terça-feira, 15 de janeiro de 2013

França: centena de milhares
em manifestação contra «casamento»
entre invertidos


Centenas de milhares de pessoas reuniram-se este domingo em Paris para uma manifestação contra a equiparação ao matrimónio das uniões entre invertidos.

A chamada «Manifestação para todos», promovida por comunidades religiosas e movimentos da sociedade civil, surgiu como forma de oposição ao projecto de lei apresentado pelo executivo do socialista François Hollande, chamado «Casamento para todos», que pretende legalizar o casamento e a adopção por invertidos e deve começar a ser analisado pelo Parlamento francês a partir do dia 29 de Janeiro.

Sob o lema «Nascemos de um homem e de uma mulher», a manifestação na capital francesa é apresentada pelo portal de notícias do Vaticano como uma «batalha civilizacional em defesa da célula fundamental da sociedade».

O arcebispo de Paris, cardeal André Vingt-Trois, marcou presença no final da iniciativa para manifestar o seu encorajamento aos organizadores.

O presidente do Conselho Pontifício da Família (Santa Sé), D. Vincenzo Paglia, elogiou o empenho do episcopado francês nesta causa para «fazer entender que o matrimónio e a família não são uma realidade de alguém, mas da humanidade».

«A igualdade é uma coisa, o respeito pela diversidade é outra, porque para se chegar a uma igualdade robusta é necessário respeitar a diferença com críticas à ideologia de género».

O arcebispo italiano sustenta que, após a legalização do casamento e da adopção por pessoas do mesmo sexo «tudo se torna possível» em termos de definição do matrimónio.

«Se a medida for o ‘eu’ e a satisfação de todos os seus desejos, fica claro que tudo pode acontecer e, portanto, temos a destruição da civilização».

O porta-voz da Conferência Episcopal Francesa, D. Bernard Podvin, disse estar confiante no bom senso da opinião pública, nestas matérias e apela ao testemunho dos católicos.

«Os tempos são difíceis, temos de testemunhar uma esperança e recordar à nossa sociedade que, no futuro, será muito mais frágil e terá que estar muito atenta aos seus valores fundamentais».


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«Acordo» Ortográfico:
Nem gregos nem troianos: assim-assim

Helena Buescu

Há dias, a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, adiou a obrigatoriedade de implementação do «Acordo» Ortográfico para 2016. Fê-lo com base numa petição que reuniu 20 000 assinaturas. Em Portugal, uma igual petição reuniu mais de 130 000, e não teve qualquer eco. 130 000 assinaturas num país cuja população é incomparavelmente menor do que no Brasil.

Devemos aproveitar para reflectir seriamente sobre o «A»O e os seus efeitos em Portugal. O exemplo vem-nos, aliás, do próprio Brasil. Nesse país, os argumentos aduzidos apontam para críticas de ordem científica ao «A»O. E junta-se a essas críticas o argumento da necessidade de uma «maior simplificação» da ortografia da língua portuguesa. Além de que por exemplo o linguista Evanildo Bechara assegura que o «A»O precisa de ser revisto. Revisto – e nem ainda entrou em vigor! Isto diz bem da consistência científica de um dos maiores atentados feitos à língua portuguesa.

Naturalmente, este adiamento sublinha a bondade das críticas feitas ao «Acordo», mostrando que nem em Portugal nem no Brasil (nem nos outros países lusófonos, que mostraram grandes reticências, sendo que Angola ainda não o ratificou) ele conseguiu um consenso mínimo em termos científicos.

A grande questão, agora, é saber se realmente há base científica para que algum dia ele venha a existir. Com este ponto suplementar: a partir do momento em que várias declarações, no Brasil, apontam para a necessidade de uma maior «simplificação» da língua portuguesa, o que se impõe perguntar em Portugal é: queremos nós, em Portugal, «simplificar» (seja o que for que isto queira dizer!) a língua? Ou privilegiamos (legitimamente também) a história da língua portuguesa na Europa, guardando por exemplo alguns traços etimológicos da sua origem e evolução ao longo dos séculos?

Simplificando a pergunta: haverá base, em termos de uma política científica do Português, para um acordo que não parece agradar nem a gregos nem a troianos? A resposta talvez seja: «Assim-assim». Em Portugal, é sob esta fórmula que se costuma esconder a falta de coragem e a aceitação tristonha do império da realidade, quando mais vale não pensar.

