sábado, 13 de julho de 2013

5 coisas que um filho precisa ouvir do pai


Daniel Darling

Por graça de Deus, eu sou o pai de quatro filhos fantásticos: três meninas e um menino.

Na semana passada eu escrevi sobre as 5 coisas que uma filha deve ouvir do seu pai.

Hoje eu quero falar sobre pais e filhos.

Assim como é maravilhoso ser o pai de filhas, é maravilhoso ser pai de um filho.

Na minha casa, Daniel Jr (4 anos de idade) e eu estamos a perder 4-1 com as raparigas, e por isso fizemos uma espécie de aliança para garantir que nem tudo fica pintado de cor-de-rosa, que vemos futebol com alguma regularidade, e que se vêem tantos filmes de super-heróis como filmes da Barbie.

Falando a sério, o trabalho de criar um filho é uma tarefa nobre e importante.

Infelizmente, é um trabalho que muitos homens desleixam, abrindo caminho ao que agora se vê como uma crise de grandes proporções no nosso país: a crise da paternidade.

Quando tiver vagar veja as estatísticas e ficar a saber que uma percentagem muito elevada dos jovens que estão na prisão tiveram pouca ou nenhuma experiência de envolvimento com o pai. Na minha função pastoral, eu vi os efeitos devastadores da ausência do pai ou da sua falta de liderança na vida do filho.

Homens, ser pai para os filhos é um trabalho sério.

Por isso, gostaria de apontar 5 coisas que todo filho precisa ouvir do pai;

1.ª Gosto de ti

Qualquer rapaz precisa de ouvir e saber que o pai o ama.

Sem essa afirmação, um homem carrega feridas profundas que afectam os seus relacionamentos mais importantes.

Encontrei homens de todas idades que sonham ouvir essas palavras mágicas que significam bem mais quando vêm do pai: gosto de ti.

Nesta altura o meu filho tem só 4 anos, por isso é mais fácil dizer essas coisas. Suspeito que, à medida que crescer, vai ser um pouco mais complicado. Mas continuo a pensar dizer.

Porque por detrás de uma aparência às vezes áspera de um rapaz jovem há um coração que deseja sentir o amor do pai.

O que você pode não perceber é que a primeira imagem que o miúdo vai ter do seu Pai celestial é a imagem do pai terreno quando olha para ele.

Ou seja, toca a dizer ao seu rapaz que gosta dele.

2.ª Estou orgulhoso de ti

Nem sei dizer quantos homens conheço que ainda hoje vivem à espera de ter a aprovação do pai.

No fundo do coração perguntam, porto-me minimamente bem?

Estou a fazer o que é certo? O meu pai estará contente comigo?

Ando a aprender que é importante para nós, pais, sermos firmes com os filhos de muitas maneiras (ver abaixo), mas nunca devemos negar a nossa aprovação. Eles precisam de saber, nos momentos certos das suas vidas, que não é preciso que façam mais para conquistar o nosso favor.

Claro, às vezes eles vão decepcionar e temos de lho fazer saber e sentir.

E, no entanto, é importante não sermos como senhores que, ao tentar motivar os nossos filhos para a grandeza, omitimos o maior condimento que pode facilitar o êxito: a confiança.

Lembro-me da aprovação que Deus faz ao seu Filho quando estava a ser baptizado por João Batista.

«Este é o meu Filho amado, em ponho a minha complacência» (Mateus 3,17 e Marcos 19,35). Sim, há implicações teológicas importantes nesta frase para além da aprovação, mas não posso deixar de ver a aprovação de Deus a Jesus como um modelo para a relação que temos com os nossos filhos.

Se o seu filho não subir à 1.ª divisão, se ele entrar numa universidade que não é Harvard, se ele se tornar camionista em vez de pastor evangélico, nunca lhe dê a impressão de que gosta menos dele.

Não magoe a sua alma dessa maneira.

3.ª Tu não és um choninhas, és um soldado

Hoje a cultura apresenta uma imagem confusa da masculinidade.

O que é um homem? A cultura dominante diz que ele é uma espécie de inútil e que o melhor que ele consegue é desperdiçar a adolescência satisfazendo os impulsos sexuais, brincando às guerras na playstation, e sem qualquer tipo de ambição nobre.

Mas Deus não fez o seu filho, ou o meu filho, para ser um indolente, mas para ser um soldado.

