terça-feira, 20 de março de 2012

Não há Sangue do Tipo A e O Negativos
Colheita de Sangue Dia 23 de Março



Não há Sangue do Tipo A e O Negativos

As reservas de sangue dos  grupos A e O negativos são suficientes apenas para dois ou três dias em consequência da quebra de 20% nas dádivas nos hospitais nos últimos dois dias.

Hélder Trindade, presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, confirma essa situação e explica que a  situação de falta de «stock» pode ser de risco.

«Em relação  ao O negativo e o A negativo estamos a falar de dois/três dias. A situação problemática é quando se juntam dois factores: uma baixa da colheita e haver mais doentes que precisam daquele sangue. É o que está a acontecer neste momento», disse.

De acordo com os responsáveis, a quebra nas dádivas tem relação directa com notícias sobre um alegado desperdício de plasma. Hélder Trindade garante que «não há desperdício de sangue».

NB: A Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro  – ADASCA, convida  todas  as pessoas suadáveis com estes dois tipos de sangue, a aderir à dádiva de sangue, podendo comparecer nos dias e locais no Mapa em anexo.

Como Dar Sangue, pode ser lido no nosso site: www.adasca.pt. A idade minima para aderir à dádiva de sangue é a partir dos 18 anos até aos 6o (1ª. vez), podendo prolongar-se até aos 65 anos de for saudável.

Deve-se tomar o pequeno-amoço normalmente, com exclusão de bebidas alcoólicas, e fazer acompanhar do Cartão de Cidadão ou do B.I.

Por Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASC
 


Fernanda Monteiro531.jpg
Colheita de Sangue Dia 23 de Março

As Colheitas de Sangue vão decorrer nos seguintes dias e locais:
-Dia 23 de Março no Agrupamento de Escola de São de Loure,
-Dia 28 de Março – Renault de CACIA (limitada aos funcionários),
-Dia 31 de Março – Pavilhão dos Galitos, Companhia de Fitness, (zona da Forca - Comemoração do Dia Nacional do Dador de Sangue, a realização de uma Feira da Saúde).

Admitimos que estejam a ser enviados e-mails repetidos, se estiver acontecer consigo, pedimos a melhor compreensão, porque não o fazemos com o intuito de incomodar ninguém.

O sangue é um dos elementos muito importante para a vida, a sua aquisição tem que vir do homem, já que sem o homem não há sangue nos hospitais e para nós é um gesto de agradecer/louvar.

Mesmo com todos os avanços da ciência, ainda não existe nada que possa substituir o sangue humano. Nem todas as descobertas e evolução da ciência conseguiram reproduzir este bem precioso que pode ser considerado o verdadeiro nesta vida. Diariamente, milhares de pessoas, em todo o mundo, dependem de um gesto solidário para poder sobreviver: Uma Dádiva de Sangue.

Mesmo sendo produzidas gratuitamente no organismo humano, poucas são as pessoas que se dispõem a dividir esta dádiva com outras pessoas. A solidariedade então possa a ser um bem tão precioso como o sangue.

A grande motivação para doar sangue, é a continuidade da vida. É você doar e continuar tendo sua saúde, podendo dividi-la com outra pessoa.

Realçamos o lado positivo  da doação, suas vantagens para o doador e para a sociedade e que doar com frequência é uma reafirmação de boa saúde física e emocional.

Condições Básicas para Doar Sangue
Estar bem de saúde.
Trazer bilhete de identidade versus cartão de cidadão.
De 18 anos e menos de 65 anos.
Primeira doação ate 60 anos
Pesar mais de 50 kg.
Não convém estar de jejum, convém tomar o pequeno-almoço normalmente.
Evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.
Não ser consumir de drogas.
Não ingerir bebida alcoólica nas ultimas 12 horas
Não estar grávida nem amamentando.
Não ter doado nos últimos 60 dias (homens) 90 dias (mulheres)
Não ter tatuagem ou piercings com menos de 1 ano
Não ter tido contacto sexual com pessoas que tenham situação de risco acrescido para AIDS e DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

O doador  recebera  uma declaração  justificando a sua falta do trabalho no dia da dádiva.

Dar e aceitar: dois gestos que resumem a vida humana e lhe dão um sentido redobrado. Compareçam... tragam um(a) amigo(a), nunca somos de mais.


Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Telem: 964 470 432 + 967 023 502
NB: consulte as nossas revistas Tribuna da ADASCA no nosso site.


terça-feira, 13 de março de 2012

Petição online



Acabei de ler e assinar esta petição online: 

«Em defesa do tratamento adequado de todos os doentes com Esclerose Múltipla em Portugal» 
Se também quiser subscrever:   

Agradeço a bondade de a divulgar

Obrigado.
Infovitae

segunda-feira, 12 de março de 2012

As crianças e a televisão


Paulo Morais








Em toda a Europa civilizada, é proibida a publicidade a menores.

Cada criança em Portugal passa cerca de 23 horas por semana em frente à televisão. São cerca de três horas por dia, bem mais do que o tempo que passam com os pais ou com os irmãos.

Sendo assim, os verdadeiros encarregados de educação dos nossos filhos são os aparelhos de televisão. Enquanto vê televisão, cada miúdo é bombardeado, em média, por 25 mil anúncios por ano. Estas doses maciças de propaganda constituem autênticas lavagens de cérebro.

E as consequências estão aí bem à vista. Os miúdos vestem todos da mesma forma e brincam com os mesmos brinquedos. Os pais, pressionados, vêem-se na obrigação de satisfazer os desejos dos filhos, tenham ou não dinheiro para tal.

Por outro lado, os maus hábitos alimentares resultam do apelo publicitário permanente ao consumo de comidas pouco saudáveis. Os problemas de saúde são a consequência inevitável. A obesidade infantil afecta já hoje inúmeras crianças, sendo que destas, entre 50 a 80% serão adultos obesos.

Além do mais, muitos brinquedos e jogos apelam a atitudes violentas, com a consequente influência no comportamento hiperactivo e na indisciplina nas escolas.

Poderiam evitar-se todos estes males limitando, ou simplesmente proibindo, a publicidade dirigida a menores. Que é o que acontece, aliás, em toda a Europa civilizada.

sábado, 3 de março de 2012

Brasil: Homossexuais aliciam meninos
para virar transexuais em São Paulo


Tráfico de adolescentes para prostituição homossexual começa nas redes da Internet


Magro, cabelos compridos, calção curto. M., 16 anos, abre o sorriso leve e ingénuo dos adolescentes quando perguntado se pode dar entrevista. O relógio marca 1h de sexta-feira. «M» é um garoto e está na calçada, numa das travessas da Avenida Indianópolis, conhecido ponto de prostituição de travestis e transexuais, escancarado em meio a casas de alto padrão do Planalto Paulista, na Zona Sul de São Paulo. A poucos passos, mais perto da esquina, está «K», também de 16 anos.

«M» e «K» são a ponta do novelo que transformou São Paulo num centro de tráfico de adolescentes nos últimos cinco anos. Meninos a partir de 14 anos são aliciados no Ceará, no Rio Grande do Norte e no Piauí e, aos poucos, são transformados em mulheres para se prostituírem nas ruas de São Paulo e em países da Europa. Misturados a travestis maiores de idade, eles são distribuídos em três pontos tradicionais de prostituição transexual em São Paulo: além da Indianópolis, são encaminhados para a região da Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte, e Avenida Industrial, em Santo André, no ABC paulista.

O primeiro contacto é feito por meio de redes de relacionamento na internet. Uma simples busca por «casas de cafetina» leva os garotos a perfis de aliciadores homossexuais. Após o primeiro contacto, pedem que o adolescente encaminhe uma foto por e-mail, para que seja avaliado. Se for considerado interessante e «feminino», eles têm a passagem paga pelos aliciadores. Ao chegar a São Paulo, passam a morar em repúblicas de transexuais e a serem transformados. Recebem inicialmente megahair e hormónicos femininos. Quando começam a facturar mais com os programas nas ruas, vem a oferta de prótese de silicone nos seios. Os escolhidos para ir à Europa chegam a ser «transformados» em tempo recorde, apenas cinco meses, para não perder a temporada na zona do euro.

É fácil identificar os adolescentes recém-chegados. Além do corpo típico da idade, eles têm seios pequenos, produzidos por injecção de hormónios, e megahair. Testados inicialmente na periferia, os meninos são distribuídos nos pontos de prostituição de acordo com a aparência.

Os considerados mais bonitos recebem investimento mais alto e vão trabalhar na área nobre da cidade. Na Avenida Indianópolis, recebem R$ 70 por um programa no drive in e R$ 100 se o programa for em motel. Nos outros dois endereços, o valor é bem mais baixo: entre R$ 30 e R$ 50 no drive in e R$ 70 a R$ 80 em motel.

