sexta-feira, 11 de março de 2011

O vídeo que tocou o mundo

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As ameaças do lóbi homonazi
à liberdade de opinião,
mesmo de opiniões científicas

Heduíno Gomes

1 – O Dr William H. Clode, Director do Instituto Português de Oncologia, publicou na edição de Janeiro da revista da Ordem dos Médicos um artigo sobre a doença psiquiátrica da homossexualidade, cujos pacientes preferem considerar como «opção» e não como deficiência.

2 – À semelhança do lóbi dos invertidos nos Estados Unidos junto da Associação Americana de Psiquiatria, um grupelho desses doentes designado «Rede Ex-aequo – Associação de Jovens Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Simpatizantes» pressionou o Bastonário da Ordem dos Médicos e a Direcção da Revista no sentido de condenar o artigo.

3 – Os referidos órgãos da Ordem dos Médicos refutaram as pretensões do referido grupelho.

4 – A agência Lusa, do Estado e paga com os nossos impostos, sob a direcção de Luís Viana, diligentemente, promove a acção do grupelho. Descreve a história num tom crítico em relação à Ordem dos Médicos e termina mesmo a peça, numa atitude homonazi, a citar o Código Penal, com ameaças veladas à livre expressão de opiniões, no caso opiniões científicas.

5 – O jornal Público, sob a batuta da homófila Bárbara Reis, também diligentemente como é seu hábito nestas matérias, reproduz a peça da Lusa, associando-se assim às ameaças homonazis.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Luís Viana, da Lusa, e Bárbara Reis, do Público
 



quinta-feira, 10 de março de 2011

Sarkozy questiona utilidade do Dia da Mulher

Correio da Manhã, 10 de Março de 2011

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, questionou esta terça-feira a utilidade do Dia Internacional da Mulher, considerando mais importante "encontrar trabalho para homens e mulheres".

"É simpático, é necessário, mas talvez nos devêssemos concentrar no essencial", disse o chefe de Estado francês numa celebração do dia com uma associação de autarcas de Morbidan, um departamento da Bretanha (oeste). "O essencial é encontrar trabalho para homens e mulheres, uma possibilidade de promoção social para os dois", disse.

"O Dia da Mulher, sobre o qual há muito a dizer, quererá dizer que os restantes dias são do homem? Muito curioso. Francamente", exclamou Sarkozy.

O Presidente gaulês disse ainda que "as mulheres têm um papel muito importante na sociedade" que referiu que "a vida das mulheres é muito idêntica à dos homens" e que "as coisas mudaram consideravelmente". "Todas a mulheres desejam trabalhar, ser autónomas, mas não terão iguais aspirações para o seu filho como para a sua filha?", disse Sarkozy.

De acordo com os dados do Ministério do Emprego, em França as mulheres ganham em média menos 27% que os homens no sector privado, continuando minoritárias na classe política com apenas 18% de eleitas na Assembleia Nacional.

terça-feira, 8 de março de 2011

Diferença entre http:// e https://

É muito importante para todos que usam, navegam e compram pela INTERNET. Principalmente para os que passam os números de seus cartões de crédito para comprar algo.

IMPORTANTE!
Eis aqui um conselho válido, que talvez muita gente não saiba ... (Eu também não sabia!)

A maioria das pessoas ignora que há diferença entre a utilização de http:// e https://

Pois é, existe sim e é simplesmente a sua segurança!

O "s" = secure = segurança.
A sigla http quer dizer "Hyper Text Transport Protocol", que é a
linguagem para troca de informação entre servidores e clientes da rede.
O que é importante, e o que marca a diferença, é a letra "s" que é a abreviatura de "Secure"!

Ao visitar uma página na web observe se começa por: http://; Isto significa que essa página se comunica numa linguagem normal, mas sem segurança!

ATENÇÃO = Não se deve dar o número do cartão de crédito através de uma página/site começada APENAS por http://.

Se começar por https://, isso significa que o computador está conectado a uma página que se corresponde numa linguagem codificada e muito mais segura.
               
Prevenir nunca é demais. Você sabia disso?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tribunal inglês recusa adopção
a casal cristão

Numa sentença que poderia fixar precedentes legais na justiça britânica, em 28 de Fevereiro dois juízes de Nottingham resolveram que um casal de esposos cristãos não poderia adoptar uma criança por estes acharem que o estilo de vida homossexual é inaceitável.

Eunice e Owen Johns, de 62 e 65 anos de idade respectivamente, são cristãos da cidade de Derby e já cuidaram de 15 crianças como pais substitutos no passado. Eles não os adoptavam, mas criavam-nos temporariamente como se fossem filhos seus. Foram agora levados perante um tribunal por um assistente social por ambos condenarem o estilo de vida homossexual. "Os juízes sugerem que a nossa perspectiva pode prejudicar as crianças.“ A sentença também assinala que as autoridades podem exigir aos indivíduos uma "atitude positiva" para as inclinações e o estilo de vida homossexual.

A controvertida norma sobre a orientação sexual em Grã-Bretanha forçou o fecho das agências de adopção católicas, depois da comissão encarregada de velar por seu cumprimento ter estabelecido que estas instituições não podiam rejeitar casais homossexuais como futuros pais adoptivos.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Um grave atentado à família
pelos «generais sentados» da GNR

Tivemos hoje conhecimento pelas televisões do chamado «casamento» entre duas fressureiras que estão integradas nas fileiras da GNR, uma delas com o posto de «cabo» e outra com a responsabilidade do comando do destacamento territorial de Santarém da instituição, com o posto de «capitão». Assim, verificamos que a instituição militar de segurança interna de Portugal integra gente deste quilate moral e desta saúde mental. Mais, gente que internamente comanda pessoas normais e exerce autoridade policial sobre a comunidade e as famílias e seus membros, nomeadamente crianças.

Ler mais em:


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Velhos como os trapos

Maria José Nogueira Pinto

Chamaram-lhes seniores, idosos, pessoas da terceira idade. Usaram com eles um léxico variado, uma espécie de cobertura de açúcar que foi ocultando uma dura e triste realidade. Conheci-os, há muito, nas camas dos hospitais, nas camas dos lares, prisioneiros em suas casas, sós como cães em bancos de jardins e soube que alguns eram encontrados sem vida pelas ajudantes familiares, depois de terem enfrentado a morte na mais completa solidão.

Vieram ter comigo, uma manhã de Outono já arrepiada de frio, eram cinco, três muito velhos e dois apenas um pouco menos, a pé, amparando-se mutuamente através das ruas íngremes do Bairro Alto, até chegarem ao meu gabinete da Misericórdia de Lisboa para me exporem as suas vidas, carências e aflições. O assunto era tão melindroso que roçava a indignidade, uma nudez crua que submetiam ao meu olhar porque a vida a isso os obrigava: tinha (alguém, os Serviços, a Senhora Técnica? Não sabiam ao certo) sido dada uma ordem que cortava o número de fraldas a que tinham direito mensalmente. "Ora as fraldas, a menina sabe, fazem-nos muita falta". "Então agora como é que têm feito?", perguntei. "Cortamos cada fralda em três pedaços e assim rende mais. Mas é muito mau", disse outra, porque "esfarelam-se todas e não protegem". "Pois não", concluíram em coro. Mandei vir uma fralda e uma tesoura e, mais por mim do que por eles, pedi-lhes que repetissem esse gesto que transformava em três pedaços esfarelados uma fralda de adulto.

