terça-feira, 23 de setembro de 2014


A aliança entre a máfia verde e a indústria automóvel

Defesa do ambiente ou corrupção

Berlim-Paris-Bruxelas-Lisboa?


Heduíno Gomes

Quem não gostará de ar puro? Toda a gente gosta.

E nós com uma certa dificuldade em escoar os automóveis que produzimos! (ver 
http://noticiatuga.blogspot.pt/2014/06/milhares-de-carros-novos-nao-vendidos.html).

Então nós, indústria automóvel e nossos lacaios na política, incluindo os «ecologistas», vamos estabelecer uma série de proibições de utilização de automóveis mais antigos e assim obrigar o pagode a comprar-nos carros novos.

Que se lixe a capacidade económica do pagode e de cada país...

Tudo isto pela mão dos políticos corruptos que ocupam os gabinetes de Bruxelas, de São Bento e dos municípios.

Entretanto, esta fauna anda montada à borla em carros novos pagos pelo contribuinte.



(Notícia do Correio da Manhã)


Lisboa fica sem carros «velhos»

Autarquia instala leitura de matrículas para identificar infractores.

Por João Saramago

A partir de 3 de Novembro está prevista, em Lisboa, a interdição de circulação a veículos com matrículas anteriores a 2000 na zona da Baixa, Avenida da Liberdade e Cais do Sodré – área onde hoje não podem circular veículos com matrícula anterior a 1996.

Para a concretização do plano, a Câmara de Lisboa deverá instalar um sistema de leitura automática de matrículas. O mecanismo conta já com a autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados, explicou ao CM Hugo Tente, professor da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. De acordo com o investigador, a medida irá afastar da Baixa Pombalina cerca de 95 mil veículos por dia.

Os veículos infractores estarão sujeitos a uma multa de 24 euros, referente ao incumprimento do sinal de zona. Nos dias úteis, das 07h00 às 21h00, poderão circular nesta área os residentes, veículos de colecção e transportes públicos, incluindo táxis. O mesmo grupo de veículos pode também entrar na circular denominada ZER 2, onde hoje está proibida a entrada de veículos com matrícula anterior a 1992.

Caso a proposta venha a ser aprovada em reunião de câmara, a partir de Novembro nesta zona ficam interditos os carros posteriores a 1996.






segunda-feira, 22 de setembro de 2014


Anosognosia



Que alívio ter conhecimento disto!

Desde há uns tempos a esta parte que andava preocupado porque:

1 – Não me recordava dos nomes próprios;

2 – Não  me recordava onde deixava algumas coisas;

3 – Quando estou a conversar e tenho de interromper o pensamento por ser interrompido, tenho dificuldades de continuar com a conversa no ponto em que a tinha deixado;

Enfim, creio que começava a pensar que tinha um inimigo dentro da minha cabeça, cujo nome começa por Alz...

Hoje li um artigo que me deixou bem mais tranquilo, por isso passo a transcrever a parte mais interessante:

«Se tu tens consciência dos teus problemas de memória, então é porque ainda não tens problemas».

Existe um termo médico que se chama ANOSOGNOSIA, que é a situação em que tu não te recordas temporariamente de alguma coisa. Metade dos maiores de 50 anos, apresentam algumas falhas deste tipo, mas é mais um facto relacionado com a idade do que com a doença.

Queixar-se de falhas de memória, é uma situação muito comum em pessoas com 50 ou mais anos de idade.

Se traduz por não recordar um nome próprio, entrar numa divisão da casa e esquecer-se do que se ia lá fazer ou buscar, esquecer o título de um filme, actor, canção, não se lembrar onde deixou os óculos, etc. etc.…

Muitas pessoas preocupam-se, muitas vezes em excesso, por este tipo de esquecimento. Daí uma informação importante:

«Quem tem consciência de ter este tipo de esquecimento, é todo aquele que não tem problemas sérios de memória. Todos aqueles que padecem de doença de memória, com o inevitável fantasma de Alzeimer, são todos aqueles que não têm registo do que efectivamente se passa.

B. Dubois, professor de neurología de CHU Pitié-Salpêtrière, encontrou uma engraçada, mas didáctica explicação, válida para a maioria dos casos de pessoas que estão preocupadas com os seus esquecimentos:

«Quanto mais se queixam dos seus problemas de memória, menos possibilidades têm de sofrer de uma doença de memoria».

Este documento é dedicado a  todos os esquecidos que me recordo…

Se esquecerem de o compartilhar, não se preocupem porque não será Alzeimer... são os muitos anos que vos pesam dentro das vossas cabeças.





quinta-feira, 18 de setembro de 2014


Dois amigos provocam os invertidos


João Silveira (do Facebook)


Estes senhores chamam-se Travis Mcintosh e Matt McCormick, e são os dois melhores amigos de infância neozelandeses que decidiram casar. Não porque se sintam especialmente atraídos um pelo outro (ambos gostam de mulheres) nem porque queiram constituir família (como se isso fosse possível) mas para ganhar uma viagem até à final do Campeonato do Mundo de Rugby que se irá realizar em Inglaterra em 2015, num concurso promovido pela estação de rádio «The Edge».

Perante isto as associações LGBT ficaram com os cabelos em pé: dizem que este casamento é um insulto e que eles não têm direito a casar-se porque, apesar de serem dois homens, não são gays.