Em 2016, eis um cenário muito possível: Angola manterá a ortografia existente anterior ao «Acordo». Portugal seguirá, se não conseguir inverter o statu quo, o pobre «acordês». E o Brasil terá entretanto revisto e certamente «melhorado» o «Acordo», escrevendo numa terceira ortografia. Resumindo: cada qual escreverá de sua maneira, e ter-se-á esfrangalhado a ortografia comum que, até agora, era seguida por todos os países lusófonos, com excepção do Brasil. Ou seja: será um verdadeiro «acordo português», em que ninguém sabe acordar.


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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Revista Times: Promotores do aborto têm
perdido as batalhas contra os pró-vidas

Na capa da sua edição de Janeiro de 2013, a famosa revista americana Times, assegura que «há 40 anos, os activistas do direito ao aborto obtiveram uma épica vitória com (a sentença da Corte Suprema no caso) Roe vs. Wade», que permitiu a legalização do aborto nos Estados Unidos, «desde então eles estão perdendo» para os pró-vidas.

Conforme explica Kate Pickert, autora do artigo de capa, desde que em Janeiro de 1973 a Corte Suprema dos Estados Unidos converteu num direito federal o acesso ao aborto, «o movimento pro-choice (abortista) vem perdendo» as suas lutas.

«Em muitas partes do país, actualmente, recorrer a um aborto é mais difícil do que na década de 1970».

Pickert referiu que «há menos médicos dispostos a realizar o procedimento e menos clínicas abortistas no negócio».

«Os activistas pro-choice (abortistas) foram ultrapassados por os seus adversários pró-vidas, que pressionaram com sucesso obtendo regulações estatais que limitam o acesso» ao aborto, acrescentou.

«Muitos estados pedem actualmente que as mulheres passem por aconselhamento, períodos de espera ou ultra-sons antes de se submeterem a abortos», referiu.

Para a jornalista americana, «a causa pró-vida está ganhando a guerra do aborto, em parte, porque utiliza uma estratégia organizada e bem executada».

Além disso, reconheceu, «a opinião pública está crescentemente» do lado pró-vida.

«Graças ao ultra-sons pré-natal e aos avanços da neonatologia, os americanos podem agora saber como se vê um feto e que os bebés nascidos tão prematuramente como às 24 semanas agora podem sobreviver», afirmou Pickert.

A jornalista da Times disse que «apesar de três quartos dos americanos acreditarem que o aborto deveria ser legal em alguns ou todos os casos, a maioria apoia leis estatais que regulem o procedimento, e cada vez menos se identificam como ‘pro-choice’ nas pesquisas de opinião pública».

Pickert também retratou a divisão geracional que destrói por dentro a causa abortista, pois «os jovens activistas do direito ao aborto reclamam que as líderes das organizações feministas», que tinham 20 ou 30 anos quando se legalizou o aborto nos Estados Unidos, «não estão dispostas a passar a tocha às novas gerações».

Entretanto, para Kate Pickert, um dos principais motivos da derrota dos promotores do aborto é que «numa democracia dinâmica como a dos Estados Unidos, defender o status quo é sempre mais difícil do que lutar para mudá-lo».

Uma das expressões mais claras do avanço da causa pró-vida nos Estados Unidos é a multitudinária marcha nacional pela defesa da vida que mobilizam centenas de milhares de pessoas, com frequência ignoradas pelos média, todos os anos em Janeiro, no aniversário da sentença de Roe vs. Wade.

A última marcha, em 2012, reuniu mais de 400 mil pessoas que durante várias horas suportaram frio intenso, neblina e até chuva enquanto percorriam as principais ruas da capital Americana até à sede do Capitólio.


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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Vamos ajudar esta jovem e pedir a Deus
que a cure através de um dador compatível!


Sara Catarina Antunes – Vila Real


Reecaminhem ao maior numero de pessoas.. eu por ti faria o mesmo!

Eu sou a Sara Catarina Antunes e tenho 26 anos.

Até há pouco tempo a minha vida decorria normalmente e feliz até que me foi detectada leucemia mieloblástica.
 