Por favor, não se ponham nervosos com a palavra «soldado». É bom para encorajar os filhos a serem masculinos.

Isto não tem a ver com ser caçador de leões, condutor de camiões TIR.

Muitos homens verdadeiros bebem leite, conduzem utilitários pequenos, e detestam camuflados (como eu).

Há uma visão de masculinidade na Bíblia, de nobreza e força, de coragem e sacrifício. Um homem de verdade luta por aquilo que ama.

Um homem de verdade valoriza a mulher que Deus lhe dá. Não se serve dela.

Um verdadeiro homem procura seguir o chamamento que Deus estampou na sua alma, e que é descoberto através da intimidade com Deus, da identificação com os dons e talentos recebidos, e da satisfação das necessidades profundas do mundo (para parafrasear Buechner).

Ninguém consegue ajudar melhor os nossos filhos a orientar-se para a sua missão que nós, os pais.

Não deixemos o futuro dos nossos filhos ao acaso.

Vamos estar ao lado deles, modelando para eles um modo de viver que tenha sentido.

4.ª O trabalho duro é um dom, não é uma maldição

Ócio, preguiça e indecisão são as melhores ferramentas do diabo para arruinar as vidas dos homens jovens.

Pessoal, os nossos filhos precisam de nós para trabalhar no duro e ser incentivados e preparados para trabalhar no duro.

Eles precisam de perceber que o trabalho é mais duro por causa da queda original, mas em última análise foi dado por Deus para saborear o seu beneplácito.

Ficar com as mãos sujas no esforço, na luta, no cansaço – tudo isto é bom, não é mau.

Infelizmente muitos jovens nunca viram como é importante para um homem poder trabalhar. Vamos mostrar-lhes que o trabalho traz alegria.

O trabalho honra a Deus. O trabalho bem feito dá glória ao Criador.

Seja feito com os dedos num teclado, cortando árvores à machadada, ou manobrando uma empilhadora. Seja feito num escritório com ar-condicionado, em pântanos lamacentos, ou debaixo de um carro.

Mas não se enganem: o trabalho importa e o que fizermos com as nossas mãos, se for bem feito, é um sinal do Criador.

5.ª Tens talento, mas não és Deus

Vamos embeber os nossos filhos num sentimento de confiança, de aprovação, de dignidade. Mas vamos lembrar-lhes que, embora agraciados pelo Criador, eles não são Deus.

Temos de lhes ensinar que a masculinidade genuína não se envaidece.

Inclina-se. Pega numa toalha e lava os pés dos outros.

Um homem de verdade sente-se confortável tanto quando reza como quando fala. Ele sabe que a sua força não está nas suas façanhas ou naquilo que ele acha que as pessoas pensam dele. A força vem de Deus.

Esta humildade alimenta a compaixão e vai permitir-lhes perdoar àqueles que os hão-de ferir duramente. Vamos ajudar os nossos filhos a saber que as suas vidas realmente começam, não quando eles tiverem 18 anos ou quando tiverem o primeiro trabalho ou quando se apaixonarem por uma mulher.

As suas vidas começaram numa colina poeirenta há 2.000 anos, aos pés de uma cruz romana, onde a justiça e o perdão se reuniram no sacrifício sangrento do seu salvador.

Vamos ensiná-los que viver a vida sem Jesus é como dar um concerto no convés do Titanic. É bom enquanto dura, mas, por fim, acaba na tristeza.





sexta-feira, 12 de julho de 2013

As estações de televisão
que deveriam ser encerradas


Luís Lemos

De vez em quando, assistimos a verdadeiras campanhas contra a Civilização por parte das estações de televisão. Ora é o aborto, ora é a eutanásia, ora é o feminismo, ora é a retórica dos invertidos, ora é ora é a pornografia, ora é destruição dos laços da família, ora é a libertinagem dos jovens... ora é tudo junto e em permanência. Pobre Santa Clara, padroeira da televisão!

Desta vez, em especial, a porcaria é da TVI, em campanha a favor da eutanásia, muito humanazinha a ensinar formas de suicídio sem sofrimento...

