quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Bonecas para rapazes para
«evitar discriminação de género» na Suécia


Top Toy, a maior produtora de brinquedos da Suécia, encarregada da franquia Toys R Us nesse país, viu-se «obrigada» a publicar no seu catálogo publicitário imagens de meninas com brinquedos de armas e meninos com bonecas para não ser acusada de «discriminação de género».
 
Nos catálogos da Top Toy, uma menina foi apagada digitalmente de uma página com a figura da «Hello Kitty», a camiseta de outra menina, que originalmente era rosa, foi pintada de azul claro, e uma menina que tinha nos braços uma boneca de bebé foi substituída por um menino, entre outras modificações.
 
A loja de brinquedos sueca explicou à imprensa que tinha recebido «treinamento e guia» de uma agência auto-regulatoria de publicidade para que os seus anúncios fossem de «género neutro».
 
No passado, Top Toy foi repreendida pelos reguladores publicitários por «discriminação de género» num catálogo anterior, no qual aparecia um menino disfarçado de super-herói e uma menina vestida de princesa.
 
Em declarações recolhidas pelo jornal britânico The Daily Mail, o director de vendas da loja de brinquedos referiu que «ao longo de muitos anos, vemos que o debate de género se tornou tão forte no mercado sueco que tivemos que nos ajustar».
 
«Com o novo pensamento de género não há nada que seja correcto ou incorrecto. Não é uma coisa de menino ou menina, é um brinquedo para crianças», disse.
 
A Suécia viu-se envolvida na polémica em meados de 2011, quando foi apresentado na sua capital Estocolmo, o projecto do jardim de infância Egalia, que procurava educar os menores sem tratá-los como meninos ou meninas, para que cada um escolhesse desde pequeno a sua «orientação sexual».
 
Nessa ocasião, a médica psiquiatra Maíta García Trovato explicou ao grupo ACI que esta situação «além de ser absurda até poderia configurar uma forma de mau trato infantil» e sublinhou que «as crianças não são porquinho da Índia para serem submetidas a este tipo de experimentação social».
 
«A tentativa de introduzir a ideologia de género desde os primeiros anos de vida é uma das estratégias desenhadas pelos promotores da mesma. No afã de ‘lutar contra os estereótipos’ esquecem coisas tão óbvias como a diferença sexual que faz a complementariedade de duas pessoas e as leva a formar um bem que todas as sociedades protegem por ser o habitat do ser humano: a família», referiu.
 
A doutora García Trovato remarcou que «a identidade sexual é a íntima convicção que todos temos de pertencer a um determinado sexo e é uma das primeiras que se estabelecem na espécie humana».
 
«Porque desprezá-la? Porque despertar insegurança nas crianças neste aspecto tão importante para a sua vida? Com que propósito? Que sociedade se procura? Além disso, e não menos grave, é lícito utilizar os pequenos para experimentações sociais?», questionou.
 
A psiquiatra sublinhou que «as crianças têm direitos. Os adultos, têm deveres. Entre outros, o de velar pela sua segurança física, mental, emocional e moral».
 

domingo, 25 de novembro de 2012

Ideologia de género pretende destruir
a família e a sociedade, adverte perita argentina

 
Com as suas origens no niilismo de Nietzche e o feminismo marxista, a ideologia de género pretende destruir totalmente a família e a sociedade, advertiu a perita argentina Chinda Concepción Brandolino, numa conferência realizada na diocese da Cidade do Este no Paraguai.
 
A conferência realizada a 15 de Novembro no Centro Cultural Santo Tomás de Aquino, na diocese liderada por Dom Rogelio Livieras, a doutora Brandolino tratou o tema «ideologia de género: principal ataque às famílias».
 
Na sua intervenção, a especialista em medicina legal e membro da Comissão Arquidiocesana da Mulher da Arquidiocese de La Plata (Argentina), revelou que uma das armas da ideologia de género é a manipulação da linguagem.
 
«A ideologia ou perspectiva de género provém de uma filosofia que Nietzsche expôs pela primeira vez. Esta filosofia é a que sustenta o pensamento que diz: O homem é uma paixão sem sentido que vai desde um nada a outro nada. Esta é a filosofia imperante no homem de hoje, é por isso que existe a busca do prazer, o hedonismo. Mas por sorte muitos ainda estão imbuídos do pensamento cristão, mas na Europa e noutros países este é o pensamento predominante», referiu a perita.
 
