terça-feira, 8 de abril de 2014

Vamos boicotar o Firefox!


Brendan Eich, ex-CEO de Mozilla, que criou e mantém o navegador Firefox, foi obrigado a renunciar ao cargo por apoiar a verdadeira definição de matrimónio: a união legal entre um homem e um mulher.


Eich doou mil dólares a uma campanha para proteger a definição de matrimónio na Califórnia.

Grupos LGBT publicaram a informação e pediram que a direcção da Mozilla demitisse Eich.

A Mozilla cedeu à pressão do grupo LGBT e forçou Eich a renunciar.

Mozilla será agora #NoZilla.


Desinstale o seu Firefox.

Se eles não nos querem, nós também não os queremos.


Assine agora a petição e participe
do boicote #NoZilla:


Além do pedido de assinatura da campanha, incluímos no texto da petição as instruções para você desinstalar o aplicativo do seu computador. Mais de 18.000 pessoas já se somaram à campanha.

O movimento LGBT quer instaurar uma «inquisição gay».

Querem calar qualquer tipo de manifestação contrária às suas propostas políticas, ao mesmo tempo em que se apresentam como defensores da democracia e da liberdade.

Por favor, assine a campanha e divulgue-a para a sua lista de contactos!



Muito obrigado.

Guilherme Ferreira e toda a equipa de CitizenGO





O verdadeiro objectivo da ideologia de género
é a destruição completa da família


Ideologia de género na educação

No final do ano passado, foi votado no Senado Federal do Brasil o projecto para o Plano Nacional de Educação. O PNE contém as directrizes para todo o sistema educacional brasileiro para os próximos anos. Dentro dos diversos problemas que se encontram no texto, o mais grave deles é a inserção da ideologia de género no nosso sistema educacional. Nessa altura, os senadores rejeitaram a tentativa de tornar obrigatório o ensino dessa ideologia no nosso sistema educacional.

Após a votação no senado, o PNE foi para a Câmara dos Deputados, onde será votado por uma comissão especial. A votação final ocorrerá no dia 19, na próxima semana.

Vários deputados afirmaram que são favoráveis à obrigatoriedade da inserção da ideologia de género. Além disso, o relator da comissão, o deputado Álvaro Vanhoni, do PT do Paraná, adoptou a mesma posição defendida pelo presidente da ABGLT, ou seja, a defesa da inclusão da ideologia de género no sistema educacional brasileiro.

Como já foi explicado noutra altura, a ideologia de género é uma técnica idealizada para destruir a família como instituição social. Ela é apresentada sob a maquiagem da «luta contra o preconceito», mas na verdade o que se pretende é subverter completamente a sexualidade humana, desde a mais tenra infância, com o objectivo de abolir a família.

Além disso, a palavra «género», segundo os criadores da ideologia de género, deve substituir o uso corrente de palavra «sexo» e referir-se a um papel socialmente construído e não a uma realidade que tenha o seu fundamento na biologia. Assim, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados géneros em número ilimitado, e poderá haver inclusive géneros associados à pedofilia ou ao incesto. É o que diz, por exemplo, a feminista radical Shulamith Firestone: «O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de facto desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas». Ora, uma vez que a sexualidade seja determinada pelo «género» e não pela biologia, não haverá mais sentido em sustentar que a família é resultado da união estável entre homem e mulher.

Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha o seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria «opressora» diante dos géneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos géneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projecto de lei que pretende inserir nos objectivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional a expressão «igualdade de género».

Por isso, temos de nos manifestar imediatamente e pedir aos deputados que rejeitem completamente a introdução da ideologia de género no nosso sistema educacional.




segunda-feira, 7 de abril de 2014

A trágica história da primeira vítima
da «teoria do género»

Emanuele Boffi


A PROPÓSITO DESTA NOTÍCIA

Publicada em Itália, 20 anos depois, a verdade terrível
sobre o caso que desacreditou para sempre o inventor da teoria de género




Incidente que aconteceu com o pequeno Bruce (nascido em 1965): 
por erro, numa circuncisão terapêutica o seu pénis foi queimado.