Poderei ficar totalmente curada se receber uma transplantação de medula óssea.

Como tal procuro um dador compatível.

O possível dador não correrá quaisquer riscos, só terá que – preencher um questionário

– tirar sangue

– Ter entre os 18 e os 45 anos

– Ser saudável

– Ter peso minimo de 50 kg

– Nunca ter recebido uma transfusão de sangue

Ficar-lhe-ei eternamente grata se me puder ajudar!

Caso não seja possivel, agradeço na mesma a sua atenção e desejo-lhe toda a felicidade que eu gostaria de ter.

Um Beijinho

Sara

Por favor, não ignorem a minha mensagem. Ler e reencaminhar não custa nada e pode ajudar-me. Obrigada

Todos os esclarecimentos podem ser obtidos através dos meus contactos:

Telemóvel – 919 619 224 (Susana Antunes)

suantunes@hotmail.com ou jorge.cardoso@first-place.pt


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domingo, 23 de dezembro de 2012

O Papa e o Rabino-chefe de França
contra a ideologia do género

Ideologia de género:
cavalo de Tróia cultural

(Excerto do discurso do Papa à Curia Romana – 21. 12. 2012)

... (N)a questão da família, não está em jogo meramente uma determinada forma social, mas o próprio homem: está em questão o que é o homem e o que é preciso fazer para ser justamente homem. Os desafios, neste contexto, são complexos. Há, antes de mais nada, a questão da capacidade que o homem tem de se vincular ou então da sua falta de vínculos. Pode o homem vincular-se para toda a vida? Isto está de acordo com a sua natureza? Ou não estará porventura em contraste com a sua liberdade e com a auto-realização em toda a sua amplitude? Será que o ser humano torna-se ele próprio, permanecendo autónomo e entrando em contacto com o outro apenas através de relações que pode interromper a qualquer momento? Um vínculo por toda a vida está em contraste com a liberdade? Vale a pena também sofrer por um vínculo? A recusa do vínculo humano, que se vai generalizando cada vez mais por causa duma noção errada de liberdade e de auto-realização e ainda devido à fuga da perspectiva duma paciente suportação do sofrimento, significa que o homem permanece fechado em si mesmo e, em última análise, conserva o próprio «eu» para si mesmo, não o supera verdadeiramente. Mas, só no dom de si é que o homem se alcança a si mesmo, e só abrindo-se ao outro, aos outros, aos filhos, à família, só deixando-se plasmar pelo sofrimento é que ele descobre a grandeza de ser pessoa humana. Com a recusa de tal vínculo, desaparecem também as figuras fundamentais da existência humana: o pai, a mãe, o filho; caem dimensões essenciais da experiência de ser pessoa humana.

Num tratado cuidadosamente documentado e profundamente comovente, o rabino-chefe de França, Gilles Bernheim, mostrou que o ataque à forma autêntica da família (constituída por pai, mãe e filho), ao qual nos encontramos hoje expostos – um verdadeiro atentado –, atinge uma dimensão ainda mais profunda. Se antes tínhamos visto como causa da crise da família um mal-entendido acerca da essência da liberdade humana, agora torna-se claro que aqui está em jogo a visão do próprio ser, do que significa realmente ser homem. Ele cita o célebre aforismo de Simone de Beauvoir: «Não se nasce mulher; torna-se mulher – On ne naît pas femme, on le devient». Nestas palavras, manifesta-se o fundamento daquilo que hoje, sob o vocábulo «gender – género», é apresentado como nova filosofia da sexualidade. De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia. Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente. O homem contesta o facto de possuir uma natureza pré-constituída pela sua corporeidade, que caracteriza o ser humano. Nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um facto pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. De acordo com a narração bíblica da criação, pertence à essência da criatura humana ter sido criada por Deus como homem ou como mulher. Esta dualidade é essencial para o ser humano, como Deus o fez. É precisamente esta dualidade como ponto de partida que é contestada. Deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). Isto deixou de ser válido, para valer que não foi Ele que os criou homem e mulher; mas teria sido a sociedade a determiná-lo até agora, ao passo que agora somos nós mesmos a decidir sobre isto. Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza; agora, é só espírito e vontade. A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. Agora existe apenas o homem em abstracto, que em seguida escolhe para si, autonomamente, qualquer coisa como sua natureza. Homem e mulher são contestados como exigência, ditada pela criação, de haver formas da pessoa humana que se completam mutuamente. Se, porém, não há a dualidade de homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. Mas, em tal caso, também a prole perdeu o lugar que até agora lhe competia, e a dignidade particular que lhe é própria; Bernheim mostra como o filho, de sujeito jurídico que era com direito próprio, passe agora necessariamente a objecto, ao qual se tem direito e que, como objecto de um direito, se pode adquirir. Onde a liberdade do fazer se torna liberdade de fazer-se por si mesmo, chega-se necessariamente a negar o próprio Criador; e, consequentemente, o próprio homem como criatura de Deus, como imagem de Deus, é degradado na essência do seu ser. Na luta pela família, está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem.

