sábado, 11 de julho de 2015


E se Laura Ferreira fosse de esquerda?


Inês Teotónio Pereira, ionline, 11 de Julho de 2015

A mulher do primeiro-ministro deixou-se fotografar numa visita oficial sem peruca ou lenço para esconder os efeitos da quimioterapia a que tem sido sujeita, e a esquerda indignou-se, pasme-se!

A tolerância da esquerda com a diferença e a doença é comovente. Já sabíamos que são incontestável património da esquerda temas como pobreza, ambiente, cultura e grupos que tenham em comum serem minorias (desde que exóticas). Ser de esquerda, nos dias de hoje, é estar sentado num sofá, numa sala decorada ao estilo minimalista, a assistir ao «Borgen», a beber um gin tónico cheio de folhas e bolinhas lá dentro e, no intervalo da série, discursar com a companheira ou companheiro sobre cultura, ambiente, desigualdades sociais e minorias (exóticas). É assim desde que a esquerda é esquerda chique e, numa época mais recente, desde que o PSR inovou o espaço público – vulgo muros – com desenhos giros de carneiros para ilustrar o inimigo comum – vulgo os outros.

Têm sido tempos penosos, mas todos sobrevivemos ao crescimento desta esquerda mordaz, folclórica e vazia sem grandes indigestões. Até que a moda alastrou ao centro e hoje o PS, encalhado numa espécie de complexo social, se rendeu aos encantos desta forma de fazer política. Os comediantes e os espectáculos podem agora ser vistos em vários palcos que vão desde a blogosfera ao plenário da Assembleia da República. Sim, temos estoicamente sobrevivido a tudo isto sem grandes sobressaltos.

A indigestão deu-se esta semana. Esta semana, Laura Ferreira, mulher do primeiro-ministro da maioria de direita – o tal que vai todos os dias para casa magicar planos sádicos para roubar dinheiro às pessoas, tornar os pobres mais pobres, vender o país ao estrangeiro, expulsar portugueses e que, ainda por cima não tem ar de gostar de gin com folhas e bolinhas –, dizia eu que a mulher do primeiro-ministro se deixou fotografar numa visita oficial sem uma peruca ou um lenço para esconder os efeitos da quimioterapia a que tem sido sujeita. E, pasme-se, a esquerda indignou-se. Sim, a esquerda das minorias (exóticas, é verdade), dos desprotegidos, dos mais frágeis, acha – aliás, tem a convicção profunda – que Laura Ferreira só pode aparecer em público disfarçada, escondendo o cancro e sem aparentar qualquer vestígio de que está a fazer um tratamento doloroso. Porquê? Porque não escondendo está a provocar uma onda de sensibilização e isso não é mais do que um instrumento político para ajudar o marido a ganhar votos. Logo, o primeiro--ministro está a usar o cancro da mulher para ganhar votos. Sim, chegou o dia da indigestão. Do vómito, mesmo.

A esquerda tem o problema de achar que o mundo pensa como ela: através de um copo de gin. Esta esquerda gosta de falar das minorias (exóticas, é certo), da pobreza e da doença, mas na medida em que a pobreza, a doença e as minorias sejam conceitos e não pessoas. E Laura Ferreira, por ter casado com quem casou, está automaticamente excluída do conceito e não pode fazer parte do grupo de pessoas que comovem a nossa esquerda. Assim como o ministro das Finanças alemão, que por ser alemão, ser das Finanças e de direita, também não faz parte do grupo de pessoas com deficiência que comovem a esquerda e até pode ser satirizado com a sua cadeira de rodas, como fez António no «Expresso» da semana passada.

Laura Ferreira tem um cancro, tem um cancro e não tem medo, vaidade ou vergonha de mostrar que o tem. Quando a esquerda de Estrela Serrano, dos blogues e de outras personalidades de referência vê um asqueroso aproveitamento político onde só há coragem, isto não só revela o tamanho da sua hipocrisia, intolerância e incoerência, como, pior ainda, revela até onde pode chegar o pensamento estratégico desta gente. E se Passos Coelho fosse de esquerda, será que a sua mulher já podia aparecer sem lenço?





terça-feira, 7 de julho de 2015


Cancro: novo tratamento promete «revolução»

e chega a Portugal em Julho


Agência Lusa, 3 de Julho de 2015

O novo tratamento foca-se na activação do sistema imunológico e tem bons resultados nos estágios mais avançados. Chega a Portugal em Julho. A má notícia? É muito caro.

