sábado, 5 de fevereiro de 2011

Senado francês pronuncia-se
contra a legalização da eutanásia

O Senado francês pronunciou-se contra a legalização da eutanásia após um debate intenso sobre uma proposta de lei para instaurar “uma assistência médica para morrer”.
A maioria dos senadores suprimiu o conjunto dos artigos do texto, apresentado por três dos seus colegas Jean-Pierre Godefroy (socialista), Alain Fouché (maioria governamental) e Guy Fischer (comunista).
Na véspera do debate, segunda-feira, o Primeiro-ministro François Fillon opôs-se à eutanásia, convidando a sua maioria no Senado a fazer o mesmo.
O essencial da proposta de lei estava no seu artigo primeiro,entretanto suprimido. “Qualquer pessoa capaz maior, em fase avançada ou terminal de uma doença acidental ou patológica grave e incurável, que lhe inflige um sofrimento físico ou psíquico, que não pode ser aliviado ou que julga insuportável, pode pedir para beneficiar (...) de uma assistência médica que permita, por um acto deliberado, uma morte rápida e sem dor”, referia o texto.
No hemiciclo, o ministro da Saúde falou “de eutanásia”, que “vai contra os nossos fundamentos jurídicos”.

Xavier Bertrand invocou “os doentes de Alzheimer, que não podem manifestar a sua livre e espontânea vontade”.

O mesmo ministro defendeu o desenvolvimento dos cuidados paliativos.

Durante o longo debate, os oradores referiram-se a Vincent Humbert, um jovem tetraplégico que a sua mãe ajudou a morrer em 2003.

 
 
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Colheita de sangue em Aveiro

ADASCA comemora no dia 5 de Fevereiro
o seu 4º. Aniversário junto da sua Sede

No dia 5 de Fevereiro (sábado) a ADASCA vai Comemorar o seu 4º. Aniversário, junto da sua Sede/Posto Fixo com a 1ª. Colheita de Sangue do mês de Fevereiro.

A recepção dos convidados e Cerimónia do partir do Bolo está prevista para as 11 horas, porque é impossível acontecer mais cedo, pelas mais diversas razões.

Tendo em conta que não reunimos as melhores condições financeiras para fazer grandes despesas, deixamos ao critério dos Colegas e das Empresas a melhor colaboração mediante a oferta de bolos, bebidas (sumos) no sentido de proporcionar aos dadores o melhor convívio possível.

Também pode ser feito donativos por transferência directa NIB da ADASCA:0036 0189 99100051821.35, Montepio Geral, Balcão: Aveiro-Eucalipto, Rua de Anadia, nº. 10, Empreendimento Vila Jovem, 3810-208 Aveiro. Emitimos recibos.

___________________

A todos os meus cordiais cumprimentos!

A Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro - ADASCA, vem por este meio informar que vai promover as seguintes Colheitas de Sangue no mês de Fevereiro:

- Dias:5, 11, 19 e 25 no Posto Fixo, localizado no Mercado Municipal de Santiago. Recordamos que este espaço dispõe de um Parque subterrâneo com acesso pelo elevador, onde os dadores podem deixar os carros gratuitamente.

- Dia 18 nos Bombeiros Velhos de Aveiro (junto do depósito da água).

No Dia 13 de Março (Domingo), entre as 9 e as 13 horas, a ADASCA e os Escuteiros de Cacia vão promover uma Colheita de Sangue em paralelo com um Rastreio para eventuais potenciais Dadores de Medula Óssea. As pessoas que já estão inscritas como dadoras de medula não é necessário inscreverem-se de novo, pois permanecerão nessa situação até aos 55 anos. Tanto para a Medula como para a Dádiva de Sangue, convém fazer-se acompanhar do B.I. no sentido de facilitar a inscrição.

As pessoas interessadas em aderir à dádiva de sangue, devem fazer-se acompanhar do B.I. e tomar o pequeno-almoço de forma a facilitar a inscrição junto do funcionário do IPS.

Finalmente, para que os dadores continuem a beneficiar da Isenção das Taxas Moderadoras no SNS, devem efectuar pelo menos 2 dádivas no corrente ano.

Á Comunicação Social pedimos e agradecemos a sua melhor colaboração mediante a divulgação desta iniciativa, atendendo ao seu interesse público. A imagem que anexamos do Posto Fixo pode ser usada para efeitos de ilustração do texto se assim for considerado relevante para a notícia.

Existem Vidas que dependem de Si! Uma Dádiva de Sangue, Uma Dádiva de Vida.

A todos, BEM-HAJA pela atenção dispensada,

Cordialmente, sou,

Joaquim Carlos

Presidente da Direcção da ADASCA

Telef: 234 338 018 (sede) ou 964 470 432

Site:www.adasca.pt

Blog:aveiro123-portaaberta.blogspot.com



NB: Informamos que os Bombeiros Velhos de Aveiro têm abertas as inscrições para jovens de ambos os sexos que desejarem ser Bombeiros.

Os interessados podem dirigir-se àquele Quartel e formalizar ali as suas inscrições. A ADASCA apoia esta Campanha de novas inscrições e incentiva os jovens a aderir. Façam o favor de serem úteis à Comunidade, porque os jovens de hoje são os homens e mulheres de amanhã.

Se o dador de sangue salva vidas mediante a sua dádiva, ser Bombeiro não é menos importante, é pois um verdadeiro HERÓI, merecedor do nosso respeito.


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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

França diz não ao «matrimónio» homossexual

O Conselho Constitucional francês decidiu que a proibição do matrimónio entre duas pessoas do mesmo sexo não viola a Constituição do país, e só o Parlamento pode decidir uma mudança na legislação, segundo a resolução publicada na sua página Web.

Os nove "Sábios" que o compõem recordaram que segundo os artigos 75 e 144 do Código Civil, "o matrimónio é a união de um homem e uma mulher". Além disso, o órgão francês indicou que o legislador, "no exercício de sua competência, estimou que a diferença de situação entre os casais do mesmo sexo e os casais compostos por um homem e uma mulher poderia justificar uma diferença de tratamento quanto às regras de direito da família".

"Não corresponde ao Conselho Constitucional substituir a sua apreciação (do legislador) na hora de ter em conta esta diferença de situação", explicou o Conselho referindo-se ao Parlamento.

A resolução vem pelo recurso de inconstitucionalidade interposto por duas lésbicas contra esses dois artigos.