Dito isto, gostava de chegar ao segundo grande tema que, desde Assis até ao Sínodo sobre a Nova Evangelização, permeou todo o ano que chega ao fim: a questão do diálogo e do anúncio. Comecemos pelo diálogo. No nosso tempo, para a Igreja, vejo principalmente três campos de diálogo, onde ela deve estar presente lutando pelo homem e pelo que significa ser pessoa humana: o diálogo com os Estados, o diálogo com a sociedade – aqui está incluído o diálogo com as culturas e com a ciência – e, finalmente, o diálogo com as religiões. Em todos estes diálogos, a Igreja fala a partir da luz que a fé lhe dá. Ao mesmo tempo, porém, ela encarna a memória da humanidade que, desde os primórdios e através dos tempos, é memória das experiências e dos sofrimentos da humanidade, onde a Igreja aprendeu o que significa ser homem, experimentando o seu limite e grandeza, as suas possibilidades e limitações. A cultura do humano, de que ela se faz garante, nasceu e desenvolveu-se a partir do encontro entre a revelação de Deus e a existência humana. A Igreja representa a memória do que é ser homem defronte a uma civilização do esquecimento que já só se conhece a si mesma e só reconhece o próprio critério de medição. Mas, assim como uma pessoa sem memória perdeu a sua identidade, assim também uma humanidade sem memória perderia a própria identidade. Aquilo que foi dado ver à Igreja, no encontro entre revelação e experiência humana, ultrapassa sem dúvida o mero âmbito da razão, mas não constitui um mundo particular que seria desprovido de interesse para o não-crente. Se o homem, com o próprio pensamento entra na reflexão e na compreensão daqueles conhecimentos, estes alargam o horizonte da razão e isto diz respeito também àqueles que não conseguem partilhar a fé da Igreja. No diálogo com o Estado e a sociedade, naturalmente a Igreja não tem soluções prontas para as diversas questões. Mas, unida às outras forças sociais, lutará pelas respostas que melhor correspondam à justa medida do ser humano. Aquilo que ela identificou como valores fundamentais, constitutivos e não negociáveis da existência humana, deve defendê-lo com a máxima clareza. Deve fazer todo o possível por criar uma convicção que possa depois traduzir-se em acção política.

Na situação actual da humanidade, o diálogo das religiões é uma condição necessária para a paz no mundo, constituindo por isso mesmo um dever para os cristãos bem como para as outras crenças religiosas. Este diálogo das religiões possui diversas dimensões. Há-de ser, antes de tudo, simplesmente um diálogo da vida, um diálogo da acção compartilhada. Nele, não se falará dos grandes temas da fé – se Deus é trinitário, ou como se deve entender a inspiração das Escrituras Sagradas, etc. –, mas trata-se dos problemas concretos da convivência e da responsabilidade comum pela sociedade, pelo Estado, pela humanidade. Aqui é preciso aprender a aceitar o outro na sua forma de ser e pensar de modo diverso. Para isso, é necessário fazer da responsabilidade comum pela justiça e a paz o critério basilar do diálogo. Um diálogo, onde se trate de paz e de justiça indo mais além do que é simplesmente pragmático, torna-se por si mesmo uma luta ética sobre a verdade e sobre o ser humano; um diálogo sobre os valores que são pressupostos em tudo. Assim o diálogo, ao princípio meramente prático, torna-se também uma luta pelo justo modo de ser pessoa humana. Embora as escolhas básicas não estejam enquanto tais em discussão, os esforços à volta duma questão concreta tornam-se um percurso no qual ambas as partes podem encontrar purificação e enriquecimento através da escuta do outro. Assim estes esforços podem ter o significado também de passos comuns rumo à única verdade, sem que as escolhas básicas sejam alteradas. Se ambas as partes se movem a partir duma hermenêutica de justiça e de paz, a diferença básica não desaparecerá, mas crescerá uma proximidade mais profunda entre eles.

