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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
O aborto destrói as mulheres psicologicamente
--- Adverte perita mexicana
A directora do Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), Mari Carmen Alva, advertiu que o aborto destrói psicologicamente as mulheres já que esta prática antivida constitui um forte gerador de stress e causa uma série de desordens mentais como o síndrome pós-aborto e a depressão.
A perita fez esta precisão na comemoração dos 10 anos da instituição que dirige, a única no México que, com limitados recursos económicos, se dedica a tratar mulheres que passaram pelo trauma do aborto ou que optaram por não exercer sua maternidade.
Alva comenta que "muitas mulheres que abortaram estão mortas em vida, são mulheres que, pelo grau de afectação física e psicológica, são mortas-vivas. Quando lhes brinda atenção para o síndrome pós-aborto, a todas essas mulheres devolve a vida. São mulheres que voltam a nascer".
No IRMA, explica Mari Carmen Alva, uma equipa de profissionais da saúde, psicólogas, terapeutas, entre outras, atendem mulheres que sofreram um aborto e em ocasiões este acompanhamento estende-se a casais e famílias.
Depois de denunciar que, apesar de ter despenalizado o aborto, o Distrito Federal do México não atende as mulheres que padecem de síndrome pós-aborto condenando-as a "padecer em silêncio as consequências", Alva explica alguns dos transtornos mentais que gera esta prática antivida.
Segundo os critérios do Manual Diagnóstico Psiquiátrico (DSM-IV), o transtorno depressivo maior, que atinge 7 em cada 10 mulheres que passaram pela lamentável experiência de um aborto, caracteriza-se por um estado de ânimo deprimido prolongado que incapacita e que se expressa em tristeza profunda (73 por cento), sentimentos de vazio (63 por cento), transtornos frequentes de sono (48 por cento), falta de concentração em suas actividades, irritabilidade constante (63 por cento) e idéias suicidas pela dor e tristeza (39 por cento).
Isso gera que quase se triplique o índice de tentativas de suicídio passando de 4 para 11 por cento, além de que dificultam severamente as relações sociais e trabalhistas, provocando o abandono de estudos ou trabalho quase na metade das pacientes.
Mari Cardem Alva e a sua instituição alentam as autoridades locais e federais a não fechar os olhos para esta problemática e prestar atenção médica gratuita às mulheres que passaram pela dolorosa prática de um aborto.
Não podem "condená-las a sofrer o aborto em silêncio, pois a ferida apenas se fará mais profunda", concluiu.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Continuam os abusos dos bancos
contra a economia das famílias
MULTIBANCOS! 300$00 por cada levantamento!
ISTO DIZ RESPEITO A TODOS NÓS!
É preciso ultrapassar o milhão e ainda vai em 500 mil.
Qualquer levantamento nas caixas ATM
vai custar 1,50€ (300$00)
Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur (300$00)
por cada levantamento nas caixas ATM.
Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão,
o banco vai almoçar à sua conta.
Este imposto
(é mesmo uma imposição unilateral
de quem funciona em regime de monopólio)
aumenta exponencialmente os lucros dos bancos,
que continuam a subir na razão inversa
do poder de compra dos Portugueses.
Assine a petição e reencaminhe esta mensagem
para o maior número de pessoas conhecidas.
http://www.petitiononline.com/bancatms/
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Precisaremos de um imposto sobre o sexo?
Chuck Colson
Os políticos estão sempre a falar sobre impostos. Alguns deles querem cobrar mais dos ricos; outros querem elevar os impostos sobre o álcool e os cigarros. Mas estou a pensar num «produto para o consumidor» no qual nunca veremos um imposto: o sexo. Mas talvez devêssemos. O sexo — isto é, o tipo errado de sexo — está a aumentar as despesas do governo.
Num recente artigo, o especialista em casamento Mike McManus refere investigações sobre os elevados custos do sexo fora do casamento. Por exemplo, mais de 7 milhões de casais americanos vivem juntos sem estarem casados. Em cada cinco desses casais, quatro separar-se-ão sem nunca casarem oficialmente. Mas, escreve McManus, se eles tiveram um bebé, muitas dessas mães e filhos estarão em condições de cumprir os requisitos para receber do governo assistência médica gratuita, moradia, subsídios de creche e abono de família.
Depois, mesmo quando casais não casados se casam, de acordo com um estudo do Estado da Pensilvânia, sofrem índices mais elevados de divórcio do que os casais que primeiro não viveram juntos. Em média, cada divórcio envolve um filho. E tal como a mãe nunca antes casada, a mãe divorciada também está em condições de cumprir os requisitos para receber muitos benefícios governamentais. De acordo com a Fundação Heritage, escreve McManus, «13 milhões de mães solteiras com filhos custaram aos contribuintes 20 mil dólares, ou seja, 260 milhões, no ano de 2004». O total chega hoje provavelmente a 300 milhões de dólares, diz McManus.
E isto é só o começo.
Uma criança que nasce fora do casamento tem uma probabilidade sete vezes maior de abandonar a escola, de se tornar pai ou mãe na adolescência e de acabar na prisão. Essas crianças têm uma probabilidade 33 vezes mais elevada de sofrerem abusos graves.
E todos temos ouvido falar acerca dos elevados índices de DSTs afectando os adolescentes dos EUA — doenças que custam, com o seu tratamento, milhões de dólares.