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Eutanásia e suicídio assistido:
Sete razões para contrariar a sua legalização

Luke Gormally
Tradução de Maria José Figueiredo

1. A «justificação» da eutanásia voluntária pressupõe a rejeição de um princípio que é fundamental para um justo enquadramento das leis numa sociedade.
A eutanásia voluntária consiste em matar um paciente a seu pedido, na convicção de que a morte constitui um benefício para esse paciente e de que, por essa razão, se justifica matá-lo. Mas o simples facto de uma pessoa afirmar, de sua livre vontade, que deseja ser morta não constitui, em si mesmo, razão para um médico achar que a morte será um benefício para essa pessoa. Nenhum médico acederia a satisfazer uma solicitação deste género, por muito que lhe parecesse que o paciente a fazia de livre vontade, se achasse que este tinha perspectivas de uma vida com valor.


Ora, afirmar que a vida de uma pessoa é desprovida de valor é o mesmo que negar valor a essa pessoa, dado que a realidade de uma pessoa de maneira nenhuma se distingue da sua vida. Assim, pois, na base das mortes por eutanásia está um juízo quanto ao valor de determinadas vidas humanas.
Uma legalização da morte cuja justificação assenta na convicção de que há certas vidas que não têm valor é contrária a qualquer sistema legal que afirme proteger e promover uma ordem social justa. Porquê? Porque, para que a justiça vigore numa sociedade, é necessário encontrar uma forma não arbitrária e não discriminatória de identificar os sujeitos dessa mesma justiça. Mas a única maneira de evitar a arbitrariedade na identificação dos sujeitos da justiça é presumir que todos os seres humanos, pelo simples facto de serem humanos, têm direito a ser tratados de forma justa e são sujeitos de determinados direitos humanos básicos. Por outras palavras, a dignidade e o valor que se reconhecem aos seres humanos resultam directamente da sua humanidade. Pelo contrário, esta dignidade e este valor não podem constituir um título para a reclamação de um tratamento justo por parte de terceiros se se considera que os seres humanos podem ser privados deles. A dignidade e o valor são, por assim dizer, características não elimináveis da nossa humanidade.
A morte por eutanásia, mesmo quando é feita a pedido, pressupõe a negação do valor da vida das pessoas que são consideradas possíveis candidatos à eutanásia. Trata-se, pois, de um tipo de morte que não pode ser integrada num sistema legal que tem como um dos seus fundamentos o valor e a dignidade de todos os seres humanos.
É de importância crucial para todos os estados manter um corpo de leis consistente com o respeito pela dignidade e pelo valor de todos os seres humanos. É nomeadamente importante não legalizar a morte dos inocentes, porque uma das tarefas fundamentais das autoridades civis é proteger os inocentes. Ora, quando recorre à tese segundo a qual a vida de determinada pessoa é desprovida de valor para tornar legal a morte dessa pessoa, o Estado deixou de reconhecer que os inocentes têm o direito de ser protegidos. Mas, se o Estado considera que estes direitos são nulos, como pode então reclamar para si aquela autoridade que deriva justamente da necessidade que os cidadãos têm de ser protegidos de ataques injustos?

2. A legalização do suicídio assistido também é inconsistente com o mesmo princípio fundamental de um sistema legal justo.
A descriminalização do suicídio (e, portanto, das tentativas de suicídio) faz sentido quando temos em consideração as dificuldades por que teriam de passar as pessoas que fossem sujeitas a um processo judicial depois de terem tentado suicidar-se. Mas esta descriminalização – motivada pelo desejo de não dificultar ainda mais a vida destas pessoas – não implica que a lei tinha uma visão neutral da opção pelo suicídio. As pessoas que tentam suicidar-se são manifestamente motivadas por uma convicção (pelo menos passageira) de que a sua vida deixou de ter sentido. Ora, dado que as disposições legais justas assentam na convicção de que toda a vida humana tem um valor que não é possível eliminar, a lei tem de rejeitar a razoabilidade de uma opção que tem como base a motivação inversa.
Assim, a lei tem igualmente de se recusar a aceitar o comportamento das pessoas que sancionam com os seus actos a opção pelo suicídio, porque os referidos actos assentam na tese segundo a qual a vida daquele que estão a ajudar deixou de ter valor. Dizer que estas pessoas agem «movidas pela amizade», ou «movidas pela compaixão», não explica suficientemente o seu comportamento. Com efeito, como é possível descrever como «amizade» ou «compaixão» as motivações de uma pessoa que colabora num suicídio, quando tais motivações têm por base a convicção de que aquele que estão ajudar está melhor morto? Se achassem que esta pessoa podia continuar a ter uma vida com valor, ajudá-la a morrer dificilmente poderia ser considerado um acto de amizade.
Há, pois, boas razões para resistir à legalização do suicídio assistido, razões que são tão fundamentais como a primeira razão atrás apresentada para resistir à legalização da eutanásia.

3. Se a eutanásia voluntária for legalizada, terá sido abandonada a razão mais premente para resistir à legalização da eutanásia não voluntária.
Muitas das pessoas que apoiam a legalização da eutanásia voluntária opõem-se à legalização da eutanásia não voluntária. Contudo, se a única maneira de justificar a tese segundo a qual a eutanásia é um benefício para a pessoa que vai morrer é recorrer à tese de que a vida da referida pessoa deixou de ter valor, então os que apoiam a eutanásia voluntária estão, sem disso se aperceberem, a comprar um pacote bastante maior do que pensavam. Porque, se é possível beneficiar uma pessoa matando-a, será razoável privar as pessoas desse benefício pelo simples facto de elas não terem a capacidade de solicitar que as matem? E, se nos espanta (e é muito razoável que nos espante) a tese de que alguém pode beneficiar com a própria morte, podemos pelo menos aceitar a tese de que, quando a vida de uma pessoa deixou de ter valor, não estamos a prejudicá-la privando-a dessa mesma vida.
Na realidade, os defensores mais activos e mais lúcidos da legalização da eutanásia voluntária também são defensores da legalização da eutanásia não voluntária. Do ponto de vista destas pessoas, os seres humanos não têm uma «categoria moral» (que é o equivalente àquilo a que, neste artigo, se designa por «dignidade básica») em virtude do qual gozem de direitos humanos básicos; por este motivo, não se está a cometer nenhuma injustiça contra eles quando a motivação para os matar é, muito simplesmente, a conveniência dos seres humanos que têm «categoria moral». O exercício que consiste em distinguir os seres humanos que têm «categoria moral» daqueles que a não têm é totalmente arbitrário. Os defensores da legalização da eutanásia, como os filósofos Peter Singer e Helga Kuhse, que aderem a esta arbitrariedade, fazem-no sem uma preocupação evidente pela subversão dos fundamentos da justiça que a referida arbitrariedade pressupõe.