Não deixa de ser irónico que quem se diz defensor do direito de cada pessoa a poder casar-se com quem quer venha agora manifestar-se contra estes dois velhos amigos que apenas querem fazer uma viagem juntos, ver rugby e divertir-se um bocado.

Na prática este casamento vale o mesmo de que qualquer outro casamento entre duas pessoas do mesmo sexo: vale zero! O casamento só existe entre um homem e uma mulher, sempre foi assim e sempre será. Não foi criado por nenhuma cultura em especial, nem é fruto de nenhum preconceito, nasceu da natureza humana.

Quando se quer pegar nesta instituição importantíssima para a humanidade e transformá-la numa fantochada, como tem acontecido em vários países «civilizados» nos últimos anos, as consequências são imprevisíveis e cheias de episódios caricatos, como é o caso destes dois simpáticos barbudos.





quinta-feira, 11 de setembro de 2014


Apelo a todos aqueles que querem preservar

o património histórico


Preservação do jardim da Praça do Império

A Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa do Senhor Vereador Sá Fernandes, resolveu eliminar os brasões relativos às ex-províncias ultramarinas, desenhados nos buxos do jardim em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, na Praça do Império, alegando que estão «ultrapassados» e que «não faz sentido mantê-los», pois são representativos do Ultramar e do colonialismo.


Porém, aquele espaço, que foi projectado pelo arquitecto português Vasco Lacerda Marques, integrado na praça do Império, desenhada pelo afamado arquitecto luso Cortinelli Telmo (1897-1948) para a Exposição do Mundo Português, em 1940, é um marco histórico, um património, uma memória e um símbolo da História e da Cultura de Portugal.

Não se pode politizar nem mudar a História. Ao retirar os brasões, estarão a descaracterizar um dos espaços mais visitados de Lisboa, que pertence ao povo português e, em particular, aos munícipes da cidade.

Sá Fernandes, a visão do mundo do Bloco de Esquerda.
Esta acção é um ultraje à memória de um povo e uma tentativa de despojar as gerações vindouras da herança histórica e cultural portuguesa, um legado que temos o dever de preservar, não de apagar, como se nunca tivesse existido.

Assine, por favor, para mostrar que é contra a eliminação desses brasões e que estão neste espaço desde 1940, como parte integrante do jardim.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT74604





segunda-feira, 8 de setembro de 2014


E nem um obrigadinho


Inês Teotónio Pereira

Antes de sermos pais não sabemos que é assim. Ninguém nos diz a quantidade de sofrimento que vamos acumular com cada um dos nossos filhos

Um dos maiores problemas dos pais em geral é o problema do sofrimento. Nós sofremos muito e muito mais do que a maior parte das pessoas. É um facto e uma evidência contabilística: nós, pais, sofremos com os nossos problemas e, em dose muito maior, com os problemas dos nossos filhos e com os problemas que eles nos causam. Sofremos pelo menos o dobro, portanto. Nós sofremos muito quando eles sofrem, sofremos quando eles arranjam chatices, quando fazem asneiras, quando nos fazem chantagens emocionais, quando não nos deixam dormir, quando não nos deixam ler o jornal ou um livro há dez dias, quando nos partem o telemóvel ou entornam a nossa carteira na retrete, quando nos espetam o joelho nas costas quando vão dormir para a nossa cama ou quando esvaziam a nossa conta bancária. Ser pai magoa, é um facto. Não, não é tudo como o anúncio da Chicco, nem os filhos trazem só felicidade. Nada disso. Os filhos trazem uma grande dose de sofrimento e angústia e, claro, na mesma medida, felicidade, etc. Mas como em tudo na vida, há sempre a parte do passivo. E é desse passivo que nunca se está à espera e de que não se fala.

Antes de sermos pais não sabemos que é assim. Ninguém nos diz a quantidade de sofrimento que vamos acumular com cada um dos nossos filhos. Até porque ninguém quer saber disso. O nosso sofrimento e bem-estar deixam de ter importância no minuto em que temos um filho, tanto para nós como para os outros. As perguntas e as preocupações são automaticamente dirigidas ao recém-nascido e tudo o resto existe em sua função. E será assim a vida toda. Ser pai ou mãe é estar a vida toda ao serviço dos nossos filhos. Deixamos de ser a pessoa mais importante das nossas vidas e a nossa felicidade fica absolutamente dependente do bem-estar ou da felicidade dos nossos filhos. Deixamos, por isso, de ser autónomos para sempre e de ter descanso.


