terça-feira, 23 de dezembro de 2014


Presentes de Natal


Inês Teotónio Pereira

As crianças até muito tarde não sabem o que querem. O que elas acham que querem tem a ver com a qualidade dos anúncios que lêem e não com o brinquedo anunciado

Um dia levei um dos meus filhos a uma loja de brinquedos para lhe comprar o presente de anos e confessando-me absolutamente incompetente para o fazer pedi-lhe que escolhesse um brinquedo. A criança ficou desorientada e incapaz de o fazer. Ficámos horas a passear pelos corredores da loja e no meio daqueles milhares de brinquedos ele deixou de ter critério e desorientou-se. Acabámos por escolher uma banalidade qualquer que se revelou absolutamente inútil. Passaram alguns anos mas ele ainda se lembra do episódio traumático e ainda lá temos em casa um boneco da Guerra das Estrelas com o qual ele nunca brincou e que só não deitamos fora para nos lembrarmos da asneira e para não a repetirmos. Recentemente fiz outra asneira parecida. Em vez de comprar um presente de anos para outro meu filho resolvi dar-lhe um vale para um jogo de consola que ainda não tinha saído. O rapaz ia chorando. Em vez do jogo ou de outra coisa qualquer tinha recebido uma espécie de futuro do petróleo dos pequeninos. Foram assim goradas todas as suas expectativas e o dia de anos ficou irremediavelmente estragado.

Aprendi com isto duas coisas: a primeira, e óbvia, é que não tenho jeitinho nenhum para dar presentes e a segunda é que as crianças só gostam de presentes porque os presentes são surpresas. A surpresa é tudo. Até pode ser um par de meias, mas, desde que esteja embrulhado e envolto em secretismo, as meias até podem cheirar a chulé que eles gostam na mesma (claro que estou a exagerar). Um dos meus filhos (umas destas duas vítimas) quando lhe perguntaram o que é ele queria no Natal respondeu-me simplesmente que queria «uma surpresa», em jeito de provocação e só para me fazer sentir mal.

E isto leva-me inevitavelmente aos presentes de Natal e às listas de presentes de Natal que eles tanto gostam de fazer. Eu sou contra as listas de Natal. Perante uma lista de Natal só temos duas opções: ou estragar a surpresa e dar o que vem na lista ou dar uma surpresa e ignorar o que eles escolheram. Qualquer delas é má, sendo a lista a pior de todas. A lista estraga o Natal. Supostamente damos presentes no Natal para mostrarmos aos beneficiários do nosso débito que nos lembramos deles, que perdemos tempo a pensar naquilo que os faz felizes, e principalmente que sabemos perfeitamente aquilo que os faz felizes. Quando optamos por recorrer a uma lista estamos simplesmente a gastar dinheiro com eles. Ponto. O espírito natalício fica assim reduzido ao tamanho do estrago no saldo bancário e não ao trabalhão que é encontrar coisas que surpreendam, que façam jeito e que se ajustem na perfeição aos gostos da tia ou da criança.

As crianças até muito tarde não sabem o que querem. O que elas acham que querem tem a ver com a qualidade dos anúncios que vêem e não com o brinquedo anunciado. O critério é apenas esse. Mas a resposta aos anseios natalícios e materiais dos nossos filhos está nas características de cada um e não na felicidade que transborda dos anúncios. E isso dá muito trabalho. Sermos nós a escolher os brinquedos dá trabalho porque põe à prova o conhecimento que de facto temos dos nossos filhos e porque nos obriga a pensar naquilo com que queremos que eles brinquem. Os gostos dos nossos filhos somos nós que muitas vezes condicionamos e é por isso que somos pais. A democracia neste capítulo conta pouco.

Deve ser por tudo isto que a cinco dias do Natal ainda não consegui comprar um único presente. Na verdade, ainda bem que não deitei fora nenhuma das listas de Natal que eles fizeram.





sexta-feira, 19 de dezembro de 2014


A maior empresa do mundo


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um «não». É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta… Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo.

                                                                                              

                                                                         Fernando Pessoa


SEXTILHAS INSPIRADAS NA PROSA DE PESSOA...  