4. A legalização da eutanásia voluntária ajudaria a promover a prática da eutanásia não voluntária, sem os benefícios da legalização.
O processo dar-se-ia por duas vias: em primeiro lugar, tem-se verificado que as pessoas que começam por afirmar que desejam limitar a prática da eutanásia à eutanásia voluntária acabam por chegar à conclusão de que, quando esta é permitida, deixa de haver razões válidas para proibir a eutanásia não voluntária, pelo que começam imediatamente a planear a prática sistemática da eutanásia não voluntária. Trata-se de um fenómeno facilmente detectável, por exemplo, no comportamento da Real Associação de Médicos Holandeses ao longo dos últimos quinze anos. Depois de terem promovido a aceitação daquilo que afirmavam ser a «prática controlada» apenas da eutanásia voluntária, promovem actualmente a aceitação da prática da eutanásia não voluntária.
Em segundo lugar, porque os critérios para a delimitação da prática da eutanásia a pedido do cliente são irremediavelmente imprecisos. A experiência holandesa demonstrou a verdade daquilo que os críticos afirmavam acerca da aprovação legal da eutanásia voluntária (fosse por decreto legal ou por decisão judicial), a saber, que ela conduziria à prática alargada da eutanásia não voluntária. Os dados disponíveis mostram, com base em estimativas feitas por baixo, que, em 1990, cerca de uma em cada doze mortes ocorridas na Holanda o foram por eutanásia (10.558 casos), e mais de metade destas sem solicitação explícita.

5. A eutanásia debilita das disposições que exigimos aos médicos, sendo por isso destrutiva da prática da medicina.
A prática da medicina só pode florescer quando os médicos têm uma disposição tal, que inspiram confiança nos doentes, muitos dos quais se encontram em situações extremamente vulneráveis. Mas os médicos só inspiram confiança quando os doentes têm a certeza de que eles não estão dispostos a matá-los, de que não sentem inclinação para considerar se vale a pena cuidar de um doente, mas se dispõem imediatamente a considerar que tipo de tratamento poderá ser preferível para cada caso.
Ora, a prática da eutanásia debilita sistematicamente ambas as disposições, porque dispõe os médicos a matar alguns dos seus doentes, ao mesmo tempo que inculca neles a ideia de que há doentes cujas vidas não têm valor. Mas, visto que não há critérios não arbitrários para determinar quais são as vidas que têm valor e as que não têm, uma pessoa que não renuncie por princípio a esse género de considerações discriminatórias cairá facilmente na tentação de categorizar as pessoas mais difíceis ou mais desinteressantes como pessoas cuja vida não tem valor.
Um dos mais importantes deveres do Estado é manter um quadro legal tal, que uma profissão tão essencial como a medicina funcione bem, e no interesse dos cidadãos. O Estado não estaria a cumprir esse dever se permitisse que os médicos tivessem comportamentos corrosivos da relação médico-doente.

6. A legalização da eutanásia debilita o ímpeto destinado a desenvolver atitudes verdadeiramente compassivas para com os doentes e os moribundos. A expressão mais adequada da compaixão são os cuidados de saúde, motivados por um sentimento mais ou menos intenso de simpatia para com as pessoas que sofrem. Não se pode cuidar das pessoas matando-as.
É muito importante ter em consideração que um dos elementos fundamentais dos debates contemporâneos relativos à legalização da eutanásia é a necessidade de reduzir os custos com os cuidados de saúde. E um dos perigos mais óbvios resultantes da sua legalização é que, dentro em breve, a eutanásia passe a ser vista como uma «solução» conveniente para as enormes necessidades de certo tipo de pacientes. Se tal acontecesse, a medicina ficaria privada do incentivo para a procura de soluções genuinamente compassivas para as dificuldades suscitadas pelos referidos pacientes. Os impulsos humanitários que sustentaram o desenvolvimento dos hospitais seriam postos em causa, porque a eutanásia passaria a ser considerada por muitos uma solução mais barata e menos exigente em termos pessoais.

7. Três comissões criadas por legislaturas anglófonas com a missão de analisarem propostas de legalização da eutanásia recomendaram que não fosse legalizada.
No decurso de 1994-95, foram publicados os relatórios das comissões criadas pela Câmara dos Lordes do parlamento britânico, pela Comissão de Análise à Vida e à Lei do estado de Nova Iorque e pelo Senado do parlamento canadiano, todas elas constituídas por pessoas com pontos de vista muito diferentes acerca da moralidade intrínseca da eutanásia; contudo, todas elas se mostraram claramente contrárias à sua legalização. Por exemplo, a comissão da Câmara dos Lordes contava entre os seus membros com várias pessoas que tinham defendido publicamente a eutanásia; no entanto, depois de terem passado um ano a ouvir testemunhos, a ler um conjunto muito alargado de dados e a discutir internamente as questões, os membros desta comissão decidiram por unanimidade recomendar que a eutanásia não fosse legalizada.
Há nos três relatórios muito material digno da atenção da Comissão Legislativa Legal e Constitucional do Senado do parlamento federal australiano. Baste a seguinte citação do relatório da Comissão da Câmara dos Lordes como epítome da sensatez das três comissões: «A proibição da morte intencional […] é a pedra angular das relações legais e sociais. Trata-se de uma proibição que nos protege de forma imparcial, encarnando a convicção de que somos todos iguais. Não queremos que tal protecção seja fragilizada, pelo que recomendamos que não se proceda a qualquer alteração na lei, com o fim de permitir a eutanásia. […] A morte de uma pessoa afecta a vida de outras pessoas, muitas vezes de maneiras imprevisíveis. É nossa convicção que a questão da eutanásia é uma daquelas em que os interesses do indivíduo não podem ser separado dos interesses da sociedade como um todo.»
O autor deste artigo tem a esperança de que, após a devida consideração dos factos, os membros da Comissão Legislativa Legal e Constitucional partilhem da sensatez moral e política que esta citação exemplifica.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A nova sexualidade e a nova sociedade

O Inimputavel

O recente crime com contornos bizarros, de temática sexual, cometido contra Carlos Castro deixou o País chocado. Segundo a família do suspeito, o jovem Renato Seabra, nunca manifestou qualquer tendência homossexual (1). Por sua vez, Carlos Castro terá confidenciado a amigos que estava muito feliz, embora nos últimos dias, no decorrer na sua estadia em Nova Iorque, tenha acrescentado que tinha “medo de dormir com ele, já que este apresentava um comportamento muito estranho”. Algumas notícias avançadas referem ainda que Renato Seabra tinha ambições no mundo da moda e que Carlos Castro prometera ajudá-lo nesse propósito.


