terça-feira, 2 de dezembro de 2014


Qual a diferença entre impostos

directos e indirectos?


Economia & Finanças

Este blogue está longe de ser lido só por entendidos em Economia & Finanças, estou convencido que estes serão por ventura uma imensa minoria mas uma minoria. O objectivo inicial era precisamente apontar para uma audiência diversificada do leigo ao iniciado, tentando humildemente contribuir para um maior entendimento entre ambos. É nesse sentido que por vezes se tenta fazer por aqui alguma pedagogia explicando conceitos simples que são dados como adquiridos por qualquer economista. Qual a diferença entre impostos directos e indirectos?

A explicação é simples. Designam-se por directos todos os impostos que incidem directamente sobre o rendimento apurado para um agente económico num determinado período de tempo, seja ele dos indivíduos, seja das empresas. Em Portugal há apenas um imposto directo que me ocorra, os Impostos sobre o Rendimento, chamado de IRS para as pessoas Singulares e de IRC para as pessoas Colectivas.

Em regra os restantes impostos – os que não incidem sobre os rendimentos mas antes sobre o consumo como sejam o Imposto sobre o valor acrescentado, o Imposto sobre os produtos petrolíferos, o Imposto sobre os veículos, o Imposto sobre o Tabaco, entre outros – são impostos indirectos.

Quando ouvir falar em descer impostos directos e subir indirectos já sabe do que se fala.

Há uma característica dos impostos indirectos que não me agrada particularmente, funcionam como a picada de uma melga: o processo de cobrança de sangue é precedido de um anestesiante local. Eu preferia ter uma noção mais clara de quando e quanto estou a contribuir financeiramente para o Estado mas sei que há seguramente muito mais gente a ter uma ideia razoavelmente aproximada de quanto contribui através dos impostos que incidem sobre o seu rendimento, mas haverá muito poucos a ter a noção de quanto pagam através da globalidade dos impostos indirectos. Uma coisa é olhar para uma factura, outra coisa é chegar ao fim do ano e olhar para uma folhinha onde está, por exemplo, o total anual de retenções na fonte em sede de IRS. Estamos na âmbito da psicologia ou lá perto… Notem que é precisamente por isso que tem sido politicamente menos penoso mexer em alta nestes últimos do que nos primeiros.

Naturalmente há uma enorme discussão sobre muitos outros aspectos e implicações de cada tipo de impostos, suas vantagens e desvantagens de acordo com o ciclo e condicionantes de cada país, mas essa é uma discussão que nos levará já a outro nível de definição bem mais detalhada que ultrapassa o mero conceito que julgo estar dado.





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014


Aluguer de contadores de água, luz e gás

acaba no dia 26 de Maio de 2015


Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de água, luz e gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do Diário da República.

A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e que altera um diploma de 1996 sobre os «serviços públicos essenciais».

A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos. O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.

Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento , mais dois dias do que estava previsto no actual regime.

Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o presta.





sexta-feira, 28 de novembro de 2014


Alerta sobre a tampa da sanita


HIGIENE – Alerta sobre a tampa da sanita

Prof. Mark Wilcox – Medical Microbiology.

Alerta para os pequenos pormenores que, só por si, podem não ser  considerados graves. Porém, as pessoas que têm o seu  sistema  imunológico mais debilitado, podem sofrer com esta «gota d'agua» que faltava para o surgimento de algum tipo de doença, por via da proliferação de micro-organismos.

Certamente que as mulheres lutam diariamente para que a tampa da sanita esteja sempre fechada. No entanto, os homens insistem em deixá-la levantada...

Pois o motivo está provado cientificamente. Por mais irrelevantes que possam parecer, as tampas das vossas sanitas existem por um bom motivo!

Um  estudo feito pelo Professor Mark Wilcox, director clínico de microbiologia, afirmou que puxar o autoclismo com a tampa da sanita levantada permite que uma nuvem de bactérias polua o ar da casa de banho, aumentando o risco de contrair  vírus.

O resultado dos estudos (o Prof. Wilcox) prova que a descarga transporta as bactérias até 25 cm acima do assento da sanita e permanece no ar da casa de banho durante 2 horas.

Ou seja: quando puxa o autoclismo da água, com a tampa aberta, os coliformes fecais espalham-se e permanecem no ar durante 2 horas, ficando depositados nos cabelos, roupas, na maçaneta da porta e em tudo que está à volta. Razão porque se encontram coliformes em muitos alimentos que ingerimos?