Ela mencionou que houve uma mudança de pensamento nos países que há trinta anos eram profundamente cristãos, «em geral todos os meios de comunicação estão imbuídos de conteúdos dialécticos marxistas e em todos eles se destaca a maldade da Igreja, procuram apresentar a mesma como uma estrutura de poder terreno e opressora, ninguém acredita no celibato, na indissolubilidade do matrimónio e na ordem natural, mas a verdadeira destruição da ordem tradicional católica só pode ser obtida de uma forma: destruindo a família».
 
«E para destruir totalmente a família, querem destruir a mulher através da mulher, pois ela é a única promotora da vida, os filhos no berço aprenderão o primeiro Pai-Nosso e outras orações com ela. É por isso que a mulher foi vítima dos meios de comunicação, do cinema, das telenovelas e dos programas de estudos e como se tudo isso ainda fosse pouco, também foi vítima da implementação do feminismo marxista», explicou.

A doutora disse ademais que a ideologia de género apregoa que o sexo não é uma realidade biológica e espiritual mas uma mera construção cultural, que pode ser modificada à vontade. Esta corrente manifesta que o sexo deve ser escolhido com a ajuda de um orientador sexual, sem considerar a ordem natural das coisas.
 
Na sua opinião, esta corrente tem dois claros objectivos contrários à pessoa humana: a destruição da família tradicional e por outro lado exercer um ferrenho controle populacional.
 

Polémica na «Casa dos Segredos»


A Associação de Emergência Social, que combate a pobreza e exclusão, decidiu recusar uma ajuda financeira oferecida pelos produtores do programa «Casa dos Segredos», alegando não se rever no perfil do «reality show» da TVI e sublinhando que «o dinheiro não é tudo».

Os concorrentes estavam prontos para leiloar, cada um deles, duas peças de vestuário, com o objetivo de angariar fundos para aquela instituição particular de solidariedade social, mas os felizes contemplados já vieram dizer que rejeitam a iniciativa.

Num comunicado agora divulgado, a associação revela que, numa primeira fase, concordou com a ideia, sem ter tido «o cuidado de saber de que programa se tratava».

Alertada, depois, para a verdadeira natureza do «reality show», a Emergência Social concluiu que «não se revê no perfil» da «Casa dos Segredos» e anunciou que «prescinde de toda e qualquer ajuda daí proveniente».

«O programa ‘Casa dos Segredos’ não é um exemplo para as nossas crianças e jovens. Na nossa opinião, enquanto o dinheiro for mais importante do que o amor não será possível acabar com a crise de valores do mundo. O dinheiro não é tudo para nós…» – afirma-se no comunicado da Associação de Emergência Social.
 

sábado, 24 de novembro de 2012

Mar de gente na França diz sim
ao matrimónio autêntico
e não às uniões invertidas


Uma maré humana de 250 mil pessoas saiu às ruas na França para expressar o seu apoio ao autêntico matrimónio, formado por um homem e uma mulher, e manifestar o seu repúdio ao projecto de uniões invertidas que actualmente está em debate nesse país.

As centenas de milhares de franceses que saíram às ruas de Paris, Toulouse (10 mil), Lyon (27 mil), Marselle (8 mil), Nantes (4 500) e Rennes (2 500) entre outras cidades francesas como Metz, Dijon e Bordeaux, expressaram o seu absoluto repúdio à proposta do presidente da França, François Hollande, de equiparar as uniões invertidas ao matrimónio.

A jornada em defesa do matrimónio e da família realizou-se no dia 17 de Novembro. Pessoas de distintos credos e sem distinção de afinidade política, levando balões azuis, brancos e cor-de-rosa, reuniram-se para recordar que as crianças têm direito a ter um pai e uma mãe.

Entre os distintos lemas que foram observados nos cartazes estiveram: «Não há nada melhor para uma criança que ter pai e mãe», «Nem progenitor A nem B: pai e mãe são iguais e complementares», «As crianças nascem com direito a ter pai e mãe», «Não ao projecto do matrimónio dos invertidos», entre outros.

Uma das manifestantes, que participou na marcha em Paris, referiu que «o matrimónio é a união entre um homem e uma mulher. Essa é a base da sociedade».

Em Lyon marcharam juntos o arcebispo local, cardeal Philippe Barbarin, e o reitor da mesquita muçulmana da cidade, Kamel Kabtane, que assinalou: «compartilhamos os mesmos valores fundamentais e devemos defendê-los juntos».