NESTE NATAL 2014

        Viver, segundo Pessoa,
        era, sob qualquer prisma,
        «maior empresa do mundo»,
        podendo ser coisa boa
        ou, não detendo carisma,
        causar um trauma profundo...

        Há que – apesar de tudo –
        aprender e aceitar
        provas amargas, qual  lima...
        Face a calúnias, ser mudo.
        Más-línguas? É só esperar...
        Verdade? Vem sempre acima!

        Mesmo em momentos de escolhos,
        mantenho o brilho nos olhos,
        materiais coleccionando...
        Para, gratuitamente, erguer
        um castelo a condizer
        com o que me vão atirando...

        E é por isso que agradeço
        cada pedra no caminho...
        (excelentes contribuições)!
        Meu castelo, aqui confesso,
        tem estrutura de carinho,
        desvelo, amor e ilusões...

        Cada arremesso, um presente,
        e à lareira, nesta quadra,
        tudo dispus. Passo a passo...
        E fique o leitor ciente:
        não fui à «Feira da Ladra»
        comprar versos... Eu os faço!

        «Bem-haja!» – reitero, a rodos,
        pelos contributos raros
        para a minha construção...
        Feliz Natal para todos
        que sois à minha alma caros,
        os que supris decepção!


Teresa Machado (com votos, também, de um 2015
repleto de Amor Divino).

Dezembro / Natal / 2014






quarta-feira, 10 de dezembro de 2014


De facto, Toca a Todos!



Já fez a sua chamadinha para ajudar as criancinhas pobres?

De facto TOCA A TODOS e até sobra um bocadinho para a Cáritas!

Veja:

Você paga pela chamadinha €0,738 – o coelhinho fica com €0,138.

Sobram €0.60 para as criancinhas?

Não, porque as operadoras telefónicas ficam com 50%!

Então sobram €0,30 para as criancinhas?

Ainda não, porque o operador de audiotexto fica com 50 a 70%!

Dos €0,738 que você pensava estar a doar para as criancinhas elas receberão quanto muito 15 cêntimos, provavelmente 9 cêntimos!

Toca mesmo a todos!

Até às criancinhas carenciadas!





segunda-feira, 8 de dezembro de 2014


A Imaculada Conceição

e a História de Portugal


P. Francisco Couto
P. Senra Coelho

As Nações sobrevivem à erosão do tempo e permanecem vivas na história dos povos se prosseguirem na fecundidade que lhes vem da sua espiritualidade e da sua cultura. A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro.

A História de Portugal regista dois momentos altos na recuperação da sua independência: a Revolução 1383-1385 e a Restauração de 1640.


Na Revolução de 1383-1385 salienta-se o cerco de Lisboa, que durou cerca de cinco meses e terminou em princípios de Setembro de 1384, acentuando-se durante o assédio, o significado da vitória alcançada por D. Nuno Álvares Pereira em Atoleiros a 6 de Abril de 1384 e a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal, curiosamente a 6 de Abril de 1385. Em 15 de Agosto travou-se a Batalha de Aljubarrota, sob a chefia de D. Nuno Álvares Pereira, símbolo da vitória e da consolidação do processo revolucionário de 1383-1385.

No movimento da restauração destaca-se a coroação de D. João IV como Rei de Portugal, a 15 de Dezembro de 1640, no Terreiro do Paço em Lisboa.


A Solenidade da Imaculada Conceição liga estes dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das Nações Europeias. Segundo secular tradição foi o condestável D. Nuno Álvares Pereira quem fundou a Igreja de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa e quem ofereceu a imagem da Virgem Padroeira, adquirida na Inglaterra. Este gesto do Condestável reconhece que a mística que levou Portugal à vitória veio da devoção de um povo a Nossa Senhora da Conceição.

Aliás, já desde o berço, já aquando da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, havia sido celebrado um pontifical de acção de graças, em Lisboa, em honra da Imaculada Conceição.

A espiritualidade que brotava da devoção a Nossa Senhora da Conceição foi novamente sublinhada no gesto que D. João IV assumiu ao coroar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal nas cortes de 1646.


Esta espiritualidade imaculista foi igualmente assumida por todos os intelectuais, que na prestigiada Universidade de Coimbra defenderam o dogma da Imaculada Conceição sob a forma de um juramento solene.

