quinta-feira, 13 de maio de 2010

NetPay cobra taxas sem aviso prévio

Efectuar operações bancárias através do Multibanco é já indispensável para a esmagadora maioria dos portugueses.

Os serviços prestados têm sido gratuitos apesar de alguns bancos terem já ensaiado algumas tentativas de cobrar taxas pela utilização dos serviços disponíveis na rede Multibanco.

Até agora só a rede electrónica Netpay, propriedade do BPN, se permitiu cobrar taxas pela utilização das suas caixas automáticas.

Esta cobrança não sendo ilegal, carece de transparência e informação, constituindo um claro atropelo aos direitos dos consumidores. Bastava apenas informar previamente os utilizadores que é cobrada uma comissão para que tudo ficasse claro.

A rede Multibanco, propriedade da SIBS, dispõe de cerca de 11 440 caixas automáticas no Continente e Ilhas com serviços gratuitos, enquanto a concorrente, rede Netpay, propriedade do BPN, tem cerca de 80 máquinas.

É só escolher a rede, evitando as ATM's com o símbolo da rede que pertence a este Banco.



segunda-feira, 3 de maio de 2010

domingo, 2 de maio de 2010

A Grande Obra

Recomendamos este livro aos pais e educadores

Os Jovens e o Sexo -- Valores da Sexualidade Humana
Joaquim Galvão

Editor: Deplano
ISBN: 9789898184016

Na feira do livro de Lisboa encontra-se à venda no stand da Konsoante,
     Editora e Distribuidora de Livros e Audiovisuais



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sábado, 1 de maio de 2010

O filme a que todos temos que assistir !!!

Caros Amigos,

Há muito não me emocionava tanto como ao assistir a esse filme. É muito forte, mas está aí.
É verdade que não queremos que aconteça connosco ou com os nossos.
Assistam o filme e reflitam!
Cada um que faça seu julgamento.
Creio que precisamos de uma campanha desse nível.
Um verdadeiro tratamento de choque!

Não deixe de ver, é mto importante !!!!!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Petição Nacional para alterar
o Código de Execução de Penas

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Petição Nacional para alterar os artigos
do Código de Execução de Penas
que permitem a saída das prisões
de condenados por crimes violentos

 
Subscreve a petição on line «Parem esta Lei» e divulga-a pelos teus contactos.


http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=pareml





segunda-feira, 26 de abril de 2010

25 de Abril, devolver a liberdade às Famílias!

Contra a imposição de um modelo único
de educação sexual nas escolas

Plataforma-RN

A regulamentação (Portaria nº. 196-A/2010 de 09 de Abril) da lei (60/2009 de 06 de Agosto) nacional sexualista continua a intolerável intromissão do estado na esfera de autonomia das famílias.

1. Perguntámos aos autores do modelo de educação sexual imposto nas escolas, Daniel Sampaio e Margarida Gaspar de Matos, o que permite pensar que o seu modelo vai dar bons resultados; nunca responderam e no seu livro remetem-nos para “obras” inéditas, e páginas internet de vendedores de preservativos ou do maior operador privado da indústria do aborto.

Consideramos esta ausência de resposta um mau presságio numa matéria tão delicada como a educação sexual dos nossos filhos. Não se pode dar como certas e ensinar aos jovens matérias que, até do ponto de vista científico, são controversas.

2. Perguntámos ao Director Geral de Saúde qual o efeito da distribuição massiva de contraceptivos hormonais nas escolas, a miúdas menores de idade, sem sequer haver conhecimento da parte dos pais.

Respondeu-nos com um estudo totalmente desacreditado (Marchbanks 2002), em vez de citar a declaração da OMS (2005 e 2007): os contraceptivos hormonais combinados são cancerígenos nos humanos (grupo 1).

Custa dar estas pílulas e informação a quem quer, e respeitar quem não quer?

3. Perguntámos ao Sr Presidente do Parlamento qual o país com modelo igual ao nosso, e onde promoveu a diminuição da gravidez e do aborto.

Agradou-nos a prontidão e simpatia do Dr Jaime Gama, mas ambas as perguntas tiveram resposta negativa.

4. Os deputados que fizeram esta lei assimilaram “democracia” a “ditadura da maioria” demonstrando pouco respeito pelo direito à diferença e pelo direito de escolha dos pais.

Custa dar esta “educação experimental” a quem quer, e respeitar quem acha que os filhos são mais do que ratos de laboratório?

5. Apelamos ao Primeiro-ministro e todos os ex-Presidentes da República que nem se dignaram responder.

Custava-lhes dizer que deveria poder ter esta “educação” quem a quer, e ser respeitada a opinião de quem não quer?

8. Nós agimos em nome de crianças, de crianças que criamos, cuidamos, sustentamos, amamos e para as quais queremos mais. Queremos dar a educação que, como pais entendemos ser a melhor e não a educação que sectores da sociedade ou determinadas correntes ideológicas ou pseudo-científicas acham que é melhor ser dada aos nossos filhos.

9. Queremos mais do que a manta de retalhos "estudada", aprovada e regulamentada por pessoas que não respeitam as conquistas de Abril, o direito à liberdade, à liberdade de escolha e à liberdade de educação por parte dos pais.

Nós amamos. Nós criamos. Nós pagamos. Nós educamos.

O Estado não ama. O Estado não cria. O Estado não paga. O Estado não vai educar.

Portugal, 25 de Abril de 2010-04-26



 
 
 
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domingo, 25 de abril de 2010

De mãe para mãe...


Carta enviada de uma mãe para outra mãe,
no Porto, após um telejornal da RTP1

Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.

Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.

Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc...

Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.

A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.

Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.

No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores...

Ah! Já me ia esquecendo: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.


No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos".

Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:

Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...

Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!







sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lei de Lavoisier



«Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.»





Faça exercício!



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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Conferência Anual da CNAF


Conferência anual
da Confederação Nacional
das Associações de Família


Na Fundação Eng.º António
de Almeida
Rua Tenente Valadim, 231/325
4100-479 PORTO



«Família, Hoje»


Programa

Porto, 5 de Maio de 2010

14h.00 Sessão de Abertura: Presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

14h.30 “A Família e a Vida – ameaças e soluções”, Prof. Doutor Daniel Serrão.

15h.00 Debate

15h.30 “O Associativismo Familiar”, Dr.ª Maria Teresa da Costa Macedo.

16h.00 Debate

16h.30 “Educação e o Futuro da Família”, Dr. Carlos Aguiar Gomes.

17h.00 Debate

17h.30 Conclusões: Doutor José Manuel Pavão.

18h.00 Encerramento, com presença de Sua Excelência Reverendíssima, o Senhor Bispo do Porto, D. Manuel Clemente.


