sexta-feira, 20 de junho de 2014


Vamos apoiar Hugo Ernano!

Queremos justiça em Portugal!


Vamos apoiar Hugo Ernano, o GNR injustamente condenado a 9 anos de prisão e a 80 mil euros de indemnização por ter cumprido o seu dever!

Basta de desvergonhas na justiça!

Basta de permissividade!

Basta de desordem pública!

Hugo Ernano

Hugo, estamos contigo!

Queremos uma justiça justa!

Queremos a punição de juízes que não cumprem a lei!
Queremos respeito pelas forças de segurança!
Queremos um Portugal pacífico e seguro!

(Arrobas e toneladas de advogados de ladrões, de desordeiros e de bandidos,

tomem vergonha!)

(Ideólogos do multiculturalismo, caridosos das minorias marginais e políticos protectores de ladrões, desordeiros e bandidos,

tomem vergonha!)

Arrobas da Silva,
advogado das causas da esquerda





http://www.publico.pt/sociedade/noticia/gnr-de-loures-acusado-de-ter-matado-jovem-em-2008-condenado-a-9-anos-de-prisao-1610240





quarta-feira, 18 de junho de 2014

A cidadania europeia desprezada


Pedro Vaz Patto

A Comissão rejeitou liminarmente a iniciativa, por entender que o embrião humano não é merecedor de protecção.

Muitas vozes se ouviram a lamentar a escassa participação nas eleições para o Parlamento Europeu. Nem metade dos cidadãos portugueses, e dos europeus em geral, se dispôs a votar. O fenómeno vem-se repetindo nas sucessivas eleições. O divórcio entre os cidadãos e as instituições da União Europeia persiste. Apesar do significativo reforço dos poderes do Parlamento Europeu, continuam as acusações de falta de democraticidade. O euroceticismo cresce.

Precisamente neste contexto, logo a seguir às eleições, a Comissão Europeia tomou uma decisão que não poderia ser mais contrária aos objectivos que parecem ser os de quem exprime estas preocupações.

O Tratado de Lisboa consagrou a faculdade de apresentação, pelos cidadãos europeus, de iniciativas legislativas que reúnam um número mínimo de assinaturas num número mínimo de países. A iniciativa europeia de cidadão One of us («Um de nós») recolheu assinaturas de mais de um milhão e setecentos mil europeus e em dezassete países foi ultrapassado o número mínimo exigido. Portugal foi dos países com uma adesão proporcionalmente maior. Nunca uma destas iniciativas mobilizou tantas pessoas em países tão diversificados. Essas pessoas quiseram usar um instrumento de democracia participativa (não se limitaram ao voto) e manifestaram a sua confiança nas instituições da União Europeia.

Pretendia essa iniciativa garantir que as actividades apoiadas pela União Europeia (no âmbito da investigação científica e da cooperação para o desenvolvimento) respeitassem a vida humana desde a sua fase mais vulnerável, a de embrião (tratado como «um de nós» – daí o seu nome).

Esperava-se que a necessária intervenção da Comissão se traduzisse apenas na verificação da regularidade formal do processo e remetesse a decisão da questão de fundo para o Parlamento, órgão com outra legitimidade democrática, eleito e que delibera depois de um processo de discussão pública e plural.

Não foi assim. A Comissão rejeitou liminarmente a iniciativa, por entender que o embrião humano não é merecedor de protecção, invocando a utilidade da investigação científica sobre células estaminais embrionárias (utilidade ainda não comprovada, ao contrário do que se verifica com a investigação em células estaminais adultas).

A decisão foi tomada no último dia do mandato da Comissão, já depois das eleições que hão-de conduzir à nomeação de outros comissários pelo novo Parlamento. De um ponto de vista da legitimidade democrática, é, também por este motivo, censurável. E só pode dar razão a quem fala em défice democrático da União Europeia.

Os proponentes da iniciativa, que mostraram acreditar na importância da participação dos cidadãos na construção da unidade europeia e que confiaram nas instituições da União Europeia (num contexto de indiferença e cepticismo, que muitos dizem lamentar) sentem-se, assim, desiludidos e desprezados. Com decisões como esta, é natural que cresça essa indiferença e esse cepticismo.





segunda-feira, 16 de junho de 2014

Férias colossais


Inês Teotónio Pereira

Apesar de tradicionalmente as nossas férias grandes serem mesmo grandes, cada vez mais esta realidade é insustentável.

