sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Aumenta o número de adolescentes
que fazem sexting

Paula Cosme Pinto, Expresso


São muitas as fotos e os vídeos com teor erótico e sexual que circulam nos telemóveis e emails. Sexting foi o nome arranjado para esta partilha de conteúdos, que cada vez mais cresce entre os adolescentes sem que estes se apercebam dos perigos inerentes à exposição da sua intimidade.

«Autoridades públicas, legisladores e educadores enfrentam um aumento do número de jovens que se autoretratam durante as relações sexuais e ainda uma minoria que grava essas imagens e depois as divulga, tanto pelo telemóvel como pela Internet», avisa o Centro de Investigação de Crimes Contra Menores da Universidade de New Hampshire, que acaba de publicar os resultados do primeiro estudo nacional dos EUA sobre o sexting.

Em causa fica a possibilidade destes conteúdos chegarem às mãos de gente desconhecida, rompendo a privacidade dos adolescentes e deixando-os vulneráveis a perseguições e chantagens, explicam os especialistas.

Raparigas são quem mais se deixa fotografar

O estudo, publicado na revista «Pediatrics», contemplou um universo de mais de 1500 adolescentes, com idades entre os 10 e os 17 anos. Além de todo um questionário generalista, havia cinco questões relacionadas com o sexting: «Alguma vez te enviaram fotos e vídeos de menores de 18 anos nus, ou semi-nus? Já reenviaste alguma imagem de um menor? Já foste fotografado sem roupa? Alguém te fotografou? Alguma vez tiraste uma foto de menores nus?»

Cerca de 10% dos inquiridos reconheceram ter fotos suas sem roupa, terem contribuído para a sua realização e também terem recebido fotos de outros menores, no último ano. Pelo menos 39 adolescentes disseram ter-se fotografado a si próprios nus e enviado as imagens. Na sua maioria, raparigas com 16 e 17 anos.

De acordo com os investigadores, entre os argumentos dados pelos adolescentes a curiosidade surge no topo. «Não tinha namorado e sentia curiosidade de saber o que outras pessoas achariam do meu corpo", explicou uma das adolescentes. Contudo, "a maioria reconhece que o fez como parte de uma relação amorosa».

A investigação concluiu ainda que 30% dos inquiridos tirou ou enviou fotos suas sem roupa sob o efeito de drogas e álcool.


Fotos e vídeos de adolescentes nus ou durante as relações sexuais circulam cada vez mais por telemóvel e email, violando a sua privacidade. Mas muitas vezes são eles os próprios autores das imagens.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Império homossexual

[Clique na imagem para descarregar o vídeo]

Senador Magno Malta, bravo! Precisamos também em Portugal de politicos assim, que defendam a familia.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

S.O.S. PELA FAMÍLIA

Homoparentalidade versus filiação
A ideologia do género, na sua escalada contra a família natural, obteve no ano passado uma importante vitória, com a aprovação parlamentar do casamento legal entre pessoas do mesmo sexo. Uma tal reforma subverteu, em termos legais, o matrimónio civil, agora equiparado à união de duas pessoas do mesmo sexo. Mas, como a lei em vigor não permite que estas uniões possam adoptar, está em curso uma tentativa de substituir o conceito de filiação pela volátil noção de «homoparentalidade».

Ler mais em:

http://maislusitania.blogspot.com/2011/12/sos-pela-familia.html

«Barrigas de Aluguer»

Pedro Vaz Patto

Foi anunciada a apresentação, pelo Bloco de Esquerda, de um projecto de lei que altera a regulação da procriação medicamente assistida, designadamente no que se refere à chamada «maternidade de substituição» (vulgarmente conhecida como «barriga de aluguer»), isto é, a situação em que a mulher se dispõe a suportar uma gravidez por conta de outrem e a entregar a criança após o parto, renunciando aos poderes e deveres próprios da maternidade. Pretende-se tornar lícita tal prática quando não lucrativa, indo, assim, de encontro aos desejos de casais inférteis devido a patologias não superáveis de outro modo, e evitando, através de um regime transparente, os abusos da exploração lucrativa.

Há que salientar, porém, que os malefícios da maternidade de substituição não decorrem apenas, nem principalmente, da sua eventual exploração lucrativa e que a experiência de outros países tem revelado a extrema dificuldade em impedir a comercialização encapotada por detrás da suposta não onerosidade dos contratos.

O filho nunca deixa de sentir o abandono da «mãe de substituição». Cada vez se conhece melhor os intercâmbios entre a mãe gestante e o feto e a importância desse intercâmbio para o salutar desenvolvimento físico, psicológico e afectivo deste. Esse intercâmbio ajuda a construir a própria identidade da criança. Esta não poderá experimentar a segurança de reconhecer, depois do nascimento, o corpo onde habitou durante vários meses.

A «mãe de substituição» também sofre graves danos porque uma qualquer mulher não fica indiferente ao que lhe acontece quando está grávida. Este estado não é uma actividade como qualquer outra; transforma a vida da mulher física, psicológica e moralmente. Esta não pode deixar de viver a gravidez como sua e de sofrer com o abandono do filho. É, por isso, compreensível que, mais tarde, queira ter o direito de visitar o seu filho (e o que lhe responder, então, quando a lei lhe nega esse direito?). O útero é inseparável do corpo e da pessoa, não é um alojamento temporário, ou um instrumento técnico.