Com o Alto Patrocínio da Fundação Eng.º António de Almeida
e Instituto Fontes Pereira de Melo






“A Família, em Portugal, está a passar por modificações muito importantes na sua estrutura e no desempenho social que lhe cabe como suporte da educação dos mais novos dos seus membros. Enquanto estrutura de serviço aos seus elementos constituintes e não estrutura de poder de uns sobre os outros, a Família tem de ser protegida de linhas de alteração que ameacem a sua eficácia como primeiro espaço de formação

A CNAF, atenta a estas movimentações, dedica a sua reunião anual de 5 de Maio, no Porto, ao debate das ameaças à Família e à apresentação de propostas concretas de valorização da estrutura familiar, nomeadamente na sua relação com a Escola.”

Prof. Daniel Serrão

Membro do Conselho Consultivo
da Confederação Nacional das Associações de Família



terça-feira, 20 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Esclarecimento sobre doação de medula óssea

Olá Susana e todos os que nos contactam a pedir esclarecimentos sobre a questão da medula óssea!
Nós publicamos todos os elementos que possuímos sobre cada caso.
Por vezes somos contactados para fornecermos o contacto de algum doente que tenha tocado mais a sensibilidade de algum dos dadores ou para dar algum esclarecimento técnico.
Acontece que, quando não publicamos logo esses elementos, é porque não os possuímos.
Os contactos, esclarecimentos técnicos e outros poderão ser dados pelo serviço nacional de dadores, que se encontra em contacto com serviços de outros países.
Dadores residentes no estrangeiro querendo ajudar deverão obter informações específicas dirigindo-se aos serviços nacionais.

Eis os contactos dos serviços nacionais:

CEDACE, Registo Português de Dadores de Medula Óssea
Hospital Pulido Valente
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA
Tel. 21 750 41 00
Fax. 21 750 41 41

Centro de Histocompatibilidade do Centro
Pcta Prof. Mota Pinto - Edf.São Jerónimo, 4º Apartado 9041
3001-301 COIMBRA
Tel: 239480700/719

Centro de Histocompatibilidade do Norte
R.Roberto Frias - Pavilhão Maria Fernanda
4200-467 PORTO
Tel. 22 51 9102 ou 22 557 3470

Consultar: http://www.chsul.pt/





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http://www.saveafonso.com/

Facebook: AJUDAR O AFONSO



Como Ser Dador
de Medula Óssea


Ter entre 18 e 45 anos
Ter, no mínimo 50Kg
Não ser portador de doenças crónicas ou auto-imunes
Nunca ter recebido uma transfusão de sangue, desde 1980
Para mais informações consulte a página do CEDACE emhttp://www.chsul.pt/index.php/artigos/view/3



O que precisa saber

- O facto de se inscrever como dador não o obriga a fazer a doação de medula se por alguma razão não a puder fazer; Como voluntário o dador não tem nenhuma obrigação legal. As decisões individuais serão sempre respeitadas.

- A inscrição como dador implica apenas a colheita de uma pequena porção de sangue para análise, podendo ser efectuada mesmo por mulheres grávidas.

- A doação não depende necessariamente da colheita a partir da Medula Óssea (ie, colheita de Células progenitoras do interior dos ossos pélvicos, que requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização). Actualmente, é possível fazer a doação de medula a partir de uma colheita de sangue na veia do braço através um processo chamado aférese (o dador tem de tomar previamente um medicamento que é um factor de crescimento que vai fazer aumentar a produção e circulação de células progenitoras no sangue periférico)

- Além destes dois métodos, existe, ainda, outra fonte de células progenitoras que são as células do cordão umbilical. Neste caso, após consentimento prévio da mãe, quando o bebé nasce são colhidas do cordão umbilical. O cordão umbilical tem uma percentagem muito elevada de células progenitoras mas como a quantidade geralmente é pequena, são utilizadas, sobretudo, na transplantação de crianças.

- O Centro de Histocompatibilidade do Sul (CEDACE) organiza frequentemente brigadas que se deslocam a vários locais para promover a inscrição de novos dadores (calendário disponível em http://www.chsul.pt/index.php/pages/locais_inscricao), sendo possível contactar o CEDACE para organizar uma brigada no seu local de trabalho, escola ou outro local em que seja possível recolher um número relevante de dadores;

- Para além das Brigadas existem vários postos de recolha permanente, como sejam os IPO de Lisboa, o Hospital da Estefânia; o Hospital Curry Cabral, o Hospital do Barreiro, e muitos outros (veja mais em http://www.chsul.pt/index.php/artigos/view/4)





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quarta-feira, 7 de abril de 2010

A outra face da eutanásia: a eugenia

Entrevista com o padre Gonzalo Miranda

Matar crianças com critérios selectivos: assim se traduz, segundo o padre Gonzalo Miranda, decano da Faculdade de Bioética do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum (de Roma), a decisão da Holanda de permitir a eutanásia de crianças.
Infelizmente todas as preocupações surgidas a respeito da legislação holandesa sobre a eutanásia estão a verificar-se tragicamente», reconhece nesta entrevista concedida a Zenit o padre Miranda, que representou a Igreja Católica no Comité Internacional de Bioética da UNESCO, encarregado de redigir uma Declaração sobre Normas Universais de Bioética.
Dia 30 de agosto a Justiça desse país permitiu que o Hospital Universitário de Groningen induzisse à morte menores de doze anos, inclusive os recém-nascidos, quando sofrerem de uma enfermidade incurável e um sofrimento insuportável. A prática da eutanásia já está regulamentada no país pela lei de abril de 2002.

-- A que se refere?

-- Pe. Miranda: Uma vez que se estabelece o princípio segundo o qual se pode matar um ser humano porque ele sofre, então logicamente isso se estende a todos os que sofrem. Se se mata um ser humano que pede isso, pode-se aplicar a todos os seres humanos que pedirem, ainda que não sofram.

Quando se começou a discutir a eutanásia na Holanda e em outros países, muitos assinalaram o perigo de deslizar-se para o pior, e os defensores da medida disseram que não ocorreria, e ao contrário... muitos iniciaram em 1993 com a despenalização da eutanásia, e em seguida saiu a lei que se estendeu às crianças de 12 anos em diante.
Pese à oposição da opinião pública, a somente dois anos daquela lei já estamos ante a aplicação a todos os nascidos sem nenhum tipo de consentimento informado por parte do interessado.
Queria sublinhar que se trata do homicídio voluntário de um ser humano que não pode se pronunciar. Homicídio voluntário de um ser humano que não pode dizer o que pensa.

-- O Papa João Paulo II interveio frequentemente para alertar a comunidade internacional dos perigos da «cultura da morte». Que «cultura» é essa?

-- Pe. Miranda: Não se trata de dizer que nossa sociedade está sedenta de sangue e morte; não é isso; mais ainda é uma cultura na qual a morte se vê como a solução para problemas que não sabemos tratar de outro modo.
Problemas que não sabemos tratar porque perdemos a generosidade, a capacidade de acompanhar quem sofre.
Neste caso é evidente: mata-se como solução as crianças que sofrem. A alternativa seria a de acompanhar estas crianças, ajudá-las a não sofrer, e isto custa, tanto económica como emocionalmente.