O tratamento é indicado para os estágios mais avançados da doença e é uma «revolução».
Para os cancros em fase inicial já há alternativas

Um novo tratamento para o cancro, baseado na activação do sistema imunológico, através de moléculas biológicas, tem «resultados muito interessantes», mas é caro e a sua aplicação vai depender da decisão dos responsáveis hospitalares, afirmou hoje um especialista.

«Estes tratamentos são uma grande revolução e estão indicados para cancros mais avançados, pois para cancros em fases iniciais temos outras alternativas», disse à agência Lusa o vice-director do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

Bruno Silva Santos avançou que o tratamento, na área da imunoterapia, chamado pembrolizumab, vai estar disponível em Portugal a partir deste mês e «é necessário que o Sistema Nacional de Saúde tenha dinheiro para comparticipar», uma decisão que «tem de ser tomada ao mais alto nível nos vários hospitais», pois é «realmente caro», custando cerca de 100 mil euros.

Já o ipilimumab, o outro tratamento que segue o mesmo princípio, já está aprovado nos EUA e na Europa e é usado em Portugal para o melanoma metastático e «é impressionante o efeito que essa molécula teve», acrescentou.

O investigador falava a propósito de um encontro marcado para sábado, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, para informar profissionais ligados à investigação pré-clínica e à prática clínica acerca do avanço desta alternativa.

«Trata-se de anticorpos, moléculas biológicas produzidas por células vivas», diferentes dos tratamentos feitos com drogas químicas, como a quimioterapia, e que começaram por ser usadas no tratamento do melanoma metastático, referiu.

No último ano, os resultados foram alargados a outros tipos de cancro, incluindo o do pulmão, e actualmente decorrem ensaios clínicos para perceber em que cancros sólidos estes anticorpos têm resultados mais interessantes.

«O que eles fazem é remover o travão que impede que o sistema imunitário, neste caso os linfócitos T, esteja activamente a combater o cancro», explicou, e o objectivo é «reverter o processo em que o sistema imunitário está a perder a batalha para o cancro».

Até agora, tentava-se focar a luta nas células cancerígenas, eliminando-as com quimioterapia, radioterapia ou com cirurgia, mas em muitos casos os cancros são resistentes a estas terapias.

Para poder receber este tratamento, o doente não pode estar demasiado debilitado ou ter doenças auto-imunes.

«Se tivermos um tumor em estádio 1 e 2, os estados iniciais, ainda são relativamente fáceis [de ser] alvejados pelos outros tratamentos mais baratos, mais estabelecidos na clínica e de mais fácil acesso», enquanto a imunoterapia «surge para os estádios 3 e 4 que são casos mais avançados».

E para o cancro do pulmão, «tipicamente induzido pelo fumo do tabaco, este tratamento pode dar uma nova esperança», realçou o responsável do IMM, um dos especialistas a participar no encontro.

Acerca do valor do novo tratamento, Bruno Silva Santos defendeu ser necessário fazer as contas ao custo dos outros tratamentos, nomeadamente quando se prolongam por vários anos.

«Os locais credenciados para tratamentos médicos de saúde têm todos e por igual acesso a este tratamento, depois é a questão de quem é que consegue pagar», admitiu.

Perante a taxa de sucesso entre 50% e 60% apresentada pela imunoterapia, os investigadores procuram «biomarcadores, parâmetros biológicos, que permitam prever a resposta dos doentes para optimizar os recursos».






O romantismo de uma família numerosa


Inês Teotónio Pereiraionline, 4 de Julho de 2015

Quando se tem crianças não é o número que importa, o que importa é mesmo o tamanho delas.

No outro dia pus a mão por baixo do banco do carro e encontrei dois bonecos da Playmobil, uma chucha, uma asa de um avião e quatro rodas de um carrinho. Tendo o meu carro sete bancos e duas cadeirinhas de criança, controlei a curiosidade e resolvi não pôr a mão por baixo de mais nada. No entanto, um cheiro estranho persistia e até eu, que dificilmente me vou abaixo com o que sai de dentro das fraldas, não consegui resistir. Saí do carro e, vasculhando debaixo de cada banco, tentei descobrir a origem do cheiro. Ganchos, uma meia de futebol, duas velas, a capa de um livro, mas nada com cheiro. Até que a minha mão tocou numa coisa mole e molhada: uma laranja em decomposição debaixo do sexto banco. Tentei tirá-la, a laranja desfazia-se em antibiótico perante a minha teimosia, mas acabei por conseguir.