Fiquei envergonhada - julgo que essa era a ideia - por coisas destas acontecerem paredes meias com quem manda e dirige, com quem gere e distribui recursos, pessoas que não usam fraldas, não as cortam em três, para quem andar nos meandros dos bairros lisboetas não significa um esforço físico excessivo, pessoas como eu que, no mínimo, têm que levar murros no estômago quando coisas destas acontecem. Se alguma dúvida me restasse ela dissipou-se nessa manhã bisonha: pode o envelhecimento ser, na maioria dos casos, um caminho para a pobreza, a indignidade, a dependência mais aviltante? Não. Mas para isso era (e é) imperativo priorizar esta questão, dar-lhe uma estratégia, dotá-la de recursos e prossegui-la sem hesitações. Foi assim que se fez o levantamento dos idosos no concelho de Lisboa, que se estudou a cobertura de apoio domiciliário, o tipo de respostas novas que seria preciso criar para fazer face a problemas diferentes que emergiam brutalmente após décadas de uma política de apoios que se revelavam manifestamente insuficientes e desadequados. Foi assim que nasceu, por exemplo, o "Mais Voluntariado Menos Solidão" com a preciosa colaboração do "Coração Amarelo" e da Cruz Vermelha. Foi assim, também, que fomos buscar o Euromilhões, um novo jogo social consignado ao envelhecimento e às dependências e que hoje, constou-me, foi parcialmente desviado para manobras de diversão do mais puro marketing político.

Afinal parece que ninguém sabia que Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo (o sétimo), que os nossos velhos são os mais pobres da Europa, que na sua maioria são doentes crónicos, que muitos sofrem ou vão sofrer de demências e que para além de dependências crescentes se encontram sós, com pouca ou nenhuma família, sem redes de vizinhança efectivas, optando por comprar remédios ou comida. O census de 2001 apontava já para 35 mil idosos isolados na cidade de Lisboa. Confinados ao casco histórico e a outras zonas desertificadas viram os seus descendentes serem expelidos para as periferias. Muitos destes fogos de habitação nunca tiveram obras, nas mansardas pombalinas os telhados em más condições deixam entrar a chuva, o frio e o calor tórrido do Verão.

Apesar de tanto Ministério, Direcção-Geral, Gabinete de Estudos, Observatórios, dados estatísticos e milhões e milhões de euros gastos sabe-se lá como, em Portugal é possível não conhecer a realidade e trazê-la para os jornais a propósito de um único caso concreto. Como se este enorme drama não valesse por ser tão silencioso. E esta é, estou certa, a nossa maior falta e a nossa pior vergonha.











Colheitas de sangue em Aveiro

A ADASCA de Aveiro vai promover as seguintes colheitas de sangue até ao fim do mês de Fevereiro:
-- Dia 25 no Posto Fixo da ADASCA localizado no Mercado Municipal de Santiago, local onde os dadores podem usufruir do Parque subterrâneo gratuito. 
-- Dia 26 (sábado) Colheita de Sangue e Rastreios gratuitos na Sede da Freguesia de São Jacinto.


Todas estas iniciativas decorrem entre as 9 e as 13 horas, podendo prolongar-se conforme a adesão. Convém tomar sempre o pequeno almoço e fazer-se acompanhar do B.I. para facilitar a inscrição junto dos Técnicos do IPS. Mais informações no Site:www.adasca.pt e no Blog:aveiro123-portaaberta.blogspot.com e via E-mail:geral@adasca.pt Joaquim Carlos, Presidente da Direcção da ADASCA.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Católicos defendem a Catedral de Lima
contra provocação de invertidos

No sábado, 19 de Fevereiro, centenas de católicos reuniram-se no átrio da catedral de Lima (Peru) para rezar um terço pela paz, perante a provocação "Beijos contra a homofobia", na qual um reduzido grupo de invertidos e invertidas se beijaram na Praça Maior, localizada em frente ao principal templo católico do Peru.

Os invertidos tinham convocado este evento, realizado originalmente no sábado, 12 de Fevereiro, tendo sido desalojados pela polícia por beijar-se nas escadarias da catedral.

Para esta segunda edição, contaram com o apoio explícito da prefeita de Lima, Susana Villarán, que em diversas ocasiões expressou o seu apoio às uniões de invertidos.

Os invertidos e invertidas fizeram uma intensa campanha mediática para a convocação do evento do último sábado, 19, mas só conseguiram reunir 8 pessoas dispostas a beijar-se na Praça Maior.

Um recente inquérito da empresa CPI, realizada entre 1 e 6 de Fevereiro, assinala que 75 % dos peruanos se opõem ao chamado "matrimónio" de invertidos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Petição

Não queremos o nome Carlos Castro
homenageado com nome de rua!
Assine!


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A manipulação do "bebé remédio" em França


As organizações pro-vida francesas condenaram a manipulação do primeiro "bebé-remédio" do país, concebido através da fertilização in vitro e a selecção genética, e cujo destino é curar o seu irmão mais velho.

O pequeno Umut Talha, cujo nome em turco significa esperança, nasceu há poucos dias com o peso de 3,650 quilogramas no Hospital Antoine Béclère em Paris. Foi "desenhado" para curar um dos seus irmãos de uma enfermidade genética grave, a beta talassemia, que causa a anemia e exige repetidas transfusões de sangue.

O bebé nasceu de um duplo diagnóstico genético pré-implantacional que permite a selecção dos embriões -- incluindo o aborto dos que os especialistas considerem "não aptos" -- para que o bebé nasça sem a enfermidade e possa converter-se em doador compatível para seus irmãos.

No futuro, através das células extraídas do cordão umbilical de Umut Talha, será possível realizar o transplante que permitiria a cura do irmão maior.

De facto, curar um irmão por humanidade honra o homem e acompanhar no sofrimento os pais que têm um filho gravemente doente é um dever da sociedade. Compreendendo a tristeza dos pais e a sua esperança na medicina, o problema é que a técnica supõe a eliminação de seres humanos em estado embrionário, tanto fora como dentro do ventre materno, implicando vários abortos em cada processo. Eis a essência do problema.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ética bestial

P.e Gonçalo Portocarrero de Almada

Não faz sentido procurar, no reino animal, referências que possam pautar o comportamento humano

Nas suas Memórias do Tempo de Vésperas, o prof. Adriano Moreira conta que era da praxe dos finalistas de Direito uma visita ao Jardim Zoológico, a cuja direcção então presidia o prof. Emídio da Silva. Com picardia universitária, o representante do curso cumprimentava-o nos seguintes termos: "Estando no Jardim Zoológico, não podíamos deixar de visitar o senhor professor!". O mestre, imperturbável, respondia com amável hospitalidade: "Estão em vossa casa!".

A propósito de animais, o The New York Times recentemente noticiou terem sido detectados comportamentos "homossexuais" em 450 espécies zoológicas, entre as quais cita as moscas de esterco e alguns primatas. Muito embora tais atitudes sejam, também no reino animal, absolutamente invulgares, porque a regra é o acasalamento entre machos e fêmeas, não faltou quem quisesse transpor essa excepção para a sexualidade humana, concluindo a "naturalidade" dos comportamentos homossexuais.