-- Mas o sofrimento extremo pode levar as pessoas a pedirem a morte?

-- Pe. Miranda: Uma coisa é dizer, em momentos de desespero, que se deseja a morte, e isto é um sentimento humano. Outra coisa é decidir morrer.
Quem pode decidir que tua vida não vale a pena ser vivida, que o melhor que se pode fazer é que morrer? Aqui não se trata de uma inovação da morte, mas do homicídio voluntário do outro.
O desejo emotivo, psicológico, da morte é encontrado inclusive na Sagrada Escritura. Jeremias e Jó, turbados pelo sofrimento, maldizem o dia de seu próprio nascimento. «Oh, que não me tenha feito morrer desde o ventre, e tivesse sido minha mãe minha sepultura (...)! Para que ter nascido do seio, a ver pena e aflição, e a consumir-se na vergonha meus dias? (Jr 20, 14-18).
E também: «Para que dar à luz um desdito, a vida aos que têm amarga a alma, aos que anseiam a morte que não chega e escavam em sua busca mais que por um tesouro, aos que se alegram ante o túmulo(...)? (Jó 3, 20-22).
Trata-se de um sentimento humano que qualquer um pode ter. Enquanto que aqui é Caim quem decide o assassinato do irmão.
Agora o médico, junto aos pais, poderia decidir eliminar as crianças que, segundo aqueles, não deveriam viver.

-- Vários artigos de imprensa recolhem as declarações de um médico holandês que sustenta que se trata de um procedimento a ser aplicado com muito rigor. Que opina?

-- Pe. Miranda: O tema é muito perigoso porque se trata de um rigor técnico, não de um rigor moral. Significa aplicar procedimentos técnicos rigorosos. Também os nazis praticavam a eutanásia com extremo rigor.
No início dos anos 90 convidaram-me a uma reunião mundial de neurocirurgiões para discutir o que fazer quando nasce uma criança com uma enfermidade que chamada «mielomelingocele», uma afecção neurológica muito grave.
Do debate surgiram duas posturas contrapostas. Por um lado, um médico israelita que intervinha cirurgicamente nas crianças com resultados excelentes. Os pacientes tinham de receber acompanhamento, mas levavam uma vida mais normal.
Por outro lado, um médico holandês que explicou como, na clínica onde trabalhava, as crianças afectadas por esta enfermidade eram eliminadas com a administração de uma substância letal.
Só depois de ouvir uma palestra sobre o que é a pessoa humana este último médico confessou que talvez havia que pôr em discussão tal prática.
Frente à mesma enfermidade, alguns médicos intervieram cirurgicamente e outros ao contrário optavam pela morte, que agora é também legal.
O aspecto mais horripilante desta história é ver com que superficialidade e banalidade se decide matar as crianças.

-- De um ponto de vista civil e moral, como se pode valorizar esta decisão da magistratura holandesa?

-- Pe. Miranda: Estão a comportar-se como se fazia em Esparta, a matar as crianças com critérios selectivos. As batalhas levadas a cabo durante séculos sobre a reivindicação dos direitos humanos parecem anuladas frente a estas decisões.
Estamos ante a negação do pensamento judaico-cristão. Na tradição do pensamento ocidental, uma pessoa tem um valor intrínseco pelo simples fato de ser um ser humano.
No momento em que se considera que por suas condições «não vale» a pena, então é eliminado; em suma, qualquer um decide matar.

-- Fala-se de uma reaparição da mentalidade eugénica...

-- Pe. Miranda: Esta mentalidade eugénica já está aplicada com a prática do aborto. Se houvesse um diagnóstico que tivesse descoberto a enfermidade durante a gravidez, provavelmente a criança nunca teria nascido.
Como escapou a este controlo então se pratica a eutanásia depois do nascimento. Trata-se de uma prática com a qual são eliminados os seres humanos considerados «não válidos». Exatamente uma prática eugénica de eliminação do que alguns valorizam como «defeituosos».


-- O jornal romano La Repubblica (31 de agosto de 2004) sustenta que a situação holandesa é «diferente da eugenia nazi», porque «os médicos hitlerianos suprimiam à força com injeções letais crianças sadias porque eram judaicas ou ciganas...».

-- Pe. Miranda: Lamentavelmente o artigo publicado por La Repubblica oferece informações erradas. Também na Holanda se suprimem crianças com injeções letais. Também o autor do artigo talvez não saiba que o programa de eutanásia de Hitler estava rigorosamente reservado aos alemães, e só mais tarde foi estendido às outras etnias.
O programa nazi orientava-se para crianças nascidas com enfermidades que, segundo o seu ponto de vista, ameaçavam a integridade física.
O primeiro caso de eutanásia foi praticado em um menino que tinha lábio leporino. Ocorreu a pedido dos pais, que temendo que tivesse uma vida infeliz pediram ajuda aos médicos do regime hitleriano, que aconselharam a eutanásia.










Relembrar o sr. Carlos Cruz:
parece que há várias «RTP Memória»...

Heduíno Gomes

Sob vários pretextos, de vez em quando lá levamos com o sr. Carlos Cruz num dos canais de televisão.

Se morre um amigo (de carreira!) dele, lá o sr. Carlos Cruz é entrevistado, a chorar, como sabe bem fazer.

Se morre outro amigo (de carreira!) dele, lá o sr. Carlos Cruz é entrevistado, a chorar, como sabe bem fazer.

Se chove na terra dele, lá comenta o temporal.

Se chega a Primavera, lá dá as boas-vindas às andorinhas.

Agora, a pretexto de se falar de um actor, lá aparece o sr. Carlos Cruz no programa 1,2,3. Tanto faz, na RTP ou noutro canal qualquer.

As televisões estarão todas transformadas em «RTP Memória»? Ou estaremos perante uma tentativa de lavagem da imagem do o sr. Carlos Cruz?

Estando o sr. Carlos Cruz a ser julgado por acusação de pedofilia, recomendaria o bom senso, o pudor e o respeito pelas famílias e pelos tribunais que os serviços públicos de televisão, do Estado ou privados, se abstivessem de mostrar tal personagem como herói. Pelo menos, até ouvirmos a sentença, que há-de ser lida depois de serem ouvidas mais as trinta e seis mil quatrocentas e vinte e sete testemunhas que os seus advogados indicaram recentemente. Recomendaria o bom senso, o pudor e o respeito pelas famílias e pelos tribunais... a não ser que motivos subterrâneos existam da parte de quem assim procede.