Depois fui para casa. Entro sempre em casa a medo porque, invariavelmente, alguém me pisa, ou se atira ao meu pescoço, ou abraça a minha barriga e, invariavelmente, alguém me magoa. No Verão, com as sandálias, torna-se mais perigoso. Com os restos da laranja na mão, entrei. Três crianças correram na minha direcção e fizeram exactamente o que está descrito em cima. Equilibrei a laranja com mestria e consegui sorrir, fazendo crer que aquele era o momento mais feliz do dia e não o mais doloroso.

Falavam todos ao mesmo tempo, a televisão estava aos berros, o bebé atirava uma bola em todas as direcções e os mais velhos, deitados no sofá, nem se mexiam.

«Então? Que fizeram hoje?» Sorri. Não me lembro o que responderam porque entretanto o meu telemóvel tocou, alguém tirou a bola ao bebé e a berraria subiu de tom. Lembro-me que a segunda coisa que disse foi para se calarem, arrumarem a sala, darem a bola ao bebé para ele se calar, arrumarem a cozinha que estava um caos, calçarem os sapatos que estavam espalhados no meio da sala e baixarem o volume da televisão. A laranja ainda estava na minha mão, e apesar de ter como prioridade máxima chegar à casa de banho desde que tinha entrado no carro, não conseguia lá chegar.

O telemóvel continuava a tocar. Estupidamente, atendi: «Boa tarde, fala a Inês Pereira? Daqui é do jornal e queria saber o que votaria no referendo se fosse grega.» Entretanto, um estrondo: o bebé tinha deitado ao chão a gaveta dos talheres. «Espere, agora não posso.» Pedi que alguém, fosse quem fosse, arrumasse os talheres antes que o bebé pegasse num garfo. Ninguém podia porque estavam todos a recolher sapatos, a pôr a loiça na máquina e a arrumar a sala. O bebé pegou num garfo e fugiu a correr. Foram segundos de horror. Até que alguém o agarrou e recomeçou a choradeira.

Foi no meio do caos que alcancei a porta da casa de banho. Tranquei-me lá dentro. O telemóvel tocou outra vez, era outra vez sobre a Grécia. Respondi. Na paz da casa de banho, respondi sobre o referendo na Grécia. «Votava ‘sim’! Espere, eu estou habituada a votar ‘não’ nos referendos… ‘Sim’ é pela continuação das negociações, não é? Então ‘sim’, claro. O contrário seria o caos.»

Lá fora, no caos, as crianças discutiam sobre quem é que devia arrumar o quê, de quem era a culpa de o bebé ter apanhado o garfo e quem é que devia arrumar a gaveta dos talheres. O bebé, colado à porta, gritava pelo direito de ser pegado ao colo pela mãe.

Doía-me o pé da pisadela no momento em que entrei em casa.

Sobrevivi a este sofrimento durante duas horas, quando finalmente me sentei no sofá. Adormeci uns minutos depois, torta e de boca aberta como se tivesse sido apanhada pela lava de Pompeia e eternizada na minha miséria. Até que um grito me despertou novamente para a realidade. «O que é que uma laranja nojenta está a fazer na casa de banho?!» «Fui eu», respondi baixinho.

Não, quando se tem crianças não é o número que importa, o que importa é mesmo o tamanho delas.





sábado, 4 de julho de 2015

Adasca

Núcleo de Dadores de Sangue na Freguesia de Cacia



III Convívio do Núcleo de Dadores
de Sangue na Freguesia de Cacia
dia 12 de Julho


A ADASCA vai realizar o III Convívio do Núcleo de Dadores de Sangue da Freguesia de Cacia no próximo no dia 12 de Julho, (domingo) no Salão da Junta local.

O ambiente de alegria, o convívio salutar como os dadores sabem promover entre si, só por si já justifica a realização destes convívios. Além do mais os nossos colegas de Cacia não devem sentir-se discriminados em relação aos de Aveiro.