A referência a uma eventual "homossexualidade" animal não é inocente, porque indicia uma oculta intenção: a de humanizar os comportamentos animais ou, melhor dizendo, animalizar a sexualidade humana. Assim, a principal referência seria agora a etiologia animal, convertida em padrão do que é genuinamente natural e, por isso, normal, ou seja, norma social e ética universal. Porque o que é natural é bom.

É antiga a ambiguidade neste âmbito. Quando o Bambi chora de dor, o Dumbo é um exemplo de lealdade na amizade e o rei da selva é trespassado pelas setas de Cupido, não é apenas o mundo irracional que é antropomorfizado, mas a condição humana que é reduzida à mera dimensão animal. O que é humanamente natural já não é o racional e social, mas o que é mais imediato e mais instintivo, o que é primário e espontâneo.

Mas, afinal, o que é natural?! Num ser irracional, o instinto é normal, mas não assim na criatura racional. É natural que um cão satisfaça publicamente as suas necessidades fisiológicas, mas já não seria natural que o seu dono procedesse do mesmo modo. É por isso que não é notícia que um cão morda um homem, mas sim o contrário. Natural, no homem, não é apenas nem principalmente o que é inato, mas o que é de acordo com a sua natureza, ou seja, racional. É natural ganir ou ladrar, mas não para um ser humano, para quem não seriam normais tais irracionalidades. Mesmo quando o homem, dada a sua condição corpórea ou "animal", é acometido por alguma irreprimível reacção orgânica, como espirrar, bocejar, ou transpirar, procura racionalizar e socializar essas manifestações físicas, pois uma atitude de total desinibição seria inconveniente e irracional e, portanto, anormal.

A ética não é meramente descritiva do que são as pulsões inatas do indivíduo, mas a racionalização das suas tendências imediatas em ordem ao bem comum: é próprio do ser humano viver de uma forma inteligente a sua atracção sexual, pelo que não faz sentido procurar, no reino animal, referências que possam pautar o comportamento humano. Legitimar o que é instintivo e animal, à conta de que é natural, é renunciar à dignidade da criatura racional e rebaixar o homem à sua condição animal, abdicando do que lhe é próprio e específico, ou seja, a sua dimensão intelectual e espiritual.

Todos os seres humanos, quaisquer que sejam as suas tendências ou opções, merecem todo o respeito devido à sua dignidade, mas isso não implica a legitimação de todos os seus actos. Um documentário sobre bisontes rematava com a seguinte "moral": o homem tem muito a aprender com estes animais! Não me senti minimamente aludido, não sei se por não me seduzirem as manadas. Mas há quem ache consoladora a analogia entre certos comportamentos humanos e as práticas sexuais de algumas moscas e macacos que, segundo a referida fonte, têm, por via de excepção, relacionamentos íntimos com animais do seu mesmo género. Convenhamos que, se esse é o paradigma da sua moralidade, essa ética é mesmo... bestial.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Educação sexual:
«Estas normas puseram-me a alma
num inferno... »

Joel Costa, autor do programa «Questões de Moral», da Antena 2 da rádio, resolveu ler as normas provenientes do Ministério da Educação que legitimam a Educação sexual como objecto de educação escolar, desde o primeiro ano do Ensino Básico. O resultado dessa análise acutilante, que, como é estilo do radialista, se revereste de um humor fino, pode ser ouvido aqui ou lido a seguir. O texto, que tomámos a liberdade de transcrever, será longo, mas a sua essência valerá o esforço do leitor.


O sexo, enfim, deixou de ser aquilo que todos nós até ao início do presente ano lectivo pensávamos que fosse um facto privado, uma questão pessoal. Não, passaria, passará… não sei… a ser um problema de saúde pública. Um problema de saúde pública tratado nas escolas normais, em aulas de educação sexual presumivelmente dadas por especialistas na matéria. Eis, portanto, o bom Portugal, sempre na vanguarda do progresso, inclusive na educação como, de resto, todos sabemos. Estamos tão avançados nossos níveis educacionais que a juntar cargas horárias dos alunos tinha de vir outra disciplina essencial para o crescimento do estado para a dívida para a competitividade externa e externa.

Com a educação sexual a estes níveis, governamentalizada, há agora sim, as exportações vão crescer, e sem dúvida que o futuro do sexo português está garantido, será até produto de exportação, agora por falar disso, de exportação para os mercados nórdicos, sei lá… esses coitados que não percebe nada disso, o que dá a medida da larga visão estratégica do governo.

Muitos pais recusavam a assistência dos filhos às aulas de educação sexual e, a meu ver, bem, não percebem o que terá o estado a ver com a sexualidade dos filhos. Mas se os pais não quisessem os filhos nas aulas de Educação sexual teriam de bem fundamentar a recusa e o problema seria saber que fundamentações seriam consideradas pelos burocratas: “Não quero, porque não”, seria razão atendível pelas autoridades sexuais?

Como digo, houve pais que recusaram para os filhos o ensino sexual dado pelo estado nas escolas. Houve até uma plataforma de resistência nacional para isso, foi obra. E o problema para justificar as faltas a educação sexual é que a matéria poderia vir a ser dada não numa disciplina específica, mas de modo transversal, incluída em várias disciplinas.

Não sei como estão as coisas, claro, não sou um entendido, nem um expert nem nada, nem sequer um interessado, não sei como está a ser feito, mas estou a imaginar uma professora de Matemática, uma daquelas antipáticas, como eram no meu tempo, a ensinar sexo aos alunos, ou mesmo uma simpática professora de português a incluir no léxico expressões relacionadas com o sexo (…) e até se pode recorrer ao latim.

E professores houve que se propuseram ensinar sexo, ou sexualidades, aos próprios pais, o zelo legislativo de gabinete e a ânsia governamental de normalização burocrática e de correcção política pode ter destas… sei lá… aberrações e chegar a extremos ridículos.

As dúvidas dos pais quanto à propriedade destas aulas eram perfilhadas por alguns professores. O assunto apresentava logo à partida dificuldades e espinhosas ambiguidades, a abordagem para começar. Mas alguém resolvera tranquilamente a questão… não, não, não, não se vai ensinar sexo não se falará do acto sexual, vai-se educar sexualmente, que uma coisa muito diferente e que deve dispensar muito bem qualquer referência ao acto sexual.

A educação sexual seria não dirigida para o sexo em si, mas para os afectos. Podiam ter-lhe dado outro nome, mas fiquei a saber que, por directiva ministerial, os afectos do meu filho não serão livres e espontâneos terão de ser educados pelo estado, orientados pelo estado, a espontaneidade afectiva com quem os alunos sentirem afinidades, não será, pelos vistos, recomendável, nem politicamente correcta sem exame prévio, pode até ser obrigatório um certificado oficial.

Os professores, alguns, admitiam aulas sobre o aparelho reprodutor, que não é sexo, evidentemente, é biologia, é medicina, é enfermagem, ciências da natureza (…). Sexo julgava eu que era outra coisa, julgo…, mas também como nunca tive aulas saber a matéria e nunca ninguém me ensinou sexualidade admito que não percebo muito do assunto.