Mas tudo bem. Acabamos por nos adaptar a este estado de coisas e a vivermos bem com isto. Sem mágoa. Apenas cansados, envelhecidos e preocupados. Nada de especial. O pior, no entanto, é o silêncio. O facto de não nos podermos queixar não mata mas mói. E aos pais não é permitido queixumes. A lógica que elimina qualquer possibilidade de nos queixarmos das amarguras da paternidade é simples: ninguém nos pediu para sermos pais e os nossos filhos não pediram para nascer. Foi um acto voluntário e, como voluntário que é, agora aguenta-te e de cara alegre. Não há cá espaço para mariquices. O que importa são os filhos. Esta cruel lógica da batata deixa-nos absolutamente sozinhos no sofrimento. Quando passamos uma noite em claro porque a criança não nos deixa dormir, as pessoas com quem comentamos a nossa noite mal dormida perguntam pelo coitadinho do bebé, que deve ter sofrido muito com os dentes a crescer, e não pelas nossas olheiras. Ninguém quer saber das nossas olheiras: quiseste ter filhos, não foi? Agora não te queixes. Mas nós, pais, queremos poder queixar-nos sem sentir remorsos por isso. Queremos poder dizer que eles são insuportáveis, que estamos fartos de não dormir, que estamos preocupados, estafados, inseguros, etc., etc., sem que do outro lado nos venham dizer que a culpa do nosso sofrimento é nossa, apenas nossa. E que não temos o direito ao queixume porque é uma enorme sorte termos filhos que, lá está, não pediram para nascer. Ora, nós queremos queixar-nos porque sim, sem que tenhamos de levar com julgamentos morais do lado de lá. E isso é impossível. Tirando os psicólogos e os nossos próprios pais, ninguém nos ouve. Apenas nos julgam pela ingratidão da nossa amargura. Não, ter filhos não é só um mar de rosas. É a melhor coisa que o mundo nos pode dar, é certo, mas como tudo na vida tem o seu custo. E é desse custo que nos queremos queixar sem termos de pagar para que alguém nos oiça. É um direito cívico que nos assiste, tão ou mais legítimo que o direito à manifestação. Sim, eles não pediram para nascer, mas também é verdade que os anúncios com bebés são uma espécie de publicidade enganosa: eles choram aos gritos quando têm a fralda suja, não se ficam a rir todos rosadinhos, e muitas vezes atiram o prato da comida para o chão ou para cima de nós quando estão a comer papa. É preciso que o mundo saiba isto. Eles não pediram para nascer, é certo, mas caramba, foi uma sorte terem nascido. E nem um obrigadinho?





domingo, 31 de agosto de 2014


ADASCA:

calendário de colheitas de sangue


A ADASCA vem tornar público o mapa de sessões de colheitas de sangue a realizar no mês de Setembro, embora vá decorrer ainda uma brigada do dia 30 de Agosto (Sábado) das 09:00 às 13:00 horas Posto Fixo da dita associação.

Face ao exposto, no mês de Setembro vão decorrer sessões nos dias 6, 12, 20 e 26, das 09:00 às 13:00 horas, e nos dias 3, 17 e 24 das 16:00 às 20:00 horas Posto Fixo da ADASCA, dia 18 das 09:00 horas as 13:00 horas, na Renault de Cacia sendo a única associação da zona centro do género com mais sessões de colheitas num local só.

De acordo com a informação que dispomos as reservas de sangue do IPST são as seguintes:

O+ de 7 a 10 dias
O- de 4 a 7 dias
A+ mais de 10 dias
A- de 4 a 7 dias
B+ mais de 10 dias
B- de 7 a 10 dias
AB+ mais de 10 dias
AB- mais de 10 dias.

Convém recordar que milhares de doentes dependem todos os dias do gesto solidário dos dadores de sangue. É certo que, o descontentamento pela perda da isenção das taxas moderadoras nos hospitais públicos, ainda se faz sentir, tendo provocado uma debandada de dadores dos locais das colheitas de sangue, mas, os necessitados são sempre os doentes e não tanto o ministro da saúde. Sim, esse não se livra de ter as mãos sujas de sangue solidário dos dadores...

Pedimos e agradecemos à imprensa na generalidade a melhor divulgação possível, atendendo ao interesse público destas iniciativas. Mais informações podem ser prestadas através dos seguintes contactos indicados abaixo.


Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Tm: 964 470 432 e 234 + 234 095 331

Onde posso doar sangue em Aveiro no ano de 2014?

Site: www.adasca.pt
Blogue: http://aveiro123-portaaberta.blogspot.pt/





sábado, 30 de agosto de 2014


As reuniões de jovens

pelo facebook e a outra pobreza


Pedro Afonso

Recentemente ficámos surpreendidos com um encontro de centenas de jovens no Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, convocado através do facebook e que terminou com cinco agentes e um jovem de 15 anos feridos, e com dois jovens acusados de resistência e coacção à autoridade.

A abordagem de qualquer fenómeno desta natureza é sempre parcial e incompleta, pois cada um destes jovens mobilizados para estas acções através do facebook tem um percurso de vida único. Além disso, é provável que nestes grupos haja vários jovens «normais» e bem adaptados. Mas afinal o que pode explicar alguns comportamentos anti-sociais? O que pensam estes jovens? O que sentem? Quais são as suas expectativas sobre a vida?

Quando na infância e na adolescência não se reúnem um conjunto de condições para um normal desenvolvimento psíquico existem sempre consequências. A personalidade é habitualmente afectada, transformando-se nalguns casos numa personalidade doente e perturbada. Neste contexto, estes jovens têm grandes dificuldades de adaptação à sociedade, as relações interpessoais são problemáticas, têm reduzida tolerância à frustração, o que juntamente com a pressão do grupo e alguma impulsividade pode explicar (mas não justifica) alguns comportamentos anti-sociais observados.

O que pensam estes jovens? Uma grande parte destes jovens pensam essencialmente num assunto: o presente. A satisfação dos desejos imediatos, encontra-se muito ligada à cultura consumista e hedonista. A preocupação está muitas vezes em obter o último gadget ou a roupa da moda. Mas não existe propriamente um comportamento desviante nisto, pois todos nós somos um pouco assim.  O problema reside na incapacidade que muitos destes jovens têm em planear o futuro e adiar a gratificação. Esforçar-se hoje para ser recompensado amanhã. Esta é uma característica fundamental para se transitar de uma personalidade imatura para uma personalidade matura. Infelizmente, muitos não são ajudados, nem motivados, para adquirirem esta importante competência social.