Portanto, talvez devêssemos considerar um imposto sobre o sexo sem casamento — taxando tudo, desde o simples encontro sexual casual de uma noite aos acordos de viver juntos. Tudo isso nos está a custar muito dinheiro. E tais impostos poderiam, aliás, saldar a dívida nacional.
Pondo de lado a piada, essas estatísticas dizem-nos que precisamos de fazer mais para baixar o índice de nascimentos de filhos ilegítimos — começando com a iniciativa de dar às adolescentes os meios de que precisam para dizer não ao sexo antes do casamento. Temos também de manter os pais numa posição em que prestem contas pelos filhos que ajudam a trazer ao mundo. E temos de preservar o casamento tradicional — pois redefinir o casamento significando nada mais do que um contrato entre duas ou mais pessoas de qualquer sexo destruiria ainda mais a instituição, com todos os custos resultantes depois.
Mike McManus, que é também o fundador da organização Marriage Savers [Salvadores do Casamento], tem mais algumas ideias: os estados devem criar comissões para incentivar o casamento, em vez de coabitação. As secretarias de assistência social de cada Estado, diz ele, têm de «fornecer informações sobre o valor do casamento na redução da pobreza e aumento de riqueza, felicidade e maior longevidade». E temos de exigir que as escolas públicas e clínicas de planeamento familiar que recebem financiamento do governo ensinem as crianças sobre os benefícios de longo prazo de se criar filhos dentro do casamento, em vez de coabitação.
Se fizéssemos tudo isso, poderíamos poupar centenas de milhões de dólares, escreve McManus. E ele tem razão. Eu desejaria que os candidatos políticos fossem suficientemente corajosos para assumirem a questão, mas sei que não o farão. O sexo é considerado o direito mais sagrado de nossa cultura pos-cristã.
Mas a evidência revela o que acontece quando o tiramos do contexto de casamento tradicional que Deus lhe deu: pobreza, doenças, miséria — e ainda impostos mais elevados para todos nós.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Dia Mundial do Braille
CONVITE
Sessão do próximo dia 4 de Janeiro de 2011,
terça-feira, Dia Mundial do Braille,
das 15.00 às 17.30h,
no Auditório do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.,
Av. Conde de Valbom, 63 - Lisboa ,
com o tema
«150 anos do aniversário do nascimento
de Branco Rodrigues
-- Estado da Arte do Braille em Portugal.»
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Manifesto da Plataforma «Resistência Nacional»
Então,
mas o melhor do mundo
mas o melhor do mundo
não eram as crianças???
O projecto "Ciência Viva" e o FINIBANCO estão a chamar ao PAVILHÃO DO CONHECIMENTO crianças e jovens dos 9 aos 14 anos, havendo zonas proibidas aos adultos. Já lá estiveram várias crianças abaixo dos 9 anos, visto não haver controlo de entradas.
O projecto "Ciência Viva" e o FINIBANCO estão a chamar ao PAVILHÃO DO CONHECIMENTO crianças e jovens dos 9 aos 14 anos, havendo zonas proibidas aos adultos. Já lá estiveram várias crianças abaixo dos 9 anos, visto não haver controlo de entradas.
Para quê?: para uma exposição sobre sexo. Muito sexo: pseudo-seguro e abundante.
* * *
Exibem excertos de filmes para maiores de 18 anos, com cenas, inclusivamente homossexuais.
O sexo é um objecto, aliás exposto e despudoradamente. Sem véus. Sem tabus. E também: sem significado e sem sentido. Isto é: encolhido a um efémero rastilho do prazer imediato.
O fumo eroticamente carregado da exposição prejudica gravemente a saúde do afecto e da mente. Quem está na exposição sente libido, sente nojo, ou sente pressa em sair, depende. O que é certo é que sai pior do que entrou.
Apela-se à precocidade sexual: «Faz-se sexo pela primeira vez em idades diferentes, dependendo das pessoas. Independentemente da idade, é quando temos vontade e nos sentimos preparados, e cada um tem o seu ritmo!».
Dispensa-se o auto-controlo e a educação do desejo. Como se houvesse outros caminhos para a sexualidade madura e livre. Como se houvesse melhor prevenção de gravidez adolescente e DSTs.
A exposição castra a liberdade na sexualidade e subjuga-a à prepotência dos impulsos sexuais.
Incentiva, por isso, a sexualidade superficial, promíscua e descerebrada.
Despreza todas as ciências do homem e da mulher livres, e legitima a indústria da exploração sexual.
Dessa maneira, não há qualquer lugar para coisas como a paternidade, – muito menos - para a dimensão cultural e religiosa da sexualidade.
* * *
Não há educação sexual se não forem os Pais a defini-la.
A exposição cuida de proibir aos Pais o acesso a zonas da exposição.
Não levaremos os nossos filhos a esta Expo!
Não autorizamos que os nossos filhos participem em visitas de estudo a esta Expo!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Relatório à direcção da Confederação Nacional
das Associações de Família
sobre o visionamento prévio de dois filmes
a emitir pela RTP2
(Apresentado por Heduíno Gomes à Direcção da CNAF em Maio de 2005,
na sequência do visionamento prévio pela CNAF de 2 filmes
sobre a suposta «educação sexual» de crianças e jovens na RTP2.
na sequência do visionamento prévio pela CNAF de 2 filmes
sobre a suposta «educação sexual» de crianças e jovens na RTP2.