De tal modo a Imaculada Conceição caracteriza a espiritualidade dos portugueses, que durante séculos o dia 8 de Dezembro foi celebrado como «Dia da Mãe» e João Paulo II incluiu no seu inesquecível roteiro da Visita Pastoral de 1982 dois Santuários que unem o Norte e o Sul de Portugal: Vila Viçosa no Alentejo e o Sameiro no Minho.

O dia 8 de Dezembro transcende o «Dia Santo» dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de Dezembro retoma. O feriado do dia 8 de Dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.

Não menos importante, e em âmbito religioso e litúrgico, o tema da Imaculada Conceição da Virgem Maria é já abundantemente abordado pelos Padres da Igreja. Será o Oriente cristão o primeiro a celebrá-la. Festividade que chega à Europa Ocidental e ao continente europeu pelas mãos das cruzadas Inglesas nos séc. XI e XII. Vivamente celebrada pelos franciscanos a partir de 1263, será o também franciscano Sixto IV, Papa, que a inscreverá no calendário litúrgico romano em 1477.

De facto, o debate e a celebração desta festividade em toda a Europa é acompanhada pela História do próprio Portugal. Coimbra, como já vimos, tem um importante papel em todo este processo.

Em 8 de Dezembro de 1854, viverá a Igreja o auge de toda esta riqueza teológica e celebrativa. Através da bula «Ineffabilis Deus», Pio IX, após consultar os bispos do mundo, definirá solenemente o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

Não estamos diante de uma simples festa cristã ou de capricho religioso. O dogma resulta de tudo quanto a Igreja viveu até aqui e vive hoje em toda a sua plenitude. Faz parte da identidade da Igreja. Isso mesmo o prova o texto proclamado por Pio IX que apoia a sua argumentação nos Padres e Doutores da Igreja e na sua forma de interpretar a Sagrada Escritura. Ele, de facto, reconhece que este dogma faz parte, depois de muitos séculos, do ensinamento ordinário da Igreja.

Portugal, segundo Nuno Álvares Pereira, ou melhor, São Nuno de Santa Maria, e D. João IV isso mesmo o demonstram, não só como resultado da sua própria fé mas como expressão de um povo deveras agradecido pela sua Independência e Liberdade.

A Conceição Imaculada da Virgem é um dogma de fé segundo o qual Maria é considerada a primeira redimida pela Páscoa de Cristo.


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O P. Francisco Couto é Reitor do Santuário de Vila Viçosa e professor do Instituto Superior de Teologia de Évora.

O P. Senra Coelho é professor do Instituto Superior de Teologia de Évora.





sexta-feira, 5 de dezembro de 2014


Comemorando o 8 de Dezembro

Ser mãe. O novo preconceito.



MariAna Ferro (Júdice Moreira)

Estar em casa com os filhos tornou-se um preconceito comum com o aumento do desemprego, das dificuldades e das restrições económicas.

Estar em casa antigamente, quando havia ajudas e irmãos mais velhos e quintas e casas grandes de férias e fim de semana era normal.

A mãe, tomava conta dos filhos, o pai trabalhava.

Hoje, algumas as mães não trabalham não porque não querem mas porque os pais trabalham demais.

É muito simples e tudo se resume ao tempo e a equações.

Se o pai trabalhar até às dez da noite já não vê os filhos, se a mãe trabalhar até às sete da tarde, vê-os duas horas. Este é um cenário.

O outro cenário são dois pais a chegar muito tarde e nenhum os vê e há alguém ou vários alguém que vão buscar, dão banho e jantar e às vezes deitam.

O terceiro cenário é o do pai e da mãe que chegam cedo.

Nenhum dos cenários é certo ou errado, é a vida.

Mas depois há aquele cenário em que a mãe está em casa com os filhos mesmo que um dos filhos ou todos os filhos estejam na escola. Então ela trata da casa e vai busca-los e fica com eles. E isto é o resumo do dia apesar da sua complexidade.

E este é o único cenário vitima de preconceito.

Estar em casa é mal visto.

Este é o meu cenário.

Todos os dias ouço todo o tipo de coisas. Entre essas coisas está a preocupação com o meu intelecto.