Nesta cidade os que apoiam o mal chamado «matrimónio» invertido organizaram uma violenta contra-manifestação que teve que ser controlada pela polícia, que prendeu 50 pessoas identificadas como simpatizantes de organizações pró-invertidas.

Também algumas activistas do grupo feminista «Fem» tentaram boicotar a manifestação a favor do matrimónio. Marcharam seminuas, com véus à maneira de religiosas católicas e com mensagens contrárias à Igreja pintadas no tórax.

O presidente François Hollande prometeu na sua campanha eleitoral apoiar o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo e no dia 7 de novembro apresentou o polémico projecto no conselho de ministros, que ganha cada vez mais oposição por parte do povo da França.

A religião católica não aprova o mal chamado «matrimónio» invertido porque atenta contra a natureza, sentido e significado do verdadeiro matrimónio, constituído pela união entre um homem e uma mulher, sobre a qual se forma a família.

A Santa Sé e os bispos em diversos países do mundo denunciaram que as legislações que pretendem apresentar «modelos alternativos» de vida familiar e conjugal atentam contra a célula fundamental da sociedade.
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Resgatar o futuro (natalidade)

O Correio da Manhã

Os dados estatísticos confirmam que a demografia portuguesa caminha rapidamente para o precipício. Um país cada vez mais envelhecido, com cada vez menos crianças e onde os jovens emigram, é um país sem futuro, em vias de extinção.

O poder político, submerso pelo caos da dívida e do défice, esquece-se do futuro e não sabe que a economia não passa da temperatura da demografia. Esta bomba demográfica vai rebentar numa crise económica ainda maior, num país de velhos sem dinheiro para reformas e sem activos para trabalhar. É preciso inverter a tendência para salvaguardar o futuro.

O Correio da Manhã lançou este ano uma campanha simbólica de incentivo à natalidade nos concelhos do Interior mais despovoados. O «Viva a Vida» é um grito de alerta. Mas é preciso mais, e o poder político tem um papel determinante. Mas não é com subsídios que se resolve o problema. As famílias precisam de receber fortes deduções em IRS por cada filho. Por outro lado, a resposta social tem de ser mais eficaz, a oferta pública de creches deve ser maior, mais flexível e mais barata para as famílias. É preciso haver infantários que estejam abertos à noite e aos fins-de-semana, quando milhares de mães e de pais são obrigados a trabalhar. É preciso começar hoje a resgatar o futuro.

sábado, 17 de novembro de 2012

Site de Permutas http://www.permutasdeprofessores.com/

Se conhecerem algum professor.... Enviem! Se não conhecerem, enviem que alguém há-de conhecer...
Com o fim de ajudar milhares de professores que se encontram deslocados longe de casa, um professor de Aveiro está a finalizar a criação de uma página de permutas de locais de trabalho de professores.
Com tantos professores deslocados de suas casas, o mais provável é que se consigam arranjar permutas entre os que querem, no mínimo, ficar mais próximo de casa.
Divulguem o site http://permutas.pt.vu e os professores estão longe de casa que se inscrevam!
Não se esqueçam de consultar o despacho que regulamenta as ditas permutas entre professores - Portaria n.º 622-A/92 de 30 de Junho.

Rezar reduz risco da doença de Alzheimer, afirmam cientistas


Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e de Israel concluíram que rezar regularmente pode reduzir, no caso das mulheres, em 50 por cento o risco de sofrer a doença de Alzheimer.

Os resultados, expostos em Junho na Universidade de Tel Aviv (Israel), registaram que a oração influi notavelmente de forma positiva no cérebro.

Segundo o professor Rivka Inzelberg, que encabeçou o estudo, «a oração é um costume no qual se utiliza o pensamento, e a actividade intelectual ocasionada poderia constituir uma medida de prevenção contra a doença».
 
«Qualquer trabalho intelectual influi positivamente no trabalho do cérebro», assinalou o cientista.

A investigação experimentou dificuldades ao determinar a relação entre a oração e o Alzheimer entre homens, já que 90 por cento dos homens asseguraram rezar diariamente, o que impossibilitou ter uma amostra adequada.

Entretanto, «entre as mulheres, só 60 por cento rezava cinco vezes ao dia, e 40 por cento não rezava regularmente, assim pudemos comparar a informação», indicou Inzelberg.