Refere-se à operação lesiva do equilíbrio moral e psíquico
de crianças e jovens
montada por Manuel Falcão, então director do referido canal do Estado,
e Teresa Paixão, produtora)
1 – O convite à CNAF para o visionamento dos filmes
1.1 – Através de carta datada de Abril de 2005, a direcção da RTP2 dirigiu à CNAF um convite para visionar dois filmes, supostamente de «educação sexual de crianças e jovens».
1.2 – Tal convite por parte de uma estação de televisão à Confederação Nacional das Associações de Família é, em si mesmo, louvável. A CNAF, não tendo o exclusivo de representação das famílias portuguesas e dos seus valores, não deixa de representar associações de família e os valores perenes da célula fundamental da sociedade. Neste sentido, a CNAF teria de estar à altura de exprimir a opinião das famílias por si representadas e de defender os valores que justificam a sua existência como instituição.
1.2 – Tal convite por parte de uma estação de televisão à Confederação Nacional das Associações de Família é, em si mesmo, louvável. A CNAF, não tendo o exclusivo de representação das famílias portuguesas e dos seus valores, não deixa de representar associações de família e os valores perenes da célula fundamental da sociedade. Neste sentido, a CNAF teria de estar à altura de exprimir a opinião das famílias por si representadas e de defender os valores que justificam a sua existência como instituição.
1.3 – Por decisão da sua Comissão Executiva, reunida em Abril de 2005, foram designados em representação da CNAF para aceder ao convite da RTP2 a sua Presidente, D.ra Maria Teresa da Costa Macedo e Heduíno Gomes.
1.4 – Assistiram ao visionamento, além dos representantes da CNAF, pessoas da RTP (Manuel Falcão, Director da RTP2; Teresa Paixão, da RTP2, produtora, se não me falha a memória; uma psicóloga de um programa da RTP; e uma médica pediatra da RTP) e uma senhora, também convidada, representando uma associação relacionada com crianças.
2 – Os filmes visionados
2.1 – Trata-se de duas curtas metragens, de banda desenhada, de origem dinamarquesa, dobradas em português a partir de uma versão canadiana. A origem dos filmes foi inicialmente indicada como sendo canadiana, o que afinal não correspondia à verdade.
2.2 – Os filmes foram apresentados por Manuel Falcão como sendo destinados à «educação sexual» de crianças e jovens e merecendo uma apreciação por eventualmente poderem levantar «alguns problemas». Esses eventuais problemas seriam causados pela «falta de evolução dos portugueses». Determinar se, nestas circunstâncias, os filmes deveriam ou não ser transmitidos seria o objecto do visionamento.
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Manuel Falcão, o então director-geral das operações de corrupção de crianças e jovens através da chamada «educação sexual», utilizando os meios do Estado. |
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| Teresa Paixão, a operacional da corrupção de crianças e jovens através da chamada «educação sexual», no que é profissional à custa do dinheiro das contribuintes. |
2.2 – Os filmes foram apresentados por Manuel Falcão como sendo destinados à «educação sexual» de crianças e jovens e merecendo uma apreciação por eventualmente poderem levantar «alguns problemas». Esses eventuais problemas seriam causados pela «falta de evolução dos portugueses». Determinar se, nestas circunstâncias, os filmes deveriam ou não ser transmitidos seria o objecto do visionamento.
2.3 – Observando ambos os filmes, podem fazer-se deles as observações que se seguem.
2.3.1 – Nos filmes, é usada a máscara da «ciência» e da «pedagogia» para encobrir uma visão amoral do mundo. Com efeito, trata-se de uma ciência de trazer por casa e de uma pedagogia permissiva, onde temas íntimos são colocados fora do tempo certo, fora do local certo, fora do modo certo, fora da moral e até fora da sanidade mental e física.
2.3.2 – Os filmes colocam os impulsos sexuais acima da razão e da moral. Citando o insuspeito Lenin -- supõe-se que não vaticanista, nem metropolista, nem reaccionário --, numa carta sobre a matéria dirigida a uma conhecida feminista, ele acusa as feministas de encararem o acto sexual como quem bebe um copo de água. Os filmes em questão estão na linha da sinistra e decadente teoria do copo de água.
2.3.3 – Os filmes sobrepõem a espontaneidade dos instintos à razão e à moral. A mensagem é clara. Faz o que mandam os teus instintos, não penses, não ligues aos valores morais... Apetece-te ter relações sexuais... não te reprimas, não cries traumatismos psicológicos com a repressão sexual...
2.3.4 – Os filmes reduzem o sexo entre humanos a um conjunto de técnicas visando a satisfação dos instintos. A exemplificação é clara. Relações sexuais... olha, é assim... a penetração é desta maneira... apetece-te masturbares-te... olha, os rapazes é assim e as raparigas é assado...
2.3.5 – Os filmes incentivam as raparigas à autodestruição do hímen. Sugerem assim que esta mutilação consiste apenas numa simples questão técnica, numa simples questão de correcção anatómica. E até ensinam como o processo pode ser tecnicamente controlado através de um espelho colocado no chão.
2.3.6 – Os filmes colocam a actividade sexual humana no mesmo plano da actividade sexual animal. Mostram inclusivamente o acto sexual entre cães, donde resulta o óbvio estabelecimento de um paralelismo. A parte positiva da história é que não ousaram, por enquanto, sugerir a zoofilia. Talvez num próximo episódio.