Menores evitam ruas principais

Não faltam interessados. A partir de 17h, homens homossexuais na faixa de 30 a 50 anos aproveitam o fim do expediente para, antes de seguir para casa, fazer programas rápidos com os transexuais na Indianópolis. Um furgão preto, com insulfilme, faz o transporte de vários transexuais. Mas, nesse horário de maior movimento, dificilmente os menores ficam à vista nas calçadas.

Por existirem há décadas, os pontos de prostituição de travestis são vistos com naturalidade pelos moradores de São Paulo, principalmente agora com leis «anti-homofobia» que punem a crítica ao homossexualismo. Se antes se podia criticar, agora nem isso. Afinal, o homossexualismo em São Paulo está sob a protecção do PSDB e parece que a prostituição homossexual está incluída nessa protecção.

Em geral, os transexuais adolescentes ficam nas travessas, atrás dos grupos de maiores de idade, que ficam quase nus e são extremamente imorais. Os dois grupos convivem bem com a vizinhança, excepto pelo constrangimento proporcionado pelos mais velhos (acima de 25 anos) sem roupa ou exibindo abertamente partes íntimas ou siliconadas.

Os adolescentes são mais discretos, menos siliconados e «montados». Os implantes de silicone nos seios são menores, num apelo direccionado aos pedófilos. Eles usam saias e calções curtinhos, como «M» e «K», e podem muitas vezes ser confundidos com meninas.

Como na Indianópolis prostitutas e travestis dividem espaço, clientes são surpreendidos pela nova leva de jovens vindos de outros estados, de aparência cada vez menos óbvia.

«Y», 19 anos, é um dos transexuais que fazem aumentar a confusão. Aos 15, foi levado a São Paulo pela rede homossexual de prostituição e pedofilia.

- A cafetina viu que eu era feminina e que ganharia muito dinheiro. A minha mãe assinou autorização para eu viajar, e vim de avião. Ficou preocupada, como toda mãe, mas deixou — conta.

Inicialmente, foi levado a trabalhar na Avenida Industrial, em Santo André, no ABC paulista. Pagava R$ 20 pela diária na república, sem almoço.

- Quem não tivesse os R$ 20 tinha de voltar para a rua, não entrava enquanto não conseguisse — diz ele.

Mesmo sem ter sido transformado, já chamava atenção. Logo começou a facturar R$ 250 por dia. Aos 16 anos, recebeu «financiamento» para colocar prótese de silicone no seio. O implante foi feito por cirurgião plástico. Custou R$ 4 mil, mas «Y» teve de pagar R$ 8 mil à cafetina, pois não tinha dinheiro para quitar à vista.

«Y» diz que aceitou porque queria ficar feminina logo. Neste mercado, os seios são vistos como principal atributo. Quanto mais aparência de mulher, mais os clientes pagam. Agora, o jovem mora sozinho num apartamento e paga o seu aluguer. Diz que divide o espaço da avenida tranquilamente e já não deve nada a ninguém. Faz entre seis e 10 programas de prostituição por noite, afirma, enquanto lança olhares às dezenas de carros que passam rente à calçada, aguarda possivelmente um cliente homossexual.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Procura de trabalho


Empregada doméstica
Empregada doméstica procura trabalho.
Limpeza, arrumação, cozinha.
Ana Paula
T. 218 460 673

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mais de 500 lideres nos Estados Unidos assinam declaração contra o mandato abortista de Obama



Mais de 500 lideres religiosos dos Estados Unidos assinaram a declaração com o título: «Inaceitável» (Unacceptable) na qual repulsam  o mandato abortista da administração Obama que obriga os empregadores a pagar planos de saúde que cobrem a anticoncepção, a esterilização e pílulas abortivas.

A declaração que leva a assinatura de líderes de todo o território norte americano, critica também a tentativa de Barack Obama de "remendar" o mandato para fazê-lo mais «adequado» à liberdade religiosa.

Dentre os líderes que assinaram está o, recentemente criado Cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova Iorque e o Presidente da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), além de diversos líderes protestantes, ortodoxos, judeus, muçulmanos dentre outros, incluindo vários liberais e catedráticos.

O texto, divulgado pelo Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, aponta, dentre outras coisas, que a tentativa de «remendo» de Obama «não muda o conteúdo moral da proposta em nada e fracassa ao tentar revogar o assalto à liberdade religiosa e ao direito à objeção de consciência que originaram essa controvérsia.»