Centro criou embrião com espermatozóide
de homem errado

Catarina Gomes
 
O centro de procriação medicamente assistida dos Hospitais da Universidade de Coimbra criou um embrião para um casal com problemas de infertilidade inseminando um óvulo com um espermatozóide pertencente ao homem de um outro casal. O erro laboratorial foi detectado a tempo e não chegou a haver transferência uterina. Foi o centro que notificou o incidente.
 
O erro laboratorial aconteceu no final de 2011 e foi o chamado Departamento de Medicina Materno-Fetal Genética e Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) que notificou o «incidente adverso grave» ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), a entidade reguladora do sector. Desde que o órgão existe, houve apenas mais um registo de um incidente, este ocorrido já este ano.

No caso de Coimbra tratava-se de um casal que fazia tratamentos de fertilidade no centro público e que, após o erro ter sido detectado, foi informado de que o embrião criado em laboratório para ser transferido para o útero tinha sido criado com o óvulo certo mas com um espermatozóide pertencente ao homem de um outro casal em tratamento no centro. Ou seja, caso tivesse havido transferência e tivesse nascido uma criança esta seria filha biológica da mãe certa mas do pai errado.

O erro foi descoberto a tempo, confirma o presidente em funções do CNPMA, Eurico Reis, que informa que na sequência da sua notificação voluntária, o centro foi sujeito a uma inspecção da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde em Outubro passado. Os erros detectados foram corrigidos com «medidas de controlo de qualidade» e o centro ficou obrigado à entrega periódica de relatórios relatando as adaptações sugeridas, diz o responsável. No final deste processo, deverá ser realizada uma nova inspecção, refere Eurico Reis.

«Foi uma situação ocasional que não teve consequências graves. Foi um erro involuntário, uma desatenção, o casal sentiu que não ficou prejudicado», por isso não foi aplicada qualquer sanção. Eurico Reis diz que se fazem tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA) no país desde há 26 anos mas que a notificação de incidentes só é possível desde 2008. Mas não tem dúvida de que «a qualidade dos tratamentos de PMA em Portugal está ao nível das melhores do mundo».

O casal em causa soube do erro e foi-lhe oferecido a possibilidade de fazer um novo tratamento, o que implicou a criação de um novo embrião, desta feita com os gâmetas do casal. O casal a quem pertencia o espermatozóide errado também foi informado. O embrião criado com o espermatozóide errado teve o destino dado aos embriões excedentários e previsto na lei, diz Eurico Reis, ou seja, ou será usado para investigação científica ou poderá ser doado a um casal infértil.

Questionada pelo PÚBLICO, a directora do centro, Teresa Almeida Santos, escusou-se a prestar mais esclarecimentos sobre o caso referindo, numa resposta por e-mail, que o caso «foi alvo de inquérito institucional, na sequência de denúncia anónima inqualificável, circunstância que não me permite pronunciar-me sobre matérias que estão em segredo de justiça». Diz aguardar com a maior urgência «a conclusão do inquérito e o cabal esclarecimento da situação para defesa da minha honra». Instada a dar mais esclarecimentos acerca de dados referidos na sua resposta, recusou-se a fazê-lo.

Americanos fazem testes de DNA depois de terem bebé de cor diferente

De quando em quando surge na imprensa internacional mais um caso: um casal que, depois de sujeito a tratamentos de fertilidade, reconhece no seu bebé traços diferentes de si, o que o faz desconfiar que houve um erro. Foi o caso de Thomas e Nancy Andrews, um casal de Nova Iorque, EUA, que, em 2007, processou a clínica Medical Services for Reproductive Medicine, depois de terem tido uma bebé cujo tom de pele era demasiado escuro para ser sua filha. Testes de DNA provaram que o bebé nascido não era filho biológico do pai, noticiou na altura a agência Associated Press.