Outra coisa: cuidado com a escova de dentes. Caso a deixe em cima da pia da casa de banho, pode estar contaminada com todos esses germes e bactérias.

Quando puxa o autoclismo com a tampa fechada, as bactérias não são encontradas no ambiente. Permanecem na tampa que deverá, assim como a sanita, serem permanentemente lavadas e desinfetadas.

Recomenda-se puxar sempre o autocclismo com a tampa fechada e depois lavar  bem as mãos.

Manter a tampa da sanita fechada na hora de puxar o autoclismo é uma atitude simples, mas que previne muita dor de cabeça e doenças.






Deste cozido à Portuguesa… nunca comeram!

Mas eu digo onde fica:

Restaurante Adega – Santa Maria da Feira







quarta-feira, 26 de novembro de 2014


Líder dos invertidos que angariava fundos

para as campanhas de Obama

é preso nos EUA acusado de abusos sexuais


O pederasta Terrence «Terry» Patrick Bean, conhecido líder do grupo LGTB (lésbicas, gays, transexuais, bissexuais) e um dos principais financiadores de Barack Obama, foi preso na manhã de 19 de Novembro, acusado de ter violado um menor de 15 anos.

Bean, de 66 anos, fundou, entre outros importantes grupos de pressão para promover a agenda gay, a Human Rights Campaign e o Gay and Lesbian Victory Fund. Ele financiou, além de Barack Obama, outros políticos do Partido Democrata dos Estados Unidos, como o ex-presidente Bill Clinton, Hillary Clinton e Al Gore.

A Polícia de Portland (Estados Unidos) assinalou que os detectives da Unidade de Crimes Sexuais prendeu Bean em sua casa, depois de acusado por actos relacionados com um homem jovem.

Bean, indicou a polícia, será processado por sodomia em terceiro grau (duas acusações) e estupro em terceiro grau.

Em 20 de Novembro, a polícia prendeu também Kiah Loy Lawson, de 25 anos, ex-companheiro de Bean, acusado de sodomia em terceiro grau e de estupro em terceiro grau.

De acordo com as leis do estado de Oregon, uma pessoa comete o crime de sodomia em terceiro grau se tiver relações sexuais desviadas com outra pessoa menor de 16 anos de idade.

Estupro em terceiro grau, assinalam as leis do Estado, implica que a vítima não dá consentimento ao contacto sexual ou que a vítima é incapaz de consentir por razão de ter menos de 18 anos de idade.

A conta do Flickr do líder dos invertidos mostra-o falando com Obama em muitos eventos, posando com a primeira dama Michelle Obama e outras numerosas figuras políticas do Partido Democrata, incluindo o ex-presidente Bill Clinton.


Agora, a conta no Flickr de Terrence Bean aparece sem fotos...

No jornal norte-americano USA Today, o analista Brett Decker criticou o silêncio da imprensa sobre o caso de Bean e assinalou que se um dos financiadores de Bush tivesse sido acusado de violar um menino, a imprensa teria sido incontrolável: o que seria legítimo dado a severidade da acusação.

«O silêncio que rodeia o caso de Terrence Bean mostra em detalhe obsceno o duplo padrão partidário da imprensa nacional», assinalou.

Decker destacou que Bean não é um simples velho acusado de ter sexo com um menor de 15 anos mas que ele é um doador de muito dinheiro para o Partido Democrata e um activista político liberal com conexões dentro da Casa Branca de Obama.

Bean tinha conseguido mais de meio milhão de dólares para a campanha de reeleição de Obama em 2012. Obama agradece — vejam os (links).


Artigos relacionados:

http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2009/07/obama-e-os-invertidos.html

http://moldaraterra.blogspot.pt/2010/02/sobe-o-numero-de-homossexuais-nos.html

http://moldaraterra.blogspot.pt/2013/02/obama-apoia-presenca-de-invertidos.html

http://moldaraterra.blogspot.pt/2013/01/o-abortista-e-pro-invertidos-obama-e-o.html

http://moldaraterra.blogspot.pt/2011/11/as-provocacoes-do-bando-de-invertidos.html







segunda-feira, 24 de novembro de 2014


Os pais e o homem do saco


Inês Teotónio Pereira

Stressamos porque estamos viciados em pensar no pior, em dramatizar e em acharmos que a excepção é a regra