Segundo a norma modificada, «o governo ainda obriga as instituições religiosas e seus indivíduos a comprarem planos de saúde que incluem os mesmos serviços» que promovem a cultura de morte.

Os líderes lembram a necessidade de reverter esse mandato e reiteram à administração que as instituições religiosas «estão comprometidas em sua missão religiosa e como tais, gozam das proteções da Primeira Emenda» que garante a liberdade de culto.

A declaração foi redigida pela professora Mary Ann Glendon, da Escola de Leis da universidade de Harvard, o professor Robert P. George da Universidade de Princeton; Yuval Levin e Hertog Fellow do Ethics and Public Policy Center; o professor O. Carter Snead de Notre Dame; e John Garvey, Presidente da Catholic University of America.

Entre os assinantes estão o rabino David Novak da Universidade de Toronto, o catedrático muçulmano Shaykh Hamza Yusuf; o catedrático da Universidade de Chicago, Jean Bethke Elshtain;o famoso catedrático em liberdade Religiosa e conhecido litigante,  Michael McConnell da Stanford Law School; e o Arcebispo Joseph Kurtz, Vice-presidente da USCCB.

Thomas Pangle da Universidade do Texas; o rabino Meir Soloveichik da Yeshiva University; o Arcebispo da Filadelfia, Dom Charles J. Chaput; o líder evangélico Charles Colson; o arcebispo  Peter Akinola, ex-primaz anglicano da Nigéria; Paige Patterson, ex-presidente da Southern Baptist Convention; entre muitos outros também figuram como assinantes no documento.

Para ler a declaracão (em inglês), visite:

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Conferência sobre o aborto


«Aborto, e Agora o que Fazer ?  Testemunhos e Caminhos»


Dia 1 de Março na Universidade Católica de Lisboa
Conferência organizada pelo Núcleo Universitário Católica Pró-Vida, com o apoio do Lobby Pela Vida.

Testemunhos de:
-- Dra. Maria Durão (do PAV -- Ponto de Apoio à Vida, que apoia a Vida incondicionalmente)
-- Dra. Leonor Ribeiro e Castro (da Missão Mãos Erguidas, que ajuda as mulheres na iminência de abortar a tomar consciência da verdade da Vida)
-- Dra. Maria José Vilaça (da Vinhas de Raquel, que ajuda as mulheres que já abortaram a superar a dor do arrependimento) .

Afinal, quem nos representa?


Pedro Afonso


Portugal mudou muito nos últimos anos. Uma dessas mudanças foi realizada através da aprovação da lei que legalizou o aborto até às dez semanas, na altura suportada por uma ideologia política auto-intitulada de progressista. Entretanto houve eleições e muitos esperavam que algumas destas questões ideológicas fossem discutidas novamente por um governo que se deveria diferenciar do anterior não apenas no plano das políticas económicas, mas também na visão do mundo. Enganaram-se, pois, aqueles que julgavam que a alternância política levaria a que fosse discutida a estrutura legislativa entretanto criada sobre esta matéria. O desapontamento tem sido maior quando vários dos actuais ministros assumiram publicamente a sua fé católica; portanto, assumindo-se pró-vida.

Na verdade, nada mudou. Enquanto Espanha, com o novo governo de Rajoy, já deu sinais claros de que iria alterar a lei do aborto, assumindo corajosamente que defender a vida é uma medida verdadeiramente progressista, entre nós absolutizam-se os números e venera-se a troika, como se de um bezerro de ouro se tratasse. Neste contexto, a troika serve como cortina de fumo para que um grupo político prossiga de forma imparável com a sua pacotilha legislativa extremista. A recente lei sobre barrigas de aluguer mostra bem a sua actividade fervilhante e o desejo insaciável de prosseguir com experimentalismos sociais no campo da família e da vida humana.

Entretanto o PSD e o CDS andam a reboque desta agenda frenética, sem assumirem posições claras, numa vacuidade de ideias ordenadas, recorrendo a argumentos sinuosos e ambíguos, defraudando expectativas e sem capacidade para representarem muitos milhares dos seus eleitores. Ou seja, enquanto a esquerda revolucionária vai fazendo a sua guerra munida de um paiol inesgotável de munições ideológicas, a direita complexada parece apenas aspirar manter-se no «palácio do poder», saboreando uma influência ilusória e renunciando negligentemente propor uma sociedade alternativa. Conclui-se, portanto, que este políticos creem erradamente que aquilo que mobiliza um povo não são os princípios e a ideologia, mas apenas os números e a criação de riqueza. Ora, ninguém morre por um negocio, mas há quem ofereça a sua vida por um ideal.