Dir-se-á que tudo isto já sucede quando uma criança é abandonada ou «dada» para adopção. Mas essa é uma situação que não pode ser evitada (se tal fosse possível, seria evitada). Aqui, estamos perante um abandono deliberadamente programado, institucionalizado pela lei, que veda a obrigação mais natural que existe: a de assumir a vida que se gerou.

A investigação empírica vem demonstrando que, quase sempre, só situações de grande carência económica (não o altruísmo) levem mulheres a sujeitar-se a tão traumatizante experiência (não é por caso que a prática se vem difundindo na Índia). A «compensação de despesas» acaba por ter efeitos idênticos aos do pagamento. E será sempre difícil o controlo judicial de compensações indirectas ou não monetárias.

Na instrução da Congregação para a Doutrina da Fé Domum Vitae, de 1987, afirma-se (II, A, 3), a respeito da «maternidade de substituição», que «representa falta objectiva contra as obrigações do amor materno, da fidelidade conjugal e da maternidade responsável; ofende a dignidade e o direito do filho a ser concebido, levado no seio, posto ao mundo e educado pelos próprios pais; em detrimento da família, instaura divisão entre os elementos físicos, psíquicos e morais que a constituem». Mais genericamente, também aí se afirma (II, B, 8), a respeito do pretenso «direito ao filho» frequentemente invocado para justificar esta prática: «Um verdadeiro e próprio direito ao filho seria contrário e sua dignidade e à sua natureza. O filho não é algo devido e não pode ser considerado como objecto de propriedade; é um dom, ''o maior'' e o mais gratuito dom do matrimónio, e é testemunho vivo da doação recíproca dos seus pais.»

Mas a oposição à legalização desta prática vem também de sectores ditos «progressistas» e «de esquerda», que a consideram um grave retrocesso social. É o que faz, de forma muito categórica, o documento Mères Porteuses; Extension du Domaine de l´Aliénation elaborado no âmbito da fundação Terra Nova – La Fondation Progressiste. Nele se afirma que a maternidade de substituição representa «a mais recente e a mais chocante das extensões do domínio da alienação», ou seja, da coisificação e instrumentalização da pessoa, assim ferida na sua iminente dignidade. E de que são principais vítimas as mulheres mais pobres.

sábado, 10 de setembro de 2011

Polémica por doador de esperma ter 150 filhos
nos Estados Unidos

O diário New York Times difundiu esta semana a história de Cinthya Daily, uma mulher que descobriu que o bebé que concebeu há sete anos com sémen de um doador tem pelo menos 150 meio-irmãos, um caso que evidência como o milionário negócio da fecundação artificial está fora de controlo.

Nos Estados Unidos não há um limite oficial para conceber crianças de um único doador de sémen e o caso de Daily confirmou as críticas de diversos peritos sobre a massificação das práticas de fecundação artificial e seus riscos.

O jornal admite que "existe uma crescente preocupação entre os pais, os doadores e os peritos médicos sobre as possíveis consequências negativas de ter tantos filhos gerados pelos mesmos doadores, incluindo a possibilidade de os genes de enfermidades raras poderem propagar-se mais amplamente através da população".

"Alguns peritos até chamaram a atenção sobre o aumento das probabilidades de incesto acidental entre irmãos, que frequentemente vivem perto uns dos outros", acrescenta o jornal.

A reportagem também informa que à medida que mais mulheres optam por ter filhos por conta própria, e o número de crianças nascidas por inseminação artificial aumenta, começam a aparecer grupos de irmãos doadores em redes sociais a partir dos números únicos de identificação dos doadores de esperma.

"Os críticos dizem que as clínicas de fertilidade e bancos de esperma têm enormes benefícios ao permitir que muitas crianças sejam concebidas com esperma de doadores populares, e que as famílias deveriam receber mais informação sobre a saúde dos doadores e as crianças concebidas", explica.

"Temos mais regras para comprar um automóvel usado do que para adquirir esperma", afirmou Debora L. Spar, presidente do Barnard College e autora do livro The Baby Business: How Money, Science, and Politics Drive the Commerce of Conception (O negócio dos bebés: Como o Dinheiro, a Ciência e a Política Conduz o Comércio da Concepção).

Para Spar nenhuma relação comercial tem tão poucas regras como a indústria da fertilidade pois embora outros países, incluindo a Grã-Bretanha, França e Suécia, limitem o número de filhos de um doador de esperma, este limite não existe nos Estados Unidos.

Ninguém sabe quantas crianças nascem nos Estados Unidos de doadores de esperma. Segundo algumas estimativas, o número flutua entre 30 mil e 60 mil. Requer-se das mães que informem voluntariamente sobre o nascimento de uma criança gerada com esperma mas apenas 20 até 40 por cento delas o faz, conforme explicou Wendy Kramer, fundadora do registo de irmãos de doadores compatíveis.

Kramer teve seu filho Ryan, agora de 20 anos, através de um doador de esperma e no ano 2000 iniciou o registo para ajudar a contactar famílias com filhos como o seu. No seu registo, os pais podem inscrever o nascimento de um menino e encontrar meios-irmãos através do número atribuído a cada doador de esperma.