2.3.7 – Os filmes são instrumento de destruição de pudor nas raparigas e rapazes. A comparação é clara. Tudo se passa sem inibições como entre os cães e as cadelas, onde tais sentimentos não existem...
2.3.8 – Os filmes promovem o experimentalismo, o aventureirismo e a irresponsabilidade sexuais, dando origem a situações irreversíveis de saúde física e mental. A sugestão é clara. Vá lá, experimentar é natural... é tudo natural... vê lá se gostas assim deste modo...
2.3.9 – Os filmes, sob o pretexto de «preparar para a vida» e «precaver acidentes» e «agressões», incentivam de facto a prática precoce e inconsciente da actividade sexual.
2.3.10 – Os filmes fazem a apologia de uma modernidade descabelada, contra a natureza humana e contra a moral natural. A lição é clara. Sê moderno, sê moderna, não sejas bota de elástico, os valores morais estão antiquados, são coisas do passado...
2.3.11 – Os filmes incitam explicitamente a práticas homossexuais entre rapazes e entre raparigas. Desenvolvem a teoria das «opções sexuais» e colocam cenas de homossexualidade como naturais. A desdramatização é clara. Para mais, aqui, os cineastas já não se limitam a sugerir seguir os instintos naturais, que são os da heterossexualidade. Aqui, eles já vão ao ponto de tentar desviá-los para actos contra natura, contra os próprios instintos.
2.3.12 – Os filmes, utilizando ainda uma estratégia indirecta, procuram mais uma vez fomentar a homossexualidade masculina. Com efeito, à semelhança da publicidade sobre produtos de higiene íntima, manipulada por homossexuais nos grandes meios de comunicação, é exibido o sangue menstrual mas aqui ainda mais explicitamente. Sabendo-se de que género de pessoas isto vem, os propósitos não são inocentes: o nítido objectivo é criar nojo nos rapazes em relação às raparigas.
2.3.13 – Os filmes, sob a aparência de protegerem as crianças em relação a abusos sexuais de adultos, favorecem de facto a pedofilia. Na realidade, os filmes iniciam prematuramente as crianças e jovens na actividade sexual, o que «abre o mercado» aos pedófilos. Mais, deixam a porta aberta para uma relatividade de idades permitidas. A conclusão é clara. Os filmes, à primeira vista, aparentam substituir a aberração da pedofilia pela «simples» aberração da promiscuidade. Mas, na realidade, acumulam ambas as aberrações.
2.3.14 – Os filmes contribuem para a desorientação moral e sexual das crianças e jovens e para a sua futura infelicidade. O drama é evidente. Os filmes empurram essas crianças e jovens, assim como as famílias que venham a constituir no futuro, para situações irreversíveis, com fardos que vão ter de carregar durante todas as suas vidas.
2.3.15 – Os filmes incentivam a irresponsabilidade e a insanidade sexual. Com a promiscuidade que geram, contribuem para o alastramento do SIDA, hepatites e outras doenças sexualmente transmissíveis.
2.3.16 – Os filmes apresentam como modelos, no papel de narradores, crianças e jovens sexualmente «avançados», «ousados», auto-educados e auto-educadores, e sem terem de prestar contas aos pais. É assim colocado de cabeça para baixo o processo de educação e controlo familiar das crianças e jovens: além de perderem completamente a autoridade, passam os pais e educadores a aprender com os clarividentes outrora educandos.
2.3.17 – E ainda, já não no plano sexual mas no do relacionamento familiar, os filmes, através de referências insolentes de crianças em relação a familiares adultos, incentivam ao desrespeito, desobediência e condutas erradas. Também este aspecto não é inocente, pois integra-se igualmente na estratégia de destruição dos laços afectivos e de autoridade no seio da família. É isso que lhes permite manipular e utilizar mais facilmente as crianças e adolescentes.
2.3.18 – Em conclusão, os filmes inserem-se completamente, sem a mínima dúvida, no grande plano perverso e decadente de conspiração global contra a Civilização, a moral e a família.
3 – A discussão em torno dos filmes
3.1 – Passando-se à exposição das opiniões sobre o que acabara de ser visto, com excepção das manifestadas pelos delegados da CNAF, todas as opiniões foram inteiramente favoráveis, ou favoráveis com algumas reservas pontuais (como, por exemplo, se, no filme para as crianças, se deveria dizer vagina ou pipi, pela simples razão de que as crianças podem não saber o que é vagina, enquanto pipi sabem o que é; ou, por exemplo, se deveriam aparecer os cães).
O pessoal ligado à RTP (empregado da RTP às ordens do Manuel Falcão) não tinha quaisquer reservas. Defendeu em bloco e afincadamente a transmissão dos filmes assim como os seus conteúdos (com vagina ou pipi), argumentando dentro dos parâmetros morais e sanitários da realização cinematográfica, que parecem ser igualmente os seus. Fizeram os mais rasgados elogios aos supostos dotes didácticos, científicos e artísticos dos filmes, assim como o facto de terem sido premiados (certamente por um júri formado por congéneres).
3.2 – Os delegados da CNAF opuseram-se à transmissão dos filmes com argumentos baseados nos valores da moral, da família e da sanidade mental e física das crianças e jovens, conforme na descrição dos filmes já acima apresentada.