Independentemente da acusação de pedofilia que pesa sobre o sr. Carlos Cruz, nunca devemos esquecer o seu papel dissolvente dos valores da família, quer como Director de Programas, quer como pivot de programas «recreativos». A memória curta paga-se cara.






terça-feira, 6 de abril de 2010

Imoralidade nas chamadas telefónicas
de solidariedade

É uma vergonha o que se passa com o valor das chamadas telefónicas de ajuda a vítimas de catástrofes.
Cada chamada custa a quem a faz 72 cêntimos (60 cêntimos + IVA).
No entanto, para as organizações de ajuda no terreno são canalizados apenas 50 cêntimos , ou seja, mais ou menos 69% do que pagámos.

Os restantes 31% -- 22 cêntimos -- vão uma parte para o IVA -- 20% -- e restante para o conluio operadoras-televisão anunciante. Isto é, alen do fisco, a PT, Zon, TMN, Vodafone, Optimus...

Assim, o conluio operadoras-televisão anunciante fazem o seu negócio normal à custa da solidariedade...

É aqui que há uma grande IMORALIDADE.

Mais ainda, é de estranhar que, se fizermos um donativo em dinheiro para qualquer instituição de solideriedade a pessoa ou entidade que o faz, vai ter benefícios fiscais em sede de IRS e IRC, conforme seja pessoa singular ou colectiva.

É claro que se analizarmos isto apenas por uma chamada, os valores são irrisórios. No entanto é preciso não esquecer que são muitos milhares de chamadas que estão em questão. É vulgar ouvirmos, numa qualquer estação de televisão que esteja a patrocinar uma dessas campanhas, que já conseguiram angariar 200 mil euros para uma tal organização. Ora olhando para os números acima temos que concordar que o negócio é no mínimo apetecível.

Por isso acho vergonhoso e IMORAL e é obrigação de todos alertarmos para esta situação divulgando-a o mais possível com o fim de que pelo menos o valor do IVA seja retirado ou melhor ainda, seja acrescentado aos tais 50 cêntimos e entregarem não 50 mas 62 cêntimos às organizações de soliriedade que actuam no terreno.

Em relação aos outros 10 centimos é de lamentar como se aproveita o sofrimento de uns e a solidariedade de outros para se fazer negócio.

Divulgar o mais possível! Envie aos seus amigos a seguinte ligação:

Enviado por Alfredo Pereira



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Aviso às famílias sobre o posicionamento
da nova direcção do PPD-PSD

DECLARAÇÃO DO CONSELHO DIRECTIVO
DA UNIÃO DAS FAMÍLIAS PORTUGUESAS

Ascendeu à Presidência do PPD-PSD Pedro Passos Coelho, cujas posições em matéria de política de família e Civilização, nomeadamente sobre os costumes, são das piores no panorama político português.

Pedro Passos Coelho defende a cultura da morte, nomeadamente na questão do aborto e da eutanásia, o que o opõe ao direito à vida e a uma família solidária para com os seus velhos.

Pedro Passos Coelho defende os chamados «casamentos» entre invertidos e diz ter dúvidas sobre se os chamados «casais homossexuais devem poder adoptar crianças», o que constitui uma total perversão do conceito natural de família e a exposição das crianças aos maiores riscos morais e psíquicos.

Pedro Passos Coelho defende a livre pornografia nos meios de comunicação como parte da «liberdade», o que constitui uma permanente agressão às famílias, às crianças e aos jovens, contribuindo assim para a sua deformação moral e perturbação mental.

Pedro Passos Coelho defende a legalização das drogas, o que significa que, chegando ao Governo, conduziria o Estado à capitulação perante o crime e à destruição física, psíquica e moral da juventude.

(Segundo as declarações proferidas em 14 de Maio de 2008, numa reunião do seu partido, relatada no jornal Expresso do dia 17 desse mês.)

Pedro Passos Coelho defende ainda, no seu livro Mudar, recentemente publicado, várias políticas que se revelam contrárias ao desenvolvimento natural da família, das crianças e dos jovens, como seja a política de educação, a política de cultura, a política de família e a política económica.

No seu discurso de vitória nas eleições internas do PPD-PSD, Pedro Passos Coelho anunciou que, chegando ao Governo, iria tornar Portugal «mais progressista». Esta expressão utilizada por Pedro Passos Coelho, dadas as declarações antecedentes, tem de ser devidamente entendida.

O Conselho Directivo da União das Famílias Portuguesas deixa aqui o seu alerta a todos os pais e mães sobre este perigo suplementar que espreita sobre as famílias, jovens e crianças, com a agravante de vir da parte de um sector político que, de um modo geral, até agora, se havia demarcado das políticas declaradamente antifamília de outros partidos.

Lisboa, 30 de Março de 2010

O Conselho Directivo da União das Famílias Portuguesas

 
 

Apelo a dadores














Cidália Maria Silva Pereira
Olá amigos,

Um dia perguntaram-me:
Como consegues energia para ultrapassar os obstáculos sempre de sorriso?
Ao que respondi:
Na vida o que não mata fortalece…
Estou viva!
A vida pregou-me mais uma partida! Encontro-me desde o dia 26 de Fevereiro internada na Unidade de Doentes Neutropénicos do Hospital de São João no Porto...
Foi-me diagnosticada uma doença de sangue bastante grave - Leucemia Linfoblástica Aguda Tipo B.
Apesar de ter consciência e noção do meu estado de saúde, estou optimista!
Ao longo da minha vida, muitos têem sido os obstáculos e etapas difíceis…no meu caminho com muito esforço, empenho e coragem, tenho conseguido vencer com sucesso todos eles!
E com esta determinação e confiança de que dentro em breve estarei curada, dando apoio a todos aqueles que neste momento vivem a mesma situação, aqui estou eu… não desistam!
Não pensem que acontece só aos outros!
Eu já estava inscrita como dadora há alguns anos e vejam a ironia…neste momento sou eu quem necessita de um dador compatível.
Assim faço um apelo,
Ajudem, Contribuam, Não custa nada,
Podem estar a salvar uma VIDA!


Contactar Carlos Rocha
rochafcarlos@gmail.com


sábado, 27 de março de 2010

Curso ensina sogros a não interferir na vida dos filhos

Para combater uma das principais causas de divórcio em Itália: a intromissão dos sogros na vida matrimonial dos filhos, uma igreja italiana abriu um curso para ensinar técnicas de "não ingerência".

Segundo avança a BBC Brasil, a arquidiocese de Friuli, no norte de Itália, decidiu abrir um curso na cidade de Udine para ensinar sogros e sogras a não interferirem na vida matrimonial dos filhos.

O curso, que conta com o apoio financeiro da câmara municipal de Udine, é gratuito e oferece três aulas por semana a sogros e sogras, que o poderão frequentar individualmente ou como casal. Durante as aulas, vários psicólogos irão ensinar os sogros a não se intrometerem demasiado na vida matrimonial dos filhos e a encontrar formas de ajudar a criar os netos respeitando as escolhas dos pais.

De acordo com os organizadores, as intromissões dos sogros nas vidas dos filhos desencadeiam discussões entre os casais e levam, muitas vezes, ao fim de relações aparentemente sólidas, adianta o mesmo site.

