terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Bento XVI: A falta de fé gera crises no matrimónio


No seu discurso no sábado de manhã aos membros do Tribunal da Rota Romana, o mais alto tribunal eclesiástico da Santa Sé, o Papa Bento XVI indicou que «a carência de fé pode ferir os bens do matrimónio: procriação, fidelidade conjugal e indissolubilidade».

O Santo Padre sublinhou que a actual crise de fé ocasiona uma crise na união conjugal, acrescentando que o afastamento da proposta de Deus leva a um profundo desequilíbrio em todas as relações humanas.

O «acentuado subjectivismo e relativismo ético e religioso» da cultura contemporânea impõe à família «desafios urgentes», disse o Papa.

Bento XVI lamentou que exista uma «difundida mentalidade» de que a pessoa «seja ela mesma permanecendo ‘autónoma’ e entrando em contacto com o outro só mediante relações que possam ser interrompidas em qualquer momento».

O Papa sublinhou que «só abrindo-se à verdade de Deus é possível compreender, e realizar no concreto da vida também conjugal e familiar, a verdade do homem como filho Dele, regenerado pelo Baptismo».

Ao reflectir sobre a indissolubilidade do pacto matrimonial entre um homem e uma mulher, indicou que este «não requer, para fins sacramentais, a fé pessoal dos noivos», mas o que se pede, «como condição mínima necessária é a intenção de fazer aquilo que faz a Igreja».

Entretanto, citou, «embora seja importante não confundir o problema da intenção com a fé pessoal dos noivos, não é possível separá-los totalmente».Ao recordar os três bens do matrimónio, mencionados por Santo Agostinho, procriação, fidelidade conjugal e indissolubilidade, o Papa advertiu que não se deve prescindir «da consideração de que possam apresentar-se casos que pela ausência de fé, o bem dos cônjuges resulte comprometido e portanto excluído do consenso».

O Santo Padre advertiu que «com estas considerações, não pretendo sugerir um fácil automatismo entre carência de fé e nulidade da união matrimonial, mas evidenciar que tal carência poderá, ferir os bens do matrimónio, a partir do momento em que a referência à ordem natural querida por Deus é inerente ao pacto conjugal».

O Papa especificou que sobre a problemática da validez do matrimónio, «sobretudo no contexto actual, será necessário promover ulteriores reflexões».

Bento XVI também recordou aqueles Santos que viveram o matrimónio de acordo com a perspectiva «cristã», conseguindo assim «superar também as situações mais adversas, conseguindo às vezes a santificação do cônjuge e dos filhos com um amor sempre reforçado por uma sólida confiança em Deus».


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Entre «casamentos» de invertidos e eleições.
Poderá o Papa confiar em Andrea Riccardi?


O fundador da Comunidade de Santo Egídio agita-se no centro da cena política italiana, aparentemente com a bênção do Papa. Mas detrás das aparências encontramos factos perturbadores.

Cada vez que Bento XVI se exprime contra o casamento homossexual, é sistematicamente assaltado com críticas. Mas da última vez que o fez – no discurso dirigido à Cúria antes do Natal, como em cada ano – não aconteceu isso. Todos se mantiveram em silêncio.

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domingo, 27 de janeiro de 2013

Estágios remunerados


A Comissão Europeia abriu vagas para o seu programa de estágios remunerados que vai ter início a partir de Outubro.A partir de 1 de Outubro, 650 estagiários vão ter o privilégio de começar a colaborar numa organização que serve mais de 500 milhões de habitantes em 27 países.

O período de candidatura vai ter lugar até ao dia 31 de Janeiro, com a pré-selecção a decorrer em Março e Abril, e a selecção em Maio.

Os estágios vão ter lugar em Bruxelas e na cidade do Luxemburgo, e a Comissão Europeia pede os seguintes requisitos mínimos:
  • Possuir uma licenciatura;
  • ter um bom conhecimento de inglês, francês ou alemão;
  • ter um bom conhecimento de uma segunda língua oficial da União Europeia.
A experiência profissional vai ter a duração de cinco meses e os estagiários vão receber uma remuneração mensal de 1000 euros e o reembolso das despesas de viagem, assim como seguros de saúde e de acidente. A Comissão Europeia recebe todos os anos mais de 1300 estagiários com os estágios a terem início em Março e em Outubro.

Para mais informações sobre como se candidatar consulte o site:



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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cartaz da II Caminhada Solidária da ADASCA
Comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue


Caros Colegas Dadores e Amigos!

Por forma a organizarmos a II CAMINHADA SOLIDÁRIA DA ADASCA com a devida antecedência, como prova o Cartaz em anexo em PDF, no âmbito da Comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue, que decorre a 14 de Junho, mas, como este dia coincide com dia útil da semana, irá decorrer no dia 15 a habitual Colheita de Sangue no Posto Fixo da ADASCA, e no dia 16 a Caminhada em supra.

A saída será do mesmo local do ano transacto, tal como a chegada, contudo, posteriormente serão dadas mais informações a este respeito.

É nosso propósito, encontrar patrocínios para as T-SHIRTS E BONÉS, pelo que se alguma empresa se quiser associar a esta iniciativa, apoiando-nos, pode entrar com contacto connosco no sentido de ajustarmos as melhores condições.