Segundo Kramer, muitos pais de família se surpreendem ao saber quantos meios-irmãos sua criança tem.

"Alguns pensam que a sua filha pode ter poucos irmãos, mas quando vão ao nosso site verificam que na realidade ela tem 18 irmãos e irmãs. Estão assustados. Estou surpresa de estes grupos estarem a aumentar", indicou.

Kramer acredita que certos bancos de esperma nos Estados Unidos trataram as famílias com pouca ética e é hora de considerar uma nova legislação que limite este negócio.

A fecundação in vitro é contrária à ordem natural da sexualidade e atenta contra a dignidade dos esposos e do matrimónio. Em segundo lugar, a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Menina desaparecida


Caso tenha alguma novidade agradeço por favor que contacte os seguintes números:
Maria ( mãe ): +351 924095135 ( Portugal)
Maria casa: +351 289054452
GNR ( polícia de LOULÉ): +351 289 410496

Educação
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Da doença mental pedagogista e igualitarista
ao egoísmo liberal contra as famílias

Heduíno Gomes

Vivemos há decénios sob o domínio dos doentes mentais pedagogistas e igualitaristas na educação, que produziram a miséria de ensino que conhecemos. Eis que agora os liberais ganham fôlego e pretendem tomar o seu lugar para conduzirem o sistema à anarquia total (sim, ainda é possível haver mais anarquia do que a que existe!), bem calculada ao sabor dos interesses do complexo pedagogico-industrial e das famílias com posses para colocar os seus rebentos nos colégios ricos.

Curiosamente, esta guerra tem vindo a ser especialmente travada por um certo número de católicos de salão atrás do «Fórum para a Liberdade de Educação», que assim demonstra bem os seus sentimentos caridosos a coçar-se para dentro.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

O liberalismo contra as famílias

O liberalismo é um cancro que ataca as famílias no campo da moral, da educação e também no da economia. As famílias argentinas que o digam.

Veja o vídeo:


terça-feira, 26 de julho de 2011

As estrelas cadentes e decadentes

João J. Brandão Ferreira

A actriz Amy Winehouse morreu.

Numa sociedade “equilibrada” ler-se-ia no seu epitáfio o cristianíssimo “paz à sua alma”. Epitáfio cristão, simples e … pudico.

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sábado, 11 de junho de 2011

O Texas dificulta o aborto

O governador do Texas (Estados Unidos), Rick Perry, assinou o Projecto de Lei 15, que entra em vigor em Setembro e exige que uma mulher realize um ultra-som antes de decidir praticar um aborto.
«Toda a vida perdida por um aborto é uma tragédia que todos devemos procurar », disse Perry a 24 de Maio. Afirmou que com «esta importante lei se assegurará de que toda a mulher no Texas que procura realizar um aborto conhecerá todos os factores sobre a vida que transporta e entenderá  o devastador impacto que tem esta decisão».
A lei estabelece que um médico deve realizar um ultra-som 24 horas antes de um aborto, excepto em casos de emergência médica, e mostrar a imagem à mãe, para que ela escute os batimentos do coração do feto.
Entretanto, a mulher pode optar por não ver a imagem ou escutar os batimentos do coração. Para isso deverá assinar uma declaração antes que se faça o ultra-som.
Também poderá negar-se a receber a explicação do ultra-som se a gravidez é resultado de um estupro ou incesto, se for uma menor de idade com permissão judicial para praticar o aborto ou se o feto tiver uma condição médica irreversível ou anormalidade.

domingo, 1 de maio de 2011

A crise, a alienação política e o "homem novo"