Os pais Ron Janet, desesperados, após uma série de consultas médicas, 
recorreram ao Dr. John Money, um médico que tinham ouvido falar
na TV sobre os milagres da «mudança de sexo».


Money era o ideólogo da identidade de género,
baseada na ideia de que a identidade de uma pessoa não se apoia
nos dados biológicos de nascimento, mas nas influências culturais
e no ambiente em que cresce.



Money ficou eufórico por cuidar do pequeno.

O médico explicou aos pais que precisava deles para garantir 
que Bruce se tornasse feminina: que o vestissem como uma menina 
(agora com o nome de Brenda), deixassem crescer o seu cabelo, 
o fizessem sentir como uma ela e não um ele.


Dessa maneira, viria a ter uma vida feliz.

BRENDARon Janet, pelo menos nos primeiros anos, 
entregaram-se de alma e corpo à sua missão.
Mas qualquer coisa não estava a correr bem.


A pequena Brenda ignorava as bonecas que lhe davam de presente,
gostava de andar à luta com os seus amigos, construía fortificações
em vez de se pentear em frente ao espelho.

Os primeiros anos de escola agravaram consideravelmente a situação. 
Brenda começou a tornar-se particularmente violenta e foi rejeitada.

Brenda continuou a comportar-se «como um rapazola»,
defendia o irmão nas brigas, e penava quando estava com as amigas.

Tudo isso levou os pais à exaustão: 
Janet tentou o suicídio, Ron começou a beber.

Em 1980, o pai contou à filha a sua história. Brenda «sentiu-se aliviada»
porque finalmente entendeu que «não era louca.»
A primeira pergunta que ele fez ao pai era: «Qual é o meu nome?».

DAVIDBrenda/Bruce decidiu regressar ao seu sexo biológico. 
Escolheu o nome de David.



No Verão de 1988 David fez «uma coisa que eu nunca tinha feito antes.
Acabei por rezar». Disse: «Tu sabes que eu tive uma vida terrível.
Não tenho intenção de me lamentar contigo, porque deves ter uma
qualquer ideia do porquê de me estares a fazer passar por todas estas coisas.
Mas eu poderia ser um bom marido, se me fosse dada a oportunidade.»



OS REIMER. Os demónios não pararam de assolar a família Reimer.

Só Ron, o pai, após um período de dificuldade com o álcool, 
conseguiu retomar as rédeas da sua vida.

A mãe Janet continuou a sofrer de crises profundas de depressão. 
O irmão gémeo passou por rupturas conjugais, drogas, álcool. Suicidou-se em 2002.

David, após a morte do irmão, nunca mais foi o mesmo.

A empresa onde trabalhava fechou, 
incompatibilizou-se com a mulher com quem entretanto tinha casado.

No dia 4 de Maio de 2004 foi até um estacionamento isolado
e apontou a arma à cabeça.

Tinha 38 anos.


DOCUMENTÁRIO 49 min





sábado, 5 de abril de 2014

Bolsas de doutoramento para «estudos» «lésbicos»?



Petição dirigida ao presidente da FCT
(Fundação para a Ciência e a Tecnologia).

Pedindo explicações sobre mais este abuso financeiro do gangue dos invertidos.


Eis  o link para assinar:






Pedrosos ou poderosos?


(Recordando o artigo de Hugo Franco no Expresso de 25.06.2011; veja-se no fim quem é o bicho João Pedroso)


Artigo do jornal Sol.

Encomenda de ex-ministra «sem valor científico»

Uma obra de «interesse inferior», «sem originalidade» ou «sem valor  académico-científico». Estes são alguns dos epítetos ao 'Manual de Direito da Educação', de 75 páginas, da autoria de um grupo de trabalho liderado por João Pedroso, pedido em 2005 pela então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues,  pelo qual foi pago € 266 000 e que a ministra pediu devolução de metade.