O casal alegou ter sido obrigado a criar uma criança que «não é da mesma raça, nacionalidade ou cor da deles». Depois do nascimento de Jessica, a 19 de Outubro de 2004, perceberam que algo não tinha corrido bem. «Embora amemos a Jessica como se fosse nossa, somos lembrados deste erro terrível cada vez que olhamos para ela, é simplesmente impossível de ignorar».Na cidade inglesa de Leeds, em 2002, uma mulher branca deu à luz um par de gémeos negros, depois de ter ficado comprovado que o esperma usado pertencia a um homem negro. A Associação de Fertilização Humana e Embriologia, o órgão regulador da procriação medicamente assistida (PMA) em Inglaterra e no País de Gales, informou que os incidentes registados durante tratamentos de PMA subiram de 182 em 2007/2008 para 334 em 2008/2009, o que, ainda assim, representa menos de 1% dos 50 mil ciclos de tratamentos realizados. Os incidentes vão desde erros técnicos até situações que envolveram a inseminação de óvulo com espermatozóides errados.

O centro de PMA do Hospital Universitário do País de Gales, em Cardiff, foi responsável pela implantação do último embrião viável de um casal no útero de outra mulher, o que obrigou, em 2009, o centro a admitir a sua falha e a indemnizar o casal, refere a BBC online. Na sequência de vários casos que se tornaram públicos, algumas clínicas introduziram um sistema de rotulagem electrónica ou código de barras para evitar potenciais enganos. Quando óvulos, espermatozóides ou embriões são postos sob o microscópio num dado laboratório, o sistema reconhece automaticamente a quem pertencem. Se é retirado o recipiente errado, é accionado um alarme, descreve a BBC online.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Máximo poeta popular alentejano de Avis


JÁ TENHO LICENCIATURA

Já tenho licenciatura
Agora sou um doutor,
Tenho montes de cultura
Vou ser Ministro? E se fôr?...

Inscrevi-me ao fim do dia
Naquela Universidade
Dos diplomas de inverdade
P'ra testar o que sabia.
Já de manhã, mal se via,
De maneira prematura
Eu fiz muito má figura.
Mas mesmo sem saber nada
Formei-me na Tabuada,
Já tenho licenciatura!

Dei cem erros no ditado.
E agora o mais curioso :
Por estar muito nervoso
Á recta chamei quadrado!
Quando me foi perguntado
Se conhecia o Reitor,
Respondi que não senhor
Embora fosse meu tio!
Disse mentiras a fio,
Agora sou um doutor!

Com mesquinhez e com tudo
Puxei das equivalências,
Juntei outras mil valências
Deram-me mais um canudo.
Com diplomas, contudo,
Era fácil a leitura,
Deixei de ser um pendura,
Sou político afamado.
Sou falado em todo o lado,
Tenho montes de cultura

Já sou Mestre em Corrupção,
A todos sei enganar.
Habituei-me a roubar
Tirei curso de ladrão.
E agora, queiram ou não,
Mesmo sem nenhum valor,
Eu falo que é um primor
Na Assembleia sentado.
Para já sou deputado.
Vou ser Ministro? E se fôr ?

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O liberalismo na educação


Inês Teotónio Pereira

Não é por acaso que filhos de pais liberais – da geração que cresceu ao som do slogan sexo, drogas e rock´n roll – são os maiores betinhos
O liberalismo na educação é, antes de mais, uma fantasia. Não existe. Ninguém no seu juízo perfeito é um liberal convicto na educação dos seus filhos. Na educação, só se é liberal por desleixo e/ou comodismo. Podemos ser adeptos fervorosos da privatização da Caixa Geral de Depósitos, podemos ser contra todas as entidades reguladoras do mundo, podemos lutar incansavelmente contra os impostos, o Estado e o seu centralismo, podemos defender com a própria vida os contratos de associação com as escolas privadas e a liberdade de escolha mas, quando entramos em casa, estas meritórias convicções ficam do lado de fora. Não entram.
 
Liberalismo e filhos: duas palavras que não podem estar na mesma frase. Nem falo na parte financeira e económica do tema, onde é óbvia a ausência do cariz liberal. Pois, em qualquer família, impera como modelo económico o socialismo no seu estado mais puro e fedorento. Senão vejamos, em qualquer família de direita ou de esquerda, católica ou calvinista, conservadora ou anarca, os pais (ou seja, o Estado) determinam o que os filhos (cidadãos) comem, vestem e a que horas apagam a luz, repartem equitativamente todos os bens e o seu usufruto pelos filhos, ignorando a sua produtividade (todos jantam quer tenham boas ou más notas), o seu talento ou as suas diferenças. Os pais tratam todos os filhos por igual e chegam mesmo a endividar (tal como o Estado com as PPP) os netos quando compram casas a 50 anos e carros a crédito «para o bem da família»...
 