O que sentem estes jovens? Por experiência profissional posso afirmar que muitos destes jovens sentem falta de amor, pois têm graves carências afectivas. Dentro de si próprios persiste um enorme sentimento de revolta e rancor. Por vezes mistura-se ainda um sentimento crónico de vazio interior. Assim, basta um pequeno rastilho para surgir a agressividade e a violência. Mas o problema também tem outra dimensão. A nossa sociedade tem promovido nos últimos anos, junto dos jovens, uma cultura afectiva epidérmica, superficial, onde tudo é sexualizado e erotizado. Por esse motivo, nota-se um autêntico analfabetismo emocional, bem visível pelo facto de actualmente muitos jovens não disporem sequer de um vocabulário diversificado para expressarem as suas emoções. Tudo se resume ao «gosto», «não gosto», «desejo-te», «já não significas nada para mim». Para os mais desatentos, bastará assistir a alguns reality shows para se comprovar este fenómeno que não é mais do que a promoção da estupidificação afectiva da sociedade.

Uma boa adaptação social obriga a que possamos compreender os nossos sentimentos. As nossas emoções também se pensam e isso é essencial para o autocontrolo, tão útil na nossa vida. Sem autocontrolo não somos verdadeiramente pessoas livres, já que ficamos escravos das nossas emoções. É nesta base que assenta o conceito de inteligência emocional e que pode ser desenvolvido em qualquer um de nós.

As expectativas sobre a vida de vários destes jovens são muito baixas e a sua existência está frequentemente centrada no aqui e agora. Se perguntarmos a alguns deles qual é o seu projecto de vida, a resposta habitual é o silêncio. Se insistirmos na pergunta, a resposta surge num tom enfadado: «nunca pensei muito sobre isso». Esta é a maior pobreza: ser jovem e não conseguir pensar no futuro.





quinta-feira, 28 de agosto de 2014


A minha boa acção do dia!


Para conhecimento, envio cópia apenas do Artigo 1.º da Lei n.º 23/2013, de 5 de Março, pois sem esse conhecimento poderemos todos vir a sofrer num futuro próximo.

Estou pronta a colaborar convosco se alguma dúvida surgir na interpretação desta Lei, apesar da mesma ser cristalina como água.

Aviso: a prosa da ministra da justiça está redigida em aborto ortográfico.



Artigo 1.º da Lei n.º 23/2013, de 5 de Março:

«A presente lei aprova o regime jurídico do processo de inventário, altera o Código Civil, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 47 344, de 25 de novembro de 1966, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 67/75, de 19 de fevereiro, 201/75, de 15 de abril, 261/75, de 27 de maio, 561/76, de 17 de julho, 605/76, de 24 de julho, 293/77, de 20 de julho, 496/77, de 25 de novembro, 200 -C/80, de 24 de junho, 236/80, de 18 de julho, 328/81, de 4 de dezembro, 262/83, de 16 de junho, 225/84, de 6 de julho, e 190/85, de 24 de junho, pela Lei n.º 46/85, de 20 de setembro, pelos Decretos -Leis n.os 381 -B/85, de 28 de setembro, e 379/86, de 11 de novembro, pela Lei n.º 24/89, de 1 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 321 -B/90, de 15 de outubro, 257/91, de 18 de julho, 423/91, de 30 de outubro, 185/93, de 22 de maio, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, e 163/95, de 13 de julho, pela Lei n.º 84/95, de 31 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 329 -A/95, de 12 de dezembro, 14/96, de 6 de março, 68/96, de 31 de maio, 35/97, de 31 de janeiro, e 120/98, de 8 de maio, pelas Leis n.os 21/98, de 12 de maio, e 47/98, de 10 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 343/98, de 6 de novembro, pelas Leis n.os 59/99, de 30 de junho, e 16/2001, de 22 de junho, pelos Decretos--Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, e 38/2003, de 8 de março, pela Lei n.º 31/2003, de 22 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 199/2003, de 10 de setembro, e 59/2004, de 19 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 263 -A/2007, de 23 de julho, pela Lei n.º 40/2007, de 24 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 324/2007, de 28 de setembro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 61/2008, de 31 de outubro, e 14/2009, de 1 de abril, pelo Decreto -Lei n.º 100/2009, de 11 de maio, e pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, 9/2010, de 31 de maio, 23/2010, de 30 de agosto, 24/2012, de 9 de julho, 31/2012 e 32/2012, de 14 de agosto, o Código do Registo Predial, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 224/84, de 6 de julho, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 355/85, de 2 de setembro, 60/90, de 14 de fevereiro, 80/92, de 7 de maio, 30/93, de 12 de fevereiro, 255/93, de 15 de julho, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, 67/96, de 31 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 533/99, de 11 de dezembro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 38/2003, de 8 de março, e 194/2003, de 23 de agosto, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 263 -A/2007, de 23 de julho, 34/2008, de 26 de fevereiro, 116/2008, de 4 de julho, e 122/2009, de 21 de maio, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, e pelos Decretos -Leis n.os 185/2009, de 12 de agosto, e 209/2012, de 19 de setembro, o Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 131/95, de 6 de junho, com as alterações introduzidas pelos Decretos--Leis n.os 36/97, de 31 de janeiro, 120/98, de 8 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 228/2001, de 20 de agosto, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 113/2002, de 20 de abril, 194/2003, de 23 de agosto, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 29/2007, de 2 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 324/2007, de 28 de setembro, pela Lei n.º 61/2008, de 31 de outubro, pelos Decretos -Leis n.os 247 -B/2008, de 30 de dezembro, e 100/2009, de 11 de maio, pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, e 7/2011, de 15 de março, e pelo Decreto -Lei n.º 209/2012, de 19 de setembro, e o Código de Processo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de dezembro de 1961, e alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de julho, pelas Portarias n.os 642/73, de 27 de setembro, e 439/74, de 10 de julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de maio, 165/76, de 1 de março, 201/76, de 19 de março, 366/76, de 15 de maio, 605/76, de 24 de julho, 738/76, de 16 de outubro, 368/77, de 3 de setembro, e 533/77, de 30 de dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de dezembro, 207/80, de 1 de julho, 457/80, de 10 de outubro, 224/82, de 8 de junho, e 400/82, de 23 de setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de março, 242/85, de 9 de julho, 381 -A/85, de 28 de setembro, e 177/86, de 2 de julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de março, 321 -B/90, de 15 de outubro, 211/91, de 14 de junho, 132/93, de 23 de abril, 227/94, de 8 de setembro, 39/95, de 15 de fevereiro, e 329 -A/95, de 12 de dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de setembro, 125/98, de 12 de maio, 269/98, de 1 de setembro, e 315/98, de 20 de outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de setembro, e 183/2000, de 10 de agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, e 323/2001, de 17 de dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 38/2003, de 8 de março, 199/2003, de 10 de setembro, 324/2003, de 27 de dezembro, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de março, pelas Leis n.os 14/2006, de 26 de abril, e 53 -A/2006, de 29 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de janeiro, 303/2007, de 24 de agosto, 34/2008, de 26 de fevereiro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de agosto, e 61/2008, de 31 de outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de novembro, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, pelos Decretos -Leis n.os 35/2010, de 15 de abril, e 52/2011, de 13 de abril, e pelas Leis n.os 63/2011, de 14 de dezembro, 31/2012, de 14 de agosto, e 60/2012, de 9 de Novembro».