Todas as épocas têm a sua marca e a nossa é marcada pelo medo que domina os pais. Este medo, extrapolado pelo fascínio irracional que sentimos hoje pelas crianças, tolda-nos o juízo e eleva os nossos níveis de stresse para valores incomensuráveis. Mais que rir com os nossos filhos, preferimos preocuparmo-nos com eles. Estamos genuinamente convencidos de que a preocupação e a protecção excessivas representam todo o amor que lhes temos e justificam que estejamos em sobressalto constante com o presente e o futuro dos nossos filhos. Temos a ingénua pretensão de que felicidade, a protecção e o sucesso profissional dos nossos filhos dependem exclusivamente de nós e por isso achamos normal que o nosso bom desempenho como pais seja aferido pelas notas que eles têm, pelas actividades que eles praticam e pelos riscos que não os deixamos correr.

O facto de os nossos pais não nos terem tratado da mesma forma só quer dizer que estavam mal informados e que na verdade foi uma sorte termos sobrevivido a todas as escadas, esquinas de mesas em casa e aos predadores sexuais a caminho da escola. Nós, pelo contrário, somos muito cuidadosos, temos uma noção mais completa e informada dos perigos que os nossos filhos correm e sabemos de fonte segura que todas as actividades extra-curriculares que eles têm são a garantia de um futuro de sucesso. E quem não pensa assim não pode ser bom pai ou boa mãe.

Qualquer dos meus filhos já caiu pelas escadas abaixo, atirou-se da cama de grades, apanhou porcarias do chão e engoliu, partiu um braço, perna ou cabeça, teve infecções respiratórias e outras, bateu várias vezes com a cabeça nas esquinas das mesas, apanhou sustos no mar, caiu das árvores e de bicicleta e passou por muitas outras experiências dolorosas que eu nem sei e prefiro não saber. O facto de qualquer deles estar de boa saúde não quer dizer que tenham tido sorte, quer dizer que estão dentro da média: uma criança com menos de cinco anos em 1950 corria um risco cinco vezes superior de morrer de doença ou de acidente que qualquer dos meus filhos. Ou seja, nós stressamos porque estamos viciados em pensar no pior, em dramatizar e em achar que a excepção é a regra. E que os nossos filhos são, obviamente, a excepção.

Também em relação ao futuro dos nossos filhos somos pretensiosos. Segundo o «Economist», que cita o economista Bryan Caplan, da George Mason University, a nossa preocupação conta muito pouco para o futuro deles. Caplan fundamenta-se em várias investigações feitas em vários países que sustentam todos a mesma teoria: são os genes que fazem a diferença no destino financeiro e profissional, muito mais que a acção dos pais. Ou seja, o nosso fascínio pelas actividades extra dos nossos filhos com o objectivo de alcançar o modelo humano da era renascentista é um esforço inglório e o sucesso deles não depende totalmente de nós mas sim nos genes que eles herdaram. A boa notícia é que podemos finalmente relaxar e deixar a carga genética cumprir o seu destino.

É verdade que o nosso exagero não prejudica directamente os nossos filhos e que, obviamente, a grade no cimo das escadas assim como a exigência de um bom desempenho escolar são medidas de bom senso. Mas o excesso de preocupação e o medo que nos sobressalta todos os dias dá cabo da nossa saúde e transforma a nossa função de pais numa profissão muito pouco divertida e de alto desgaste. A nossa aversão ao risco e a nossa rendição ao medo faz com que estejamos mais vezes preocupados que descontraídos com os nossos filhos e mais vezes sérios que alegres com as suas vidas. Vivemos numa época estranha, em que são os pais que têm medo do homem do saco e não os filhos.





sábado, 15 de novembro de 2014


Dia Mundial da Diabetes:

a importância do pequeno almoço


Logo Internacional da Diabetes

Dia Mundial da Diabetes é celebrado anualmente a 14 de Novembro. A comemoração deste dia iniciou-se em 1991 por iniciativa da Federação Internacional da Diabetes  (IDF) e da Organização Mundial da Saúde, face ao número crescente de diagnósticos de diabetes e o impacto que a doença tem a nível individual e da sociedade.

É importante enfatizar que cerca de 70% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos ou retardados através da adopção de estilos de vida saudáveis, caracterizados pela prática regular de actividade física e uma alimentação equilibrada.

A Associação Portuguesa de Dietistas promove a divulgação desta celebração e reforça a importância de uma alimentação saudável na prevenção de doenças crónicas não transmissíveis, como é o caso da diabetes.