As férias de Verão dos nossos filhos são todos os anos de pelo menos três meses. Este ano é igual (até têm mais uma semana) e começam já para a semana. Os meninos são entregues aos pais durante 13 longas semanas para descansarem, divertirem-se e descontraírem. O pior é que os pais estão a trabalhar. Não estão em casa. E é por isso que as férias, que deviam ser um período divertido, descontraído e descansado, são um autêntico pesadelo para os pais. Os pais têm de ser pais a tempo inteiro e ao mesmo tempo têm de trabalhar a esmagadora maioria do tempo. O desafio que temos já para a semana é gigante: o que fazer às nossas crianças de modo que elas não fiquem sozinhas em casa? A questão nem é entretê-los, é saber onde deixá-los e com quem durante três meses seguidos.

Quem tem meios e avós presentes e disponíveis safa-se e encontra facilmente guarida para a criançada. Mas quem não tem deixa as crianças entregues às consolas, à televisão, com o almoço dentro do microondas e o número de telefone dos pais colado no frigorífico para ligar «caso aconteça alguma coisa». Apesar do sol e dos dias longos, estas férias de Verão são três meses de stresse que fazem mais pela «desconciliação» da vida familiar com a vida profissional que uma eventual e irrealista diminuição do período de baixa de maternidade.

Nós não estamos preparados para isto. Dantes até era possível. Dantes os avós viviam ao lado, as mães estavam em casa e a população estudantil era bastante menor. Dantes não se notava a enormidade das férias grandes porque a rua, os vizinhos e o bairro eram um prolongamento da casa e da família e as crianças nunca estavam sozinhas. Era, por isso, possível que as aulas acabassem em Junho e começassem em Outubro que ninguém se queixava e as crianças agradeciam. Apesar de tradicionalmente as nossas férias grandes serem mesmo grandes, cada vez mais esta realidade é insustentável. Cada vez há mais famílias pequenas e por isso as ajudas são mais reduzidas, cada vez mais as mães têm as mesmas responsabilidades profissionais que os pais e por isso menos disponibilidade para estarem com os filhos enquanto os pais trabalham e também são cada vez mais os avós que trabalham ou vivem longe dos netos. O caso é por isso sério.

É sabido que é durante este período que se registam mais casos de negligência ou acidentes com menores. Nem podia ser de outra forma: nem todos têm dinheiro para os campos de férias que proliferam por este país fora ou para pagar a alguém que fique a tomar das crianças enquanto os pais trabalham. Quinze dias, três semanas no máximo, supera-se. Mas comportar tudo isto durante três meses seguidos só está ao alcance de um escalão muito reduzido do IRS.

Além deste problema logístico e das suas consequências muito pouco conciliadoras e seguras, há ainda o problema pedagógico. Dizem-me os professores no final de todos os anos lectivos que os meus filhos não podem parar de trabalhar, que têm de estudar nas férias ou varre-se-lhes toda a matéria e o início do ano lectivo seguinte pode ser doloroso. Compreendo. Mas trabalhar como? Com quem? Quando? É óbvio que três meses chegam e sobram para levarem os cérebros dos nossos filhos a entrar em modo de standby, só não é óbvia a solução do trabalho em tempo de férias tendo em conta que não há professores a acompanhá-los e os pais estão a trabalhar. É por isso que grande parte dos primeiros períodos de aulas são gastos na revisão das matérias do ano anterior e os alunos somam uma colecção de notas baixas. É que o cérebro, assim como a barriga, demora a voltar a estar em forma.

A solução deste grande problema das férias colossais não está na redução das férias (apesar de até se poder considerar), está sim numa maior distribuição das férias e na redução de períodos excessivamente longos de férias. Oito semanas de férias seguidas, no máximo, chegavam. Se queremos conciliar a vida familiar com a vida profissional, o melhor é começarmos por conciliar as férias escolares com a vida profissional dos pais; quando estamos todos a trabalhar a conciliação é bem mais fácil.





domingo, 15 de junho de 2014

Consultas gratuitas de oncologia e estomatologia



A União Humanitária dos Doentes com Cancro presta consultas de clínica geral gratuitas e abertas a toda a população, todas as quartas-feiras.