Se houvesse em Portugal um verdadeiro governo, a coisa seria de outra maneira. A estações destas, que apenas contribuem para a destruição de tudo e todos, deveriam ser retiradas as concessões de actividade. Pura e simplesmente.  E depois os Balsemões e castelhanos debochados que fossem ganhar dinheiro para outra freguesia.





quarta-feira, 10 de julho de 2013

Carta de uma professora


Colegas, é com grande mágoa que lhes vou relatar o seguinte caso: no dia 13 de Junho, na última 5.ª  feira, portanto, uma colega nossa foi agredida violentamente por um aluno dentro da sala de aula. Ouviram dizer alguma coisa?? Não! Andava tudo muito preocupado com as greves... Comunicação social?? Contactaram a RTP, a SIC e a TVI...Alguém disse alguma coisa?? Não. Quando é que vão dizer? Quando for um professor a agredir um aluno.

Por todo este silêncio, não me posso calar mais, até porque já atingi uma idade que não me permite assistir a tamanhas injustiças e a tamanhas incompetências por parte de alguns directores. Vou relatar o caso tal qual me foi dado a conhecer, depois de falar com a colega em questão e com alguns alunos da turma: a colega convidou o aluno a sair da sala porque estava a prejudicar o seu bom funcionamento. Este recusou, com é hábito nesta escola. Mandou chamar alguém da direcção que, rapidamente o encaminhou para o Gabinete de Apoio. O aluno fugiu de lá e foi novamente para a sala de aula, ameaçando a professora... Novamente a direcção foi lá buscá-lo. O aluno conseguiu entrar novamente no pavilhão quando a aula já estava a terminar...Entra de rompante na aula, ordena aos colegas para fecharem os estores, o que eles recusaram, dirige-se à secretária da professora, pegou na chave e trancou toda a turma e professora. Dirigiu-se à professora, dizendo «Agora nós»!; esta ignorou-o completamente, encaminhando-se para o lado oposto da sala. Aí, foi-lhe aplicado um violento murro, provocando-lhe perca de consciência... Depois, é o habitual: polícia, INEM, aluno em fuga e direcção a tentar abafar.

Psicologicamente a colega está devastada, pois continua a dar aulas à turma (CEF), tendo que encarar 3 alunos que, não estando presentes na aula no dias dos acontecimentos, estão muito felizes com o sucedido. A opinião dos colegas da escola é que também estes alunos teriam que ser suspensos. Tenho algum receio que este caso ainda não tenha terminado porque a colega está sem qualquer apoio da escola, seja a nível psicológico seja relativamente a assuntos ligados à sua agressão, nomeadamente junto do hospital.

Colegas, só gostaria que partilhassem esta minha preocupação... e vou dizer-lhes qual é a escola – EBI/JI Sopia de Mello Breyner, na OUTURELA – CARNAXIDE.





segunda-feira, 8 de julho de 2013

As políticas antifamília em França...


Heduíno Gomes

O «salvador» socialista Hollande chegou e «salvou»: a crise económica agravou-se e ele resolveu «casando» os mariconços e as fufas e aumentando brutalmente os impostos.
François Hollande: «O que vocês, no Japão, têm
 de saber é que a crise na Europa acabou»,
 afirmou o Presidente francês no Japão.

Os reformados vão, pela primeira vez, pagar impostos. As taxas aumentam nos vários sectores. As taxas das autoestradas aumentam. Os selos de correio, idem. E prepara-se para aumentar as taxas do IVA em 2014.

Um pormenor. Alguns serviços que eram taxados de IVA pelo mínimo, a partir de 1 de Julho, são-no pelo máximo. Por exemplo, se recorrer a um serviço, prestado através de empresa, de guarda de crianças ou de lições de piano, vai pagar mais.





sexta-feira, 5 de julho de 2013

Parlamento da Bélgica,
dominado pela maçonaria,
debate eutanásia para crianças


O Parlamento da Bélgica
O Parlamento da Bélgica debate ampliar a actual Lei da Eutanásia aos menores de idade, com o fim de outorgar aos jovens e crianças decidir se acabarem ou não com a sua vida.

Conforme informou o jornal Avvenire, a proposta de lei poderia aprovar-se antes de Setembro. A prática foi apoiada por quatro senadores dos partidos com maioria absoluta – os socialistas e os liberais –, liderados por Elio Di Rupo, e pelos senadores dos dois partidos ecologistas. Apenas os democratas cristãos se opõem à proposta.
Elio Di Rupo

A Lei da Eutanásia na Bélgica entrou em vigor no ano 2002 e permite aos adultos submeter-se a uma injecção letal para pôr fim à vida em casos de doenças terminais, dolorosas ou Alzheimer. No ano 2012, o país registou o recorde de casos de eutanásia. Desde que a lei entrou em vigor, 1432 pessoas receberam a injecção.