Ainda nesta área, seria interessante que no final da Caminhada pudéssemos realizar um Piquenique Partilhado. Sobre este ponto, estamos abertos à opinião dos colegas.

O percurso será igual ao do ano transacto, cerca de 16 Kms, podendo ser introduzidas ligeiras alterações. Quanto ao valor da inscrição para os participantes, daremos a conhecer posteriormente os seus valores, porque temos que fazer face ao pagamento do acompanhando policial da PSP, e claro, adquirir outros bens…

O Vídeo da 1ª. Caminhada segue no link abaixo, para a visionar basta clicar no link e esperar que passe o Spot publicitário. Vale a pena recordar aos que participaram, para os que não participaram ficam com a ideia de como decorreu.


A máxima da ADASCA desde a sua fundação é: UNIDOS PELA DÁDIVA DE SANGUE, podemos adaptar para: UNIDOS PELA II CAMINHADA SOLIDÁRIA DA ADASCA.

Sem mais, aguardamos pelas vossas sugestões e pelos contactos das empresas.

Cordialmente,

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Tm: 964 470 432 ou 914 271 151

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um tabu a romper:
a indústria da eutanásia dos velhos


Eduardo Cintra Torres

Todas as sociedades têm interditos, ou tabus; vivemos bem com eles, não vivemos sem eles. Uns estabelecem normas de vida, como o do incesto ou do assassínio. Outros referem-se a coisas comezinhas, como não passar debaixo duma escada.

O termo polinésio tabu passou da antropologia à linguagem comum: a palavra tabu é forte, mas usa-se como eufemismo para evitar «interdito» ou «proibição». Por paradoxo, dizemos tabu para não expressarmos por inteiro o interdito a que se refere.

O jornalismo não podia deixar de ter tabus. Não me refiro ao abuso da palavra por moda, como a recusa dum político de anunciar uma candidatura no momento e no local que agradaria aos jornalistas, mas aos autênticos, como o do suicídio. Por consenso, o jornalismo decidiu não o noticiar, pois a publicitação pode induzir outros suicídios. Nem sempre houve este tabu jornalístico, o que mostra como a criação, vida e quebra de tabus varia no tempo. No excelente jornalismo português do início do século XX, liam-se centenas de notícias de tentativas com ou sem êxito de suicídios. Hoje há um limite auto-imposto da liberdade de imprensa por consenso que é aceite pela esmagadora maioria. Nunca vi ninguém contrariá-lo.

Mas há outros tabus que conviria ao jornalismo romper. Um deles é o da maneira como tratamos os velhos. Não digo idosos, porque idosos é outro eufemismo para esconder a terrível realidade da velhice de centenas de milhares de concidadãos. Ontem, vi na RTP 1 uma notícia sobre uma «idosa» que morreu sozinha por fogo num «apartamento que servia para acolhimento de pessoas acamadas», em Meadela. Não interessa aqui se o lugar de «acolhimento» estava legalizado. Interessa que a sociedade, as pessoas, nós, empurramos os velhos para armazéns de «acolhimento» e «lares» (outras palavras que adoçam a realidade do tabu). Estes velhos são mais indefesos do que as crianças, eudeusadas pela sociedade actual (basta ver as notícias falando dos milhares que vão para a escola com fome e ignorando, sempre, os pais dessas crianças, que não são monstros e também passam fome). A sociedade condena à morte triste e lenta centenas de milhares de velhos, consentindo-a. São depositados onde quer que seja, muitos em condições infames, pelos próprios filhos. O jornalismo não deveria apenas noticiar os «lares» ilegais que encerram e os velhos que morrem por incúria. Deveria romper o silêncio consentido de toda a sociedade sobre os que abandonam os velhos e sobre a permitida indústria da morte lenta, uma eutanásia de que é tabu falar.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Usurpações aterradoras

Nuno Serras Pereira

Cada vez tem havido mais casos vindos a público de roubos violentos, por parte do estado, de filhos a seus pais. Os tribunais conluiados com assistentes sociais arrogam-se o direito a um poder absoluto contra a família determinando se podem ou não ter filhos, e impondo ameaçadoramente o que têm que fazer para os evitar. Isto, tanto quanto sei, começou com o então chamado «rendimento mínimo garantido», o qual exigia que quem dele quisesse usufruir fosse obrigado ao uso contínuo da contracepção, mesmo a abortiva precoce. Esta brutalidade totalitária não incomodou os altos prelados que se desfizeram em elogios à introdução daquele sem atender a este monstruoso «detalhe».

