segunda-feira, 19 de maio de 2014

A ocupação nazi permanece
nas cabeças de muitos belgas


Depois de aprovar eutanásia infantil,
médicos belgas solicitam direito
à «eutanásia» «involuntária»:
a barbárie num país dominado
pela mentalidade maçónica
de obediência francesa e aparentadas.


Após a permissão da prática da eutanásia nas crianças sem limite de idade, a Bélgica apresenta um outro passo inquietante: a «eutanásia involuntária». 

Os médicos reunidos na Associação belga de cuidados médicos intensivos divulgaram um documento oficial em que foi reconhecido por cada médico o direito de executar a eutanásia sem medo das consequências judiciais também aos pacientes que não sofrem, que não são anciãos e que não pediram, nem mesmo aos seus parentes, quando se trata de sujeitos que resultam não ter muito tempo de vida.

«Abreviar o processo de morte administrando sedativos além do quanto é necessário para o alívio do paciente», lê-se na nota da associação médica, «pode ser não apenas aceitável, mas em muitos casos desejável».

Neste ponto se deve dar razão a quem tinha advertido que a ladeira escorregadia dos pequenos passos teria levado do «direito à morte» ao dever de morrer. «As linhas guias holandesas de 1984, que impunham seis condições para poder proceder com o suicídio assistido (vontade do paciente expressa em modo claro e repetido, paciente informado e voluntário, sofrimento intolerável sem esperança de alívio, ao menos dois médicos, e comunicação às autoridades sobre uma morte que ocorre), foram deixadas todas de lado» (Italia oggi, 19 de Abril).

«Da primeira limitada e cautelosa legalização, na Holanda, se passou à permissão da eutanásia dos recém-nascidos com deficiência, a eutanásia de crianças, e depois à chocante notícia da Bélgica: o kit 'faça você' adquirido em farmácia desde 2005, o furgão para o suicídio assistido em domicílio, a recomendação dos médicos de fixar a eutanásia aos tratamentos, a eutanásia para crianças terminais de todas as idades, a clínica de eutanásia para as depressões», e agora a eutanásia involuntária.

Uma pesquisa publicada recentemente no Journal of Medical Ethics sobre a decisão de colocar fim à própria vida conduzida pelos médicos belgas em 2007, descobriu que em quase 80% dos casos não existia nenhum pedido explícito da parte do paciente (Novae Terrae, 3 de Fevereiro).

Entre os signatários da declaração dos médicos belgas, intitulada Piece of mind: end of life in the intensive care unit statement, está Jean-Lous Vincent, chefe do departamento de terapia intensiva no hospital Erasme, e ex-presidente da Sociedade Belga de Terapia Intensiva, que tinha defendido um outro passo legislativo para «condenar a obstinação terapêutica» e «autorizar a prática da eutanásia não solicitada» (Tempi, 17 de Abril).
O cardeal Godfried Danneels, primaz da Bélgica, em 2008, em alegre convívio
com o Grão-Mestre do Grande Oriente Belga, 
Henri Bartholomeeusen.





sábado, 17 de maio de 2014

Dia dos irmãos


Há dias de... para tudo, mas não temos em Portugal o DIA DOS IRMÃOS.

Podem dizer mas para quê?

Cada vez mais as famílias estão mais dispersas e por isso importa haver factores de união.

Cada vez mais as famílias estão a tender para terem só um filho e estes ficam a pedir o mano ou mana.

Na vida não sabem ainda que ao perderem os pais, o que é mais do que natural acontecer antes da sua morte, ficam sem as principais ligações afectivas que são diferentes das normais das grandes amizades e mesmo dos matrimónios.

Que tal a ideia de se apoiar a iniciativa de se comemorar o dia dos irmãos?

Propõe o movimento pelo DIA DOS IRMÃOS a data de 31 de Maio para se começar a festejar em Portugal o DIA DOS IRMÃOS.


Porquê a 31 de Maio?

Por anteceder o dia da criança – 1 de Junho – e assim se pensar que são as crianças quem mais necessita de um irmão.

Terá o objectivo de ser dia de ajuda às famílias e de apoio à natalidade, tão necessária na nossa sociedade a envelhecer tão aceleradamente.