Conscientes de que o êxito desta valência depende unicamente da sua divulgação, de modo a que todos os doentes tenham conhecimento e assim oportunidade de beneficiar deste apoio, face aos nossos escassos meios (pois todos os apoios que a União presta são inteiramente gratuitos), vimos pelo presente apelar à sua solidariedade e desde já muito agradecer:

  • A divulgação desta notícia por todas as pessoas do seu conhecimento, familiares e amigos.
  • O reenvio deste e-mail para todos os seus contactos pessoais, com o objectivo de que, mediante uma grande rede de solidariedade na Internet, esta notícia chegue ao conhecimento de toda a população.
Para um completo conhecimento da União Humanitária dos Doentes com Cancro, muito agradecemos a visita ao nosso site,em http://www.doentescomcancro.org/<http://www.doentescomcancro.org/>, um site completo e interativo, com toda a informação sobre os apoios gratuitos a doentes com cancro e seus familiares, o cancro, a legislação, o tabagismo e as últimas notícias de âmbito oncológico.

Colabore com a União nesta nobre causa.

O cancro, pela sua dimensão – a segunda causa de morte no nosso país e a primeira no grupo etário entre os 35 e os 64 anos – é uma doença e uma problemática que a todos diz respeito e que só poderá ser vencido com a mobilização de toda a sociedade.

Gratos pela sua solidariedade, subscrevemo-nos com estima e elevada consideração,


                                                                               Luís Filipe Soares


União Humanitária dos Doentes com Cancro

Presidente da Direcção

Tel.: 213 940 302


E como nota de rodapé informo que qualquer pessoa pode ir a consultas de dentistas na Faculdade de Medicina Dentária na Cidade Universitária. Aqui as consultas não são gratuitas mas são a um custo bastante baixo...





sexta-feira, 13 de junho de 2014

Escola: como devastar as crianças


Agostino Nobile

Muito provavelmente os nossos jardins de infância, em breve, seguirão o exemplo sueco do jardim de infância chamado Egalia. O que aí se ensina? No Egalia não existem rapazes ou raparigas. Todos são chamados pelo nome de família neutro e nada se refere a estereótipos demasiados retrógrados como masculino e feminino. Além disso, ensina-se os meninos a beijarem-se na boca e da mesma maneira entre meninas. Neste ponto nasce espontânea uma pergunta: as discriminações são contra os homossexuais ou contra os heterossexuais?

A ONU e o governo de Bruxelas, juntamente com a Maçonaria e os poderes fortes, usam a economia, as finanças e os meios de comunicação como uma arma apontada à cabeça, para forçar os governos de todos os países a introduzir nas constituições as novas regras sociais. Quem imprime o dinheiro tem nas suas mãos a política, a escola e os media. Os governantes que não aceitarem as «novas regras» não terão ajuda económica, e estarão sujeitos a multas onerosas. Não é preciso ser um génio para perceber que através da união monetária privaram cada país da comunidade europeia à auto-determinação sócio-económica. Os governos nacionais, quer de direita quer de esquerda, estarão sempre a mendigar e a dizer «sim» a todas as leis decididas por legisladores anónimos. E dizemos anónimos, porque estes senhores que dão ordens aos nossos governantes, não foram eleitos pelos cidadãos. De facto são quase desconhecidos.
Os antropólogos e os sociólogos não têm dúvidas sobre isso: através do aborto, da eutanásia, da eugenia, da liberdade sexual e da supressão da família natural, o Ocidente encaminha-se para uma estrada que o levará ao suicídio cultural e demográfico. Os mações já no século XIX, escreviam que os católicos são uma raça de imbecis, muito fácil de enganar. O importante é agir com circunspecção. Step by step.

Se os pais controlam as avaliações dos filhos na escola primária, verão que, no boletim de avaliações, depois da data e do nome, foi adicionada uma pergunta onde a criança deve escrever o seu sexo. Será que se pode imaginar que um rapaz que se chama Marco, ou Mário, etc..., ou uma rapariga que se chama Madalena ou Laura, etc... precisem de definir o seu próprio sexo? Sim, porque, como explicam os legisladores de Bruxelas, que decidiram criar crianças multissexuadas, uma criança de quatro ou de seis anos de idade pode escolher ser lésbica, gay, travesti, bissexual, interssexual (neologismo para hermafrodita), ou assexuado. O próximo passo será, como já vimos, obrigar as crianças do mesmo sexo a beijarem-se na boca. 
A Maçonaria e os lobbies a ela ligados, consideram-se o verdadeiro deus. Eles decidem sobre a nossa vida, a nossa morte, os nossos filhos e a nossa vida sexual.