Pedro Afonso, Médico Psiquiatra, SOL, 8.Abril,2011

Nos últimos tempos tem sido utilizado, por diversas vezes, o termo "esquizofrenia" no discurso dos líderes partidários. Não obstante discordar da utilização de termos médicos no linguajar político, devo admitir que, pelo que temos assistido nos últimos tempos no nosso país, seja inevitável dar um nome ao destempero que parece ter tomado conta de alguns dos nossos políticos, cujas decisões não parecem enquadrarem-se no nosso mundo, mas noutra realidade; uma realidade psicótica.
Sou de uma geração de psiquiatras que, devido aos avanços farmacológicos, ao longo dos últimos anos tem assistido com entusiasmo à diminuição dos internamentos de doentes com patologias psiquiátricas mais graves. Simultaneamente presencio, com perplexidade e impotência, ao aumento de internamentos de indivíduos com "doenças sociais", para as quais os psicofármacos não têm solução. Mas como é que se promove aalienação de uma sociedade?
As enfermarias psiquiátricas enchem-se quando se transmite aos portugueses a ideia delirante de que o trabalho não é o único meio para alcançar a riqueza e o progresso; ou seja, quando se divulga a ideia de que o dinheiro se pode multiplicar indefinidamente, desligado de uma riqueza de índole natural. Com esta mensagem, arrojada e moderna, gerou-se uma ânsia facilitista, alimentada por um consumo crescente e um crédito fácil. O indivíduo inconformado com a sua pobreza, foi instigado a lutar contra a injustiça capitalista, endividando-se compulsivamente, sem compreender que, com este acto irreflectido, estava a destruir-se a si mesmo.
O consumo serviu, durante algum tempo, para anestesiar a dor e o sentimento de revolta de quem sempre trabalhou muito e enriqueceu pouco. Portanto, foi-se mantendo o povo, absorto e adormecido, nesta frivolidade materialista. O Estado, indolente e anafado, aparentemente nada fez para contrariar esta alienação, parecendo até que desejava mantê-la. E o atrevimento foi grande. Recorrendo a uma máquina de propaganda bem montada, multiplicaram-se as cerimónias faustuosas de consagração pública de um paraíso e bem-estar que, na verdade, nunca existiram. E foi neste ambiente tresloucado que surgiram dois tipos de posturas políticas: os que que procuravam defender a realidade e os que promoviam a alienação. Enquanto os primeiros mostravam-se abertos a reavaliar as suas opiniões, à medida que se confrontavam com a consistência dos factos, os segundos apresentavam a extraordinária capacidade de perseverar na fantasia e de incorporar no discurso político todas as contradições que inevitavelmente acabavam por surgir. Curiosamente, foram "os mercados" (os mesmos que meses antes se dedicavam a alimentar a ilusão da nossa falsa riqueza) que terminaram com a disputa entre as duas visões políticas.
Convém reconhecer que os urdidores da política fantasmagórica, que grassou entre nós, deram provas de uma grandiosa perícia: fizeram crer que Portugal necessitava urgentemente de um "homem novo", preferencialmente laico, doutrinado pelo Estado, desvinculado da família, relativizando o valor da vida humana e defendendo com ardor uma moral subjectiva. Foi com a alegria própria de um sábio e a segurança de um déspota que nos disseram que o país necessitava de grandes reformas, já que estava dominado por um enorme atraso social e submetido a um feroz pensamento retrógrado. Mas em vez de destruírem o atraso, destruíram as mentes sadias de muitos portugueses.
Cada um pode extrair os ensinamentos que quiser deste interstício de insanidade, onde o sonho substitui a acção e o sonhado tem o valor de vivido; onde a mentira e a verdade se tornam indistinguíveis. Seja como for, recuso-me a acreditar em qualquer tipo de "homem novo" arquitectado politicamente. Recuso-me a aceitar que os portugueses se tornem num povo lobotomizado e que o país se transforme num manicómio com paredes invisíveis, onde cada um é acometido por uma profunda indiferença para com os acontecimentos que se passam em redor, mesmo quando colidem com os seus interesses vitais.

sábado, 9 de abril de 2011

O que é o bullying?

O bullying é um comportamento consciente, intencional, deliberado, hostil e repetido, de uma ou mais pessoas, cuja intenção é ferir outros. O bullying pode assumir várias formas e pode incluir diferentes comportamentos, tais como:

 Violência e ataques físicos
 Gozos verbais, alcunhas e insultos
 Ameaças e intimidações
 Extorsão ou roubo de dinheiro e pertences
 Exclusão do grupo de colegas

O bullying é uma afirmação de poder através de agressão. As suas formas mudam com a idade: bullying escolar, assédio sexual, ataques de gangue, abuso infantil, no local de trabalho e abuso de idosos).

“O bullying não está relacionado com  raiva. Não é um conflito a ser resolvido, tem a ver com desprezo – um forte sentimento de desagradar a alguém considerado sem valor, inferior ou não merecedor de respeito. Este desprezo é acompanhado por três aparentes vantagens psicológicas que permitem que se humilhe os outros sem sentir empatia, compaixão ou vergonha: um sentimento de poder, de que se tem o direito de ferir ou controlar outros; intolerância; e uma liberdade de excluir, isolar e segregar outros”.

MITOS E FACTOS SOBRE O BULLYING

Mito: “O bullying é apenas uma fase, uma parte normal da vida. Eu passei por isto e os meus filhos vão passar também.
Facto: O bullying não é um comportamento nem `normal` nem socialmente aceitável. Na verdade, se aceitarmos este comportamento estaremos a dar poder aos bullies.

Mito: “Se eu contar a alguém, só vai piorar.’
Facto: As pesquisas mostram que o bullying pára quando adultos com autoridade e os colegas se envolvem.

Mito: “Reaja e devolva as ofensas ou pancadas.”
Facto: Embora haja algumas vezes em que as pessoas podem ser forçadas a se defender, voltar a unha geralmente piora o bullying e aumenta o risco de sério dano físico.

Mito: “O bullying é um problema escolar, os professores é que devem tratar disto.”
Facto: O bullying é um problema social mais amplo e que ocorre com frequência fora das escolas, na rua, nos centros comerciais, na piscina, nos treinos desportivos e no local de trabalho dos adultos.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Buracão

Jornal O Médico

1 -- A direcção das farmácias tem vindo a ser abandonada pelos farmacêuticos e a ser ocupada por toda a sorte de "investidores"; por outro lado, o regime jurídico da farmácia tem assistido a vários ziguezagues e remendos avulsos, sem que ninguém fiscalize nada. Portanto, não será generalizado mas devem ser crescentes situações como esta:

«- Uma grande fraude que se está a passar nas farmácias.

- Ai sim? Ora conte lá isso...