A BBC Brasil refere ainda que, segundo os organizadores do curso, várias pesquisas revelam que a intromissão dos pais na vida matrimonial dos filhos é uma das principais causas de divórcio na Itália.

"Os estudos mostram claramente que pelo menos três em cada dez casamentos entram em crise por causa dos sogros. Em algumas regiões, essa proporção chega aos 50%", afirmou o padre Giuseppe Faccin, responsável pela arquidiocese de Udine.

Os dados citados por Giuseppe Faccin são confirmados pela associação italiana dos advogados especializados em divórcios que afirma que a intromissão dos sogros na vida de um casal é tão grave quanto a infidelidade conjugal, revela a BBC Brasil.

O organismo calcula que cerca de 30% das separações judiciais ocorrem por culpa dos sogros, sendo as relações mais problemáticas aquelas que envolvem as mães dos maridos, que muitas vezes entram em rota de colisão com as noras.

(Dos jornais)



Zelo profissional...

Alfredo Pereira

Reino Unido. Urna a sair e carro funerário a ser apreendido por estacionamento. Já estou a ver os zelosos da Emel a facturarem junto à Basílica da Estrela...


domingo, 21 de março de 2010

Defenda a sua família!
Use sempre o cinto de segurança!

[clique na imagem para ver o filme]

Carta Pastoral de Bento XVI aos católicos na Irlanda
sobre os abusos sexuais de menores

1. Amados Irmãos e Irmãs da Igreja na Irlanda, é com grande preocupação que vos escrevo como Pastor da Igreja universal. Como vós, fiquei profundamente perturbado com as notícias dadas sobre o abuso de crianças e jovens vulneráveis da parte de membros da Igreja na Irlanda, sobretudo de sacerdotes e religiosos. Não posso deixar de partilhar o pavor e a sensação de traição que muitos de vós experimentastes ao tomar conhecimento destes actos pecaminosos e criminais e do modo como as autoridades da Igreja na Irlanda os enfrentaram.

Como sabeis, convidei recentemente os bispos irlandeses para um encontro aqui em Roma a fim de referir sobre o modo como trataram estas questões no passado e indicar os passos que empreenderam para responder a esta grave situação. Juntamente com alguns altos Prelados da Cúria Romana ouvi quanto tinham para dizer, quer individualmente quer em grupo, enquanto propunham uma análise dos erros cometidos e das lições aprendidas, e uma descrição dos programas e dos protocolos hoje existente. As nossas reflexões foram francas e construtivas. Alimento a confiança de que, como resultado, os bispos se encontrem agora numa posição mais forte para levar por diante a tarefa de reparar as injustiças do passado e para enfrentar as temáticas mais amplas relacionadas com o abuso dos menores segundo modalidades conformes com as exigências da justiça e com os ensinamentos do Evangelho.

2. Por meu lado, considerando a gravidade destas culpas e a resposta muitas vezes inadequada que lhes foi reservada da parte das autoridades eclesiásticas no vosso país,, decidi escrever esta Carta Pastoral para vos expressar a minha proximidade, e para vos propor um caminho de cura, de renovação e de reparação.

Na realidade, como muitos no vosso país revelaram, o problema do abuso dos menores não é específico nem da Irlanda nem da Igreja. Contudo a tarefa que agora tendes à vossa frente é enfrentar o problema dos abusos que se verificaram no âmbito da comunidade católica irlandesa e de o fazer com coragem e determinação. Ninguém pense que esta dolorosa situação se resolverá em pouco tempo. Foram dados passos em frente positivos, mas ainda resta muito para fazer. É preciso perseverança e oração, com grande confiança na força restabelecedora da graça de Deus.

Ao mesmo tempo, devo expressar também a minha convicção de que, para se recuperar desta dolorosa ferida, a Igreja na Irlanda deve em primeiro lugar reconhecer diante do Senhor e diante dos outros, os graves pecados cometidos contra jovens indefesos. Esta consciência, acompanhada de sincera dor pelo dano causado às vítimas e às suas famílias, deve levar a um esforço concentrado para garantir a protecção dos jovens em relação a semelhantes crimes no futuro.

Enquanto enfretais os desafios deste momento, peço-vos que vos recordeis da «rocha de que fostes talhados» (Is 51, 1). Reflecti sobre as contribuições generosas, com frequência heróicas, oferecidas à Igreja e à humanidade como tal pelas passadas gerações de homens e mulheres irlandeses, e deixai que isto gere impulso para um honesto auto-exame e um convicto programa de renovação eclesial e individual. A minha oração é por que, assistida pela intercessão dos seus muitos santos e purificada pela penitência, a Igreja na Irlanda supere a presente crise e volte a ser uma testemunha convincente da verdade e da bondade de Deus omnipotente, manifestadas no seu Filho Jesus Cristo.

3. Historicamente os católicos da Irlanda demonstraram-se uma grande força de bem quer na pátria quer fora. Monges célticos, como São Colombano, difundiram o Evangelho na Europa Ocidental lançando as bases da cultura monástica medieval. Os ideais de santidade, de caridade e de sabedoria transcendente que derivam da fé cristã, encontraram expressão na construção de igrejas e mosteiros e na instituição de escolas, bibliotecas e hospitais que consolidaram a identidade espiritual da Europa. Aqueles missionários irlandeses tiraram a sua força e inspiração da fé sólida, da guia forte e dos comportamentos morais rectos da Igreja na sua terra natal.

A partir do século XVI, os católicos na Irlanda sofreram um longo período de perseguição, durante o qual lutaram para manter viva a chama da fé em circunstâncias perigosas e difíceis. Santo Oliver Plunkett, o Arcebispo mártir de Armagh, é o exemplo mais famoso de uma multidão de corajosos filhos e filhas da Irlanda dispostos a dar a própria vida pela fidelidade ao Evangelho. Depois da Emancipação Católica, a Igreja teve a liberdade de crescer de novo. Famílias e inúmeras pessoas que tinham preservado a fé durante os tempos das provações tornaram-se a centelha de um grande renascimento do catolicismo irlandês no século XIX. A Igreja forneceu escolarização, sobretudo aos pobres, e isto deu uma grande contribuição à sociedade irlandesa. Um dos frutos das novas escolas católicas foi um aumento de vocações: gerações de sacerdotes, irmãs e irmãos missionários deixaram a pátria para servir em todos os continentes, sobretudo no mundo de língua inglesa. Foram admiráveis não só pela vastidão do seu número, mas também pela robustez da fé e pela solidez do seu empenho pastoral. Muitas dioceses, sobretudo em África, América e Austrália, beneficiaram da presença de clero e religiosos irlandeses que anunciaram o Evangelho e fundaram paróquias, escolas e universidades, clínicas e hospitais, que serviram tanto os católicos, como a sociedade em geral, com atenção especial às necessidades dos pobres.