O socialista Philippe Mahoux – um dos pais da lei que legalizou a eutanásia –, argumenta que com a proposta de lei «os médicos poderiam pôr fim à vida de uma criança, se se encontrar numa situação médica sem saída, em estado de sofrimento físico, psíquico constante e insuportável, e que apresente uma solicitude de eutanásia».

A proposta de lei não coloca limites de idade e só faz referência à «capacidade de discernimento» da criança, com «a garantia de que expresse algo que compreenda». Além disso, para a avaliação a lei propõe um teste psicológico elaborado por psiquiatras.

Philippe Mahoux
Os defensores da eutanásia argumentam a «extraordinária maturidade», que desenvolve a criança doente.

Outra condição da proposta é a autorização da injecção por parte de ambos os pais, a quem lhes garante um acompanhamento psicológico durante vários anos depois de autorizar a morte de seu próprio filho.

A proposta outorga aos doutores que devem injectar a eutanásia 7 dias para exercerem o direito de objecção de consciência. Em caso de opor-se à injecção, a «prática» passaria a um colega.


A política belga é dominada pela maçonaria irregular, a qual corresponde ao Grande Oriente de França e ao Grande Oriente Lusitano.




quarta-feira, 3 de julho de 2013

5 coisas que uma filha precisa
de ouvir do pai


Daniel Darling

Eu sou pai de quatro filhos fantásticos, três dos quais são meninas.

A mais velha tem 8 anos e, a cada ano que passa, fui-me tornando mais conservador no que lhes diz respeito.

Eu não sou um defensor do porte de armas, mas seria se fosse preciso para estar de pé na varanda fazendo uma espera ao primeiro tipo que se atrevesse a pedir para andar com uma das minhas filhas...

Agora a sério, adoro ter filhas. Para um homem, ter uma filha é uma coisa que o suaviza e lhe traz uma certa ternura para o seu espírito.

Nesse sentido, gostava de partilhar 5 coisas que qualquer filha precisa ouvir do pai:

1)  És bonita, e gosto muito de ti

Devia dizer isso à sua filha pelo menos uma vez por dia, e se calhar mais que isso. Dizer só de vez em quando, não chega.

Não sou psicólogo, mas as filhas que sabem que o pai gosta delas, crescem com maior confiança e tendem a evitar procurar estima nos lugares errados.

Ouvir dizer que é linda é oxigénio para a alma da sua filha. Faça-o muitas vezes de maneiras variadas e criativas.

2)  A tua mãe é bonita e gosto muito dela

O melhor presente que pode dar à sua filha é mostrar-lhe como um homem trata uma mulher.

Deixe-a ver em sim, mesmo que de forma limitada, o amor gratuito vindo de Deus entre um homem e uma mulher.

Diga à sua mulher diariamente que ela é linda, que a ama, e que está contente por ter casado com ela.

Diga-lhe que está comprometido com ela para toda a vida.

E diga estas coisas, de vez em quando, diante dos filhos.

3)  És de Deus e foste criada para a sua glória

As meninas frequentemente lutam contra a insegurança numa série de questões: o peso, a aparência, os amigos.

Talvez, por vezes, se sintam subestimadas ou sem importância, mesmo numa casa onde há amor. É por isso que você, como pai, tem de lembrar-lhes muitas vezes que são uma criação especial, que foram amorosamente formadas pelo Criador à Sua imagem.

Lembre-lhes as palavras de David: «Eu Vos louvo porque me fizestes como um prodígio», do salmo 139. Deve ser uma passagem muito usada na sua Bíblia e interiorizada nas suas filhas para os momentos de dúvida.

4)  Estás perdoada

As suas meninas hão-de errar. Hão-de pecar. Vão decepcionar.

Se a boa notícia que o evangelho traz não estiver no coração da família, podem crescer sem saber como fazer, nem o que fazer, com os pecados pessoais.

Tente evangelizar a sua filha e tente que ela o siga.

Treine nela a prática cristã vital do arrependimento e do perdão.