Alguma dúvida?


Alguma dúvida sobre a autenticidade desta pérola da senhora ministra da justiça? Então veja-se: http://www.dre.pt/pdf1s/2013/03/04500/0122001235.pdf





segunda-feira, 25 de agosto de 2014


Carne de porco na cantina

para os muçulmanos...



Jean Leonetti, presidente do município de Antibes, território francês situado no departamento dos Alpes Marítimos, no Mediterrâneo, recusa suprimir a carne de porco nas escolas.

Os pais de alunos muçulmanos haviam pedido a eliminação da carne de porco nas cantinas das escolas de Antibes. O presidente recusou liminarmente o pedido e o município enviou uma nota a todos os pais a explicar a razão da recusa. Eis o essencial dessa nota.


Os  muçulmanos devem adaptar-se à França, aos seus costumes, às suas tradições, ao seu modo de vida, pois foi para aí que decidiram emigrar.

Para que compreendam que devem integrar-se e aprender a viver em França.

Para que compreendam que são eles próprios que devem modificar o seu modo de vida e não os Franceses, que os acolheram generosamente.

Para que compreendam que os Franceses não são nem xenófobos nem racistas, que aceitaram numerosos imigrantes, sobretudo muçulmanos, enquanto os muçulmanos não aceitam estrangeiros não-muçulmanos nos seus territórios.

Que, tal como os outros povos, os Franceses  não estão dispostos a renunciar à sua identidade, à sua cultura, apesar dos golpes baixos dos internacionalistas.

E que, se a França é uma terra de acolhimento, não são as «políticas» que acolhem os estrangeiros mas o povo francês no seu conjunto.

Para que compreendam, finalmente, que em França, com, e não apesar de, as suas raízes judaico-cristãs, as suas árvores de Natal, as suas igrejas, e as suas festas religiosas, a religião deve ficar no domínio privado. E por isso o município tem razão ao recusar toda a concessão ao islão e à charia.

Lembramos aos muçulmanos a quem a laicidade incomoda e que não se sentem bem em França que existem no mundo 57 magníficos países muçulmanos, na maioria sub-habitados, e disponíveis para recebê-los de braços abertos no respeito pela charia.

Se deixaram os vossos países para vir para França e não para outros países muçulmanos é porque consideraram que a vida é melhor em França do que nesses países.

Coloquem a vocês próprios a questão: porque estarão melhor em França do que de onde vocês vieram?

A cantina com carne de porco faz parte da resposta.








quarta-feira, 6 de agosto de 2014


O aborto e o cancro da mama


Matthew Hanley

Frequentemente aparecem estudos que contradizem aquilo que se pensava – até há pouco tempo – ser mais benéfico para a saúde. Quem é que consegue acompanhar as indicações sobre a quantidade ideal de café, colesterol e exercício? Chegámos a uma situação em que mais vale a atitude de Santo Inácio de Loyola, de indiferença para com os bens deste mundo, como a saúde e a riqueza. Mas a indiferença para com a saúde por parte das autoridades de saúde não é desse género.