A contribuir para este fenómeno está a confusão ao nível da orientação sexual difundida de uma forma mais ou menos directa, por novelas como "os morangos com açúcar", como sendo algo normal, chique e moderno. Também não podemos esquecer as dezenas de horas na rádio e os inúmeros artigos publicados por eminentes psiquiatras e psicólogos do nosso país, afirmando que, ao nível da sexualidade, tudo o que fosse praticado entre adultos era "normal", apontando claramente para um caminho de experimentalismos perigosos e inconsequentes. Entretanto, “a outra sexualidade” era amordaçada, rotulada como retrógrada e conservadora, apesar de ter servido, ao longo de gerações e gerações, para criar famílias estáveis e proporcionar a felicidade a muitos homens e mulheres.

A falta de estabilidade na identidade sexual e a tão propaganda ideologia da identidade do género – em que a identidade sexual é construída pelo próprio e não determinada geneticamente – origina fenómenos desestabilizadores nos jovens que pela sua condição de imaturidade são permeáveis à sedução, à experiência e às influências da sociedade.

Um dos reflexos deste ambiente caótico construído entre nós por esta sociedade amoral e relativista, prende-se com os modelos masculinos. Outrora símbolos de masculinidade, os modelos masculinos transformaram-se nuns híbridos sexuais: os metrossexuais. Estes atraem homens e mulheres, adoptando estratégias de cuidados com a imagem que anteriormente estavam apenas reservadas ao sexo feminino, como é o caso da depilação, das máscaras de beleza faciais, etc.
 
As mentes perturbadas que nos últimos tempos alcançaram os lugares de poder e que têm estrategicamente implementado uma série de leis (casamento homossexual, educação sexual nas escolas, lei dos transexuais, etc.) que imprimem mudanças sociais gravíssimas, são responsáveis por este clima de instabilidade e confusão que se instala como um vírus nas mentes mais frágeis.

Não é por acaso que a família é combatida ferozmente por estes novos defensores da modernidade. A família transmite princípios, valores e directrizes morais que os defensores da modernidade abominam. Com efeito, é através da família que é imprimida na mente e no coração dos jovens uma ideia insubstituível e estruturante: a estabilidade. Esta estabilidade é avessa aos experimentalismos sexuais, à busca do prazer pelo prazer, à manipulação sedutora, e às paixões avassaladoras que tão depressa começam como, por vezes, tragicamente acabam.

__________
(1) Testemunhas revelam que horas antes do corpo ser encontrado ouviram uma discussão onde Renato Seabra afirmava não ser gay.
Sempre houve, ao longo da história, perversões sexuais (hetero e homo) e crimes passionais. No entanto, a sociedade mudou muito nos últimos tempos em matéria de costumes e na vivência da sexualidade. Ninguém pode acreditar que a implementação de uma cultura permissiva sobre a sexualidade, desprovida de limites e de directrizes morais, não tenha um impacto sobre fenómenos de desordem identitária em muitos jovens: “ Gosto de mulheres? De homens? Ou será que me atraio pelos dois?”.

Como podem as famílias opor-se
à agenda escolar da União Europeia

Para unir-se a esta iniciativa, clique em:

http://www.agendaeurope.fr/




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O aborto destrói as mulheres psicologicamente
--- Adverte perita mexicana

A directora do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva, advertiu que o aborto destrói psicologicamente as mulheres já que esta prática antivida constitui um forte gerador de stress e causa uma série de desordens mentais como o síndrome pós-aborto e a depressão.


A perita fez esta precisão na comemoração dos 10 anos da instituição que dirige, a única no México que, com limitados recursos económicos, se dedica a tratar mulheres que passaram pelo trauma do aborto ou que optaram por não exercer sua maternidade.
Alva comenta que "muitas mulheres que abortaram estão mortas em vida, são mulheres que, pelo grau de afectação física e psicológica, são mortas-vivas. Quando lhes brinda atenção para o síndrome pós-aborto, a todas essas mulheres devolve a vida. São mulheres que voltam a nascer".
No IRMA, explica Mari Carmen Alva, uma equipa de profissionais da saúde, psicólogas, terapeutas, entre outras, atendem mulheres que sofreram um aborto e em ocasiões este acompanhamento estende-se a casais e famílias.
Depois de denunciar que, apesar de ter despenalizado o aborto, o Distrito Federal do México não atende as mulheres que padecem de síndrome pós-aborto condenando-as a "padecer em silêncio as consequências", Alva explica alguns dos transtornos mentais que gera esta prática antivida.
Segundo os critérios do Manual Diagnóstico Psiquiátrico (DSM-IV), o transtorno depressivo maior, que atinge 7 em cada 10 mulheres que passaram pela lamentável experiência de um aborto, caracteriza-se por um estado de ânimo deprimido prolongado que incapacita e que se expressa em tristeza profunda (73 por cento), sentimentos de vazio (63 por cento), transtornos frequentes de sono (48 por cento), falta de concentração em suas actividades, irritabilidade constante (63 por cento) e idéias suicidas pela dor e tristeza (39 por cento).
Isso gera que quase se triplique o índice de tentativas de suicídio passando de 4 para 11 por cento, além de que dificultam severamente as relações sociais e trabalhistas, provocando o abandono de estudos ou trabalho quase na metade das pacientes.
Mari Cardem Alva e a sua instituição alentam as autoridades locais e federais a não fechar os olhos para esta problemática e prestar atenção médica gratuita às mulheres que passaram pela dolorosa prática de um aborto.
Não podem "condená-las a sofrer o aborto em silêncio, pois a ferida apenas se fará mais profunda", concluiu.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Continuam os abusos dos bancos
contra a economia das famílias



MULTIBANCOS! 300$00 por cada levantamento!
ISTO DIZ RESPEITO A TODOS NÓS!

É preciso ultrapassar o milhão e ainda vai em 500 mil.

Qualquer levantamento nas caixas ATM
vai custar 1,50€ (300$00)
Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur (300$00)
por cada levantamento nas caixas ATM.
Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão,
o banco vai almoçar à sua conta.

Este imposto
(é mesmo uma imposição unilateral
de quem funciona em regime de monopólio)
aumenta exponencialmente os lucros dos bancos,
que continuam a subir na razão inversa
do poder de compra dos Portugueses.

Assine a petição e reencaminhe esta mensagem
para o maior número de pessoas conhecidas.

http://www.petitiononline.com/bancatms/


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Precisaremos de um imposto sobre o sexo?