- O senhor jornalista lembra-se de quando ia aviar remédios à farmácia e lhe cortavam um bocadinho da embalagem e a colavam na receita, que depois era enviada para o Ministério da Saúde, para reembolso às farmácias?

- Lembro, perfeitamente... Mas isso já não existe, não é verdade?

- É... Agora é tudo com código de barras. E é aí que está o problema... É aí que está a fraude. Deixe-me explicar: como o senhor sabe, há muita gente que não avia toda a receita. Ou porque não tem dinheiro, ou porque não quer tomar um dos medicamentos que o médico lhe prescreveu e não lhe diz para deixar de o receitar. Ora, em algumas farmácias - ao que parece, muitas - o que está a acontecer é que os medicamentos não aviados são na mesma processados como se o doente os tivesse levantado. É só passar o código de barras e já está. O Estado paga.

- Mas o doente não tem que assinar a receita em como levou os medicamentos? - Perguntei.

- Tem. Mas assina sempre, quer o levante, quer não. Ou então não tem comparticipação... Teria que ir ao médico pedir nova receita...

- Continue, continue - Convidei

- Esta trafulhice acontece, também, com as substituições. Como também saberá, os medicamentos que os médicos prescrevem são muitas vezes substituídos nas farmácias. Normalmente, com a desculpa de que "não há... Mas temos aqui um igualzinho, e ainda por cima mais barato". Pois bem: o doente assina a receita em como leva o medicamento prescrito, e sai porta fora com um equivalente, mais baratinho. Ora, como não é suposto substituírem-se medicamentos nas farmácias, pelo menos quando o médico tranca as receitas, o que acontece é que no processamento da venda, simula-se a saída do medicamento prescrito. É só passar o código de barras e já está. E o Estado paga pelo mais caro...

Como o leitor certamente compreenderá, não tomei de imediato a denúncia como boa. Até porque a coisa me parecia simples de mais. Diria mesmo, demasiado simples para que ninguém tivesse pensado nela. Ninguém do Estado, claro está, que no universo da vigarice há sempre gente atenta à mais precária das possibilidades. Telefonei a alguns farmacêuticos amigos a questionar...

- E isso é possível, assim, de forma tão simples, perguntei.

- É!... Sem funfuns nem gaitinhas. É só passar o código de barras e já está, responderam-me do outro lado da linha.

- E ninguém confere? - Insisti.

- Mas conferir o quê? - Só se forem ter com o doente a confirmar se ele aviou toda a receita e que medicamentos lhe deram. De outro modo, não têm como descobrir a marosca. E ó Miguel, no estado a que as coisas chegaram, com muita malta à rasca por causa das descidas administrativas dos preços dos medicamentos... Não me admiraria nada se viessem a descobrir que a fraude era em grande escala...

E pronto... Aqui fica a denúncia, tal qual ma passaram...

2 -- Há muito que eu "pressentia" que esta pouca vergonha acontecia.Até porque, quando, eu, na farmácia, dava a entender que pretendia RISCAR os produtos que não levava, insurgiam-se comigo dizendo. Não faça isso, se o fizer, a receita deixa de ter validade.Estranhava o facto, mas ia na onda...3º) - Mas há mais, p.ex. os idosos pensionistas pelo pouco que auferem (principalmente na provincia) tem pouco ou nenhum IRS a pagar. Então, pedem ao farmaceutico que o RECIBO seja passado em nome dos filhos, irmãos ou até amigos com salários elevados e são estes que usufruem da dedução fiscal (30%) no seu IRS. S.F.F. - SEJAM INTERVENTIVOS, ACTUEM E REPASSEM NA DEFESA DOS VOSSOS INTERESSES.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Vaticano perante a ONU:
Opinar contra homossexualidade
está dentro da liberdade de expressão

O representante da Santa Sé no gabinete da ONU em Genebra, Dom Silvano Tomasi, recordou a este organismo que quem ataca os que têm opiniões contrárias ao comportamento homossexual violam o direito das pessoas à liberdade de expressão.

O Arcebispo interveio durante a discussão do item «Orientação sexual», na XVI sessão do Conselho dos Direitos humanos, e mostrou a sua preocupação ante a «alarmante tendência» de «atacar pessoas por tomarem posições de não apoiar as condutas sexuais entre pessoas do mesmo sexo».

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terça-feira, 22 de março de 2011

Embrião, quem és tu?

Pedro Vaz Patto

Tem sido noticiada a intenção governativa de eliminar limites à investigação em células estaminais embrionárias humanas. Sobre os previsíveis resultados, no plano terapêutico, desse tipo de investigação, no confronto com a investigação em células estaminais adultas, muito haveria a dizer. Na verdade, até agora é este tipo de investigação (que não suscita os dilemas éticos suscitados pela investigação destruidora de embriões) a que tem dado mais imediatos e seguros resultados.

Mas a questão central e incontornável é, precisamente, de ordem ética e prende-se com a do estatuto do embrião humano: tem este a dignidade própria da pessoa humana, ou é um material manipulável; é ele um sujeito, ou um objecto?