Considerando que se trata de uma iniciativa aberta à comunidade local, e dado que no ano transacto algumas pessoas não dadoras de sangue, fizeram questão de aderir também, para efeitos de organização, os interessados devem inscrever-se até ao dia 10 de Julho, solicitando a respectiva ficha de inscrição no Café Ti Juca, Rua Conselheiro Nuno Silva, n.º 5 (junto ao Apeadeiro da CP) e na Pastelaria Delicreme, localizada junto do Quiosque dos Jornais, efectuando o respectivo pagamento.

Programa:


No final da caminhada, os participantes podem beneficiar gratuitamente de uma massagem aos pés, como ainda massagem de recuperação à coluna.

Este III Convívio conta com o apoio do IPST, Junta de Freguesia local, na pessoa do seu presidente, como ainda da Escola de Condução de Santa Joana, que vai mais uma vez estar presente uma viatura para apoio aos participantes.

A iniciativa não visa fins lucrativos, também não pretendemos ter prejuízos. Como é lógico, só assim se explica o valor simbólico de inscrição, ainda no seguimento da comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue, que oficialmente decorreu no pretérito dia 14 de Junho em Aveiro.

Evitado será dizer que contamos com a participação dos colegas dadores desta localidade como de amigos, todos são bem-vindos.

Importa sim, efectuar a inscrição dentro do prazo estabelecido, para que sejamos o mais organizado possível.


Ficha de Inscrição para III Convívio de Dadores de Sangue de Cacia
Comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue
Inscrição até dia 10 de Julho

Dia 12 de Julho (domingo)                                                      Inscrição nº. _________ 

9:30 Horas - Concentração no Auditório da Junta de Freguesia de Cacia
10:30 Horas – Saída para Caminhada de 6 Kms
12:30 - Horas - Chegada ao local de partida, seguida de massagem aos pés e de reabilitação
13:00 Horas – Lanche Convívio com animação musical
5.00€ por participante, inclui 1 T-shirt, 1 Boné, 1 Esferográfica, água e participação no Lanche Convívio.

Nome completo:____________________________________________________

Telef/Tm: ________________________________________________

E-mail:

Data: ____/____/_____ Participa no Lanche Convívio? Sim______ Não_____

NB: O valor acima referido dá direito aos aderentes a participar no lanche Convívio. 

Informações: 964 470 432, Site: www.adasca.pt

Esta iniciativa é aberta à Comunidade.
Venha conviver, dar visibilidade e força à Solidariedade.

(Esta ficha pode ser fotocopiada e entregue no Café Ti Juca (junto ao Apeadeiro da CP) e na Pastelaria Delicreme no horário de expediente até ao dia 10 de Julho)

Amem a liberdade, sejam felizes.


Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432

Onde posso doar sangue em Aveiro durante o ano de 2015?






quinta-feira, 2 de julho de 2015


Calendário Escolar 2015/2016


 Calendário Educação pré-escolar
Início das actividades lectivas
Termo das actividades lectivas
Entre 15 e 21 de Setembro de 2015, inclusive
1 de Julho de 2016

Interrupções das actividades educativas
para a educação pré-escolar
Interrupções das actividades educativas
5 dias úteis (seguidos ou interpolados)
1.º
Entre 18 e 31 de Dezembro de 2015, inclusive
2.º
Entre 8 e 10 de Fevereiro de 2016, inclusive
3.º
Entre 21 de Março e 1 de Abril de 2016, inclusive

 Calendário  Ensinos Básico e Secundário
1.º Período
Início
Entre 15 e 21 de Setembro de 2015, inclusive
Termo
17 de Dezembro de 2015
2.º Período
Início
4 de Janeiro de 2016
Termo
18 de Março de 2016
3.º Período
Início
4 de Abril de 2016
Termo
3 de Junho de 2016 – para os alunos dos 9.º, 11.º e 12.º anos
9 de Junho de 2016 – para os alunos do 1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos
12 de Julho de 2016 – para os alunos dos 4.º e 6.º anos que venham a ter acompanhamento extraordinário
(Período de acompanhamento extraordinário para os 4.º e 6.º anos de 22 de Junho a 12 de Julho de 2016.)