Mas esta vertente marxista das famílias é ainda mais visível quando analisamos, não o seu funcionamento ou a sua forma de sustento, mas sim a educação. Não é por acaso que filhos de pais liberais – do tipo geração que cresceu ao som do slogan «sexo, drogas e rock’n’roll» – são os maiores betinhos da história contemporânea. São os yuppies dos anos 90 e os quadros deste milénio.
 
E porque é que isto é assim? Porque sim. Porque não podia ser de outra maneira. Um pai tem de ser socialista e controlador de tudo o que mexe se quiser desempenhar com sucesso as suas funções de pai. Na economia, já vimos que não pode ser de outra maneira. Quanto aos princípios, é fácil concluir o mesmo. Senão vejamos este exemplo: nenhum pai consegue assistir com a filha, que tenha uma idade compreendida entre os 10 e os 30 anos, a um episódio da Gabriela sem se sentir, vá, pouco à vontade. Nenhum pai nesta circunstância, com a filha ao lado, consegue rir com a greve das quengas no Bataclan de Ilhéus como deve ser. Na proporção exacta que a situação exige.
 
Nestes últimos dias, dias em que as quengas estão de greve e em que a Gabriela tem tomado banho de cinco em cinco minutos, como se estivesse a gravar um filme para a «Playboy», compreendi a sorte que tenho pelo facto de os meus filhos ainda não terem idade para ver televisão àquela hora. Mas imagino as perguntas que fariam se eu não tivesse o poder de os mandar para a cama: «Ó mãe, porque é que os coronéis não deixam as senhoras seguir na procissão? O que é uma quenga?» Gostava de ver um liberal a explicar todos estes constrangimentos das quengas com a mesma clareza com que defendem as virtudes da privatização da CGD.
 
É por estas e por outras que, em qualquer casa de família, qualquer um dos 200 canais de televisão é como a RTP, ou seja, tem tutela.
 
Um pai, por mais liberal que seja nos seus costumes, nos seus princípios, não o é enquanto educador. No fundo, não é. No fundo, é um ditador, um Mao camuflado. No fundo, cora e incomoda-se. No fundo, acha que a emancipação sexual e as drogas livres não condizem com a sua filha nem com o seu filho. Por isso, controla, condiciona e filtra o que chega aos olhos e aos ouvidos dos filhos. E, se não o faz, gostava de o ter feito.

Plataforma do Partido Democrata nos EUA
apoia aborto e uniões gay


A plataforma do Partido Democrata nos Estados Unidos, a que pertence o presidente Barack Obama, adoptou formalmente no dia 4 de Setembro uma plataforma política que apoia o aborto, as uniões homossexuais e os anticoncepcionais.

A plataforma, que estabelece as prioridades partidárias, com Obama ganhando ou não as eleições, foi adoptada oficialmente na Convenção Nacional Democrata que está sendo realizada em Charlotte.
 
O texto expressa o seu apoio à «igualdade do matrimónio», frase usada por quem promove a legalização das uniões de casais do mesmo sexo. É a primeira vez que um partido político importante nos Estados Unidos expressa formalmente o seu apoio à redefinição do matrimónio.
 
A plataforma também insiste em rejeitar totalmente a lei de 1996 (Defense Marriage Act) que define o matrimónio como a união de um homem e de uma mulher, e que protege este conceito nos estados perante as pressões de alguns sectores para aprovar as uniões gay.
 
Sublinhando o seu apoio ao aborto sem restrições, a redefinição do matrimónio e dos anticoncepcionais, o Partido Democrata assinala que está comprometido com a «obtenção de políticas que realmente valorizem as famílias».
 
A plataforma originalmente extirpou qualquer referência a «Deus» embora admitisse que as organizações de distintos credos tiveram um papel «central» na história dos Estados Unidos. Perante as críticas provenientes dos republicanos, os democratas decidiram finalmente, no meio de protestos e depois de três votações, inserir um item em que expressam a sua fé em Deus.
 
O texto também expressa o seu apoio ao mandato abortista da administração Obama que violenta a liberdade religiosa e de consciência ao obrigar às organizações religiosas a adquirir planos de saúde que cubram pílulas abortivas, a esterilização e os anticoncepcionais. Os bispos do país opuseram-se em bloco e de maneira muito clara a este mandato.
 
