isenta de cumpri-la. Admitir o contrário equivaleria a estabelecer um precedente perigoso.»
Antes da decisão do juiz Bunning, já o tribunal de recurso do Sexto Circuito tinha dito a Kim Davis que uma coisa é a sua crença, outra coisa é a sua responsabilidade enquanto representante do governo: «Não é defensável que o titular do cargo no condado de Rowan, independentemente da pessoa que o ocupa, possa negar-se a agir em conformidade com a Constituição dos Estados Unidos.»
O caso de Kim Davis tem sido aproveitado por alguns candidatos à nomeação pelo Partido Republicano na corrida à presidência dos EUA, mas as sondagens nacionais indicam que uma larga maioria da população concorda com as decisões dos tribunais. Segundo a sondagem mais recente, do jornal Washington Post e da estação ABC, 63% dos inquiridos consideram que Davis deve assinar as autorizações apesar das suas crenças religiosas; outros 16% concordam, mas dizem que a funcionária não deve ser presa por se opor ao Supremo.
A mesma sondagem indica também que o caso de Kim Davis pode não ser suficiente para relançar o debate sobre o casamento gay nos EUA, apesar da visibilidade mediática e do apoio manifestado por alguns dos candidatos Republicanos, como Mike Huckabee e Ted Cruz.
Para além da natural oposição entre os eleitores do Partido Democrata, a sondagem do Washington Post e da ABC revela um indicador curioso: a maioria dos Republicanos que apoiam a funcionária do tribunal do condado de Rowan dizem que vão votar em Donald Trump, um candidato que se pôs ao lado da decisão do Supremo Tribunal.
«Este não era o emprego certo para ela, porque temos uma decisão do Supremo Tribunal e há leis neste país. Temos de cumprir o que o Supremo Tribunal decide, independentemente de concordarmos ou não com essa decisão», disse Trump numa entrevista ao apresentador da Fox Bill O'Reilly.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Portagens em dívida
Se utilizou as auto-estradas com cobrança exclusivamente electrónica de portagens e não tem um dispositivo, consulte aqui qual o valor de portagens que tem actualmente em pagamento.
Informação válida para condutores que circulem sem dispositivo eletrónico em auto-estradas com cobrança exclusivamente electrónica.
Já se encontra disponível para consulta os valores em dívida e factura pós-paga
na App CTT.
Pode efectuar o pagamento do valor total em dívida em portagens em qualquer caixa da rede Multibanco. Para saber mais consulte aqui.
Atenção
A informação prestada corresponde ao total dos valores de taxas de portagem em dívida até à presente data a pagamento nos CTT, e não inclui os valores cuja data limite de pagamento já tenha expirado;
Aos valores em dívida acrescem custos administrativos a apurar no momento de pagamento ou na geração e referência Multibanco.
https://www.ctt.pt/financas-e-pagamentos/portagens/portagens-em-divida/
domingo, 13 de setembro de 2015
Estudo comparativo...
Sabem
o que é isto? Isto é um selo
e custa 40 francos suíços, cerca de 32 euros!
Isto permite circular em todas as auto-estradas da Suíça, 24 horas em todos os dias de um ano. São 8 760 horas!
Em Portugal dá para quê? Para ir de Lisboa ao Algarve? Circular 3 horas? Porquê? Porque existem Gulosos = Gestores e Accionistas de Pps! = a empresas público-privadas, a chuparem, a sugarem o Povo.
Copiam o que é mau, mas não copiam nem implementam as coisas boas.
Concordabc? Então Partilhe isto para que sirva de chapada nas fuças dos polHíticos portugueses.
sábado, 12 de setembro de 2015
Mãe Sénior
Inês Teotónio Pereira, ionline 12 de Setembro de 2015
A Teresa e a Rosa aturam os meus filhos desde pequeninos. Não sei como, mas aturam. E também não sei como mas gostam de os aturar.
Uma coisa é entregar um filho numa creche, outra coisa é entregar um filho à Teresa e à Rosa. A Teresa e a Rosa aturam os meus filhos desde pequeninos. Não sei como, mas aturam. E também não sei como mas gostam de os aturar. É uma vocação. Eles são todos diferentes, mas elas são as mesmas, estão sempre na mesma, e gostam de todos. Desde que o meu filho mais novo nasceu que conto os meses para o poder entregar à Teresa e à Rosa. Acho mesmo que vou tendo filhos porque sei que há uma altura na minha vida e na deles em que os posso co-educar com elas.
Mas este é diferente. Este não foi com os irmãos para o Pinhão. Foi sozinho, o meu menino. Além disso, este é diferente, este não sabe o que quer dizer não, tem alguma dificuldade em ser contrariado e tem cinco pais e mães que lhe fazem todas as vontades e que têm como principal missão deseduca-lo. Por isso, quando o entreguei no Pinhão, no princípio da semana, parecia que era a primeira vez que deixava um filho numa escola. Foi uma vergonha. «Este vai ser expulso», pensei baixinho. A criança passou quatro dias a gritar. Sempre que o deixei, ele, que tem como programa preferido andar no «carro mãe», berrava como se fosse para o corredor da morte e reclamava que queria ir para o «carro mãe». No primeiro dia fiquei lá. Nesse dia a criança que nunca tinha visto uma galinha tão perto, pôs o dedo na capoeira e eu gritei com medo que uma galinha o picasse. Sim, gritei. Confesso a minha falha, a minha vergonha. Ficaram todas a olhar para mim: «Inês, se a galinha o picar ele não volta a pôr o dedo…». Foi então que percebi: o problema do meu filho mais novo não é ele, sou eu – estou velha. Há dez anos, há treze, não tinha pestanejado perante uma capoeira, tinha olhado de frente para as galinhas e encarado uma picadela no dedo de uma criança de dois anos como a coisa mais natural do mundo. Agora não. Agora, que já me perguntam se sou avó (apenas duas pessoas, é certo, e as duas vêem mal, claro) deste meu filho, tremo perante um degrau com medo que ele caia e sou eu, sim sou eu, que lhe faço todas as vontades. Além disso, este é como se fosse um filho único e isso dificulta tudo. Estou velha e tenho um filho único. Não há mistura mais explosiva.
Valeram-me, como sempre, a Teresa e a Rosa. «Teresa, o que é que eu faço: deixo-o cá a chorar, levo-o, fico cá?» Ao sexto filho tive dúvidas. A Teresa foi condescendente e explicou-me o óbvio: ficar é pior para ele. Sim, sofri sempre que o deixei a chorar. Dantes sabia que passados dois minutos ele estaria a brincar e não me comovia com o histerismo das crianças. Mas agora não. Agora tive dúvidas. (Desculpe Teresa). Além disso até fiz aquelas perguntas parvas: comeu bem, fez cocó, riu-se muito, tem amigos? Bahh. Estou velha.
Até
que ao quinto dia, exactamente o mesmo dia em que Deus criou o Céu e a Terra, o
meu menino calou-se. Saltou do meu colo para o colo da Rosa e nem uma lágrima.
Nem uma. Disse-me adeus e lá ficou, feliz e contente. Ao quinto dia o meu
menino deixou de ser menino da mamã e já é um menino Pinhão. Chegou a casa
sujo, cansado e a rir. Também comeu tudo e se lá estivesse ficado mais meia
hora tinha feito o dito cocó. Agora sim, já posso ser uma mãe velha, ou sénior
como agora se diz, já que o meu filho é um Pinhão a sério e tem a Teresa e a
Rosa para o educar. Amanhã,
como Deus, vou descansar.
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