Interrupções
Datas
1.º
De 18 a 31 de Dezembro de 2015
2.º
9 de Junho de 2016
3.º
De 21 de Março a 1 de Abril de 2016

 Calendário  Estabelecimentos Particulares de Ensino Especial
1.º Período
Início
1 e 3 de Setembro de 2015, inclusivé
Termo
31 de Dezembro de 2015
2.º Período
Início
6 de Janeiro de 2016
Termo
9 de Junho de 2016

Interrupções lectivas para os estabelecimentos particulares
de ensino especial
Interrupções
Datas
1.º
De 18 a 24 de Dezembro de 2015, inclusive
2.º
De 8 a 10 de Fevereiro de 2016
3.º
De 4 a 8 de Abril de 2016






Tarifas de roaming na Europa terminam em 2017



Se se confirmar o acordo informal hoje obtido e anunciado pela Comissão Europeia, a 15 de Junho de 2017 deixará de haver qualquer custo adicional por se realizar uma chamada telefónica dentro do espaço da União Europeia. Note-se que esta extinção das tarifas de roaming abrangerá também mensagens de texto e tráfego de dados. Até lá, está também prevista uma nova redução das tarifas em vigor, em Abril de 2016.

A Comissão Europeia informou também que o acesso à internet será feito de forma neutral, ou seja, não serão admitidas discriminações no acesso à rede devendo as condições da infra-estrutura ser partilhado de forma igual por todos os utilizadores, não podendo haver, portanto, contractos que privilegiem em termos de velocidade, alguns clientes de fornecedores de acesso face a outros. Apenas sítios de interesse público ou ligados à segurança nacional poderão ser sujeitos a discriminações positivas.





terça-feira, 30 de junho de 2015


Pedófilos querem os mesmos direitos

que os homossexuais



Não deveria ser surpresa que os pedófilos estão usando as mesmas tácticas usadas por activistas dos direitos «gays» para procurar estatuto semelhante argumentando que o seu desejo por crianças é uma orientação sexual diferente que heterossexuais ou homossexuais.

Uma conferência académica realizada na universidade de Cambridge disse que o interesse pela pedofilia é «natural e normal para os homens», e que «pelo menos uma minoria considerável de homens normais gostaria de ter sexo com crianças, e os machos normais são despertados por crianças.»

Esses sentimentos foram discutidos numa conferência que teve lugar no ano passado para discutir a classificação da sexualidade no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), o manual psiquiátrico internacional padrão usado pelo sistema legal.




Usando as mesmas tácticas usadas por activistas dos direitos dos «gays», pedófilos começaram a procurar estatuto semelhante argumentando que o seu desejo por crianças é uma orientação sexual diferente que heterossexuais ou homossexuais.

Os críticos do estilo de vida homossexual há muito tempo alegam que, uma vez que se torne aceitável identificar a homossexualidade como simplesmente um «estilo de vida alternativo» ou orientação sexual, logicamente nada seria fora dos limites.

Os advogados «gays»  tomaram ofensa de tal posição insistindo que isso nunca iria acontecer. No entanto, os psiquiatras estão começando agora a defender a redefinição da pedofilia da mesma forma que a homossexualidade foi redefinida há vários anos.

Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria desclassificou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais. Um grupo de psiquiatras com B4U-Act realizou recentemente um simpósio propondo uma nova definição para a pedofilia no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos de Saúde Mental da APA.

O B4U-Act chama aos pedófilos «pessoas atraídas por menores». O site da organização afirma que o seu propósito é «ajudar os profissionais de saúde mental a aprender mais sobre a atracção por menores e considerar os efeitos dos estereótipos, o estigma e o medo.»

Em 1998, a APA emitiu um relatório afirmando que “o potencial negativo do sexo adulto com crianças foi exagerado» e que «a grande maioria dos homens e mulheres não relataram nenhum efeito sexual negativo de experiências de abuso sexual na infância.»

A pedofilia já recebeu o estatuto de protegida pelo Governo Federal.  Matthew Shephard e James Byrd Jr., da Lei de Prevenção de Crimes de Ódio listam a «orientação sexual» como uma classe protegida; no entanto, eles não definem o termo.

Os republicanos tentaram adicionar uma emenda especificando que «a pedofilia não é protegida como orientação»; no entanto, a alteração foi rejeitada pelos democratas. O republicano Alcee Hastings (D-FL) afirmou que todos os estilos de vida sexuais alternativos devem ser protegidos nos termos da lei. «Este projecto aborda a nossa determinação para acabar com a violência baseada no preconceito e garantir que todos os americanos, independentemente da raça, cor, religião, nacionalidade, sexo, orientação sexual, identidade de género ou deficiência ou todos esses «filias e fetiches e «ismos» que foram apresentados não precisam viver com medo por causa do que eles são. Exorto os meus colegas a votar a favor dessa regra.»