O Partido reiterou o seu compromisso com o «aborto legal e seguro, sem considerar a capacidade de pagamento» e expressou a sua oposição a qualquer tentativa de «debilitar ou minar esse direito».
 
A plataforma também apoia a eliminação de restrições às pesquisas com embriões humanos para obter células estaminais, assim como uma «adequada educação sexual», embora não determine a que se refere com este último conceito.
 
«O Presidente Obama e o Partido Democrata estão comprometidos com o planeamento familiar em todo o mundo», afirma e destaca a decisão do mandatário de reverter a política conhecida como Cidade do México, que proíbe os Estados Unidos de financiar grupos que promovam ou realizem abortos.
 
Também insiste em que «os direitos gay são direitos humanos» e salienta a decisão da Secretaria de Estado de financiar actualmente «um programa que sustenta às organizações de direitos gay» e exorta a «combater activamente» as acções de outras nações que consideram que estão comprometidas com a «discriminação».

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Voluntários do Greenpeace:
«Viva o aborto, somos pró-morte»!


Depois de sofrer ameaças e insultos de voluntários da multinacional ecologista Greenpeace, os jovens do Crossroads, que peregrinam pela Espanha defendendo o direito à vida humana e manifestando-se contra o aborto, denunciaram que essas e outras agressões que sofreram acontecem porque são «católicos, pró-vida e jovens com princípios».
Os jovens do Crossroads denunciaram que no dia 9 de agosto, depois de chegar à localidade de León, encontraram-se com um grupo de ecologistas que os insultaram fortemente, ameaçaram-nos gestualmente e gritaram «viva o aborto! Somos pró morte»!.

Os voluntários do Greenpeace insultaram gravemente aos jovens com palavras de baixo nível que não as reproduzimos aqui.
Em declarações ao grupo ACI, Jaime Hernández, porta-voz do Crossroads, lamentou que o Greenpeace tenha negado a agressão quando se comunicou com a imprensa local e culpou aos jovens pró-vida, dizendo que eles os agrediram enquanto tentavam conseguir sócios.

«No seu comunicado eles falam que 5 dos seus membros que foram denunciados desmentem tudo e que fomos nós os que lhes provocamos, insultamos, etc. Quer dizer, que tentam virar o jogo e se fazem de vítimas».
Hernández desmentiu ao Grenpeace e assinalou que o que aconteceu «está provado graças às testemunhas».

O porta-voz do Crossroads disse que eles ainda não fizeram nenhuma denúncia contra o Greenpeace, mas se a multinacional ecologista não se desvincula dos jovens agressores, a denúncia será feita.
«O certo é que os que estão sendo denunciados são os dois membros do Greenpeace, e os que tivemos que chamar à polícia por segurança própria fomos nós», assinalou.

Hernández também disse que a polícia local revelou «que não era a primeira vez que tinha problemas com voluntários do Greenpeace».
«Nós não causamos nenhum problema nas cidades onde passamos. Fomos sempre atacados por ser católicos, pró-vida e jovens com princípios», disse.

Por sua parte, Ignacio Arsuaga, presidente do grupo espanhol pró-vida HazteOír, lamentou que «os pró-abortistas às vezes mostram seu verdadeiro rosto intolerante e agressivo».
«Os voluntários do Greenpeace não puderam tolerar que um grupo de jovens repartisse informação objetiva sobre o aborto. Por isso recorreram ao insulto e à agressão física», assinalou.

Arsuaga também expressou sua surpresa porque «Greenpeace negou os fatos e, portanto não pediram perdão».
«Como podem estar a favor do meio ambiente e não condenar a agressão contra pessoas concretas, contra os jovens do Crossroads e contra os seres humanos que ainda não nasceram?», questionou.

Unanimidade homicida?


Nuno Serras Pereira
 
Depois da apresentação, por parte dos partidos políticos com assento na assembleia da república, de projectos de lei distintos, díspares mesmo contraditórios entre si eis que, após amenas conversas em plenário, votaram por unanimidade a «lei» nº 25/2012, de 16 de Julho, que «regula as directivas antecipadas de vontade, designadamente sob a forma de testamento vital, e a nomeação de procurador de cuidados de saúde e cria o registo nacional de testamento vital (rentev)». O nome traz já em si todo um programa necrófago (sim, necrófago porque esta gente alimenta-se de morte), que é confirmado quer pelo conchavo extraordinário daqueles cujo objectivo continuado sempre foi a fractura, e a devastação ou aniquilamento da pessoa humana, abominando qualquer conciliação; quer pela interpretação ambígua a que a «lei» propositadamente se presta. Aliás foi essa mesma ambigenia que ocasionou a unanimidade, uma vez que por ela se abrirá a porta à eutanásia – primeiro, por omissão, em seguida, pela acção.
 