O parecer solicitado pelo Ministério Público (MP) é demolidor para com o trabalho de 75 páginas que, em tese, faria a compilação das leis da Educação. «Frequentemente encontram-se partes inacabadas, identificadas com o sinal de reticências». A análise do MP destaca a ausência inexplicável de matérias no manual, como o estatuto dos professores ou a organização do Ministério. E conclui que o trabalho do advogado e professor universitário João Pedroso «nas poucas vezes que resolve inovar, introduz ideias erradas».

Maria de Lurdes Rodrigues foi acusada pelo MP do crime de prevaricação, no início da semana. Em causa está a contratação de João Pedroso para consultor jurídico do Ministério da Educação entre 2005 e 2007. O advogado terá recebido €266 mil para elaborar a compilação da legislação dispersa sobre a Educação e criar o Manual de Direito da Educação. Uma verba que foi paga, apesar dos trabalhos não terem sido concluídos. O Ministério da Educação pediu ao jurista a devolução de metade do dinheiro que lhe tinha sido entregue (€133 mil).

O jurista João Pedroso, a ex-chefe de gabinete da ministra, Maria José Matos Morgado, e o antigo secretário-geral do Ministério, João da Silva Batista, foram acusados dos crimes de prevaricação de titular de cargo político, em co-autoria.

A investigação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa do MP, a que o Expresso teve acesso, relata o interrogatório feito à ex-ministra onde surgem algumas discrepâncias entre as suas declarações e as de Pedroso. Um exemplo: a actual presidente do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento negou ter sido ela quem indicou o nome do advogado para o projecto ou que tenha negociado directamente o contracto com o jurista. Pedroso admitiu que o seu nome foi indicado pela ex-ministra.

O MP conclui que o advogado não tinha qualificações suficientes na área da Educação. Tal como o resto da sua equipa. E sublinha que o contrato teve como único objectivo «favorecer patrimonialmente o arguido João Pedroso, com base em relações de proximidade pessoal, em detrimento dos interesses públicos».

Maria de Lurdes Rodrigues já disse que ficará provado «que a acusação é injusta e falsa.» João Pedroso não fez declarações.

Ao centro, o Paulinho e à direita, o Joãozinho. Os poderosos.

E quem será este João Pedroso?

Nada mais, nada menos do que o irmãozinho do Paulinho Pedroso, aquele que apareceu várias vezes na televisão, todo indignado, credo, quando o irmãozinho Paulinho foi agarrado a propósito do caso de pedofilia na Casa Pia.

Pedrosos ou poderosos?





terça-feira, 1 de abril de 2014

O não banal João Lopes e a sua crítica de cinema


Luís Lemos

O crítico de cinema da SIC-N referiu-se à série americana A Bíblia e ao filme O Filho de Deus, onde o actor português Diogo Morgado desempenha o papel de Jesus Cristo. E que diz o sensível João Lopes sobre a qualidade da série, que por acaso é um êxito absoluto nos Estados Unidos? Diz que é «banal»...


Sabem o que para este João Lopes não é «banal» mas antes «de grande sensibilidade»?

São as histórias nojentas de invertidos!

Eis porque o sensível João Lopes não é banal. É raro. Apesar de parecerem muitos, apenas por estarem em lugares de destaque.





terça-feira, 25 de março de 2014

XX Aniversário do Ano Internacional da Família



XX ANIVERSÁRIO
DO
ANO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA

CONFERÊNCIA COMEMORATIVA
EM BRUXELAS

15 de Maio de 2014
No Comité Económico e Social Europeu





segunda-feira, 24 de março de 2014

Conferência sobre a Transfusão de Sangue
e Dia Nacional do Dador de Sangue da ADASCA




Conferência sobre
Transfusão de Sangue


Sejam Bem-Vindos

A ADASCA comemora de forma inédita em Aveiro o Dia Nacional do Dador de Sangue com 1.º concurso de desenho sobre dádiva de sangue (com 30 desenhos), em simultâneo com a 1.ª exposição sobre a dádiva de sangue, onde vão estar expostos diversos objectos, demonstrando como se procedia ao transporte das dádivas, e o seu processamento há uns 30 anos atrás.