Um "profe" perguntava como iriam os profes ocupar as muitas horas (…), com trabalhos práticos? E eu pergunto o que são trabalhos práticos em sexo. O "profe" em questão também aventava a possibilidade dos trabalhos de grupo, seria sexo em grupo? Lá sofisticado era, se fosse… e avançado. O "profe" citado, certamente por escorreito exercício de humor, perguntava se nas muitas horas de aulas… cabiam os trabalhos manuais. Bem, quanto a trabalhos manuais em educação sexual, naquelas idades, digo eu, que não tenho dúvidas nenhumas, que os alunos se mostrarão estudiosos e diligentes. E como somos um país tecnologicamente em dia, avança ainda aquele profe com a possibilidade de utilização de meios audiovisuais que explicassem visualmente como se praticavam os diferentes tipos de sexo, que ele discrimina, incluindo sexo sado-masoquista (…). Uma grande pouca vergonha, digo eu… maliciosamente.

Outro "profe" infere da obrigatoriedade da educação sexual a matriz ideológica que se contém na sexualidade. Por mim, não percebo lá muito bem porque é que um "profe" fascista não há-de perceber mais de sexo do que um comunista ou vice-versa, ou porque não um professor liberal mais sexualmente expressivo e didáctico do que ou professor socialista, ou vice-versa, claro está.

Ou essa ideologia a que o profe se referia seria ideologia sexual? O que será ideologia sexual? Sei lá, não sei. Mas palpito, que como na politica seja uns inclinarem-se mais para a esquerda, outros inclinarem-se mais para a direita, uns a inclinarem-se mais umas práticas e outros mais para outras (…).

Também não sabia, mas lendo umas coisas na internet fiquei a saber que somos o país com maior taxa de infectados (…) por doenças sexualmente transmissíveis e que continuamos a ter uma taxa altíssima de mães adolescentes e daqui pode decorrer forçadamente, admito, que os nossos jovens não percebem nada de sexo, que os adolescentes não fazem ideia do que seja educação sexual.

Bem, pelo que precisamente se invoca, eles percebem até muito, e se não sabem a teoria, sabem a prática e os resultados estão à vista, tristemente, mas estão: as infecções, as mães adolescentes. Isto significa que as adolescentes mães e os adolescentes pais não sabem o que estão a fazer? (…). Sexo mal gerido, sexo mal dirigido, dir-me-ão. Então, quando um jovem e uma jovem estão juntos, livres, cheios de amor, exaustos de carícias e beijos e com uma cama por perto, na melhor das hipóteses, para onde haverão eles de dirigir os respectivos ímpetos (…) como saberão gerir melhor a tensão que têm no corpo e, atenção, no espírito?

Leio e aprendo coisas assombrosas sobre este tema da educação sexual, a auto-estima que nestas idades é fundamental para os alunos se iniciarem no sexo. E eu sem querer “bancar” o subversivo, peço imensa desculpa de me rir destas coisas e poder ofender quem leva isto a sério, e não como iniciativa de governo para ficar bem na fotografia da modernidade, para efeitos, obviamente, eleitorais. Auto-estima, é claro que ela é precisa seja para o que for e não vejo que seja especialmente necessária para se iniciar no sexo. Mas o que é trazido a terreiro por este professor que leio, é que a auto-estima permite um sexo por opção própria e não influenciado por parceiros (…). Mas desde quando é que o impulso sexual não foi induzido também pelo parceiro?E desde quando, ainda que induzido pelo parceiro, o ser-se desejado para fazer sexo com o parceiro indutor não é um elemento a favorecer a auto-estima, desde quando, por essa causa, o sexo não foi uma opção própria?

Mas o governo não poupou alunos, professores e pais às suas burocráticas directivas orientadoras, até em matéria sexual. E aqui está um caso em que sou um empedernido liberal, porque aprova o estado social e desaprovo de todo o estado sexual, ou o sexo estatalmente instituído.

Só me perguntei na altura como se iriam ver os jovens de hoje na realidade adulta do sexo de amanhã depois de terem beneficiado das orientações do governo na matéria. Teremos no futuro também uma burocratização da vida sexual?

Os pais temiam os catecismos, os moralismos, logo a hipocrisia, os tabus, as abstinências, os recalcamentos, e pronto, as consequentes taras. Sexo, pergunta-se, educação sexual, ou auto-didactismo tradicional? Os serviços do Ministério da Educação tinham certezas absolutas: era preciso esclarecer tudo sobre a educação sexual, a vida sexual e coisas assim. Os serviços do Ministério andavam apreensivos com os fantasmas, queriam uma juventude a viver a sua sexualidade e os seus afectos de modo lúcido, explicável, saudável, incluindo aqueles afectos que se inclinam para pessoas do mesmo sexo. Ora, sobre isto alguns profes, ainda que favoráveis à educação sexual, achavam que as políticas governamentais haviam sido, nesta matéria, influenciadas por lobbies… não me custa nada a crer.

Educação sexual, pensando no caso: fazer sexo deve ser o cúmulo da má educação, é má educação até aludir a ele em sociedade: sexo não pode ser feito em público, pois não, à vista de toda a gente, pois não; é uma prática que não admite transparências, onde tudo pode ser proibido ou permitido, é coisa que se faz às escondidas de todos, em privado (…) ou então pode ser feito onde calhar, arriscando-se sanções, maus olhados, má fama… Neste mundo do politicamente correcto, do socialmente correcto, o sexo deve ser a maior das incorrecções, sim, porque como digo, só se faz às escondidas. E, então, como ensinar a correcção e a educação do sexo se a própria prática dele é uma incorrecção, uma pequena violência confortável, o sexo é uma indecência, ou pelo menos assim a sociedade o julgou. O sexo é interdito nos cinemas, quer na plateia, quer nos intervalos, quer no ecrã é quando é permito no ecrã, os filmes (identificados, são para adultos) e taxados pelo estado. Educando o sexo, vai educar o que ele mesmo proíbe, ou que simplesmente condena como imoral (…).

Mas, pelos vistos os governos entendem que há uma correcção para o cúmulo da incorrecção que é o sexo; que há uma educação para o cúmulo da má educação que é o sexo, ao ponto de o quererem ensinar e educar nas escolas. Não, não será o sexo que se pretende ensinar e educar nas escolas: é educação sexual, educação… mas para quê, se eu não posso mostrar à sociedade os refinamentos da minha educação sexual? (…) Sempre ouvi dizer, embora como eufemismo, que praticar o sexo é fazer amor, mas então como se pode administrar boa educação sexual se não se explicar muito bem, por miúdos, aos alunos, em que consiste realmente o amor e os respectivos nobres sentimentos?

Mas ninguém soube explicar como deve ser o amor, não sei se o governo ou o ministério têm algumas directivas sobre o assunto, sobre o sentimento amoroso. Só me admira que não tenham, que não legislem sobre o amor. É grave lacuna na fachada do furor legislativo nacional, porque haveria alguma correcção a ensinar respeitante ao amor, ao amar correctamente, educadamente… caso de saúde pública, quanto mais não seja porque muitas tragédias pessoais já aconteceram por causa do amor.

Sexo: causa ou consequência (…) do amor? Mas se ao dar educação sexual ao povo adolescente, o ministério não ensinar o que é verdadeiramente o amor, do qual o sexo, de uma maneira geral, correcta, educada deve ser a consequência, se o ministério não ensinar o que é amor e como se vive educadamente um grande amor irão ensinar bem a consequência disso ou seja, fazer bom sexo? Então vai ensinar o quê?