Posso estar a estupidificar, posso estar a ficar menos interessante e interessada, as minhas conversas podem estar todas centradas em filhos e fraldas e papas e o meu cérebro pode estar a ser pouco estimulado.

No fundo, ser mãe pode estar a fazer de mim burra.

Aceito que economicamente dois ordenados sejam melhores que um. Aceito que quando bem medido, organizado e planificado compense mais os dois pais trabalharem mesmo que para isso se tenha que recorrer a terceiros e pagar aos terceiros.

Eu amo e eu cuido. Ensino a falar e contar. Dou amor. Alimento. Visto e deito. Dou a mão para não caírem e trato das doenças. Dou mimo e segurança. Dou colo. Educo. Zango-me. Castigo. Ando pelo chão e mascaro-me e tento cumprir expectativas.

Não mereço palmas e muito menos ordenado.

Mas não chamem a isto de ser mãe uma coisa estúpida.





quarta-feira, 3 de dezembro de 2014


Jantar de Natal solidário da ADASCA

Dia 6 de Dezembro de 2014



O êxito deste 1.º jantar solidário da ADASCA depende da vossa participação.

Link: http://aveiro123-portaaberta.blogspot.pt/2014/10/jantar-de-natal-solidario-da-adasca-dia.html

Link: https://www.facebook.com/events/930963013597799/?ref_dashboard_filter=upcoming

«E EU lá estarei então cantando para AJUDAR... Hoje eles, amanhã nós» comentário do cantor Kit Carlos no facebook. Existem poucas pessoas que entendam a dimensão desta frase.

Provavelmente, nem se lembram que nós dadores, somos solidários todos os dias, sempre que for necessário, autênticos bombeiros numa versão mais simpática. Somos constantemente, «assediados» por SNS e e-mails para doar sangue, para nos inscrevermos como potenciais dadores de medula óssea, porque alguém que nem sequer conhecemos corre sério risco de vida. Mas, raros são os que se lembram, para esta associação poder desenvolver a sua missão com alguma eficácia em prol dos que mais necessitam, neste caso os doentes dependentes de componentes sanguíneos, é necessário dinheiro para os cartazes, para os meios de comunicação, para as deslocações, para o telefone, enfim para tudo o que consideramos ser imprescindível.

O mesmo é dizer: pagamos para ser solidários. Sim, porque muitos dirigentes pagam dos seus bolsos para desenvolver as actividades que o Ministério da Saúde ou outra entidade da área deviam fazer. Isso aconteceu e acontece comigo.

Apesar da ADASCA representar cerca de 3 546 dadores associados de pleno direito de acordo com os estatutos, nenhum paga jóias ou quotas. Pedir apoio à Câmara Municipal ou às Juntas de Freguesia... já conhecemos a resposta antecipada: Não há, não temos ou não podemos, outras nem vezes nem sequer nos ouvem.

A verdade é  que o sangue não pode faltar nos hospitais, as nossas actividades não podem ser suspensas.

Esperamos com a realização deste 1.º Jantar de Natal Solidário da ADASCA, que vai decorrer dia 6 de Dezembro de 2014 (conforme o cartaz em anexo) no âmbito da Comemoração do Dia Internacional do Voluntariado, possamos angariar algum dinheiro por forma a podermos fazer face às despesas até final do ano em curso. Foi decidido prolongar as inscrições até dia 6 de Dezembro às 12 Horas, pelo que ainda se podem inscrever...


Actualmente, nesse mundo cheio de egoísmo, fomentado e estimulado por interesses pessoais e narcisistas, a solidariedade é uma virtude imprescindível. Solidário é quem compartilha e reparte. Arrede os véus da indiferença. A solidariedade imaginária não produz frutos, fica-se pelas boas intenções.

Nada tem um impacto mais positivo sobre as pessoas do que nos doarmos aos outros. Karl Menninger, psiquiatra, disse: «As pessoas generosas raramente têm problemas mentais. As pessoas que têm um espírito de doação são as pessoas mais positivas que conheço, pelo facto de que dar é o mais alto padrão de vida». Quanto mais as pessoas dão, melhor é a sua atitude. Dar é o mais alto padrão de vida.