Muitos daqueles que outrora combatiam pela defesa da vida no seio do activismo da sociedade civil, uma vez integrados nos partidos e ocupando agora altos cargos no Estado, parece que se esqueceram das suas convicções; caíram num estranho silêncio, transformando-se aparentemente nuns tecnocratas, iguais a tantos outros. Os partidos políticos não podem mostrar desprezo pelas convicções de muitos milhares dos seus eleitores, aos quais convenientemente em tempo de eleições lhes solicitam o voto para depois não lhes dar nada em troca. O descontentamento aumenta em círculos restritos, e vai-se alargando aos poucos, pois muitos vão compreendendo que é chegado o tempo de os eleitores exigirem representatividade aos políticos. E este ressentimento é imparável.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Colheita de Sangue Dia 24 de Fevereiro



Colheita de Sangue no Dia 24 de Feveiro de 2012 entre as 9 horas e as 13 horas no Posto Fixo da ADASCA, localizado no 1º. Piso do Mercado Municipal de Santiago. 

Em Março vão decorrer nos seguintes Dias 3, 9, 17 no Posto Fixo da ADASCA.

Dia 23 de Março no Agrupamento de Escola de São de Loure, Dia 28 de Março – Renault de CACIA (limitada aos funcionários), Dia 31 de Março – Pavilhão dos Galitos, Companhia de Fitness, (zona da Forca - Comemoração do Dia Nacional do Dador de Sangue, a realização de uma Feira da Saúde).

O sangue é um dos elementos muito importante para a vida, a sua aquisição tem que vir do homem, já que sem o homem não há sangue nos hospitais e para nós é um gesto de agradecer/louvar.

Mesmo com todos os avanços da ciência, ainda não existe nada que possa substituir o sangue humano. Nem todas as descobertas e evolução da ciência conseguiram reproduzir este bem precioso que pode ser considerado o verdadeiro nesta vida. 

Diariamente, milhares de pessoas, em todo o mundo, dependem de um gesto solidário para poder sobreviver: Uma Dádiva de Sangue.

Mesmo sendo produzidas gratuitamente no organismo humano, poucas são as pessoas que se dispõem a dividir esta dádiva com outras pessoas. A solidariedade então possa a ser um bem tão precioso como o sangue.

A grande motivação para doar sangue, é a continuidade da vida. É você doar e continuar tendo sua saúde, podendo dividi-la com outra pessoa.

Realçamos o lado positivo  da doação, suas vantagens para o doador e para a sociedade e que doar com frequência é uma reafirmação de boa saúde física e emocional.

Condições Básicas para Doar Sangue

Estar bem de saúde.
Trazer bilhete de identidade versus cartão de cidadão.
De 18 anos e menos de 65 anos.
Primeira doação ate 60 anos
Pesar mais de 50 kg.
Não convém estar de jejum, convém tomar o pequeno-almoço normalmente.
Evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.
Não ser consumir de drogas.
Não ingerir bebida alcoólica nas ultimas 12 horas
Não estar grávida nem amamentando.
Não ter doado nos últimos 60 dias (homens) 90 dias (mulheres)
Não ter tatuagem ou piercings com menos de 1 ano
Não ter tido contacto sexual com pessoas que tenham situação de risco acrescido para AIDS e DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis).
O doador  recebera  uma declaração  justificando a sua falta do trabalho no dia da dádiva.

Dar e aceitar: dois gestos que resumem a vida humana e lhe dão um sentido redobrado. Compareçam... tragam um(a) amigo(a), nunca somos de mais.

Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Telem: 964 470 432
NB: consulte as nossas revistas Tribuna da ADASCA no nosso site.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Governo deve ouvir o Cardeal: mãe há só uma


Manuel Tavares, Director do JN









O novo cardeal português foi ao fundo da questão europeia: a relação da mãe com a família e o trabalho. Para alguns será muito fácil colocar as etiquetas de conservador ou mesmo de reaccionário a D. Manuel Monteiro de Castro por, na entrevista que concedeu ao JN, ter dito sem papas na língua o seguinte:

«O trabalho da mulher a tempo completo creio que não é útil ao País. Trabalhar em casa, sim, mas que tenham de trabalhar pela manhã até à noite creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar, como vai ter tempo para formar?».

E, no entanto, vejamos...