Ontem foi noticiado por um semanário o mais clamoroso dos casos conhecidos. A coisa é medonha. Um juiz determinou a esterilização permanente de uma mãe em virtude da pobreza em que vivia com os filhos. Como ela felizmente, e ajuizadamente, não o fez e se atreveu a procriar mais, o tribunal determinou, para gáudio das assistentes sociais, que lhe fossem extorquidos sete dos dez filhos, deixando-a só com os mais velhos. A ferocidade controladora e predadora do estado, em nome do bem-estar material, da higiene e da pontualidade escolar, ignora friamente os vínculos familiares, os laços de amor filiais, maternos, paternos e fraternos, e em vez de colaborar com a sociedade civil e com as Instituições de solidariedade para melhorar as condições de vida desta sociedade natural, anterior ao estado, entretém-se sadicamente a escaqueirá-la. Por este andar tardará muito até assistirmos impávidos e serenos, como temos estado ao longo destes anos, a decisões judiciais que imponham aos pobres o aborto forçado? Aliás, se esta mãe tivesse abortado os sete filhos não a espoliariam de nenhum dos que restassem nem padeceria controlos das assistentes sociais nem poria o pé em qualquer tribunal. Seria, pelo contrário, apontada como uma progenitora responsável, inteiramente capaz de cuidar da família, enfim uma mulher exemplar. Esta mentalidade inoculada sistematicamente ao longo das últimas décadas pela APF, prodigamente protegida e subsidiada por todos os governos, continua coadjuvada pela introdução da ideologia do género (ver os dois primeiros parágrafos deste discurso de Bento XVI e a entrada ideologia do género no blogue Logos), desde 1995, a sê-lo maciçamente com a cooperação activa dos mesmos políticos germinados nesse caldo infeccioso e pestilento em que se transformaram os partidos que têm estado nos governos.

Baste para exemplo o encontro, no próximo 13 de Fevereiro, organizado e promovido pelo ministério dos negócios estrangeiros.

Eduardo Pinto da Silva (Divisão de Direitos Humanos – Human Rights Division – SPM – DGPE – Ministério dos Negócios Estrangeiros – Directorate-General for External Policy – Ministry of Foreign Affairs) numa mensagem e enviada para uma extensa lista de representantes e associações da sociedade civil escreve: «Tenho a honra de informar V. Exas que a Comissão Nacional para os Direitos Humanos (CNDH) se reunirá em formato alargado a representantes da sociedade civil no próximo dia 13 de fevereiro, às 9 horas e 30 minutos, no Auditório do Instituto de Defesa Nacional (Calçada das Necessidades, nº 5, Lisboa) … Na qualidade de Presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos, o Senhor Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus fará a abertura da reunião e dirigirá os respetivos trabalhos (ordem de trabalhos em anexo)».

O anexo da «comissão nacional para os direitos humanos» apresenta na sua ordem de trabalhos, entre mais uma ou duas coisas o seguinte:

«Igualdade de Género – Esclarecimento de Conceitos» – Apresentação pela Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, Dra. MªTeresa Féria de Almeida.

«Globalização: Porquê a necessidade de sensibilizar para a Igualdade de Género?» – Apresentação pela Presidente da Delegação de Matosinhos da Cruz Vermelha Portuguesa, Dra. Joana Salinas.

Não resta pois dúvida alguma de que o estado português dominado pela agenda «gay», «lgbt», etc., em nome dos direitos humanos, «catequisa» a sociedade civil com estas nefandas ideologias que têm o propósito de acabar com os mesmos, invertendo-os, de modo a que o seu poder tentacular se vá fortalecendo, ainda mais, até ao ponto de estabelecer o seu totalitarismo intrinsecamente perverso, que perseguirá implacável e desalmadamente os cristãos e todas as demais pessoas que queiram viver de acordo com a recta razão.

Para concluir volto ao princípio do texto somente para dizer que, se dependesse de mim, aquela mãe que, não obstante a pobreza, tem um amor maior que todas as riquezas, seria condecorada com o mais alto galardão nacional como exemplo de generosidade em tempos de tanto egoísmo, como modelo do maior contributo que se pode dar para o futuro deste país que se encontra em estado adiantado de suicídio demográfico.


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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ideologia de género destroça a família
alerta bispo de Córdoba