Hoje em geral, para a essência do diálogo inter-religioso, consideram fundamentais duas regras:

1.ª) O diálogo não tem como alvo a conversão, mas a compreensão. Nisto se distingue da evangelização, da missão.

2.ª) De acordo com isso, neste diálogo, ambas as partes permanecem deliberadamente na sua identidade própria, que, no diálogo, não põem em questão nem para si mesmo nem para os outros.

Estas regras são justas; mas penso que assim estejam formuladas demasiado superficialmente.

Sim, o diálogo não visa a conversão, mas uma melhor compreensão recíproca: isto é correcto.

Contudo a busca de conhecimento e compreensão sempre pretende ser também uma aproximação da verdade. Assim, ambas as partes, aproximando-se passo a passo da verdade, avançam e caminham para uma maior partilha, que se funda sobre a unidade da verdade. Quanto a permanecer fiéis à própria identidade, seria demasiado pouco se o cristão, com a sua decisão a favor da própria identidade, interrompesse por assim dizer por vontade própria o caminho para a verdade. Então o seu ser cristão tornar-se-ia algo de arbitrário, uma escolha simplesmente factual. Nesse caso, evidentemente, ele não teria em conta que a religião tem a ver com a verdade. A propósito disto, eu diria que o cristão possui a grande confiança, mais ainda, a certeza basilar de poder tranquilamente fazer-se ao largo no vasto mar da verdade, sem dever temer pela sua identidade de cristão. Sem dúvida, não somos nós que possuímos a verdade, mas é ela que nos possui a nós: Cristo, que é a Verdade, tomou-nos pela mão e, no caminho da nossa busca apaixonada de conhecimento, sabemos que a sua mão nos sustenta firmemente. O facto de sermos interiormente sustentados pela mão de Cristo torna-nos simultaneamente livres e seguros. Livres: se somos sustentados por Ele, podemos, abertamente e sem medo, entrar em qualquer diálogo. Seguros, porque Ele não nos deixa, a não ser que sejamos nós mesmos a desligar-nos d’Ele. Unidos a Ele, estamos na luz da verdade. ...
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Universidade Católica escancara
as portas a Herodes

Nuno Serras Pereira

Uma vez que existe o costume de matar o mensageiro como se ele fora culpado da autoria dos acontecimentos que noticia declaro-me, se Deus me conceder essa Graça, pronto para a fogueira, o linchamento, ou qualquer outra forma de tortura metódica conducente a uma aniquilação lenta e macabra.
 
Infelizmente dá-se o caso de a Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, apesar de prevenida por pessoas altamente qualificadas no sector da saúde mental, ter decidido organizar uma pós-graduação em serviço social na saúde mental leccionada por uma série de pessoas gravissimamente responsáveis por uma matança imensamente maior de crianças do que a de Herodes; autores de mentiras públicas escandalosas; advogadores da proibição de terapia para as pessoas homossexuais que o queiram; e instigadores da eutanásia.
 
Como se isto fora pouco, o curso destina-se a profissionais de serviço social, os quais, formatados por esta educação altamente católica, naturalmente trabalharão afincadamente em multiplicar caridosamente a carnagem.
 
Compreendo que alguém como eu que justamente não goza de nenhuma credibilidade seja objecto de qualquer confiança. Por isso deixo ao leitor interessado umas notas com notícias e citações que poderá examinar.
 
Av. Luís Bivar, 18
1069-147 LISBOA
Tel. 213171130
Fax 213171149
nunciaturapt@netcabo.pt
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Três mitos sobre a marijuana

Manuel Pinto Coelho

«Não há nada mais terrível que a ignorância activa» Goethe

Continua a ler-se com inusitada frequência na imprensa nacional declarações de pessoas que, embora habitualmente responsáveis, desde há muito, de forma mais ou menos declarada, se vêm batendo pela legalização da marijuana.