Uma vez formada e lançada a bola de neve inevitavelmente se seguirá o alude. Quando, em nome do consenso se barganham os princípios e valores inegociáveis o resultado só pode ser uma catástrofe.

sábado, 3 de novembro de 2012

Promotores do aborto indignados com
derrota dos «direitos das mulheres»
na Rio+20


Timothy Herrmann e Stefano Gennarini

Admitindo que sofreram uma derrota dolorosa, líderes políticos juntaram-se aos promotores do aborto e do controle populacional para expressar indignação com a omissão do termo «direitos reprodutivos» do documento final produzido na conferência Rio+20 da ONU sobre desenvolvimento sustentável.
Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, dirigiu-se aos líderes políticos no último dia da conferência referindo-se ao facto. «Embora eu esteja muito contente que o documento final deste ano apoie a saúde sexual e reprodutiva e o acesso universal ao planeamento familiar», declarou ela, «para alcançar as nossas metas no desenvolvimento sustentável temos também de garantir os direitos reprodutivos das mulheres».

Embora a saúde reprodutiva seja mencionada seis vezes e em três parágrafos diferentes, muitos lamentaram que na sua opinião sem uma menção de direitos reprodutivos, um termo que os defensores do aborto usam como sinónimo de aborto, não daria para considerar o documento como uma vitória para os direitos das mulheres ou para a sustentabilidade.

A organização de mulheres que representa mais de 200 grupos diferentes na ONU chegou ao ponto de afirmar que a ausência de direitos reprodutivos significava que «dois anos de negociações culminaram num resultado de Rio+20 que não fez progresso nenhum para os direitos das mulheres e para os direitos das gerações futuras no desenvolvimento sustentável».

Durante a conferência de duas semanas, a Federação Internacional de Planeamento Familiar e outras organizações patrocinaram eventos que ligam explicitamente os direitos reprodutivos e o controle populacional, principalmente nos países em desenvolvimento.

Gro Harlem Brundtland, ex-primeira-minista da Noruega, foi um dos criadores da noção do desenvolvimento sustentável há vinte e cinco anos e vem de forma despudorada a fazer a conexão, avisando que «a única maneira de responder ao crescente número de seres humanos e falta de recursos é por meio da concessão de mais direitos às mulheres».

Ela também disse: «A omissão de direitos reprodutivos é lamentável; é um retrocesso de acordos anteriores». E concluiu dizendo que «a declaração da Rio+20 não faz o suficiente para ajustar a humanidade num caminho sustentável».

Muitas delegações, com a Santa Sé, repercutiram o alarme sobre a ligação desses termos e com êxito excluíram-nos do documento final. Bruntland disse com frustração que «não podemos dar-nos ao luxo de permitir essa ultrajante omissão, impulsionada por tradições antiquadas, discriminação e pura ignorância», em referência directa à intervenção da Santa Sé.

Quem também criticou a exclusão dos termos foi Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda e presidente do Conselho de Líderes Globais para a Saúde Reprodutiva do Instituto Aspen. Ela declarou: «Não pudemos integrar amplamente a questão do planeamento familiar nesta conferência no Rio de Janeiro. Isso é um engano. O crescimento populacional em países pobres tornou-se um problema global, com implicações de longo prazo para a saúde económica, ambiental e política do mundo inteiro».

A saúde materna é mencionada apenas indirectamente no documento, e só num parágrafo. Evidentemente a pressão para promover direitos reprodutivos na conferência não foi tanto sobre a saúde das mulheres quanto foi sobre colocar o aborto e o controle populacional no documento Rio+20 sob o pretexto de desenvolvimento sustentável.

Considerando que a Santa Sé chamou a atenção para essa agenda e várias nações puderam construir o consenso necessário para manter o termo polémico fora do documento, não é de pasmar que os defensores do aborto estejam irados e continuem a ridicularizar o Vaticano como se estivesse a travar uma guerra contra os direitos das mulheres. O lamento real deles é o desmascaramento da sua agenda para promover com pressão o aborto e o controle populacional e terem sido confrontados em flagrante.