O bispo de Córdoba (Espanha), Don Demetrio Fernández, adverte que «a ideologia de género destroça a família, rompe os laços do homem com Deus através da sua própria natureza», como é o sexo com que se nasce, «coloca o homem acima de Deus, Deus já não é necessário para nada, e temos que prescindir d’Ele, porque Deus é um obstáculo para a liberdade do homem».
Assim o manifesta o bispo na sua carta semanal, publicada pela Europa Press, e na qual faz uma alusão à frase de Simone de Beauvoir (1908-1986), esposa de Jean Paul Sartre: «Não se nasce mulher: torna-se.», que, a seu ver, «expressa que o sexo é aquilo que a pessoa decide ser», de modo que «já não valeriam as ecografias que detectam o sexo da pessoa antes de nascer».
Deste modo, lamenta que embora a ecografia diga «claramente que é menina, o que vale é o que o sujeito decida», de maneira que «se quer ser homem, pode sê-lo, embora tenha nascido mulher» e vice-versa.
Também acrescenta que «a serviço desta ideologia existe uma série de programas formativos, médicos ou escolares, que procuram fazer com que todo o mundo mentalize esta ideologia, fazendo um dano tremendo na consciência das crianças, adolescentes e jovens».
Neste sentido, considera que «a ideologia de género não respeita em nada a própria natureza na qual Deus deixou inscrita a sua marca: sou varão, sou mulher, por natureza. Aceito-o e vivo-o com alegria e com gratidão ao Criador».
E que, «relacionar com a natureza e, portanto com Deus, a minha identidade sexual é uma escravidão da qual a pessoa tem que libertar-se», segundo esta ideologia «errada», como sublinha Don Fernández.
Um feminismo «radical» que se estende nas escolas.
Do mesmo modo, o bispo refere que desta ideologia vem «um certo feminismo radical, que rompe com Deus e com a própria natureza, tal como Deus a fez». Um feminismo, segundo ele, que «vai estendendo-se implacavelmente, inclusive nas escolas».
Além disso, Don Fernández menciona que «a Igreja Católica é odiada pelos promotores da ideologia de género, mais precisamente porque se opõe rotundamente a isto».
E, entretanto, adiciona, «uma das realidades mais bonitas da vida é a família», segundo a sua «estrutura originária, onde existe um pai e uma mãe, porque há um homem e uma mulher, iguais em dignidade, distintos e complementares», e igualmente «onde há filhos, que brotam naturalmente do abraço amoroso dos pais», e acrescenta que «Deus quer o bem do homem, e por isso inventou a família».
Ainda que a ideologia de género «tente destruir» a família, «a força da natureza e da graça é mais potente que a força do mal e da morte».
Por isso, considera que «a família precisa da redenção de Cristo, porque Herodes continua vivo, e não mata somente os inocentes no seio materno, mas também tenta mentalizar as nossas crianças, adolescentes e jovens com esta ideologia, querendo fazer com que vejam que há outros tipos de família».
O bispo de Córdoba acredita que «é a ocasião para pedir às famílias que atravessam dificuldades, para dar uma mãozinha às famílias que tenho por perto e cujas necessidades não são somente materiais, mas às vezes de sofrimentos por conflitos de todo tipo», ao mesmo tempo que assegura que «só na família, tal como Deus a instituiu, encontra o homem o seu pleno desenvolvimento pessoal e, portanto, a felicidade no seu coração».
Para Don Fernández, «na família está o futuro da humanidade, na família que responde ao plano de Deus».


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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

França: centena de milhares
em manifestação contra «casamento»
entre invertidos


Centenas de milhares de pessoas reuniram-se este domingo em Paris para uma manifestação contra a equiparação ao matrimónio das uniões entre invertidos.

A chamada «Manifestação para todos», promovida por comunidades religiosas e movimentos da sociedade civil, surgiu como forma de oposição ao projecto de lei apresentado pelo executivo do socialista François Hollande, chamado «Casamento para todos», que pretende legalizar o casamento e a adopção por invertidos e deve começar a ser analisado pelo Parlamento francês a partir do dia 29 de Janeiro.

Sob o lema «Nascemos de um homem e de uma mulher», a manifestação na capital francesa é apresentada pelo portal de notícias do Vaticano como uma «batalha civilizacional em defesa da célula fundamental da sociedade».

O arcebispo de Paris, cardeal André Vingt-Trois, marcou presença no final da iniciativa para manifestar o seu encorajamento aos organizadores.

O presidente do Conselho Pontifício da Família (Santa Sé), D. Vincenzo Paglia, elogiou o empenho do episcopado francês nesta causa para «fazer entender que o matrimónio e a família não são uma realidade de alguém, mas da humanidade».

«A igualdade é uma coisa, o respeito pela diversidade é outra, porque para se chegar a uma igualdade robusta é necessário respeitar a diferença com críticas à ideologia de género».

O arcebispo italiano sustenta que, após a legalização do casamento e da adopção por pessoas do mesmo sexo «tudo se torna possível» em termos de definição do matrimónio.

«Se a medida for o ‘eu’ e a satisfação de todos os seus desejos, fica claro que tudo pode acontecer e, portanto, temos a destruição da civilização».

O porta-voz da Conferência Episcopal Francesa, D. Bernard Podvin, disse estar confiante no bom senso da opinião pública, nestas matérias e apela ao testemunho dos católicos.

«Os tempos são difíceis, temos de testemunhar uma esperança e recordar à nossa sociedade que, no futuro, será muito mais frágil e terá que estar muito atenta aos seus valores fundamentais».


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«Acordo» Ortográfico:
Nem gregos nem troianos: assim-assim

Helena Buescu

Há dias, a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, adiou a obrigatoriedade de implementação do «Acordo» Ortográfico para 2016. Fê-lo com base numa petição que reuniu 20 000 assinaturas. Em Portugal, uma igual petição reuniu mais de 130 000, e não teve qualquer eco. 130 000 assinaturas num país cuja população é incomparavelmente menor do que no Brasil.

Devemos aproveitar para reflectir seriamente sobre o «A»O e os seus efeitos em Portugal. O exemplo vem-nos, aliás, do próprio Brasil. Nesse país, os argumentos aduzidos apontam para críticas de ordem científica ao «A»O. E junta-se a essas críticas o argumento da necessidade de uma «maior simplificação» da ortografia da língua portuguesa. Além de que por exemplo o linguista Evanildo Bechara assegura que o «A»O precisa de ser revisto. Revisto – e nem ainda entrou em vigor! Isto diz bem da consistência científica de um dos maiores atentados feitos à língua portuguesa.