Com uma vantagem, não será um dia para compras nem para se gastar dinheiro, como em muitos outros já altamente dependentes dos interesses comerciais.

Basta aderir por opção assumida livremente e passar a ideia para eventuais aderentes.

Façam como eu, divulguem esta carta (e se quiserem personalizem-na).

Faltam menos de 15 dias!


O movimento pelo DIA DOS IRMÃOS em Portugal





Vamos todos eleger
os nossos queridos deputados europeus!



12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS





quinta-feira, 15 de maio de 2014

Recuse telefonar para telefones 707 ... ...

[Clique na imagem para visualizar uma versão mais legível]


quarta-feira, 14 de maio de 2014

A vergonha da legalização do aborto


Cláudio Anaia

Resumo com dados da Direcção Geral da Saúde 2013 apresentado ontem sobre a legalização do Aborto.

1. Em números absolutos em 2012 houve 18 615 abortos a pedido da mãe (modalidade introduzida pelo referendo de 2007) e em 2013 (números provisórios) houve 17 414, isto é, menos 1 201 abortos, menos 6,45% que no ano anterior.

2. Em 2012 houve cerca de 89 841 nascimentos e em 2013 estes foram 82 787, isto é, menos 7 054, menos 8%).

3. A incidência do aborto legal (abortos/nascimentos) aumentou de 21,3% (em 2012), para 21,7% (em 2013, números provisórios).

4. Em termos práticos isto significa que praticamente uma em cada cinco gravidezes termina em aborto.

5. A reincidência do aborto (isto é, quem abortou no ano, já o tinha feito no próprio ano e/ou em anos anteriores) aumentou de 26% para 27,8% (números provisórios de 2013). Isto é, aproximamo-nos de uma fasquia de um em cada três abortos, ser uma repetição (=utilização do aborto como método contraceptivo).

6. O aborto continua gratuito (não paga taxa moderadora), dá direito a uma licença de 15 a 30 dias, paga a 100%, e as grávidas dos Açores que vêm abortar a Lisboa tem direito a deslocações todas pagas para si e um acompanhante.





terça-feira, 13 de maio de 2014

Nova burla: restaurantes em Portugal,
e não só, apresentam recibos, onde o total
não corresponde ao somatório!!!


A mim, já me aconteceu 2 vezes. A desculpa do empregado foi que a máquina se deve ter esquecido de apagar a conta do cliente anterior... Mas agora já se descobriu que não é erro, mas sim roubo e burla.

Não acreditem na conversa do erro, porque isto é roubo descarado e planeado, e sempre que acontecer peçam o livro de reclamações e guardem o recibo.

A CONTA NO RESTAURANTE É MAIS UMA FORMA DE ROUBAR.

Devemos conferir a conta e o total.

Quando vamos a um restaurante, e chega a hora de pagar, muitos nem conferem a conta. Eu confiro e encontro várias vezes coisas a mais. Mas o pior foram os dois casos que apanhei neste último ano. Mesmo os que conferem a conta, esquecem-se de conferir a soma, apenas reparam se tem alguma coisa a mais e não somam.

Por isso os donos dos restaurantes, decidiram esconder mais um roubo. Colocam os consumos correctos, mas o somatório oculta um valor que não aparece na lista, mas que a máquina adiciona ao total.

Este caso da imagem não é nenhum dos meus, mas serve apenas de exemplo, para ajudar a alertar. 

Porque o descaramento deles é grande pois chegam a roubar 30, 40, 60 euros. Depende das contas. Por isso esteja atento... não confie nem nas máquinas.

COMPAREM O RESULTADO !
recibo serve apenas para explicar a ideia

  2,90
  5,80
33,60
  4,50
18,80
18,80
23,00
  3,90

--------
111,30

Mas a máquina somou 173,20 !!

Conseguem adulterar a calculadora para ir ao bolso dos distraídos. Basta colocar na memória, um valor que será transmitido à conta final, isto é, se na memória positiva colocarem 50 euros, este valor fica no TOTAL da conta mas não aparece descriminado na lista.