Fazemos o que temos de fazer, nunca esperando que outros o façam por nós. A independência não tem valor, pode ter preço, por vezes com sabor a acre, é típico do País em que vivemos.

Quem conhece a ADASCA sabe que trata-se de uma associação que tem por hábito conjugar o pensamento à acção, só assim se explica a projecção que lhe é conhecida, num concelho e num País que só sabe dizer não a tudo, condenando à partida muitas iniciativas que podiam ser uma mais-valia para a comunidade e por sua vez para o País. O que ouvimos? Não faças, não escrevas, não vás, não te metas nisso, etc. etc.

Por vezes dou comigo a pensar, se a cidade de Aveiro é digna de ter no seu meio uma instituição como esta, considerando que pouco ou nada tem feito para o seu crescimento, para o seu amadurecimento, mas, enfim, ela existe e está a tornar-se apetitosa por quem nada fez em prol da sua continuidade, quiçá, é o fruto da teimosia de alguém que tudo tem dado durante 8 anos.

Um dia explicarei o que pretendo dizer com esta afirmação. A esta data, em apenas 7 anos e 1 mês de existência legal, a ADASCA representa/reúne cerca de 3 421 dadores associados de pleno direito.

Mais palavras para quê? «As acções dos homens são os melhores intérpretes dos seus pensamentos.» James Joyce.

Cremos dignificar a comemoração do Dia Nacional do Dador, ao menos isso, já que o Ministério da Saúde e por sua vez os partidos que sustentam o Governo nos votou ao desrespeito=desprezo. Ora digam lá que não é verdade! Dispensamos palmadinhas nas costas. Se existe trabalho para se fazer, deve ser feito.

A conferência que vai decorrer no dia 31 é aberta às escolas C+S, o mesmo acontece com as duas exposições em simultâneo: podem ser visitadas pelas escolas e, porque não enquadrar as visitas no Programa da Saúde? As escolas interessadas em realizar visitas podem agendar a sua visita através dos contactos constantes nos cartazes em anexo.

No local vai estar disponível uma diversidade de material de informação, além de outro disponibilizado pelo IPDJ, Delegação de Aveiro.


Vamos dignificar ao máximo a comemoração
do Dia Nacional do Dador de Sangue.

Amem a liberdade, sejam felizes.

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA

Onde posso doar sangue em Aveiro no ano de 2014?



NB: as visitas são gratuitas e abertas à comunidade. O espaço onde vai decorrer a conferência, apenas poderá acolher umas 20/25 pessoas. Mais informações disponíveis no site da ADASCA, citado acima.

domingo, 23 de março de 2014

Um bispo valente denuncia a pornografia


Austin Ruse

Não me recordo daquele momento eléctrico em que vi pornografia pela primeira vez, mas lembro-me como em miúdos, no início dos anos 60, éramos obcecados pelas imagens da Playboy.

Lembro-me como tudo isso parecia normal entre os adultos, embora não entre os meus pais. Uma vizinha perguntou uma vez se o meu pai queria trocar uns romances pelas Playboys do seu marido, que estava doente e não tinha nada para ler. O meu pai recusou, mas como é que eu sabia sequer disso? Eu escondo a própria existência desse tipo de coisa das minhas filhas.

Lembro-me que um dos meus amigos roubava Playboys ao seu pai e nós escondíamo-las no mato. Que rapaz de certa idade não se lembra de folhear revistas dessas, húmidas de terem estado escondidas debaixo de troncos e árvores? Lembro-me do cheiro.

Lembro-me de ter ficado de castigo quando a minha mãe descobriu um «Playboy: Entretenimento para Rapazes» mal desenhado, que eu tinha feito e agrafado para mostrar aos amigos. O castigo ficou a cargo do meu pai, mas não me lembro se levei com o cinto ou se apanhei o sermão do desapontamento.

Estes pensamentos, e outros, voltaram recentemente quando li o início da Carta Pastoral do bispo Paul Loverde, de Arlington, Virginia. Será publicada oficialmente na festa de São José, o que é apropriado porque a carta enfatiza que o pai tem responsabilidade de proteger a sua família do flagelo da pornografia. Esta é a sua segunda carta pastoral sobre pornografia e, tanto quanto sei, apenas a terceira de qualquer bispo americano, sendo a outra da autoria do bispo Robert Finn, de Kansas City.