Ainda não há no mundo sítio com melhores condições de vida que o nosso velho continente: o modelo social europeu permanece imbatível. Mas está claramente ameaçado. E se um optimista como eu pode sempre acreditar que haveremos de superar a ameaça resultante da crise financeira, outra tanta dose de fé não chegará para eliminar a ameaça demográfica.

Ou seja: mesmo que a Europa resolva os seus problemas de competição no quadro do comércio mundial e o faça salvaguardando os salários pela redistribuição da riqueza, vai ser preciso que, para além das religiões, das ideologias e das práticas sociais, o cidadão renuncie ao conforto da responsabilidade mínima. A sua própria por natureza e a da eventual alma gémea com quem decida partilhar a aventura da vida comunitária.

Com a taxa de natalidade em queda vertiginosa em Portugal e na Europa não podemos esperar que o nosso modelo social sobreviva. Perceber que esta é a questão essencial, muito mais importante que as circunstâncias da crise, é o passo indispensável para termos uma atitude diferente em relação ao núcleo da nossa organização social: a família.

Salvar este nosso modelo de vida, com todas as heterodoxias que ele permite, significará sempre revalorizar a natalidade. E a primeira consequência desta revalorização será a de dar condições para que os pais que assim o pretendam possam ter mais filhos.

Este ponto é tão mais sério e tão mais decisivo para as gerações que as sérias dívidas soberanas, e seria imperdoável que falhássemos. Porque só depende de nós e do que possamos pensar para além do puro prazer de ter um único filho. Ou nenhum.

Acontece que do plano da cidadania para o da prática social, por mais cardeais que nos alertem, terão de ser os políticos a garantir-nos a sobrevivência do nosso modelo social europeu.

No que me toca, atrevo-me a dar-lhes um conselho: antes de pensarem em novas leis laborais, perguntem às mães que não podem fugir a despejar os filhos de seis meses em infantários.

O Aborto é o cúmulo da violência doméstica

Fernando Castro, entrevistado no Diabo por João Filipe Pereira

«Barrigas de aluguer só interessam à esquerda caviar»
     


Em Portugal há 5 mil famílias com três ou mais filhos registadas na Associação Portuguesa de Famílias Numerosas. Fernando Ribeiro e Castro é o seu presidente. Em entrevista a O DIABO, o homem que defende os interesses das famílias grandes é fulminante no ataque que faz à «Esquerda caviar», às políticas do Governo e aos «totós» do CDS, PSD e PS.

O Diabo -- Recentemente voltou-se a falar da necessidade de rever a lei do aborto e há mesmo quem defenda a necessidade de um novo referendo. Enquanto presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), considera urgente essa alteração?

Fernando Ribeiro e Castro -- Nós estamos e sempre estivemos contra o aborto. O aborto mais não é que o matar de um bebe e nós somos a favor da vida. Este é, sem dúvida, o cúmulo da violência doméstica, o matar de um filho no lugar mais seguro que a Natureza criou: a barriga da mãe. Portanto, o que está errado não são as políticas ou os políticos. O que está mal são as leis que permitem tal acção. Porque, quando a vida humana passa a ter um valor relativo, todo o sistema gerativo cai por terra. É nossa missão, enquanto adultos responsáveis, defender os mais fracos. E os mais fracos na sociedade são os idosos e as crianças. E fácil de concluir que esta é uma lei iníqua. Uma lei que nasce de um referendo onde se descriminaliza o aborto e não a mulher. Uma lei que resulta hoje em situações absurdas como a do Estado, através dos contribuintes, oferecer, além do aborto em si, a viagem até ao Hospital à mulher que o vai fazer. Pior: até oferece o subsidio de maternidade. Tudo isto numa época em que o Estado não está a assegurar os cuidados básicos aos portugueses -- que estão a pagar cada vez mais taxas moderadoras.

Considera igualmente absurdo o debate social so¬bre as barrigas de aluguer?

Mas que debate social? Não há debate social. Houve sim uns meninos do Bloco de Esquerda mais uns meninos da Juventude Socialista e uns «totós» do PSD e CDS que foram atrás. Estes últimos tiveram a dignidade de depois recuarem. A sociedade está preocupada com os problemas do dia-a-dia, está preocupada em sobreviver... Não quer saber disto para nada. Os únicos interessados são os elementos de uma "Esquerda caviar". O facto de haver meninos no Bloco que não estão aflitos, ao contrário dos restantes portugueses, não significa que percam o tempo a pensar em disparates. Que vão jogar às cartas ou que se dediquem à pesca. E por favor, o PSD e o PS que não vão atrás da «Esquerda caviar» de cada vez que eles se lembram destas parvoíces.