O ministério através dos seus doutos professores, seguramente especializados em matéria sexual, vai ensinar os jovens a pôr um preservativo, bom senhores, isso não é educação sexual isso serão primeiros socorros, quando o jovem tiver de se desembaraçar numa emergência (…). Ensinar a jovem a tomar a pílula, educação sexual, não me parece, será farmacologia, educação cívica, higiene, ou outra coisa parecida.

Mas depois, em vez de amor e de magníficos sentimentos a serem complementados com o sexo, vem a burocracia ministerial e lê-se no normativo sobre a (…) educação sexual, a impor umas quantas coisas (…): “o aumento e a consolidação de conhecimentos sobre”, por exemplo, “as dimensões anatomo-fisiologicas”… não esperava indecências destas numa norma governamental (…). “É preciso aumentar e consolidar conhecimentos acerca de regras de higiene corporal”, tem a ver com sexo e tem a ver com a condução de camiões TIR, sei lá… tem ver com tudo. “Da diversidade dos comportamentos sexuais ao longo da vida” (…), pois é: é o “ao longo da vida” que dá cabo de nós, aí é que está, e nos ensina melhor… acerca dos mecanismos de reprodução.

Acerca do planeamento familiar, dos métodos contraceptivos, das infecções, sua prevenção e tratamento. Acho que hoje já ninguém ignora com quem é arriscado fazer sexo, e não será caso para dar uma aula… bom… aumentar e consolidar conhecimentos, também acerca das ideias e dos valores com que as diferentes sociedades encaram a sexualidade (…). “Aumentar e consolidar conhecimentos sobre os vários tipos de abuso sexual e das estratégias do agressor” uff!... Abuso e estratégias do agressor, enfim… educação sexual num país e numa sociedade em que nos últimos anos, como o caso Casa Pia acabava de tomar conhecimento de uma infinidade sórdida de pormenores acerca de pedofilia e de agressões e em que os alegados acusados e já condenados era tudo gente bem-educada e culta ou, pelos vistos, mal-educada sexualmente (…). Valha-me Deus!

As normas ministeriais impõem ainda o desenvolvimento de competência para uma data de coisas, eu sei lá: “expressar sentimentos e opiniões” (…). É verdade, há muita gente incompetente a expressar sentimentos e opiniões e também há os demasiado competentes quando expressam, e bem, sentimentos falsos, para tomar decisões e aceitar decisões dos outros, ora uma lição de democracia, em suma, não de sexualidade, mas está bem, passo… Não me apetece ler mais normas governativas, parecem-me mais burocracias jurídico-institucional do que regra para lidar com assuntos humanos complexos.

Porque depois será preciso competência para reconhecer situações de abuso sexual. Ensinar a reconhecer rapazes e raparigas (…) o que é um abuso sexual!? Estas normas puseram-me a alma num inferno, ao fazerem dos alunos perfeitos atrasados mentais a quem têm de ser ensinadas matérias com que eles contactam todos os dias, ou pessoalmente ou por meio dos média.

Houve professores a pensar que no campo da educação sexual deve ser deixado espaço aos pais, os pais deveriam falar com os filhos… sim… em princípio acharia mais natural que assim fosse, mas depois somos esmagados pelo argumento da indisponibilidade de tempo dos pais e pelo eventual talento, dos pais o ensino de matéria tão delicada e tão mal-educada, mas mesmos que os pais tivessem tempo e talento coloquemo-nos, por um momento, no lugar deles (…). A preparação sexual dos pais seria aquela de toda a gente: a que a vida lhe dera (…). “Mas eu sei lá o que hei-de dizer ao rapaz? E, tu sabes o que vais dizer à miúda? Vês? A mim nem pai, nem mãe, nem avô, nem avó, nem tio, nem tia me explicou coisas que eram consideradas poucas-vergonhas e que não eram para falar diante dos gaiatos, não é?”. “Mas, os tempos são outros, diria a mãe”. “Pois, mas é com essa que me entalas (…) se tudo isso estivesse informatizado…”

(HELENA DAMIÃO)


 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Senado francês pronuncia-se
contra a legalização da eutanásia

O Senado francês pronunciou-se contra a legalização da eutanásia após um debate intenso sobre uma proposta de lei para instaurar “uma assistência médica para morrer”.
A maioria dos senadores suprimiu o conjunto dos artigos do texto, apresentado por três dos seus colegas Jean-Pierre Godefroy (socialista), Alain Fouché (maioria governamental) e Guy Fischer (comunista).
Na véspera do debate, segunda-feira, o Primeiro-ministro François Fillon opôs-se à eutanásia, convidando a sua maioria no Senado a fazer o mesmo.
O essencial da proposta de lei estava no seu artigo primeiro,entretanto suprimido. “Qualquer pessoa capaz maior, em fase avançada ou terminal de uma doença acidental ou patológica grave e incurável, que lhe inflige um sofrimento físico ou psíquico, que não pode ser aliviado ou que julga insuportável, pode pedir para beneficiar (...) de uma assistência médica que permita, por um acto deliberado, uma morte rápida e sem dor”, referia o texto.
No hemiciclo, o ministro da Saúde falou “de eutanásia”, que “vai contra os nossos fundamentos jurídicos”.

Xavier Bertrand invocou “os doentes de Alzheimer, que não podem manifestar a sua livre e espontânea vontade”.

O mesmo ministro defendeu o desenvolvimento dos cuidados paliativos.

Durante o longo debate, os oradores referiram-se a Vincent Humbert, um jovem tetraplégico que a sua mãe ajudou a morrer em 2003.

 
 
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Colheita de sangue em Aveiro

ADASCA comemora no dia 5 de Fevereiro
o seu 4º. Aniversário junto da sua Sede

No dia 5 de Fevereiro (sábado) a ADASCA vai Comemorar o seu 4º. Aniversário, junto da sua Sede/Posto Fixo com a 1ª. Colheita de Sangue do mês de Fevereiro.

A recepção dos convidados e Cerimónia do partir do Bolo está prevista para as 11 horas, porque é impossível acontecer mais cedo, pelas mais diversas razões.

Tendo em conta que não reunimos as melhores condições financeiras para fazer grandes despesas, deixamos ao critério dos Colegas e das Empresas a melhor colaboração mediante a oferta de bolos, bebidas (sumos) no sentido de proporcionar aos dadores o melhor convívio possível.

Também pode ser feito donativos por transferência directa NIB da ADASCA:0036 0189 99100051821.35, Montepio Geral, Balcão: Aveiro-Eucalipto, Rua de Anadia, nº. 10, Empreendimento Vila Jovem, 3810-208 Aveiro. Emitimos recibos.

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A todos os meus cordiais cumprimentos!

A Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro - ADASCA, vem por este meio informar que vai promover as seguintes Colheitas de Sangue no mês de Fevereiro:

- Dias:5, 11, 19 e 25 no Posto Fixo, localizado no Mercado Municipal de Santiago. Recordamos que este espaço dispõe de um Parque subterrâneo com acesso pelo elevador, onde os dadores podem deixar os carros gratuitamente.

- Dia 18 nos Bombeiros Velhos de Aveiro (junto do depósito da água).