Num livro sobre este assunto Matt Fradd conta como, ao procurar numa arca de coisas antigas na garagem de um parente, encontrou «uma fotografia lustrosa de uma mulher completamente nua. Suspirei, parecia que o meu coração tinha parado – nunca tinha visto nada assim». Diz que sentiu fascínio e depois remorso.

Não foi assim que tantos de nós entrámos em contacto com estas coisas?

Durante anos Fradd viu cada vez mais destas imagens. Escreve que «comecei a compreender que quando maridos e pais usam pornografia, não só se tornam escravos do pecado, mas ferem profundamente a sua habilidade de amar e proteger, da forma como a sua vocação exige».

O final feliz de Fradd, depois de anos de luta, não é a norma hoje em dia, porque o mundo está imerso em pornografia. Aquelas primeiras imagens digitais atingem os jovens cérebros e continuam a escravizá-los, até depois do casamento e do começo da vida familiar. Os casamentos e as famílias são destruídas por elas.

O bispo Loverde é um verdadeiro pastor por publicar uma segunda edição de «Bought with a Price (edição Kindle)»:

«Nos meus quase cinquenta anos de padre vi o mal da pornografia a espalhar-se como uma praga através da nossa cultura. Aquilo que era o vício vergonhoso e ocasional de poucos tornou-se agora o entretenimento usual de muitos... A praga persegue a alma de homens, mulheres e crianças, dilacera os laços do casamento e vitimiza os mais inocentes de entre nós. Obscurece e destrói a habilidade das pessoas de se verem umas às outras como uma expressão bela e única da criação de Deus, em vez disso escurece a sua visão, levando-os a ver os outros como objectos a serem usados e manipulados».

Elenca a ameaça, bem conhecida de todos os que já foram consumidores de pornografia ou que simplesmente estão a par do seu alcance e da sua profundidade. Mas acrescenta: «Talvez o pior, contudo, seja a forma como a pornografia danifica o modelo que o homem tem do sobrenatural. A nossa visão natural neste mundo é o modelo para a visão sobrenatural do próximo. Quando danificamos este modelo, como é que vamos compreender essa realidade?» A nossa visão sobrenatural é danificada pelo mau uso da nossa visão natural.

A carta é endereçada a todas as pessoas da sua diocese, mas esperamos que pelo menos os seus fiéis católicos leiam este documento tão importante: novos, solteiros, casados, padres e religiosos: «Ninguém que viva na nossa cultura se pode separar do flagelo da pornografia. Todos são afectados em maior ou menor grau, mesmo aqueles que não participam directamente no seu uso».

Penso nas minhas filhas e pergunto-me quantas das amigas da sua escola católica vêm de uma família com um problema escondido de pornografia? Sinto que seria capaz de matar qualquer pessoa de qualquer idade que mostrasse às minhas filhas as imagens terríveis que estão ao alcance de alguns toques em qualquer iPhone hoje em dia.

O bispo Loverde analisa a fundo aquilo a que chama «Quatro Falsos Argumentos»; 1) Não há vítimas, 2) o uso moderado da pornografia pode ser terapêutico, 3) a pornografia é um auxílio na maturação, e 4) a oposição à pornografia tem por base o ódio ao corpo.

Entre as vítimas, aponta Loverde, está a dignidade dos «artistas» pornográficos que frequentemente são os «necessitados» e os «vulneráveis», incluindo os «pobres, abusados e marginalizados, até crianças», que são transformadas em meros objectos. O uso da pornografia desumaniza quem vê e corrói a família. Um pai é suposto proteger a família, mas através da pornografia permite a entrada daquilo a que Loverde chama «uma serpente» que rasteja por entre a sua mulher e filhos.

«Bought with a Price» é um documento de ensino formidável de um dos melhores bispos dos nossos tempos. Outros bispos tendem a estar mais no centro das atenções, enquanto Loverde faz os possíveis para manter a ortodoxia e a fé dos que lhe foram confiados.