«Healthy Living and Diabetes» é o tema do Dia Mundial da Diabetes para 2014-2016 e este ano o destaque é para a importância de se iniciar o dia com um pequeno-almoço saudável. Um estilo de vida saudável caracterizado pela prática regular de actividade física e uma alimentação equilibrada é a base da prevenção de várias doenças crónicas não transmissíveis, entre as quais a diabetes tipo 2.

E porquê o pequeno-almoço?
  • A ingestão diária de um pequeno-almoço saudável promove a saciedade e ajuda a controlar os níveis de açúcar (glicose) no sangue, reduzindo o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
  • A omissão do pequeno-almoço está associada ao ganho de peso corporal, um dos principais factores de risco para diabetes tipo 2. A pré-obesidade e obesidade contribuem para cerca de 80% dos novos casos da doença.
A IDF recomenda a ingestão dos seguintes alimentos ao pequeno-almoço:
  • Água, chá e café não açucarados
  • Pão integral ou de mistura de farinhas pouco refinadas
  • Cereais de pequeno-almoço pouco açucarados e ricos em fibra
  • Leite magro
  • Iogurte magro e sem adição de açúcar, ao qual se pode adicionar sementes, frutos secos ou fruta fresca
  • Queijo pouco gordo (1 porção pequena, ex. 1 fatia fina)
  • Fiambre de aves (1 porção pequena, ex. 1 fatia fina)
  • Ovo cozido ou escalfado sem adição de gordura
  • Fruta fresca (1 peça, ex. maçã, pera, laranja, pêssego)
  • Vegetais
Por oposição, a IDF desaconselha o consumo de:
  • Bebidas açucaradas
  • Pão branco e produtos de pastelaria (bolos, croissants)
  • Cereais de pequeno-almoço açucarados
  • Leite achocolatado
  • Iogurtes açucarados
  • Alimentos fritos
  • Sumos e batidos de fruta
  • Doce, geleia, mel e chocolate para barrar
Comece já hoje a fazer um pequeno-almoço equilibrado, digno de um círculo azul!

Saiba mais em www.idf.org  e em www.worlddiabetesday.org






Apresentação do Mapa Oficial

para Colheitas de Sangue em 2015

a realizar pela ADASCA



Caros colegas dadores e amigos!

Pela primeira vez, desde que a ADASCA existe há quase 8 anos, o Centro de Sangue e Transplantação de Coimbra, decidiu acabar com as sessões de colheitas de sangue que vinham sendo realizadas às sextas-feiras contra a nossa vontade.

Para que os colegas dadores tenham conhecimento, as sugestões que a ADASCA apresentou junto daqueles serviços, nem sequer foram levadas em conta (?), sentindo-nos assim tratados como fossemos funcionários do ISPT, quando na verdade somos voluntários. Estamos perante uma imposição que não podemos aceitar, e que em nada vai melhorar o relacionamento entre as partes.

Mais, estamos perante decisões administrativas que, nem sequer respeitam o trabalho que a ADASCA tem vindo a desenvolver há quase oito anos, como disse, não só em prol da dádiva de sangue, como dos dadores também, e acima de tudo, com imenso sacrifício.

Se nós dirigentes, não somos respeitados, como podem ser os dadores de sangue, que somam despesas para doarem sangue?

Se os dadores começarem a esperar demasiado tempo no local da colheita, para serem atendidos, não nos apontem o dedo, porque não nos devem ser imputas culpas nas decisões que foram tomadas sem a nossa concordância.

Na nossa opinião o CST de Coimbra está a seguir por um caminho espinhoso. O mapa oficial está apresentado, e pela nossa parte, damos o mesmo por encerrado, sem introduzir mais alterações ao longo ano de 2015, na certeza que este não é o mapa que vai ao encontro do consenso com a ADASCA, nem dos dadores de sangue, estamos perante o que mais satisfaz os interesses do CST de Coimbra, em proveito de outrem.

Como sempre ao dispor, sou

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Resíduos: 234 095 331 + 964 470 432

NB: pedimos e agradecemos que o referido mapa seja impresso e exposto em locais de acesso ao público, para que assim seja feita a melhor divulgação possível. OBRIGADO.

Em Aveiro só não adere à dádiva de sangue quem não pode, quem não quer ou por desculpas destituídas de lógica médica.


Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro


Mapa Oficial de Brigadas para 2015
Onde posso doar sangue em Aveiro? – Site: www.adasca.pt
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432

   DIA      |     DATA       |          BRIGADAS
Domingo | 25-01-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)
Domingo | 17-05-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)
Domingo | 01-11-2015  | CACIA - ADASCA (AVEIRO)

5.ª Feira  | 09-04-2015  | PT- INOVACAO
5.ª Feira  | 15-10-2015  | PT- INOVACAO
4.ª Feira  | 25-03-2015  | ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE AVEIRO

Janeiro
4.ª Feira  | 07-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 10-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 14-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 17-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 21-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 24-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 31-01-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Fevereiro
4.ª Feira  | 04-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 14-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 21-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 25-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-02-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Março
4.ª Feira  | 04-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 18-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-03-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Abril
4.ª Feira  | 01-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 04-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 15-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  18-04-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 29-04-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Maio
4.ª Feira  | 06-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 09-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 13-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 16-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 23-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 27-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 30-05-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Junho
4.ª Feira  | 03-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 06-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 13-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 17-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 20-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 24-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 27-06-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Julho
4.ª Feira  | 01-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 04-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 15-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 18-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 29-07-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Agosto
4.ª Feira  | 05-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  08-08-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 12-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 19-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 26-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 29-08-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Setembro
4.ª Feira  | 02-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 05-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 09-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 12-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 16-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 19-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 23-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   |  26-09-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 30-09-2015  | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Outubro
Sábado   | 03-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 07-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 14-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 17-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 21-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 28-10-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Novembro
4.ª Feira  | 04-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 07-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 11-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 18-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 21-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 25-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 28-11-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Dezembro
4.ª Feira  | 02-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 05-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 09-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 16-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
Sábado   | 19-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 23-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA
4.ª Feira  | 30-12-2015 | POSTO AVANÇADO DE AVEIRO-SEDE ADASCA

Total: 84


Horário da Sessão de Colheita no Posto Avançado de Aveiro:

— Sábados das 09:30h às 13:00h
— Quartas-feiras das 16h às 20h

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA


NB: O presente Mapa de Brigadas não colheu a concordância da ADASCA, porque foram eliminadas todas as brigadas que foram propostas para as 6.ªs feiras, sendo a primeira vez que isto acontece desde que esta associação existe vai para 8 anos.




quinta-feira, 13 de novembro de 2014


28 Nov Lisboa – 30 Nov Porto

Lançamento Nascemos e Jamais Morreremos

A história impressionante de Chiara Petrillo


Quem é Chiara Petrilllo:









Tempo para ouvir


Inês Teotónio Pereira

As crianças dizem tudo o que lhes passa pela cabeça, sem filtro, sem lógica, muitas vezes sem contexto, sem fim e sem principio

Há umas semanas convidaram-me de uma escola para falar sobre este tema a uma plateia composta por dezenas de pais, educadoras e professores. Convidaram-me por simpatia e sem saberem que o meu talento para dar palestras é equivalente ao de António Costa para fazer programas de governo ou consultar a meteorologia. Mas fui. O objectivo era dissertar sobre a importância de ouvir os nossos filhos e o tempo que dedicamos a essa tarefa.

Na preparação da dita palestra fiz uma reflexão sobre a minha experiência como ouvinte dos meus estridentes filhos, uma retrospectiva dos meus dias e um balanço da atenção que lhes dedico, na esperança de com isso encontrar alguma coisa para dizer que valesse a pena ser ouvida. Revelou-se uma reflexão penosa. O exercício serviu para constatar que todo o tempo que passo com eles é sobretudo gasto em ordens, tarefas, estudo, organização, urgência e questões inadiáveis. O que sobra é fundamentalmente dedicado ao sofá e a um estado quase vegetativo. Realizei que tenho filhos menos exigentes da minha atenção que ouço menos do que mereciam e que falam menos do que deviam. E concluí que ouvir, ouvir, com toda a atenção e dedicação, só tenho ouvido os gritos do mais novo que enquanto não aprende a falar vai imitando o som de vários tipos de sirenes.

É verdade que nem sempre foi assim e já houve tempos em que me empenhei com grande profissionalismo a ouvir os meus filhos: o empenho chegou a ser tal que até criei um blog onde registava as gracinhas que eles diziam e os diálogos surrealistas que travávamos. Mas, a prova de que a crise do tempo para ouvir entrou em minha casa, está na escassez de posts no dito de blog.