A bem da verdade e da saúde mental do leitor, esclarece-se:
 
Mito 1 - A marijuana fumada pode ter um aproveitamento médico.

Verdade - Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga. Entre os seus 483 compostos químicos, o THC é fortemente psicoactivo, a sua potência não pára de aumentar - no espaço de 40 anos, passou de 1% para 35% - sendo que as concentrações desconhecidas deste composto químico tornam impossível a criação de uma dose uniforme com aplicação médica. Acresce ainda que a já há muito suspeitada ligação entre cannabis e a esquizofrenia vem sido repetidamente confirmada por estudos recentes, de tal forma que hoje ela é comparada com a conhecida ligação ao cancro do fumador de tabaco. Além de inquestionáveis danos no cérebro e aparelhos respiratório e reprodutor, estudos também recentes têm vindo a comprovar, no seio dos seus utilizadores, descidas do QI que podem ir até aos oito pontos.

Mito 2 - A legalização da marijuana iria diminuir o crime relacionado. As prisões estão superpovoadas de indivíduos acusados da sua posse, obrigando os Governos a gastar milhões pelas custas legais da sua detenção.

Verdade - A legalização da marijuana, com a consequente descida da percepção de risco, do preço, bem como o aumento da sua disponibilidade, faria dos jovens um alvo e um potencial mercado muito maior para os dealers. Nos EUA, de todos os detidos por problemas de droga, só 1,6% foram sentenciados unicamente por posse, sendo a quantidade média apreendida de 52 quilos, ou seja, muito mais do que a necessária para uso pessoal. Passa pela cabeça de alguém que a melhor forma de prevenir o crime e o consequente castigo/sobrelotação das prisões ocupadas com os seus prevaricadores, seja também a de legalizar a fraude, o roubo, o assassínio, o incesto, o estupro, a violação, a pedofilia, a violência doméstica, o tráfico humano ou o fogo posto?

Mito 3 - Taxar a marijuana como o álcool e o tabaco traduzir-se-ia num encaixe de milhares de euros que poderiam ser aplicados em serviços vitais, tais como nas escolas.

Verdade - O tabaco e o álcool são precisamente os maiores indicadores da razão por que legalizar a marijuana seria devastador em termos económicos e de sofrimento humano. Quem advoga a ideia esquece-se de mencionar que o dinheiro dos impostos cobrados ao tabaco e ao álcool cobrem menos de 15% dos custos económicos devidos ao uso destas substâncias, que incluem cuidados de saúde, perda de produtividade, custos com a justiça, acidentes de viação e absentismo, para nomear só alguns. Assim é razoável concluir que, no mínimo, os custos da legalização da marijuana iriam reproduzir em espelho os do tabaco e álcool.

É voz corrente que é impossível erradicar as drogas da sociedade; uma guerra perdida, diz-se. É nossa opinião que, embora seja impossível acabar com ela, qualquer sociedade consciente, com um mínimo de consciência ética, deverá caminhar no sentido da sua erradicação. O seu objectivo deverá ser sempre o de limitar o número de pessoas envolvidas e o correspondente impacto negativo. Do mesmo modo, o facto de ainda não se ter descoberto a cura do cancro não quer dizer que se deva deixar de a tentar. O mesmo raciocínio em relação a flagelos como a fome e a pobreza. Não passa pela cabeça de ninguém desistir de os combater pelo facto de os resultados estarem sempre muito aquém dos desejados.
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mulher narra o drama de ser
criada por pai homossexual

Dawn Stefanowicz
Com a finalidade de mostrar a influência negativa que as crianças sofrem quando são criadas por pais homossexuais, a canadense Dawn Stefanowicz publicou o livro «Out from Under: The Impact of Homossexual Parenting» (Fora da escuridão. O impacto da paternidade homossexual), onde narra a sua experiência de crescer num lar com um progenitor gay.

«A pequena Cynthia Dawn – este é o seu nome completo – nasceu em Toronto nos anos 60 numas condições de grave mal-estar familiar e pessoal, em grande parte, ignoradas deliberadamente pelo mundo dos adultos, começando pelos seus professores», explica um artigo escrito pela neuropsiquiatra infantil Caterina Saccà.