O seu apelo eloquente merece ser lido e estudado por homens, sobretudo pelos seus filhos – os mesmos filhos que um dia virão bater-me à porta, à procura das minhas filhas.





sexta-feira, 21 de março de 2014

Fernando Ribeiro e Castro



Faleceu Fernando Ribeiro e Castro,
fundador da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas.

Foi uma perda para a causa da família e da Civilização.

Apresentamos as nossas condolências à sua família.





Cemitério das alternativas

Alexandre Homem Cristo

O objecto do manifesto é promover a fantasia de que a esquerda (com os ressentidos da direita) formulou uma alternativa política à austeridade

Que Portugal tem elites viciadas em despesa pública, já sabíamos. Agora descobrimos que também tem elites viciadas em manifestos. É compreensível porquê. Os manifestos são uma forma de fazer política com grandes atractividades – dão pouco trabalho a redigir, aparecem discutidos em todos os jornais, promovem a inclusão numa espécie de bando com uma causa e, mais importante que tudo, são inconsequentes. O vício não é de hoje. Manifestos, já os houve para todos os gostos. Uns por mais investimento público (leia-se mais endividamento), outros contra. Uns pelo crescimento económico, outros contra a austeridade alemã. E todos, apesar do maior ou menor impacto mediático, com o mesmo destino: o esquecimento.
O mais recente é o denominado «manifesto dos 70», em defesa da reestruturação da dívida pública. Escreve-se nos jornais que este manifesto é diferente. Que não é como os outros. Ou seja, que este é mesmo a sério. Mas será que é? Nem por isso.

Há que ir directo ao assunto: a reestruturação de parte da dívida faz algum sentido, tanto para mais que, nestes últimos dois anos, o próprio governo já conseguiu negociar uma reestruturação (aumentou a maturidade dos empréstimos, prolongou empréstimos em 7 anos e reduziu a taxa de juro). Mas, também por isso, a reestruturação da dívida não é, só por si, um projecto políticoNão implica uma mudança de rumo. E não é uma alternativa à austeridade. Sugeri-lo, tal como acontece no manifesto, não é sério.
Os subscritores sabem-no. Se o governo pedisse agora uma reestruturação da dívida, os juros subiriam em flecha, forçando um novo resgate e mais austeridade. E mesmo que as entidades internacionais aceitassem essa reestruturação, teríamos de lhes dar algo em troca: mais medidas de austeridade. E, por isso, em termos políticos, o objecto do manifesto limita-se a promover a fantasia de que a esquerda (com os ressentidos da direita) formulou uma alternativa política à austeridade. É essa a ilusão que surge claramente no texto. Primeiro, afirmando que «sem reestruturação da dívida, o Estado continuará enredado e tolhido na vã tentativa de resolver os problemas do défice orçamental e da dívida pública pela única via da austeridade». Segundo, insistindo que «há alternativa».
Só que a esquerda está enganada: o que propõe não é alternativa. E não é a primeira vez que muitos destes subscritores nos prometem alternativas que não o são. Já houve manifestos, congressos e encontros. Tentou-se de tudo.

Era a aposta no investimento público, como ainda fez Sócrates (aumentando a dívida).

Era parar com a austeridade e apostar no crescimento (garantindo que eram incompatíveis).

Era a introdução dos eurobonds.
E era esperar que Hollande virasse o rumo da política europeia, com a sua «austeridade inteligente». Mas, sem surpresa, todos esses caminhos falharam. E face aos mais recentes dados do INE, também caiu por terra a tese socialista, de que foram os chumbos no Tribunal Constitucional a promover o crescimento da economia. O que resta?

Resta a reestruturação – uma proposta originalmente da esquerda radicalque defende uma reestruturação pela força do «não pagamos», agora limada desses excessos anti-europeus. Compreende-se o desespero. Mas não será a insistência no erro que produzirá um resultado certo. É que o problema desta alternativa é o mesmo das anteriores. E igual será também o seu destino.