As famílias portuguesas continuam a preferir comprar um carro a ter um filho?

Isso era antes. O paradigma alterou-se com esta situação financeira e econômica - da qual Portugal é uma grande vítima. Os políticos andam distraídos e não estão a tomar as políticas correctas. Estamos a registar uma redução da população activa, o que resulta numa quebra do consumo, que por sua vez tem consequências no número de desempregados, que por sua vez acelera a crise... Vamos esperar que as suas políticas olhem mais para o País. O Estado Social foi inventado com a ideia que uma geração cria uma geração com mais habitantes. O que permitiria pagar a sua dívida. O irónico é que a geração que inventou o Estado Social deu um tiro no pé ao criar uma geração mais pequena. O Estado Social foi á vida.

A APFN, neste cenário, tem tentado sensibilizar a classe política para os problemas da família?

O objectivo da APFN é reunir as famílias na luta contra este Estado e as suas políticas anti-natalistas. Este Governo que agora tomou posse está a ser pior que o de José Sócrates. Como é possível não terem em atenção a dimensão da família no calculo dos diversos impostos? Estão a penalizar as famílias que contribuem para a renovação de gerações. Os municípios ainda são o garante de uma politica a pensar nas famílias, pois necessitam de travar a desertificação e o abandono dos concelhos.

Ao Governo só pedimos justiça e equidade. Há anos que alertámos o Governo e o Parla-mento para a aldrabice dos nú¬meros que estavam a ser torna¬dos públicos. Guterres garantiu, no seu tempo, que a Segurança Social estava garantida. Há dois anos, Sócrates garantiu o mesmo...

A verdade é que está novamente em causa a Segurança Social e o próprio País. Perdemos 1 milhão e 200 mil crianças e jovens nos últimos anos. Actualmente existem cerca de 40 mil professores sem colocação. Faça as contas, se não tivéssemos perdido população teríamos emprego para dar aos professores.

Veja o caso das maternidades. Se não há nascimentos, para quê maternidades abertas em que temos excelentes profissionais sem um único parto para fazer? Qualquer dia o Governo terá que se decidir no que respeita à Guarda, Covilhã e Castelo Branco - todas estas cidades ainda têm maternidades abertas.

Já reuniram com o Governo?

Sempre que há mudança de Governo nós pedimos audiências. Já fomos ouvidos pelo CDS, pelo PSD e pelo PS. Pedimos audiência ao primeiro-ministro, ao ministro das Finanças, ao ministro da Educação, ao ministro da Saúde e ao ministro da Solidariedade Social. Apenas conseguimos uma reunião com o secretario de Estado dos Assuntos Fiscais e dessa reunião não saiu nada.

As famílias numerosas, na sua maioria, não são ricas nem pobres, mas como é que é pos-sível sobreviver quando vemos o preço da electricidade a subir para os 23 por cento de IVA, quando a electricidade é um bem de primeira necessidade. Bem, da conta da EDP apenas um terço é para a electricidade. O restante prende-se com Custos de Interesse Económico Geral, seja isso o que for.

Não compreendemos as políticas deste Governo.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Poder & Associados


Paulo Morais









As grandes sociedades de advogados adquiriram uma dimensão e um poder tal que se transformaram em autênticos ministérios-sombra.

Ler mais em:

Queixa contra Acordo Ortográfico
na Provedoria de Justiça



A Provedoria de Justiça está a analisar uma queixa que pretende travar o Acordo Ortográfico (AO). Trata-se de um pedido de revisão da constitucionalidade do Acordo, feito por Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que garante que as novas regras de escrita são inconstitucionais.

Ler mais em:

http://forumrprp.blogspot.com/2012/02/queixa-contra-acordo-ortografico-na.html

domingo, 29 de janeiro de 2012

A bomba demográfica


Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do C.M.








Há uma bomba latente que ameaça o futuro deste País. É o envelhecimento e a quebra da população, motivados pela reduzida taxa de natalidade.