Em quase todas as famílias da Irlanda houve alguém – um filho ou uma filha, uma tia ou um tio – que deu a própria vida à Igreja. Justamente as famílias irlandesas têm em grande estima e afecto os seus queridos, que ofereceram a própria vida a Cristo, partilhando o dom da fé com outros e actualizando-a num serviço amoroso a Deus e ao próximo.

4. Contudo, nos últimos decénios a Igreja no vosso país teve que se confrontar com novos e graves desafios à fé que surgiram da rápida transformação e secularização da sociedade irlandesa. Verificou-se uma mudança social muito rápida, que muitas vezes atingiu com efeitos hostis a tradicional adesão do povo ao ensinamento e aos valores católicos. Com frequência as práticas sacramentais e devocionais que sustentam a fé e a tornam capaz de crescer, como por exemplo a confissão frequente, a oração quotidiana e os ritos anuais, não foram atendidas. Determinante foi também neste período a tendência, até da parte de sacerdotes e religiosos, para adoptar modos de pensamento e de juízo das realidades seculares sem referência suficiente ao Evangelho. O programa de renovação proposto pelo Concílio Vaticano II por vezes foi mal compreendido e na realidade, à luz das profundas mudanças sociais que se estavam a verificar, não era fácil avaliar o modo melhor de o realizar. Em particular, houve uma tendência, ditada por recta intenção mas errada, a evitar abordagens penais em relação a situações canónicas irregulares. É neste contexto geral que devemos procurar compreender o desconcertante problema do abuso sexual dos jovens, que contribuiu em grande medida para o enfraquecimento da fé e para a perda do respeito pela Igreja e pelos seus ensinamentos.

Só examinando com atenção os numerosos elementos que deram origem à crise actual é possível empreender uma diagnose clara das suas causas e encontrar remédios eficazes. Certamente, entre os factores que para ela contribuíram podemos enumerar: procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa; insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e nos noviciados; uma tendência na sociedade a favorecer o clero e outras figuras com autoridade e uma preocupação inoportuna pelo bom nome da Igreja e para evitar os escândalos, que levaram como resultado à malograda aplicação das penas canónicas em vigor e à falta da tutela da dignidade de cada pessoa. É preciso agir com urgência para enfrentar estes factores, que tiveram consequências tão trágicas para as vidas das vítimas e das suas famílias e obscureceram a luz do Evangelho a tal ponto, ao qual nem sequer séculos de perseguição não tinham chegado.

5. Em diversas ocasiões desde a minha eleição para a Sé de Pedro, encontrei vítimas de abusos sexuais, assim como estou disponível a fazê-lo no futuro. Detive-me com elas, ouvi as suas vicissitudes, tomei nota do seu sofrimento, rezei com e por elas. Precedentemente no meu pontificado, na preocupação por enfrentar este tema, pedi aos Bispos da Irlanda, por ocasião da visita ad limina de 2006, que «estabelecessem a verdade de quanto aconteceu no passado, tomassem todas as medidas adequadas para evitar que se repita no futuro, garantissem que os princípios de justiça sejam plenamente respeitados e, sobretudo, curassem as vítimas e quantos são atingidos por estes crimes abnormes» (Discurso aos Bispos da Irlanda, 28 de Outubro de 2006).

Com esta Carta, pretendo exortar todos vós, como povo de Deus na Irlanda, a reflectir sobre as feridas infligidas ao corpo de Cristo, sobre os remédios, por vezes dolorosos, necessários para as atar e curar, e sobre a necessidade de unidade, de caridade e de ajuda recíproca no longo processo de restabelecimento e de renovação eclesial. Dirijo-me agora a vós com palavras que me vêm do coração, e desejo falar a cada um de vós individualmente e a todos como irmãos e irmãs no Senhor.

6. Às vítimas de abuso e às suas famílias

Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade. Muitos de vós experimentastes que, quando éreis suficientemente corajosos para falar de quanto tinha acontecido, ninguém vos ouvia. Quantos de vós sofrestes abusos nos colégios deveis ter compreendido que não havia modo de evitar os vossos sofrimentos. É comprensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança. É na comunhão da Igreja que encontramos a pessoa de Jesus Cristo, ele mesmo vítima de injustiça e de pecado. Como vós, ele ainda tem as feridas do seu injusto padecer. Ele compreende a profundeza dos vossos padecimentos e o persistir do seu efeito nas vossas vidas e nos relacionamentos com os outros, incluídas as vossas relações com a Igreja. Sei que alguns de vós têm dificuldade até de entrar numa igreja depois do que aconteceu. Contudo, as mesmas feridas de Cristo, transformadas pelos seus sofrimentos redentores, são os instrumentos graças aos quais o poder do mal é infrangido e nós renascemos para a vida e para a esperança. Creio firmemente no poder restabelecedor do seu amor sacrifical – também nas situações mais obscuras e sem esperança – que traz a libertação e a promessa de um novo início. Dirigindo-me a vós como pastor, preocupado pelo bem de todos os filhos de Deus, peço-vos com humildade que reflictais sobre quanto vos disse. Rezo a fim de que, aproximando-vos de Cristo e participando na vida da sua Igreja – uma Igreja purificada pela penitência e renovada na caridade pastoral – possais redescobrir o amor infinito de Cristo por todos vós. Tenho confiança em que deste modo sereis capazes de encontrar reconciliação, profunda cura interior e paz.

7. Aos sacerdotes e aos religiosos que abusaram dos jovens

Traístes a confiança que os jovens inocentes e os seus pais tinham em vós. Por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos. Perdestes a estima do povo da Irlanda e lançastes vergonha e desonra sobre os vossos irmãos. Quantos de vós sois sacerdotes violastes a santidade do sacramento da Ordem Sagrada, no qual Cristo se torna presente em nós e nas nossas acções. Juntamente com o enorme dano causado às vítimas, foi perpetrado um grande dano à Igreja e à percepção pública do sacerdócio e da vida religiosa.

Exorto-vos a examinar a vossa consciência, a assumir a vossa responsabilidade dos pecados que cometestes e a expressar com humildade o vosso pesar. O arrependimento sincero abre a porta ao perdão de Deus e à graça do verdadeiro emendamento. Oferecendo orações e penitências por quantos ofendestes, deveis procurar reparar pessoalmente as vossas acções. O sacrifício redentor de Cristo tem o poder de perdoar até o pecado mais grave e de obter o bem até do mais terrível dos males. Ao mesmo tempo, a justiça de Deus exige que prestemos contas das nossas acções sem nada esconder. Reconhecei abertamente a vossa culpa, submetei-vos às exigências da justiça, mas não desespereis da misericórdia de Deus.