Chuck Colson

Os políticos estão sempre a falar sobre impostos. Alguns deles querem cobrar mais dos ricos; outros querem elevar os impostos sobre o álcool e os cigarros. Mas estou a pensar num «produto para o consumidor» no qual nunca veremos um imposto: o sexo. Mas talvez devêssemos. O sexo — isto é, o tipo errado de sexo — está a aumentar as despesas do governo.

Num recente artigo, o especialista em casamento Mike McManus refere investigações sobre os elevados custos do sexo fora do casamento. Por exemplo, mais de 7 milhões de casais americanos vivem juntos sem estarem casados. Em cada cinco desses casais, quatro separar-se-ão sem nunca casarem oficialmente. Mas, escreve McManus, se eles tiveram um bebé, muitas dessas mães e filhos estarão em condições de cumprir os requisitos para receber do governo assistência médica gratuita, moradia, subsídios de creche e abono de família.

Depois, mesmo quando casais não casados se casam, de acordo com um estudo do Estado da Pensilvânia, sofrem índices mais elevados de divórcio do que os casais que primeiro não viveram juntos. Em média, cada divórcio envolve um filho. E tal como a mãe nunca antes casada, a mãe divorciada também está em condições de cumprir os requisitos para receber muitos benefícios governamentais. De acordo com a Fundação Heritage, escreve McManus, «13 milhões de mães solteiras com filhos custaram aos contribuintes 20 mil dólares, ou seja, 260 milhões, no ano de 2004». O total chega hoje provavelmente a 300 milhões de dólares, diz McManus.

E isto é só o começo.

Uma criança que nasce fora do casamento tem uma probabilidade sete vezes maior de abandonar a escola, de se tornar pai ou mãe na adolescência e de acabar na prisão. Essas crianças têm uma probabilidade 33 vezes mais elevada de sofrerem abusos graves.

E todos temos ouvido falar acerca dos elevados índices de DSTs afectando os adolescentes dos EUA — doenças que custam,  com o seu tratamento, milhões de dólares.

Portanto, talvez devêssemos considerar um imposto sobre o sexo sem casamento — taxando tudo, desde o simples encontro sexual casual de uma noite aos acordos de viver juntos. Tudo isso nos está a custar muito dinheiro. E tais impostos poderiam, aliás, saldar a dívida nacional.

Pondo de lado a piada, essas estatísticas dizem-nos que precisamos de fazer mais para baixar o índice de nascimentos de filhos ilegítimos — começando com a iniciativa de dar às adolescentes os meios de que precisam para dizer não ao sexo antes do casamento. Temos também de manter os pais numa posição em que prestem contas pelos filhos que ajudam a trazer ao mundo. E temos de preservar o casamento tradicional — pois redefinir o casamento significando nada mais do que um contrato entre duas ou mais pessoas de qualquer sexo destruiria ainda mais a instituição, com todos os custos resultantes depois.

Mike McManus, que é também o fundador da organização Marriage Savers [Salvadores do Casamento], tem mais algumas ideias: os estados devem criar comissões para incentivar o casamento, em vez de coabitação. As secretarias de assistência social de cada Estado, diz ele, têm de «fornecer informações sobre o valor do casamento na redução da pobreza e aumento de riqueza, felicidade e maior longevidade». E temos de exigir que as escolas públicas e clínicas de planeamento familiar que recebem financiamento do governo ensinem as crianças sobre os benefícios de longo prazo de se criar filhos dentro do casamento, em vez de coabitação.

Se fizéssemos tudo isso, poderíamos poupar centenas de milhões de dólares, escreve McManus. E ele tem razão. Eu desejaria que os candidatos políticos fossem suficientemente corajosos para assumirem a questão, mas sei que não o farão. O sexo é considerado o direito mais sagrado de nossa cultura pos-cristã.

Mas a evidência revela o que acontece quando o tiramos do contexto de casamento tradicional que Deus lhe deu: pobreza, doenças, miséria — e ainda impostos mais elevados para todos nós.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Dia Mundial do Braille


CONVITE

Sessão  do próximo dia  4 de Janeiro de 2011,
terça-feira, Dia Mundial do Braille, 
das 15.00 às 17.30h,
no  Auditório do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.,
Av. Conde de Valbom, 63 - Lisboa ,
com  o tema 
«150 anos do aniversário do nascimento
de Branco Rodrigues
-- Estado da Arte do Braille em Portugal.»






quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Manifesto da Plataforma «Resistência Nacional»




Então,
mas o melhor do mundo
não eram as crianças??? 

O projecto "Ciência Viva" e o FINIBANCO estão a chamar ao PAVILHÃO DO CONHECIMENTO crianças e jovens dos 9 aos 14 anos, havendo zonas proibidas aos adultos. Já lá estiveram várias crianças abaixo dos 9 anos, visto não haver controlo de entradas.

Para quê?: para uma exposição sobre sexo. Muito sexo: pseudo-seguro e abundante.

* * *
Exibem excertos de filmes para maiores de 18 anos, com cenas, inclusivamente homossexuais.

O sexo é um objecto, aliás exposto e despudoradamente. Sem véus. Sem tabus. E também: sem significado e sem sentido. Isto é: encolhido a um efémero rastilho do prazer imediato.

O fumo eroticamente carregado da exposição prejudica gravemente a saúde do afecto e da mente. Quem está na exposição sente libido, sente nojo, ou sente pressa em sair, depende. O que é certo é que sai pior do que entrou.

Apela-se à precocidade sexual: «Faz-se sexo pela primeira vez em idades diferentes, dependendo das pessoas. Independentemente da idade, é quando temos vontade e nos sentimos preparados, e cada um tem o seu ritmo!».

Dispensa-se o auto-controlo e a educação do desejo. Como se houvesse outros caminhos para a sexualidade madura e livre. Como se houvesse melhor prevenção de gravidez adolescente e DSTs.

A exposição castra a liberdade na sexualidade e subjuga-a à prepotência dos impulsos sexuais.

Incentiva, por isso, a sexualidade superficial, promíscua e descerebrada.

Despreza todas as ciências do homem e da mulher livres, e legitima a indústria da exploração sexual.

Dessa maneira, não há qualquer lugar para coisas como a paternidade, – muito menos - para a dimensão cultural e religiosa da sexualidade.

* * *
Não há educação sexual se não forem os Pais a defini-la.

A exposição cuida de proibir aos Pais o acesso a zonas da exposição.

Não levaremos os nossos filhos a esta Expo!