Naturalmente, este adiamento sublinha a bondade das críticas feitas ao «Acordo», mostrando que nem em Portugal nem no Brasil (nem nos outros países lusófonos, que mostraram grandes reticências, sendo que Angola ainda não o ratificou) ele conseguiu um consenso mínimo em termos científicos.

A grande questão, agora, é saber se realmente há base científica para que algum dia ele venha a existir. Com este ponto suplementar: a partir do momento em que várias declarações, no Brasil, apontam para a necessidade de uma maior «simplificação» da língua portuguesa, o que se impõe perguntar em Portugal é: queremos nós, em Portugal, «simplificar» (seja o que for que isto queira dizer!) a língua? Ou privilegiamos (legitimamente também) a história da língua portuguesa na Europa, guardando por exemplo alguns traços etimológicos da sua origem e evolução ao longo dos séculos?

Simplificando a pergunta: haverá base, em termos de uma política científica do Português, para um acordo que não parece agradar nem a gregos nem a troianos? A resposta talvez seja: «Assim-assim». Em Portugal, é sob esta fórmula que se costuma esconder a falta de coragem e a aceitação tristonha do império da realidade, quando mais vale não pensar.

Em 2016, eis um cenário muito possível: Angola manterá a ortografia existente anterior ao «Acordo». Portugal seguirá, se não conseguir inverter o statu quo, o pobre «acordês». E o Brasil terá entretanto revisto e certamente «melhorado» o «Acordo», escrevendo numa terceira ortografia. Resumindo: cada qual escreverá de sua maneira, e ter-se-á esfrangalhado a ortografia comum que, até agora, era seguida por todos os países lusófonos, com excepção do Brasil. Ou seja: será um verdadeiro «acordo português», em que ninguém sabe acordar.


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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Revista Times: Promotores do aborto têm
perdido as batalhas contra os pró-vidas

Na capa da sua edição de Janeiro de 2013, a famosa revista americana Times, assegura que «há 40 anos, os activistas do direito ao aborto obtiveram uma épica vitória com (a sentença da Corte Suprema no caso) Roe vs. Wade», que permitiu a legalização do aborto nos Estados Unidos, «desde então eles estão perdendo» para os pró-vidas.

Conforme explica Kate Pickert, autora do artigo de capa, desde que em Janeiro de 1973 a Corte Suprema dos Estados Unidos converteu num direito federal o acesso ao aborto, «o movimento pro-choice (abortista) vem perdendo» as suas lutas.

«Em muitas partes do país, actualmente, recorrer a um aborto é mais difícil do que na década de 1970».

Pickert referiu que «há menos médicos dispostos a realizar o procedimento e menos clínicas abortistas no negócio».

«Os activistas pro-choice (abortistas) foram ultrapassados por os seus adversários pró-vidas, que pressionaram com sucesso obtendo regulações estatais que limitam o acesso» ao aborto, acrescentou.

«Muitos estados pedem actualmente que as mulheres passem por aconselhamento, períodos de espera ou ultra-sons antes de se submeterem a abortos», referiu.

Para a jornalista americana, «a causa pró-vida está ganhando a guerra do aborto, em parte, porque utiliza uma estratégia organizada e bem executada».

Além disso, reconheceu, «a opinião pública está crescentemente» do lado pró-vida.

«Graças ao ultra-sons pré-natal e aos avanços da neonatologia, os americanos podem agora saber como se vê um feto e que os bebés nascidos tão prematuramente como às 24 semanas agora podem sobreviver», afirmou Pickert.

A jornalista da Times disse que «apesar de três quartos dos americanos acreditarem que o aborto deveria ser legal em alguns ou todos os casos, a maioria apoia leis estatais que regulem o procedimento, e cada vez menos se identificam como ‘pro-choice’ nas pesquisas de opinião pública».

Pickert também retratou a divisão geracional que destrói por dentro a causa abortista, pois «os jovens activistas do direito ao aborto reclamam que as líderes das organizações feministas», que tinham 20 ou 30 anos quando se legalizou o aborto nos Estados Unidos, «não estão dispostas a passar a tocha às novas gerações».

Entretanto, para Kate Pickert, um dos principais motivos da derrota dos promotores do aborto é que «numa democracia dinâmica como a dos Estados Unidos, defender o status quo é sempre mais difícil do que lutar para mudá-lo».

Uma das expressões mais claras do avanço da causa pró-vida nos Estados Unidos é a multitudinária marcha nacional pela defesa da vida que mobilizam centenas de milhares de pessoas, com frequência ignoradas pelos média, todos os anos em Janeiro, no aniversário da sentença de Roe vs. Wade.

A última marcha, em 2012, reuniu mais de 400 mil pessoas que durante várias horas suportaram frio intenso, neblina e até chuva enquanto percorriam as principais ruas da capital Americana até à sede do Capitólio.


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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Vamos ajudar esta jovem e pedir a Deus
que a cure através de um dador compatível!


Sara Catarina Antunes – Vila Real


Reecaminhem ao maior numero de pessoas.. eu por ti faria o mesmo!

Eu sou a Sara Catarina Antunes e tenho 26 anos.