Se ao embrião humano deve ser atribuída a dignidade de pessoa, não pode ele, de acordo com a lapidar máxima kantiana, ser reduzido a instrumento ao serviço de outros fins, mesmo os da investigação científica e do progresso da medicina. Os mais nobres fins não justificam meios em si mesmo eticamente reprováveis, como o da eliminação de vidas humanas inocentes.

O que é (ou quem é), então, o embrião humano?

A partir da concepção estamos perante um novo ser da espécie humana, com um património genético próprio (único e irrepetível, distinto da mãe e do pai), dotado de capacidade de evoluir, conservando sempre a mesma identidade (é sempre o mesmo até à idade adulta e à morte), através de um processo autónomo e coordenado, sem qualquer quebra de continuidade, de acordo com uma finalidade presente desde o início (um processo sumamente organizado e inteligente, pois, muito longe de um simples amontoado de células). No fundo, o embrião é aquilo que cada um de nós já foi e nenhum de nós teria atingido a fase da vida que hoje atravessa se não tivesse passado por essa fase inicial da vida, ou se tivesse sido impedido nessa fase tal processo de evolução natural.

Trata-se de um processo contínuo, sem saltos de qualidade. Isto significa que a dignidade da pessoa existe desde a concepção, não se adquire a partir de determinado momento, nem se vai adquirindo progressivamente. A dignidade própria da pessoa humana ou se tem, ou não se tem. Porque se trata de um processo contínuo, é arbitrário estabelecer qualquer fronteira (a actividade racional, a auto-suficiência, a capacidade de sentir dor ou de interagir socialmente) só a partir da qual se possa falar em dignidade de pessoa. Qualquer destas capacidades já existe em “germe” desde a concepção, vai sendo adquirida progressivamente e vai evoluindo antes e depois do nascimento. Algumas delas não existem na sua plenitude antes do nascimento, mas também não existem na sua plenitude até à idade adulta, tal como se podem perder na fase terminal da vida ou por motivo de doença. Por nenhum destes motivos a pessoa perde o seu estatuto de pessoa e a dignidade que lhe é própria. É o ser pessoa, e não uma sua qualquer capacidade, que funda tal dignidade.

A partir da concepção, não pode falar-se em “projecto de vida” ou “pessoa em potência”. A vida já existe, a pessoa já existe. Devemos falar, antes, em pessoa com potencialidades que ainda não se actualizaram, mas que se actualizarão no futuro se nada o impedir. E é assim não apenas no momento da concepção, também o é ao longo de toda a vida.

Não é a minúscula dimensão do embrião, a sua extrema debilidade ou a sua incapacidade de nos emocionar com a sua visibilidade que lhe retiram relevância ética. Para ele vale especialmente a advertência evangélica sobre o amor ao «mais pequeno dos meus irmãos». E também a regra de ouro comum a todas as religiões e correntes éticas laicas: «não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti» (a ti, que já fostes um embrião a quem ninguém impediu o natural desenvolvimento).

Muito grave seria se entre nós, a propósito da legislação proposta pelo governo, nem sequer encontrasse eco a discussão destas questões, que vêm ocupando os filósofos, juristas e políticos dos mais variados quadrantes. Seria grave no plano das prioridades éticas e no plano da legitimidade política democrática.

domingo, 20 de março de 2011

Contribuinte!!

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sexta-feira, 18 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011

17 filhos... e muita coragem!

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domingo, 13 de março de 2011

Teste de Gravidez... pela vida!!!

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sábado, 12 de março de 2011

Convocação Internacional
pelos Direitos e pela Dignidade
da Pessoa Humana e da Família

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sexta-feira, 11 de março de 2011

O vídeo que tocou o mundo

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As ameaças do lóbi homonazi
à liberdade de opinião,
mesmo de opiniões científicas

Heduíno Gomes

1 – O Dr William H. Clode, Director do Instituto Português de Oncologia, publicou na edição de Janeiro da revista da Ordem dos Médicos um artigo sobre a doença psiquiátrica da homossexualidade, cujos pacientes preferem considerar como «opção» e não como deficiência.

2 – À semelhança do lóbi dos invertidos nos Estados Unidos junto da Associação Americana de Psiquiatria, um grupelho desses doentes designado «Rede Ex-aequo – Associação de Jovens Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Simpatizantes» pressionou o Bastonário da Ordem dos Médicos e a Direcção da Revista no sentido de condenar o artigo.

3 – Os referidos órgãos da Ordem dos Médicos refutaram as pretensões do referido grupelho.

4 – A agência Lusa, do Estado e paga com os nossos impostos, sob a direcção de Luís Viana, diligentemente, promove a acção do grupelho. Descreve a história num tom crítico em relação à Ordem dos Médicos e termina mesmo a peça, numa atitude homonazi, a citar o Código Penal, com ameaças veladas à livre expressão de opiniões, no caso opiniões científicas.

5 – O jornal Público, sob a batuta da homófila Bárbara Reis, também diligentemente como é seu hábito nestas matérias, reproduz a peça da Lusa, associando-se assim às ameaças homonazis.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Luís Viana, da Lusa, e Bárbara Reis, do Público
 



quinta-feira, 10 de março de 2011

Sarkozy questiona utilidade do Dia da Mulher

Correio da Manhã, 10 de Março de 2011

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, questionou esta terça-feira a utilidade do Dia Internacional da Mulher, considerando mais importante "encontrar trabalho para homens e mulheres".