Um pequeno conselho: acabemos de nos dividir em partidos de esquerda e de direita. A coisa é muito mais grave do que se possa pensar. A devassidão sexual sem limites visa enfraquecer qualquer forma de reacção às injustiças sociais. Se não nos opusermos todos juntos a esta nova ditadura, acabaremos fatalmente como carne moída. Os pais e os políticos que renunciarem a lutar tornar-se-ão cúmplices dos carrascos dos seus próprios filhos.





quarta-feira, 11 de junho de 2014

A quarta revolução secularista


Agostino Nobile

O objectivo é educar as crianças de acordo com as leis decididas por alguns legisladores, os quais definem o que é o bem e o que é o mal, segundo o seu critério.

No início do ano lectivo de 2013-2014, o ministro francês da Educação, Vincent Peillon, decidiu exibir em todas as escolas uma notícia de duas páginas, dividida em dezassete pontos e dois capítulos que declaram: «La République est laïque» e «L'école est laïque». O que é que isso significa? O ministro Peillon apresentando o seu livro La Révolution française n'est pas terminée (Le Seuil, Paris 2008) afirmou que «nunca podemos construir um país livre com a religião católica». O ministro da Educação, em absoluta harmonia com o presidente Hollande, esclarece o seu pensamento: «não se pode fazer uma revolução só no sentido material, deve ser feita no espírito. Até hoje fizemos a revolução essencialmente política, mas não aquela dita moral e espiritual. Assim, temos deixado a moral e a espiritualidade entregues à Igreja Católica. 
 Devemos substituí-los, (...), é preciso inventar uma religião republicana e essa nova religião é o secularismo». O melhor lugar para realizar esta transformação é a escola, e Peillon confirma: «A revolução implica estabelecer o esquecimento de tudo o que antecedeu a nova revolução. Então a escola passa a ter um papel importante, porque a escola deve fazer com que a criança corte todas as suas ligações pré-republicanas para ensiná-la a ser um verdadeiro cidadão. É como um novo nascimento, uma transubstanciação para trabalhar na escola e para a escola. Precisamos de uma nova igreja com os seus novos ministros, a sua nova liturgia e as suas novas Tábuas da Lei». 
Na prática, os pais não têm quaisquer direitos na educação moral da criança e, aqueles que se opuserem serão perseguidos pela lei. O objectivo é educar as crianças de acordo com as leis decididas por alguns legisladores, os quais definem o que é o bem e o que é o mal, segundo o seu critério. De que maneira se aplicam essas novas leis? Peillon, no rescaldo da aprovação do casamento gay, mandou que todas as escolas recebessem uma circular ministerial com uma ordem clara e urgente para educar os seus alunos a aceitar a igualdade de género, na luta contra a homofobia. Como resultado, o snuipp, o sindicato principal dos professores, promoveu livros com títulos sugestivos, como por exemplo: «Jean a deux mamans» (O João tem duas mães), ou «Tango a deux papas» (Tango tem dois papás), ou «Papa porte une robe» (O papá usa um vestido). Pergunta-se: afinal o que é que se pretende?
Esta imposição institucional é promulgada tendo em vista a realização plena dos direitos dos homossexuais, ou é, como parece evidente, a favor da «homossexualização das crianças»? Semanários como Le Point e Le Nouvelle Observateur, durante anos, descreveram como funciona a política francesa, e parece óbvio que a Maçonaria francesa representa um dos poderes que influenciam fortemente os candidatos a cargos políticos. Quem quiser subir nas fileiras da política deve antes vergar-se obedientemente diante do poder dos pedreiros livres, ou seja, dos mações. Segundo os dois semanários franceses o «Grande manipulador das consciências» intervém sempre com muito peso, não só em termos económicos, mas acima de tudo, sobre os princípios, valores, mentalidade e cultura, numa palavra, sobre os costumes e tradições dos franceses.





domingo, 1 de junho de 2014

A chatice de ser criança


Inês Teotónio Pereira


As crianças de hoje não têm tempo, não têm liberdade e não têm crianças com quem brincar – os irmãos são um bem escasso.

Como é ser criança nos dias de hoje? É acima de tudo uma enorme seca. É de tal maneira uma seca que as crianças até precisam de um dia só para elas para nos lembrarmos que são apenas crianças. E a questão não está nos direitos delas – os direitos da criança 55 anos depois de terem sido consagrados pelas Nações Unidas estão muito bem enraizados e protegidos, pelo menos na sociedade Ocidental. A questão está em não se permitir que as crianças gozem do facto de serem crianças. Nós teimamos em olhar para as nossas crianças como pequenos adultos e isso dá cabo da vida delas.