Esta iniciativa é aberta à comunidade. Venham conviver, dar visibilidade e força à solidariedade. Venham passar uma noite de emoção e sabor tradicional. É por uma causa justa, por isso apareçam, e porque não convidar um amigo a vir também...

A ficha de inscrição segue em anexo, também está disponível no site da ADASCA  de onde pode ser impressa. Venham, participem, sejam solidários. As empresas também podem associar-se à iniciativa.

Atenciosamente,
Joaquim Carlos
Liga: 234 095 331 ou 964 470 432
Presidente da Direcção da ADASCA
Site: www.adasca.pt
Blogue: http://aveiro123-portaaberta.blogspot.pt/

NB: Há a possibilidade do pagamento ser efectuado em duas partes, ou por transferência bancária, através do NIB da ADASCA = 0036 0189 99100051821. 35.

Emitimos recibos, desde que nos sejam solicitados, e com os dados considerados necessários para o efeito.

As inscrições podem ser entregues no dia 29 de Outubro das 16:00 horas às 20:00 horas, dias 1, 8, 15, 21 e 29 de Novembro das 09:00 horas às 13:00 horas, ainda nos dias 5, 12 e 26 das 16:00 horas às 20:00 horas datas em que se realiza colheitas de sangue no Posto Fixo.

Temos Cartazes do evento disponíveis para os colegas ajudarem a divulgar.





terça-feira, 2 de dezembro de 2014


Qual a diferença entre impostos

directos e indirectos?


Economia & Finanças

Este blogue está longe de ser lido só por entendidos em Economia & Finanças, estou convencido que estes serão por ventura uma imensa minoria mas uma minoria. O objectivo inicial era precisamente apontar para uma audiência diversificada do leigo ao iniciado, tentando humildemente contribuir para um maior entendimento entre ambos. É nesse sentido que por vezes se tenta fazer por aqui alguma pedagogia explicando conceitos simples que são dados como adquiridos por qualquer economista. Qual a diferença entre impostos directos e indirectos?

A explicação é simples. Designam-se por directos todos os impostos que incidem directamente sobre o rendimento apurado para um agente económico num determinado período de tempo, seja ele dos indivíduos, seja das empresas. Em Portugal há apenas um imposto directo que me ocorra, os Impostos sobre o Rendimento, chamado de IRS para as pessoas Singulares e de IRC para as pessoas Colectivas.

Em regra os restantes impostos – os que não incidem sobre os rendimentos mas antes sobre o consumo como sejam o Imposto sobre o valor acrescentado, o Imposto sobre os produtos petrolíferos, o Imposto sobre os veículos, o Imposto sobre o Tabaco, entre outros – são impostos indirectos.

Quando ouvir falar em descer impostos directos e subir indirectos já sabe do que se fala.

Há uma característica dos impostos indirectos que não me agrada particularmente, funcionam como a picada de uma melga: o processo de cobrança de sangue é precedido de um anestesiante local. Eu preferia ter uma noção mais clara de quando e quanto estou a contribuir financeiramente para o Estado mas sei que há seguramente muito mais gente a ter uma ideia razoavelmente aproximada de quanto contribui através dos impostos que incidem sobre o seu rendimento, mas haverá muito poucos a ter a noção de quanto pagam através da globalidade dos impostos indirectos. Uma coisa é olhar para uma factura, outra coisa é chegar ao fim do ano e olhar para uma folhinha onde está, por exemplo, o total anual de retenções na fonte em sede de IRS. Estamos na âmbito da psicologia ou lá perto… Notem que é precisamente por isso que tem sido politicamente menos penoso mexer em alta nestes últimos do que nos primeiros.

Naturalmente há uma enorme discussão sobre muitos outros aspectos e implicações de cada tipo de impostos, suas vantagens e desvantagens de acordo com o ciclo e condicionantes de cada país, mas essa é uma discussão que nos levará já a outro nível de definição bem mais detalhada que ultrapassa o mero conceito que julgo estar dado.





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014


Aluguer de contadores de água, luz e gás

acaba no dia 26 de Maio de 2015


Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz e gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República.

A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os «serviços públicos essenciais».

A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos. O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.

Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento , mais dois dias do que estava previsto no actual regime.

Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta.





sexta-feira, 28 de novembro de 2014


Alerta sobre a tampa da sanita


HIGIENE – Alerta sobre a tampa da sanita

Prof. Mark Wilcox – Medical Microbiology.

Alerta para os pequenos pormenores que, só por si, podem não ser  considerados graves. Porém, as pessoas que têm o seu  sistema  imunológico mais debilitado, podem sofrer com esta «gota d'agua» que faltava para o surgimento de algum tipo de doença, por via da proliferação de micro-organismos.

Certamente que as mulheres lutam diariamente para que a tampa da sanita esteja sempre fechada. No entanto, os homens insistem em deixá-la levantada...

Pois o motivo está provado cientificamente. Por mais irrelevantes que possam parecer, as tampas das vossas sanitas existem por um bom motivo!

Um  estudo feito pelo Professor Mark Wilcox, director clínico de microbiologia, afirmou que puxar o autoclismo com a tampa da sanita levantada permite que uma nuvem de bactérias polua o ar da casa de banho, aumentando o risco de contrair  vírus.

O resultado dos estudos (o Prof. Wilcox) prova que a descarga transporta as bactérias até 25 cm acima do assento da sanita e permanece no ar da casa de banho durante 2 horas.

Ou seja: quando puxa o autoclismo da água, com a tampa aberta, os coliformes fecais espalham-se e permanecem no ar durante 2 horas, ficando depositados nos cabelos, roupas, na maçaneta da porta e em tudo que está à volta. Razão porque se encontram coliformes em muitos alimentos que ingerimos?

Outra coisa: cuidado com a escova de dentes. Caso a deixe em cima da pia da casa de banho, pode estar contaminada com todos esses germes e bactérias.

Quando puxa o autoclismo com a tampa fechada, as bactérias não são encontradas no ambiente. Permanecem na tampa que deverá, assim como a sanita, serem permanentemente lavadas e desinfetadas.

Recomenda-se puxar sempre o autocclismo com a tampa fechada e depois lavar  bem as mãos.

Manter a tampa da sanita fechada na hora de puxar o autoclismo é uma atitude simples, mas que previne muita dor de cabeça e doenças.






Deste cozido à Portuguesa… nunca comeram!

Mas eu digo onde fica:

Restaurante Adega – Santa Maria da Feira







quarta-feira, 26 de novembro de 2014


Líder dos invertidos que angariava fundos

para as campanhas de Obama

é preso nos EUA acusado de abusos sexuais


O pederasta Terrence «Terry» Patrick Bean, conhecido líder do grupo LGTB (lésbicas, gays, transexuais, bissexuais) e um dos principais financiadores de Barack Obama, foi preso na manhã de 19 de Novembro, acusado de ter violado um menor de 15 anos.

Bean, de 66 anos, fundou, entre outros importantes grupos de pressão para promover a agenda gay, a Human Rights Campaign e o Gay and Lesbian Victory Fund. Ele financiou, além de Barack Obama, outros políticos do Partido Democrata dos Estados Unidos, como o ex-presidente Bill Clinton, Hillary Clinton e Al Gore.

A Polícia de Portland (Estados Unidos) assinalou que os detectives da Unidade de Crimes Sexuais prendeu Bean em sua casa, depois de acusado por actos relacionados com um homem jovem.

Bean, indicou a polícia, será processado por sodomia em terceiro grau (duas acusações) e estupro em terceiro grau.

Em 20 de Novembro, a polícia prendeu também Kiah Loy Lawson, de 25 anos, ex-companheiro de Bean, acusado de sodomia em terceiro grau e de estupro em terceiro grau.

De acordo com as leis do estado de Oregon, uma pessoa comete o crime de sodomia em terceiro grau se tiver relações sexuais desviadas com outra pessoa menor de 16 anos de idade.

Estupro em terceiro grau, assinalam as leis do Estado, implica que a vítima não dá consentimento ao contacto sexual ou que a vítima é incapaz de consentir por razão de ter menos de 18 anos de idade.

A conta do Flickr do líder dos invertidos mostra-o falando com Obama em muitos eventos, posando com a primeira dama Michelle Obama e outras numerosas figuras políticas do Partido Democrata, incluindo o ex-presidente Bill Clinton.