CONFIRA BEM AS SUAS CONTAS A PARTIR DE HOJE!
DENUNCIE E PARTILHE ESTA BURLA.





sábado, 10 de maio de 2014

Declaração IRS:
Não se esqueça de declarar o que já pagou
em pagamentos por conta



(De Economia e Finanças)

Chegou-nos a indicação por parte de alguns contribuintes que estão a entregar a declaração de IRS na segunda fase (por não terem exclusivamente rendimentos provenientes do trabalho por conta de outrem ou pensões) de que o valor de IRS já pago durante os três momentos de pagamento por conta (Julho, Setembro e Dezembro) não está a surgir pré-preenchido na declaração fiscal.

Um contribuinte menos atento ou menos habituado a estes meandros fiscais – por exemplo um contribuinte sem contabilidade organizada que só acessoriamente tenham rendimento da categoria B mas que já tenha de efectuar pagamentos por conta – pode esquecer-se de acrescentar os valores já pagos ao longo do ano à Autoridade Tributária. Ora estes pagamentos por conta servem também para que a factura fiscal não seja tão dolorosa no momento de apuramento anual de imposto. O valor pago durante o ano abate directamente ao valor devido pelo que a redução do IRS a pagar na nota de liquidação ou o a receber como reembolso é afectado pela declaração ao não destes valores. Na prática funciona como as retenções na fonte de rendimentos do trabalho só que, neste caso, o pagamento foi feito directamente pelo contribuinte por conta de rendimentos esperados estimados tendo por base os rendimentos de anos anteriores.

O que é certo é que, pelo menos em alguns casos, contribuintes que tenham pago directamente IRS às Finanças durante o ano não estão a ver esses valores pré-preenchidos na sua declaração e se não forem eles próprios a declará-los, serão duplamente tributados. Por isso tome nota e caso já tenha entregue a declaração com esta falha não hesite em enviar uma declaração de substituição de modo a que não pague imposto em excesso.

ADENDA: É possível que, caso não incorpore os valores pagos por conta a Autoridade Tributária apesar de não os ter pré-preenchido os venha a considerar no cálculo para apuramento do impostos anual. Em todo o caso fica a dica para precaver mais algum bug das finanças.


Leia mais: http://economiafinancas.com/2014/declaracao-irs-nao-se-esqueca-de-declarar-o-que-ja-pagou-em-pagamentos-por-conta/#ixzz31EIWT7Lb





quarta-feira, 7 de maio de 2014

Portugal tem a mais bonita
biblioteca do mundo


Biblioteca de Mafra

A biblioteca do Palácio Nacional de Mafra é considerada a mais bela do mundo pelo conhecido portal norte-americano Book Riot, dedicado exclusivamente aos livros.

Depois de eleger a Livraria Lello, no Porto, como a mais bonita do planeta, Portugal volta a conquistar os EUA com a incrível biblioteca escondida no interior deste monumento nacional.

Mafra-biblioteca

«É encantadora», lê-se. «E o que a torna ainda mais impressionante são as técnicas com que é feita a preservação dos livros e como os protegem de serem danificados por insectos. Há 500 morcegos dentro daquela biblioteca. Durante o dia, estes ficam guardados dentro de caixas, mas à noite são libertados para se alimentarem dos insectos que por ali andam». Ao todo, chegam a comer o dobro do seu próprio peso em insectos.

Destaque também para o «magnífico chão coberto de mosaicos em rosa, cinzento e mármore branco» e para as estantes, todas elas num estilo Rococo, dispostas ao longo das paredes laterais, «separadas por uma varanda com corrimão em madeira». Estas últimas contêm mais de 35 mil volumes, com capas forradas a couro, incluindo algumas das «maiores jóias bibliográficas».





terça-feira, 6 de maio de 2014

Providência cautelar contra aplicação de acordo
ortográfico nos exames do 6.º ano nos tribunais



A acção foi entregue no Supremo Tribunal Administrativo. Ivo Barroso, primeiro subscritor da acção, diz que o objectivo é que também seja aceite a grafia anterior ao AO90.

O Governo tem 15 dias para se opor aos efeitos suspensivos desta providência cautelar que chegou via internet ao tribunal, sendo que apenas na segunda-feira será entregue a documentação necessária para esta acção.

Em declarações à TSF, Ivo Barroso, professor da Faculdade de Direito de Lisboa e primeiro subscritor desta acção, entende que o acordo ortográfico está cheio de inconstitucionalidades e está a gerar muita confusão nas escolas.