As crianças não são como nós. São irresponsáveis, amorais, irrequietas, inconscientes, caprichosas, animadas, em evolução constante a todos os níveis e muito, muito criativas. Depois crescem e ficam assim como nós: responsáveis, moles, conscientes, conformados, sérios, preocupados, sábios e muito, muito pouco imaginativos. Tornam-se burgueses, vá. Mas enquanto não crescem são seres totalmente diferentes. E é por serem completamente diferentes de nós que deviam ter uma vida completamente diferente da nossa. Só que as nossas crianças não têm esse privilégio. Têm muitos direitos, é certo, mas têm uma vida tão chata como a nossa ou mais – nós, pelo menos, somos remunerados pelo nosso trabalho, já eles estudam de graça. As nossas crianças têm tantos direitos e tanta protecção que demos cabo da liberdade delas.

Senão vejamos. As crianças, tal como nós, não sobem às árvores, não brincam na rua, não têm tempo para fazer nada e passam os dias a trabalhar, na ginástica, na natação, etc., vêem televisão fora de horas e os mesmos programas que nós, jogam aos mesmos jogos de consola que os pais, têm a mesma vida social dos pais, andam as mesmas horas de carro que nós, também deliram com tablets ou smartphones, deitam-se à mesma hora, têm o mesmo poder de decisão que nós no que diz respeito a gostos e a quereres, têm objectivos a cumprir desde que metem o pé numa creche e vivem rodeados de adultos em casa. A grande diferença é que nós pagamos as contas e eles não, de resto é quase tudo igual.

As crianças de hoje não têm tempo, não têm liberdade e não têm crianças com quem brincar – os irmãos são um bem escasso. As nossas crianças têm o poder que não deviam ter e não podem fazer aquilo que deviam fazer. Podem bater o pé porque não gostam de espinafres, têm o direito de mandar nos pais, têm a opção de ficar horas a jogar playstation a jogos que dão pesadelos. Por outro lado, não podem ir comprar pão sozinhas, não podem ir de autocarro para a escola e não podem subir às árvores – até os cães vão mais vezes à rua fazer as necessidades do que as crianças vão à rua brincar. Elas também não podem estar sem fazer nada e só podem brincar com brinquedos certificados pelas directivas europeias. A loucura é tal que nem sequer podem soprar balões: uma das normas que regulamentam a segurança dos brinquedos determina que há o risco de as crianças engolirem os balões por isso estão proibidas de os encher.

O Dia da Criança devia chamar-se dia da liberdade infantil. Liberdade de errar para crescer, de brincar para aprender, de respeitar para saber cumprir, de ter regras para aprenderem a exercer os seus direitos, de fazer asneiras para distinguirem o que está certo, de não serem consideradas hiperactivas porque são insuportáveis e até a elementar liberdade de encherem balões. Temos, portanto, um longo caminho por percorrer.





sábado, 31 de maio de 2014

Dia do irmão







A Comissão Europeia veta
a iniciativa popular pró-vida
Um de Nós (One of Us)


Orlando de Carvalho, Dies Domini

Os defensores da iniciativa pró-vida intitulada Um de Nós expressaram a sua decepção pelo veto da Comissão Europeia da proposta legislativa que teria proibido o financiamento da UE para a pesquisa com células estaminais, no dia 29 de Maio de 2014.

Tratou-se de um veto injustificado que vai contra os princípios democráticos do Princípio da Iniciativa dos Cidadãos Europeus. Este Princípio permite que cidadãos de países membros da UE possam submeter à Comissão Europeia para avaliação propostas de lei, desde que os respectivos projectos recolham mais de um milhão de assinaturas.

Um de Nós reuniu um total  1 901 947 assinaturas, das quais foram consideradas válidas 1 742 156, o maior número de assinaturas conseguidas até hoje para este fim, sendo  73 611 obtidas em Portugal.

Não obstante o expressivo número de assinaturas, a comissão, presidida pelo português Durão Barroso, no seu último dia em exercício, vetou a iniciativa (à semelhança daquilo a que nos vêm habituando os governos em Portugal a aprovar leis no último dia antes de serem substituídos), alegando que as pesquisas envolvendo células estaminais estão bem reguladas e é usado como último recurso.

Acrescentou que esta pesquisa pode oferecer tratamentos que salvam vidas.

A União Europeia divulgou que entre 2007 e 2013 financiou 27 projectos de pesquisa envolvendo células estaminais, no valor de 156,7 milhões de euros.

O grupo Um de Nós vai recorrer da decisão da Comissão para o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, no Luxemburgo, «que reconhece o respeito pela vida humana desde a concepção».