Agora, a conta no Flickr de Terrence Bean aparece sem fotos...

No jornal norte-americano USA Today, o analista Brett Decker criticou o silêncio da imprensa sobre o caso de Bean e assinalou que se um dos financiadores de Bush tivesse sido acusado de violar um menino, a imprensa teria sido incontrolável: o que seria legítimo dado a severidade da acusação.

«O silêncio que rodeia o caso de Terrence Bean mostra em detalhe obsceno o duplo padrão partidário da imprensa nacional», assinalou.

Decker destacou que Bean não é um simples velho acusado de ter sexo com um menor de 15 anos mas que ele é um doador de muito dinheiro para o Partido Democrata e um activista político liberal com conexões dentro da Casa Branca de Obama.

Bean tinha conseguido mais de meio milhão de dólares para a campanha de reeleição de Obama em 2012. Obama agradece — vejam os (links).


Artigos relacionados:

http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2009/07/obama-e-os-invertidos.html

http://moldaraterra.blogspot.pt/2010/02/sobe-o-numero-de-homossexuais-nos.html

http://moldaraterra.blogspot.pt/2013/02/obama-apoia-presenca-de-invertidos.html

http://moldaraterra.blogspot.pt/2013/01/o-abortista-e-pro-invertidos-obama-e-o.html

http://moldaraterra.blogspot.pt/2011/11/as-provocacoes-do-bando-de-invertidos.html







segunda-feira, 24 de novembro de 2014


Os pais e o homem do saco


Inês Teotónio Pereira

Stressamos porque estamos viciados em pensar no pior, em dramatizar e em acharmos que a excepção é a regra

Todas as épocas têm a sua marca e a nossa é marcada pelo medo que domina os pais. Este medo, extrapolado pelo fascínio irracional que sentimos hoje pelas crianças, tolda-nos o juízo e eleva os nossos níveis de stresse para valores incomensuráveis. Mais que rir com os nossos filhos, preferimos preocuparmo-nos com eles. Estamos genuinamente convencidos de que a preocupação e a protecção excessivas representam todo o amor que lhes temos e justificam que estejamos em sobressalto constante com o presente e o futuro dos nossos filhos. Temos a ingénua pretensão de que felicidade, a protecção e o sucesso profissional dos nossos filhos dependem exclusivamente de nós e por isso achamos normal que o nosso bom desempenho como pais seja aferido pelas notas que eles têm, pelas actividades que eles praticam e pelos riscos que não os deixamos correr.

O facto de os nossos pais não nos terem tratado da mesma forma só quer dizer que estavam mal informados e que na verdade foi uma sorte termos sobrevivido a todas as escadas, esquinas de mesas em casa e aos predadores sexuais a caminho da escola. Nós, pelo contrário, somos muito cuidadosos, temos uma noção mais completa e informada dos perigos que os nossos filhos correm e sabemos de fonte segura que todas as actividades extra-curriculares que eles têm são a garantia de um futuro de sucesso. E quem não pensa assim não pode ser bom pai ou boa mãe.

Qualquer dos meus filhos já caiu pelas escadas abaixo, atirou-se da cama de grades, apanhou porcarias do chão e engoliu, partiu um braço, perna ou cabeça, teve infecções respiratórias e outras, bateu várias vezes com a cabeça nas esquinas das mesas, apanhou sustos no mar, caiu das árvores e de bicicleta e passou por muitas outras experiências dolorosas que eu nem sei e prefiro não saber. O facto de qualquer deles estar de boa saúde não quer dizer que tenham tido sorte, quer dizer que estão dentro da média: uma criança com menos de cinco anos em 1950 corria um risco cinco vezes superior de morrer de doença ou de acidente que qualquer dos meus filhos. Ou seja, nós stressamos porque estamos viciados em pensar no pior, em dramatizar e em achar que a excepção é a regra. E que os nossos filhos são, obviamente, a excepção.