Este docente justificou ainda esta acção pelo facto de nestes exames do 6.º ano ter sido «imposta a obrigatoriedade do AO90 no corrente ano lectivo».

«Ninguém sabe como aplicar o acordo ortográfico, nem os professores o sabem ensinar, nem os alunos o sabem aprender, porque o acordo ortográfico está extremamente mal feito, o que contribuiu para uma complefixação da aprendizagem».

Ivo Barroso adiantou ainda que os alunos são penalizados caso utilizem a grafia anterior ao acordo ortográfico e garantiu que o objectivo da acção é que seja aceite a grafia do «português costumeiro».





domingo, 4 de maio de 2014

A Estação Luz Filmes lança em Portugal
o filme «Blood Money – Aborto Legalizado»


A Estação Luz Filmes, distribuidora e produtora brasileira, lançará no próximo dia 8 de Maio, em colaboração com o Centro Cultural Nuno Álvares Pereira, o documentário «Blood Money – Aborto Legalizado».

A antestreia do filme ocorrerá no Inspira Santa Marta Hotel, na Rua de Santa Marta, 48, em Lisboa, pelas 21 horas, para convidados. Estão asseguradas sessões gratuitas, abertas a todos, nos dias 9 e 10, no mesmo local e à mesma hora.

«Blood Money – The Business of Abortion», no original, é uma produção independente, realizada pelo norte-americano David Kyle, que se deslocará a Portugal para a estreia.

O documentário, de 75 minutos, mostra «de que forma as estruturas médicas disputam e tratam a sua clientela, os métodos aplicados pelas clínicas para realização do aborto e o destino do lixo hospitalar, entre outros temas».

Denuncia ainda a prática da eugenia e do controle da natalidade por meio do aborto e trata aspectos científicos e psicológicos relacionados com o tema, como o momento exacto em que o feto é considerado um ser humano e se há ou não sequelas para a mulher que se submete a um aborto.
«Blood Money – Aborto Legalizado» conta com depoimentos de médicos e outros profissionais de saúde, de pacientes, de cientistas e da activista de movimentos negros, Alveda C. King, sobrinha do pacifista  Martin Luther King, que também apresenta o documentário.

Segundo o director da Estação Luz Filmes, o amplo esclarecimento que o documentário oferece foi o que motivou a sua produtora a adquirir os direitos de distribuição. «É  a primeira vez que o cinema trata o assunto desta forma, tirando-o da invisibilidade…Acreditamos que vá atrair diversos segmentos sociais e pessoas sensíveis a essa questão, sejam elas contra ou a favor da legalização do aborto…».

http://bloodmoney.com.br/ 

www.ccnunoalvares.org





sábado, 3 de maio de 2014

Verão diferente


AGOSTO 2014

A família em férias,
com outras famílias,
numa grande família.

2 Programas, 2 Destinos

O mesmo espírito

Caldas da Felgueira (Nelas, Viseu)


Penhas da Saúde (Serra da Estrela)


Inscrições Online (até 31 de Maio)

Para mais informações visite o site: www.veraodiferente.info

Neste site encontram o folheto para que possam divulgar junto dos vossos amigos e conhecidos.

Cumprimentos da equipa organizadora!


Contactos:

Internet: www.veraodiferente.info
Email: veraodiferente@outlook.com





quarta-feira, 30 de abril de 2014

Petição contra a lei das barrigas de aluguer



Por favor leia e assine esta petição contra mais um ataque aos valores éticos e morais que os nossos deputados se preparam para votar:


Está marcado para Maio o debate e votação sobre as Barrigas de Aluguer.

Os partidos presentes na Assembleia da República tem insistido num conjunto vasto de experiências sociais que em nada a dignificam.

Não se pode andar a brincar com a vida dos portugueses, nem a consumir recursos humanos e económicos tão escassos.

Será que os senhores deputados em que votou não tem assuntos sérios para se preocuparem? Estarão eles porventura convencidos que isto é um assunto importante para a superação das dificuldades e construção de um futuro para Portugal?

A ciência cada vez mais afirma que a formação do vínculo mãe-bebé é essencial para o desenvolvimento da criança a nível metabólico, epigenético e psicológico. Este vínculo é bem físico e fácil de compreender: o cordão umbilical! Graças ao cordão umbilical, durante 9 meses o bebé vive sendo nutrido a partir deste. 
Será justo e minimamente aceitável que a intimidade profunda entre a mãe e o filho durante os nove meses seja aniquilada por um contrato?