A iniciativa Um de Nós é promovida por um comité de cidadãos de vários países da União Europeia, incluindo Portugal.

Um de Nós teve o apoio expresso, de viva voz, do Papa Francisco em 12 de Maio e do Papa Bento XVI em 3 de Fevereiro, ambos em 2013, e tem tido o apoio activo de diversos bispos e organismos católicos e não católicos.





A Comissão Europeia dos maçons, abortistas,
feministas, homossexualistas e etc.



Em desrespeito pelos Europeus, a Comissão Europeia de Barroso acaba de vetar a iniciativa «Um de Nós». E assim agrada aos grupos dos maçons, abortistas, feministas, homossexualistas e etc.

Esta Europa é para combater e para acabar!






sexta-feira, 30 de maio de 2014

BPN já começou a cobrar no Multibanco

Apelamos ao boicote



BPN já começou a cobrar comissões no Multibanco!

Este começa e os outros irão fazer o mesmo.

Boicotem!

Eles cobram uma comissão por cada levantamento.

Atenção, num levantamento de 100, a cobrança pode ir até aos 5,83.

É dinheiro!

Ver notícias em:

Correio da Manhã

Público

RTP


Distribuam esta informação pelos vossos contactos
enviando este link:

http://www.uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2014/05/bpn-ja-comecou-cobrar-no-multibanco.html





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Convite – Invitation


L’euthanasie, qu’est-ce que j’en pense?
Une soirée débat pour faire le point 
Bruxelles, mardi 3 juin à 19h30

VENEZ NOMBREUX!







sábado, 24 de maio de 2014

Novíssimo golpe do telefone


Golpe do telefone: diferente dos outros...


Um criminoso, liga para a sua casa e identifica-se como sendo da polícia. Alega estar a receber ameaças por telefone e que o número indicado no sistema é o seu.

Então, ele, sugere que a sua linha foi clonada, e ACONSELHA-O, a comunicar à sua operadora (PT, Zon, Cabo Visão, etc.).

E diz que vai ligar mais tarde, para saber se fez a participação.

Em caso afirmativo (se fez a reclamação à operadora), está em maus lençóis, porque no dia seguinte, ele apresentar-se-á disfarçado na sua casa com uniforme e crachá da operadora.

Daí em diante, será presa fácil para ele, que entrará na sua casa sem problemas.

Se receber essa ligação, não peça a reparação e comunique imediatamente à polícia.

Se ele voltar a ligar, diga-lhe que já comunicou à polícia e que fez uma participação da ocorrência à PSP ou GNR.

Envie a todos os seus contactos, URGENTE!!!

E comuniquem também aos vossos familiares, vizinhos e a todos os que não tiveram acesso a este aviso, se acharem conveniente!





sexta-feira, 23 de maio de 2014

O direito ao erro


Brad Miner

O novo livro de Robert R. Reilly, Making Gay Okay: How Rationalizing Homosexual Behavior is Changing Everything, fala da natureza, compreendida como o telos no sentido do qual todas as coisas criadas procuram a sua perfeição.

Fala também de sodomia, um comportamento claramente antinatural e que, como Reilly comprova meticulosamente, sempre foi visto como tal. Veja-se Sócrates, Platão e Aristóteles – todos gregos, claro, cuja cultura é frequentemente (e erradamente) descrita como homofílica – todos eles criticaram a sodomia como desordenada.

A prova do homossexualismo emergente na América tem estado diante dos nossos olhos há décadas, mas a maioria, tendo visto os sinais, simplesmente partiu do princípio que o objectivo final não seria muito mais do que a tolerância. Quem diria, há vinte anos sequer, que o movimento pelos direitos homossexuais procurava uma autêntica transformação cultural?

Aliás, há apenas dois anos podia-se dizer – com o que hoje parece um optimismo absurdo – que afinal de contas, sempre que os cidadãos tinham sido chamados a decidir sobre a questão do «casamento» entre pessoas do mesmo sexo, a iniciativa tinha sido chumbada. Mas depois vieram os tribunais, na sua sabedoria, para corrigir a vontade torta do povo. Como é que chegámos a isto?

A filosofia política ocidental dividiu-se em dois ramos distintos no século XVIII: Um radica em Edmund Burke e William Blackstone e atravessa a fundação dos Estados Unidos, desembocando no conservadorismo moderno; outro, com origem em Jean-Jacques Rousseau e a Revolução Francesa, levou ao liberalismo contemporâneo. Este segundo ramo, o liberal, continua sob a influência da visão antiteleológica de Rousseau e  foi reforçada pelo existencialismo, multiculturalismo e outros entusiasmos de esquerda. O primeiro ramo, o conservador, que manteve a teleologia, tem passado grande parte dos últimos dois séculos a tentar encontrar uma forma, que não o totalitarismo, de subjugar as paixões pagãs soltas pelo segundo.