A Casa Branca elogiou o projecto, dizendo: «No fundo, isto não é apenas sobre as nossas leis; isto é sobre o que somos como povo. Isto é sobre se nos valorizamos um ao outro – abraçar as nossas diferenças em vez de permitir que elas se tornem uma fonte de animosidade.»

No início deste ano dois psicólogos do Canadá declararam que a pedofilia é uma orientação sexual, assim como a homossexualidade ou a heterossexualidade.

Van Gijseghem, psicólogo e professor aposentado da Universidade de Montreal, disse aos membros do Parlamento que «os pedófilos não são simplesmente pessoas que cometem um pequeno delito de vez em quando, mas sim tratam-se de pessoas com o que é equivalente a uma orientação sexual, assim como um outro indivíduo pode ser heterossexual ou mesmo homossexual.

Ele passou a dizer: «Verdadeiros pedófilos têm uma preferência exclusiva por crianças, que é o mesmo que ter uma orientação sexual. Você não pode mudar a orientação sexual da pessoa. Ela pode, no entanto, permanecer abstinente.»

Quando perguntado se se deve comparar os pedófilos aos homossexuais, Van Gijseghem respondeu: «Se, por exemplo, você estava vivendo numa sociedade onde a heterossexualidade é proscrita ou proibida e lhe fosse dito que tinha que fazer terapia para mudar a sua orientação sexual, provavelmente diria que isso é um pouco louco. Por outras palavras, não iria aceitar. Eu uso esta analogia para dizer que, sim, realmente, os pedófilos não mudam a sua orientação sexual.»

Dr. Quinsey, professor emérito de psicologia na universidade de Queen em Kingston, Ontário, concordou com Van Gijseghem. Quinsey disse que os interesses sexuais dos pedófilos preferem crianças e, «não há evidências de que esse tipo de preferências possam ser alteradas por meio de tratamento, ou com qualquer outra coisa.»

Em Julho de 2010, um jornal de saúde pública de Harvard disse: «A pedofilia é uma orientação sexual e não deve mudar. O tratamento tem por objectivo capacitar alguém para resistir a agir sobre os seus impulsos sexuais.»

Linda Harvey, da Missão América, disse que o impulso dos pedófilos para ter igualdade de direitos tornar-se-ão cada vez mais comuns como os grupos LGBT que continuam a afirmar-se.«Faz tudo parte de um plano para introduzir o sexo para crianças em idades cada vez mais jovens; para convencê-los de que a amizade normal é realmente uma atracção sexual.»

Milton Diamond, professor da universidade do Havaí e director do Centro do Pacífico para Sex and Society, afirmou que a pornografia infantil poderia ser benéfica para a sociedade porque, «os potenciais criminosos sexuais usam a pornografia infantil como um substituto para o sexo contra as crianças.»

Diamond é um professor distinto do Instituto para o Estudo Avançado da Sexualidade Humana , em San Francisco. O IASHS defendeu abertamente a revogação da proibição Revolucionária da guerra contra os homossexuais no serviço militar.

O IASHS apresenta, no seu site, uma lista de «direitos sexuais básicos», que inclui «o direito de se envolver em actos ou actividades de qualquer natureza sexual, desde que não envolvam actos não-consensuais, a violência, constrangimento, coacção ou fraude. «Outro direito é, ser livre de perseguições, condenação, discriminação ou intervenção social no comportamento sexual privado» e «a liberdade de qualquer pensamento sexual, fantasia ou desejo.» A organização também diz que ninguém deve ser «desfavorecido por causa da idade.»

[Nota]: o site também diz na sua declaração de missão: O Instituto dedica-se à crença de que os direitos sexuais são direitos humanos básicos e é conveniente para ajudar os alunos a compreender que muitas pessoas foram feridas, falsamente presas e perseguidas por causa das leis e desinformação sobre o papel e o lugar da sexualidade e as suas muitas expressões por indivíduos na nossa sociedade.

As leis que protegem as crianças foram contestadas em vários estados, incluindo a Califórnia, Geórgia e Iowa. Os criminosos sexuais afirmam que as leis lhes proibem viver perto de escolas ou parques e são injustas porque os penaliza para a vida.



Tradução: Emerson de Oliveira