"É simpático, é necessário, mas talvez nos devêssemos concentrar no essencial", disse o chefe de Estado francês numa celebração do dia com uma associação de autarcas de Morbidan, um departamento da Bretanha (oeste). "O essencial é encontrar trabalho para homens e mulheres, uma possibilidade de promoção social para os dois", disse.

"O Dia da Mulher, sobre o qual há muito a dizer, quererá dizer que os restantes dias são do homem? Muito curioso. Francamente", exclamou Sarkozy.

O Presidente gaulês disse ainda que "as mulheres têm um papel muito importante na sociedade" que referiu que "a vida das mulheres é muito idêntica à dos homens" e que "as coisas mudaram consideravelmente". "Todas a mulheres desejam trabalhar, ser autónomas, mas não terão iguais aspirações para o seu filho como para a sua filha?", disse Sarkozy.

De acordo com os dados do Ministério do Emprego, em França as mulheres ganham em média menos 27% que os homens no sector privado, continuando minoritárias na classe política com apenas 18% de eleitas na Assembleia Nacional.

terça-feira, 8 de março de 2011

Diferença entre http:// e https://

É muito importante para todos que usam, navegam e compram pela INTERNET. Principalmente para os que passam os números de seus cartões de crédito para comprar algo.

IMPORTANTE!
Eis aqui um conselho válido, que talvez muita gente não saiba ... (Eu também não sabia!)

A maioria das pessoas ignora que há diferença entre a utilização de http:// e https://

Pois é, existe sim e é simplesmente a sua segurança!

O "s" = secure = segurança.
A sigla http quer dizer "Hyper Text Transport Protocol", que é a
linguagem para troca de informação entre servidores e clientes da rede.
O que é importante, e o que marca a diferença, é a letra "s" que é a abreviatura de "Secure"!

Ao visitar uma página na web observe se começa por: http://; Isto significa que essa página se comunica numa linguagem normal, mas sem segurança!

ATENÇÃO = Não se deve dar o número do cartão de crédito através de uma página/site começada APENAS por http://.

Se começar por https://, isso significa que o computador está conectado a uma página que se corresponde numa linguagem codificada e muito mais segura.
               
Prevenir nunca é demais. Você sabia disso?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tribunal inglês recusa adopção
a casal cristão

Numa sentença que poderia fixar precedentes legais na justiça britânica, em 28 de Fevereiro dois juízes de Nottingham resolveram que um casal de esposos cristãos não poderia adoptar uma criança por estes acharem que o estilo de vida homossexual é inaceitável.

Eunice e Owen Johns, de 62 e 65 anos de idade respectivamente, são cristãos da cidade de Derby e já cuidaram de 15 crianças como pais substitutos no passado. Eles não os adoptavam, mas criavam-nos temporariamente como se fossem filhos seus. Foram agora levados perante um tribunal por um assistente social por ambos condenarem o estilo de vida homossexual. "Os juízes sugerem que a nossa perspectiva pode prejudicar as crianças.“ A sentença também assinala que as autoridades podem exigir aos indivíduos uma "atitude positiva" para as inclinações e o estilo de vida homossexual.

A controvertida norma sobre a orientação sexual em Grã-Bretanha forçou o fecho das agências de adopção católicas, depois da comissão encarregada de velar por seu cumprimento ter estabelecido que estas instituições não podiam rejeitar casais homossexuais como futuros pais adoptivos.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Um grave atentado à família
pelos «generais sentados» da GNR

Tivemos hoje conhecimento pelas televisões do chamado «casamento» entre duas fressureiras que estão integradas nas fileiras da GNR, uma delas com o posto de «cabo» e outra com a responsabilidade do comando do destacamento territorial de Santarém da instituição, com o posto de «capitão». Assim, verificamos que a instituição militar de segurança interna de Portugal integra gente deste quilate moral e desta saúde mental. Mais, gente que internamente comanda pessoas normais e exerce autoridade policial sobre a comunidade e as famílias e seus membros, nomeadamente crianças.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Velhos como os trapos

Maria José Nogueira Pinto

Chamaram-lhes seniores, idosos, pessoas da terceira idade. Usaram com eles um léxico variado, uma espécie de cobertura de açúcar que foi ocultando uma dura e triste realidade. Conheci-os, há muito, nas camas dos hospitais, nas camas dos lares, prisioneiros em suas casas, sós como cães em bancos de jardins e soube que alguns eram encontrados sem vida pelas ajudantes familiares, depois de terem enfrentado a morte na mais completa solidão.

Vieram ter comigo, uma manhã de Outono já arrepiada de frio, eram cinco, três muito velhos e dois apenas um pouco menos, a pé, amparando-se mutuamente através das ruas íngremes do Bairro Alto, até chegarem ao meu gabinete da Misericórdia de Lisboa para me exporem as suas vidas, carências e aflições. O assunto era tão melindroso que roçava a indignidade, uma nudez crua que submetiam ao meu olhar porque a vida a isso os obrigava: tinha (alguém, os Serviços, a Senhora Técnica? Não sabiam ao certo) sido dada uma ordem que cortava o número de fraldas a que tinham direito mensalmente. "Ora as fraldas, a menina sabe, fazem-nos muita falta". "Então agora como é que têm feito?", perguntei. "Cortamos cada fralda em três pedaços e assim rende mais. Mas é muito mau", disse outra, porque "esfarelam-se todas e não protegem". "Pois não", concluíram em coro. Mandei vir uma fralda e uma tesoura e, mais por mim do que por eles, pedi-lhes que repetissem esse gesto que transformava em três pedaços esfarelados uma fralda de adulto.