Numa edição recente do New England Journal of Medicine encontra-se um artigo que vem no seguimento de vários num caso já conhecido como «as guerras das mamografias». Essencialmente, conclui que os programas de rastreio mamográficos fazem mais mal que bem e que mais vale acabar com eles do que manter o status quo. Um conselho médico na Suíça analisou as provas e chegou a esta conclusão.

A primeira coisa que notaram foi que os estudos actualmente usados estão ultrapassados. O tratamento também melhorou imenso ao longo das últimas décadas, eliminando as vantagens modestas que se pensava que as mamografias ofereciam.

Depois, há efeitos secundários do procedimento, sobretudo os que se devem ao sobre-diagnóstico. O termo técnico é cancro «dormente», que é detectado pelas mamografias mas que na verdade não constituem ameaça.

Um estudo canadiano recentemente publicado, com casos seguidos ao longo de 25 anos, descobriu que quase 22% dos cancros detectados por mamografias eram sobre-diagnósticos, que deram origem a tratamento desnecessário, incluindo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, ou combinações dos mesmos. Os académicos canadianos concluíram também que as mamografias anuais não reduzem os índices de mortalidade.

Estas conclusões serão surpreendentes para muitos, sobretudo porque as mulheres, no geral, tendem a sobrestimar radicalmente os benefícios dos rastreios mamográficos. Um estudo em larga escala determinou que as mulheres sobrestimavam oito vezes as vantagens dos rastreios e achavam que as mortes devidas à ausência de rastreio são 32 vezes superiores ao que realmente são.

A equipa suíça confessou que as suas conclusões têm sido recebidas com alguma hostilidade, mas contrapõem que sim, «é verdade que as conclusões alarmam as mulheres, mas tendo em conta as provas que encontrámos, não sabemos como é que podemos deixar de as alarmar».

Nem toda a gente concorda e o debate prossegue. Mas parece justo concluir que as vantagens das mamografias parecem ser, actualmente, marginais. Para as mulheres de certas idades e para os seus médicos, compreende-se que seja um dilema complicado. É preciso avaliar os prós e contras e nem toda a gente chegará às mesmas conclusões.

Mas há uma coisa sobre a qual todos concordam, porque todos defendem os seus pontos de vista com base na ideia de que as mulheres merecem a informação mais rigorosa. Mas há uma excepção a este princípio, ainda por cima num tema que, ao contrário das mamografias, tem o potencial de diminuir os casos de cancro: a relação entre o aborto induzido e o cancro da mama.


Que bases é que existem para esta ligação? A esmagadora maioria dos estudos, desde 1957, indicam uma relação de causa-efeito. Todos os estudos estatisticamente significativos indicam uma ligação positiva e todos os que sugerem uma associação negativa são estatisticamente insignificantes.

Uma meta-análise, composta por 36 estudos efectuados em 14 províncias da China até 2012, revelou conclusões muito significativas. As mulheres com um historial de aborto provocado tinham um risco 44% superior de desenvolver cancro da mama em comparação com mulheres que não tinham esse factor de risco. Isto é, se o risco de se desenvolver um cancro da mama ao longo da vida toda for, digamos, de 10%, a realização de um aborto provocado faz aumentar o risco para 14,4%.

O estudo chinês confirma uma outra meta-análise que revelou um aumento de 30%. Mas é ainda mais grave. Não só existe um risco moderadamente maior como emergiu uma clara relação de «dose-efeito». Isto significa que os riscos aumentam na medida em que aumenta a exposição à ameaça. A existência da relação de «dose-efeito» é tida como dando mais peso a uma teoria plausível. Esses estudos determinaram que o risco aumenta para 76% em mulheres que tenham feito dois abortos provocados e 89% em mulheres com três.

São dados significativos, mas não chegam para provar nada. Para isso precisamos de determinar um mecanismo fisiológico de acção. Mas também o temos. No fundo tudo se resume à exposição a estrogénio: quanto mais houver, maior o risco. Nas primeiras fases de uma gravidez a mulher está exposta a doses maciças de estrogénio, que espoletam a proliferação de um tipo de lóbulo mamário que é mais susceptível ao cancro. É por isso que as mulheres que dão à luz prematuramente, antes das 32 semanas, têm duas vezes maior risco de desenvolver cancro do peito. É só nas últimas semanas de uma gravidez típica que as outras hormonas começam a ajudar a transformar esses lóbulos vulneráveis em lóbulos resistentes ao cancro. Dar à luz, e isto ninguém contesta, é benéfico para a saúde.

Qualquer epidemiologista sério dirá que esta combinação de factores merece ser levado a sério. Mas em detrimento da honestidade intelectual as autoridades têm-se desdobrado em esforços para esconder a relação. Uma das formas de o fazer é misturar os abortos provocados com os espontâneos, que não são um factor de risco.

Em vez de esconder a verdade para não «alarmar» as mulheres, seria muito melhor corrigir este escândalo. As autoridades estão a enganar as mulheres quando dizem que, de acordo com os números, o aborto provocado não acarreta um risco acrescido de adoecer.