Não autorizamos que os nossos filhos participem em visitas de estudo a esta Expo!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Relatório à direcção da Confederação Nacional
das Associações de Família
sobre o visionamento prévio de dois filmes
a emitir pela RTP2

(Apresentado por Heduíno Gomes à Direcção da CNAF em Maio de 2005,
na sequência do visionamento prévio pela CNAF de 2 filmes
sobre a suposta «educação sexual» de crianças e jovens na RTP2.

Refere-se à operação lesiva do equilíbrio moral e psíquico
de crianças e jovens
montada por Manuel Falcão, então director do referido canal do Estado, 
e Teresa Paixão, produtora)


1 – O convite à CNAF para o visionamento dos filmes

1.1 – Através de carta datada de Abril de 2005, a direcção da RTP2 dirigiu à CNAF um convite para visionar dois filmes, supostamente de «educação sexual de crianças e jovens».

 1.2 – Tal convite por parte de uma estação de televisão à Confederação Nacional das Associações de Família é, em si mesmo, louvável. A CNAF, não tendo o exclusivo de representação das famílias portuguesas e dos seus valores, não deixa de representar associações de família e os valores perenes da célula fundamental da sociedade. Neste sentido, a CNAF teria de estar à altura de exprimir a opinião das famílias por si representadas e de defender os valores que justificam a sua existência como instituição.

1.3 – Por decisão da sua Comissão Executiva, reunida em Abril de 2005, foram designados em representação da CNAF para aceder ao convite da RTP2 a sua Presidente, D.ra Maria Teresa da Costa Macedo e Heduíno Gomes.

1.4 – Assistiram ao visionamento, além dos representantes da CNAF, pessoas da RTP (Manuel Falcão, Director da RTP2; Teresa Paixão, da RTP2, produtora, se não me falha a memória; uma psicóloga de um programa da RTP; e uma médica pediatra da RTP) e uma senhora, também convidada, representando uma associação relacionada com crianças.


2 – Os filmes visionados

2.1 – Trata-se de duas curtas metragens, de banda desenhada, de origem dinamarquesa, dobradas em português a partir de uma versão canadiana. A origem dos filmes foi inicialmente indicada como sendo canadiana, o que afinal não correspondia à verdade.




Manuel Falcão, o então director-geral
das operações de corrupção
de crianças e jovens
através da chamada
«educação sexual»,
utilizando os meios do Estado.

 
Teresa Paixão, a operacional
da corrupção de crianças e jovens
através da chamada
«educação sexual»,
no que é profissional
à custa do dinheiro das contribuintes.






















2.2 – Os filmes foram apresentados por Manuel Falcão como sendo destinados à «educação sexual» de crianças e jovens e merecendo uma apreciação por eventualmente poderem levantar «alguns problemas». Esses eventuais problemas seriam causados pela «falta de evolução dos portugueses». Determinar se, nestas circunstâncias, os filmes deveriam ou não ser transmitidos seria o objecto do visionamento.

2.3 – Observando ambos os filmes, podem fazer-se deles as observações que se seguem.

2.3.1 – Nos filmes, é usada a máscara da «ciência» e da «pedagogia» para encobrir uma visão amoral do mundo. Com efeito, trata-se de uma ciência de trazer por casa e de uma pedagogia permissiva, onde temas íntimos são colocados fora do tempo certo, fora do local certo, fora do modo certo, fora da moral e até fora da sanidade mental e física.

2.3.2 – Os filmes colocam os impulsos sexuais acima da razão e da moral. Citando o insuspeito Lenin -- supõe-se que não vaticanista, nem metropolista, nem reaccionário --, numa carta sobre a matéria dirigida a uma conhecida feminista, ele acusa as feministas de encararem o acto sexual como quem bebe um copo de água. Os filmes em questão estão na linha da sinistra e decadente teoria do copo de água.

2.3.3 – Os filmes sobrepõem a espontaneidade dos instintos à razão e à moral. A mensagem é clara. Faz o que mandam os teus instintos, não penses, não ligues aos valores morais... Apetece-te ter relações sexuais... não te reprimas, não cries traumatismos psicológicos com a repressão sexual...

2.3.4 – Os filmes reduzem o sexo entre humanos a um conjunto de técnicas visando a satisfação dos instintos. A exemplificação é clara. Relações sexuais... olha, é assim... a penetração é desta maneira... apetece-te masturbares-te... olha, os rapazes é assim e as raparigas é assado...

2.3.5 – Os filmes incentivam as raparigas à autodestruição do hímen. Sugerem assim que esta mutilação consiste apenas numa simples questão técnica, numa simples questão de correcção anatómica. E até ensinam como o processo pode ser tecnicamente controlado através de um espelho colocado no chão.

2.3.6 – Os filmes colocam a actividade sexual humana no mesmo plano da actividade sexual animal. Mostram inclusivamente o acto sexual entre cães, donde resulta o óbvio estabelecimento de um paralelismo. A parte positiva da história é que não ousaram, por enquanto, sugerir a zoofilia. Talvez num próximo episódio.

2.3.7 – Os filmes são instrumento de destruição de pudor nas raparigas e rapazes. A comparação é clara. Tudo se passa sem inibições como entre os cães e as cadelas, onde tais sentimentos não existem...

2.3.8 – Os filmes promovem o experimentalismo, o aventureirismo e a irresponsabilidade sexuais, dando origem a situações irreversíveis de saúde física e mental. A sugestão é clara. Vá lá, experimentar é natural... é tudo natural... vê lá se gostas assim deste modo...

2.3.9 – Os filmes, sob o pretexto de «preparar para a vida» e «precaver acidentes» e «agressões», incentivam de facto a prática precoce e inconsciente da actividade sexual.

2.3.10 – Os filmes fazem a apologia de uma modernidade descabelada, contra a natureza humana e contra a moral natural. A lição é clara. Sê moderno, sê moderna, não sejas bota de elástico, os valores morais estão antiquados, são coisas do passado...

2.3.11 – Os filmes incitam explicitamente a práticas homossexuais entre rapazes e entre raparigas. Desenvolvem a teoria das «opções sexuais» e colocam cenas de homossexualidade como naturais. A desdramatização é clara. Para mais, aqui, os cineastas já não se limitam a sugerir seguir os instintos naturais, que são os da heterossexualidade. Aqui, eles já vão ao ponto de tentar desviá-los para actos contra natura, contra os próprios instintos.

2.3.12 – Os filmes, utilizando ainda uma estratégia indirecta, procuram mais uma vez fomentar a homossexualidade masculina. Com efeito, à semelhança da publicidade sobre produtos de higiene íntima, manipulada por homossexuais nos grandes meios de comunicação, é exibido o sangue menstrual mas aqui ainda mais explicitamente. Sabendo-se de que género de pessoas isto vem, os propósitos não são inocentes: o nítido objectivo é criar nojo nos rapazes em relação às raparigas.