3.3 – Contra as opiniões dos delegados da CNAF advogando a não transmissão dos filmes, foram usados os habituais argumentos decadentes anarco-liberais, amoralistas, das pedagogias modernas, da modernidade e da pseudociência que pretende que «a homossexualidade não é doença».
3.4 – O coro RTP dirigido pelo maestro Manuel Falcão também ousou puxar dos galões para «provar» a suposta superioridade e prevalência da opinião dos «especialistas» presentes e ausentes. Invocaram a sua enorme «competência técnica», a sua formação profissional e um suposto superior conhecimento das matérias em causa (a psicóloga e a pediatra). Foi assim colocada a técnica (?) versus natureza humana, versus moral e versus bom senso. Tais pretensões tecnocráticas, que apenas revelam ignorância doutoral, insensibilidade primária e amoraliade que ultrapassa mesmo a dita politicamente correcta – e também ignorância técnica –, foram naturalmente refutadas.
3.5 – Mesmo depois de ouvirem as opiniões sobre os filmes visionados, os responsáveis presentes da RTP persistiram na sua argumentação e na sua determinação em prosseguir com a transmissão dos filmes.
Isto prova inequivocamente que o seu propósito não era propriamente ouvir o parecer de bom senso da CNAF e reponderar a questão, devendo concluir que os filmes não deveriam ser transmitidos e reconhecendo que a sua compra consistiu numa má aplicação do dinheiro dos contribuintes.
O propósito dos responsáveis presentes da RTP era de facto outro.
Contando intimidar os representantes da CNAF perante um ambiente orquestrado e dominante tão «desinibido», tão «progressista» e tão «cientificamente fundamentado», o seu propósito era apenas obter da instituição ali presente como representante das famílias, por omissão de uma oposição frontal, um alibi. Amanhã confrontados por este grave atentado moral e sanitário às crianças e adolescentes portugueses, eles pretenderiam invocar o agrément da CNAF... por falta de oposição frontal.
Se assim calcularam, enganaram-se.
4 – O suposto enquadramento educativo da transmissão dos filmes
4.1 – Supostamente, a transmissão dos filmes seria feita a umas horas sabiamente escolhidas para serem vistos pelas crianças e adolescentes com os pais ao lado. Trata-se apenas de mais uma falácia destinada a mascarar de «pedagogia» a pornografia. Na realidade, os responsáveis por este atentado às crianças e adolescentes não têm nenhuma garantia da presença dos pais ao lado dos filhos durante a transmissão.
4.2 – E para que serviriam os pais ao lado dos filhos? Só se fosse para, a cada cena, uma pior do que a outra, lhes irem dizendo que o que estavam a ver era uma perversão. Será que a RTP2 aposta em transmitir matéria «interessante» e «esclarecedora» pela negativa para suscitar o papel educativo dos pais? Será esta a nova (?) técnica educativa da RTP? Mais uma falácia desculpabilizante de quem sabe muito bem o mal que está a fazer.
4.3 – Suponhamos o cenário em que os filmes são vistos por crianças e adolescentes em companhia dos pais. Quais serão os pais normais e filhos normais que não se sentirão naturalmente incomodados e feridos no seu pudor perante tais porcarias? Obviamente que estamos a pensar em pais e filhos normais, isto é, pessoas normais, como o são a esmagadora maioria. Não estamos a pensar nos anormais que são os obcecados por sexo, os decadentes, os perversos, os indivíduos sem tabús, como se apresentou afinal o grupo encabeçado por Manuel Falcão e parece dominar a televisão pública.
4.4 – Como mais uma forma de dourar a pílula, foi anunciado que, posteriormente à emissão dos filmes, estaria previsto um «debate». Se por acaso houvesse alguma incompreensão dos filmes, então, com o «debate», tudo ficaria esclarecido. Na realidade, tratar-se-ia de um pseudodebate, entre jovens, com certeza sem maturidade nem preparação intelectual para procederem a uma abordagem séria dos problemas. Tal pseudodebate só poderia ser útil aos conspiradores anti-sociais e agradar a gente de superficialidade mental e preparação intelectual idênticas às dos garotos participantes.
4.5 – O «debate» teria a agravante de ser dirigido por Júlio Machado Vaz, um indivíduo que, com a sua postura doutoral, na televisão e em todo o lado, é um dos maiores propagandistas da decadência, do amoralismo, da homossexualidade. À partida, seria um debate triplamente manipulado: pela imaturidade dos participantes em geral, pela escolha massiva e certamente criteriosa de jovens participantes «avançados» feita pelos responsáveis da RTP2 e, por fim, pela «autoridade científica» do já tristemente conhecido «moderador».
5 – O enquadramento ideológico e conspirativo dos filmes
e as óbvias conclusões sobre a pretensão da sua transmissão
5.1 – Tais transmissões televisivas, por constituírem uma agressão aos portugueses, deveriam pura e simplesmente ser proibidas em qualquer estação. A transmissão pela televisão do Estado, que é paga com o dinheiro dos contribuintes, torna-se um abuso de poder do loby da perversão em interesse próprio, um desvio dos fins da televisão do Estado e uma utilização indevida de fundos públicos.