8. Aos pais

Ficastes profundamente transtornados ao tomar conhecimento das coisas terríveis que tiveram lugar naquele que deveria ter sido o ambiente mais seguro para todos. No mundo de hoje não é fácil construir um lar doméstico e educar os filhos. Eles merecem crescer num ambiente seguro, amados e queridos, com um forte sentido da sua identidade e do seu valor. Têm direito a ser educados nos valores morais autênticos, radicados na dignidade da pessoa humana, a serem inspirados pela verdade da nossa fé católica e a aprender modos de comportamento e de acção que os levem a uma sadia estima de si e à felicidade duradoura. Esta tarefa nobre e exigente está confiada em primeiro lugar a vós, seus pais. Exorto-vos a fazer a vossa parte para garantir a melhor cura possível dos jovens, quer em casa quer na sociedade em geral, enquanto que a Igreja, por seu lado, continua a pôr em prática as medidas adoptadas nos últimos anos para tutelar os jovens nos ambientes paroquiais e educativos. Enquanto dais continuidade às vossas importantes responsabilidades, certifico-vos de que estou próximo de vós e que vos dou o apoio da minha oração.

9. Aos meninos e aos jovens da Irlanda

Desejo oferecer-vos uma particular palavra de encorajamento. A vossa experiência de Igreja é muito diversa da que fizeram os vossos pais e avós. O mundo mudou muito desde quando eles tinham a vossa idade. Não obstante, todos, em cada geração, estão chamados a percorrer o mesmo caminho da vida, sejam quais forem as circunstâncias. Todos estamos escandalizados com os pecados e as falências de alguns membros da Igreja, sobretudo de quantos foram escolhidos de modo especial para guiar e servir os jovens. Mas é na Igreja que encontrareis Jesus Cristo que é o mesmo ontem, hoje e sempre (cf. Hb 13, 8). Ele ama-vos e ofereceu-se a si próprio na Cruz por vós. Procurai uma relação pessoal com ele na comunhão da sua Igreja, porque ele nunca trairá a vossa confiança! Só ele pode satisfazer as vossas expectativas mais profundas e conferir às vossas vidas o seu significado mais pleno orientando-as para o serviço ao próximo. Mantende o olhar fixo em Jesus e na sua bondade e protegei no vosso coração a chama da fé. Juntamente com os vossos irmãos católicos na Irlanda olho para vós a fim de que sejais discípulos fiéis do nosso Deus e contribuais com o vosso entusiasmo e com o vosso idealismo tão necessários para a reconstrução e para o renovamento da nossa amada Igreja.

10. Aos sacerdotes e aos religiosos da Irlanda

Todos nós estamos a sofrer como consequência dos pecados dos nossos irmãos que traíram uma ordem sagrada ou não enfrentaram de modo justo e responsável as acusações de abuso. Perante o ultraje e a indignação que isto causou, não só entre os leigos mas também entre vós e as vossas comunidades religiosas, muitos de vós sentis-vos pessoalmente desanimados e também abandonados. Além disso, estou consciente de que aos olhos de alguns sois culpados por associação, e considerados como que de certo modo responsáveis pelos delitos de outros. Neste tempo de sofrimento, desejo reconhecer-vos a dedicação da vossa vida de sacerdotes e de religiosos e dos vossos apostolados, e convido-vos a reafirmar a vossa fé em Cristo, o vosso amor à sua Igreja e a vossa confiança na promessa de redenção, de perdão e de renovação interior do Evangelho. Deste modo, demonstrareis a todos que onde abunda o pecado, superabunda a graça (cf. Rm 5, 20).

Sei que muitos de vós estais desiludidos, transtornados e encolerizados pelo modo como estas questões foram tratadas por alguns dos vossos superiores. Não obstante, é essencial que colaboreis de perto com quantos têm a autoridade e que vos comprometais para fazer com que as medidas adoptadas para responder à crise sejam verdadeiramente evangélicas, justas e eficazes. Sobretudo, exorto-vos a tornar-vos cada vez mais claramente homens e mulheres de oração, seguindo com coragem o caminho da conversão, da purificação e da reconciliação. Deste modo, a Igreja na Irlanda haurirá nova vida e vitalidade do vosso testemunho ao poder redentor do Senhor tornado visível na vossa vida.

11. Aos meus irmãos bispos

Não se pode negar que alguns de vós e dos vossos predecessores falhastes, por vezes gravemente, na aplicação das normas do direito canónico codificado há muito tempo sobre os crimes de abusos de jovens. Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações. Compreendo como era difícil lançar mão da extensão e da complexidade do problema, obter informações fiáveis e tomar decisões justas à luz de conselhos divergentes de peritos. Contudo, deve-se admitir que foram cometidos graves erros de juízo e que se verificaram faltas de governo. Tudo isto minou seriamente a vossa credibilidade e eficiência. Aprecio os esforços que fizestes para remediar os erros do passado e para garantir que não se repitam. Além de pôr plenamente em prática as normas do direito canónico ao enfrentar os casos de abuso de jovens, continuai a cooperar com as autoridades civis no âmbito da sua competência. Claramente, os superiores religiosos devem fazer o mesmo. Também eles participaram em recentes encontros aqui em Roma destinados a estabelecer uma abordagem clara e coerente destas questões. É obrigatório que as normas da Igreja na Irlanda para a tutela dos jovens sejam constantemente revistas e actualizadas e que sejam aplicadas de modo total e imparcial em conformidade com o direito canónico.

Só uma acção decidida levada em frente com total honestidade e transparência poderá restabelecer o respeito e a benquerença dos Irlandeses em relação à Igreja à qual consagrámos a nossa vida. Isto deve brotar, antes de tudo, do exame de vós próprios, da purificação interior e da renovação espiritual. O povo da Irlanda espera justamente que sejais homens de Deus, que sejais santos, que vivais com simplicidade, que procureis todos os dias a conversão pessoal. Para ele, segundo a expressão de Santo Agostinho, sois bispos; contudo estais chamados a ser com eles seguidores de Cristo (cf. Discurso 340, 1). Exorto-vos portanto a renovar o vosso sentido de responsabilidade diante de Deus, a crescer em solidariedade com o vosso povo e a aprofundar a vossa solicitude pastoral por todos os membros da vossa grei. Em particular, sede sensíveis à vida espiritual e moral de cada um dos vossos sacerdotes. Sede um exemplo com as vossas próprias vidas, estai-lhes próximos, ouvi as suas preocupações, oferecei-lhes encorajamento neste tempo de dificuldades e alimentai a chama do seu amor a Cristo e o seu compromisso no serviço dos seus irmãos e irmãs.

Também os leigos devem ser encorajados a fazer a sua parte na vida da Igreja. Fazei com que sejam formados de modo que possam dizer a razão, de maneira articulada e convincente, do Evangelho na sociedade moderna (cf. 1 Pd 3, 15), e cooperem mais plenamente na vida e na missão da Igreja. Isto, por sua vez, ajudar-vos-á a ser de novo guias e testemunhas credíveis da verdade redentora de Cristo.