No Dia 13 de Março (Domingo), entre as 9 e as 13 horas, a ADASCA e os Escuteiros de Cacia vão promover uma Colheita de Sangue em paralelo com um Rastreio para eventuais potenciais Dadores de Medula Óssea. As pessoas que já estão inscritas como dadoras de medula não é necessário inscreverem-se de novo, pois permanecerão nessa situação até aos 55 anos. Tanto para a Medula como para a Dádiva de Sangue, convém fazer-se acompanhar do B.I. no sentido de facilitar a inscrição.

As pessoas interessadas em aderir à dádiva de sangue, devem fazer-se acompanhar do B.I. e tomar o pequeno-almoço de forma a facilitar a inscrição junto do funcionário do IPS.

Finalmente, para que os dadores continuem a beneficiar da Isenção das Taxas Moderadoras no SNS, devem efectuar pelo menos 2 dádivas no corrente ano.

Á Comunicação Social pedimos e agradecemos a sua melhor colaboração mediante a divulgação desta iniciativa, atendendo ao seu interesse público. A imagem que anexamos do Posto Fixo pode ser usada para efeitos de ilustração do texto se assim for considerado relevante para a notícia.

Existem Vidas que dependem de Si! Uma Dádiva de Sangue, Uma Dádiva de Vida.

A todos, BEM-HAJA pela atenção dispensada,

Cordialmente, sou,

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA

Telef: 234 338 018 (sede) ou 964 470 432

Site:www.adasca.pt

Blog:aveiro123-portaaberta.blogspot.com



NB: Informamos que os Bombeiros Velhos de Aveiro têm abertas as inscrições para jovens de ambos os sexos que desejarem ser Bombeiros.

Os interessados podem dirigir-se àquele Quartel e formalizar ali as suas inscrições. A ADASCA apoia esta Campanha de novas inscrições e incentiva os jovens a aderir. Façam o favor de serem úteis à Comunidade, porque os jovens de hoje são os homens e mulheres de amanhã.

Se o dador de sangue salva vidas mediante a sua dádiva, ser Bombeiro não é menos importante, é pois um verdadeiro HERÓI, merecedor do nosso respeito.


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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

França diz não ao «matrimónio» homossexual

O Conselho Constitucional francês decidiu que a proibição do matrimónio entre duas pessoas do mesmo sexo não viola a Constituição do país, e só o Parlamento pode decidir uma mudança na legislação, segundo a resolução publicada na sua página Web.

Os nove "Sábios" que o compõem recordaram que segundo os artigos 75 e 144 do Código Civil, "o matrimónio é a união de um homem e uma mulher". Além disso, o órgão francês indicou que o legislador, "no exercício de sua competência, estimou que a diferença de situação entre os casais do mesmo sexo e os casais compostos por um homem e uma mulher poderia justificar uma diferença de tratamento quanto às regras de direito da família".

"Não corresponde ao Conselho Constitucional substituir a sua apreciação (do legislador) na hora de ter em conta esta diferença de situação", explicou o Conselho referindo-se ao Parlamento.

A resolução vem pelo recurso de inconstitucionalidade interposto por duas lésbicas contra esses dois artigos.



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Eutanásia e suicídio assistido:
Sete razões para contrariar a sua legalização

Luke Gormally
Tradução de Maria José Figueiredo

1. A «justificação» da eutanásia voluntária pressupõe a rejeição de um princípio que é fundamental para um justo enquadramento das leis numa sociedade.
A eutanásia voluntária consiste em matar um paciente a seu pedido, na convicção de que a morte constitui um benefício para esse paciente e de que, por essa razão, se justifica matá-lo. Mas o simples facto de uma pessoa afirmar, de sua livre vontade, que deseja ser morta não constitui, em si mesmo, razão para um médico achar que a morte será um benefício para essa pessoa. Nenhum médico acederia a satisfazer uma solicitação deste género, por muito que lhe parecesse que o paciente a fazia de livre vontade, se achasse que este tinha perspectivas de uma vida com valor.


Ora, afirmar que a vida de uma pessoa é desprovida de valor é o mesmo que negar valor a essa pessoa, dado que a realidade de uma pessoa de maneira nenhuma se distingue da sua vida. Assim, pois, na base das mortes por eutanásia está um juízo quanto ao valor de determinadas vidas humanas.
Uma legalização da morte cuja justificação assenta na convicção de que há certas vidas que não têm valor é contrária a qualquer sistema legal que afirme proteger e promover uma ordem social justa. Porquê? Porque, para que a justiça vigore numa sociedade, é necessário encontrar uma forma não arbitrária e não discriminatória de identificar os sujeitos dessa mesma justiça. Mas a única maneira de evitar a arbitrariedade na identificação dos sujeitos da justiça é presumir que todos os seres humanos, pelo simples facto de serem humanos, têm direito a ser tratados de forma justa e são sujeitos de determinados direitos humanos básicos. Por outras palavras, a dignidade e o valor que se reconhecem aos seres humanos resultam directamente da sua humanidade. Pelo contrário, esta dignidade e este valor não podem constituir um título para a reclamação de um tratamento justo por parte de terceiros se se considera que os seres humanos podem ser privados deles. A dignidade e o valor são, por assim dizer, características não elimináveis da nossa humanidade.
A morte por eutanásia, mesmo quando é feita a pedido, pressupõe a negação do valor da vida das pessoas que são consideradas possíveis candidatos à eutanásia. Trata-se, pois, de um tipo de morte que não pode ser integrada num sistema legal que tem como um dos seus fundamentos o valor e a dignidade de todos os seres humanos.
É de importância crucial para todos os estados manter um corpo de leis consistente com o respeito pela dignidade e pelo valor de todos os seres humanos. É nomeadamente importante não legalizar a morte dos inocentes, porque uma das tarefas fundamentais das autoridades civis é proteger os inocentes. Ora, quando recorre à tese segundo a qual a vida de determinada pessoa é desprovida de valor para tornar legal a morte dessa pessoa, o Estado deixou de reconhecer que os inocentes têm o direito de ser protegidos. Mas, se o Estado considera que estes direitos são nulos, como pode então reclamar para si aquela autoridade que deriva justamente da necessidade que os cidadãos têm de ser protegidos de ataques injustos?

2. A legalização do suicídio assistido também é inconsistente com o mesmo princípio fundamental de um sistema legal justo.
A descriminalização do suicídio (e, portanto, das tentativas de suicídio) faz sentido quando temos em consideração as dificuldades por que teriam de passar as pessoas que fossem sujeitas a um processo judicial depois de terem tentado suicidar-se. Mas esta descriminalização – motivada pelo desejo de não dificultar ainda mais a vida destas pessoas – não implica que a lei tinha uma visão neutral da opção pelo suicídio. As pessoas que tentam suicidar-se são manifestamente motivadas por uma convicção (pelo menos passageira) de que a sua vida deixou de ter sentido. Ora, dado que as disposições legais justas assentam na convicção de que toda a vida humana tem um valor que não é possível eliminar, a lei tem de rejeitar a razoabilidade de uma opção que tem como base a motivação inversa.
Assim, a lei tem igualmente de se recusar a aceitar o comportamento das pessoas que sancionam com os seus actos a opção pelo suicídio, porque os referidos actos assentam na tese segundo a qual a vida daquele que estão a ajudar deixou de ter valor. Dizer que estas pessoas agem «movidas pela amizade», ou «movidas pela compaixão», não explica suficientemente o seu comportamento. Com efeito, como é possível descrever como «amizade» ou «compaixão» as motivações de uma pessoa que colabora num suicídio, quando tais motivações têm por base a convicção de que aquele que estão ajudar está melhor morto? Se achassem que esta pessoa podia continuar a ter uma vida com valor, ajudá-la a morrer dificilmente poderia ser considerado um acto de amizade.
Há, pois, boas razões para resistir à legalização do suicídio assistido, razões que são tão fundamentais como a primeira razão atrás apresentada para resistir à legalização da eutanásia.