5.2 – Tendo sido referido que os filmes em questão haviam recebido prémios, só pode concluir-se que os júris que lhos atribuíram se identificam com os seus autores quanto à ausência de valores e propósitos. É sabido que os concursos com júris que atribuem prémios a filmes deste quilate são simples montagens promovidas pelos apaniguados dessas causas perversas. Os nossos critérios morais e sanitários não são, definitiva e inequivocamente, os dos júris dos Hollywoods.
5.3 – O facto de, na RTP, responsáveis pela compra de programas terem adquirido estes filmes – e outros também! –, vem mais uma vez provar que esta instituição, que foi fundada para participar na educação dos portugueses, está, na melhor das hipóteses, nas mãos de pessoas «distraídas», e portanto incompetentes para a função. A outra hipótese é de quem adquiriu estes filmes e persiste na atitude ser da mesma índole moral dos autores desses filmes. Acresce que alguns desses funcionários têm dado provas de insistente e feroz militância a favor da apresentação de filmes e produção própria idêntica, tal e qual os filmes visionados, conduzindo à degradação moral das crianças, jovens e sociedade em geral.
5.4 – Do ponto de vista policial e judicial, a promoção televisiva de tal decadência pode não ser encarada como simples «distracção», «tolerância», permissividade, laxismo, ideologia... Pode igualmente ser encarada como eventual actividade promocional de indústrias paralelas, tendendo ao desenvolvimento do comércio sexual, nomeadamente de pedofilia. Pode, portanto, eventualmente, fornecer pistas que permitam a identificação de autores desses delitos. Assunto a seguir pelas polícias.
5.5 – Estes filmes e outros que tais, assim como a sua divulgação, inserem-se na orientação anarco-liberal, hedonista e amoral, que serve a estratégia, nuns casos, ou tácticas, noutros casos, de vários grupos de interesses, e que, organizada ou espontaneamente, a promovem, e que abaixo são referidos.
5.5.1 – O complexo social-industrial. A essência da lógica interna do complexo social-industrial é fomentar a existência de chagas sociais para ter mercado. Ele apresenta os seus sacerdotes como «especialistas» dos problemas humanos e detentores únicos da verdade científica e recusando o bom senso não só das pessoas comuns como dos especialistas não corrompidos. Encontramos assim um calculismo perverso entre alguns psicólogos, psiquiatras e sociólogos freudianos e aparentados, pedagogos «modernos» e permissivos, assistentes sociais sem sentido social mas com sentido carreirista e comercial, terapeutas permissivos da toxicodependência, sexólogos reichianos, etc. O mesmo calculismo perverso existe ainda da parte de alguns laboratórios de antidepressivos e outras drogas da psiquiatria, da toxicodependência e das suas consequentes doenças do foro estritamente físico, resultantes dos distúrbios primários.
5.5.2 – A indústria da droga. Às indústrias das drogas naturais, semi-sintéticas e sintéticas interessa a existência de uma juventude desorientada e hedonista, que lhe proporcione um extenso mercado. A indústria da droga é um dos buldozzers do complexo social-industrial.
5.5.3 – As indústrias da noite, do álcool e do tabaco. Pelas mesmas razões.
5.5.4 – As indústrias do cinema e da música rascas. Pelas mesmas razões.
5.5.5 – As indústrias e os lobies do sexo. Pelas mesmas razões.
5.5.6 – Os lobies homossexuais e feministas. Tanto aos homossexuais como às feministas, radicais ou soft, interessa o triunfo da depravação, pois em tal situação consideram ter alcançado estatisticamente a sua «normalidade».
5.5.7 – As seitas satânicas. Elas visam o triunfo do mal, promovem-no e prestam culto a Satanás. Para atingirem o seu fim, servem-se de todos os expedientes enumerados, nomeadamente filmes como os referidos.
5.6 – Todas estas actividades contra a Civilização são orquestradas por indivíduos com interesses e motivações diversas. Muitos fazem dessas actividades, no seu dia-a-dia, uma permanente militância. Eles recebem depois o apoio de pessoas que influenciam mentalmente, que subornam pelos mais variados meios, ou que simplesmente são confusas e frouxas, pessoas que, embora não defendam explicitamente essas doutrinas e práticas com o mesmo empenho, constroem uma argumentação eventualmente filosófica relativista, «ponderada», permissiva, cúmplice, que, na prática, apoia as maquinações dos conspiradores contra a Civilização.
5.7 – A situação exige medidas urgentes e firmes por parte dos responsáveis pela RTP.