2.3.13 – Os filmes, sob a aparência de protegerem as crianças em relação a abusos sexuais de adultos, favorecem de facto a pedofilia. Na realidade, os filmes iniciam prematuramente as crianças e jovens na actividade sexual, o que «abre o mercado» aos pedófilos. Mais, deixam a porta aberta para uma relatividade de idades permitidas. A conclusão é clara. Os filmes, à primeira vista, aparentam substituir a aberração da pedofilia pela «simples» aberração da promiscuidade. Mas, na realidade, acumulam ambas as aberrações.

2.3.14 – Os filmes contribuem para a desorientação moral e sexual das crianças e jovens e para a sua futura infelicidade. O drama é evidente. Os filmes empurram essas crianças e jovens, assim como as famílias que venham a constituir no futuro, para situações irreversíveis, com fardos que vão ter de carregar durante todas as suas vidas.

2.3.15 – Os filmes incentivam a irresponsabilidade e a insanidade sexual. Com a promiscuidade que geram, contribuem para o alastramento do SIDA, hepatites e outras doenças sexualmente transmissíveis.

2.3.16 – Os filmes apresentam como modelos, no papel de narradores, crianças e jovens sexualmente «avançados», «ousados», auto-educados e auto-educadores, e sem terem de prestar contas aos pais. É assim colocado de cabeça para baixo o processo de educação e controlo familiar das crianças e jovens: além de perderem completamente a autoridade, passam os pais e educadores a aprender com os clarividentes outrora educandos.

2.3.17 – E ainda, já não no plano sexual mas no do relacionamento familiar, os filmes, através de referências insolentes de crianças em relação a familiares adultos, incentivam ao desrespeito, desobediência e condutas erradas. Também este aspecto não é inocente, pois integra-se igualmente na estratégia de destruição dos laços afectivos e de autoridade no seio da família. É isso que lhes permite manipular e utilizar mais facilmente as crianças e adolescentes.

2.3.18 – Em conclusão, os filmes inserem-se completamente, sem a mínima dúvida, no grande plano perverso e decadente de conspiração global contra a Civilização, a moral e a família.


3 – A discussão em torno dos filmes

3.1 – Passando-se à exposição das opiniões sobre o que acabara de ser visto, com excepção das manifestadas pelos delegados da CNAF, todas as opiniões foram inteiramente favoráveis, ou favoráveis com algumas reservas pontuais (como, por exemplo, se, no filme para as crianças, se deveria dizer vagina ou pipi, pela simples razão de que as crianças podem não saber o que é vagina, enquanto pipi sabem o que é; ou, por exemplo, se deveriam aparecer os cães).

O pessoal ligado à RTP (empregado da RTP às ordens do Manuel Falcão) não tinha quaisquer reservas. Defendeu em bloco e afincadamente a transmissão dos filmes assim como os seus conteúdos (com vagina ou pipi), argumentando dentro dos parâmetros morais e sanitários da realização cinematográfica, que parecem ser igualmente os seus. Fizeram os mais rasgados elogios aos supostos dotes didácticos, científicos e artísticos dos filmes, assim como o facto de terem sido premiados (certamente por um júri formado por congéneres).

3.2 – Os delegados da CNAF opuseram-se à transmissão dos filmes com argumentos baseados nos valores da moral, da família e da sanidade mental e física das crianças e jovens, conforme na descrição dos filmes já acima apresentada.

3.3 – Contra as opiniões dos delegados da CNAF advogando a não transmissão dos filmes, foram usados os habituais argumentos decadentes anarco-liberais, amoralistas, das pedagogias modernas, da modernidade e da pseudociência que pretende que «a homossexualidade não é doença».

3.4 – O coro RTP dirigido pelo maestro Manuel Falcão também ousou puxar dos galões para «provar» a suposta superioridade e prevalência da opinião dos «especialistas» presentes e ausentes. Invocaram a sua enorme «competência técnica», a sua formação profissional e um suposto superior conhecimento das matérias em causa (a psicóloga e a pediatra). Foi assim colocada a técnica (?) versus natureza humana, versus moral e versus bom senso. Tais pretensões tecnocráticas, que apenas revelam ignorância doutoral, insensibilidade primária e amoraliade que ultrapassa mesmo a dita politicamente correcta – e também ignorância técnica –, foram naturalmente refutadas.

3.5 – Mesmo depois de ouvirem as opiniões sobre os filmes visionados, os responsáveis presentes da RTP persistiram na sua argumentação e na sua determinação em prosseguir com a transmissão dos filmes.
Isto prova inequivocamente que o seu propósito não era propriamente ouvir o parecer de bom senso da CNAF e reponderar a questão, devendo concluir que os filmes não deveriam ser transmitidos e reconhecendo que a sua compra consistiu numa má aplicação do dinheiro dos contribuintes.
O propósito dos responsáveis presentes da RTP era de facto outro.
Contando intimidar os representantes da CNAF perante um ambiente orquestrado e dominante tão «desinibido», tão «progressista» e tão «cientificamente fundamentado», o seu propósito era apenas obter da instituição ali presente como representante das famílias, por omissão de uma oposição frontal, um alibi. Amanhã confrontados por este grave atentado moral e sanitário às crianças e adolescentes portugueses, eles pretenderiam invocar o agrément da CNAF... por falta de oposição frontal.
Se assim calcularam, enganaram-se.


4 – O suposto enquadramento educativo da transmissão dos filmes

4.1 – Supostamente, a transmissão dos filmes seria feita a umas horas sabiamente escolhidas para serem vistos pelas crianças e adolescentes com os pais ao lado. Trata-se apenas de mais uma falácia destinada a mascarar de «pedagogia» a pornografia. Na realidade, os responsáveis por este atentado às crianças e adolescentes não têm nenhuma garantia da presença dos pais ao lado dos filhos durante a transmissão.

4.2 – E para que serviriam os pais ao lado dos filhos? Só se fosse para, a cada cena, uma pior do que a outra, lhes irem dizendo que o que estavam a ver era uma perversão. Será que a RTP2 aposta em transmitir matéria «interessante» e «esclarecedora» pela negativa para suscitar o papel educativo dos pais? Será esta a nova (?) técnica educativa da RTP? Mais uma falácia desculpabilizante de quem sabe muito bem o mal que está a fazer.