A minha experiência não era, portanto, digna de ser partilhável com pais dedicados e preocupados que se dão ao trabalho de sair de casa depois do jantar só para ouvirem uma pessoa dura de ouvido falar sobre audição. Anunciava-se um desastre se insistisse pelo caminho sempre perigoso do exemplo. E como a verdade liberta, há que dizer a verdade.

Ora, a verdade nua e crua é que é uma grande chatice dedicar tempo a ouvir crianças pequenas. Dá trabalho, exige paciência, requer resistência física e psicológica ao cansaço e é acima de tudo uma escolha racional. As crianças dizem tudo o que lhes passa pela cabeça, sem filtro, sem lógica, muitas vezes sem contexto, sem fim e sem principio. Acompanhar genuinamente o raciocínio de uma criança ou descobrir o fundamento de uma história que ela conta ou inventa, é um desafio complexo. Claro que elas dizem coisas muito engraçadas e que ouvi-las a descobrir o mundo é uma delicia, mas a verdade é que nada disto está na nossa agenda nem consideramos suficientemente divertido para nos lembrarmos todos os dias.

Ouvir os nossos filhos é uma tarefa, uma obrigação, antes de ser uma vontade. As relações entre pais e filhos, como todas as outras relações humanas, alimentam-se, cultivam-se e constroem-se, e só ouvindo o que os outros têm para dizer é que os conhecemos e ganhamos a sua confiança. Se não ouvirmos, só cultivamos silêncio. Mais do que tempo, é preciso um horário para ouvir os nossos filhos – dez minutos durante o dia, a hora de jantar, um bocadinho antes de se deitarem, o caminho da escola – qualquer um serve. É que os horários cumprem-se, mesmo quando não nos apetece.

Quanto à palestra, sei que, ao contrário das cheias de Lisboa, não se voltará repetir.





quarta-feira, 5 de novembro de 2014


Acidentes em auto-estradas


É sempre bom estar avisado e conhecer as leis...


A Lei  24/2007 – art.º 12, ponto 2,  é bem clara. É do interesse de todos termos conhecimento, pode acontecer a qualquer um e se as portagens são caras, ao menos usemos do nosso direito.

Ponto 2 do do artigo 12 da lei 24/2007:

2 – Para efeitos do disposto no número anterior, a confirmação das causas do acidente é obrigatoriamente verificada no local por autoridade policial competente, sem prejuízo do rápido restabelecimento das condições de circulação em segurança.

Lei 24/2007: Acidentes em auto-estradas


Não conhecer este procedimento poderá custar-lhe caro

Lei 24/2007: Acidentes em auto-estrada

Como sabem, para quem anda nas auto-estradas, às vezes aparecem objectos estranhos nas mesmas, como peças largadas por outros veículos, objectos de cargas que se soltam e até animais... coisas que não deveriam acontecer porque as concessionárias são responsáveis pela manutenção. Estas situações provocam acidentes e danos nos nossos veículos.

Contudo, se isto vos acontecer (espero que não) exijam a presença da GNR.

Os meninos das auto-estradas vão dizer que não é preciso porque eles tratam de tudo... no entanto e conforme a *Lei 24/2007, a qual define os direitos dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como auto-estradas concessionadas ...(tendo em atenção o Art.º 12.º n.º 1 e 2), só podem reclamar o pagamento dos danos à concessionária se houver participação das autoridades!

É uma técnica que as concessionárias estão a utilizar para se livrarem de pagar os danos causados nos veículos.

Por isso, se tiverem algum percalço por culpa da concessionária, *EXIJAM A PRESENÇA DA AUTORIDADE*, não se deixem ir na conversa dos senhores da assistência, os quais foram instruídos para dizer agora somos nós que tratamos disso e não é preciso a autoridade».

Isto é pura mentira! Se não chamarem as autoridades, eles não são obrigados a pagar os danos e este é o objectivo deles!


(Informação de Álvaro Caneira, advogado)





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

sábado, 18 de outubro de 2014


Prof. Daniel Serrão



É com profunda apreensão que a CNAF, Confederação Nacional das Associações de Família, acompanha o estado de saúde do seu Presidente da Assembleia Geral, Professor Doutor Daniel Serrão, vítima de atropelamento no decurso do dia 16 de Outubro de 2014, no Porto, em plena passagem de peões em frente da sua casa.