Lisboa, 4 de Maio de 2005
Heduíno Gomes
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Encontro Care of Older People em Portugal
Time for Gereatric Medicine
Maria José Sobreira
O encontro Care of Older People em Portugal-Time for Geriatric Medicine teve como objectivos mostrar o peso crescente da população idosa em Portugal, divulgar como deve ser o ensino da Geriatria nas Escolas Médicas portuguesas, (que se iniciou como disciplina obrigatória este ano nas Faculdades de Medicina de Coimbra e de Lisboa), realçar a necessidade de criar em todos os hospitais uma área (Serviço de Geriatria-Unidade de Geriatria) para a assistência aos doentes idosos e que em simultâneo sirva ao ensino prático e à investigação da Geriatria (o que não existe em nenhum hospital no nosso País). Estas informações apoiaram-se na experiencia de muitos anos de ensino, investigação e funcionamento de Unidades de Geriatria por toda a Europa com resultados indiscutivelmente superiores aos dos convencionais Serviços de internamento hospitalar.A reunião contou com a presença dos mais conceituados especialistas de Geriatria da Europa (Áustria, Alemanha, Dinamarca, Espanha, Irlanda, Reino Unido), com destaque para o presidente da European Union Geriatric Medicine Society, Prof. Desmond O'Neill e foi organizada pelas Fundação Caloust Gulbenkian, European Union Geriatric Medicine Society, Grupo de Estudos de Geriatria da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. O presidente da comissão organizadora foi o Prof. João Pedro Gorjão Clara, professor catedrático convidado da Faculdade de Medicina de Lisboa, responsável pelo ensino da geriatria nesta escola médica, membro da European Academy for Medicine of Ageing e da European Union Geriatric Medicine Society. Na sessão de abertura estiveram presentes a Ministra da Saúde, o Director-Geral da Saúde, a Alta Comissária da Saúde e o Director da Faculdade de Medicina de Lisboa.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Ideia do «filho não desejado»
é estratégia feminista para promover o aborto
A Fundação Vida em Misericórdia, de Bogotá, criticou a feminista Florence Thomas por justificar o aborto para acabar com os chamados "filhos não desejados". A fundação considera que esta estratégia permitiu às feministas impor uma prática que acaba com a vida de seres inocentes e que rende a elas benefícios económicos.John Ferney Valencia criticou as declarações de Thomas num programa televisivo, onde ela disse que não deveria nascer nenhuma criança não desejado porque só o amor de uma mãe "humaniza" o feto.
Thomas acrescentou que se for permitido que as mulheres abortem quando "não desejam os seus filhos" obter-se-ia uma sociedade com mais "filhos desejados", porque ao "libertá-la dessa suposta carga teriam uma melhor experiência de maternidade e a sociedade seria quase um paraíso.
Ferney Valencia recordou que a estratégia do feminismo radical foi difundir a ideia de que um filho não pode não ser desejado. "É preciso sublinhar que os filhos são chamados 'não desejados' antes de mais nada porque nos ensinaram a chamá-los assim. Quando eles nascem nos perguntam se quisemos concebê-los ou não e a estatística os etiqueta dessa maneira para o resto da vida, nós simplesmente respondemos a pesquisa dizendo: sim ou não, assumindo essa classificação como algo normal", indicou.
Entretanto, advertiu que isto foi parte da estratégia para promover o aborto como "libertação" da mulher, pois jogaram a culpa da pobreza e de ser uma carga ao não nascido.
O feminismo que encarna Florence beneficia disso, afirma o perito ao explicar que os abortistas beneficiaram com o discurso maternidade-pobreza, já que foi "a fachada perfeita para promover o aborto sem fazer evidente o controle natal que se esconde atrás dele".
"Tristemente quando Florence sugere que só nasçam os 'filhos desejados', está promovendo a morte dos filhos dos pobres, e uma cultura que despreza a vida, como se torna evidente na França, onde abunda a esterilidade, e as pessoas preferem gastar milhões nas suas mascotes antes que arruinar sua vida com um incómodo filho. Por isso o feminismo de género deverá pedir perdão e dar contas à sociedade".
Secretário de Estado italiano da Família
diz que adopção por gays
favorece tráfico de crianças
Governo italiano não está disposto
a avançar com a medida
O Secretário de Estado italiano com a responsabilidade das políticas para a família, Carlo Giovanardi, acredita que a adopção de crianças por parte de casais homossexuais favorece o tráfico de crianças.
Citado pela EFE, o político do partido de Silvio Berlusconi referiu que nos países onde a adopção por gays é permitida, como os EUA ou o Brasil, «explodiu a venda de meninos e meninas».
«É algo que este governo nunca consentirá e que quero denunciar aqui», disse.
Para o Secretário de Estado, «impor a uma criança adoptada dois pais do mesmo sexo significa submetê-la a uma violência psicológica» assinalável.
«Uma criança tem o direito de crescer num contexto onde as figuras paterna e materna são complementares entre elas e garantem à criança um crescimento equilibrado».
Comunicado da Associação Portuguesa
de Famílias Numerosas
Mais um tiro contra a família, a natalidade
e o futuro do País!
e o futuro do País!
As recentes alterações às regras e montantes atribuídos em sede de apoios sociais são mais um claríssimo atentado às famílias com filhos.
Lembramos que:
• Em Portugal, as famílias com filhos a cargo, em especial as famílias numerosas, são as que têm maiores índices de pobreza e são as que sofrem mais privações económicas – todos os indicadores o mostram claramente;
• São também as mais vulneráveis a alterações nos rendimentos da família motivadas por situações de baixa de salários, desemprego, doença e outras;
• Contudo, todas as alterações já aprovadas e em projecto vêm diminuir de forma particularmente acentuada e desproporcional em relação aos outros agregados o rendimento per capita disponível.
• Portanto: Não existe, neste momento, nas actuais políticas qualquer preocupação de equidade no tratamento das famílias com filhos, em especial das famílias numerosas.