12. A todos os fiéis da Irlanda

A experiência que um jovem faz da Igreja deveria dar sempre fruto num encontro pessoal e vivificante com Jesus Cristo numa comunidade que ama e que oferece alimento. Neste ambiente, os jovens devem ser encorajados a crescer até à sua plena estatura humana e espiritual, a aspirar por ideais nobres de santidade, de caridade e de verdade e a inspirar-se nas riquezas de uma grande tradição religiosa e cultural. Na nossa sociedade cada vez mais secularizada, na qual também nós critãos muitas vezes temos dificuldade em falar da dimensão transcendente da nossa existência, precisamos de encontrar novos caminhos para transmitir aos jovens a beleza e a riqueza da amizade com Jesus Cristo na comunhão da sua Igreja. Ao enfrentar a presente crise, as medidas para se ocupar de modo justo de cada um dos crimes são essenciais, mas sozinhas não são suficientes: há necessidade de uma nova visão para inspirar a geração actual e as futuras a fazer tesouro do dom da nossa fé comum. Caminhando pela via indicada pelo Evangelho, observando os mandamentos e conformando a nossa vida de maneira cada vez mais próxima com a pessoa de Jesus Cristo, fareis a experiência da renovação profunda da qual hoje há uma urgente necessidade. Convido-vos a todos a perseverar neste caminho.

13. Amados irmãos e irmãs em Cristo, é com profunda preocupação por todos vós neste tempo de sofrimento, no qual a fragilidade da condição humana foi tão claramente revelada, que desejei oferecer-vos estas palavras de encorajamento e de apoio. Espero que as acolhais como um sinal da minha proximidade espiritual e da minha confiança na vossa capacidade de responder aos desafios do momento actual tirando renovada inspiração e força das nobres tradições da Irlanda de fidelidade ao Evangelho, de perseverança na fé e de firmeza na consecução da santidade. Juntamente com todos vós, rezo com insistência para que, com a graça de Deus, as feridas que atingiram muitas pessoas e famílias possam ser curadas e que a Igreja na Irlanda possa conhecer uma época de renascimento e de renovação espiritual.

14. Desejo propor-vos algumas iniciativas concretas para enfrentar a situação. No final do meu encontro com os Bispos da Irlanda, pedi que a Quaresma deste ano fosse considerada como tempo de oração para uma efusão da misericórdia de Deus e dos dons de santidade e de força do Espírito Santo sobre a Igreja no vosso país. Agora convido todos vós a dedicar as vossas penitências da sexta-feira, durante todo o ano, de agora até à Páscoa de 2011, por esta finalidade. Peço-vos que ofereçais o vosso jejum, a vossa oração, a vossa leitura da Sagrada Escritura e as vossas obras de misericórdia para obter a graça da cura e da renovação para a Igreja na Irlanda. Encorajo-vos a redescobrir o sacramento da Reconciliação e a valer-vos com mais frequência da força transformadora da sua graça.

Deve ser dedicada também particular atenção à adoração eucarística, e em cada diocese deverão haver igrejas ou capelas reservadas especificamente para esta finalidade. Peço que as paróquias, os seminários, as casas religiosas e os mosteiros organizem tempos para a adoração eucarística, de modo que todos tenham a possibilidade de participar deles. Com oração fervorosa diante da presença real do Senhor, podeis fazer a reparação pelos pecados de abuso que causaram tantos danos, e ao mesmo tempo implorar a graça de uma renovada força e de um sentido da missão mais profundo por parte de todos os bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis.

Tenho esperança em que este programa levará a um renascimento da Igreja na Irlanda na plenitude da própria verdade de Deus, porque é a verdade que nos torna livres (cf. Jo 8, 32).

Além disso, depois de me ter consultado e rezado sobre a questão, tenciono anunciar uma Visita Apostólica a algumas dioceses da Irlanda, assim como a seminários e congregações religiosas. A Visita propõe-se ajudar a Igreja local no seu caminho de renovação e será estabelecida em cooperação com as repartições competentes da Cúria Romana e com a Conferência Episcopal Irlandesa. Os pormenores serão anunciados no devido momento.

Além disso proponho que se realize uma Missão a nível nacional para todos os bispos, sacerdotes e religiosos. Alimento a esperança de que, haurindo da competência de peritos pregadores e organizadores de retiros quer da Irlanda como de outras partes, e reexaminando os documentos conciliares, os ritos litúrgicos da ordenação e da profissão e os recentes ensinamentos pontifícios, alcanceis um apreço mais profundo das vossas respectivas vocações, de modo a redescobrir as raízes da vossa fé em Jesus Cristo e a beber abundantemente nas fontes da água viva que ele vos oferece através da sua Igreja.

Neste Ano dedicado aos Sacerdotes, recomendo-vos de modo muito particular a figura de São João Maria Vianney, que teve uma compreensão tão rica do mistério do sacerdócio. «O sacerdote, escreveu, possui a chave dos tesouros do céu: é ele quem abre a porta, é ele o dispensador do bom Deus, o administrador dos seus bens». O cura d’Ars compreendeu bem como é grandemente abençoada uma comunidade quando é servida por um sacerdote bom e santo. «Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o tesouro maior que o bom Deus pode dar a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina». Por intercessão de São João Maria Vianney possa o sacerdócio na Irlanda retomar vida e a inteira Igreja na Irlanda crescer na estima do grande dom do ministério sacerdotal.

Aproveito esta ocasião para agradecer desde já a quantos se comprometerem no empenho de organizar a Visita Apostólica e a Missão, assim como os tantos homens e mulheres que em toda a Irlanda já se comprometeram pela tutela dos jovens nos ambientes eclesiásticos. Desde quando a gravidade e a extensão do problema dos abusos sexuais dos jovens em instituições católicas começou a ser plenamente compreendido, a Igreja desempenhou uma grande quantidade de trabalho em muitas partes do mundo, a fim de o enfrentar e remediar. Enquanto não se deve poupar esforço algum para melhorar e actualizar procedimentos já existentes, encoraja-me o facto de que as práticas de tutela em vigor, adoptadas pelas Igrejas locais, são consideradas, nalgumas partes do mundo, um modelo que deve ser seguido por outras instituições.

Desejo concluir esta Carta com uma especial Oração pela Igreja na Irlanda, que vos envio com o cuidado que um pai tem pelos seus filhos e com o afecto de um cristão como vós, escandalizado e ferido por quanto aconteceu na nossa amada Igreja. Ao utilizardes esta oração nas vossas famílias, paróquias e comunidades, que a Bem-Aventurada Virgem Maria vos proteja e vos guie pelo caminho que conduz a uma união mais estreita com o seu Filho, crucificado e ressuscitado. Com grande afecto e firme confiança nas promessas de Deus, concedo de coração a todos vós a minha Bênção Apostólica em penhor de força e paz no Senhor.

Vaticano, 19 de Março de 2010, Solenidade de São José

Benedictus PP. XVI