Até há pouco tempo a minha vida decorria normalmente e feliz até que me foi detectada leucemia mieloblástica.
 
Poderei ficar totalmente curada se receber uma transplantação de medula óssea.

Como tal procuro um dador compatível.

O possível dador não correrá quaisquer riscos, só terá que – preencher um questionário

– tirar sangue

– Ter entre os 18 e os 45 anos

– Ser saudável

– Ter peso minimo de 50 kg

– Nunca ter recebido uma transfusão de sangue

Ficar-lhe-ei eternamente grata se me puder ajudar!

Caso não seja possivel, agradeço na mesma a sua atenção e desejo-lhe toda a felicidade que eu gostaria de ter.

Um Beijinho

Sara

Por favor, não ignorem a minha mensagem. Ler e reencaminhar não custa nada e pode ajudar-me. Obrigada

Todos os esclarecimentos podem ser obtidos através dos meus contactos:

Telemóvel – 919 619 224 (Susana Antunes)

suantunes@hotmail.com ou jorge.cardoso@first-place.pt


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domingo, 23 de dezembro de 2012

O Papa e o Rabino-chefe de França
contra a ideologia do género

Ideologia de género:
cavalo de Tróia cultural

(Excerto do discurso do Papa à Curia Romana – 21. 12. 2012)

... (N)a questão da família, não está em jogo meramente uma determinada forma social, mas o próprio homem: está em questão o que é o homem e o que é preciso fazer para ser justamente homem. Os desafios, neste contexto, são complexos. Há, antes de mais nada, a questão da capacidade que o homem tem de se vincular ou então da sua falta de vínculos. Pode o homem vincular-se para toda a vida? Isto está de acordo com a sua natureza? Ou não estará porventura em contraste com a sua liberdade e com a auto-realização em toda a sua amplitude? Será que o ser humano torna-se ele próprio, permanecendo autónomo e entrando em contacto com o outro apenas através de relações que pode interromper a qualquer momento? Um vínculo por toda a vida está em contraste com a liberdade? Vale a pena também sofrer por um vínculo? A recusa do vínculo humano, que se vai generalizando cada vez mais por causa duma noção errada de liberdade e de auto-realização e ainda devido à fuga da perspectiva duma paciente suportação do sofrimento, significa que o homem permanece fechado em si mesmo e, em última análise, conserva o próprio «eu» para si mesmo, não o supera verdadeiramente. Mas, só no dom de si é que o homem se alcança a si mesmo, e só abrindo-se ao outro, aos outros, aos filhos, à família, só deixando-se plasmar pelo sofrimento é que ele descobre a grandeza de ser pessoa humana. Com a recusa de tal vínculo, desaparecem também as figuras fundamentais da existência humana: o pai, a mãe, o filho; caem dimensões essenciais da experiência de ser pessoa humana.

Num tratado cuidadosamente documentado e profundamente comovente, o rabino-chefe de França, Gilles Bernheim, mostrou que o ataque à forma autêntica da família (constituída por pai, mãe e filho), ao qual nos encontramos hoje expostos – um verdadeiro atentado –, atinge uma dimensão ainda mais profunda. Se antes tínhamos visto como causa da crise da família um mal-entendido acerca da essência da liberdade humana, agora torna-se claro que aqui está em jogo a visão do próprio ser, do que significa realmente ser homem. Ele cita o célebre aforismo de Simone de Beauvoir: «Não se nasce mulher; torna-se mulher – On ne naît pas femme, on le devient». Nestas palavras, manifesta-se o fundamento daquilo que hoje, sob o vocábulo «gender – género», é apresentado como nova filosofia da sexualidade. De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia. Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente. O homem contesta o facto de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza; agora, é só espírito e vontade. A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. Agora existe apenas o homem em abstracto, que em seguida escolhe para si, autonomamente, qualquer coisa como sua natureza. Homem e mulher são contestados como exigência, ditada pela criação, de haver formas da pessoa humana que se completam mutuamente. Se, porém, não há a dualidade de homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. Mas, em tal caso, também a prole perdeu o lugar que até agora lhe competia, e a dignidade particular que lhe é própria; Bernheim mostra como o filho, de sujeito jurídico que era com direito próprio, passe agora necessariamente a objecto, ao qual se tem direito e que, como objecto de um direito, se pode adquirir. Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser. Na luta pela família, está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem.