3. Se a eutanásia voluntária for legalizada, terá sido abandonada a razão mais premente para resistir à legalização da eutanásia não voluntária.
Muitas das pessoas que apoiam a legalização da eutanásia voluntária opõem-se à legalização da eutanásia não voluntária. Contudo, se a única maneira de justificar a tese segundo a qual a eutanásia é um benefício para a pessoa que vai morrer é recorrer à tese de que a vida da referida pessoa deixou de ter valor, então os que apoiam a eutanásia voluntária estão, sem disso se aperceberem, a comprar um pacote bastante maior do que pensavam. Porque, se é possível beneficiar uma pessoa matando-a, será razoável privar as pessoas desse benefício pelo simples facto de elas não terem a capacidade de solicitar que as matem? E, se nos espanta (e é muito razoável que nos espante) a tese de que alguém pode beneficiar com a própria morte, podemos pelo menos aceitar a tese de que, quando a vida de uma pessoa deixou de ter valor, não estamos a prejudicá-la privando-a dessa mesma vida.
Na realidade, os defensores mais activos e mais lúcidos da legalização da eutanásia voluntária também são defensores da legalização da eutanásia não voluntária. Do ponto de vista destas pessoas, os seres humanos não têm uma «categoria moral» (que é o equivalente àquilo a que, neste artigo, se designa por «dignidade básica») em virtude do qual gozem de direitos humanos básicos; por este motivo, não se está a cometer nenhuma injustiça contra eles quando a motivação para os matar é, muito simplesmente, a conveniência dos seres humanos que têm «categoria moral». O exercício que consiste em distinguir os seres humanos que têm «categoria moral» daqueles que a não têm é totalmente arbitrário. Os defensores da legalização da eutanásia, como os filósofos Peter Singer e Helga Kuhse, que aderem a esta arbitrariedade, fazem-no sem uma preocupação evidente pela subversão dos fundamentos da justiça que a referida arbitrariedade pressupõe.

4. A legalização da eutanásia voluntária ajudaria a promover a prática da eutanásia não voluntária, sem os benefícios da legalização.
O processo dar-se-ia por duas vias: em primeiro lugar, tem-se verificado que as pessoas que começam por afirmar que desejam limitar a prática da eutanásia à eutanásia voluntária acabam por chegar à conclusão de que, quando esta é permitida, deixa de haver razões válidas para proibir a eutanásia não voluntária, pelo que começam imediatamente a planear a prática sistemática da eutanásia não voluntária. Trata-se de um fenómeno facilmente detectável, por exemplo, no comportamento da Real Associação de Médicos Holandeses ao longo dos últimos quinze anos. Depois de terem promovido a aceitação daquilo que afirmavam ser a «prática controlada» apenas da eutanásia voluntária, promovem actualmente a aceitação da prática da eutanásia não voluntária.
Em segundo lugar, porque os critérios para a delimitação da prática da eutanásia a pedido do cliente são irremediavelmente imprecisos. A experiência holandesa demonstrou a verdade daquilo que os críticos afirmavam acerca da aprovação legal da eutanásia voluntária (fosse por decreto legal ou por decisão judicial), a saber, que ela conduziria à prática alargada da eutanásia não voluntária. Os dados disponíveis mostram, com base em estimativas feitas por baixo, que, em 1990, cerca de uma em cada doze mortes ocorridas na Holanda o foram por eutanásia (10.558 casos), e mais de metade destas sem solicitação explícita.

5. A eutanásia debilita das disposições que exigimos aos médicos, sendo por isso destrutiva da prática da medicina.
A prática da medicina só pode florescer quando os médicos têm uma disposição tal, que inspiram confiança nos doentes, muitos dos quais se encontram em situações extremamente vulneráveis. Mas os médicos só inspiram confiança quando os doentes têm a certeza de que eles não estão dispostos a matá-los, de que não sentem inclinação para considerar se vale a pena cuidar de um doente, mas se dispõem imediatamente a considerar que tipo de tratamento poderá ser preferível para cada caso.
Ora, a prática da eutanásia debilita sistematicamente ambas as disposições, porque dispõe os médicos a matar alguns dos seus doentes, ao mesmo tempo que inculca neles a ideia de que há doentes cujas vidas não têm valor. Mas, visto que não há critérios não arbitrários para determinar quais são as vidas que têm valor e as que não têm, uma pessoa que não renuncie por princípio a esse género de considerações discriminatórias cairá facilmente na tentação de categorizar as pessoas mais difíceis ou mais desinteressantes como pessoas cuja vida não tem valor.
Um dos mais importantes deveres do Estado é manter um quadro legal tal, que uma profissão tão essencial como a medicina funcione bem, e no interesse dos cidadãos. O Estado não estaria a cumprir esse dever se permitisse que os médicos tivessem comportamentos corrosivos da relação médico-doente.

6. A legalização da eutanásia debilita o ímpeto destinado a desenvolver atitudes verdadeiramente compassivas para com os doentes e os moribundos. A expressão mais adequada da compaixão são os cuidados de saúde, motivados por um sentimento mais ou menos intenso de simpatia para com as pessoas que sofrem. Não se pode cuidar das pessoas matando-as.
É muito importante ter em consideração que um dos elementos fundamentais dos debates contemporâneos relativos à legalização da eutanásia é a necessidade de reduzir os custos com os cuidados de saúde. E um dos perigos mais óbvios resultantes da sua legalização é que, dentro em breve, a eutanásia passe a ser vista como uma «solução» conveniente para as enormes necessidades de certo tipo de pacientes. Se tal acontecesse, a medicina ficaria privada do incentivo para a procura de soluções genuinamente compassivas para as dificuldades suscitadas pelos referidos pacientes. Os impulsos humanitários que sustentaram o desenvolvimento dos hospitais seriam postos em causa, porque a eutanásia passaria a ser considerada por muitos uma solução mais barata e menos exigente em termos pessoais.