Matthew Hanley é investigador sénior no Centro Nacional de Bioética Católica. Matthew Hanley é autor, juntamente com Jokin de Irala, de «Affirming Love, Avoiding AIDS: What Africa Can Teach the West», que foi recentemente premiado como melhor livro pelo Catholic Press Association. As opiniões expressas são próprias, e não da NCBC.



(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing)





sábado, 2 de agosto de 2014


Clientes do BES formam a ABESD

– Associação de Defesa dos Clientes Bancários



No dia 24 de Julho de 2014 foi formada a ABESD – Associação de Defesa dos Clientes Bancários, uma associação que teve a sua génese nos clientes do BES. Tratar-se-á de uma verdadeira associação ou de uma cobertura para uns advogados explorarem a oportunidade proporcionada por Ricardo Salgado? Contudo, a ser uma verdadeira associação, é para ricos, como se deduz do valor da jóia: nada menos do que mil euros...

De qualquer modo, aqui fica a informação.

A ABESD tem uma página na internet ( http://abesd.org ) e um email de contacto ( secretariado@abesd.org ).

Segundo um dos fundadores citado pelo Negócios: «Esta nova associação surge da necessidade e vontade de vários clientes lesados pela actuação do Banco Espírito Santo em institucionalizar um movimento de clientes, que surgiu espontaneamente nas últimas semanas, com vista a apurar as obrigações e direitos nesta problemática do Grupo BES-GES, que também nos afecta».

Além do sítio na internet estão a divulgar um email de contacto para poder facilitar a interacção com os interessados: secretariado@abesd.org.






Será que se aumenta a natalidade por decreto-lei?


Pedro Afonso

O Estado deve criar um sistema fiscal verdadeiramente «amigo da família».

É conhecido por todos que Portugal tem um grave problema de natalidade. Com cerca de 1,2 filhos por casal, o nosso país apresenta uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo, colocando problemas de sustentabilidade a vários níveis na sociedade. O PSD, que já deveria ter consciência desta realidade há mais tempo, decidiu finalmente nomear uma comissão para estudar o assunto e que propôs recentemente um conjunto de medidas legislativas de modo a incentivar o aumento da natalidade.

Já se adivinhavam quais seriam algumas dessas  medidas propostas: maior justiça fiscal face ao número de filhos, alargar o acesso a creches e aumentar as actividades de tempos livres (ATL), flexibilizar os horários laborais para os pais, etc.  Apesar do sinal positivo de algumas destas propostas, a pergunta que se coloca é a seguinte: Será que é possível aumentar a natalidade por decreto-lei?

Como psiquiatra, profissionalmente contacto diariamente com dezenas de pessoas de diversas idades e em fases diferentes do ciclo da vida. Quando pergunto a um jovem que tem uma relação amorosa estável se está a pensar casar, a resposta que ouço como mais frequência é: «para quê?» Depois, se questiono se existem planos para terem filhos, muitas vezes o rosto desse jovem transfigura-se, adoptando uma expressão de perplexidade e de indignação, face ao despropósito daquela pergunta. A resposta habitual é um «não» peremptório.

Se for feito um inquérito aos casais jovens sobre quais os motivos que os levam a ter poucos filhos, a principal razão evocada será invariavelmente a falta de dinheiro. Mas como é que se explica que há vários anos (já com abundantes opções contraceptivas disponíveis), o rendimento per capita dos portugueses era mais baixo e ainda assim os casais tinham mais filhos? O problema da baixa natalidade não é totalmente explicado pela falta de condições económicas, mas acima de tudo pela mudança das prioridades nas opções de vida das pessoas; ou seja, por uma profunda mudança de atitudes e valores.

Há algumas semanas, a revista Sábado fez capa com o título: Há cada vez mais casais «felizes» que têm mais dinheiro e tempo para tudo... Não têm crianças por opção e são cada vez mais em Portugal». O título era reforçado pela imagem de dois jovens  fisicamente atraentes, deitados na relva e com sorrisos abertos. Este é um excelente resumo do modelo de sociedade que foi sendo criado nos últimos anos entre nós; este é um modelo actual de felicidade no qual os filhos não fazem parte.

Vivemos numa sociedade de consumo, materialista, individualista, que não compreende a renúncia e que tem alguma aversão ao compromisso, pois considera-o incompatível com a liberdade. Sabemos que ter filhos é, na verdade, um compromisso que obriga a muitas renúncias e sacrifícios que se vão tornando cada vez mais difíceis na actual sociedade de hiperconsumo. Perante estas prioridades, facilmente se compreende que seja difícil, senão mesmo impossível, conciliá-las com o nascimento de filhos.

Do meu ponto de vista, o problema da natalidade não se resolve por decreto-lei. Trata-se antes de um problema social com raízes mais profundas, relacionadas com uma sociedade emersa na cultura do efémero, hedonista e desvinculada da família como instituição social que garante a coesão social e a renovação da sociedade. Seja como for, o Estado deve ter dois papéis importantes: ser um «facilitador», e não um obstáculo para todos aqueles que querem ter filhos, e ser um defensor da justiça fiscal, criando um sistema fiscal verdadeiramente «amigo da família».