Dito isto, gostava de chegar ao segundo grande tema que, desde Assis até ao Sínodo sobre a Nova Evangelização, permeou todo o ano que chega ao fim: a questão do diálogo e do anúncio. Comecemos pelo diálogo. No nosso tempo, para a Igreja, vejo principalmente três campos de diálogo, onde ela deve estar presente lutando pelo homem e pelo que significa ser pessoa humana: o diálogo com os Estados, o diálogo com a sociedade – aqui está incluído o diálogo com as culturas e com a ciência – e, finalmente, o diálogo com as religiões. Em todos estes diálogos, a Igreja fala a partir da luz que a fé lhe dá. Ao mesmo tempo, porém, ela encarna a memória da humanidade que, desde os primórdios e através dos tempos, é memória das experiências e dos sofrimentos da humanidade, onde a Igreja aprendeu o que significa ser homem, experimentando o seu limite e grandeza, as suas possibilidades e limitações. A cultura do humano, de que ela se faz garante, nasceu e desenvolveu-se a partir do encontro entre a revelação de Deus e a existência humana. A Igreja representa a memória do que é ser homem defronte a uma civilização do esquecimento que já só se conhece a si mesma e só reconhece o próprio critério de medição. Mas, assim como uma pessoa sem memória perdeu a sua identidade, assim também uma humanidade sem memória perderia a própria identidade. Aquilo que foi dado ver à Igreja, no encontro entre revelação e experiência humana, ultrapassa sem dúvida o mero âmbito da razão, mas não constitui um mundo particular que seria desprovido de interesse para o não-crente. Se o homem, com o próprio pensamento entra na reflexão e na compreensão daqueles conhecimentos, estes alargam o horizonte da razão e isto diz respeito também àqueles que não conseguem partilhar a fé da Igreja. No diálogo com o Estado e a sociedade, naturalmente a Igreja não tem soluções prontas para as diversas questões. Mas, unida às outras forças sociais, lutará pelas respostas que melhor correspondam à justa medida do ser humano. Aquilo que ela identificou como valores fundamentais, constitutivos e não negociáveis da existência humana, deve defendê-lo com a máxima clareza. Deve fazer todo o possível por criar uma convicção que possa depois traduzir-se em acção política.

Na situação actual da humanidade, o diálogo das religiões é uma condição necessária para a paz no mundo, constituindo por isso mesmo um dever para os cristãos bem como para as outras crenças religiosas. Este diálogo das religiões possui diversas dimensões. Há-de ser, antes de tudo, simplesmente um diálogo da vida, um diálogo da acção compartilhada. Nele, não se falará dos grandes temas da fé – se Deus é trinitário, ou como se deve entender a inspiração das Escrituras Sagradas, etc. –, mas trata-se dos problemas concretos da convivência e da responsabilidade comum pela sociedade, pelo Estado, pela humanidade. Aqui é preciso aprender a aceitar o outro na sua forma de ser e pensar de modo diverso. Para isso, é necessário fazer da responsabilidade comum pela justiça e a paz o critério basilar do diálogo. Um diálogo, onde se trate de paz e de justiça indo mais além do que é simplesmente pragmático, torna-se por si mesmo uma luta ética sobre a verdade e sobre o ser humano; um diálogo sobre os valores que são pressupostos em tudo. Assim o diálogo, ao princípio meramente prático, torna-se também uma luta pelo justo modo de ser pessoa humana. Embora as escolhas básicas não estejam enquanto tais em discussão, os esforços à volta duma questão concreta tornam-se um percurso no qual ambas as partes podem encontrar purificação e enriquecimento através da escuta do outro. Assim estes esforços podem ter o significado também de passos comuns rumo à única verdade, sem que as escolhas básicas sejam alteradas. Se ambas as partes se movem a partir duma hermenêutica de justiça e de paz, a diferença básica não desaparecerá, mas crescerá uma proximidade mais profunda entre eles.

Hoje em geral, para a essência do diálogo inter-religioso, consideram fundamentais duas regras:

1.ª) O diálogo não tem como alvo a conversão, mas a compreensão. Nisto se distingue da evangelização, da missão.

2.ª) De acordo com isso, neste diálogo, ambas as partes permanecem deliberadamente na sua identidade própria, que, no diálogo, não põem em questão nem para si mesmo nem para os outros.

Estas regras são justas; mas penso que assim estejam formuladas demasiado superficialmente.

Sim, o diálogo não visa a conversão, mas uma melhor compreensão recíproca: isto é correcto.

Contudo a busca de conhecimento e compreensão sempre pretende ser também uma aproximação da verdade. Assim, ambas as partes, aproximando-se passo a passo da verdade, avançam e caminham para uma maior partilha, que se funda sobre a unidade da verdade. Quanto a permanecer fiéis à própria identidade, seria demasiado pouco se o cristão, com a sua decisão a favor da própria identidade, interrompesse por assim dizer por vontade própria o caminho para a verdade. Então o seu ser cristão tornar-se-ia algo de arbitrário, uma escolha simplesmente factual. Nesse caso, evidentemente, ele não teria em conta que a religião tem a ver com a verdade. A propósito disto, eu diria que o cristão possui a grande confiança, mais ainda, a certeza basilar de poder tranquilamente fazer-se ao largo no vasto mar da verdade, sem dever temer pela sua identidade de cristão. Sem dúvida, não somos nós que possuímos a verdade, mas é ela que nos possui a nós: Cristo, que é a Verdade, tomou-nos pela mão e, no caminho da nossa busca apaixonada de conhecimento, sabemos que a sua mão nos sustenta firmemente. O facto de sermos interiormente sustentados pela mão de Cristo torna-nos simultaneamente livres e seguros. Livres: se somos sustentados por Ele, podemos, abertamente e sem medo, entrar em qualquer diálogo. Seguros, porque Ele não nos deixa, a não ser que sejamos nós mesmos a desligar-nos d’Ele. Unidos a Ele, estamos na luz da verdade. ...
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Universidade Católica escancara
as portas a Herodes

Nuno Serras Pereira

Uma vez que existe o costume de matar o mensageiro como se ele fora culpado da autoria dos acontecimentos que noticia declaro-me, se Deus me conceder essa Graça, pronto para a fogueira, o linchamento, ou qualquer outra forma de tortura metódica conducente a uma aniquilação lenta e macabra.
 