Será justo criarmos um novo tipo de negócio em que a mercadoria são pessoas?

A única forma de aprovar uma lei destas seria considerar que a gravidez não tem efeito no futuro da criança e tomar como definitivo a ideia de que o útero é uma simples incubadora.

A mãe da «barriga de aluguer» será sujeita a riscos físicos e psicológicos através desta mercantilização do seu corpo bem como, a sua família. Caso a mãe da barriga de aluguer já tenha os seus próprios filhos, como conseguirá integrar na concepção dos seus filhos a ideia de que o bebé que está na sua barriga não foi concebido através do pai, nem será seu irmão ou irmã?

A lei não pode organizar a concepção de uma criança a qualquer preço, tal como outras leis não deveriam consentir de forma absurda retirar a vida às crianças a qualquer preço. E é sempre a criança que paga esse preço. O desejo de ter uma criança não é sinónimo de ter direito a ter uma criança.

Mostre a sua indignação escrevendo aos seus deputados.





terça-feira, 29 de abril de 2014

Petição



«Não ao encerramento do serviço de Cirurgia Cardio-Torácica
e Cardiologia Pediátrica do Hospital de Santa Cruz»


Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.


Subscrever em

Petição http://peticaopublica.com/?pi=PT73249





Três juízas acusadas de forçarem
insolvência de famílias


Filipa Sousa, Diário de Noticias

Denúncia. Conselho Superior recebe queixa contra três magistradas dos tribunais de Almeirim, Sabugal e Barreiro por decidirem de forma «enviesada» contra algumas famílias com dívidas, beneficiando os administradores de insolvência.

O Conselho Superior da Magistratura (CSM) recebeu uma queixa contra três juízas por, alegadamente, «empurrarem insistentemente famílias para a insolvência, deixando no ar suspeitas de interesses comuns com os administradores de insolvência que ganham dinheiro com a liquidação de bens nestes processos». A denúncia, a que o DN teve acesso, chegou ao órgão que fiscaliza a magistratura enviada pelo gabinete SOS Famílias Endividadas, da Confederação Nacional das Associações de Famílias (CNAF).

Em causa três processos judiciais distintos – nas comarcas do Sabugal, Almeirim e Barreiro – em que três famílias endividadas pediram ao tribunal que homologasse um plano de pagamentos das suas dívidas previamente decidido com os próprios credores de forma a evitar a insolvência judicial. Mas esses pedidos têm vindo a ser recorrentemente rejeitados pelas respectivas magistradas, apesar de os requisitos legais estarem preenchidos. Assim, as juízas optaram por decretar a insolvência, indo contra as decisões da segunda instância (ver casos em baixo) e escolhendo antes um processo mais demorado, «com prejuízos inimagináveis para as pessoas e famílias em causa», explica a denúncia.

A maioria das pessoas que recorre a este gabinete são casais entre 30 e 60 anos, tendo existido, em 2013, 2439 casos de pessoas singulares declaradas insolventes – que sofreram cortes nos ordenados e que, por isso, deixaram de conseguir pagar os seus créditos mensais. «As senhoras juízas determinam a seguir a insolvência, numa atitude enviesada que deixa vislumbrar a pessoalização do processo, não se prevendo de todo que venha a ser observada a lei», pode ler-se na queixa.

Explica ainda a denúncia «que desde o início teimam [as juízas] flagrantemente em decretar a insolvência e nomear o administrador de insolvência que entenderam e sem se pronunciarem sequer, quanto à proposta de nomeação de outro pelos devedores». Contactada pelo DN, fonte oficial do CSM esclareceu que «não pode, nem deve, ter qualquer intervenção no uso dos poderes jurisdicionais confiados aos magistrados».


Segundo Hélder Mendes, da CNAF, a magistratura não está sensibilizada para esta forma de reestruturação de dívidas em que as famílias e os credores (bancos e agências de crédito na maioria dos casos) decidem como será feito o pagamento das dívidas de forma mensal, e que depois é homologado por um juiz. Evitando «o estigma social e o processo judicial dispendioso».