4.3 – Suponhamos o cenário em que os filmes são vistos por crianças e adolescentes em companhia dos pais. Quais serão os pais normais e filhos normais que não se sentirão naturalmente incomodados e feridos no seu pudor perante tais porcarias? Obviamente que estamos a pensar em pais e filhos normais, isto é, pessoas normais, como o são a esmagadora maioria. Não estamos a pensar nos anormais que são os obcecados por sexo, os decadentes, os perversos, os indivíduos sem tabús, como se apresentou afinal o grupo encabeçado por Manuel Falcão e parece dominar a televisão pública.

4.4 – Como mais uma forma de dourar a pílula, foi anunciado que, posteriormente à emissão dos filmes, estaria previsto um «debate». Se por acaso houvesse alguma incompreensão dos filmes, então, com o «debate», tudo ficaria esclarecido. Na realidade, tratar-se-ia de um pseudodebate, entre jovens, com certeza sem maturidade nem preparação intelectual para procederem a uma abordagem séria dos problemas. Tal pseudodebate só poderia ser útil aos conspiradores anti-sociais e agradar a gente de superficialidade mental e preparação intelectual idênticas às dos garotos participantes.

4.5 – O «debate» teria a agravante de ser dirigido por Júlio Machado Vaz, um indivíduo que, com a sua postura doutoral, na televisão e em todo o lado, é um dos maiores propagandistas da decadência, do amoralismo, da homossexualidade. À partida, seria um debate triplamente manipulado: pela imaturidade dos participantes em geral, pela escolha massiva e certamente criteriosa de jovens participantes «avançados» feita pelos responsáveis da RTP2 e, por fim, pela «autoridade científica» do já tristemente conhecido «moderador».


5 – O enquadramento ideológico e conspirativo dos filmes
e as óbvias conclusões sobre a pretensão da sua transmissão

5.1 – Tais transmissões televisivas, por constituírem uma agressão aos portugueses, deveriam pura e simplesmente ser proibidas em qualquer estação. A transmissão pela televisão do Estado, que é paga com o dinheiro dos contribuintes, torna-se um abuso de poder do loby da perversão em interesse próprio, um desvio dos fins da televisão do Estado e uma utilização indevida de fundos públicos.

5.2 – Tendo sido referido que os filmes em questão haviam recebido prémios, só pode concluir-se que os júris que lhos atribuíram se identificam com os seus autores quanto à ausência de valores e propósitos. É sabido que os concursos com júris que atribuem prémios a filmes deste quilate são simples montagens promovidas pelos apaniguados dessas causas perversas. Os nossos critérios morais e sanitários não são, definitiva e inequivocamente, os dos júris dos Hollywoods.

5.3 – O facto de, na RTP, responsáveis pela compra de programas terem adquirido estes filmes – e outros também! –, vem mais uma vez provar que esta instituição, que foi fundada para participar na educação dos portugueses, está, na melhor das hipóteses, nas mãos de pessoas «distraídas», e portanto incompetentes para a função. A outra hipótese é de quem adquiriu estes filmes e persiste na atitude ser da mesma índole moral dos autores desses filmes. Acresce que alguns desses funcionários têm dado provas de insistente e feroz militância a favor da apresentação de filmes e produção própria idêntica, tal e qual os filmes visionados, conduzindo à degradação moral das crianças, jovens e sociedade em geral.

5.4 – Do ponto de vista policial e judicial, a promoção televisiva de tal decadência pode não ser encarada como simples «distracção», «tolerância», permissividade, laxismo, ideologia... Pode igualmente ser encarada como eventual actividade promocional de indústrias paralelas, tendendo ao desenvolvimento do comércio sexual, nomeadamente de pedofilia. Pode, portanto, eventualmente, fornecer pistas que permitam a identificação de autores desses delitos. Assunto a seguir pelas polícias.

5.5 – Estes filmes e outros que tais, assim como a sua divulgação, inserem-se na orientação anarco-liberal, hedonista e amoral, que serve a estratégia, nuns casos, ou tácticas, noutros casos, de vários grupos de interesses, e que, organizada ou espontaneamente, a promovem, e que abaixo são referidos.

5.5.1 – O complexo social-industrial. A essência da lógica interna do complexo social-industrial é fomentar a existência de chagas sociais para ter mercado. Ele apresenta os seus sacerdotes como «especialistas» dos problemas humanos e detentores únicos da verdade científica e recusando o bom senso não só das pessoas comuns como dos especialistas não corrompidos. Encontramos assim um calculismo perverso entre alguns psicólogos, psiquiatras e sociólogos freudianos e aparentados, pedagogos «modernos» e permissivos, assistentes sociais sem sentido social mas com sentido carreirista e comercial, terapeutas permissivos da toxicodependência, sexólogos reichianos, etc. O mesmo calculismo perverso existe ainda da parte de alguns laboratórios de antidepressivos e outras drogas da psiquiatria, da toxicodependência e das suas consequentes doenças do foro estritamente físico, resultantes dos distúrbios primários.

5.5.2 – A indústria da droga. Às indústrias das drogas naturais, semi-sintéticas e sintéticas interessa a existência de uma juventude desorientada e hedonista, que lhe proporcione um extenso mercado. A indústria da droga é um dos buldozzers do complexo social-industrial.

5.5.3 – As indústrias da noite, do álcool e do tabaco. Pelas mesmas razões.

5.5.4 – As indústrias do cinema e da música rascas. Pelas mesmas razões.

5.5.5 – As indústrias e os lobies do sexo. Pelas mesmas razões.

5.5.6 – Os lobies homossexuais e feministas. Tanto aos homossexuais como às feministas, radicais ou soft, interessa o triunfo da depravação, pois em tal situação consideram ter alcançado estatisticamente a sua «normalidade».

5.5.7 – As seitas satânicas. Elas visam o triunfo do mal, promovem-no e prestam culto a Satanás. Para atingirem o seu fim, servem-se de todos os expedientes enumerados, nomeadamente filmes como os referidos.

5.6 – Todas estas actividades contra a Civilização são orquestradas por indivíduos com interesses e motivações diversas. Muitos fazem dessas actividades, no seu dia-a-dia, uma permanente militância. Eles recebem depois o apoio de pessoas que influenciam mentalmente, que subornam pelos mais variados meios, ou que simplesmente são confusas e frouxas, pessoas que, embora não defendam explicitamente essas doutrinas e práticas com o mesmo empenho, constroem uma argumentação eventualmente filosófica relativista, «ponderada», permissiva, cúmplice, que, na prática, apoia as maquinações dos conspiradores contra a Civilização.

5.7 – A situação exige medidas urgentes e firmes por parte dos responsáveis pela RTP.

Lisboa, 4 de Maio de 2005

Heduíno Gomes