As alterações introduzidas ao nível das prestações sofrem ainda de uma clara má avaliação, pois:
1. Ao alterar na forma a capitação do rendimento, “enriquecendo” de forma artificial as famílias com filhos, tanto mais quanto maior o seu número, vai fazer com que, com o mesmo rendimento, a grande maioria dos agregados subam de escalão, deixando muito deles de receber quaisquer prestações – sendo que a grande maioria destes agregados não são ricos nem têm folgas financeiras;
2. Passam a entrar em linha de conta com uma série de rendimentos presumidos – rendimentos que não existem mas que o Estado define que é como se existissem;
3. Familias que adoptem comportamentos que deveriam ser de encorajar e proteger são brutalmente penalizadas: exemplo disso são as famílias que, tendo o mesmo rendimento que outras, fizeram uma gestão muito criteriosa dos seus recursos e conseguiram poupar ou aquelas que decidiram acolher em casa os seus avós. Em ambas as situações, para estas famílias as actuais alterações vão representar ou a diminuição ou a perca das prestações.
Sendo Portugal o país no Mundo que está a envelhecer mais rapidamente e constituindo este aspecto um factor de grande redução da sustentabilidade económica e social do país, comprometendo de forma particularmente grave o futuro, mais difícil se torna compreender como não só não se assiste à construção de um plano que permita alterar este estado de coisas como, pelo contrário, as famílias com filhos, em particular as numerosas, aquelas que, contra tudo e contra todos, ainda dão algum sentido à palavra “Futuro”, sejam especialmente sobrecarregadas com o ónus da actual situação.
Assim, tendo em conta que:
• as famílias numerosas representam apenas cerca de 4,5% dos agregados familiares, mas que têm 25% das crianças e jovens do país a seu cargo;
• são os agregados que sofrem mais restrições financeiras, sendo penalizadas em diversos âmbitos;
• são as mais vulneráveis a situações de crise;
exige-se que o Governo explique porque razão são elas as que, de forma desproporcional, mais vão sofrer com todas as alterações que estão a ser introduzidas, comprometendo seriamente o futuro do país.
Lisboa, 1 de Novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Comunicado da Confederação Nacional
das Associações de Família
A CNAF MANIFESTA A SUA ENORME PREOCUPAÇÃO
QUANTO AOS EFEITOS DAS MEDIDAS DE AUSTERIDADE
SOBRE AS FAMÍLIAS MAIS CARENCIADAS
A propósito das medidas adicionais de austeridade, ontem divulgadas, num cenário de grave crise social, económica e financeira do País, e tendo presente o interesse primacial das famílias, em particular das mais carenciadas, a CNAF - Confederação Nacional das Associações de Família vem divulgar a seguinte posição:
1. A Confederação Nacional das Associações de Família (CNAF) manifesta a sua veemente preocupação quanto aos efeitos das medidas de austeridade sobre a situação social, económica e financeira que assola o País, e as suas Famílias mais carenciadas.
2. Desde logo, a CNAF não compreende como se pretende salvaguardar os riscos da execução orçamental até ao final do ano, antecipando-se, já para 2010, de entre as várias medidas anunciadas para 2011 a eliminação do aumento extraordinário de 25% do abono de família nos 1.º e 2.º escalões e a eliminação dos 4.º e 5.º escalões desta prestação.
3. Ou seja, quem tiver rendimentos brutos mensais superiores a 628 euros vai perder o direito ao abono de família já este ano.
4. Por outro lado, é com muita preocupação que se assiste à vontade do Governo em decretar, cegamente, um aumento em 2% da taxa do IVA, já elevada, que irá onerar consideravelmente os bens de consumo e a qualidade básica de vida das famílias mais desfavorecidas.
5. O Estado contribui para uma desagregação social de resultados incontroláveis (a que se somam os efeitos da crise económica e financeira) ao fomentar alterações legislativas “fracturantes” no sentido de atacar o valor social das Famílias, o seu desenvolvimento e promoção, em prol de realidades marginais caracterizadas pelo individualismo e que não acrescentam valor à sociedade, e ainda mais a fragilizam em tempos de crise como no presente.
6. A CNAF reclama, do Governo, o reforço dos apoios concedidos às famílias portuguesas, em particular as mais carenciadas, que têm aumentado com a recessão em curso.
7. De acordo com o artigo 67.º da nossa Constituição, “A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros” (n.º 1), incumbindo, designadamente, ao Estado para protecção da família: “promover a independência social e económica dos agregados familiares” e “regular os impostos e os benefícios sociais, de harmonia com os encargos familiares” (n.º 2).
8. Desde logo, a actuação política deve ser organizada segundo uma ideia nuclear – a centralidade da família na sociedade – sendo o conteúdo mínimo exigível, o seu mínimo denominador comum, e que deverá ser este rapidamente adquirido, através da neutralidade do sistema relativamente á situação familiar, de tal forma que ninguém seja negativamente discriminado pelo facto da sua pertença a uma família.
9. Ainda de acordo com o artigo 67.º n.º 2 alínea g) da Constituição, incumbe ao Estado, para protecção da família, “Definir, ouvidas as associações representativas das famílias, e executar uma política de família com carácter global e integrado”.
10. A liberdade de constituição de família não deverá dispensar o Estado do cumprimento das suas obrigações, nem as associações representativas (como é o caso da CNAF) do acompanhamento atento e criterioso das condições de vida das famílias.
A Confederação Nacional das Associações de Família, vigilante e actuante, como desde sempre, na defesa dos interesses das famílias portuguesas, reitera a sua preocupação nesta situação de crise grave e apela à mobilização das Famílias na defesa e promoção dos seus direitos e responsabilidades.
Lisboa, 1 de Outubro de 2010
A Direcção Nacional
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