Também em relação ao futuro dos nossos filhos somos pretensiosos. Segundo o «Economist», que cita o economista Bryan Caplan, da George Mason University, a nossa preocupação conta muito pouco para o futuro deles. Caplan fundamenta-se em várias investigações feitas em vários países que sustentam todos a mesma teoria: são os genes que fazem a diferença no destino financeiro e profissional, muito mais que a acção dos pais. Ou seja, o nosso fascínio pelas actividades extra dos nossos filhos com o objectivo de alcançar o modelo humano da era renascentista é um esforço inglório e o sucesso deles não depende totalmente de nós mas sim nos genes que eles herdaram. A boa notícia é que podemos finalmente relaxar e deixar a carga genética cumprir o seu destino.

É verdade que o nosso exagero não prejudica directamente os nossos filhos e que, obviamente, a grade no cimo das escadas assim como a exigência de um bom desempenho escolar são medidas de bom senso. Mas o excesso de preocupação e o medo que nos sobressalta todos os dias dá cabo da nossa saúde e transforma a nossa função de pais numa profissão muito pouco divertida e de alto desgaste. A nossa aversão ao risco e a nossa rendição ao medo faz com que estejamos mais vezes preocupados que descontraídos com os nossos filhos e mais vezes sérios que alegres com as suas vidas. Vivemos numa época estranha, em que são os pais que têm medo do homem do saco e não os filhos.





sábado, 15 de novembro de 2014


Dia Mundial da Diabetes:

a importância do pequeno almoço


Logo Internacional da Diabetes

Dia Mundial da Diabetes é celebrado anualmente a 14 de Novembro. A comemoração deste dia iniciou-se em 1991 por iniciativa da Federação Internacional da Diabetes  (IDF) e da Organização Mundial da Saúde, face ao número crescente de diagnósticos de diabetes e o impacto que a doença tem a nível individual e da sociedade.

É importante enfatizar que cerca de 70% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos ou retardados através da adopção de estilos de vida saudáveis, caracterizados pela prática regular de actividade física e uma alimentação equilibrada.

A Associação Portuguesa de Dietistas promove a divulgação desta celebração e reforça a importância de uma alimentação saudável na prevenção de doenças crónicas não transmissíveis, como é o caso da diabetes.

«Healthy Living and Diabetes» é o tema do Dia Mundial da Diabetes para 2014-2016 e este ano o destaque é para a importância de se iniciar o dia com um pequeno-almoço saudável. Um estilo de vida saudável caracterizado pela prática regular de actividade física e uma alimentação equilibrada é a base da prevenção de várias doenças crónicas não transmissíveis, entre as quais a diabetes tipo 2.

E porquê o pequeno-almoço?
  • A ingestão diária de um pequeno-almoço saudável promove a saciedade e ajuda a controlar os níveis de açúcar (glicose) no sangue, reduzindo o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
  • A omissão do pequeno-almoço está associada ao ganho de peso corporal, um dos principais factores de risco para diabetes tipo 2. A pré-obesidade e obesidade contribuem para cerca de 80% dos novos casos da doença.
A IDF recomenda a ingestão dos seguintes alimentos ao pequeno-almoço:
  • Água, chá e café não açucarados
  • Pão integral ou de mistura de farinhas pouco refinadas
  • Cereais de pequeno-almoço pouco açucarados e ricos em fibra
  • Leite magro
  • Iogurte magro e sem adição de açúcar, ao qual se pode adicionar sementes, frutos secos ou fruta fresca
  • Queijo pouco gordo (1 porção pequena, ex. 1 fatia fina)
  • Fiambre de aves (1 porção pequena, ex. 1 fatia fina)
  • Ovo cozido ou escalfado sem adição de gordura
  • Fruta fresca (1 peça, ex. maçã, pera, laranja, pêssego)
  • Vegetais
Por oposição, a IDF desaconselha o consumo de:
  • Bebidas açucaradas
  • Pão branco e produtos de pastelaria (bolos, croissants)
  • Cereais de pequeno-almoço açucarados
  • Leite achocolatado
  • Iogurtes açucarados
  • Alimentos fritos
  • Sumos e batidos de fruta
  • Doce, geleia, mel e chocolate para barrar
Comece já hoje a fazer um pequeno-almoço equilibrado, digno de um círculo azul!

Saiba mais em www.idf.org  e em www.worlddiabetesday.org