Porque se o Homem é a última fonte do sentido, se a humanidade não discerne os fins morais inerentes à Natureza, fixados pelo Deus da Natureza, então, como escreve Reilly, encontramo-nos diante de um paradoxo, sobretudo para os que defendem os «direitos homossexuais», isto porque...

… os proponentes da homossexualidade estão a defender uma causa que apenas pode vingar se obliterar a própria compreensão de Natureza da qual depende a nossa existência enquanto povo livre... A sua reivindicação de direitos subverte os direitos que reivindicam. Porquê? «Se a Natureza for negada, então a justiça reduzir-se-á necessariamente a aquilo que é desejado o que, por sua vez, se transforma na lei do mais forte».


Dizer que as uniões homossexuais são normais, após milhares de anos a acreditar no contrário, implica «pôr de lado Sócrates, Platão, Aristóteles, o Antigo Testamento e o Novo, Agostinho e Aquino». Reilly cita exemplos de mudança de normas culturais e de decisões judiciais recentes, através dos quais este pôr de lado já começou.

Claro que não é só a sodomia que tem sido libertada por este determinismo anti-teleológico, mas a contracepção e o aborto também, bem como o divórcio, sexo pré-matrimonial e em breve, quiçá, a pedofilia e o bestialismo.

Escrevendo sobre Lawrence v. Texas, a decisão do Supremo Tribunal de 2003 que considerou inconstitucional uma lei que bania o sexo «gay», Reilly pergunta: «Porque é que levou mais de dois séculos para que o tribunal descobrisse um direito à sodomia?» Responde que foi porque o Tribunal considerou que os fundadores simplesmente não tinham compreendido a liberdade e «as suas múltiplas possibilidades».

Pelos vistos o próprio tribunal também não o tinha compreendido no caso de Bowers v. Hardwick, 17 anos antes, quando declarou que não existia qualquer direito constitucional à sodomia.

Os juízes e os seus apoiantes nos media decidiram que a tradição é, frequentemente, um sinónimo de opressão. Quanto aos que se mantêm agarrados «aos nossos deuses e às nossas armas», as elites vêem-nos como perdidos naquilo a que Engels chamou «falsa consciência».

Robert R. Reilly
O Governo tem sido movido a agir não tanto por compaixão, mas mais por pressão dos media e dos lobbies. O mesmo tem acontecido através da cultura.

Foram essas pressões que levaram a uma campanha bem-sucedida, em 1973, para retirar a homossexualidade do Manual de Diagnóstico e Estatística, a bíblia de desordens mentais da Associação Psiquiátrica Americana, onde constava desde 1952.

A indústria do entretenimento tem feito todos os esforços para povoar os filmes, comédias e séries de personagens homossexuais, com o objectivo de nos dessensibilizar para o «amor que não ousa manifestar-se», agora conhecido como o «amor que não nos dá um minuto de descanso».

Making Gay Okay inclui capítulos curtos sobre o impacto e as consequências de parentalidade homossexual, «estudos» homossexuais e a influência do homossexualismo nas Forças Armadas, política externa e o movimento dos escuteiros.

Nos anos 80 estava num jantar em que um activista homossexual disse a umas feministas que os homens gay apoiavam absolutamente o aborto. Questionei-me na altura sobre a coincidência de interesses. Era demasiado bronco, ou ingénuo, para compreender a forma como partilham esta inversão da realidade.

Talvez porque, em mais novo, abracei brevemente (mas com vigor) a moda da «liberdade sexual», quem sabe, a primeira das inversões da verdade. Há muitos na minha geração que sentem relutância em criticar as escolhas sexuais dos outros, tendo tomado decisões tão erradas quando eram mais novos.

Chegou a hora de crescer.

Making Gay Okay é uma lição em filosofia, psicologia, história, direito, política e ciência. Para dizer a verdade, até vai aprender coisas que preferia não saber, como o significado de bug chasing, por exemplo. Mas para isso vai ter de comprar o livro.

(Publicado em The Catholic Thing e traduzido por Filipe Avillez).





quinta-feira, 22 de maio de 2014

Petição



Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Contra o encerramento do Museu do Brinquedo de Sintra» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT73515

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.