A menina, afirmou, «sente-se traída afectivamente por um pai ausente, na busca contínua de relações homossexuais com casais de convivência ou ocasionais, e sem o cuidado adequado de uma mãe que, por sua vez, precisa de ajuda (devido à diabete). Cynthia entra numa espiral de confusão e vergonha alimentada pela exposição directa e precoce a práticas de natureza explicitamente sexual».

O texto difundido através da página Web familyandmedia.eu, narra que logo depois de cair «num estado de destruição da personalidade e da dignidade humana», Dawn conseguiu na vida adulta reconciliar-se com o seu passado «complicado e traumático» graças a anos de terapia «e à profunda fé em Deus».

«Só depois da morte do pai – derrotado pela AIDS como muitos dos seus companheiros sexuais – e logo após a morte da mãe; esta mulher convertida com o passar dos anos em esposa e mãe de um menino e de uma menina, teve a coragem de tornar pública a sua terrível experiência, com o fim de ‘mostrar a todos como as estruturas familiares podem incidir negativamente no desenvolvimento das crianças’», acrescentou o site.

Actualmente, divulgar o seu testemunho converteu-se para Dawn Stefanowicz «numa batalha a favor do bem-estar dos filhos e da importância da família natural – instituição natural fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher – e contra a legalização das adopções e das uniões homossexuais».

Neste sentido, Saccà esclarece que «qualificar precipitadamente como homófobas, enganosas ou desleais, as argumentações que defendem a paternidade natural, além de ser reducionista, não contribui com elementos significativos de crescimento e de novidade num debate destinado ao público, na ausência de uma mudança de rumo, para escorregar no pântano dos estéreis combates ideológicos».

Sobretudo, tendo em conta resultados como o da recente pesquisa realizada no Reino Unido pela agência ComRes (encomendado pela fundação Catholic Voices), que mostra «como os mesmos gays e transexuais não consideram o matrimónio homossexual uma prioridade».

«Portanto, em vésperas de decisões destinadas indevidamente a reavivar a polêmica (…), chegam também testemunhos fortes como o de Dawn Stefanowicz, capazes de oferecer elementos concretos para a reflexão sobre a identidade e responsabilidade dos pais de família. São testemunhos que podem, ao menos uma vez, colocar-nos com os pés na terra», finalizou.

Mais informações sobre o testemunho de Dawn Stefanowicz no site (em inglês):

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Adasca promove colheitas de sangue
no posto fixo


As Colheitas de Sangue vão decorrer nos dias 15, 21 e 28 de Dezembro entre as 9:00 horas e as 13:00 horas no Posto Fixo localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso.
 
Todos os dadores de sangue e interessados em aderir pela primeira vez, estão convidados a comparecer, fazendo-se acompanhar do B.I. ou do seu substituto por forma a facilitar a inscrição junto do administrativo do IPST.
 
Lembramos que é necessário efectuar duas dádivas no ano económico para continuar a beneficiar da isenção das taxas moderadoras, ainda que só sejam válidas nos Centros de Saúde (cuidados primários).
 
O sangue é necessário todos os dias. O Sangue não se fabrica artificialmente. O Sangue corre nas suas veias. É saudável? Dê Sangue! Ajude os outros… Poderá ser você mesmo a precisar de ajuda!
 
Dádiva a dádiva… E a vida recomeça num adulto ou numa criança! Saiba como, quando e onde pode dar Sangue em Aveiro, contacte-nos pelos meios abaixo indicados.

Deixe-se levar pelo Coração. Dê Sangue, porque dar sangue é dar vida.

Na próxima Colheita de Sangue, vão ser efectuados diversos rastreios pelo Núcleo de Voluntários da ADASCA a saber: Verificação de Tensão Arterial, Controle de Peso, Índice da Massa Corporal, Glicémia entre outros, sendo todos gratuitos e abertos à comunidade, sob a coordenação no Enfº. Rui Conde.

Os questionários para a dádiva de sangue, vão ser distribuídos pela ADASCA no local a partir das 8:00 horas, para adiantar o atendimento dos dadores. 

NOTA: Artigo 7.º - Ausência das actividades profissionais

1 O dador está autorizado a ausentar-se da sua actividade profissional pelo tempo necessário à dádiva de sangue.

Diário da República, 1.ª série — N.º 165 — 27 de agosto de 2012, Lei n.º 37/2012 de 27 de Agosto, Estatuto do Dador de Sangue.
 