Arrependimento para o pecado próprio e perdão para o pecado dos outros. Faça-lhe saber que Jesus está sempre pronto para dar novos reforços de graças. Faça-lhe saber que essas graças são não só para ela, mas também para aqueles que a ferirem.

5)  Vales muito

Não deixe que sua filha beba o veneno cultural que mede o valor de uma mulher pela sua auto-suficiência ou pela sua destreza em desfazer-se da sua pureza.

Nem por um momento a deixe ser dominada pela mentira de que o desregramento sexual é mais do que uma escravidão da pior espécie, é mais que a forma como o inimigo rouba a criatividade, a beleza e a finalidade para que foi criada.

Ensine-a o que deve procurar num homem (dica: não os «bonecos» que vê na TV). Torne-a ciente da bela imagem de feminilidade pintada pelo Criador.

A sua auto-estima, a sua consciência de si mesma, o seu valor, estão ligadas à sua vocação, surpreendente, de filha de Deus.


* Numa próxima vez vou partilhar uma lista parecida sobre os pais e os filhos.





terça-feira, 18 de junho de 2013

A diferença entre 1964 e 2012


(da net)

Situação: O fim das férias.

Ano 1964: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, ou passar esses 15 dias na praia do Castelo do Queijo, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2012: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e diarreia.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1964: Não se passa nada.

Ano 2012: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e diarreia.

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

Ano 1964: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2012: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1964: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2012: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês antiviolência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar uma equipe de reportagem à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1964: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2012: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luís parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1964: O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2012: Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã de que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís torna-se amante do psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo e arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1964: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2012: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zezinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado «chocolate» ao outro.

Ano 1964: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

Ano 2012: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.

Ano 1964: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque «alguma deves ter feito».

Ano 2012: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.





domingo, 16 de junho de 2013

Petição pública


«Não a greves de professores

em dias de exames e avaliações»







terça-feira, 11 de junho de 2013

A política de terra queimada sobre a família


Marta Gaspar

A aprovação da lei da co-adopção com votos a favor, abstenções e até ausência de inúmeros deputados da maioria PSD-CDS na Assembleia demonstra que, ao serviço de interesses que pugnam pela destruição da célula familiar (pai, mãe e filhos), foi dado mais um passo na instituição de uma pseudo-ética resultante dos caprichos e das vontades de políticos ao serviço de lobbies da minoria e não ao respeito pelo voto e pela consciência dos Portugueses.

Tal como havia já resultado da aprovação da lei de despenalização do aborto (cujas consequências são conhecidas e inclusive denunciadas pelos especialistas intervenientes na sua execução), a perigosa relativização dos valores e da essência da pessoa humana, também nesta matéria, teve um avanço capital.

A formatação das consciências é a principal arma dos políticos do sistema, procurando tornar aceitáveis e dignas de crédito todas as medidas, leis e critérios que desejam instituir nas sociedades, à luz de um projecto e de uma nova ordem maquiavélica de estruturas que transcendem o território nacional.

A Assembleia da República não está mandatada para votar matérias de consciência e definir os valores essenciais da sociedade. Em matéria política fundamental, rege a lei constitucional, boa ou má; em matéria de valores fundamentais sobre os quais assenta e se organiza a sociedade, rege a lei natural.

Aqui regista-se a primeira subversão de todo este processo, consistindo na captura da sociedade e do pensamento colectivo segundo o qual a matéria agora sujeita a legislação é matéria ordinária que visa eliminar uma fonte de discriminação. Não é! É a defesa de um interesse minoritário, com prejuízo de direitos que não constam de lei nem têm de constar, porque neles se funda a ordem jurídica e os direitos constitucionais ou legalmente consagrados, porque do domínio da ordem natural, isto é, direitos inalienáveis das crianças e do ser humano.

A despenalização do aborto e uma política totalmente alienada quanto a incentivos económicos e sociais às famílias para poderem ter mais filhos, aliadas ao apoio a uma cultura hedonista, são, para já, uma achega ao problema demográfico, que regista uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo. A aprovação do chamado «casamento» entre pessoas do mesmo sexo e da lei da co-adopção é a cereja no bolo.