                                                                                         Ana Cardoso


Esta mensagem foi-lhe enviada por Ana Cardoso (jessica1958@gmail.com), através do

serviço http://peticaopublica.com em relação à

Petição http://peticaopublica.com/?pi=PT73515





Substituir o treinador ou os jogadores?







terça-feira, 20 de maio de 2014

Manual de instruções


Inês Teotónio Pereira, ionline

A minha teoria é que todas as teorias estão certas. A minha teoria é a teoria do «depende». Depende da birra, depende do contexto, depende da palmada, depende da criança.

O facto de as crianças não virem com manual de instruções atrapalha terrivelmente a vida dos pais. O maior desejo de qualquer pai é mesmo esse, que as crianças nascessem com um livrinho debaixo do braço onde estivesse escrito tudo o que se tem de fazer em todas as fases de crescimento até ao dia em que eles se libertam do jugo dos pais. São várias as nossas dúvidas e as respostas, por mais que procuremos, são diversas e muitas vezes contraditórias. A doutrina sobre todas as questões relativas a crianças e a adolescentes está longe de ser pacífica. E nós, pais, absolutos ignorantes e muito pouco académicos, continuamos à procura, a ler e a investigar. Um livro de instruções, claramente, ajudava.

Mas não há. Não há nada tipo folheto do IKEA objectivo, simples e com desenhos que nos explique detalhadamente o que fazer perante uma birra, quando as crianças não querem dormir ou não querem estudar, como lidar com a internet ou com as mentiras, se devemos insistir que comam peixe e legumes nem que fiquem duas horas a jantar, até onde nos devemos meter na vida deles, para quando a primeira conversa séria sobre sexo, onde acaba o nosso querer e começa o deles, como ensiná-los a ser autónomos e responsáveis.

É certo que existem milhares de teorias, livros e teses sobre todos estes assuntos e que há umas décadas para cá que não deixam de se publicar livros, teorias e teses sobre tudo o que nos diz respeito ou aos nossos filhos. Mas o que nos deixa a nós, pais, doidos, é que tudo o que se publica, que vai da temática das birras à temática do «não» passando pelo flagelo da internet, consegue ser tão diverso que chega a ser contraditório. E nós estamos baralhados. Cada vez sabemos menos o que fazer.

Por exemplo, perante um birra no meio do supermercado em que a criança se atira para o chão porque quer levar o carrinho, ou porque quer um chocolate, o que fazer? Há quem diga que devemos conversar com a criança e tentar chamá-la à razão. Por outro lado, há quem ache que uma palmada resolve o assunto. Há outros que aconselham ignorar a birra. Mas há ainda uma facção que defende que se ceda à vontade da criança. Perante esta diversidade de conselhos, resta-nos, digo eu, não levar a criança ao supermercado.

Outro exemplo comum é o estudo. Estudar ou não estudar com o filho? E como? Há quem diga que sim, que os pais devem sentar-se ao lado dos filhos e ajudá-los nos trabalhos de casa custe o que custar. Outros dizem que não, que é contraproducente. Mas se ele não conseguir fazer os trabalhos? Então, tendo em conta a falta de tempo, o que fazer? A doutrina diverge.

Chegamos então à internet. A internet é o novo pesadelo dos pais. A internet é um mundo que os nossos filhos frequentam e que nós não controlamos. Achamos que controlamos, mas é ilusório. Já conseguimos tirar os nossos filhos da rua, já não os deixamos ir à mercearia sozinhos por causa dos raptos e dos pedófilos ou subir às árvores não vão eles cair, mas a internet veio estragar tudo. O acesso à internet é mesmo ilimitado e, comparando, uma ida à mercearia é uma brincadeira. Então bloqueia-se? Controla-se o histórico, mas o que fazer com os telemóveis? E com os amigos, que têm internet? A internet é uma ferramenta essencial de informação, de trabalho, etc. Então como conciliar? A doutrina diverge. Há milhares de teorias. Mas são tantas que ninguém sabe ao certo o que fazer e entretanto os miúdos continuam a navegar.

A minha teoria é que todas as teorias estão certas. A minha teoria é a teoria do «depende». Depende da birra, depende do contexto, depende da palmada, depende da criança, depende da escola, depende da idade, depende de tantas coisas que a única teoria certa é a do bom senso. A verdade é que nós, pais, se conhecermos bem os nossos filhos, somos o único manual de instruções credível. Temos é de os conhecer. É essa a principal instrução e a única teoria.