É uma ameaça mais grave do que a longa crise económica em que mergulhámos. Obviamente que o empobrecimento agrava os efeitos desse icebergue em direcção ao qual este país caminha inexoravelmente. As estatísticas dão conta da quebra de um milhão de jovens em apenas 30 anos. Os saldos migratórios é que permitiam o crescimento da população. Mas em 2010 esse fenómeno não foi suficiente e Portugal encolheu. Este ano, com o êxodo de milhares de pessoas, a tendência vai agravar-se. Se nada for feito, em poucas décadas Portugal parecerá um lar de idosos falido.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Maternidade para substituição

Daniel Serrão


 









Por esta designação – mais adequada que a vulgar «barriga de aluguer» – entende-se a indução de gravidez numa mulher, pelo processo de transferência de um embrião constituído em laboratório, com o compromisso, contratualizado, de que a criança que venha a nascer será entregue a outrem.

A situação típica em que tem sido invocada a necessidade de recurso a esta maternidade é a de um casal no qual a esposa, por acidente ou por doença, perde definitivamente a capacidade de usar o útero para nele se desenvolver uma gravidez. E deseja intensamente ter um filho a partir dos seus ovócitos e dos espermatozóides do marido. E sofre, no plano emocional e afectivo, por não poder realizar este seu desejo, que é também desejo do casal.

Ou seja, o casal tem condições para gerar um filho com os seus gâmetas mas esse filho não pode ser desenvolvido no útero da mãe porque tal útero não existe ou não tem capacidade funcional para a gravidez. Como a fertilização gamética extracorporal , em laboratório, se tornou possível e é usada para os casos de infertilidade de casais, encarou-se a possibilidade de «prolongar» esta técnica, recorrendo a um útero natural, noutra mulher, com entrega da criança nascida aos pais biológicos.

Pode olhar-se esta situação de dois prismas, ambos legítimos.

Como um acto de amor e generosidade no qual uma mulher abdica de um filho que nela se desenvolveu durante nove meses e o entrega aos pais biológicos; como uma manipulação da maternidade, poder supremo da mulher, que até pode ser grosseira se estiver em causa um pagamento por este «serviço». (uma simples consulta à Net, mostra como, em vários países, está organizada e é publicitada uma “indústria” de produção de crianças que são vendidas). Mas, seja qual for o prisma de observação temos de reconhecer que estão em causa pelo menos, três interesses que terão de ser acautelados se vier a ser aprovada legislação que permita esta prática. Que sempre será excepcional dada a reconhecida raridade deste tipo de impossibilidade de concepção maternal.

São eles o interesse da mulher que se disponibiliza para ser a criadora uterina do filho, os interesses do filho a nascer, os interesses do casal que recorre a esta prática.

Levantam-se muitas dúvidas sobre a possibilidade de compatibilizar estes três interesses sem a produção de um texto jurídico muito apurado e completo.

Por exemplo: o ato médico de transferir para o útero da mãe portadora o embrião constituído em laboratório tem de passar por uma informação completa, verdadeira e compreensível, na qual não sejam escamoteadas as consequências da relação feto/mãe/feto, próprias de toda a gravidez, que se destinam a garantir a sobrevivência do feto antes e depois do nascimento e que constituem o essencial da biologia da maternidade. Sabe-se hoje (Biological Psychiatry, 63,415-423,2008) que o funcionamento cerebral da mulher é modificado durante a gravidez o que torna muito difícil a separação do filho nascido.

Também uma informação séria e completa dos riscos inerentes à gravidez em geral, incluindo o de abortamento espontâneo, e ao parto, que pode ter de ser cirúrgico, como na gravidez em geral. Esta gravidez, por ser para substituição, não é no interesse da mulher que vai engravidar mas no interesse de outrem; o que impõe, ao médico, a obrigação ética de dar informação completa e rigorosa dos riscos inerentes ao ato médico que vai praticar.
E se a gravidez se tornar uma gravidez de risco, se o feto tiver malformações graves ou, simplesmente, se a mulher portadora decidir mudar de opinião, pode ou não recorrer ao abortamento legal?

Se a criança nascer com defeitos congénitos ou adquiridos, por exemplo por parto distócico, a mãe biológica pode recusar-se a aceitar o filho «encomendado».

Se a mãe portadora, por generosidade e amor, decidir depois do parto, não entregar o filho à mãe biológica, vai ser punida por ter mudado de opinião (sendo que esta mudança é de raiz neurobiológica)?

Se o casal se divorciar durante o período de gravidez para substituição e nenhum dos cônjuges quiser receber o filho, a mãe portadora vais ter de ficar com ele?

As questões elencadas são um simples exemplo, muito incompleto, das dificuldades médico-jurídicas que a lei, a existir, terá de considerar.

Há, ainda, lugar para uma reflexão ética e sociológica que ficará para outra oportunidade.