Por isso, o gabinete da CNAF recorreu ao Centro de Estudos Judiciários (onde é dada a formação para candidatos a juízes) de forma a que estes sejam sensibilizados para esta solução judicial prevista no Código de Insolvência e Recuperação de Empresas. De acordo com a CNAF «o director do CEJ garantiu que serão feitas acções de formação a partir de Setembro», quando se dará início ao próximo curso.

Em relação às acusações, o DN tentou obter uma reacção das três magistradas. A titular do processo da comarca de Almeirim, Marisa Malagueira, optou por não prestar declarações, escudando-se no dever de reserva, acrescentando que «a decisão em causa é suscetível de sindicância pelos meios próprios, através de recurso para os tribunais superiores, os quais têm competência para aferir do seu mérito».

Já Ana Marina Reduto (Barreiro) esclareceu que «se afigura ser evidente que sobre as mesmas não tecerei qualquer comentário publicamente». A terceira magistrada, Patrícia Sousa (Sabugal, na Guarda), não quis prestar declarações até à hora do fecho desta edição.

COMO FUNCIONA O PROCESSO DE INSOLVÊNCIA?

– Nos processos de insolvência de pessoas singulares é nomeado um administrador de insolvência, são reclamados créditos, constituída uma assembleia de credores e, depois, ou é possível organizar um plano de pagamento aos credores e estes aceitam esse plano, ou então os bens pessoais do insolvente terão de ser vendidos e o produto da venda será utilizado para pagamento aos credores.

Como é que uma família chega a uma situação económica difícil ao ponto de ser declarada insolvente?

– Uma família pode demonstrar não ser capaz de cumprir as obrigações/créditos ou estar numa situação de iminentemente deixar de as conseguir cumprir.

Quais são as consequências de pedir a insolvência pela via judicial?

– O insolvente fica privado dos seus bens, tem o dever de se apresentar em tribunal e de colaborar com os órgãos da insolvência. Tem ainda o dever de entregar imediatamente os documentos relevantes para o processo e o dever de respeitar a residência fixada na sentença.

Os bens do insolvente são arrestados?

– São apreendidos à ordem do administrador de insolvência, sendo afectados todos os bens susceptíveis de penhora. São impenhoráveis, as coisas ou direitos inalienáveis. O administrador aufere uma percentagem por cada processo a seu cargo.

OS TRÊS CASOS

Administrador exige chaves de casa

1.º Juízo Cívil do Tribunal do Barreiro

Apesar de a família em causa estar a pagar as dívidas, conforme o plano de pagamentos decidido com os credores, a magistrada do Barreiro manteve a decisão de decretar a insolvência, mesmo após um recurso pedido pelos devedores. Paralelamente, a juíza «faz prosseguir e muito diligentemente a insolvência tendo designado a assembleia de credores para menos de 30 dias, ao mesmo tempo que o administrador de insolvência exigia as chaves da casa de morada de família, que o devedor vem pagando religiosamente», pode ler-se na denúncia feita ao CSM.

«Chumbo» do plano de pagamentos

Secção única do Tribunal Judicial de Almeirim

Segundo a denúncia feita ao Conselho Superior, a magistrada recusou-se a aceitar o plano de pagamentos de dívidas decidido entre a família e os credores, empurrando assim o agregado familiar para a insolvência. Mesmo depois de um recurso na Relação, dando razão ao despacho de indeferimento pedido pela defesa da família, «a senhora juíza prontamente decidiu, sem mais, proferir de novo a sentença de insolvência, deixando no ar suspeitas de interesses comuns com os dos administradores de insolvência que ganham dinheiro com a liquidação dos bens».

Apreensão imediata de bens

Juíza da secção única do Tribunal do Sabugal, na Guarda

O gabinete «SOS Famílias Endividadas» acusa a magistrada do Tribunal Cível do Sabugal de, ao mesmo tempo que, de acordo com a decisão da Relação de Coimbra, «ordenar as diligências necessárias, não deixar de dar seguimento ao processo de insolvência», contra o qual a segunda instância se pronunciou. Decisão que, segundo a mesma fonte, é contra o previsto na lei já que «devem ser suspensos [processos] até à decisão». E não deixou de avisar o administrador de insolvência de todos os passos do processo e ainda de proceder ao arresto de bens da família.