Chocante e inaceitável é o reflexo destas irresponsabilidades, egoísmos  e espírito de destruição nos mais inocentes: as crianças. Não só as que tentam sobreviver nos ventres das mães, bem como aquelas que são vítimas de um Estado que, não resolvendo os problemas do bem comum, também no campo da família, quer legislar e usurpar o papel desta instituição natural. A adopção não é um direito dos pais nem um dever do Estado. A adopção é apenas a possibilidade de encontrar para a criança uma resposta que a ajude a superar o seu eventual infortúnio de orfandade, algo que naturalmente só é possível no quadro de uma referência que inclua o pai e a mãe.





terça-feira, 4 de junho de 2013

Defender a civilização


Francisco Cansado

Mais do que direitos individuais ou de grupos particulares, o que está verdadeiramente em causa é, em primeiro lugar, a defesa da civilização Ocidental e consequentemente o nosso futuro e o dos nossos filhos.

É preciso reconhecer o veneno que nos estão a administrar e a morte iminente que nos oferecem em troca de uma quimera suicida que não tem volta atrás.
A França teve o discernimento para compreender a armadilha que lhe foi montada e o que está em causa. E, felizmente, está reagindo.

Portugal deve seguir o bom exemplo.





segunda-feira, 3 de junho de 2013

Prós e Contras


P. Gonçalo Portocarrero de Almada

O «Prós e Contras» é um bom espectáculo. O último, sobre a co-adopção, até me lembrou o circo romano, onde os cristãos eram lançados às feras.

Hoje não é possível fazê-lo, não porque a dignidade humana ou a liberdade religiosa o impeçam, mas porque os sacrossantos direitos dos animais o não permitem: um católico é muito indigesto para os estômagos delicados dos bichos, que requerem alimentos mais ricos em proteínas. Aliás, já os inimigos das touradas o são em nome dessas bestas e não, como seria lógico, dos seres humanos que as enfrentam, às vezes com funestos resultados.

É bizarra a ideia de que um tema fracturante pode ser resolvido num duelo entre duas equipas, a favor e contra, no palco, contando cada uma com a sua ululante massa de apoiantes na plateia. Parece-se com os jogos de futebol e as respectivas claques, tipo «diabos vermelhos» e «dragões azuis», embora a bola seja uma ciência reservada aos profissionais, que a exercem em catedrais, onde são sagrados campeões. A vida, o casamento, a família, a adopção, etc., são temas menores, meros objectos da diversão televisiva.

Seguindo esta fórmula de sucesso, aqui ficam sugestões para novos programas: a criminalidade, com uma plateia composta por polícias e ladrões, separados por um cordão de guardas prisionais; a droga, dando metade dos lugares aos toxicodependentes, cuja experiência com alucinogénios é de grande interesse público; a democracia, a ser negada por um nacional-socialista e por um comunista, numa sala irmãmente partilhada por nazis e adeptos da ditadura do proletariado, de um lado, e democratas, do outro; e muitos mais, até porque the show must go on!

Ave, Fátima, morituri te salutant!





domingo, 2 de junho de 2013

Extraordinária desfaçatez

Nuno Serras Pereira

Um dito-cujo casou-se, emprenhou a sua esposa, nasceu-lhes um filho, divorciou-se da mulher, apegou-se sodomiticamente com um macho, «casou-se» ficcionalmente (nos termos da «lei» intrinsecamente injusta que colabora na farsa fraudulenta), por circunstâncias várias fica só ele com a paternidade do filho; agora exige num berreiro de vitimização que o seu cobridor possa co-adoptar o filho, que será um desgraçado se assim não for.

Dois ideólogos homonazis ou gayzis (o livro) decidem, em nome da «homoparentalidade», ter um filho para estabelecerem «família». Encomendam a um estranho a semente, que é introduzida por técnicos numa lésbica amiga; passado o tempo, deu ela à luz a criança, que entregou àqueles dois, que se autoproclamam orgulhosamente pais; um deles adopta «legalmente» a criança; mais tarde entram os dois em estridentes zaragatas, que desembocam no apartarem-se; em nome do «superior interesse» e dos «direitos» do «filho» é gizada e reivindicada a co-adopção.
Após todas estas brutalidades, coisificando friamente as crianças, reclamam, com extraordinária desfaçatez, como salvaguarda imprescindível do «bem» dos «filhos» mais essa violência desumana chamando-lhe co-adopção!

E depois nós é que somos os agressores, violentos ofensores e algozes de seus «filhos»; pois...