7. Três comissões criadas por legislaturas anglófonas com a missão de analisarem propostas de legalização da eutanásia recomendaram que não fosse legalizada.
No decurso de 1994-95, foram publicados os relatórios das comissões criadas pela Câmara dos Lordes do parlamento britânico, pela Comissão de Análise à Vida e à Lei do estado de Nova Iorque e pelo Senado do parlamento canadiano, todas elas constituídas por pessoas com pontos de vista muito diferentes acerca da moralidade intrínseca da eutanásia; contudo, todas elas se mostraram claramente contrárias à sua legalização. Por exemplo, a comissão da Câmara dos Lordes contava entre os seus membros com várias pessoas que tinham defendido publicamente a eutanásia; no entanto, depois de terem passado um ano a ouvir testemunhos, a ler um conjunto muito alargado de dados e a discutir internamente as questões, os membros desta comissão decidiram por unanimidade recomendar que a eutanásia não fosse legalizada.
Há nos três relatórios muito material digno da atenção da Comissão Legislativa Legal e Constitucional do Senado do parlamento federal australiano. Baste a seguinte citação do relatório da Comissão da Câmara dos Lordes como epítome da sensatez das três comissões: «A proibição da morte intencional […] é a pedra angular das relações legais e sociais. Trata-se de uma proibição que nos protege de forma imparcial, encarnando a convicção de que somos todos iguais. Não queremos que tal protecção seja fragilizada, pelo que recomendamos que não se proceda a qualquer alteração na lei, com o fim de permitir a eutanásia. […] A morte de uma pessoa afecta a vida de outras pessoas, muitas vezes de maneiras imprevisíveis. É nossa convicção que a questão da eutanásia é uma daquelas em que os interesses do indivíduo não podem ser separado dos interesses da sociedade como um todo.»
O autor deste artigo tem a esperança de que, após a devida consideração dos factos, os membros da Comissão Legislativa Legal e Constitucional partilhem da sensatez moral e política que esta citação exemplifica.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A nova sexualidade e a nova sociedade

O Inimputavel

O recente crime com contornos bizarros, de temática sexual, cometido contra Carlos Castro deixou o País chocado. Segundo a família do suspeito, o jovem Renato Seabra, nunca manifestou qualquer tendência homossexual (1). Por sua vez, Carlos Castro terá confidenciado a amigos que estava muito feliz, embora nos últimos dias, no decorrer na sua estadia em Nova Iorque, tenha acrescentado que tinha “medo de dormir com ele, já que este apresentava um comportamento muito estranho”. Algumas notícias avançadas referem ainda que Renato Seabra tinha ambições no mundo da moda e que Carlos Castro prometera ajudá-lo nesse propósito.


A contribuir para este fenómeno está a confusão ao nível da orientação sexual difundida de uma forma mais ou menos directa, por novelas como "os morangos com açúcar", como sendo algo normal, chique e moderno. Também não podemos esquecer as dezenas de horas na rádio e os inúmeros artigos publicados por eminentes psiquiatras e psicólogos do nosso país, afirmando que, ao nível da sexualidade, tudo o que fosse praticado entre adultos era "normal", apontando claramente para um caminho de experimentalismos perigosos e inconsequentes. Entretanto, “a outra sexualidade” era amordaçada, rotulada como retrógrada e conservadora, apesar de ter servido, ao longo de gerações e gerações, para criar famílias estáveis e proporcionar a felicidade a muitos homens e mulheres.

A falta de estabilidade na identidade sexual e a tão propaganda ideologia da identidade do género – em que a identidade sexual é construída pelo próprio e não determinada geneticamente – origina fenómenos desestabilizadores nos jovens que pela sua condição de imaturidade são permeáveis à sedução, à experiência e às influências da sociedade.

Um dos reflexos deste ambiente caótico construído entre nós por esta sociedade amoral e relativista, prende-se com os modelos masculinos. Outrora símbolos de masculinidade, os modelos masculinos transformaram-se nuns híbridos sexuais: os metrossexuais. Estes atraem homens e mulheres, adoptando estratégias de cuidados com a imagem que anteriormente estavam apenas reservadas ao sexo feminino, como é o caso da depilação, das máscaras de beleza faciais, etc.
 
As mentes perturbadas que nos últimos tempos alcançaram os lugares de poder e que têm estrategicamente implementado uma série de leis (casamento homossexual, educação sexual nas escolas, lei dos transexuais, etc.) que imprimem mudanças sociais gravíssimas, são responsáveis por este clima de instabilidade e confusão que se instala como um vírus nas mentes mais frágeis.

Não é por acaso que a família é combatida ferozmente por estes novos defensores da modernidade. A família transmite princípios, valores e directrizes morais que os defensores da modernidade abominam. Com efeito, é através da família que é imprimida na mente e no coração dos jovens uma ideia insubstituível e estruturante: a estabilidade. Esta estabilidade é avessa aos experimentalismos sexuais, à busca do prazer pelo prazer, à manipulação sedutora, e às paixões avassaladoras que tão depressa começam como, por vezes, tragicamente acabam.

__________
(1) Testemunhas revelam que horas antes do corpo ser encontrado ouviram uma discussão onde Renato Seabra afirmava não ser gay.
Sempre houve, ao longo da história, perversões sexuais (hetero e homo) e crimes passionais. No entanto, a sociedade mudou muito nos últimos tempos em matéria de costumes e na vivência da sexualidade. Ninguém pode acreditar que a implementação de uma cultura permissiva sobre a sexualidade, desprovida de limites e de directrizes morais, não tenha um impacto sobre fenómenos de desordem identitária em muitos jovens: “ Gosto de mulheres? De homens? Ou será que me atraio pelos dois?”.

Como podem as famílias opor-se
à agenda escolar da União Europeia

Para unir-se a esta iniciativa, clique em:

http://www.agendaeurope.fr/




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O aborto destrói as mulheres psicologicamente
--- Adverte perita mexicana

A directora do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva, advertiu que o aborto destrói psicologicamente as mulheres já que esta prática antivida constitui um forte gerador de stress e causa uma série de desordens mentais como o síndrome pós-aborto e a depressão.


A perita fez esta precisão na comemoração dos 10 anos da instituição que dirige, a única no México que, com limitados recursos económicos, se dedica a tratar mulheres que passaram pelo trauma do aborto ou que optaram por não exercer sua maternidade.
Alva comenta que "muitas mulheres que abortaram estão mortas em vida, são mulheres que, pelo grau de afectação física e psicológica, são mortas-vivas. Quando lhes brinda atenção para o síndrome pós-aborto, a todas essas mulheres devolve a vida. São mulheres que voltam a nascer".
No IRMA, explica Mari Carmen Alva, uma equipa de profissionais da saúde, psicólogas, terapeutas, entre outras, atendem mulheres que sofreram um aborto e em ocasiões este acompanhamento estende-se a casais e famílias.
Depois de denunciar que, apesar de ter despenalizado o aborto, o Distrito Federal do México não atende as mulheres que padecem de síndrome pós-aborto condenando-as a "padecer em silêncio as consequências", Alva explica alguns dos transtornos mentais que gera esta prática antivida.
Segundo os critérios do Manual Diagnóstico Psiquiátrico (DSM-IV), o transtorno depressivo maior, que atinge 7 em cada 10 mulheres que passaram pela lamentável experiência de um aborto, caracteriza-se por um estado de ânimo deprimido prolongado que incapacita e que se expressa em tristeza profunda (73 por cento), sentimentos de vazio (63 por cento), transtornos frequentes de sono (48 por cento), falta de concentração em suas actividades, irritabilidade constante (63 por cento) e idéias suicidas pela dor e tristeza (39 por cento).
Isso gera que quase se triplique o índice de tentativas de suicídio passando de 4 para 11 por cento, além de que dificultam severamente as relações sociais e trabalhistas, provocando o abandono de estudos ou trabalho quase na metade das pacientes.
Mari Cardem Alva e a sua instituição alentam as autoridades locais e federais a não fechar os olhos para esta problemática e prestar atenção médica gratuita às mulheres que passaram pela dolorosa prática de um aborto.
Não podem "condená-las a sofrer o aborto em silêncio, pois a ferida apenas se fará mais profunda", concluiu.