Joaquim Carlos – Presidente da Direcção

Informações adicionais através


E-mail: geral@adasca.pt, Site: www.adasca.pt 

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Colheita de Sangue Dia 13 de Janeiro em Cacia110.jpg
ADASCA PROMOVE COLHEITAS DE SANGUE NO POSTO FIXO.pdf
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mais padres pedófilos?

Nuno Serras Pereira
 
Como recebi um número significativo de missivas e perguntando-me das razões de ter enviado a notícia Ex-provedora da Casa Pia diz que há outros casos de padres pedófilos e escasseia-me o tempo para retorquir individualmente peço que me desculpem esta réplica geral, tanto mais que poderão existir outros leitores perplexos ou interrogativos.
 
Em primeiro lugar, considero que importa muito atentar nas malsinações, de enorme gravidade, lançadas por Catalina Pestana: há mais padres pedófilos, e somente na Diocese de Lisboa, de seu conhecimento, há cinco; o Cardeal Patriarca conhece-o mas alega não o saber, e juntamente com o Arcebispo de Braga (anterior Presidente da Conferência Episcopal) limitam-se a mudar os alegados padres abusadores de lugar.
 
Das duas, uma: ou estas recriminações são verdadeiras ou são falsas.
 
a) No caso de serem exactas isso significaria que membros da Igreja, ao mais alto nível, estariam a trair gravemente a sua missão e a boicotar o esforçado empenho de Bento XVI em purificar a Igreja, que não pode admitir que no Sacerdócio ministerial haja padres que abusam de menores, como o escreveu João Paulo II. Se assim for, a Santa Sé deveria ser informada pelo Núncio Apostólico para agir em consequência. A Igreja não teme a verdade, e faz parte da sua missão expulsar os demónios, mesmo, ou principalmente, quando os possuídos receberam Ordens.
 
b) Se, pelo contrário, são uma colossal calúnia o Cardeal Patriarca, bem como o Arcebispo de Braga, têm ao seu dispor quer o Direito Canónico quer o Civil para limparem o bom nome e a honra da Igreja disciplinando a detraidora.
 
Foi lançada uma suspeição geral sobre o clero em geral e sobre o que vive em Lisboa em particular. «Quem não se sente, não é filho de boa gente». Nós, pela Graça de Deus, somos filhos da Igreja, a melhor de todas as mães. Esta, por si só, é uma razão de peso quer para estar ao facto das arguições que nos são feitas quer para as vermos esclarecidas e resolvidas.
 
Entretanto, resta-nos rezar pelas vítimas daqueles que chamados a ser Cristo para eles, ao invés foram o demónio, e implorar a Misericórdia infinita de Deus para a conversão dos padres desGraçados.
 

Moção de resolução sobre direitos
fundamentais no Parlamento Europeu


Mensagem de Carlos Fernandes aos deputados portugueses do Parlamento Europeu. O autor convida os leitores a utilizá-la ou a redigir outra e enviar aos deputados.

Os endereços electrónicos dos 22 deputados portugueses encontram-se em baixo.

Ex.mos(as) Senhores(as),

Venho apelar a que votem desfavoravelmente a moção de resolução sobre direitos fundamentais aprovada pelo Comité Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos que pode ser consultada na ligação abaixo.

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?type=REPORT&reference=A7-2012-0383&language=EN

Levanta questões sérias para os cidadãos europeus que, ou não são da competência desse parlamento, como por exemplo o Aborto; ou tenta impor aos cidadãos europeus Leis que penalizam a liberdade de expressão em questões religiosas e sociais tendentes à censura. Ainda condicionam a formação social e cívica dos cidadãos alienando os seus valores civilizacionais e culturais.

Por favor pensem bem antes de votar sobre os direitos e deveres dos cidadãos europeus. Cada povo é um povo e tem a sua cultura e matriz civilizacional que deverá ser respeitada. Esta moção de resolução é na sua generalidade e na maioria dos casos particulares, absolutamente contrária aos valores civilizacionais da Europa. Viva a Liberdade!

Com os melhores cumprimentos,

Carlos Fernandes
CC 8177715

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