É provável que a natalidade só aumente significativamente daqui a umas décadas, quando as revistas mostrarem nas suas capas que afinal aquele casal sem filhos, outrora feliz, há muito que está separado. Ambos estão envelhecidos, talvez medicados com antidepressivos, e dominados por um enorme sentimento de solidão.





segunda-feira, 28 de julho de 2014

Direito de ter filhos


Inês Teotónio Pereira

Um filho é, antes de mais, uma vida. Uma vida própria. E não se aluga nada para gerar vidas humanas, e muito menos barrigas

Vivemos na era dos direitos. Todos reclamamos direitos, e bem, mas falamos baixinho de deveres ou de obrigações. Temos direito à educação, à saúde, à liberdade, ao bem-estar, à segurança, à vida e até a sermos felizes. A bitola está tão alta que se torna, na maior parte das vezes, inalcançável – mesmo que se paguem todos os impostos. Mas o objectivo está bem definido, e a palavra «direito» muito bem esmifrada. O século XX trouxe-nos esta oferta generosa de direitos pela primeira vez na história da humanidade: nunca houve tantos direitos como hoje. Bem haja o século XX!

Estando todos estes direitos definidos, e muito bem, chegámos agora a uma nova fase de direitos, e bem mais ambiciosa. O princípio é o mesmo: queremos ser felizes e temos direito a tudo o que nos possa trazer felicidade. E chegamos assim aos filhos. Os filhos entraram na categoria dos direitos, como a habitação ou a educação. Os filhos, tal como todos os outros direitos, trazem-nos felicidade e, se queremos, devemos ter o direito de os ter. Custe o que custar e a quem custar, porque não é justo que haja alguém que não possa ser pai ou mãe.

As barrigas de aluguer, o novo tema fracturante que estava de molho à espera de ser debatido, é o próximo da lista e vem responder a este direito. O que se reclama é a possibilidade de se alugar a barriga de alguém que esteja de tal forma frágil e vulnerável que se dispõe a alugar a própria barriga para gerar uma vida alheia. E pronto, temos filho. Um filho que é ao mesmo tempo de três pessoas, mas que será só de duas. Um filho que cresce sabendo que não foi gerado pela mãe que conhece, mas por outra que alugou a barriga para o gerar. Um filho que é resultado da reclamação de um direito dos pais de serem pais. Um filho que é, na verdade, um capricho que se cumpre para alcançar uma ideia de felicidade.

Mas a verdade é que ninguém tem direito de ter filhos. Os filhos não são ordenados ao fim do mês, uma taxa moderadora que temos o direito de não pagar, ou um rim que alguém nos cede para podermos viver. Um filho é, antes de mais, uma vida. Uma vida própria. E não se aluga nada para gerar vidas humanas, muito menos barrigas. O único direito que existe é o direito de os filhos terem pais. Os pais, esses, não têm direitos, mas sim o privilégio de ter filhos. Um privilégio que nos obriga a prescindir de direitos, de egoísmos, que nos faz renunciar ao bem-estar e que nos vincula para sempre ao dever de cuidar e de proteger outra vida.

Quem quer ter um filho a todo o custo, apenas pelo desejo ou pelo direito de ser pai, relativiza os direitos do filho que nasce de uma barriga de aluguer e a felicidade da pessoa que a alugou. Ser pai ou mãe não é uma questão de justiça, mas ignorar tudo isto é uma verdadeira injustiça. Um filho tem direito a ser muito mais do que um capricho e tem direito de crescer e desenvolver-se dentro da sua mãe, e não de outra pessoa que nunca vai conhecer e a quem nunca irá chamar mãe. Quando se tem filhos, percebe-se que a nossa felicidade não depende deles, mas sim da felicidade deles. Alugar uma barriga para ter um filho e, com isso, achar que se comprou a felicidade é meio caminho andado para a infelicidade de muita gente e, em primeiro lugar, do próprio filho. E estes, sim, não pediram mesmo para nascer.





sábado, 26 de julho de 2014


A arte de viver a dois




A arte de viver a dois, a experiência de construir a felicidade


Na vida a dois, a experiência da convivência  tende a fazer-nos mais flexíveis às situações que, em tempos anteriores, jamais cogitaríamos fazer qualquer tipo de ponderação. E nesse desafiante processo que se iniciou na família e com os amigos, atinge a sua plenitude quando nos dispomos a vincular as nossas vidas. Nessa disposição de coração, saímos mais maduros.

Para tanto, se desejamos fecundar os vínculos com quem convivemos, o acto da reconciliação é uma disposição de coração que vai nos acompanhar não apenas no casamento, mas em todos os relacionamentos. Nutrir os sentimentos de alguém e mantê-los vivos é uma tarefa que exigirá dedicação, comprometimento e equilíbrio. Para isso, não se torna necessário alguém anular-se ou viver aquilo que o outro deseja que seja vivido.

As demonstrações de carinho no tratamento e na vivência do romantismo são também atributos de alguém apaixonado.

Contudo, encontrar alguém que esteja disposto a partilhar as coisas mais comuns do dia-a-dia, parece ser uma tarefa difícil de realizar. E a frustração de muitos relacionamentos está no facto das pessoas perceberem que, apesar de terem vivido muitos outros momentos, nenhum desses eventos foi suficientemente duradouro como gostaria.

Este trabalho tem o objectivo de iluminar algumas situações para aqueles que se colocam a caminho dessa emocionante descoberta; desde o inicio do namoro –  focando algumas situações que poderão necessitar atenção especial para não comprometer a felicidade almejada – até à vida quotidiana conjugal e suas exigências particulares.


Adquira: A arte de viver a dois
Dado Moura

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