Infelizmente dá-se o caso de a Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, apesar de prevenida por pessoas altamente qualificadas no sector da saúde mental, ter decidido organizar uma pós-graduação em serviço social na saúde mental leccionada por uma série de pessoas gravissimamente responsáveis por uma matança imensamente maior de crianças do que a de Herodes; autores de mentiras públicas escandalosas; advogadores da proibição de terapia para as pessoas homossexuais que o queiram; e instigadores da eutanásia.
 
Como se isto fora pouco, o curso destina-se a profissionais de serviço social, os quais, formatados por esta educação altamente católica, naturalmente trabalharão afincadamente em multiplicar caridosamente a carnagem.
 
Compreendo que alguém como eu que justamente não goza de nenhuma credibilidade seja objecto de qualquer confiança. Por isso deixo ao leitor interessado umas notas com notícias e citações que poderá examinar.
 
Av. Luís Bivar, 18
1069-147 LISBOA
Tel. 213171130
Fax 213171149
nunciaturapt@netcabo.pt
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Três mitos sobre a marijuana

Manuel Pinto Coelho

«Não há nada mais terrível que a ignorância activa» Goethe

Continua a ler-se com inusitada frequência na imprensa nacional declarações de pessoas que, embora habitualmente responsáveis, desde há muito, de forma mais ou menos declarada, se vêm batendo pela legalização da marijuana.

A bem da verdade e da saúde mental do leitor, esclarece-se:
 
Mito 1 - A marijuana fumada pode ter um aproveitamento médico.

Verdade - Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga. Entre os seus 483 compostos químicos, o THC é fortemente psicoactivo, a sua potência não pára de aumentar - no espaço de 40 anos, passou de 1% para 35% - sendo que as concentrações desconhecidas deste composto químico tornam impossível a criação de uma dose uniforme com aplicação médica. Acresce ainda que a já há muito suspeitada ligação entre cannabis e a esquizofrenia vem sido repetidamente confirmada por estudos recentes, de tal forma que hoje ela é comparada com a conhecida ligação ao cancro do fumador de tabaco. Além de inquestionáveis danos no cérebro e aparelhos respiratório e reprodutor, estudos também recentes têm vindo a comprovar, no seio dos seus utilizadores, descidas do QI que podem ir até aos oito pontos.

Mito 2 - A legalização da marijuana iria diminuir o crime relacionado. As prisões estão superpovoadas de indivíduos acusados da sua posse, obrigando os Governos a gastar milhões pelas custas legais da sua detenção.

Verdade - A legalização da marijuana, com a consequente descida da percepção de risco, do preço, bem como o aumento da sua disponibilidade, faria dos jovens um alvo e um potencial mercado muito maior para os dealers. Nos EUA, de todos os detidos por problemas de droga, só 1,6% foram sentenciados unicamente por posse, sendo a quantidade média apreendida de 52 quilos, ou seja, muito mais do que a necessária para uso pessoal. Passa pela cabeça de alguém que a melhor forma de prevenir o crime e o consequente castigo/sobrelotação das prisões ocupadas com os seus prevaricadores, seja também a de legalizar a fraude, o roubo, o assassínio, o incesto, o estupro, a violação, a pedofilia, a violência doméstica, o tráfico humano ou o fogo posto?

Mito 3 - Taxar a marijuana como o álcool e o tabaco traduzir-se-ia num encaixe de milhares de euros que poderiam ser aplicados em serviços vitais, tais como nas escolas.

Verdade - O tabaco e o álcool são precisamente os maiores indicadores da razão por que legalizar a marijuana seria devastador em termos económicos e de sofrimento humano. Quem advoga a ideia esquece-se de mencionar que o dinheiro dos impostos cobrados ao tabaco e ao álcool cobrem menos de 15% dos custos económicos devidos ao uso destas substâncias, que incluem cuidados de saúde, perda de produtividade, custos com a justiça, acidentes de viação e absentismo, para nomear só alguns. Assim é razoável concluir que, no mínimo, os custos da legalização da marijuana iriam reproduzir em espelho os do tabaco e álcool.

É voz corrente que é impossível erradicar as drogas da sociedade; uma guerra perdida, diz-se. É nossa opinião que, embora seja impossível acabar com ela, qualquer sociedade consciente, com um mínimo de consciência ética, deverá caminhar no sentido da sua erradicação. O seu objectivo deverá ser sempre o de limitar o número de pessoas envolvidas e o correspondente impacto negativo. Do mesmo modo, o facto de ainda não se ter descoberto a cura do cancro não quer dizer que se deva deixar de a tentar. O mesmo raciocínio em relação a flagelos como a fome e a pobreza. Não passa pela cabeça de ninguém desistir de os combater pelo facto de os resultados estarem sempre muito aquém dos desejados.