Fiquei envergonhada - julgo que essa era a ideia - por coisas destas acontecerem paredes meias com quem manda e dirige, com quem gere e distribui recursos, pessoas que não usam fraldas, não as cortam em três, para quem andar nos meandros dos bairros lisboetas não significa um esforço físico excessivo, pessoas como eu que, no mínimo, têm que levar murros no estômago quando coisas destas acontecem. Se alguma dúvida me restasse ela dissipou-se nessa manhã bisonha: pode o envelhecimento ser, na maioria dos casos, um caminho para a pobreza, a indignidade, a dependência mais aviltante? Não. Mas para isso era (e é) imperativo priorizar esta questão, dar-lhe uma estratégia, dotá-la de recursos e prossegui-la sem hesitações. Foi assim que se fez o levantamento dos idosos no concelho de Lisboa, que se estudou a cobertura de apoio domiciliário, o tipo de respostas novas que seria preciso criar para fazer face a problemas diferentes que emergiam brutalmente após décadas de uma política de apoios que se revelavam manifestamente insuficientes e desadequados. Foi assim que nasceu, por exemplo, o "Mais Voluntariado Menos Solidão" com a preciosa colaboração do "Coração Amarelo" e da Cruz Vermelha. Foi assim, também, que fomos buscar o Euromilhões, um novo jogo social consignado ao envelhecimento e às dependências e que hoje, constou-me, foi parcialmente desviado para manobras de diversão do mais puro marketing político.

Afinal parece que ninguém sabia que Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo (o sétimo), que os nossos velhos são os mais pobres da Europa, que na sua maioria são doentes crónicos, que muitos sofrem ou vão sofrer de demências e que para além de dependências crescentes se encontram sós, com pouca ou nenhuma família, sem redes de vizinhança efectivas, optando por comprar remédios ou comida. O census de 2001 apontava já para 35 mil idosos isolados na cidade de Lisboa. Confinados ao casco histórico e a outras zonas desertificadas viram os seus descendentes serem expelidos para as periferias. Muitos destes fogos de habitação nunca tiveram obras, nas mansardas pombalinas os telhados em más condições deixam entrar a chuva, o frio e o calor tórrido do Verão.

Apesar de tanto Ministério, Direcção-Geral, Gabinete de Estudos, Observatórios, dados estatísticos e milhões e milhões de euros gastos sabe-se lá como, em Portugal é possível não conhecer a realidade e trazê-la para os jornais a propósito de um único caso concreto. Como se este enorme drama não valesse por ser tão silencioso. E esta é, estou certa, a nossa maior falta e a nossa pior vergonha.











Colheitas de sangue em Aveiro

A ADASCA de Aveiro vai promover as seguintes colheitas de sangue até ao fim do mês de Fevereiro:
-- Dia 25 no Posto Fixo da ADASCA localizado no Mercado Municipal de Santiago, local onde os dadores podem usufruir do Parque subterrâneo gratuito. 
-- Dia 26 (sábado) Colheita de Sangue e Rastreios gratuitos na Sede da Freguesia de São Jacinto.


Todas estas iniciativas decorrem entre as 9 e as 13 horas, podendo prolongar-se conforme a adesão. Convém tomar sempre o pequeno almoço e fazer-se acompanhar do B.I. para facilitar a inscrição junto dos Técnicos do IPS. Mais informações no Site:www.adasca.pt e no Blog:aveiro123-portaaberta.blogspot.com e via E-mail:geral@adasca.pt Joaquim Carlos, Presidente da Direcção da ADASCA.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Católicos defendem a Catedral de Lima
contra provocação de invertidos

No sábado, 19 de Fevereiro, centenas de católicos reuniram-se no átrio da catedral de Lima (Peru) para rezar um terço pela paz, perante a provocação "Beijos contra a homofobia", na qual um reduzido grupo de invertidos e invertidas se beijaram na Praça Maior, localizada em frente ao principal templo católico do Peru.

Os invertidos tinham convocado este evento, realizado originalmente no sábado, 12 de Fevereiro, tendo sido desalojados pela polícia por beijar-se nas escadarias da catedral.

Para esta segunda edição, contaram com o apoio explícito da prefeita de Lima, Susana Villarán, que em diversas ocasiões expressou o seu apoio às uniões de invertidos.

Os invertidos e invertidas fizeram uma intensa campanha mediática para a convocação do evento do último sábado, 19, mas só conseguiram reunir 8 pessoas dispostas a beijar-se na Praça Maior.

Um recente inquérito da empresa CPI, realizada entre 1 e 6 de Fevereiro, assinala que 75 % dos peruanos se opõem ao chamado "matrimónio" de invertidos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Petição

Não queremos o nome Carlos Castro
homenageado com nome de rua!
Assine!