Figura grande da ciência e da cultura, o Professor Doutor Daniel Serrão encontra-se em estado considerado preocupante no hospital de São João, no Porto.

A União das Famílias Portuguesas associa-se à CNAF nesta homenagem a este grande militante de defesa da vida e dos valores da família.





quarta-feira, 15 de outubro de 2014


Carta aberta aos caloiros


Teolinda Gersão

Se querem ser «animais», com ou sem aspas, então sejam. Boa sorte.

Caros caloiros:

Certamente sabem que, na praxe coimbrã, mãe de todas as praxes, o caloiro é tradicionalmente «o animal». Como também julgo que sabem, segundo a lei n.º 69/2014, de 29 de Agosto, no nosso País os animais passaram a estar protegidos de maus tratos, o que abrange qualquer tipo de coacção física: dor, sofrimento, privação de alimentos, abandono, mutilação ou morte. A pena mais pesada pode ir até aos dois anos de prisão efectiva.

Referindo-se a pessoas, legalmente protegidas desde logo pelos direitos humanos universalmente aceites, o conceito de maus tratos inclui obviamente também qualquer tipo de coerção ou violência psicológica.

O que me leva a pensar: Que fariam se um professor vos mandasse rastejar no chão? De certeza que não obedeciam, e o professor teria problemas, e apanharia com razão um processo em cima.

No entanto, como se viu em imagens passadas na TV, submeter-se à praxe pode significar rastejar no chão, e a muito mais do que isso. Milhares de espectadores viram, como eu, imagens gravadas no Pátio da Universidade, em Coimbra, em que um grande grupo de caloiros, cercado por um grupo igualmente grande de não caloiros, recebeu ordens para se ajoelhar no chão, inclinar-se para a frente e baixar as calças. Dispenso-me de descrever a cena de humilhação e sadismo que aconteceu a seguir, e ficou registada nas imagens. No entanto, para muitos de vocês, aparentemente nada é violento nem excessivo. A praxe é considerada intocável, acima dos professores, reitores, universidades, instituições e até da lei, que assegura aos cidadãos direitos, liberdades e garantias, que impedem qualquer tipo de violência e humilhação. No entanto, estranhamente, para vocês a praxe parece ter um poder incontestável – embora ela não tenha qualquer validade jurídica, nem sequer obedeça a princípios racionais. Para começar, os duxes são os que andam na universidade há mais tempo, somando portanto mais matrículas. Para isso basta ter dinheiro para pagar propinas (embora eu deixe a pergunta se, em todos os casos, as propinas deles são realmente pagas, e por quem). Uma vez que há numerus clausus, deixo também a pergunta se eles não tiram o lugar a outros estudantes, com mais capacidade de tirar um curso. Outra pergunta elementar me ocorre: É possível não haver prazo limite para frequentar a universidade? Esse tempo pode ser ilimitado, quando o ensino, como tudo o mais, depende dos impostos que pagamos? Pelo menos até ao ano passado, havia um dux que há 24 anos que somava matrículas, proeza heróica que gloriosamente o mantinha no cargo. E também pergunto o que se passa no caso de todos os outros duxes, porque o erário público é isso mesmo, um assunto público.

Mas o que mais me agride é que, na prática, vocês passaram a estar muito menos protegidos do que os animais, em sentido próprio. E a responsabilidade, em último caso, é vossa, porque se calam e consentem, rejeitando ou ignorando a lei em que vivem.

Em situações de perigo ou de desastre, se as praxes descambarem em tragédia, não se espantem se as instituições não funcionarem, se universidades, reitores, professores, polícia, tribunais, vos defenderem mal, já que vocês são os primeiros a não querer ser defendidos: consideram que ninguém tem de saber nem de interferir no que acontece nas praxes, juram a pés juntos que são irrelevantes brincadeiras (o que só algumas vezes é verdade, mas está muito longe de ser sempre), sublinham que são adultos, como se esse facto vos permitisse fugir à lei que se aplica a toda a gente.

Sendo essa a vossa posição, a opinião pública pouco mais pode fazer do que deixar-vos sós. Fica no entanto um alerta: em caso de tudo correr mal, dir-se-á que vocês lá estavam por vontade própria, e que, se lá estavam, não estivessem.

Mas dói-me pensar que vocês pretendem ser descartados desta forma: Se querem ser «animais», com ou sem aspas, então sejam. Boa sorte.

Qualquer cão ou gato está muito mais protegido que vocês.